O Messias morto

Lições da Bíblia1

Gabriel explicou que o ponto de partida para a profecia de 490 anos seria um evento importante para Daniel e para os judeus – a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém. Embora vários decretos tenham sido aprovados em relação a Jerusalém, em Esdras 7 descobrimos que o decreto aprovado no ano 457 a.C. permitiu que os judeus não apenas retornassem à sua terra, mas também se estabelecessem como uma comunidade religiosa (Ed 7:13, 27).

O decreto de Artaxerxes foi emitido no outono de 457 a.C. A partir dele até o Messias seriam 69 semanas, ou 483 anos. Se começarmos o cálculo em 457 a.C. e seguirmos em frente na linha do tempo da história, chegaremos a 27 d.C.

A palavra Messias significa “Ungido”. Em 27 d.C., Jesus Cristo, o Messias, foi batizado (Mt 3:13-17). Daniel previu com séculos de antecedência o ano exato do batismo de Cristo, o tempo em que Ele começaria Seus três anos e meio de ministério.

6. Que grandes verdades são reveladas em Romanos 5:6-9 e Daniel 9:26?

Romanos 5:6-9 (ARA)2: “6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. 8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.”

Daniel 9:26 (ARA)2: “Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.”

“E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias” (Dn 9:26, ACF). O Messias seria imolado ou crucificado. O verso acrescenta: “mas não para Si mesmo”. Em outras palavras, a morte de Cristo na cruz foi para nós, não para Ele mesmo. Por isso Paulo escreveu: “Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores” (Rm 5:8).

Em Daniel 9:27, lemos que na metade da semana dos últimos sete anos, Cristo faria “cessar o sacrifício e a oferta”. Na metade dessa sétima semana, em 31 d.C., Cristo confirmou a aliança eterna com Seu sangue ao morrer na cruz, e o sistema de sacrifícios perdeu todo e qualquer significado profético.

Essas profecias revelam que o Messias seria crucificado e, consequentemente, o sistema de sacrifícios perderia seu significado profético na primavera de 31 d.C. Essas previsões se cumpriram em todos os detalhes. Exatamente na Páscoa, quando o sumo sacerdote oferecia o cordeiro pascal, Cristo foi sacrificado por nós.

Tendo em mente o que foi escrito acima, leia Marcos 15:38 [“E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo.”]  e Mateus 3:15, 16 [“15 Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu. 16 Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele.”]. Como esses versos nos ajudam a entender a profecia de Daniel 9:24-27?

Quarta-feira, 03 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Instrução do anjo a Daniel

Lições da Bíblia1

4. Leia Daniel 9:23. Que instrução específica o anjo deu a Daniel? Por que isso é importante para compreender o significado da purificação do santuário em Daniel 8:14?

Daniel 9:23 (ARA)2: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão.”

Daniel 8:14 (ARA)2: “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.

O anjo instruiu Daniel: “Preste atenção à mensagem e entenda a visão” (Dn 9:23). Que mensagem, e que visão? Como não há visão registrada em Daniel 9, Gabriel estava falando da parte da visão que o profeta não havia entendido – os 2.300 dias (Dn 8:27).

5. Daniel 9:24-27 fala de quais eventos na vida de Jesus?

Daniel 9:24-27 (ARA)2: “24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.”

A primeira parte dessa profecia diz respeito ao povo de Deus, os judeus. “Setenta semanas estão determinadas para o seu povo” – a nação judaica (Dn 9:24). Na profecia bíblica, um dia profético é igual a um ano profético literal (Ez 4:6; Nm 14:34). Em Daniel e Apocalipse, quando há imagens simbólicas, geralmente há também uma profecia simbólica de tempo. Uma forma de nos certificarmos de que o princípio profético do dia-ano se aplica nesse caso é que, quando o empregamos na profecia de Daniel, cada evento na linha do tempo se encaixa perfeitamente (veja a lição de amanhã). Se aplicarmos esse princípio, 70 semanas são compostas por 490 dias. Uma vez que um dia profético equivale a um ano literal, 490 dias são 490 anos literais.

