O livro e o sangue

Lições da Bíblia1:

1. Leia Êxodo 24:1-8. Quais funções a leitura da Palavra de Deus e a aspersão do sangue desempenharam na confirmação da aliança entre Deus e Seu povo?

Êxodo 24:1-8 (NAA):  1 Deus disse a Moisés: — Subam para junto do Senhor, você, Arão, Nadabe, Abiú e setenta dos anciãos de Israel; e adorem de longe. 2 Só Moisés se aproximará do Senhor; os outros não se aproximarão, nem o povo subirá com ele. 3 Moisés foi e transmitiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos. Então todo o povo respondeu a uma voz e disse: — Tudo o que o Senhor falou nós faremos. 4 Moisés escreveu todas as palavras do Senhor e, tendo-se levantado de manhã cedo, edificou um altar ao pé do monte e ergueu doze colunas, segundo as doze tribos de Israel. 5 E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram ao Senhor holocaustos e sacrifícios pacíficos de novilhos. 6 Moisés pegou a metade do sangue e o pôs em bacias; e a outra metade aspergiu sobre o altar. 7 Depois pegou o livro da aliança e o leu para o povo. E eles disseram: — Tudo o que o Senhor falou nós faremos e obedeceremos. 8 Então Moisés pegou aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: — Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez com vocês de acordo com todas estas palavras.

O Deus vivo da Bíblia é o Deus dos relacionamentos. Para nosso Senhor, o mais importante não é um objeto ou cronograma, mas a pessoa. Assim, Ele dedica bastante atenção às pessoas, e o propósito principal de Suas ações é construir um relacionamento pessoal com os seres humanos. Afinal, um Deus que “é amor” (1Jo 4:8) teria que ser um Deus que Se importasse com relacionamentos, pois como pode haver amor sem relacionamentos?

Jesus disse: “E Eu, quando for levantado da Terra, atrairei todos a Mim” (Jo 12:32). Deus está interessado não apenas em nosso comportamento ético, na doutrina correta ou em um conjunto de ações adequadas, mas, acima de tudo, em um relacionamento pessoal e profundo conosco. As duas instituições estabelecidas na criação (Gn 1 e 2) tratam de relacionamento: a primeira envolve o relacionamento vertical com Deus (o sábado), e a segunda, o relacionamento horizontal entre seres humanos (o casamento).

A confirmação da aliança no Sinai teve o objetivo de reforçar o relacionamento especial que Deus desejava ter com Seu povo. Naquela cerimônia, o povo disse duas vezes: “Tudo o que o Senhor falou faremos” (Êx 24:3, 7). As pessoas realmente queriam fazer isso, mas não conheciam sua própria fragilidade e falta de poder. O sangue da aliança foi aspergido sobre o povo, indicando que somente pelos méritos de Cristo Israel seria capaz de seguir as instruções de Deus.

Não queremos aceitar que nossa natureza humana seja frágil, vulnerável e completamente pecaminosa. Temos uma tendência inerente ao mal. Para sermos capazes de fazer o bem, precisamos receber uma ajuda de fora de nós mesmos. Essa ajuda vem somente do alto, do poder de Deus, de Sua Palavra e do Espírito Santo. E mesmo com tudo isso à nossa disposição, facilmente caímos, não é verdade?

É por isso que um relacionamento pessoal e próximo com Deus era tão essencial para o povo daquela época, no Sinai, quanto é para nós hoje.

“Tudo o que o Senhor falou nós faremos.” Quantas vezes você disse a mesma coisa, mas depois falhou? Qual é a única solução?

Domingo, 31 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A aliança e o modelo

Lições da Bíblia1:

“Moisés foi e transmitiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos. Então todo o povo respondeu a uma voz e disse: – Tudo o que o Senhor falou nós faremos” (Êx 24:3).

