O conflito cósmico

Lições da Bíblia1

3. Leia Mateus 27:45-50. O que Cristo passou na cruz? O que Jesus quis dizer ao perguntar a Deus por que Ele O havia desamparado, e como essa cena nos ajuda a entender o que significa ter “a fé de Jesus”? (Ap 14:12, ARC)

Mateus 27:45-50 (ARA)2: “45 Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra. 46 Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? 47 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Ele chama por Elias. 48 E, logo, um deles correu a buscar uma esponja e, tendo-a embebido de vinagre e colocado na ponta de um caniço, deu-lhe a beber. 49 Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem salvá-lo. 50 E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.

Pendurado na cruz, envolto na escuridão, carregando a culpa, a vergonha e a condenação dos pecados do mundo, desconectado do amor do Pai, Jesus dependia do relacionamento que havia tido com o Pai em Sua vida. Ou seja, por meio de uma vida de completa dependência do Pai, mesmo nos momentos bons, Jesus tinha sido preparado para os piores momentos, até mesmo a cruz. O Salvador confiou, mesmo quando tudo ao redor clamava para que Ele duvidasse. Quando parecia que Deus O havia abandonado, Jesus não desistiu.

“Em meio da terrível escuridão, aparentemente abandonado por Deus, Cristo sofrera as piores consequências da miséria humana. Durante aquelas horas pavorosas, apoiara-Se às provas que anteriormente haviam sido dadas a Ele quanto à aceitação de Seu Pai. […] Pela fé saiu Cristo vitorioso” (Ellen G. White, Cristo Triunfante [MM 2002], p. 304).

A fé de Jesus é tão profunda, confiante e comprometida que os demônios do cosmos e as provações da Terra não podem abalá-la. É uma fé que confia quando não pode ver, acredita quando não consegue entender, agarra com firmeza quando há pouco em que se agarrar. Essa “fé de Jesus” é uma dádiva que recebemos pela fé. Ela nos sustentará na crise que está à frente. É “a fé de Jesus” habitando em nosso coração que nos permite adorar a Cristo como supremo e perseverar firmemente quando a marca da besta for imposta.

A fé, contudo, não surge do nada. Os fiéis aprendem a viver pela fé dia após dia. Em tempos bons, em tempos ruins, quando sentimos Deus próximo, quando Ele parece distante, não importa. “O justo viverá pela fé” (Gl 3:11; Hc 2:4). O momento de se preparar é agora. Cada provação suportada com fé produz frutos preciosos.

Você já sentiu a vida desmoronando, quando só podia se agarrar à sua fé? O que aprendeu? Como resistiu? Você pode ajudar pessoas que sofrem de modo semelhante?

Segunda-feira, 05 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Perseverança inabalável

Lições da Bíblia1

Em Apocalipse 14:7, Deus chama todos a adorá-Lo. Essa é a mensagem do primeiro anjo. Deus adverte as pessoas também sobre “Babilônia” espiritual (Ap 14:8), um falso sistema religioso com raízes na antiga Babilônia. Essa é a mensagem do segundo anjo.

O terceiro anjo adverte contra a adoração à besta (Ap 14:9, 10). O anjo declara com voz forte: “Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na testa ou na mão, também esse beberá do vinho do furor de Deus”.

1. Leia Apocalipse 14:12. Quais são as duas características do povo de Deus nos últimos dias? Por que elas são importantes?

Apocalipse 14:12 (ARA)2: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”

A palavra grega para “perseverança” é hupomone, melhor traduzida como “perseverança inabalável”. No tempo do fim, Deus terá um povo leal a Ele diante da oposição e perseguição feroz. Por meio de Sua graça, demonstrará firme perseverança, vivendo de modo obediente, centrado em Deus, cheio da graça.

A adoração ao Criador (Ap 14:7) está em oposição direta à adoração à besta (Ap 14:9) e é expressa por um povo que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé em Jesus (Ap 14:12). O conflito final sobre lealdade a Cristo ou lealdade à besta gira em torno da adoração, e no centro do conflito entre o bem e o mal está o sábado.

2. Leia Romanos 8:1-4; Efésios 2:8-10 e Colossenses 1:29. O que essas passagens nos ensinam sobre o resultado de viver pela fé?

Romanos 8:1-4 (ARA)2: “1 Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. 2 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. 3 Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, 4 a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.