Gabriel diz a Daniel que 490 anos estão “cortados” (significado literal da palavra hebraica chathak, traduzida algumas vezes como “determinados”). Cortados de quê? Da única outra profecia de tempo mencionada: os 2.300 dias de Daniel 8:14. Esses 490 anos, uma profecia temporal, estão diretamente ligados à profecia temporal de Daniel 8:14, a única parte da visão deixada sem explicação em Daniel 8 e a única profecia de tempo de Daniel 8. Assim, com essa profecia, Gabriel ajudou Daniel a entender o que ele não havia entendido no capítulo anterior: os 2.300 dias.

Terça-feira, 02 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Os 2.300 dias e o tempo do fim

Lições da Bíblia1

3. Segundo o anjo, a que período de tempo se aplicam a visão de Daniel 8 e os 2.300 dias, e por que é importante entender isso? Dn 8:17, 19, 26

Dn 8:17, 19, 26 (ARA)2: “17 Veio, pois, para perto donde eu estava; ao chegar ele, fiquei amedrontado e prostrei-me com o rosto em terra; mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim. […] 19 e disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira, porque esta visão se refere ao tempo determinado do fim. […] 26 A visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira; tu, porém, preserva a visão, porque se refere a dias ainda mui distantes.

Alguns argumentam que os 2.300 dias são literais. Acreditam que o chifre pequeno de Daniel 8 se refira ao líder militar selêucida Antíoco Epifânio (216 a.C.–164 a.C.), que atacou Jerusalém e profanou o templo judeu, embora os 2.300 dias não se encaixem sequer na sua época. Essa interpretação, no entanto, é contrária à clara instrução do anjo de que a visão se aplica ao “tempo do fim”. Antíoco não viveu nesse tempo.

Em Daniel 8, Gabriel começou a explicação sobre a profecia dos 2.300 dias. Ele disse que o carneiro representava a Média e a Pérsia e o bode representava a Grécia (Dn 8:20, 21). Embora não tenha sido nomeado, como foi o caso dos dois poderes antes dele, o elemento seguinte, o chifre pequeno, é obviamente Roma (Dn 8:9, 23, 24). Ele, então, retratou uma espécie de fase político-religiosa de Roma, que lançaria “por terra a verdade” e interferiria no ministério celestial de Cristo (Dn 8:10-12, 25). A purificação do santuário em Daniel 8:14, o clímax do capítulo, é a resposta de Deus ao desafio dos poderes terrenos e religiosos que tentaram usurpar a autoridade divina. É parte da solução de Deus para o problema do pecado.

Gabriel estava pronto para explicar os detalhes no cronograma profético. No fim do capítulo 8, vemos que o profeta não entendeu a parte da visão sobre os 2.300 dias (Dn 8:27). A parte anterior sobre o carneiro, o bode e o chifre pequeno tinha sido explicada, sendo que os dois primeiros poderes tinham sido identificados pelo nome (Dn 8:20, 21). A purificação do santuário, no entanto, não tinha sido explicada.

Gabriel, que apareceu em Daniel 8, manifestou-se em Daniel 9 e disse: “Quando você começou a fazer as suas súplicas, foi dada uma ordem, e eu vim para explicar tudo a você, porque Deus o ama muito. Portanto, preste atenção à mensagem e entenda a visão” (Dn 9:23). Que visão? Como veremos amanhã, trata-se da visão dos 2.300 dias, a única parte da visão de Daniel 8 que o anjo ainda não tinha explicado a Daniel.

Gabriel disse que Daniel era amado. Isso indica uma ligação entre o Céu e a Terra?

Segunda-feira, 01 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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A purificação do santuário

Lições da Bíblia1

Como já vimos, haverá um juízo antes de Cristo voltar. O anjo anuncia em alta voz: “é chegada a hora em que Ele vai julgar” (Ap 14:7). O livro de Daniel nos informa quando esse juízo começa.

1. Leia Daniel 8:14. Que tempo específico Daniel apresenta para a purificação do santuário?

Daniel 8:14 (ARA)2: “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.