Leituras da semana: Êx 24; 1Co 11:23-29; Lv 10:1, 2; Ez 36:26-28; Êx 25:1-9; 31

Como seu Deus, Criador e Redentor, o Senhor desejava estar com Seu povo e habitar no meio dele. Deus nos criou para vivermos em profunda comunhão com Ele. No entanto, se relacionamentos significativos com outras pessoas só se constroem com tempo e dedicação, o mesmo é verdade em nosso relacionamento vertical com Deus. Essa pode ser uma experiência edificante e de muito crescimento, mas somente se passarmos tempo com Ele. Em termos práticos, significa estudar Sua Palavra (na qual Deus fala conosco), orar (quando abrimos o coração para Deus) e testemunhar aos outros sobre a morte, ressurreição e volta de Cristo (envolvendo-nos na missão de Deus). À medida que o Senhor nos abençoa, seremos um canal de bênçãos para os outros.

O foco deve estar em Deus, não em nós mesmos (Hb 12:1, 2). Ao nos conectarmos com Ele, Deus nos capacita a seguir Seus ensinos, o que significa obedecer à Sua Palavra. Não é de admirar que a geração de seguidores de Cristo do tempo do fim seja descrita como aqueles “que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12).

Na verdade, é simples: amamos a Deus e, por causa desse amor, O obedecemos.

Sábado, 30 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.

Vivendo a lei – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 261-265 (“A lei de Deus”).

Vivemos no território do inimigo, e não é de admirar que podemos ser atingidos por suas armadilhas. Quem não conhece o sofrimento causado pelo pecado? Infelizmente, essa é uma parte inevitável da vida. No entanto, Deus nos dá poder para lidar com essa realidade.

“O precioso Salvador enviará auxílio exatamente quando necessitarmos dele. O caminho para o Céu é consagrado por Suas pegadas. Cada espinho que fere nossos pés feriu também os Dele. A cruz que somos chamados a carregar, Ele a levou antes de nós. O Senhor permite que venham conflitos a fim de prepararem nosso coração para a paz. O tempo de angústia será uma prova terrível para o povo de Deus; mas será também a oportunidade de todo verdadeiro crente olhar para cima e ver pela fé o arco da promessa ao seu redor” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 525).

Perguntas para consideração

1. Muitas pessoas têm se debatido com o fato de que o Senhor expulsou nações pagãs de suas terras e, às vezes, até mesmo as exterminou. É inquietante. No entanto, como a percepção de que o amor de Deus também deve executar a justiça nos ajuda a confiar que esses acontecimentos revelaram não apenas a justiça de Deus, mas também Seu amor?

2. Logo depois das palavras de Jesus sobre amar os outros, inclusive os inimigos e aqueles que nos odeiam, Ele disse: “Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês, que está no Céu” (Mt 5:48). Por que Jesus apresentaria essa ordem após aquelas instruções? O que significa não apenas ser “perfeito”, mas ser perfeito “como” o Pai que está no Céu?

3. Paulo tinha uma atitude positiva e edificante em relação à lei de Deus e suas funções, mas era contra o uso indevido da lei. O que significa a declaração de que não estamos “debaixo da lei, e sim da graça” (Rm 6:14)? De que modo podemos usar mal a lei de Deus?

4. Qual é a diferença entre justiça e vingança? Esses dois conceitos são contrários ou apenas manifestações da mesma ideia? Como podemos saber se nosso desejo por justiça não é, na verdade, desejo por vingança?

Sexta-feira, 29 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Vingança

Lições da Bíblia1:

6. “Meus amados, não façam justiça com as próprias mãos, mas deem lugar à ira de Deus, pois está escrito: ‘A Mim pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor’” (Rm 12:19, citando Dt 32:35). Que promessa e mandamento são encontrados nesses versículos? Como eles estão intimamente relacionados?