Efésios 2:8-10 (ARA)2: “8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; 9 não de obras, para que ninguém se glorie. 10 Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.

Colossenses 1:29 (ARA)2: “para isso é que eu também me afadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim.

Vivendo pela fé, recebemos a graça divina, e nossa vida é transformada. Os seguidores comprometidos com o Salvador não só terão fé “em” Jesus, como terão a fé “de” Jesus. A qualidade da fé de Jesus para o tempo do fim será deles, e eles permanecerão fiéis, mesmo até a morte, assim como Jesus foi fiel.

Você é fiel nas pequenas coisas? O que a sua fidelidade diz sobre como você será quando a verdadeira provação chegar? (Ver Lc 16:10 [“Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.”])

Domingo, 04 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O selo de Deus e a marca da besta: parte 1

Liçoes da Bíblia1

“Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo. Ele gritou com voz bem forte aos quatro anjos, aqueles que tinham recebido poder para causar dano à Terra e ao mar, dizendo: – Não danifiquem nem a Terra, nem o mar, nem as árvores, até marcarmos com um selo a testa dos servos do nosso Deus” (Ap 7:2, 3).

À medida que estudamos os eventos do tempo do fim em relação à marca da besta, um ponto crucial é a diferença no modo de atuação de Deus e do inimigo das almas.

As questões fundamentais no grande conflito entre Cristo e Satanás se concentram na lealdade, autoridade e adoração. As profecias que descrevem o poder da besta em Apocalipse 13, o chifre pequeno em Daniel 7 e o “homem da iniquidade” em 2 Tessalonicenses 2 falam de um poder que usurpa a autoridade de Deus, ordena lealdade e introduz um falso sistema de adoração. E faz isso através do uso da força, coerção e, às vezes, subornos e recompensas – tudo para obrigar a adoração.

Em contrapartida, o amor é a força motivadora do reino de Deus. Em vez de adorar a besta, o povo de Deus encontra sua alegria em adorar o Senhor. É comprometido com Ele porque sabe que Ele é fiel. Só uma coisa nos impedirá de receber a marca da besta no tempo do fim: um amor tão profundo por Jesus que nada possa abalar nossa confiança Nele. Nesta lição, vamos explorar mais esses temas.

Sábado, 03 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 

Os últimos enganos de Satanás – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“‘Babilônia, a Grande’ designa, de maneira especial, as religiões apóstatas unidas no fim dos tempos […]. ‘Babilônia, a Grande’ é o nome escolhido pela Inspiração para dar nome à grande união religiosa tríplice do papado, protestantismo apostatado e espiritismo […]. O termo ‘Babilônia’ se refere às organizações em si e a seus líderes, não aos membros do movimento. Estes são chamados de “muitas águas” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 944).

“Por meio de dois grandes erros – a imortalidade da alma e a santidade do domingo –, Satanás aprisionará o povo em sua armadilha. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o segundo cria um laço de afinidade com Roma” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 489, 490).

No AT, os espíritos dos mortos tinham papel importante na religião babilônica. Os babilônios acreditavam na imortalidade da alma. Acreditavam que na morte a alma entrava no mundo espiritual. O conceito da alma imortal é estranho às Escrituras. Kaufmann Kohler identifica a origem da falsa crença da imortalidade. “A crença de que a alma continua existindo após a decomposição do corpo não é […] ensinada nas Escrituras. […] A crença na imortalidade da alma chegou aos judeus a partir do contato com o pensamento grego e principalmente por meio da filosofia de Platão, seu principal expoente, que foi levado a ela através dos mistérios órficos e mistérios de Elêusis, nos quais os conceitos babilônicos e egípcios foram estranhamente misturados” (The Jewish Encyclopedia, “Immortality of the Soul”, 1906).

Perguntas para consideração

A verdade sobre a morte é importante? Ela nos protege e nos conforta?

Alguns enganos do diabo são óbvios e outros são mais sutis. Como evitá-los?

Alguns fazem o mal acreditando que estão seguindo a vontade divina revelada na Bíblia. Como explicar isso? Qual é o papel da lei de Deus na explicação?

