Resistência no antigo campo de batalha

Lições da Bíblia1

4. Leia Efésios 6:10-20, notando cada vez que Paulo usou alguma forma do verbo ficar/permanecer. Por que isso era tão importante para ele?

Efésios 6:10-20 (NAA)2: “10 Quanto ao mais, sejam fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. 11 Vistam-se com toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo. 12 Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados e as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais. 13 Por isso, peguem toda a armadura de Deus, para que vocês possam resistir no dia mau e, depois de terem vencido tudo, permanecer inabaláveis. 14 Portanto, fiquem firmes, cingindo-se com a verdade e vestindo a couraça da justiça. 15 Tenham os pés calçados com a preparação do evangelho da paz, 16 segurando sempre o escudo da fé, com o qual poderão apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17 Usem também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. 18 Orem em todo tempo no Espírito, com todo tipo de oração e súplica, e para isto vigiem com toda perseverança e súplica por todos os santos. 19 E orem também por mim, para que, no abrir da minha boca, me seja dada a palavra, para com ousadia tornar conhecido o mistério do evangelho, 20 pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazer.”

Devemos entender a metáfora militar de Paulo no contexto do antigo campo de batalha. O que significa “ficar firmes” (Ef 6:11, 13, 14)? A expressão sugere uma postura apenas defensiva? Discursos de batalha contidos nos escritos de Tucídides, um dos grandes autores clássicos da literatura de batalha, destacam três ações sucessivas que devem ocorrer para que um lado seja vitorioso: (1) “avançar contra o inimigo”, o que significa marchar para encontrar os inimigos; (2) atacar e “manter a posição”, ou “resistir”, lutando lado a lado contra os inimigos; (3) Finalmente, “derrotar o inimigo” (Tucídides, The Peloponnesian War [Nova York: E. P. Dutton, 1910], 4.10.1-5).

O momento-chave de uma batalha antiga era a segunda das três ações, quando as duas falanges opostas colidiam com “terrível barulho de bronze, madeira e carne sendo esmagada”, que o autor Xenofonte chamou de “terrível estrondo” (Victor Davis Hanson, The Western Way of War [Oxford University Press, 1989], p. 152, 153). Manter-se firme, resistir nesse momento estratégico, era o grande desafio das batalhas. No combate intenso que se seguiria, cada lado buscava impulso para “o ataque”. O chamado de Paulo à batalha refletia o combate no qual os soldados eram “agrupados, dando e recebendo centenas de golpes à queima-roupa” (Victor Davis Hanson, The Western Way of War, p. 152). Isso se confirma pela representação que Paulo fez da batalha da igreja contra seus inimigos como uma luta (Ef 6:12; veja o estudo de quinta-feira) e no emprego de uma forma abrangente do verbo “permanecer” no verso 13: “para que vocês possam resistir no dia mau”.

Essa não é uma postura relaxada! “Resistir” é estar engajado na batalha, empregar todas as armas em combate e marchar ao mesmo tempo, um ponto óbvio da metáfora militar na exortação anterior de Paulo no sentido de estar “firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé do evangelho” (Fp 1:27).

Leia Hebreus 12:4 [“Na luta contra o pecado, vocês ainda não resistiram até o sangue.”]. Como esse verso ajuda a resumir o significado de resistir no Senhor? Qual é a natureza coletiva dessa posição?

Quarta-feira, 13 de setembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Efésios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 513, jul. ago. set. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O grande conflito nas cartas de Paulo

Lições da Bíblia1

3. Por que Paulo emprega o tipo de ilustração utilizada em Efésios 6:10-20? Compare com Rm 13:11-14; 1Ts 5:6-8; 2Co 10:3-6

Ef 6:10-20 (NAA)2: “10 Quanto ao mais, sejam fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. 11 Vistam-se com toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo. 12 Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados e as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais. 13 Por isso, peguem toda a armadura de Deus, para que vocês possam resistir no dia mau e, depois de terem vencido tudo, permanecer inabaláveis. 14 Portanto, fiquem firmes, cingindo-se com a verdade e vestindo a couraça da justiça. 15 Tenham os pés calçados com a preparação do evangelho da paz, 16 segurando sempre o escudo da fé, com o qual poderão apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17 Usem também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. 18 Orem em todo tempo no Espírito, com todo tipo de oração e súplica, e para isto vigiem com toda perseverança e súplica por todos os santos. 19 E orem também por mim, para que, no abrir da minha boca, me seja dada a palavra, para com ousadia tornar conhecido o mistério do evangelho, 20 pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazer.”