Até que o Senhor trouxesse a justiça eterna, era dever dos juízes do antigo Israel implementar a lei e determinar punições justas quando ocorresse dano ou lesão. Mas primeiro eles precisavam dos fatos. O problema era que os mestres da lei da época de Cristo aplicavam essa lei de uma forma que abria a porta para a vingança pessoal. Ao fazer isso, o princípio foi tirado de seu contexto, e o propósito original foi distorcido. Consequentemente, eles acabavam defendendo exatamente o que a lei proibia!

7. Leia Mateus 6:4, 6; 16:27; Lucas 6:23; 2 Timóteo 4:8. O que esses textos nos dizem sobre como Jesus via os princípios de recompensa e punição?

Mateus 6:4, 6 (NAA)2: 4 para que a sua esmola fique em secreto. E o seu Pai, que vê em secreto, lhe dará a recompensa. […] 6 Mas, ao orar, entre no seu quarto e, fechada a porta, ore ao seu Pai, que está em secreto. E o seu Pai, que vê em secreto, lhe dará a recompensa.

Mateus 16:27 (NAA)2: Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme as suas obras.

Lucas 6:23 (NAA)2: Alegrem-se naquele dia e exultem, porque grande é a recompensa de vocês no céu; porque os pais dessas pessoas fizeram o mesmo com os profetas.

2 Timóteo 4:8 (NAA)2: Desde agora me está guardada a coroa da justiça, que o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda.

Jesus não era contra o princípio de recompensa e punição. Justiça é uma questão de princípio; é parte essencial da vida. No entanto, ninguém deve assumir, por si mesmo, o papel de juiz, júri e “carrasco”. Quão fácil seria distorcer a justiça! Não cabe a nós retribuir o dano. Se precisamos lidar com o mal, isso deve ser realizado por um tribunal constituído – é o trabalho dos juízes.

Nesse contexto, Jesus disse que devemos ser perfeitos “como é perfeito o Pai […] que está no Céu” (Mt 5:48). Como podemos ser perfeitos como o próprio Deus? O amor altruísta é a característica essencial de Deus. Ele ensina Seus filhos a amar seus inimigos e a orar por aqueles que os perseguem. A verdadeira perfeição é amar, perdoar e ser misericordioso (Lc 6:36), mesmo em relação àqueles que não merecem. Esse princípio, e as ações as quais ele conduz, é o que significa refletir o caráter de Deus.

Como podemos aprender a amar da maneira que nos é ordenado? Por que isso sempre envolve morrer para si mesmo?

Quinta-feira, 28 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Olho por olho

Lições da Bíblia1:

5. Leia Mateus 5:38-48. Como Jesus interpretou o significado da lei do “olho por olho, dente por dente”? Como devemos aplicá-la hoje?

Mateus 5:38-48 (NAA)2: 38 — Vocês ouviram o que foi dito: “Olho por olho, dente por dente.” 39 Eu, porém, lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém lhe der um tapa na face direita, ofereça-lhe também a face esquerda. 40 Se alguém quer processar você e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. 41 Se alguém obrigar você a andar uma milha, vá com ele duas. 42 Dê a quem lhe pede e não volte as costas ao que quer lhe pedir emprestado. 43 — Vocês ouviram o que foi dito: “Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo.” 44 Eu, porém, lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, 45 para demonstrarem que são filhos do Pai de vocês, que está nos céus. Porque ele faz o seu sol nascer sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. 46 Porque, se vocês amam aqueles que os amam, que recompensa terão? Os publicanos também não fazem o mesmo? 47 E, se saudarem somente os seus irmãos, o que é que estão fazendo de mais? Os gentios também não fazem o mesmo? 48 Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu.

No Sermão do Monte, Jesus Cristo citou textos do AT com os quais Seus ouvintes certamente estavam familiarizados. No entanto, Ele falou contra as interpretações rabínicas comuns, que ao longo dos séculos haviam se afastado do propósito original dessas leis. Ou seja, a tradição humana não apenas escondeu o propósito da Palavra de Deus, mas, em vários casos, distorceu seu significado e intenção (pense, por exemplo, nas leis que os fariseus criaram a respeito do sábado). Jesus estava restaurando essas leis ao seu propósito original.

