A estratégia final de Satanás

Lições da Bíblia1

Pesquisas revelam uma profunda falta de confiança em instituições e governos. Milhões se perguntam: “Onde há alguém moralmente apto para liderar o mundo?” As profecias do Apocalipse identificam o poder da besta como aquele que, sob a proteção de uma união religiosa/política, assumirá esse papel

3. Leia Apocalipse 17:12-14. Como João descreveu as cenas finais da história da Terra? Que grande contraste observamos?

Apocalipse 17:12-14 (ARA)2: “12 Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora. 13 Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem. 14 Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele.”

João destaca três pontos importantes. Primeiro, os poderes políticos têm “um mesmo propósito” e “oferecem à besta o poder e a autoridade”. Segundo, esse conglomerado de erro lutará contra Jesus, o Cordeiro. Terceiro, na última batalha da Terra, Cristo e Seus seguidores serão triunfantes. A besta perde; Jesus vence.

Você já se perguntou que estratégia o diabo pode usar para unir as nações? A história muitas vezes se repete. Tiramos lições valiosas do colapso do Império Romano. Quando as invasões germânicas do Norte ameaçaram a Europa Ocidental, Constantino se voltou para a religião. A autoridade da igreja, combinada com o poder do Estado, tornou-se o instrumento de que ele precisava. O contínuo fortalecimento da santidade do domingo no 4º século foi um movimento político e religioso calculado para unir o império em um momento de crise. Constantino queria seu império unido, e a Igreja Romana queria o império “convertido”. O historiador Arthur Weigall afirmou: “A igreja tornou o domingo um dia sagrado […] em grande parte porque era a celebração semanal do Sol; pois era uma política cristã clara assumir pela tradição os festivais pagãos estimados pelo povo e conferir-lhes significado cristão” (The Paganism in Our Christianity [Nova York: G. P. Putnam’s Sons, 1928], p. 145).

Em um momento de crise, quando o mundo está assustado, sofrendo e com medo, as pessoas estarão desesperadas por alguém que traga estabilidade e proteção. Foi assim que a tirania surgiu no passado, e não há razão para pensar que isso não poderia acontecer novamente.

Embora não saibamos detalhes sobre o que virá, como nos prepararmos para tudo isso?

Terça-feira, 13 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A apostasia

Lições da Bíblia1

2. Leia 2 Tessalonicenses 2:3, 4, 9-12. O que Paulo prevê sobre os últimos dias? Quais são as marcas distintivas da besta, o poder do anticristo?

2 Tessalonicenses 2:3, 4, 9-12 (ARA)2: “3 Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, 4 o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. […] 9 Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, 10 e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. 11 É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, 12 a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça.

O apóstolo Paulo advertiu a comunidade cristã de uma “apostasia”, um afastamento da verdade da Palavra de Deus. Ele estava preocupado com as sementes dessa apostasia já presentes na igreja do NT, e que floresceriam nos próximos séculos antes da segunda vinda de Cristo. Um evangelho falso entraria na igreja, distorcendo a Palavra de Deus.

Satanás é quem está por trás disso. Ele é o verdadeiro “homem da iniquidade”, que “se levanta contra tudo o que se chama Deus” e se assenta “no santuário de Deus” (2Ts 2:4). Mas o grande enganador trabalha através de influências humanas para realizar seus propósitos. As características distintivas em Daniel e Apocalipse revelam que o chifre pequeno de Daniel 7, a besta de Apocalipse 13 e 14 e o “homem da iniquidade” de 2 Tessalonicenses 2 representam a mesma entidade.

O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia afirma: “Uma comparação com a profecia de Daniel sobre o poder blasfemo que sucedeu a Roma pagã […] e com a descrição de João sobre a besta semelhante a um leopardo […] revela muitas similaridades entre os três relatos [o chifre pequeno, o poder da besta e o homem da iniquidade]. Isso leva à conclusão de que Daniel, Paulo e João falam do mesmo poder, […] o papado” (v. 7, p. 275).

A profecia descreve um sistema religioso que fez concessões em relação à Palavra de Deus, substituiu o evangelho por tradições humanas e se afastou da verdade bíblica. Essas profecias são dadas por um Deus de amor a fim de preparar um povo para a vinda de Jesus. Elas reprovam as organizações religiosas apóstatas que se afastaram das Escrituras, embora não necessariamente as pessoas que estão nelas (Ap 18:4). Nossa mensagem é sobre um sistema que tem enganado milhões. Embora enganadas, essas pessoas são amadas por Cristo. Por isso, devemos tratá-las com amor.

“Portanto, tudo o que vocês querem que os outros façam a vocês, façam também vocês a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7:12). Como devemos aplicar esse princípio ao lidar com o tema dos poderes das bestas em Apocalipse 13 e 14?

