Os anos de labor e os filhos

Lições da Bíblia1

Deus pretendia que os seres humanos trabalhassem. Os anos de trabalho geralmente duram cerca de 40 anos. Para muitas pessoas, esse é o tempo em que as crianças estão sendo criadas e educadas e quando a casa e outras grandes aquisições são feitas. Esse pode ser um período muito intenso financeiramente. É uma época muito delicada porque a família está aprendendo a trabalhar em conjunto, e seus membros estão criando laços duradouros. O estresse financeiro pode destruir a união nesse momento, e com frequência o faz. São muito mais estáveis famílias em que ambas as partes têm um compromisso cristão e estão dispostas a seguir princípios bíblicos.

4. Leia 1 Timóteo 5:8; Provérbios 14:23; Colossenses 3:23, 24. Que pontos importantes podemos extrair desses textos sobre finanças no lar?

1 Timóteo 5:8 (ARA)2: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.”

Provérbios 14:23 (ARA)2: “Em todo trabalho há proveito; meras palavras, porém, levam à penúria.”

Colossenses 3:23, 24 (ARA)2: “23 Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, 24 cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo;”

Em muitos casos, o marido é o principal provedor, embora muitas vezes ambos os cônjuges trabalhem. Podem surgir circunstâncias inesperadas que dificultem esse ideal (doença, crises econômicas, entre outras). As pessoas precisam, então, se ajustar de acordo com a situação.

Os filhos que nascem nesse tempo são chamados de “herança do Senhor” (Sl 127:3). Devemos lembrar que os filhos trazem aos pais uma responsabilidade incrível. O objetivo dos cristãos é treinar seus filhos para que se tornem independentes e preparados para a vida por vir. Aqui estão três pontos que podem ajudar os pais:

Ofereça um ambiente cristão. Isso inclui culto familiar regular e interessante, Escola Sabatina, frequência à igreja, fidelidade nos dízimos e ofertas. São ótimos hábitos para se formar no início da vida.

Ensine a disposição para trabalhar e o apreço por isso. As crianças descobrirão que a diligência e a integridade no trabalho são sempre notadas e recompensadas. Eles vão aprender que o dinheiro é o resultado do tempo que doamos aos outros, realizando tarefas que são valiosas para eles.

Garanta uma boa educação cristã. Vale a pena investir em escolas de qualidade, pois os pais sábios planejam para esta vida e para a vida eterna.

Não importa o que se faça, não temos garantia da direção que nossos filhos tomarão. Por que é importante que os pais não se culpem pelas escolhas erradas de seus filhos?

Terça-feira, 21 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Administradores fiéis: à espera do Mestre. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 511, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A bênção do trabalho

Lições da Bíblia1

A menos que a pessoa seja rica, ou beneficiária de um fundo monetário que os pais criaram para que ela nunca tivesse que trabalhar, mais cedo ou mais tarde vai precisar trabalhar. Na verdade, em muitas histórias, o dinheiro de herança destinado a ser uma bênção, leva à tragédia e à pobreza. O ideal é encontrar algo que gostamos de fazer e que proporcione o sustento, ser capacitado nessa área e atuar nisso ao longo da vida. Esse é o ideal, mas nem sempre acontece assim.

3. Leia Gênesis 2:15 (veja também Ec 9:10 e 2Ts 3:8-10). Antes da entrada do pecado, Deus designou o trabalho para Adão e Eva. O que significa esse fato? Como isso explicaria por que alguns que nunca tiveram que trabalhar consideraram sua situação uma maldição?

Gn 2:15 (ARA)2: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.

Ec 9:10 (ARA)2: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”

2Ts 3:8-10 (ARA)2: “8 nem jamais comemos pão à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós; 9 não porque não tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes. 10 Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma.

O trabalho não foi uma punição, obviamente. Foi projetado para o bem dos seres humanos. Ou seja, mesmo no paraíso, mesmo em um mundo em que nenhum pecado, nenhuma morte e nenhum sofrimento existiam, Deus sabia que os seres humanos precisavam trabalhar.

