Entendendo a natureza humana

Lições da Bíblia1

“Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente” (Gn 2:7)

A tensão entre a palavra de Deus, “Você certamente morrerá” (Gn 2:16, 17), e a falsa promessa de Satanás, “É certo que vocês não morrerão” (Gn 3:4), não estava restrita ao Jardim do Éden. Ela tem ecoado ao longo da história.

Muitas pessoas tentam harmonizar as palavras de Satanás com as palavras de Deus. Para elas, a advertência: “Você certamente morrerá” se refere apenas ao corpo físico perecível, enquanto a promessa: “É certo que vocês não morrerão” é uma alusão a uma alma ou espírito imortal.

Mas essa abordagem não funciona. Por exemplo, palavras contraditórias de Deus e de Satanás podem ser harmonizadas? Existe uma alma ou espírito imaterial que sobreviva conscientemente à morte física? Existem muitas tentativas filosóficas e até científicas para responder a essas perguntas. Mas, como cristãos que se fundamentam na Bíblia, devemos reconhecer que somente o Deus todo-poderoso, Aquele que nos criou, também nos conhece perfeitamente (veja o Sl 139). Assim, somente em Sua Palavra para nós, as Escrituras, podemos encontrar respostas para essas perguntas cruciais.

Nesta semana vamos considerar como o AT define a natureza humana e a condição dos seres humanos na morte.

Sábado, 08 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

Morte em um mundo de pecado – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 28-38 (“A queda da humanidade”) e p. 39-46 (“O plano da redenção”); Educação, p. 15-18 (“O conhecimento do bem e do mal”).

Estudos sobre as experiências de quase morte (EQMs) sugerem que pessoas “morrem”, pois o coração para de bater; porém, elas voltam à vida, com histórias sobre flutuar em outro reino, ver um ser de luz e encontrar parentes mortos. Muitos, mesmo cristãos, que não entendem a verdade sobre a morte, acreditam que essas histórias provem a imortalidade da alma. Porém (e este deveria ser o alerta mais claro de que algo está errado), muitos que têm essas experiências afirmam que os seres que conheceram durante as EQMs lhes disseram palavras de conforto, mas não disseram nada sobre a salvação em Cristo, nem sobre o pecado e o julgamento. Nessas experiências, os cristãos não deveriam ter recebido ensinos cristãos? No entanto, o que ouvem soa como dogma da Nova Era, o que explicaria por que eles saem menos inclinados ao cristianismo do que antes de “morrer”. Por que muitos que creem que suas EQMs foram uma prévia do Céu jamais receberam qualquer teologia cristã enquanto estiveram lá, em contraste com o sentimentalismo da Nova Era? Porque foram enganados pelo mesmo que enganou Eva no Éden, e com a mesma mentira (veja a lição 11).

Perguntas para consideração

A experiência de Adão e Eva demonstra que o perdão de Deus não reverte necessariamente todas as consequências do pecado? Essa verdade é importante?

A árvore do conhecimento do bem e do mal foi o “terreno encantado” do inimigo para Adão e Eva. Quais são os “terrenos encantados” aos quais somos atraídos?

Satanás tenta levar o povo de Deus a crer que “as reivindicações de Cristo são menos estritas do que uma vez creram e que pela conformação com o mundo exercerão maior influência sobre os mundanos” (Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 474). Como evitar cair nessa armadilha?

Sexta-feira, 07 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

A primeira promessa do evangelho

Lições da Bíblia1

7. Que esperança há para a humanidade? Gn 3:15, 21

Gn 3:15, 21 (ARA)2: “15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. […] 21 Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu.

Gênesis 3 descreve a terrível tragédia que afetou o mundo. Tudo mudou, e Adão e Eva puderam ver a diferença entre o que o mundo costumava ser e o que havia se tornado.

Mas, em meio à frustração e ao desespero, Deus proporcionou segurança para o presente e esperança para o futuro. Primeiro, amaldiçoou a serpente ao declarar: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o Descendente dela. Este lhe ferirá a cabeça, e você Lhe ferirá o calcanhar (Gn 3:15).