Rm 13:11-14 (NAA)2: “11 E digo isto a vocês que conhecem o tempo: já é hora de despertarem do sono, porque a nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos. 12 Vai alta a noite, e o dia vem chegando. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz. 13 Vivamos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidades e libertinagem, não em discórdias e ciúmes. 14 Mas revistam-se do Senhor Jesus Cristo e não façam nada que venha a satisfazer os desejos da carne.

1Ts 5:6-8 (NAA)2: “6 Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios. 7 Ora, os que dormem é de noite que dormem, e os que se embriagam é de noite que se embriagam. 8 Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação.

2Co 10:3-6 (NAA)2: “3 Porque, embora andemos na carne, não lutamos segundo a carne. 4 Porque as armas da nossa luta não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir fortalezas. Destruímos raciocínios falaciosos 5 e toda arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo. 6 E estaremos prontos para punir qualquer desobediência, quando a obediência de vocês estiver completa.”

Paulo empregava linguagem militar e ilustrações, convidando os crentes a imitar o exemplo dos soldados. Embora Efésios 6:10-20 represente seu emprego mais longo e concentrado, a linguagem militar exibe uma de suas principais formas de comunicar o evangelho. Depois de conquistar os principados e potestades na cruz (Cl 2:15), Cristo exercita os resultados dessa vitória em Sua posição como Senhor sobre os poderes (Fp 2:9-11). Recrutando Seus seguidores como combatentes na guerra cósmica, Cristo lidera os exércitos de luz em direção a um grande dia de vitória (1Co 15:54-58; 2Ts 2:8; Rm 16:20). Ao reunir os empregos que Paulo fez do simbolismo militar, notamos que ele entendia que o conflito entre o bem e o mal é “uma guerra cósmica de longa duração: batalhas vêm e vão entre dois exércitos que se enfrentam através dos tempos até que um vença o confronto final” (Peter W. Macky, St. Paul’s Cosmic War Myth: A Military Version of the Gospel [Nova York: Peter Lang Publishing, Inc., 1998], p. 1).

O tema frequente de Paulo sobre a guerra cósmica também faz parte de Efésios. Em seu chamado à batalha (Ef 6:10-20), o apóstolo reuniu elementos do conflito cósmico que já tinha empregado: a capacitação dos crentes com o “poder” de Deus (Ef 1:18-20; 3:16, 20); a vitória e a exaltação de Cristo sobre os poderes (Ef 1:20-23); os crentes como um exército de pessoas ressuscitadas e fortalecidas por sua identificação com Cristo e capazes de lutar contra seu antigo mestre das trevas (Ef 2:1-10); o papel da igreja em revelar aos poderes sua condenação vindoura (Ef 3:10); o emprego do Salmo 68:18 para retratar Cristo como o divino Guerreiro conquistador (Ef 4:7-11) e o apelo para que os crentes se revestissem das vestes do evangelho (Ef 4:20-24). Quando chamados a colocar “toda a armadura” de Deus, estamos bem preparados para entender o papel central do conflito cósmico, mas, também, devemos permanecer firmes na promessa de participarmos da vitória final de Cristo.

Você já experimentou a realidade do conflito e da vitória que podemos reivindicar em Jesus? Entender a vitória de Cristo por nós é importante para nossa experiência?