Todo judeu entendia claramente o significado da purificação do santuário terrestre. Acontecia no Dia da Expiação, que era o dia do juízo. Embora Daniel entendesse o conceito da purificação do santuário e do juízo, ele ficou confuso sobre esses 2.300 dias.

2. Leia Daniel 8:27 e 9:21, 22. Qual foi a reação de Daniel à visão dos 2.300 dias, e o que Deus lhe respondeu?

Daniel 8:27 (ARA)2: “Eu, Daniel, enfraqueci e estive enfermo alguns dias; então, me levantei e tratei dos negócios do rei. Espantava-me com a visão, e não havia quem a entendesse.”

Daniel 9:21, 22 (ARA)2: “21 Falava eu, digo, falava ainda na oração, quando o homem Gabriel, que eu tinha observado na minha visão ao princípio, veio rapidamente, voando, e me tocou à hora do sacrifício da tarde. 22 Ele queria instruir-me, falou comigo e disse: Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido.

No fim do capítulo 8 de Daniel, o profeta desfaleceu e disse: “Fiquei espantado com a visão, e não havia quem a entendesse” (Dn 8:27). Ou seja, a visão dos 2.300 dias (o restante da visão já havia sido explicada; ver Dn 8:19-22). O capítulo seguinte, Daniel 9, registra o anjo Gabriel indo explicar a Daniel a profecia dos 2.300 dias. “Daniel, agora eu vim para dar a você inteligência e discernimento” (Dn 9:22).

Gabriel surpreendeu Daniel ao revelar uma resposta muito mais ampla à sua oração do que ele jamais havia imaginado. O anjo conduziu o profeta pelo fluxo do tempo e revelou a verdade sobre o Messias vindouro, apontando as datas exatas do início de Seu ministério e Sua morte cruel, eventos que estavam diretamente ligados à purificação do santuário, mencionada em Daniel 8. Em outras palavras, a morte de Cristo e o juízo estão inseparavelmente ligados.

Por que é significativo que a morte de Jesus, revelada em Daniel 9:24-27, esteja diretamente ligada ao juízo de Daniel 8:14? Que grande verdade é ensinada por meio disso?

Domingo, 30 de abr. de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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A hora do Seu juízo

Lições da Bíblia1

“E digo isto a vocês que conhecem o tempo: já é hora de despertarem do sono, porque a nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta a noite, e o dia vem chegando” (Rm 13:11, 12).

Há muitos anos, a revista National Geographic contou sobre um incêndio florestal no Parque Nacional Yellowstone, nos Estados Unidos. Depois que o fogo cessou, guardas florestais subiram uma montanha para avaliar os danos. Um guarda encontrou um pássaro literalmente em cinzas ao pé de uma árvore. Perplexo pela visão triste, empurrou o pássaro com um graveto.

Nisso, três passarinhos pequenos correram de debaixo das asas de sua mãe morta. A mãe amorosa, profundamente consciente do desastre iminente, tinha levado seus filhotes para a base da árvore e os havia reunido sob suas asas. Ela poderia ter voado em segurança, mas se recusou a abandonar seus bebês. Que imagem do crente que está seguro em Cristo!

O fogo do juízo divino ardeu sobre Ele no Calvário, e todos os que estão em Cristo estão seguros para sempre sob Suas asas. Na cruz, Cristo foi julgado como um pecador condenado para que pudéssemos ser julgados como cidadãos justos do reino celestial. Ele foi julgado como um criminoso para que pudéssemos ser libertos do fogo destrutivo da perdição eterna, tanto de modo figurado quanto literalmente.