Sexta-feira, 02 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Graça para a obediência

Lições da Bíblia1

A mulher vestida de escarlate e púrpura, montada sobre a besta escarlate, passou de mão em mão sua taça de vinho, e embebedou o mundo com as falsas doutrinas de Babilônia. Ao falar do “vinho de Babilônia”, Ellen G. White escreveu: “Qual é esse vinho? – suas falsas doutrinas. Ela tem dado ao mundo um falso sábado em lugar do sábado do quarto mandamento e tem repetido a falsidade que Satanás proferiu pela primeira vez a Eva no Éden – a imortalidade natural da alma” (Maranata – O Senhor Vem! [MM 1977], p. 163). Esses ensinamentos errôneos têm enganado milhões. Como resultado, Deus faz ao Seu povo, ainda arraigado no erro, um último apelo.

7. Leia Apocalipse 18:4, 5. Qual é o apelo de Deus para multidões que ainda estão em organizações religiosas caídas?

Apocalipse 18:4, 5 (ARA)2: “4 Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos; 5 porque os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou.

Muitos do povo de Deus estão em religiões que rebaixaram os ensinos bíblicos e não entendem as verdades das Escrituras. O apelo de Deus é direto (Ap 18:4).

8. Leia 1 João 3:4 e compare com Romanos 14:23. Como a Bíblia define o pecado? Como essas passagens bíblicas se harmonizam?

1 João 3:4 (ARA)2: “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.” 

Romanos 14:23 (ARA)2: “Mas aquele que tem dúvidas é condenado se comer, porque o que faz não provém de fé; e tudo o que não provém de fé é pecado.”

Pecado é a transgressão da lei. A única maneira de obedecer à lei é pela fé no poder de Cristo. Somos frágeis, vacilantes e pecaminosos. Quando aceitamos Cristo pela fé, Sua graça faz expiação do nosso passado e nos capacita no presente. Ele nos dá “graça e apostolado […] para a obediência” (Rm 1:5). O apelo do Céu ao Seu povo que está em igrejas que não respeitam a lei divina é que saia de lá pela fé. Seu apelo aos adventistas que guardam o sábado é que abandonem as tentativas humanas egocêntricas de obediência e vivam de forma piedosa pela fé na graça de Cristo, que nos livra da condenação do pecado e de seu domínio. Assim como a fidelidade de Israel à lei (Dt 4:6) teria sido uma testemunha ao mundo, nossa fidelidade pode ser uma testemunha poderosa e ajudar a guiar pessoas para fora da Babilônia.

Quinta-feira, 01 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Um chamado à fidelidade

Lições da Bíblia1

A mensagem do segundo anjo é: “Caiu! Caiu a grande Babilônia” (Ap 14:8). Em Apocalipse 17, a mulher identificada como a Babilônia espiritual, vestida de púrpura e escarlate, cavalga sobre uma besta de cor escarlate, passa de mão em mão sua taça de vinho e embriaga de enganos o mundo. Igreja e Estado se unem. A mentira prevalece. Demônios fazem seus milagres para enganar. O mundo avança para o conflito final.

O povo de Deus é caluniado, ridicularizado e perseguido, mas em Cristo e pelo poder do Espírito Santo, ele permanece firme em seu compromisso. Os poderes do inferno não podem quebrar sua lealdade a Cristo. Seu povo está seguro Nele. Ele é seu “refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Sl 46:1).

No tempo do fim, Deus chama um povo à fidelidade à Palavra. Jesus orou: “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” (Jo 17:17). A verdade da Palavra, não as opiniões e tradições humanas, é a Estrela do Norte para nos guiar nesse momento decisivo da história da Terra.

Em 13 de novembro de 1893, em Nova York, o Dr. Edward T. Hiscox, autor do Standard Manual for Baptist Churches, dirigiu-se a um grupo de centenas de ministros batistas e chocou a todos ao explicar como o domingo entrou na igreja cristã: “Que pena que o domingo tenha vindo carimbado com a marca do paganismo, e sido batizado com o nome do deus Sol, depois adotado e sancionado pela apostasia papal, e transmitido como um legado sagrado ao protestantismo!”

6. Leia Ezequiel 20:1-20. Qual é a essência da mensagem de Ezequiel nessa passagem, e como o sábado se enquadra nesse chamado à fidelidade?