Terça-feira, 12 de setembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Efésios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 513, jul. ago. set. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Fortalecidos em Cristo

Lições da Bíblia1

Paulo terminou sua carta com um poderoso chamado para a batalha que reúne temas e ideias importantes para a carta como um todo. Começou anunciando o tema geral da conclusão, apresentado no tom do grito de batalha de um comandante: “Quanto ao mais, sejam fortalecidos no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6:10). O resto da passagem, Efésios 6:11-20, ilustra e desenvolve esse tema principal.

2. Em que sentido o grande conflito, que envolve poderes sobrenaturais literais, é central no argumento de Paulo? Por que manter essa verdade diante de nós é importante em nossa caminhada com Deus? Ef 6:10-20

Ef 6:10-20 (NAA)2: “10 Quanto ao mais, sejam fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. 11 Vistam-se com toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo. 12 Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados e as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais. 13 Por isso, peguem toda a armadura de Deus, para que vocês possam resistir no dia mau e, depois de terem vencido tudo, permanecer inabaláveis. 14 Portanto, fiquem firmes, cingindo-se com a verdade e vestindo a couraça da justiça. 15 Tenham os pés calçados com a preparação do evangelho da paz, 16 segurando sempre o escudo da fé, com o qual poderão apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17 Usem também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. 18 Orem em todo tempo no Espírito, com todo tipo de oração e súplica, e para isto vigiem com toda perseverança e súplica por todos os santos. 19 E orem também por mim, para que, no abrir da minha boca, me seja dada a palavra, para com ousadia tornar conhecido o mistério do evangelho, 20 pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazer.”

Paulo identificou Cristo como a Fonte da força dos crentes com a frase “no Senhor e na força do Seu poder” (Ef 6:10), visto que “Senhor” se refere a Cristo, como é o caso em Efésios (Ef 2:21; 4:1, 17; 5:8; 6:1, 21). “A força da igreja está na onipotência de seu Senhor ressuscitado, o Capitão de sua guerra” (G. G. Findlay, The Epistle to the Ephesians [Nova York: Ray Long & Richard R. Smith, 1931], p. 398).

Em Efésios 6:10, Paulo usou os sinônimos poder e força para enfatizar seu argumento: o poder a ser exibido pela igreja não é inerente aos crentes, mas derivado. Vem de Cristo. Paulo resumiu um tema importante da carta, o poder de Deus compartilhado com os crentes (Ef 1:19-22; 2:4-6; 3:16, 17). A força para cada conflito presente e futuro encontra-se na união com o Cristo ressuscitado e exaltado.

Embora a ordem inicial anuncie Cristo como provedor de força (Ef 6:10), os três membros da Divindade estão empenhados em fortalecer os crentes para o combate. O Pai disponibiliza Suas armas como a “armadura de Deus” (Ef 6:11, 13; Is 59:17). Antes, Paulo identificou o Espírito como Ser atuante no fortalecimento dos crentes. Ele orou para que Deus concedesse a eles que fossem fortalecidos “com poder, mediante o seu Espírito, no íntimo” (Ef 3:16). É o Espírito que provê a espada “do Espírito, que é a palavra de Deus”. Além disso, os crentes devem orar “em todo o tempo no Espírito” (Ef 6:17, 18). Paulo desejava que os ouvintes entendessem que o Deus trino está empenhado em equipá-los para lutar contra os poderes malignos.

Segunda-feira, 11 de setembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Discurso de batalha

Lições da Bíblia1

1. Estude a conclusão vibrante da carta de Paulo (Ef 6:10-20). O que o seu grito de guerra significa para nós como combatentes no conflito?

Ef 6:10-20 (NAA)2: “10 Quanto ao mais, sejam fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. 11 Vistam-se com toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo. 12 Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados e as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais. 13 Por isso, peguem toda a armadura de Deus, para que vocês possam resistir no dia mau e, depois de terem vencido tudo, permanecer inabaláveis. 14 Portanto, fiquem firmes, cingindo-se com a verdade e vestindo a couraça da justiça. 15 Tenham os pés calçados com a preparação do evangelho da paz, 16 segurando sempre o escudo da fé, com o qual poderão apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17 Usem também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. 18 Orem em todo tempo no Espírito, com todo tipo de oração e súplica, e para isto vigiem com toda perseverança e súplica por todos os santos. 19 E orem também por mim, para que, no abrir da minha boca, me seja dada a palavra, para com ousadia tornar conhecido o mistério do evangelho, 20 pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazer.”