Sábado, 29 de abr. de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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A boa notícia do juízo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Observe as fortes revelações sobre a condição do povo de Deus nos últimos dias:

“Sua única esperança está na misericórdia de Deus, sua única defesa será a oração. Como Josué pleiteou diante do Anjo, assim a igreja remanescente, com coração quebrantado e fervorosa fé, pleiteará perdão e livramento por meio de Jesus, seu Advogado. Está plenamente consciente da pecaminosidade de sua vida, vê sua fraqueza e indignidade e, ao olhar para si mesma, fica a ponto de desesperar. O tentador está ao seu lado para a acusar, como esteve ao lado de Josué, para lhe resistir. Aponta para suas vestes imundas, seu caráter defeituoso. Apresenta sua fraqueza e descaminhos, seus pecados de ingratidão, sua dessemelhança de Cristo, a qual desonrou seu Redentor. […]

“Satanás possui um exato conhecimento dos pecados que ele o tentou a cometer e apresenta esses pecados como exageradamente graves, declarando: ‘Será que Deus vai banir a mim e os meus anjos de Sua presença, e contudo recompensar os que são culpados dos mesmos pecados? Não podes, ó Senhor, isso fazer com justiça. Teu trono não se achará fundamentado em justiça e juízo. A justiça requer que seja pronunciada sentença contra esse povo’. […]

“Embora os seguidores de Cristo tenham cometido pecado, não se entregaram ao domínio do mal. Abandonaram os pecados e buscaram o Senhor com humildade e contrição, e o divino Advogado pleiteia em seu favor” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 5, p. 404, 405).

Perguntas para consideração

Saber que “é chegada a hora em que Ele vai julgar” impacta nosso dia a dia? A maioria provavelmente diria que não, certo? Como podemos mudar isso?

O juízo é uma boa notícia? A atuação de Jesus por nós no juízo nos motiva a ser fiéis, sabendo que somente por causa do que Ele fez temos salvação?

O juízo revela o caráter de Deus. Isso se encaixa no cenário do grande conflito?

Sexta-feira, 28 de abr. de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Jesus é digno

Lições da Bíblia1

Em Apocalipse 5:1-5, mais uma vez vemos um trono. Há um livro em forma de rolo escrito por dentro e por fora e selado com o selo divino, e ninguém no Céu ou na Terra podia abrir o livro. Seres celestiais tremem. O problema é sério. Nenhum ser angelical pode representar a humanidade no juízo final da Terra. João chora porque ninguém pode abrir o livro. Então um dos anciãos, um dos seres humanos resgatados da Terra, fala palavras de encorajamento ao coração de João. Jesus, o Cordeiro de Deus, é digno de abrir o livro.

João contempla a resposta final para o problema do pecado em Apocalipse 5:5. O idoso profeta contempla a única maneira de absolver pecadores no juízo final.

“Então um dos anciãos me disse: – Não chore! Eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para quebrar os sete selos e abrir o livro. Então vi […] um Cordeiro que parecia que tinha sido morto” (Ap 5:5, 6).

5. Leia Apocalipse 5:8-12. Como todo o Céu reage ao anúncio de que Jesus é digno de abrir o livro do juízo e nos redimir?

Apocalipse 5:8-12 (ARA)2: “8 e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, 9 e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação 10  e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. 11 Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, 12 proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.

Jesus, o Cordeiro de Deus, que sacrificou a vida pela salvação de toda a humanidade, pega o livro do juízo e o abre. Todo o Céu irrompe em louvor arrebatador. Sua vitória sobre as tentações de Satanás, Sua morte na cruz do Calvário, Sua ressurreição, Seu ministério sumo sacerdotal proveem salvação para todos os que escolhem responder à Sua graça pela fé. O juízo é uma notícia incrivelmente boa para o povo de Deus, pois fala do fim do reinado do pecado e da libertação deles.

Algo pode ser mais encorajador? Jesus nos defende no juízo. Sua vida perfeita e justa nos cobre. Sua justiça atua dentro de nós para nos transformar. Sua graça nos perdoa, nos transforma e nos dá poder para viver de forma piedosa.

Não precisamos temer. Jesus nos defende no juízo, e os poderes do mal são derrotados. O juízo é proferido em favor do povo de Deus (Dn 7:22). O objetivo do juízo não é revelar o quanto somos maus, mas revelar o quanto Deus é bom.

Mais uma vez, reflita sobre a grande esperança que temos no juízo: Jesus como nosso Substituto. Por que essa é nossa única esperança?

