Vivendo a lei

Lições da Bíblia1:

“Então o Senhor disse a Moisés: – Assim você dirá aos filhos de Israel: ‘Vocês viram que dos céus Eu lhes falei. Não façam deuses de prata ao lado de Mim, nem façam para vocês deuses de ouro’” (Êx 20:22, 23).

Leituras da semana: Êx 21:1-32; 22:16-31; 23; 2Rs 19:35; Mt 5:38-48; Rm 12:19; Mt 16:27

Deus desejava que Seu povo fosse diferente das nações vizinhas. Queria que fosse estabelecido como uma consagrada comunidade de fé sob Sua liderança e autoridade. Todos estariam sujeitos à Sua lei. Os juízes seriam nomeados como administradores da lei, e os sacerdotes deviam ensiná-la. Os pais também teriam papel essencial.

Em qualquer cultura, as leis revelam os ideais, objetivos e caráter do legislador. Por exemplo, quando o Faraó ordenou que os meninos hebreus recém-nascidos fossem mortos, essa lei revelou que ele era maligno. Por outro lado, se um governante decretasse que os jovens de 18 anos deviam receber educação superior gratuita, muitos considerariam isso evidência de sua generosidade e de seu desejo de que o povo prosperasse.

A lei de Deus revela quem Ele é, ou seja, Sua bondade, amor, valores, retidão e Suas restrições contra o mal. Assim como a lei é santa e justa, Deus também o é. Ao criar condições para uma vida mais plena, a lei também ajuda a nos proteger de perigos e infortúnios. O respeito a Deus, ao próximo e aos valores da vida eram a base de Seu sistema legislativo.

Sábado, 23 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do Êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.

Aliança no Sinai – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 254-265 (“A lei de Deus”); 280-290 (“O inimigo da lei”).

“Deus pretendia fazer da ocasião em que pronunciaria Sua lei uma cena de impressionante e respeitável grandeza, à altura do exaltado caráter daquela lei. O povo precisaria compreender que todas as coisas ligadas ao serviço de Deus devem ser consideradas com a maior reverência” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 254).

O princípio da reverência brota da compreensão da majestade de Deus. Ao contemplar Sua glória, o coração se enche de gratidão e o orgulho é humilhado. Quanto mais perto vemos Sua santidade, mais vemos nossas imperfeições, levando-nos a ter sede de Sua presença transformadora e o desejo de ser semelhantes a Ele. Saber quem somos, em contraste com Deus e Sua lei, nos torna dependentes da morte substitutiva de Cristo por nós.

Jesus afirmou que, se humildemente aceitarmos Deus como Senhor, Seus mandamentos não serão pesados (Mt 11:28-30). Ele disse que a lei divina tem validade permanente (Mt 5:17-20). Quando observamos as leis de Deus por amor e gratidão a Ele, pela salvação que nos concedeu gratuitamente, experimentamos a plenitude de um relacionamento salvífico com Ele. Além de desfrutar as vantagens de guardar a lei (afinal, violá-la só traz sofrimento e dificuldades), temos a certeza de saber que nossa salvação é encontrada em Jesus, e não em nossa observância da lei.

Perguntas para consideração

1. A preparação para receber a lei ajudou Israel a ter a reverência de que precisavam. Hoje existe a mesma reverência e temor diante de Deus?

2. Reflita sobre a fórmula da aliança: “Eu serei o Deus deles, e eles serão o Meu povo.” O que isso significa? Como isso se revela em nós?

3. O que Deus nos ordena fazer, Ele nos capacita a realizar. Ellen G. White afirma que “todas as Suas ordens são promessas habilitadoras” (Parábolas de Jesus [CPB, 2022], p. 192). Como aplicar essas promessas (em hebraico, dabarim)?

4. Como responder à ideia de que, após a cruz, a lei foi anulada? Na maioria dos casos, o que os adeptos dessa ideia acreditam que foi abolido?

Sexta-feira, 22 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.

A lei como promessa de Deus para nós

Lições da Bíblia1:

5. Leia Romanos 3:20-24. Paulo foi claro ao ensinar que não podemos ser salvos pela obediência aos Dez Mandamentos. Qual é, então, o papel deles em nossa vida?

Romanos 3:20-24 (NAA)2: 20 Porque ninguém será justificado diante de Deus por obras da lei, pois pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. 21 Mas, agora, sem lei, a justiça de Deus se manifestou, sendo testemunhada pela Lei e pelos Profetas. 22 É a justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que creem. Porque não há distinção, 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,

O termo hebraico que se refere aos Dez Mandamentos (dabarim; Êx 34:28; Dt 4:13; 10:4) não significa literalmente “mandamentos”, mas “palavras”. Além disso, dabar pode significar “promessa”. É por isso que, em várias passagens, esse termo é traduzido expressando a ideia de promessa (1Rs 8:56; 2Cr 1:9; Ne 5:12, 13; Dt 1:11; 6:3; 9:28; Js 9:21; 22:4; 23:5).