Paulo concluiu Efésios com um chamado à batalha, instando os crentes a tomar posição contra o mal. Ele começou com uma exortação abrangente: “sejam fortalecidos no Senhor”, que repetiu como um chamado: “vistam-se com toda a armadura de Deus” (Ef 6:10, 11). Ele sustentou esse chamado especificando um propósito (ser capaz de se manter firme contra as ciladas do diabo) e apresentando uma lógica: a batalha é contra forças poderosas e espirituais do mal (Ef 6:12). Com detalhes, Paulo então refez o chamado à batalha. Os crentes devem pegar “toda a armadura de Deus” a fim de permanecer firmes na batalha, vestindo cinto, couraça, sapatos, escudo, capacete e espada (Ef 6:13-17). Paulo convidou os crentes, armados e prontos para o combate, a fazer o que os soldados no antigo campo de batalha deviam fazer, isto é, orar (Ef 6:18-20).

Ao ecoar exortações de batalha ou discursos de véspera de batalha do AT, Paulo falou da missão da igreja usando termos militares. Ele sinalizou isso em sua primeira e abrangente ordem: “sejam fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder” (Ef 6:10).

Exortações de batalha no AT (veja, por exemplo, Dt 20:2-4; Jz 7:15-18; 2Cr 20:13-20; 32:6-8; 4:14, 19, 20) enfatizavam a ideia de que o sucesso de Israel na batalha não dependia da superioridade de suas próprias armas ou de um exército que superava o de seus inimigos. Em vez disso, a vitória acontece na dependência da presença e do poder de Deus. A chave para o sucesso não era a confiança em si mesmos, mas a firme confiança no poder de Deus e em Sua provisão para o sucesso. Paulo empregou esses temas de forma ousada para exortar os crentes a ser: (1) ativos no cumprimento da missão da igreja; (2) atentos às dimensões invisíveis que impactam sua vida e seu testemunho; (3) cientes da provisão divina para o seu sucesso; e (4) sempre alerta para a importância da unidade e colaboração entre os crentes.

O que a afirmação de Paulo de que lutamos não contra carne e sangue, mas contra inimigos sobrenaturais nos ensina sobre onde está nossa única esperança de vitória?

Domingo, 10 de setembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O chamado para permanecer firme

Lições da Bíblia1

“Quanto ao mais, sejam fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder. Vistam-se com toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef 6:10, 11).

Sonolento, o servo tropeçou para fora de seu alojamento e teve uma visão alarmante, um exército grande, bem equipado e hostil com “tropas, cavalos e carros de guerra”. Ao falar com o profeta Eliseu, gaguejou as notícias e perguntou: “Ai, meu senhor, que faremos?”

Eliseu respondeu: “Não tenha medo, porque são mais os que estão conosco do que os que estão com eles”, uma resposta que não afetou o semblante do servo do profeta. Eliseu o puxou para perto e orou por ele: “Senhor, peço-te que abras os olhos dele para que veja”. A oração do profeta foi respondida de imediato. O servo olhou para as muralhas novamente, mas desta vez o véu entre o visível e o invisível foi levantado. Então, ele não viu um exército, mas dois. “O Senhor abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, ao redor de Eliseu” (2Rs 6:15-17).

Ao escrever Efésios 6:10-20, Paulo orou para que a visão dos crentes fosse aprimorada e eles pudessem enxergar a realidade completa do grande conflito e sentir esperança com o que ela lhes revelava.

