No tempo de Deus

Lições da Bíblia1

3. Leia Romanos 5:6 e Gálatas 4:4. O que essas passagens nos dizem sobre o tempo de Deus?

Romanos 5:6 (ARA)2: “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.”

Gálatas 4:4 (ARA)2: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,”

Nesses versos, Paulo nos diz que Jesus veio para morrer por nós no tempo certo, mas não nos diz por que aquele foi o tempo certo. É muito fácil ler esses versos e se perguntar: Por que Jesus esperou milhares de anos até vir à Terra para lidar com o pecado? O Universo não havia entendido que o pecado era uma coisa muito ruim bem antes disso? Podemos perguntar por que Jesus está esperando para voltar. E, também, por que o Senhor está esperando tanto para responder à nossa oração?

4. Pense na profecia das 70 semanas de Daniel 9:24-27, que aponta para Jesus como o Messias (revise-a se precisar). Quanto tempo durou esse período? O que isso quer dizer sobre aprender a esperar pelas coisas no tempo de Deus?

Daniel 9:24-27 (ARA)2: “24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.

4. 490 anos. Esperar pelo tempo de Deus exercita nossa fé.

Existem muitas razões espirituais importantes pelas quais teremos períodos de espera. Primeira, a espera pode redirecionar nossa atenção para longe das “coisas” e de volta para o próprio Deus. Segunda razão, a espera nos permite desenvolver uma imagem mais clara de nossos próprios motivos e desejos. Terceira, a espera gera perseverança – vigor espiritual. Quarta, ela abre a porta para o desenvolvimento de forças espirituais, como fé e confiança. Quinta, permite que Deus coloque outras peças no “quebra-cabeça” do cenário completo. Sexta, podemos nunca saber o motivo pelo qual temos que esperar. Portanto, aprendemos a viver pela fé. Você consegue pensar em algum outro motivo para esperar?

Que exemplos encontramos na Bíblia de quando Deus fez coisas em Seu próprio tempo e que podem nos ensinar a crer que Ele também fará por nós o que é certo e em Seu próprio tempo? (Pense, por exemplo, em Abraão e Sara e na promessa de um filho). Pergunte-se: “Estou fazendo algo que esteja atrasando a resposta a uma oração que poderia ter sido respondida há muito tempo?”

Segunda-feira, 05 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

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O Deus da paciência

Lições da Bíblia1

1. Leia Romanos 15:4, 5. O que há nesses versos para nós?

Romanos 15:4, 5 (ARA)2: “4 Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. 5 Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus,

Em geral, somos impacientes com as coisas que realmente queremos ou que nos foram prometidas, mas que ainda não temos. Muitas vezes ficamos satisfeitos somente quando conseguimos o que desejamos. Como raramente conseguimos imediatamente o que queremos, significa que com frequência estamos irritados e impacientes. E, quando estamos assim, é quase impossível manter a paz e a confiança em Deus.

Esperar é doloroso por definição. Em hebraico, uma das palavras para esperar com paciência (Sl 37:7) vem de um termo que pode ser traduzido como “sofrer muito”, “agitar-se”, “tremer”, “estar ferido”, “estar triste”. Aprender a ter paciência não é fácil; às vezes é a própria essência do que significa lidar com o crisol de maneira adequada.

2. Leia os Salmos 27:14; 37:7; Romanos 5:3-5. O que esses versos nos dizem sobre paciência?

Salmos 27:14 (ARA)2: “Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor.

Salmos 37:7 (ARA)2: “Descansa no Senhor e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios.

Romanos 5:3-5 (ARA)2: “3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; 4 e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. 5 Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.

Enquanto esperamos, podemos nos concentrar no que estamos esperando ou nos concentrar em Quem tem o controle de tudo. O que faz a diferença não é tanto quanto tempo temos que esperar, mas nossa atitude enquanto esperamos. Se confiamos no Senhor, se colocamos nossa vida em Suas mãos, se entregamos nossas vontades a Ele, então podemos crer que Ele fará o que é melhor para nós quando for melhor para nós, não importa quanto seja difícil acreditar.

Pelo que você tem esperado? Como aprender a entregar tudo a Deus e ao tempo Dele? Ore até chegar a uma atitude de completa rendição e submissão ao Senhor.

Domingo, 04 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Esperando no crisol

Lições da Bíblia1

“Mas o fruto do Espírito é […] longanimidade” (Gl 5:22).