No Sermão do Monte, ao dirigir Seus ouvintes de volta à intenção e significado originais dos textos bíblicos, Jesus estava buscando corrigir algumas dessas interpretações equivocadas.

Ele disse: “Vocês ouviram o que foi dito […]. Eu, porém, lhes digo” (Mt 5:38). O texto de Êxodo 21:24, que menciona “olho por olho, dente por dente”, é conhecido como lex talionis, ou lei de talião. Essa frase também ocorre em outras partes da Bíblia (Lv 24:20; Dt 19:21).

A intenção original dessa lei era impedir que as pessoas fizessem “justiça com as próprias mãos” e, assim, evitar toda forma de vingança pessoal. Ela deveria acabar com as rixas de sangue ou retaliação sem que houvesse um julgamento prévio. Os danos tinham que ser avaliados pelos juízes e, então, a compensação monetária adequada seria estabelecida e paga. A justiça deveria ser feita, mas de acordo com a lei de Deus.

Jesus Cristo, que deu essas leis sociais a Moisés, sabia o propósito dessa lei; portanto, Ele poderia aplicá-la de forma objetiva, de acordo com sua intenção original. O motivo por trás dela era trazer justiça e reconciliação restaurando a paz.

Alguém poderia argumentar que, em certo sentido, a justiça envolvia algum tipo de vingança. No entanto, a aplicação correta dessas leis era uma tentativa de encontrar o equilíbrio adequado entre justiça e vingança.

Saber que um dia a justiça será feita nos ajuda a lidar com a injustiça do mundo?

Quarta-feira, 27 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O plano original de Deus

Lições da Bíblia1:

4. Quais métodos Deus desejava usar para conquistar a terra prometida? Êx 23:20-33

Êx 23:20-33 (NAA)2: 20 — Eis que eu envio um Anjo adiante de vocês, para que os guarde pelo caminho e os leve ao lugar que tenho preparado. 21 Deem atenção a ele e ouçam o que ele diz. Não se rebelem contra ele, porque não perdoará a transgressão de vocês; pois nele está o meu nome. 22 Mas, se vocês ouvirem atentamente o que ele disser e fizerem tudo o que eu ordeno, então serei inimigo dos que são inimigos de vocês e adversário dos que são adversários de vocês. 23 Porque o meu Anjo irá adiante de vocês e os levará aos amorreus, aos heteus, aos ferezeus, aos cananeus, aos heveus e aos jebuseus; e eu os destruirei. 24 Não se curvem diante dos deuses deles, nem os adorem, nem sigam os costumes deles; pelo contrário, destruam totalmente esses ídolos e despedacem as suas colunas. 25 Adorem o Senhor, o Deus de vocês, e ele abençoará o pão e a água de vocês. Tirarei as enfermidades do meio de vocês. 26 Na sua terra não haverá mulher que aborte, nem estéril. Darei a vocês uma vida longa. 27 — Enviarei o meu terror diante de vocês, confundindo todos os povos que vocês encontrarem. Farei com que todos os seus inimigos virem as costas e fujam de vocês. 28 Também enviarei vespas diante de vocês, que expulsem os heveus, os cananeus e os heteus de diante de vocês. 29 Não os expulsarei de diante de vocês num só ano, para que a terra não se torne em desolação, e as feras do campo não se multipliquem contra vocês. 30 Pouco a pouco os expulsarei de diante de vocês, até que vocês se multipliquem e tomem posse da terra. 31 Porei as suas fronteiras desde o mar Vermelho até o mar dos filisteus e desde o deserto até o Eufrates; porque entregarei nas suas mãos os moradores da terra, para que vocês os expulsem de diante de vocês. 32 Não façam nenhuma aliança com eles, nem com os deuses deles. 33 Eles não habitarão na sua terra, para que não façam com que vocês pequem contra mim; se adorarem os deuses deles, isso será uma cilada para vocês.