Sábado, 09 de setembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Suprema lealdade a Cristo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

O respeito de Paulo pelos filhos como companheiros de fé (Ef 6:1-3) aumenta nossa preocupação com a forma como as crianças são tratadas hoje. Sua palavra aos pais (Ef 6:4) nos convida a considerar as responsabilidades deles. Aplicar o conselho do apóstolo aos escravos (Ef 6:5-8) e, especialmente, seu conselho aos senhores de escravos (Ef 6:9) é mais desafiador, uma vez que o ambiente social está distante para muitos de nós e porque sabemos que a escravidão, de qualquer forma, é uma grande maldade. Ainda assim, visto que essas palavras são inspiradas, devemos refletir sobre como aplicá-las no presente. Como os efésios no primeiro século, temos o privilégio e a responsabilidade de aplicar os valores do evangelho aos relacionamentos. As perguntas para consideração foram projetadas para fomentar essa tarefa importante.

Perguntas para consideração

O que significa dizer que o amor pelas crianças é identificado como evidência de “um povo preparado para o Senhor”? (Lc 1:17, NVI, citando Ml 4:6).

Qual é a nossa responsabilidade em estender o cuidado de Cristo às crianças que sofreram violência, abuso sexual e desonra?

Quais são as responsabilidades da igreja quanto a cuidar das crianças e protegê-las? Que sistemas e procedimentos precisam estar em vigor para que isso aconteça?

O conselho de Paulo para escravos e senhores de escravos, em Efésios 6:5-9, é aplicado ao relacionamento entre empregados e empregadores. Isso é apropriado? Que perigos há em se fazer isso?

A escravidão ainda atinge mais de 40 milhões de pessoas no mundo (“Índice Global de Escravidão”, http://www.globalslaveryindex.org/). Nossos líderes espirituais do passado estavam comprometidos com a abolição da escravidão. Qual é a nossa responsabilidade para com os filhos de Deus escravizados, considerando, por exemplo, este trecho de um hino cristão: “Correntes Ele quebrará, pois o escravo é nosso irmão, e em Seu nome toda opressão cessará” (“O Holy Night”, música em domínio público)?

Sexta-feira, 08 de setembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Senhores que são escravos

Lições da Bíblia1

Nas últimas palavras de Paulo aos escravos, “seja servo, seja livre” (Ef 6:8), a palavra “livre” refere-se aos senhores. Paulo imaginou escravos e senhores em pé de igualdade diante de Cristo no juízo (compare com 2Co 5:10 [“10 Porque é necessário que todos nós compareçamos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.”]; Cl 3:24, 25 [“24 sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo. 25 E quem fizer injustiça receberá em troca a injustiça feita. E nisto ninguém será tratado com parcialidade.”]).

5. Imagine que você fosse um cristão senhor de escravos e ouvisse a leitura da Carta aos Efésios no seu lar-igreja. Como reagiria a esse conselho, dado na presença de seus escravos? Ef 6:9

Ef 6:9 (NAA)2: “E vocês, senhores, façam o mesmo com os servos, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como de vocês, está nos céus, e que ele não trata as pessoas com parcialidade.

Paulo exortou com firmeza os senhores, mostrando o contraste entre “senhores” (grego, hoi curió, traduzido como “mestres”), que tinham o hábito de “ameaçar” os escravos, e “o Senhor” (ho kurios), Cristo, em quem não há “parcialidade”.

Paulo pediu aos senhores: “façam o mesmo com os servos”, os escravos, o que era surpreendente no contexto do primeiro século. Os senhores deviam agir com boa vontade por causa de sua lealdade a Cristo, correspondendo ao que Paulo pediu aos escravos (Ef 6:5-8). Paulo exortou os senhores a parar de ameaçar os escravos, uma prática comum em que senhores administravam variadas punições, incluindo espancamento (1Pe 2:20), abuso sexual, venda do escravo (que era separado da família), trabalho extremo, fome, algemas, marcas de ferro quente e até a morte. Por causa disso eles serão julgados por Deus.