Segunda-feira, 12 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A ferida mortal

Lições da Bíblia1

Como já estudamos, os poderes das bestas de Apocalipse 13 e 14 representam um sistema mundial de adoração falsa. Porém, há mais que isso.

1. Leia Apocalipse 13:5; 12:6, 14 e Daniel 7:25. Por quanto tempo esse poder dominaria o panorama religioso ao longo dos séculos?

Apocalipse 13:5 (ARA)2: “Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses;”

Apocalipse 12:6, 14 (ARA)2: “A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias. […] 14 e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente.”

Daniel 7:25 (ARA)2: “Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.”

A besta continuaria por um período de tempo específico na história. Em profecias temporais simbólicas, um dia profético equivale a um ano literal. Em Números 14:34 lemos: “cada dia representando um ano”. Aqui é aplicado o princípio bíblico de contar um dia por um ano. “Um dia para cada ano” (Ez 4:6). Esse princípio tem se mostrado preciso na interpretação de profecias bíblicas de tempo, como a das 70 semanas de Daniel 9:24-27. Calculando o período de tempo mencionado em Apocalipse 13:5 de 42 meses, com meses de 30 dias, chegamos a 1.260 dias proféticos ou anos literais. Os calendários antigos tinham regularmente 360 dias por ano.

No 4º século, o imperador romano Constantino legitimou o cristianismo em todo o império. Em 330 d.C., quando mudou sua capital para Bizâncio a fim de unir as partes oriental e ocidental do império, deixou um vácuo de liderança em Roma. O papa, então, preencheu esse vazio. Tornou-se não apenas um poderoso líder religioso, mas também uma força política a se levar em conta na Europa. Em 538 d.C., Justiniano, o imperador romano, concedeu oficialmente ao bispo romano o papel de defensor da fé. A igreja medieval exerceu grande influência de 538 d.C. a 1798 d.C., incluindo a terrível perseguição mencionada na introdução da lição. Berthier, o general de Napoleão, levou o papa cativo em 1798, em cumprimento exato da profecia.

Berthier e seu exército capturaram o Papa Pio VI e o removeram sem cerimônia do trono papal. O golpe no papado foi grave, mas, de acordo com Apocalipse 13:12, a ferida mortal seria curada, e o mundo ouviria mais desse poder, muito mais.

A profecia bíblica nos revela o conhecimento de Deus sobre os eventos futuros. Por que podemos confiar nas promessas do Senhor, mesmo nas que ainda não se cumpriram?

Domingo, 11 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O selo de Deus e a marca da besta: parte 2

Lições da Bíblia1

“‘Se alguém tiver de ir para o cativeiro, para o cativeiro irá. Se alguém tiver de ser morto pela espada, pela espada morto será.’ Aqui está a perseverança e a fi delidade dos santos” (Ap 13:10).

No século 15, os vales do Piemonte, no alto dos Alpes ao norte da Itália, eram o lar dos Valdenses, um povo determinado a permanecer fiel à compreensão que tinham da Bíblia. Como resultado de sua resoluta lealdade a Cristo, foram ferozmente perseguidos. Em 1488 d.C., exércitos da Igreja Romana assassinaram brutalmente os Valdenses no Vale de Loyse devido à fé que professavam.

Outra onda de perseguição se deu no século 17, quando o duque de Saboia enviou 8 mil soldados para o território deles e exigiu que a população local abrigasse as tropas em suas casas. Eles fizeram o que o duque pediu, porém essa foi uma estratégia para dar aos soldados acesso às vítimas. Em 24 de abril de 1655, às 4 da manhã, o sinal foi dado para o massacre. Esse ataque matou mais de 4 mil fiéis.

Infelizmente, a história se repete muitas vezes. A “marca da besta” será o último elo de uma cadeia ímpia de perseguição religiosa que remonta ao passado. Como as perseguições antigas, tem o objetivo de impor um conjunto de crenças e um sistema de adoração. Entretanto, como sempre, Deus terá um povo que não se renderá.

Sábado, 10 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O selo de Deus e a marca da besta: parte 1 – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Desde a origem do grande conflito no Céu, o propósito de Satanás tem consistido em destruir a lei de Deus. Para cumprir esse objetivo, ele se rebelou contra o Criador e, embora tenha sido expulso do Céu, continuou a mesma luta na Terra. Sua constante meta tem sido enganar os seres humanos para induzi-los a transgredir a lei de Deus. Se isso é feito rejeitando toda a lei ou apenas um de seus preceitos, não importa: no fim, o resultado será o mesmo. […] Em seu empenho para desacreditar os preceitos divinos, Satanás perverteu as doutrinas da Bíblia, e assim se incorporaram erros na fé nutrida por milhares dos que professam crer nas Escrituras Sagradas. O último grande conflito entre a verdade e o erro será nada mais que a batalha final da prolongada controvérsia relativa à lei de Deus. Estamos agora entrando nessa batalha – uma luta entre as leis dos homens e os preceitos de Jeová, entre a religião da Bíblia e a religião das fábulas e da tradição” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 485).