Não era intenção de Deus que os israelitas lutassem por seu novo território. Canaã havia sido prometida a Abraão, Isaque e Jacó e deveria ter sido recebida como uma dádiva especial de Deus para Israel.

O modelo para a conquista da terra prometida foi apresentado durante a travessia do Mar Vermelho. Deus lutou por Seu povo e deu a ele vitória completa sobre os exércitos que planejavam destruí-lo (Êx 14:13, 14). Os egípcios foram derrotados porque o Senhor interveio milagrosamente. Da mesma forma, na época do rei assírio Senaqueribe, Deus derrotou o exército assírio, mesmo sendo vasto, fortemente equipado e bem treinado, mas sem que os israelitas tivessem que lutar. Deus concedeu a vitória porque o rei Ezequias confiou na mensagem divina dada por meio do profeta Isaías (2Rs 19:35; Is 37:36).

Deus informou Abraão que a terra prometida não seria imediatamente dada aos seus descendentes, mas somente após 400 anos (Gn 15:13-16). Por quê? O motivo estava relacionado à maldade dos habitantes da terra de Canaã. Deus estava misericordiosamente trabalhando com aqueles povos, dando-lhes um longo período de graça para se arrependerem. No entanto, eles continuaram na rebelião contra Deus e Seus valores. Por isso, quando a iniquidade daquelas nações estava completa, Deus estava pronto para dar o território aos hebreus como uma nova pátria.

Além disso, o Senhor prometeu que expulsaria as nações à frente de Israel por dois métodos incomuns, mas bastante eficazes: (1) enviando “terror” sobre as nações ímpias e (2) com “vespas” que as expulsariam. Antes que os israelitas chegassem ao novo território, seus inimigos simplesmente abandonariam o lugar e fugiriam (Êx 23:27, 28).

O papel crucial na conquista da terra prometida seria desempenhado pelo “Anjo” de Deus. Esse Mensageiro era Cristo, que guiou Israel, conquistou territórios e os protegeu. Ele estava na coluna de nuvem que os guiava de dia e na coluna de fogo à noite. Israel tinha que prestar atenção e ouvi-Lo porque Ele tinha autoridade divina (Êx 23:20-23). O desafio à vontade de Deus e a descrença em Sua liderança dificultariam o avanço dos israelitas.

O Senhor deu aos povos pagãos séculos para se arrependerem. O que isso ensina sobre a graça de Deus e os limites da graça para os que se recusam a aceitá-la?

Terça-feira, 26 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Mais leis

Lições da Bíblia1:

Em Sua misericórdia, Deus ensinou os juízes a lidar com as pessoas em situações relacionadas aos direitos de propriedade. A Bíblia apresenta estudos de caso, indicando, por exemplo, o que fazer se um boi atacasse o boi de um vizinho, se as pessoas roubassem um animal doméstico e o vendessem, se os animais pastassem no campo ou no vinhedo de outra pessoa, se um item que alguém tomasse emprestado fosse roubado, ou se um animal alugado fosse ferido ou morresse (Êx 21:33-36; 22:1-15).