Cientistas fizeram uma experiência com crianças de 4 anos em que foram utilizados marshmallows. Foi dito a cada criança que poderia comer um marshmallow; no entanto, se ela esperasse até que o cientista voltasse de uma tarefa, ganharia dois. Algumas enfiaram o marshmallow na boca no momento em que o cientista saiu; outras esperaram. As diferenças foram observadas.

Os cientistas então acompanharam essas crianças até a adolescência. Aquelas que souberam esperar se mostraram melhores alunos, mais bem ajustados e mais confiantes do que as que não haviam esperado. Pareceu que a paciência indicava algo maior, algo importante no caráter humano. Não é de admirar que o Senhor nos orienta a cultivá-la.

Nesta semana, veremos o que pode estar por trás de um dos mais difíceis de todos os crisóis que enfrentamos: a provação da espera.

Resumo da semana: Por que às vezes temos que esperar tanto? Que lições podemos aprender sobre paciência enquanto estamos no crisol?

Sábado, 03 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 

Mansidão no crisol – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: A Ciência do Bom Viver, p. 453, 454 (“Buscar o verdadeiro conhecimento”); O Desejado de Todas as Nações, p. 231- 244 [298-314] (“Sermão do Monte”); Evangelismo, p. 630 (“O obreiro e suas habilitações”).

“As dificuldades que temos de enfrentar podem ser grandemente diminuídas por aquela mansidão que se esconde em Cristo. Se possuirmos a humildade de nosso Mestre, estaremos acima dos menosprezos, das repul- sas, dos aborrecimentos aos quais estamos diariamente expostos, e estes deixarão de lançar sombra sobre nosso coração. A mais elevada prova de nobreza em um cristão é o domínio próprio. A pessoa que, diante de maus-tratos ou de crueldade, deixa de manter a mente calma e confiante, rouba de Deus o direito de revelar nela Sua perfeição de caráter. A humildade de coração é a força que dá vitória aos seguidores de Cristo, é a garantia de sua ligação com as cortes do alto” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 234 [301]).

Perguntas para consideração

Como a humildade nos permite “superar” as mágoas e aborrecimentos? Qual é a característica mais importante da humildade que nos permite fazer isso?

Em sua cultura, como a humildade e a mansidão são vistas? Que tipo de pressão você enfrenta que contraria o cultivo dessas características?

Existem exemplos de pessoas mansas e humildes hoje? Quem são, como expressam essas características e o que você pode aprender com elas?

Por que tantas vezes igualamos mansidão e humildade com fraqueza?

Davi buscou o Senhor como refúgio. Como podemos, como igreja, ser um refúgio para quem precisa? Como tornar sua igreja um lugar de refúgio para os aflitos?

Sexta-feira, 02 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 

Nossa Rocha e Refúgio

Lições da Bíblia1

Em geral, as pessoas mais orgulhosas, arrogantes e agressivas são aquelas que sofrem de baixa autoestima. Sua arrogância, orgulho e total falta de mansidão ou humildade existem como um disfarce, talvez até inconsciente, para algo que lhes falta por dentro. O que precisam é o mesmo de que todos nós precisamos: senso de segurança, de dignidade, de aceitação, especialmente em tempos de angústia e sofrimento. Podemos encontrar isso somente por meio do Senhor. Em suma, mansidão e humildade, longe de ser atributos de fraqueza, costumam ser a manifestação mais poderosa de uma alma firmemente alicerçada na Rocha.

8. Leia o Salmo 62:1-8. Qual parece ser o pano de fundo desses versos? Que princípios espirituais podemos aprender com o que Davi disse? Como podemos aplicar esses princípios em nossa vida?

Salmo 62:1-8 (ARA)2: 1 Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação. 2 Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei muito abalado. 3 Até quando acometereis vós a um homem, todos vós, para o derribardes, como se fosse uma parede pendida ou um muro prestes a cair? 4 Só pensam em derribá-lo da sua dignidade; na mentira se comprazem; de boca bendizem, porém no interior maldizem. 5 Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança. 6 Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei jamais abalado. 7 De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; estão em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio. 8 Confiai nele, ó povo, em todo tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio.”

A perseguição que Davi sofreu. Devemos aprender a depender de Deus e a confiar Nele. Ele é nossa Rocha e Refúgio.