A palavra “inimigo” (Heb. ’eybah) sugere não apenas uma controvérsia cósmica de longa duração entre o bem e o mal, mas também uma aversão pessoal ao pecado, implantada pela graça de Deus na mente humana. Por natureza, somos transgressores (Ef 2:1, 5) e “escravos do pecado” (Rm 6:20). No entanto, a graça que Cristo implanta na vida cria inimizade contra Satanás. É essa “inimizade”, uma dádiva do Éden, que nos permite aceitar Sua graça salvadora. Sem a graça que converte e o poder que renova, seríamos cativos de Satanás, sempre cumprindo suas ordens.

Deus usou um sacrifício para ilustrar a promessa messiânica (Gn 3:21). “Quando Adão, de acordo com as especiais determinações de Deus, fez uma oferta pelo pecado, foi para ele a mais dolorosa cerimônia. Sua mão devia se levantar para tirar a vida, que somente Deus podia dar, e fazer uma oferta pelo pecado. Pela primeira vez teria que testemunhar a morte. Ao olhar para a vítima ensanguentada, contorcendo-se na agonia da morte, ele devia contemplar pela fé o Filho de Deus, a quem a vítima prefigurava, e que devia morrer em sacrifício pelo ser humano” (Ellen G. White, História da Redenção, p. 36).

8. Leia 2 Coríntios 5:21 e Hebreus 9:28. O que esses textos ensinam sobre o que foi revelado pela primeira vez no Éden?

2 Coríntios 5:21 (ARA)2: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

Hebreus 9:28 (ARA)2: “assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.

Sabendo que morreriam (Gn 3:19, 22-24), Adão e Eva deixaram o Jardim do Éden, mas não saíram nus nem com suas vestes de folhas de figueira. Deus “fez roupas de peles” para eles, e os vestiu (Gn 3:7, 21), um símbolo de Sua veste de justiça (Zc 3:1-5 [“1 Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor. 2 Mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreende, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo? 3 Ora, Josué, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo. 4 Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes. 5 E disse eu: ponham-lhe um turbante limpo sobre a cabeça. Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça um turbante limpo e o vestiram com trajes próprios; e o Anjo do Senhor estava ali,”]; Lc 15:22 [“O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés;”]). Desde o Éden, o evangelho havia sido revelado à humanidade.

Quinta-feira, 06 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Consequências do pecado

Lições da Bíblia1

6. Com base em Gênesis 3:7-19 e Romanos 5:12, quais foram as principais consequências do pecado?

Gênesis 3:7-19 (ARA)2: “7 Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. 8 Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. 9 E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? 10 Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. 11 Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? 12 Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. 13 Disse o Senhor Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. 14 Então, o Senhor Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. 15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. 16 E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. 17 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. 18 Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. 19 No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

Romanos 5:12 (ARA)2: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.”

Cativada pelo discurso persuasivo da serpente, Eva não previu as consequências de longo alcance do caminho que havia escolhido seguir. Comer do fruto proibido não era tão significativo quanto o que representava. Com esse ato de desobediência, Eva quebrou sua lealdade a Deus e assumiu uma nova lealdade, a Satanás.

Gênesis 3 descreve a queda de Adão e Eva e algumas de suas consequências mais trágicas. De uma perspectiva teológica, ambos foram acometidos de teofobia (medo de Deus) e se esconderam do Senhor (Gn 3:8). A partir de uma avaliação psicossocial, sentiram vergonha de si mesmos e começaram a se acusar mutuamente (Gn 3:7, 9-13). Do ponto de vista físico, suavam, sentiam dor e, por fim, morreriam (Gn 3:16-19). E de uma perspectiva ecológica, o mundo natural havia se deteriorado (Gn 3:17, 18).

O Jardim do Éden não mais era o lugar bonito e agradável que costumava ser. “Ao testemunharem, no murchar da flor e no cair da folha, os primeiros sinais da decadência, Adão e sua companheira choraram mais profundamente do que as pessoas costumam chorar pelos seus mortos. A morte das débeis e delicadas flores era realmente um motivo para tristeza, mas quando as belas árvores perderam suas folhas, essa cena lembrou- lhes o fato cruel de que a morte é o destino de todo ser vivente” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 37, 38).

Adão e Eva não morreram de imediato, no sentido de terem deixado de viver, mas naquele mesmo dia receberam sua sentença de morte. O Senhor disse a Adão: “No suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, pois dela você foi formado; porque você é pó, e ao pó voltará” (Gn 3:19). A queda trouxe consequências trágicas para a humanidade, como a morte (Rm 5:12).