Ellen G. White escreveu: “Os Dez Mandamentos […] são dez promessas” (Comentário Bíblico Adventista, v. 1, p. 1105). Devemos entender o Decálogo como promessas de Deus que nos guiarão no caminho certo para que Ele possa fazer coisas maravilhosas por nós. Mas, para isso, devemos obedecer-lhes.

6. Como entender a declaração de Paulo de que Cristo é o “fim da lei”? Rm 10:4

Rm 10:4 (NAA): Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.

Paulo afirmou que Jesus Cristo é o “fim” (em grego, telos) da lei, mas não no sentido de que Ele a tenha abolido ou eliminado. “Em vez disso, significa que Cristo é o objetivo e a finalidade da lei”. “Cristo é o propósito para o qual a lei foi dada. Como resultado, todo o que Nele crê é declarado justo” (Rm 10:4, NVT). Não quer dizer que o sacrifício expiatório de Cristo não deu fim à validade e perpetuidade da lei.

Paulo destacou a importância da lei, bem como sua legitimidade e autoridade permanente (Rm 3:31; 1Co 7:19; Gl 5:6). A palavra telos indica especialmente propósito (finalidade), e não tempo (término). Cristo é a chave que desvenda o verdadeiro significado e propósito da lei de Deus. Portanto, seria incorreto afirmar que Ele tenha invalidado, substituído ou abolido a lei. Cristo é o objetivo da lei, Aquele para quem ela aponta.

Como a lei aponta para Jesus? O que ela revela sobre nós mesmos que, de fato, nos conduz a Cristo?

Quinta-feira, 21 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Diferentes funções da lei de Deus

Lições da Bíblia1:

A lei de Deus revela Seu caráter, quem Ele é. Assim como Deus é santo, justo e bom, também é Sua lei. “A lei é santa e o mandamento é santo, justo e bom” (Rm 7:12).

A lei é vista de maneira bastante positiva (Mt 5:17, 18; Jo 14:15; 1Co 7:19). Os escritores bíblicos escreveram poemas sobre a lei (Sl 119), cantaram sobre ela (Sl 19) e meditavam sobre ela dia e noite (Sl 1:2; Js 1:8). A lei nos ajuda a ficar longe do mal e nos concede sabedoria, entendimento, saúde, prosperidade e paz (Dt 4:1-6; Pv 2; 3).

1. A lei de Deus é como uma cerca que cria um grande espaço livre para a vida e mostra que, além de um limite específico, existem perigos, dificuldades, complicações e até mesmo morte (Gn 2:16, 17; Tg 2:12).

2. A lei também é como uma placa de sinalização que aponta para Jesus, o qual perdoa nossos pecados e transforma nossa vida (2Co 5:17; 1Jo 1:7-9). Ela é um paidagogos (“guardião”, NAA; ou “tutor”, NVI) que nos leva a Cristo (Gl 3:24).

4. Leia Tiago 1:23-25. O que esse texto diz e como essas palavras nos ajudam a perceber qual é a função e a importância da lei, mesmo que ela não possa nos salvar?

Tiago 1:23-25 (NAA)2: 23 Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se àquele que contempla o seu rosto natural num espelho; 24 pois contempla a si mesmo, se retira e logo esquece como era a sua aparência. 25 Mas aquele que atenta bem para a lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte que logo se esquece, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.

Um espelho revela nossos defeitos, mas não pode removê-los. Mostra os problemas, mas não oferece solução para eles. Ocorre o mesmo com a lei de Deus. Tentar ser justificado diante de Deus guardando a lei seria como olhar para o espelho esperando que, mais cedo ou mais tarde, ele faça nossos defeitos desaparecerem.

Uma vez que a salvação é pela fé e não pelas obras, nem sequer as obras da lei, alguns cristãos concluem que a lei foi abolida e que não precisamos mais guardá-la. A Bíblia, no entanto, ensina que a lei define o que é pecado: “Eu não teria conhecido o pecado, a não ser por meio da lei” (Rm 7:7). Portanto, essa ideia é uma interpretação bastante equivocada da relação entre a lei e o evangelho. A existência da lei é exatamente o motivo pelo qual precisamos do evangelho.

Você tem sido bem-sucedido nas tentativas de obedecer à lei? Você a observa tão perfeitamente que poderia basear sua salvação nela? Se não, por que você precisa do evangelho?