2. Leia Êxodo 22:16-31; 23:1-9. Quais questões foram tratadas nessas leis e de que maneiras?

Êxodo 22:16-31 (NAA): 16 — Se alguém seduzir uma virgem que ainda não foi prometida em casamento e tiver relações com ela, pagará seu dote e a tomará por mulher. 17 Se o pai dela definitivamente não quiser dar-lhe a moça em casamento, aquele que a seduziu pagará em dinheiro conforme o dote das virgens. 18 — A feiticeira você não deixará viver. 19 — Quem tiver coito com animal será morto. 20 — Quem sacrificar aos deuses e não somente ao Senhor será destruído. 21 — Não maltrate o estrangeiro, nem o oprima; porque vocês foram estrangeiros na terra do Egito. 22 Não maltratem as viúvas nem os órfãos. 23 Se de algum modo os maltratarem, e eles clamarem a mim, eu lhes ouvirei o clamor; 24 a minha ira se acenderá, e eu matarei vocês à espada; as suas mulheres ficarão viúvas, e os seus filhos ficarão órfãos. 25 — Se você emprestar dinheiro a alguém do meu povo, ao pobre que está com você, não trate com ele como um credor que impõe juros. 26 Se você pegar o manto do seu próximo como penhor, devolva-o antes do pôr do sol, 27 porque é com ele que se cobre, é a roupa do seu corpo; em que ele se deitaria? Quando ele clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso. 28 — Não blasfeme contra Deus, nem amaldiçoe uma autoridade do seu povo. 29 — Não demore em trazer ofertas do melhor das suas colheitas e das suas vinhas; entregue-me o primogênito dos seus filhos. 30 Faça o mesmo com as suas vacas e com as suas ovelhas; deixe que a cria fique sete dias com a mãe, mas no oitavo dia você a entregará para mim. 31 — Vocês serão homens consagrados a mim; portanto, não comam carne de animais dilacerados no campo; joguem essa carne aos cães.

Êxodo 23:1-9 (NAA): 1— Não espalhe notícias falsas e não entre em acordo com o ímpio, para ser testemunha maldosa. 2 Não siga a multidão para fazer o mal e, num processo, não deponha com a maioria, para torcer a justiça. 3 Não seja parcial nem mesmo com o pobre nas suas demandas. 4 — Se você encontrar desgarrado o boi ou o jumento do seu inimigo, leve-o sem falta de volta para ele. 5 Se você vir prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que odeia você, não o abandone, mas ajude o dono a erguer o animal. 6 — Não perverta o direito do pobre que vem até você com a sua causa. 7 Fique longe da falsa acusação. Não mate o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio. 8 Não aceite suborno, porque o suborno cega até o perspicaz e perverte as palavras dos justos. 9 — Não oprima o estrangeiro; vocês sabem o que é ser estrangeiro, pois foram estrangeiros na terra do Egito.

As leis de Deus incluíam diferentes questões. Havia regulamentações contra rebaixar ou humilhar as pessoas. Deus não queria que houvesse exploração. Em Sua misericórdia, Ele procurou corrigir as tendências pecaminosas do coração humano e restringir as inclinações naturais das pessoas. Com isso, a sociedade seria mais segura, o mal eliminado e bons relacionamentos interpessoais cultivados. Justiça e amor devem governar as ações.

3. Leia Êxodo 23:10-19. Qual era o propósito do sábado e das festas?

Êxodo 23:10-19 (NAA):10 — Durante seis anos você semeará a sua terra e recolherá os seus frutos. 11 Porém, no sétimo ano, deixe a terra descansar e não a cultive, para que os pobres do seu povo achem o que comer e os animais do campo comam do que sobrar. Faça o mesmo com a sua vinha e com o seu olival. 12 — Durante seis dias você fará o seu trabalho, mas, no sétimo dia, descanse, para que descanse também o seu boi e o seu jumento, e para que o filho da sua escrava e o estrangeiro se revigorem. 13 — Deem atenção a tudo o que eu tenho dito a vocês. O nome de outros deuses não deve ser lembrado nem pronunciado por vocês. 14 — Três vezes no ano celebrem uma festa para mim. 15 Celebrem a Festa dos Pães sem Fermento; durante sete dias vocês comerão pães sem fermento, como ordenei a vocês. Façam isso no tempo indicado no mês de abibe, porque nesse mês vocês saíram do Egito. Ninguém apareça diante de mim de mãos vazias. 16 Celebrem a Festa da Ceifa, dos primeiros frutos do seu trabalho, do que vocês semeiam no campo, e a Festa da Colheita, ao final do ano, quando vocês recolhem do campo o fruto do seu trabalho. 17 Três vezes por ano, todo homem deve comparecer diante do Senhor Deus. 18 — Não ofereçam o sangue do meu sacrifício com pão fermentado, nem deixem que a gordura da minha festa fique durante a noite até a manhã seguinte. 19 Tragam as primícias dos frutos de sua terra à casa do Senhor, seu Deus. Não cozinhem o cabrito no leite da sua própria mãe.