Quinta-feira, 27 de abr. de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Um vislumbre do Céu

Lições da Bíblia1

Em Apocalipse 4, João contemplou uma porta aberta no Céu e recebeu um convite: “Suba até aqui, e Eu lhe mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas” (Ap 4:1). Jesus convidou o apóstolo a olhar pela porta aberta no santuário do Céu para ver cenas do grande conflito entre o bem e o mal. Nós também podemos olhar através dessa porta aberta e ter um vislumbre do plano eterno da salvação. Somos testemunhas de questões que estão sendo decididas na corte celestial. Questões fundamentais no grande conflito entre o bem e o mal se desenvolvem diante de nossos olhos.

4. Leia Apocalipse 4:2-4. Que semelhanças há com a cena do juízo em Daniel 7?

Apocalipse 4:2-4 (ARA)2: “2 Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado; 3 e esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardônio, e, ao redor do trono, há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda. 4 Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro.”

Daniel 7 (ARA)2: 1 No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, teve Daniel um sonho e visões ante seus olhos, quando estava no seu leito; escreveu logo o sonho e relatou a suma de todas as coisas. 2 Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. 3 Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar. 4 O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem. 5 Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um dos seus lados; na boca, entre os dentes, trazia três costelas; e lhe diziam: Levanta-te, devora muita carne. 6 Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio. 7 Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres. 8 Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência. 9 Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. 10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros. 11 Então, estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o chifre proferia; estive olhando e vi que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado. 12 Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida por um prazo e um tempo. 13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. 14 Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído. 15 Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi alarmado dentro de mim, e as visões da minha cabeça me perturbaram. 16 Cheguei-me a um dos que estavam perto e lhe pedi a verdade acerca de tudo isto. Assim, ele me disse e me fez saber a interpretação das coisas: 17 Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis que se levantarão da terra. 18 Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade. 19 Então, tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro, cujas unhas eram de bronze, que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobejava; 20 e também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça e do outro que subiu, diante do qual caíram três, daquele chifre que tinha olhos e uma boca que falava com insolência e parecia mais robusto do que os seus companheiros. 21 Eu olhava e eis que este chifre fazia guerra contra os santosm e prevalecia contra eles, 22 até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino. 23 Então, ele disse: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. 24 Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. 25 Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo. 26 Mas, depois, se assentará o tribunal para lhe tirar o domínio, para o destruir e o consumir até ao fim. 27 O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão. 28 Aqui, terminou o assunto. Quanto a mim, Daniel, os meus pensamentos muito me perturbaram, e o meu rosto se empalideceu; mas guardei estas coisas no coração.”

Obviamente, Apocalipse 4 apresenta uma cena na sala do trono. Deus, o Pai, assenta-Se no trono cercado por seres celestiais. Há trovões e relâmpagos simbolizando os juízos divinos. Notamos que há 24 anciãos ao redor do trono de Deus.

Quem são esses 24 anciãos? No Israel antigo havia 24 divisões no sacerdócio levítico. Esses sacerdotes representavam o povo diante de Deus. Em 1 Pedro 2:9, o apóstolo declarou que os crentes do NT são “geração eleita”, “sacerdócio real”. Talvez, esses 24 anciãos representem todos os redimidos que um dia se alegrarão em torno do trono de Deus; ou, talvez, representem as pessoas ressuscitadas na ressurreição de Cristo e que ascenderam ao Céu com Ele (Mt 27:52; Ef 4:7, 8).

De qualquer forma, isso é uma boa notícia. Há alguns dos redimidos da Terra ao redor do trono de Deus. Eles enfrentaram tentações assim como nós enfrentamos. Pelo poder do Espírito, venceram. Eles estão “vestidos de branco”, simbolizando a justiça de Cristo, que cobre e purifica os pecados, têm coroas de ouro na cabeça indicando que venceram o mal e fazem parte da linha real de crentes cheios de fé.

Vemos um trono no Céu e Deus assentado sobre ele. Há seres celestiais ao redor do trono, e logo todo o Céu começa a cantar, e a intensidade do louvor fica cada vez mais forte: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas e por Tua vontade elas vieram a existir e foram criadas” (Ap 4:11).

Quarta-feira, 26 de abr. de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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