Quarta-feira, 20 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Preparando-se para a entrega da lei

Lições da Bíblia1:

2. Como Deus preparou Israel para receber os Dez Mandamentos? Êx 19:9-25

Êx 19:9-25 (NAA): 9 O Senhor disse a Moisés: — Eis que virei a você numa nuvem escura, para que o povo ouça quando eu falar com você e para que também creiam sempre em você. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do povo ao Senhor. 10 E o Senhor disse a Moisés: — Vá ao povo e consagre-o no dia de hoje e amanhã. Que eles lavem as suas roupas 11 e estejam prontos para o terceiro dia, porque no terceiro dia o Senhor, à vista de todo o povo, descerá sobre o monte Sinai. 12 Marque ao redor do monte limites para o povo, dizendo: “Tomem cuidado para não subir o monte, nem tocar a sua extremidade. Todo aquele que tocar o monte será morto. 13 Mão nenhuma tocará nele. Se o fizer, será apedrejado ou flechado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar longamente a trombeta, então subirão o monte.” 14 Moisés desceu do monte para junto do povo e consagrou o povo; e lavaram as suas roupas. 15 E Moisés disse ao povo: — Estejam prontos no terceiro dia. Que até lá ninguém tenha relações com a sua mulher. 16 Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões e relâmpagos, uma espessa nuvem cobriu o monte, e ouviu-se um forte som de trombeta, de maneira que todo o povo que estava no arraial tremeu de medo. 17 E Moisés levou o povo para fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. 18 Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor havia descido sobre ele em fogo. A fumaça subia como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia com violência. 19 E o som da trombeta ia aumentando cada vez mais. Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão. 20 O Senhor desceu sobre o monte Sinai, sobre o alto do monte. O Senhor chamou Moisés para o alto do monte e Moisés foi até lá. 21 E o Senhor disse a Moisés: — Desça e avise ao povo que não ultrapasse o limite até o Senhor para vê-lo, para evitar que muitos deles sejam mortos. 22 Também os sacerdotes, que se aproximam do Senhor, devem se consagrar, para que o Senhor não se volte contra eles. 23 Então Moisés disse ao Senhor: — O povo não poderá subir o monte Sinai, porque tu nos advertiste, dizendo: “Marque limites ao redor do monte e consagre-o.” 24 E o Senhor respondeu: — Vá, desça; depois você subirá, e Arão virá com você; porém os sacerdotes e o povo não devem ultrapassar o limite para subir ao Senhor, para que Deus não se volte contra eles. 25 Então Moisés desceu ao povo e lhe disse tudo isso.

Deus deu instruções sobre o fazer a fim de se preparar para a entrega da lei no Sinai. A pureza externa devia refletir a dedicação total a Deus. Israel precisava estar pronto para a manifestação da glória do Senhor. Esse evento foi acompanhado por “trovões e relâmpagos, uma espessa nuvem cobriu o monte, e ouviu-se um forte som de trombeta, de maneira” que o povo “tremeu de medo” (Êx 19:16).

Os Dez Mandamentos ocupam o centro da revelação divina e da ética bíblica. Eles formam a substância e o fundamento dos padrões divinos para toda a humanidade. Seus princípios são eternos e universais.

De acordo com o relato bíblico, o Decálogo foi proclamado por Deus (Êx 19:19; 20:1; Dt 5:4, 5, 24) e escrito por Ele (Êx 24:12; 31:18; Dt 5:22). Foi dado duas vezes a Moisés como uma dádiva especial (Êx 32:19; 34:1; Dt 10:1, 2).

O Decálogo é chamado de tábuas do “testemunho” (em hebraico, ‘edut; Êx 31:18) ou “palavras da aliança” (dibre habberit; Êx 34:28). Elas foram escritas nas “tábuas da aliança” (Dt 9:9, 11, 15). No texto original, o Decálogo nunca é chamado de “Dez Mandamentos” (em hebraico, “mandamentos” é mitzvot). Em vez disso, três vezes é chamado, literalmente, de “as Dez Palavras” (‘aseret haddebarim; Êx 34:28; Dt 4:13; 10:4). Essa expressão vem de dabar, que significa “palavra, sentença, assunto, coisa, discurso, história, promessa, declaração”.

A Bíblia apresenta duas versões do Decálogo, com diferenças muito pequenas: a primeira está registrada em Êxodo 20:1-17, e a segunda, em Deuteronômio 5:6-21. A segunda versão, apresentada oralmente por Moisés a Israel, foi dada quase 40 anos depois do Sinai, pouco antes de o povo entrar na terra prometida (Dt 1:3, 4; 4:44-47). Essas circunstâncias explicam as pequenas diferenças entre as duas versões.

Quando Paulo resumiu a lei de Deus como amor, ele citou o Decálogo (Rm 13:8-10). O amor é a essência da lei de Deus porque Ele é um Deus de amor (1Jo 4:16).

Como você entende a ideia de que os Dez Mandamentos são uma expressão do amor de Deus? O que isso significa? Como o amor de Deus é revelado neles?