O fato doloroso é que temos sofrido as consequências do que aconteceu no Éden. No entanto, podemos ser gratos porque, por meio de Jesus e de Sua cruz, temos esperança de vida eterna sabendo que o pecado jamais se levantará novamente.

Que lições aprendemos com a experiência de Eva sobre as consequências do pecado?

Quarta-feira, 05 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Vocês não morrerão

Lições da Bíblia1

Uma das manifestações dessa mentira é vista na crença da imortalidade da alma, que foi a base de muitas religiões e filosofias antigas. No Egito antigo, motivou as práticas de mumificação e a arquitetura funerária, como se vê, por exemplo, nas pirâmides.

Essa teoria também se tornou um dos principais pilares da filosofia grega. Por exemplo, em A República de Platão, Sócrates pergunta a Glauco: “Ainda não percebeste que nossa alma é imortal e que nunca pode perecer?” Em Fédon, de Platão, Sócrates argumentou em tom semelhante, dizendo que “a alma é imortal e imperecível, e nossas almas realmente existirão no Hades”. Esses conceitos filosóficos moldaram grande parte da cultura ocidental e até mesmo o cristianismo pós-apostólico; contudo, se originaram muito antes, já no Jardim do Éden, com o próprio Satanás.

No cerne da tentação, Satanás assegurou a Eva: “É certo que vocês não morrerão!” (Gn 3:4), colocando sua palavra acima da Palavra de Deus.

5. Como os seguintes versos podem ser usados para combater a mentira da imortalidade da alma? Sl 115:17; Jo 5:28, 29; Sl 146:4; Mt 10:28; 1Co 15:51-58

Sl 115:17 (ARA)2: “Os mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio.

Jo 5:28, 29 (ARA)2: “28 Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: 29 os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.

Sl 146:4 (ARA)2: “Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.

Mt 10:28 (ARA)2: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.

1Co 15:51-58 (ARA)2: “51 Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 53 Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. 54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. 55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? 56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. 57 Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. 58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.”

A teoria satânica da imortalidade natural da alma tem persistido, mesmo em nosso mundo moderno. Livros, filmes e programas de TV continuam a promover a ideia de que, quando morremos, simplesmente passamos para outro estado de consciência. Quão lamentável é que esse erro também seja proclamado em muitos púlpitos cristãos! Até a ciência se envolveu. Há uma fundação nos Estados Unidos que tenta criar uma tecnologia que nos permitirá entrar em contato com os mortos, os quais, creem os cientistas, ainda estão vivos, existindo como PPMs (“pessoas pós-materiais”). Tendo em vista a prevalência desse erro, não é de se surpreender que esse engano irá desempenhar um papel crucial nos eventos finais da história humana.

Terça-feira, 04 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Enganada pela serpente

Lições da Bíblia1

3. Leia Gênesis 3:1-7. Quais critérios Eva usou para escolher entre a Palavra de Deus e a da serpente?

Gênesis 3:1-7 (ARA)2: “1 Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? 2 Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, 3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. 4 Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. 6 Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. 7 Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.”

Gênesis 3 é um exemplo claro da psicologia da tentação. Deus havia advertido Adão e Eva de que, se comessem do fruto proibido, morreriam (Gn 2:16, 17). Assumindo a forma da serpente, Satanás usou várias estratégias retóricas para levar Eva a pecar.

Primeiro, ele generalizou a proibição específica de Deus ao perguntar: “É verdade que Deus disse: ‘Não comam do fruto de nenhuma árvore do jardim?’” (Gn 3:1). Eva contra-argumentou que a proibição se referia apenas àquela árvore específica, pois, se alguma vez comessem dela ou a tocassem, morreriam.

Então, Satanás contradisse a declaração de Deus, afirmando categoricamente: “É certo que vocês não morrerão!” (Gn 3:4).

Por fim, Satanás acusou Deus de suprimir deliberadamente de Eva e de Adão conhecimento essencial: “Deus sabe que, no dia em que dele comerem, os olhos de vocês se abrirão e, como Deus, vocês serão conhecedores do bem e do mal” (Gn 3:5).

A curiosidade de Eva a levou ao terreno encantado de Satanás. Ali ela foi forçada a decidir se permaneceria fiel à ordem restritiva de Deus ou se cederia aos apelos sedutores de Satanás. Ao duvidar da palavra divina, usou seus próprios sentidos – o método empírico, o da observação pessoal – para decidir entre as duas declarações conflitantes.