“E a Adão foi dado o trabalho de cuidar do jardim. O Criador sabia que Adão não poderia ser feliz sem uma ocupação. A beleza do jardim o encantava, mas isso não era suficiente. Ele precisava ter trabalho que chamasse ao exercício os maravilhosos órgãos do corpo. Se a felicidade tivesse consistido em não fazer nada, o homem, em seu estado de inocência, teria sido deixado sem ocupação. Mas Aquele que criou o homem sabia o que seria para sua felicidade; e assim que o criou designou-lhe um trabalho. A promessa da glória futura e o decreto de que o homem deve trabalhar pelo pão de cada dia vieram do mesmo trono” (Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, p. 219).

No entanto, mesmo após a queda, quando (como todos os outros aspectos da vida) o trabalho tinha sido contaminado pelo pecado, Deus disse a Adão: “Maldita é a terra por sua causa; em fadigas você obterá dela o sustento durante os dias de sua vida” (Gn 3:17). Note que Deus amaldiçoou a terra por “sua causa”, pelo bem de Adão, com a ideia de que ele precisaria do trabalho, especialmente como um ser caído.

O que há no trabalho que deve torná-lo uma bênção para nós?

Segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O que é importante em primeiro lugar

Lições da Bíblia1

1. Leia Eclesiastes 12:1. Qual é a mensagem para nós nesse texto?

Eclesiastes 12:1 (ARA)2: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer;”

À medida que a juventude amadurece, surgem pensamentos sobre o suprimento das necessidades básicas – alimento, roupas e abrigo. Jesus mostrou como priorizar nossas necessidades: “Busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas” (Mt 6:33). Para os mais velhos que não fizeram a escolha por Jesus quando eram jovens, ainda há tempo de tomar as decisões certas sobre mordomia cristã.

Como vimos em Gênesis 28:20-22, Jacó tinha feito algumas escolhas importantes, nos aspectos espirituais e financeiros. Em visão, o Senhor apresentou-Se a Jacó como “O Senhor, Deus de Abraão, seu pai, e Deus de Isaque” (Gn 28:13). Por isso, como parte de seu voto a Deus, Jacó disse: “Então o Senhor será o meu Deus” (Gn 28:21).

2. Leia Gênesis 29:9-20. O que há de importante no tempo desse evento da vida de Jacó?

Gênesis 29:9-20 (ARA)2: “9 Falava-lhes ainda, quando chegou Raquel com as ovelhas de seu pai; porque era pastora. 10 Tendo visto Jacó a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, chegou-se, removeu a pedra da boca do poço e deu de beber ao rebanho de Labão, irmão de sua mãe. 11 Feito isso, Jacó beijou a Raquel e, erguendo a voz, chorou. 12 Então, contou Jacó a Raquel que ele era parente de seu pai, pois era filho de Rebeca; ela correu e o comunicou a seu pai. 13 Tendo Labão ouvido as novas de Jacó, filho de sua irmã, correu-lhe ao encontro, abraçou-o, beijou-o e o levou para casa. E contou Jacó a Labão os acontecimentos de sua viagem. 14 Disse-lhe Labão: De fato, és meu osso e minha carne. E Jacó, pelo espaço de um mês, permaneceu com ele. 15 Depois, disse Labão a Jacó: Acaso, por seres meu parente, irás servir-me de graça? Dize-me, qual será o teu salário? 16 Ora, Labão tinha duas filhas: Lia, a mais velha, e Raquel, a mais moça. 17 Lia tinha os olhos baços, porém Raquel era formosa de porte e de semblante.18 Jacó amava a Raquel e disse: Sete anos te servirei por tua filha mais moça, Raquel. 19 Respondeu Labão: Melhor é que eu ta dê, em vez de dá-la a outro homem; fica, pois, comigo. 20 Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava.”

Depois que Jacó fez seus compromissos espirituais e financeiros com Deus, o Senhor o dirigiu ao encontro de Raquel no poço (Gn 29:9-20). É apropriado tomar a decisão espiritual e a decisão de vida antes do compromisso com o casamento. O futuro cônjuge deve saber em que está se envolvendo. A pessoa é um cristão comprometido? Em que tipo de trabalho ele se envolverá? Ele será professor, enfermeiro, advogado ou operário? Com que tipo de vida vou me comprometer? Outras perguntas que precisam de respostas antes do compromisso matrimonial são: Que nível de educação foi concluído? Haverá dívida contraída nesse casamento? Estou disposto a aceitar essa situação como parte da minha responsabilidade?