Segunda-feira, 18 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

No monte Sinai

Lições da Bíblia1:

1. Leia Êxodo 19:1-8. O que Deus prometeu aos israelitas, no pé do monte Sinai?

Êxodo 19:1-8 (NAA)2: 1 No terceiro mês depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, eles chegaram ao deserto do Sinai. 2 Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai, no qual acamparam; ali Israel acampou em frente ao monte. 3 Moisés subiu para encontrar-se com Deus. E do monte o Senhor o chamou e lhe disse: — Assim você falará à casa de Jacó e anunciará aos filhos de Israel: 4 “Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de mim. 5 Agora, pois, se ouvirem atentamente a minha voz e guardarem a minha aliança, vocês serão a minha propriedade peculiar dentre todos os povos. Porque toda a terra é minha, 6 e vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” São estas as palavras que você falará aos filhos de Israel. 7 Moisés foi, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que o Senhor lhe havia ordenado. 8 Então todo o povo respondeu a uma só voz: — Tudo o que o Senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo.

Deus levou os israelitas ao monte Sinai, onde pouco depois lhes daria os Dez Mandamentos (o Decálogo). O Jebel Musa (“monte de Moisés”, em árabe), que fica na península do Sinai e tem 2.285 metros de altitude, provavelmente seja o local em que Moisés se encontrou com Deus várias vezes (Êx 3:1; 19:2; 24:18) e, séculos depois, Elias fez o mesmo (1Rs 19:8). Essa é também a montanha em que Deus chamou Moisés para liderar Israel (Êx 3:1, 10). Naquele momento, Deus informou a Moisés que ele adoraria ao Senhor naquele mesmo local, junto com os israelitas libertados, o que seria um sinal de que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó os estava conduzindo (Êx 3:12).

Após dois meses de viagem, os israelitas chegaram ao Sinai (Êx 19:1), onde ficaram cerca de um ano (Êx 19:1; Nm 10:11, 12). Naquele ano, Deus entregou inúmeras leis (Êx 19–40; Lv 1–27; Nm 1:1–10:10). A estada de Israel no monte Sinai é o elemento central da narrativa encontrada nos primeiros cinco livros da Bíblia. Naquele momento Israel foi estabelecido como o povo escolhido de Deus, a única nação que não havia mergulhado no paganismo e na idolatria.

Deus tomou a iniciativa e estabeleceu a aliança entre Ele e Israel. Sob a condição da obediência do povo e de manter um relacionamento com Ele, Deus prometeu fazer dele “tesouro especial”, “reino de sacerdotes” e “nação santa” (Êx 19:5, 6, NVI).

Ser um povo santo significa ser dedicado a Deus e revelar Seu caráter aos outros, especialmente às nações ao redor. Israel também foi chamado para atuar como um reino de sacerdotes que conectaria pessoas com Deus, levando-as a Ele e ensinando-lhes Sua vontade e Suas leis. Israel devia ser o tesouro especial de Deus, porque Ele desejava que Seu povo se tornasse Seu canal para iluminar o mundo.

Essa aliança foi o estabelecimento legal do relacionamento entre Deus e Seu povo. A fórmula geral da aliança, com leves variações nos textos, é: “Eu serei o Deus deles, e eles serão o Meu povo” (Jr 31:33; Êx 6:7; Lv 26:12; Jr 24:7; Hb 8:10; Ap 21:3)

Imagine ser o “tesouro especial” de Deus! Que privilégios especiais isso envolveria? Que responsabilidades especiais você teria?

Domingo, 17 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Aliança no Sinai

Lições da Bíblia1:

“Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de Mim. Agora, pois, se ouvirem atentamente a Minha voz e guardarem a Minha aliança, vocês serão a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos. Porque toda a terra é Minha, e vocês serão para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Êx 19:4-6).

Leituras da semana: Êx 19; 20:1-17; Ap 21:3; Dt 5:6-21; Tg 1:23-25; Rm 3:20-24; 10:4

Para onde Deus levou os israelitas depois de libertá-los? Talvez você responda: “Para o deserto e, depois, para a terra prometida.” Mesmo que essa resposta esteja correta quanto à geografia, ela está errada quanto à teologia. Deus respondeu: “Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de Mim” (Êx 19:4; grifo nosso). A resposta teológica à pergunta revela a prioridade e o objetivo divinos: Ele os levou para perto de Si mesmo.

Quando nos afastamos, Deus nos procura e nos chama de volta. O melhor exemplo dessa verdade está no Éden, quando Adão e Eva pecaram e se esconderam de Deus. Ele perguntou: “Onde você está?” (Gn 3:9). Ele sempre dá o primeiro passo. Jesus chamou: “Venham a Mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e Eu os aliviarei. Tomem […] o Meu jugo e aprendam de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso” (Mt 11:28, 29, grifo nosso).

Deus chama a todos nós. Nosso destino eterno depende de nossa resposta.

Sábado, 16 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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