Paulo baseou suas ordens em duas motivações que chamaram os senhores de escravos a olhar além das estruturas sociais greco-romanas: 1. Eles e seus escravos eram escravos de um único Senhor (Ef 6:9; Cl 4:1); 2. O Senhor celestial julga tudo sem parcialidade. Uma vez que seu próprio Senhor tratava os escravos em pé de igualdade com os outros, eles também deviam fazer assim (comparar com Fm 15, 16 [“15 Talvez ele tenha sido afastado de você temporariamente, a fim de que você o receba para sempre, 16 não como escravo, mas, muito mais do que escravo, como irmão caríssimo, especialmente de mim e, com maior razão, de você, quer como ser humano, quer como irmão no Senhor.”]).

A linguagem de Paulo animou os escravos. Eles receberam a adoção (Ef 1:5); a redenção (Ef 1:7); a herança (Ef 1:11, 14; 3:6); a entronização com Jesus (Ef 2:6); o status de “concidadãos”, “membros da família de Deus” (Ef 2:19; 3:14, 15) e integrantes do corpo de Cristo (Ef 3:6; 4:1-16). Efésios 6:5-9 aplica o ensino da carta ao relacionamento entre escravos e senhores, incluindo o conselho sobre a fala (Ef 4:25-32) e a ética sexual (Ef 5:1-14).

Quinta-feira, 07 de setembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Escravos de Cristo

Lições da Bíblia1

4. Nas instruções aos escravos cristãos, o que foi requerido deles? Ef 6:5-8

Ef 6:5-8 (NAA)2: “5 Quanto a vocês, servos, obedeçam a seus senhores aqui na terra com temor e tremor, com sinceridade de coração, como a Cristo, 6 não servindo apenas quando estão sendo vigiados, somente para agradar pessoas, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus. 7 Sirvam de boa vontade, como se estivessem trabalhando para o Senhor e não para pessoas, 8 sabendo que cada um, se fizer alguma coisa boa, receberá isso outra vez do Senhor, seja servo, seja livre.”

Paulo pediu aos escravos que obedecessem aos seus senhores, oferecendo serviço sincero e excelente. O que é notável é a repetida referência a uma grande substituição que ele lhes pede que façam. Eles não deviam colocar seu senhor no lugar de Cristo, oferecendo a ele a lealdade que pertence apenas a Cristo. Em vez disso, no compromisso e na lealdade que motivam o serviço sincero e excelente, deviam colocar Cristo, o Senhor, no lugar do seu senhor. Ao incentivar essa substituição essencial, Paulo ofereceu uma nova compreensão cristã do relacionamento senhor-escravo.

Observe as maneiras pelas quais Paulo os exortou a fazer essa substituição:

Os senhores foram diminuídos por Paulo como “senhores aqui na Terra”, apontando para o Senhor real e celestial (Ef 6:5).

Eles deviam servir “com temor e tremor, com sinceridade de coração, como a Cristo” (Ef 6:5).

Paulo apontou essa substituição de forma mais clara ao afirmar que os escravos deviam oferecer serviço genuíno como escravos, não de seus senhores, mas como “servos de Cristo” (Ef 6:6).

Na realização de suas tarefas, eles deviam fazer “de coração a vontade de Deus”, oferecendo um serviço sincero dirigido a Deus (Ef 6:6).

Paulo incentivou a realização de serviços positivamente motivados, oferecidos “para o Senhor e não para pessoas” (Ef 6:7).

Por seu serviço sincero por Cristo, os escravos podiam esperar a recompensa na volta do Senhor, uma ideia especialmente atraente para pessoas presas nessa instituição horrível. Um escravo pode se sentir desvalorizado ou algo pior por um senhor terreno (1Pe 2:19, 20). O escravo crente, porém, tem um Senhor que está atento, percebendo “qualquer coisa boa que cada um faz” (Ef 6:8), e oferecendo a recompensa segura.

Gostaríamos que as Escrituras tivessem condenado essa prática horrível, mas ela não o fez. No entanto, que princípios extraímos das palavras de Paulo sobre nossos relacionamentos com os colegas e parceiros no contexto do trabalho?

Quarta-feira, 06 de setembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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