Leia 2 Coríntios 6:14, 15 [“14 Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? 15 Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?”]. Por que é tão importante considerar esse princípio quando se procura um parceiro para a vida? Embora isso não garanta um bom casamento, por que ajudaria a melhorar as chances de um bom casamento?

Domingo, 19 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Planejamento para o sucesso

Lições da Bíblia1

“Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor e não para as pessoas, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo” (Cl 3:23, 24).

A maioria das pessoas quer ter uma vida bem-sucedida e feliz. Contudo, em um mundo caído, onde tragédia e calamidade podem nos atingir a qualquer momento, esse objetivo nem sempre será fácil de alcançar.

Além disso, há a questão de como definimos “sucesso”. Veja, por exemplo, o caso de José no Egito. Se já houve uma vida bem-sucedida, certamente essa foi a de José, não foi? Da prisão ao palácio, esse tipo de coisa. Por outro lado, e quanto a João Batista? Ele foi da prisão para o túmulo. Até que ponto a vida dele foi bem-sucedida? Mais uma vez, tudo depende de como se define alguém “bem-sucedido”.

  Nesta semana, consideraremos a ideia de “sucesso” no contexto da mordomia cristã básica e dos princípios financeiros. Não importa quem somos nem onde vivemos, dinheiro e finanças farão parte da nossa vida, quer gostemos ou não. Quais são, então, alguns passos práticos que podemos dar ao longo do caminho, os quais, ainda que não garantam o “sucesso”, nos ajudam a evitar armadilhas e erros comuns que podem tornar o sucesso financeiro um pouco mais difícil?

Sábado, 18 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Aos mais pequeninos irmãos – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“‘Quando vier o Filho do Homem na Sua majestade e todos os anjos com Ele, então, Se assentará no trono da Sua glória; e todas as nações serão reunidas em Sua presença, e Ele separará uns dos outros’ (Mt 25:31, 32). Com essas palavras, Cristo descreveu aos discípulos, no Monte das Oliveiras, as cenas do grande dia do Juízo. Mostrou que o veredito gira em torno de um ponto. Quando as nações se reunirem diante Dele, haverá apenas dois grupos, e seu destino eterno será determinado pelo que houverem feito ou negligenciado fazer por Ele, na pessoa dos pobres e sofredores” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 512).

“Ao abrir a porta aos necessitados e sofredores de Cristo, você está recebendo anjos invisíveis. Está convidando a companhia de seres celestiais. Eles trazem uma sagrada atmosfera de alegria e paz. Vêm com louvores nos lábios, e uma nota correspondente se ouve no Céu. Lá, todo ato de misericórdia promove música. O Pai, em Seu trono, conta os abnegados servos entre Seus mais preciosos tesouros” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 513, 514).

Perguntas para consideração

“Nunca deixará de haver pobres na Terra” (Dt 15:11). Como entender essa previsão que, infelizmente, tem se cumprido? Alguns usam essas palavras como justificativa para não ajudar os pobres, raciocinando desta forma: “Deus disse que os pobres sempre estariam entre nós. As coisas são assim”. Qual é o engano desse pensamento?

Leia 1 Timóteo 6:17-19: “Exorte os ricos deste mundo a que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para o nosso prazer. Que eles façam o bem, sejam ricos em boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; ajuntando para si mesmos um tesouro que é sólido fundamento para o futuro, a fim de tomarem posse da verdadeira vida”. O perigo é confiar nas riquezas em lugar do Deus vivo. Por que isso é tão fácil para os que têm dinheiro, mesmo sabendo que no fim o seu dinheiro não vai mantê-los vivos? Por que devemos ter cuidado em não confiar em nada além de Deus?

Sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Considere Jó

Lições da Bíblia1

5. Leia Jó 1:8. Como o patriarca foi descrito pelo próprio Deus?

Jó 1:8 (ARA)2: “Perguntou ainda o Senhor a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.”