Primeiro, ela viu que, do ponto de vista dietético, “a árvore era boa para se comer”. Segundo, do ponto de vista estético, viu que era “agradável aos olhos”. Terceiro, partindo de uma análise lógica, a árvore era “desejável para dar entendimento”. Portanto, de seu ponto de vista, ela tinha boas razões para dar atenção às palavras da serpente e comer da árvore proibida. Infelizmente, foi isso que ela fez.

Alguns argumentam que todas as formas de conhecimento são válidas, desde que retenhamos “o que é bom” (1Ts 5:21). Mas as experiências trágicas de Adão e Eva no Jardim do Éden demonstram que o conhecimento, em si, pode ser muito prejudicial. Há algumas coisas sobre as quais, definitivamente, é melhor não saber.

O que esse relato ensina sobre como é fácil racionalizar e justificar escolhas erradas?

Segunda-feira, 03 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Morte em um mundo de pecado

Lições da Bíblia1

“Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado veio a morte, assim também a morte passou a toda a humanidade, porque todos pecaram” (Rm 5:12).

Cristo foi o Agente Divino por meio de quem Deus trouxe o Universo e o mundo à existência (Jo 1:1-3, 10; Cl 1:16; Hb 1:2). Mas, quando Deus Pai conferiu honra especial a Cristo e anunciou que juntos criariam este mundo, “Lúcifer ficou com inveja e ciúme de Jesus Cristo” (Ellen G. White, História da Redenção, p. 10) e conspirou contra Ele.

Ao ser expulso do Céu, Satanás decidiu “destruir a felicidade de Adão e Eva” na Terra e assim causar “tristeza no Céu”. Ele imaginou que, “Se pudesse, de alguma forma, induzi-los à desobediência, Deus faria provisão pela qual pudessem ser perdoados, e então, ele e todos os anjos caídos teriam uma oportunidade de participar da misericórdia de Deus” (História da Redenção, p. 20). Plenamente ciente da estratégia de Satanás, Deus advertiu Adão e Eva para que não se expusessem à tentação (Gn 2:16, 17). Isso significa que, mesmo quando o mundo ainda era perfeito e irrepreensível, já havia restrições claras às quais os seres humanos deviam obedecer.

Nesta semana refletiremos sobre a queda de Adão e Eva, a respeito de como o pecado e a morte tomaram conta do nosso mundo e acerca de como Deus plantou uma semente de esperança para a humanidade ainda no Éden.

Sábado, 01 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Rebelião em um Universo perfeito – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 9-19 (“A origem do mal”); O Grande Conflito, p. 412-421 (“A origem do mal”). “Não havia […] esperança de redenção para estes que haviam testemunhado e compartilhado da glória inexprimível do Céu, tinham visto a terrível majestade de Deus e, em face de toda essa glória, ainda se rebelaram contra Ele. Não haveria novas e maravilhosas revelações do exaltado poder de Deus que os pudessem impressionar tão profundamente como aquelas que já haviam testemunhado. Se foram capazes de se rebelar justamente na presença de inexprimível glória, não poderiam ser colocados em nenhuma condição mais favorável para ser provados. Não havia reserva de poder, nem grandes alturas ou profundezas da glória infinita, para sobrepujar suas apreensivas dúvidas e murmurantes rebeliões. Sua culpa e castigo deveriam ser proporcionais aos seus exaltados privilégios” (Ellen G. White, No Deserto da Tentação, p. 25, 26).

“Deus e Cristo sabiam da apostasia de Satanás e da queda do ser humano mediante o poder enganador […]. Deus não determinou a existência do pecado, mas previu-a e tomou providências para enfrentar a terrível situação. Seu amor pelo mundo era tão grande que decidiu entregar ‘Seu Filho unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna’” (Jo 3:16; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 11).

Perguntas para consideração

Como responder à acusação de que Deus é responsável pela origem do mal?

Por que a cruz é central na compreensão da origem do mal e de sua erradicação?

Considerando que Satanás está consciente das consequências de sua rebelião, por que ele persiste em sua luta contra Deus?

Leia Mateus 5:43-48. Como refletir esse padrão de amor na família e na igreja?

“O diabo anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar” (1Pe 5:8; leia também Ef 6:10-20). Como prevalecer contra as “ciladas do diabo”?

Sexta-feira, 30 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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