Ezequiel 20:1-20 (ARA)2: “1 No quinto mês do sétimo ano, aos dez dias do mês, vieram alguns dos anciãos de Israel para consultar ao Senhor; e assentaram-se diante de mim. 2 Então, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: 3 Filho do homem, fala aos anciãos de Israel e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Acaso, viestes consultar-me? Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, vós não me consultareis. 4 Julgá-los-ias tu, ó filho do homem, julgá-los-ias? Faze-lhes saber as abominações de seus pais 5 e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: No dia em que escolhi a Israel, levantando a mão, jurei à descendência da casa de Jacó e me dei a conhecer a eles na terra do Egito; levantei-lhes a mão e jurei: Eu sou o Senhor, vosso Deus. 6 Naquele dia, levantei-lhes a mão e jurei tirá-los da terra do Egito para uma terra que lhes tinha previsto, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras. 7 Então, lhes disse: Cada um lance de si as abominações de que se agradam os seus olhos, e não vos contamineis com os ídolos do Egito; eu sou o Senhor, vosso Deus. 8 Mas rebelaram-se contra mim e não me quiseram ouvir; ninguém lançava de si as abominações de que se agradavam os seus olhos, nem abandonava os ídolos do Egito. Então, eu disse que derramaria sobre eles o meu furor, para cumprir a minha ira contra eles, no meio da terra do Egito. 9 O que fiz, porém, foi por amor do meu nome, para que não fosse profanado diante das nações no meio das quais eles estavam, diante das quais eu me dei a conhecer a eles, para os tirar da terra do Egito. 10 Tirei-os da terra do Egito e os levei para o deserto. 11 Dei-lhes os meus estatutos e lhes fiz conhecer os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles. 12 Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica. 13 Mas a casa de Israel se rebelou contra mim no deserto, não andando nos meus estatutos e rejeitando os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; e profanaram grandemente os meus sábados. Então, eu disse que derramaria sobre eles o meu furor no deserto, para os consumir. 14 O que fiz, porém, foi por amor do meu nome, para que não fosse profanado diante das nações perante as quais os fiz sair. 15 Demais, levantei-lhes no deserto a mão e jurei não deixá-los entrar na terra que lhes tinha dado, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras. 16 Porque rejeitaram os meus juízos, e não andaram nos meus estatutos, e profanaram os meus sábados, pois o seu coração andava após os seus ídolos. 17 Não obstante, os meus olhos lhes perdoaram, e eu não os destruí, nem os consumi de todo no deserto. 18 Mas disse eu a seus filhos no deserto: Não andeis nos estatutos de vossos pais, nem guardeis os seus juízos, nem vos contamineis com os seus ídolos. 19 Eu sou o Senhor, vosso Deus; andai nos meus estatutos, e guardai os meus juízos, e praticai-os; 20 santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o Senhor, vosso Deus.

Ezequiel 20 foi um apelo para que Israel abandonasse práticas pagãs e adorasse o Criador, em vez dos falsos deuses, no caso os “ídolos do Egito”. Nas três mensagens angélicas, Deus fez um apelo semelhante para adorar o Criador, pois Babilônia caiu. O sábado e a fidelidade a Ele terão papel importante nos eventos finais.

Que lições tiramos do que foi escrito em Ezequiel 20:1-20? (Veja também 1Co 10:11 [“Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado.”]). 

Quarta-feira, 31 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Babilônia: o centro da adoração ao Sol

Lições da Bíblia1

A adoração ao Sol era notável no Egito, Assíria, Pérsia e certamente na Babilônia. Em seu livro The Worship of Nature, James G. Frazer faz esta observação: “Na antiga Babilônia, o Sol era adorado desde tempos imemoriais” (London: Macmillan and Co., 1926, v. 1, p. 529), Pode ser surpreendente, mas algumas vezes a adoração babilônica ao Sol influenciou a adoração por parte do povo de Deus no AT.

5. O que os profetas escreveram sobre a influência da adoração ao Sol em Israel e em Judá? Ez 8:16; 2Rs 23:5, 11; Rm 1:25

Ez 8:16 (ARA)2: “Levou-me para o átrio de dentro da Casa do Senhor, e eis que estavam à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor e com o rosto para o oriente; adoravam o sol, virados para o oriente.

2Rs 23:5, 11 (ARA)2: “5 Também destituiu os sacerdotes que os reis de Judá estabeleceram para incensarem sobre os altos nas cidades de Judá e ao redor de Jerusalém, como também os que incensavam a Baal, ao sol, e à lua, e aos mais planetas, e a todo o exército dos céus. 11 Também tirou os cavalos que os reis de Judá tinham dedicado ao sol, à entrada da Casa do Senhor, perto da câmara de Natã-Meleque, o camareiro, a qual ficava no átrio; e os carros do sol queimou.”