O próprio Deus chamou Jó de “íntegro” e “reto” (Jó 1:8), tão íntegro e reto que ninguém mais na Terra naquele momento poderia igualar-se a ele. Isso foi o que o próprio Deus disse a respeito de Jó, palavra por palavra.

Mesmo depois de Jó ter enfrentado uma catástrofe após a outra, Deus repetiu o que Ele tinha dito primeiramente sobre Jó, que não havia mais ninguém na Terra como ele, íntegro e reto, e assim por diante. Porém, então, um novo elemento foi adicionado. Jó era todas essas coisas, “embora você Me incitasse contra ele, para destruí-lo sem motivo” (Jó 2:3).

Temos um vislumbre poderoso do caráter íntegro de Jó quando ele se recusou a abandonar Deus apesar de tudo o que havia acontecido e apesar da provocação de sua infeliz esposa: “Você ainda conserva a sua integridade? Amaldiçoe a Deus e morra!” (Jó 2:9). Além dessas manifestações, o livro revela outro aspecto da vida de Jó antes que o drama se desenrolasse.

6. Leia Jó 29:12-16. O que é retratado aqui que nos dá ainda mais noção do segredo do caráter de Jó?

Jó 29:12-16 (ARA)2: “12 porque eu livrava os pobres que clamavam e também o órfão que não tinha quem o socorresse. 13 A bênção do que estava a perecer vinha sobre mim, e eu fazia rejubilar-se o coração da viúva.  14 Eu me cobria de justiça, e esta me servia de veste; como manto e turbante era a minha equidade. 15 Eu me fazia de olhos para o cego e de pés para o coxo. 16 Dos necessitados era pai e até as causas dos desconhecidos eu examinava.”

Talvez o mais revelador aqui sejam as palavras do patriarca: “Era pai dos necessitados e até as causas dos desconhecidos eu examinava” (Jó 29:16). Em outras palavras, Jó não simplesmente esperava, por exemplo, que algum mendigo em trapos se aproximasse dele para receber dele uma esmola. Em vez disso, era proativo em descobrir necessidades e depois agir com base nelas.

Ellen G. White sugeriu: “Não esperem até que [os pobres] chamem sua atenção para as suas necessidades. Ajam como fazia Jó. Aquilo que não sabia, ele investigava. Façam um giro de inspeção e verifiquem o que é necessário, e como melhor pode ser suprido” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 128). Esse é um nível de gestão de dinheiro e administração dos recursos de Deus que está além da prática de muitos dos filhos de Deus hoje.

Leia Isaías 58:6-8 [“6 Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? 7 Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? 8 Então, romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do Senhor será a tua retaguarda”]. Como podemos aplicar essas palavras a nós hoje?

Quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Zaqueu

Lições da Bíblia1

Zaqueu era um judeu rico que tinha ganhado dinheiro como cobrador de impostos para os romanos. Por isso, e porque ele e outros cobradores de impostos exigiam mais impostos do que realmente era devido, ele era odiado e chamado de “pecador”. Morava em Jericó, que ficava em uma rota de comércio. O encontro de Zaqueu e Jesus não foi coincidência. Aparentemente ele estava convencido espiritualmente e queria fazer algumas mudanças em sua vida. Tinha ouvido falar de Jesus e queria vê-Lo. Deve ter se espalhado a notícia de que o grupo com quem Jesus viajava chegaria a Jericó naquele dia. Jesus precisou passar por Jericó vindo da Galileia, em Sua última viagem a Jerusalém. As primeiras palavras de Cristo para Zaqueu revelaram que, mesmo antes de entrar na cidade, Jesus sabia tudo sobre ele.

4. Leia Lucas 19:1-10. Quais foram as diferenças entre a experiência desse homem rico com Jesus e a do jovem rico?

Lucas 19:1-10 (ARA)2: “1 Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade. 2 Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico, 3 procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. 4 Então, correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar. 5 Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa. 6 Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria. 7 Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que ele se hospedara com homem pecador. 8 Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. 10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.”