O sábado e as festas eram momentos de adoração, trazendo à memória eventos cruciais da história da salvação. A adoração era regulamentada de modo minucioso, porque era a base teológica para as outras atividades. O sábado foi estabelecido na criação (Gn 2:2, 3; Êx 20:8-11), estava conectado à libertação de Israel (Dt 5:12-15) e, de forma poderosa, aponta para a adoração a Deus como Criador, Redentor e Senhor (Mc 2:27, 28). 

Entretanto, havia três festas importantes que Israel deveria celebrar a cada ano: (1) a Páscoa, ou Festa dos Pães Sem Fermento, que ocorria na primavera do hemisfério norte (entre março e abril); (2) o Pentecostes, ou Festa da Colheita (ou das Semanas), sete semanas após a festa anterior, começando assim 50 dias depois; e (3) a Festa dos Tabernáculos (ou das Cabanas, ou Festa da Colheita), no outono, entre setembro e outubro (Êx 34:18-26; Lv 23:4-44; Nm 28:16-31; 29:1-40; Dt 16:1-16).

Segunda-feira, 25 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O Código da Aliança

Lições da Bíblia1:

No Sinai, com a entrega da lei, Deus estabeleceu a base para ensinar Seu povo que, por meio da conexão com Ele, poderia ter uma vida santa. Mas como os princípios da lei precisavam ser aplicados na vida cotidiana, Deus deu leis adicionais, chamadas de “Código da Aliança”. Era responsabilidade dos juízes zelar por essas leis e aplicá-las corretamente.

“Com a mente cegada e pervertida pela escravidão e pelo paganismo, os israelitas não estavam preparados para valorizar completamente os princípios de grande alcance dos dez preceitos de Deus. Para que os deveres expressos no Decálogo pudessem ser mais plenamente entendidos e executados, foram dados preceitos adicionais, que ilustravam e aplicavam os princípios dos Dez Mandamentos. Essas leis foram chamadas de ‘juízos’, tanto porque eram organizadas com sabedoria e equidade infinita quanto pelo fato de que os magistrados deveriam julgar de acordo com elas. Diferentemente dos Dez Mandamentos, foram transmitidas particularmente a Moisés, que as deveria comunicar ao povo” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 260, 261).

1. Leia Êxodo 21:1-32. Quais regulamentos específicos foram dados a respeito de escravos hebreus, homicídio e lesões corporais?