“Sem causa, homens se tornarão nossos inimigos. Os motivos do povo de Deus serão mal interpretados, não somente pelo mundo, mas por seus próprios irmãos. Os servos do Senhor serão colocados em situações difíceis. Será criada uma tempestade num copo de água para justificar a atitude egoísta e a injustiça dos homens […]. Por meio de falsas acusações, esses homens serão vestidos com as escuras vestes da desonestidade, pois circunstâncias além de seu controle tornaram complicada sua obra. Serão apontados como homens que não merecem confiança. E isso será feito pelos membros da igreja. Os servos de Deus devem armar-se com a justiça de Cristo. Não devem esperar que irão escapar do insulto e da injustiça. Serão chamados exagerados e fanáticos. Mas que não desani- mem. A mão de Deus está na direção de Sua providência, guiando Sua obra para a glória do Seu nome” (Ellen G. White, O Cuidado de Deus, [MM/1995, 15 de outubro] p. 295).

É você imune às repreensões e críticas? Provavelmente não muito, certo? Como você pode se apegar ao Senhor e ancorar seu senso de valor próprio Naquele que o ama tanto que morreu por seus pecados e, assim, proteger-se contra o desprezo dos outros?

Quinta-feira, 01 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Boca fechada

Lições da Bíblia1

Os exemplos mais poderosos de mansidão no crisol vêm de Jesus. Quando Ele disse “aprendam de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11:29), quis dizer isso de maneiras que provavelmente não possamos imaginar.

7. Leia 1 Pedro 2:18-25. Que princípios de mansidão e humildade no crisol podemos aprender com o exemplo de Jesus Cristo, conforme expresso pelo apóstolo Pedro?

1 Pedro 2:18-25 (ARA)2: “18 Servos, sede submissos, com todo o temor ao vosso senhor, não somente se for bom e cordato, mas também ao perverso; 19 porque isto é grato, que alguém suporte tristezas, sofrendo injustamente, por motivo de sua consciência para com Deus. 20 Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus. 21 Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, 22 o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; 23 pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, 24 carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. 25 Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo da vossa alma.”

É terrível ver alguém tratar outra pessoa injustamente, e é doloroso demais quando somos tratados assim. Visto que em geral temos um forte senso de justiça, quando uma injustiça acontece, nossos instintos são de “consertar as coisas” enquanto carregamos o que cremos ser uma ira justa e correta.

Não é fácil viver assim. Talvez seja impossível, a menos que aceitemos uma verdade fundamental – a de que, em todas as situações injustas, devemos acreditar que nosso Pai celestial está no controle e que Ele agirá em nosso favor segundo Sua vontade. Isso também significa que devemos estar abertos à possibilidade de que, como Jesus, nem sempre seremos salvos da injustiça.

O conselho de Pedro, dado com base no exemplo de Jesus, é surpreendente porque parece que o silêncio em face do sofrimento injusto é um testemunho maior da glória de Deus do que “corrigir as pessoas”. Quando questionado por Caifás e Pilatos, Jesus poderia ter dito muitas coisas para corrigir a situação e Se justificar, mas não o fez. Seu silêncio foi um testemunho de Sua mansidão.

Como você lida com as situações em que foi tratado injustamente? Como pode aplicar à sua própria vida alguns dos princípios examinados neste estudo?

Quarta-feira, 31 de agosto de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Amar quem nos fere

Lições da Bíblia1

Alguém disse: “Amar nossos inimigos, então, não significa que devamos amar a lama em que a pérola está enterrada; significa que amamos a pérola que jaz na lama. […] Deus não nos ama porque somos amáveis por natureza. Mas nos tornamos amáveis porque Ele nos ama.”

5. Quando você olha para seus “inimigos”, o que normalmente vê nessas pessoas – a pérola ou a sujeira ao redor?

6. Leia Mateus 5:43-48. Jesus nos chamou a amar nossos inimigos e orar por eles. Que exemplo da natureza Ele nos deu que nos ajuda a entender porque devemos fazer isso? O que Ele deseja nos ensinar?

Mateus 5:43-48 (ARA)2: “44 Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; 45 para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. 46 Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? 47 E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? 48 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.”

Em Mateus 5:45, Jesus usou o exemplo de Seu Pai no Céu para ilustrar como devemos tratar quem nos fere, quem talvez nos coloque no pior tipo de crisol. Jesus disse que Seu Pai envia a bênção da chuva tanto para os justos quanto para os injustos; se Deus dá a chuva até aos injustos, então como devemos tratá-los?