Zaqueu e o jovem rico tinham coisas em comum. Ambos eram ricos; queriam ver Jesus e desejavam a vida eterna. Mas as semelhanças param por aqui.

Quando Zaqueu disse que daria metade dos seus bens (Lc 19:8) aos pobres, Jesus aceitou esse gesto como expressão de conversão. Ele não disse: “Desculpe, Zaqueu, mas como Eu disse ao jovem rico, é tudo ou nada. Metade não será o suficiente”. Por quê? Provavelmente porque, embora Zaqueu gostasse da riqueza, ela não era deus para ele, como era para o jovem rico. Embora não saibamos o que Jesus lhe disse, foi Zaqueu quem falou em dar dinheiro aos pobres. Em contraste, Jesus disse ao jovem rico especificamente que desistisse de tudo; caso contrário, as riquezas o destruiriam. Embora Zaqueu, como qualquer pessoa rica, precisasse ter cuidado com os perigos da riqueza, ele parecia tê-la sob melhor controle do que o jovem rico.

“Quando o jovem rico se afastara de Jesus, os discípulos ficaram espantados de ouvir o Mestre dizer: ‘Quão difícil é [para os que confiam nas riquezas] entrar no reino de Deus!’ Exclamaram uns para os outros: ‘Quem pode ser salvo?’ (Mc 10:24, 26). Agora, tinham uma demonstração das palavras de Cristo: ‘As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus’ (Lc 18:27, ARC). Eles viram como, por meio da graça divina, um rico podia entrar no reino” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 441).

Quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O jovem rico

Lições da Bíblia1

Não sabemos muito sobre o jovem rico além da sua riqueza e do seu interesse nas coisas espirituais. Ele era tão dinâmico que correu até Jesus (Mc 10:17). Estava animado para aprender sobre a vida eterna. Essa história é tão importante que está registrada nos três evangelhos sinóticos (Mt 19:16-22; Mc 10:17-22; Lc 18:18-23).

3. Leia Mateus 19:16-22. O que Jesus quis dizer com estas palavras: “Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens, dê o dinheiro aos pobres e você terá um tesouro nos Céus; depois, venha e siga-Me”?

Mateus 19:16-22 (ARA)2: “16 E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? 17 Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. 18 E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; 19 honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. 20 Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? 21 Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. 22 Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades.”

Jesus não pede que a maioria das pessoas venda tudo o que tem e dê o dinheiro aos pobres. Mas o dinheiro deve ter sido o deus desse jovem, e, embora a resposta de Jesus pareça severa, Ele sabia que essa era a única esperança desse homem.

A Bíblia diz que ele foi embora muito triste porque era muito rico, o que prova quanto ele adorava seu dinheiro. O Mestre ofereceu a ele vida eterna e um lugar no Seu círculo íntimo (“Venha e siga-Me”, as mesmas palavras que Jesus usou para chamar os 12 discípulos). No entanto, nunca mais ouvimos falar desse jovem. Ele trocou a eternidade por suas posses terrenas.

Que troca terrível, não foi? Que triste exemplo de alguém que não seguiu o princípio da “gratificação adiada” (ver o estudo da semana passada). Escolher como esse homem escolheu é um engano, pois, não importa o que a riqueza possa nos dar agora, cedo ou tarde todos nós morremos e teremos a perspectiva da eternidade. Enquanto isso, muitos ricos descobrem que sua riqueza não lhes dá a paz e a felicidade que esperam. De fato, em muitos casos, o oposto parece acontecer. Muitas biografias foram escritas sobre a experiência miserável de muitos ricos. Em toda a história registrada, uma das melhores descrições de como a riqueza pode ser insatisfatória encontra-se no livro de Eclesiastes. Dentre muitas outras lições que podemos tirar dela, uma é clara: o dinheiro não pode comprar paz nem felicidade.

“Quem quiser salvar a sua vida a perderá; e quem perder a vida por Minha causa e por causa do evangelho, esse a salvará. De que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que daria uma pessoa em troca de sua alma? (Mc 8:35-37). O que significa perder a vida por causa do evangelho?

Terça-feira, 14 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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