Adoração e criação estão ligadas. O conflito e as questões que envolvem a marca da besta giram em torno da adoração a Deus. É Ele digno de ser adorado?

O conceito de Cristo como Criador está no centro da observância do sábado. Jesus enfatizou a importância do dia do qual Se autodenominou “Senhor” (Mt 12:8; Mc 2:28; Lc 6:5). O sábado é um memorial eterno de nossa identidade. Ele nos lembra de que somos humanos, nos confere valor, reforça a ideia de que somos criados, e que o Criador é digno de adoração. Por isso, o diabo odeia o sábado, pois é o elo dourado que nos une ao Criador. Por isso, ele terá papel tão relevante na crise final.

Perguntas para consideração

Quais são os princípios básicos por trás da reivindicação de autoridade da besta? Como essas atitudes podem se alojar em nosso coração de forma imperceptível?

Seria Satanás apenas uma superstição primitiva? Qual seria a sua resposta a alguém que insiste em negar a existência do inimigo?

Sexta-feira, 09 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Jesus: nosso único Mediador

Lições da Bíblia1

7. Quais são as marcas distintivas do poder da besta? Ap 13:4, 5

Ap 13:4, 5 (ARA)2: “4 e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela? 5 Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses;

A besta do Apocalipse é um poder religioso apóstata que sai de Roma pagã e cresce até se tornar um sistema mundial de adoração. É um poder blasfemo (Ap 13:5). No NT, a blasfêmia é comparada a assumir os privilégios e prerrogativas de Deus.

8. Quais são os dois aspectos da blasfêmia? Lc 5:18-26; Jo 10:33

Lc 5:18-26 (ARA)2: “18 Vieram, então, uns homens trazendo em um leito um paralítico; e procuravam introduzi-lo e pô-lo diante de Jesus. 19 E, não achando por onde introduzi-lo por causa da multidão, subindo ao eirado, o desceram no leito, por entre os ladrilhos, para o meio, diante de Jesus. 20 Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Homem, estão perdoados os teus pecados. 21 E os escribas e fariseus arrazoavam, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? 22 Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração? 23 Qual é mais fácil, dizer: Estão perdoados os teus pecados ou: Levanta-te e anda? 24 Mas, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados —disse ao paralítico: Eu te ordeno: Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa. 25 Imediatamente, se levantou diante deles e, tomando o leito em que permanecera deitado, voltou para casa, glorificando a Deus. 26 Todos ficaram atônitos, davam glória a Deus e, possuídos de temor, diziam: Hoje, vimos prodígios.”

Jo 10:33 (ARA)2: “Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.

Jesus foi acusado de blasfêmia pelos líderes. Nesse caso, as acusações eram injustas, visto que Ele tinha todos os poderes e prerrogativas divinas, incluindo o direito de perdoar pecados, pois Jesus é Deus. Ele afirmou de maneira poderosa: “Há tanto tempo estou com vocês, Filipe, e você ainda não Me conhece? Quem vê a Mim vê o Pai. Como é que você diz: Mostre- nos o Pai?” (Jo 14:9).

Entretanto, 1 Timóteo 2:5 ensina que há um mediador entre Deus e o homem, o Homem Jesus Cristo. Em contrapartida, a Igreja Romana ensina que o padre é o mediador entre Deus e os pecadores. Porém, visto que o próprio padre é pecaminoso, não pode ser nosso mediador, pois também precisa de um mediador. A blasfêmia também é definida como a reivindicação de um homem de ser Deus ou de estar no lugar Dele. Veja estas duas declarações de fontes oficiais da Igreja Romana:

“O papa é tão honrado e tão exaltado que não é um mero homem, mas é como se fosse Deus na Terra” (Lucius Ferraris, “Papa”, artigo 2 em Prompta Bibliotheca [1763], v. 6, p. 25-29).

O Papa Leão XIII gabou-se: “Nós [os papas] assumimos na Terra o lugar do Deus Todo-Poderoso” (The Great Encyclical Letters of Pope Leo XIII [Nova York: Benziger, 1903], p. 193).

Essas afirmações se tornam mais relevantes quando entendemos que o prefixo “anti”, como em anticristo, nem sempre significa “contra”, mas também pode significar “no lugar de”. Portanto, anticristo também significa “no lugar de Cristo”. Que blasfêmia!