Jesus não quis dizer que devamos sempre ter um sentimento caloroso por todos os que nos causam problemas, embora isso também seja possível. Basicamente, o amor pelos nossos inimigos não significa um sentimento, mas ações específicas em relação a eles que revelem cuidado e consideração.

Jesus concluiu essa passagem com um verso que muitas vezes causa debate: “Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês, que está no Céu” (Mt 5:48). Mas o significado é muito claro no contexto: quem deseja ser perfeito como Deus deve mostrar amor aos seus inimigos como Deus mostra amor aos Dele. Fazer isso requer uma mansidão de coração que só o Senhor pode dar.

Tendo em mente a definição de mansidão (“capacidade de suportar danos com paciência e sem ressentimento”), relacione as mudanças que você deve fazer para permitir que o Senhor lhe dê a mansidão de coração que o ajudará a ter a atitude correta em relação aos “inimigos”.

Terça-feira, 30 de agosto de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Intercedendo pela graça

Lições da Bíblia1

3. Leia Êxodo 32:1-14. Que papel Moisés desempenhou nessa passagem?

Êxodo 32:1-14 (ARA)2: “1 Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido. 2 Disse-lhes Arão: Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei-mas. 3 Então, todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão. 4 Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. 5 Arão, vendo isso, edificou um altar diante dele e, apregoando, disse: Amanhã, será festa ao Senhor. 6 No dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e bebera e levantou-se para divertir-se. 7 Então, disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu 8 e depressa se desviou do caminho que lhe havia eu ordenado; fez para si um bezerro fundido, e o adorou, e lhe sacrificou, e diz: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. 9 Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto este povo, e eis que é povo de dura cerviz. 10 Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles o meu furor, e eu os consuma; e de ti farei uma grande nação. 11 Porém Moisés suplicou ao Senhor, seu Deus, e disse: Por que se acende, Senhor, a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande fortaleza e poderosa mão? 12 Por que hão de dizer os egípcios: Com maus intentos os tirou, para matá-los nos montes e para consumi-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira e arrepende-te deste mal contra o teu povo. 13 Lembra-te de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu, e toda esta terra de que tenho falado, dá-la-ei à vossa descendência, para que a possuam por herança eternamente. 14 Então, se arrependeu o Senhor do mal que dissera havia de fazer ao povo.

Depois que os israelitas começaram a adorar o bezerro de ouro, Deus julgou que eles haviam ido longe demais e anunciou que destruiria o povo e faria de Moisés uma grande nação. Mas, em vez de aceitar a oferta divina, Moisés implorou ao Senhor para que mostrasse graça ao povo, e Deus cedeu.

Êxodo 32:1-14 levanta duas questões importantes. Em primeiro lugar, a oferta divina de destruir o povo rebelde e abençoar Moisés foi um teste para o profeta. Deus queria que ele demonstrasse quanta compaixão tinha por esse povo tão desobediente. Moisés passou no teste. Como Jesus, ele implorou misericórdia para os pecadores. Isso revela algo muito interessante: às vezes, Deus também pode permitir que enfrentemos oposição; Ele pode permitir que passemos por um crisol para que Ele, as pessoas e o universo observador vejam quanta compaixão temos pelos rebeldes.

4. Que razões Moisés deu para pedir ao Senhor que não destruísse Israel?

Os egípcios diriam que Deus queria matar o povo, por isso o tirou do Egito. Moisés relembrou a Deus a promessa feita a Abraão, de que faria dele uma grande nação.

Em segundo lugar, essa passagem mostra que oposição e desobediência são oportunidades para revelar a graça. A graça é necessária quando as pessoas menos a merecem. Mas, quando elas menos merecem, temos menos vontade de oferecê-la. Quando a irmã de Moisés, Miriã, o criticou, ele clamou ao Senhor para curá-la da lepra (Nm 12). Quando Deus ficou irado com Coré e seus seguidores e ameaçou destruí-los, Moisés prostrou-se com o rosto em terra para implorar pela vida deles. No dia seguinte, quando Israel resmungou contra Moisés pela morte dos rebeldes e Deus ameaçou destruí-los, Moisés caiu sobre seu rosto e pediu a Arão rapidamente que fizesse expiação por todos eles (Nm 16). Com mansidão e abnegação em meio ao crisol, Moisés buscou a graça em nome daqueles que certamente não a mereciam.

Pense nas pessoas ao seu redor que aparentemente menos merecem a graça. Como você pode, com mansidão e humildade altruísta, ser uma revelação da graça divina para elas?

Segunda-feira, 29 de agosto de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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