Êxodo 21:1-32 (NAA)2: 1 São estes os estatutos que você apresentará aos filhos de Israel: 2— Se você comprar um escravo hebreu, ele trabalhará para você durante seis anos; mas no sétimo ano será livre, de graça. 3 Se chegou solteiro, irá embora sozinho; se era homem casado, a mulher irá com ele. 4 Se o dono lhe der uma mulher, e ela der à luz filhos e filhas, a mulher e seus filhos serão do dono do escravo, e ele irá embora sozinho. 5 Porém, se o escravo expressamente disser: “Eu amo o meu dono, a minha mulher e os meus filhos; não quero ser livre”, 6 então o dono do escravo o levará aos juízes, e o fará chegar à porta ou à ombreira da porta, e o seu dono furará a orelha dele com um furador; e ele será seu escravo para sempre. 7 — Se um homem vender a sua filha para ser escrava, esta não ficará livre como ficam livres os escravos homens. 8 Se ela não agradar ao seu senhor, que se comprometeu a casar com ela, ele terá de permitir que ela seja resgatada; não poderá vendê-la a um povo estranho, pois isso será deslealdade para com ela. 9 Mas, se a casar com seu filho, deverá tratá-la como se tratam as filhas. 10 Se ele der ao filho outra mulher, não diminuirá o mantimento da primeira, nem os seus vestidos, nem os seus direitos conjugais. 11 Se não lhe fizer estas três coisas, ela poderá ir embora de graça, sem ter de pagar nada. 12 — Quem ferir um homem, de modo que este venha a morrer, também será morto. 13 Porém, se não lhe armou ciladas, mas Deus permitiu que ele caísse em suas mãos, então designarei a você um lugar para onde ele fugirá. 14 Se alguém vier maliciosamente contra o próximo, matando-o à traição, você deve tirá-lo até mesmo do meu altar, para que seja morto. 15 — Quem ferir seu pai ou sua mãe será morto. 16 — Quem raptar alguém e o vender, ou for achado tendo esse alguém ainda em seu poder, será morto. 17 — Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe será morto. 18 — Se dois brigarem e um ferir o outro com uma pedra ou com o punho, e o ferido não morrer, mas ficar de cama; 19 se ele se levantar outra vez e andar fora, apoiado no seu bordão, então será absolvido aquele que o feriu; somente lhe pagará o tempo que perdeu e fará com que seja completamente curado. 20 — Se alguém ferir o seu escravo ou a sua escrava com um bordão, e o ferido morrer logo, será punido; 21 porém, se ele sobreviver por um ou dois dias, o dono não será punido, porque o escravo é propriedade sua. 22 — Se homens brigarem e ferirem uma mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem. 23 Mas, se houver dano grave, então o castigo será vida por vida, 24 olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, 25 queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe. 26 — Se alguém ferir o olho do seu escravo ou o olho da sua escrava e inutilizar o olho, deverá deixar o escravo ir livre como pagamento pelo olho. 27 E, se com violência fizer cair um dente do seu escravo ou da sua escrava, deverá deixar o escravo ir livre como pagamento pelo dente. 28 — Se um boi chifrar um homem ou uma mulher, fazendo com que morra, o boi será apedrejado e a carne dele não será comida; mas o dono do boi será absolvido. 29 Mas, se o boi já antes costumava chifrar, e o seu dono sabia disso e não o prendeu, e o boi matar um homem ou uma mulher, o boi será apedrejado, e também será morto o seu dono. 30 Se lhe for exigido resgate, dará, então, como resgate da sua vida tudo o que lhe for exigido. 31 Quer tenha chifrado um filho, quer tenha chifrado uma filha, este julgamento lhe será aplicado. 32 Se o boi chifrar um escravo ou uma escrava, o senhor deles receberá um pagamento de trezentos e sessenta gramas de prata, e o boi será apedrejado.

O Código da Aliança ocupa vários capítulos (Êx 21; 22; 23:1-19). Todos esses regulamentos e leis tinham o objetivo de conter o crescimento do mal e construir uma sociedade organizada.

As leis que regulamentavam a escravidão eram peculiares e não devem ser confundidas com a prática cruel e perversa da escravidão moderna ou medieval. Os “escravos” hebreus eram protegidos e valorizados. Nas sociedades modernas e medievais, servos e escravos eram propriedade de seu dono, que podia fazer o que quisesse com eles. As leis bíblicas, porém, regulamentavam as coisas de modo distinto. A servidão era limitada a seis anos (Êx 21:1, 2; Jr 34:8-22); no sétimo ano, todos os escravos tinham que ser libertados, a menos que quisessem ficar com seu senhor. Os senhores também tinham que dar-lhes o descanso no sábado (Êx 20:9, 10) e prover suas necessidades essenciais.

Embora na maior parte do mundo a escravidão tenha sido abolida, de que modo alguns de seus resquícios persistem? Como podemos combatê-los?

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.