Rm 1:25 (ARA)2: “pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

Ezequiel, contemporâneo de Daniel, retratou pessoas de costas para o templo do Senhor e virados para o leste, adorando o Sol, em vez de adorar o Criador do Sol.

Em Apocalipse 17, João descreveu um tempo em que os princípios da Babilônia, incluindo a adoração ao Sol, entrariam na igreja durante uma era de concessões. A conversão inesperada de Constantino, no início do 4º século, causou alegria ao Império Romano. Constantino era inclinado a adorar o Sol. Edward Gibbon, renomado historiador, escreveu: “O Sol era universalmente celebrado como o guia invencível e o protetor de Constantino” (The History of the Decline and Fall of the Roman Empire [London: J. O. Robinson & Co, Ltd., 1830], p. 12). Em 321 d.C., Constantino aprovou a primeira “lei dominical”, que dizia: “No venerável dia do Sol, que os Magistrados e as pessoas que residem nas cidades descansem, e que todos os estabelecimentos sejam fechados” (Edict of Constantine, 321 d.C). Essa lei não impôs a observância dominical a todos os súditos de Constantino, mas fortaleceu a observância do domingo na mente da população.

Nas décadas seguintes, imperadores e papas continuaram, por meio de decretos estatais e concílios da igreja, a estabelecer o domingo como único dia de adoração, o qual permanece hoje para a maioria dos cristãos. Esse é um exemplo da verdade de que, não é porque a maioria acredita em algo, ou o pratica, que isso se torna o certo.

Observe a predominância da adoração dominical nas igrejas cristãs. O que isso nos ensina sobre como os enganos satânicos são difundidos? Novamente, assim como no caso do estado dos mortos, qual é a nossa única proteção?

Terça-feira, 30 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A antiga mentira da imortalidade

Lições da Bíblia1

3. Leia Apocalipse 16:13, 14 e 18:2, 23. Que alusões ao espiritismo encontramos nesses versos?

Apocalipse 16:13, 14 (ARA)2: “13 Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; 14 porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso.”

Apocalipse 18:2, 23 (ARA)2: “2 Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, […] 23 Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria.”

Expressões como “morada de demônios”, “espíritos de demônios” e “feitiçaria” indicam atividade demoníaca. Não é à toa que fomos avisados de que dos dois grandes enganos nos últimos dias, um será “a imortalidade da alma” (ver Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 489, 490).

Isso é comum hoje. Mesmo no mundo cristão, a crença de que a alma é imortal é considerada doutrina cristã básica. Muitos acreditam que, na morte, os salvos voam para o Céu, e os perdidos descem ao inferno. Quantas vezes, por exemplo, depois que o grande evangelista Billy Graham morreu, ouvimos dizer que “Billy Graham está seguro agora no Céu, nos braços amorosos de Jesus”, ou algo semelhante? Coisas assim são ensinadas nos púlpitos, nas salas de aula e, principalmente, em funerais.

4. Que instrução Deus deu ao Seu povo sobre a vida após a morte e sobre onde está nossa esperança? Ec 9:5; Jó 19:25-27; 1Ts 4:16, 17; Ap 14:13

Ec 9:5 (ARA)2: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento.

Jó 19:25-27 (ARA)2: “25  Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra.  26  Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. 27 Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim.”

1Ts 4:16, 17 (ARA)2: “16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.

Ap 14:13 (ARA)2: “Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.”

Um dos pilares do engano babilônico é uma falsa compreensão da morte, que, centrada na ideia da imortalidade da alma, prepara o caminho para a influência enganosa do espiritismo. Se você acredita que os mortos, de alguma forma, vivem e podem até ser capazes de se comunicar conosco, então que proteção você tem contra qualquer um dos milhares de enganos satânicos? Se alguém que você pensou que fosse sua mãe ou filho morto, ou alguém amado, de repente aparecesse e falasse com você, quão facilmente você seria enganado por seus sentidos? Isso aconteceu no passado, ocorre agora e, visto que nos aproximamos dos últimos dias, acontecerá outra vez. A única proteção é estar firmemente enraizado no que a Bíblia ensina e se apegar ao ensino bíblico sobre a morte como um sono até a segunda vinda de Jesus.

Que exemplos de espiritismo moderno existem em sua cultura hoje? Por que a estrita fidelidade à Palavra de Deus é a nossa única proteção?

Segunda-feira, 29 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.