Quinta-feira, 08 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Aqueles que seguem o Cordeiro

Lições da Bíblia1

5. De onde vem a besta, e quem dá a ela autoridade? Ap 13:1, 2

Ap 13:1, 2 (ARA)2: “1 Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. 2 A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade.

A primeira besta de Apocalipse 13 recebe o poder, o trono e grande autoridade do dragão. Apocalipse 12:9 e Apocalipse 20:2 identificam o dragão como Satanás, que é um inimigo astuto e trabalha através de poderes terrestres. Apocalipse 12:3-5 diz que esse “dragão”, o diabo, tentou destruir “o Filho” assim que nasceu. Esse “Filho Homem” foi mais tarde “arrebatado para junto de Deus e do Seu trono”. A criança é Cristo. Desejando destruir Cristo, Satanás usou Herodes e Roma imperial. Um governador romano, Pilatos, condenou Jesus à morte, um carrasco romano O pregou na cruz, um soldado romano O perfurou com uma lança e soldados romanos vigiaram Seu túmulo. De acordo com Apocalipse 13:2, o dragão, Satanás, atuando por meio de Roma pagã, daria o trono de seu governo a esse poder da besta emergente.

“Embora, em primeiro plano, o dragão represente Satanás, em sentido secundário, ele representa o Império Romano […]. O poder que sucedeu o Império Romano e recebeu do dragão ‘o seu poder, o seu trono e grande autoridade’ é Roma papal” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 904). “Das ruínas da Roma política, levantou-se o grande império moral na forma gigante da igreja católica” (A. C. Flick, The Rise of the Medieval Church [1900], p. 150, citado no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 904).

6. Leia Apocalipse 13:3 e 14:4. Que contraste você vê nesses versos?

Apocalipse 13:3 (ARA)2: “Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta;

Apocalipse 14:4 (ARA)2: “São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro;”

Em contraste com “toda a Terra”, que segue a besta, Deus terá fiéis que “seguem o Cordeiro”. Como sempre, será de um lado ou de outro, por Jesus ou contra Jesus. Assim como no presente, não haverá meio-termo, nem posição neutra. Não se comprometer com Jesus é, conscientemente ou não, comprometer-se com o outro lado.

“Todos odiarão vocês por causa do Meu nome; aquele, porém, que ficar firme até o fim, esse será salvo” (Mt 10:22). Você está preparado para suportar até o fim?

Quarta-feira, 07 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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A cadeia da impiedade

Lições da Bíblia1

A profecia referente à marca da besta é sobre intolerância religiosa, boicote econômico, perseguição e decreto de morte. Surpreendentemente, é também uma mensagem de encorajamento. Mesmo no pior momento, Deus sustentará Seu povo, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). E, entre esses mandamentos, é claro, está o quarto, o sábado do sétimo dia.

João fala do pior momento, do clímax da guerra de Satanás contra Deus (Ap 13). A primeira estratégia satânica nessa campanha é o engano. Apocalipse 13 fala sobre um tempo no futuro em que o diabo trabalhará por meio de um poder político-religioso terrestre chamado besta e recorrerá à força.

A perseguição religiosa não é novidade. Existe desde que Caim matou Abel por adorar a Deus da forma como Ele instruiu que fizessem (ver Gn 4:1-8). Jesus disse que a perseguição aconteceria até mesmo aos crentes no primeiro século e ao longo dos séculos: “Chegará a hora”, Ele avisou, “em que todo aquele que os matar pensará que, com isso, está prestando culto a Deus” (Jo 16:2 [“Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus.”]; veja também Mt 10:22 [“Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus;”]; 1Pe 4:12 [“Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo;”]).

A marca da besta será o último elo dessa cadeia ímpia. Como as perseguições no passado, ela foi projetada para forçar todos a se conformarem com determinado conjunto de crenças e com um sistema aprovado de adoração.

4. O que o povo de Deus enfrentará no momento decisivo? Ap 13:15-17

Ap 13:15-17 (ARA)2: “15 e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. 16 A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, 17 para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.

A perseguição começará com sanções econômicas: “Para que ninguém possa comprar ou vender” a menos que tenha “a marca”. Quando isso acontecer, a maioria se renderá. Qualquer um que não se submeter será posto sob um decreto de morte.

Por meio de concessões quanto aos ensinos bíblicos, o diabo está preparando cristãos professos para receber a marca da besta quando o teste final vier sobre nós. O amor de Deus por nós nos fortalecerá e nos preservará durante os tempos difíceis.Leia Gálatas 6:7-9 [“7 Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. 8 Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna. 9 E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.”]. Embora essa passagem não pertença ao contexto dos eventos dos últimos dias, por que o princípio contido nela é tão relevante para as questões sobre a marca da besta e sobre fidelidade?

Terça-feira, 06 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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