O Juiz supremo

Lições da Bíblia1:

2. Leia Gênesis 18:25; Salmo 7:11; 50:6; 82:1; 96:10; 2 Timóteo 4:1, 8. O que esses versos dizem sobre o caráter moral de Deus? De que forma Seu papel como Juiz do Universo nos ajuda a entender a questão da guerra divina?

Gênesis 18:25 (NAA)2: Longe de ti fazeres tal coisa: matar o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio. Longe de ti! Será que o Juiz de toda a terra não faria justiça?

Salmo 7:11 (NAA)2: Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias.

Salmo 50:6 (NAA)2: Os céus anunciam a sua justiça, porque é o próprio Deus que julga.

Salmo 82:1 (NAA)2: Deus toma o seu lugar na congregação divina; no meio dos deuses, ele julga.

Salmo 96:10 (NAA)2: Digam entre as nações: “Reina o Senhor.” Ele firmou o mundo para que não se abale e julga os povos com justiça.

2 Timóteo 4:1, 8 (NAA)2: 1 Diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu Reino, peço a você com insistência […] 8 Desde agora me está guardada a coroa da justiça, que o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda.

A santidade do caráter de Deus significa que Ele não tolera o pecado. Ele é paciente, mas o pecado deve receber seu salário final, que é a morte (Rm 6:23). Yahweh declarou guerra contra o pecado, independentemente de onde ele fosse encontrado, quer entre os cananeus ou no meio dos israelitas. Israel não foi santificado por participar de guerras santas, assim como outras nações não foram (Dt 9:4, 5; 12:29, 30), mesmo quando elas se tornaram o meio do juízo de Yahweh contra Sua nação escolhida. Diferentemente de outros povos do Antigo Oriente Próximo, os israelitas experimentaram a reversão da guerra santa, quando Deus não mais lutou por eles, mas contra eles, permitindo que seus inimigos os oprimissem (ver Js 7).

Todo o conceito de guerra santa pode ser compreendido apenas se for visto à luz da atuação de Deus como Juiz. Sob essa perspectiva, as guerras de conquista de Israel assumem um caráter completamente diferente. Em contraste com as guerras imperialistas de engrandecimento próprio, tão comuns no mundo antigo (e em nosso mundo atual), as guerras de Israel não tinham o objetivo de alcançar glória para o povo, mas de estabelecer a justiça e a paz de Deus dentro daquele território. Portanto, no âmago do conceito de guerra santa está a ideia do governo e da soberania de Deus, que estão em jogo na figura do Senhor como Guerreiro, assim como de Rei ou de Juiz.

Dizer que Yahweh é Guerreiro significa que, como Juiz, Ele está comprometido em implementar, promover e manter o governo da lei, que é o reflexo de Seu caráter. A imagem de Deus como Guerreiro, semelhante à de Juiz e Rei, ensina que Yahweh não tolerará para sempre a rebelião contra Sua ordem estabelecida. Portanto, podemos dizer que o objetivo da atuação de Yahweh nunca é a guerra em si, ou mesmo a vitória em si, mas o restabelecimento da justiça e da paz. Em última análise, julgar e fazer guerra (ou promover a justiça) são a mesma coisa se Deus for o sujeito dessa ação.

Reflita no fato de que Deus é um justo Juiz, que não pode ser subornado nem influenciado pela parcialidade. Como a verdade de um Deus que não tolerará para sempre o pecado, a opressão, o sofrimento dos inocentes e a exploração dos oprimidos é parte integrante do evangelho?

Segunda-feira, 27 de outubro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A iniquidade dos cananeus

Lições da Bíblia1:

Leia Gênesis 15:16; Levítico 18:24-30; Deuteronômio 18:9-14; Esdras 9:11. O que esses textos nos dizem sobre o plano maior de Deus em oferecer a terra de Canaã aos israelitas?

Gênesis 15:16 (NAA)2: “Na quarta geração, voltarão para cá; porque a medida da iniquidade dos amorreus ainda não se encheu.”

Levítico 18:24-30 (NAA)2: 24 — Não se contaminem com nenhuma destas coisas, porque com todas estas coisas se contaminaram as nações que eu vou expulsar da presença de vocês. 25 A terra se contaminou; eu a castiguei por sua iniquidade, e ela vomitou os seus moradores. 26 Vocês, porém, guardarão os meus estatutos e os meus juízos, e não farão nenhuma dessas abominações, nem o natural da terra, nem o estrangeiro que peregrina entre vocês. 27 Porque os moradores desta terra que nela estavam antes de vocês fizeram todas essas abominações, e a terra se contaminou. 28 Que não aconteça que a terra vomite vocês também, por terem se contaminado, como vomitou o povo que nela estava antes de vocês. 29 Todo aquele que fizer alguma dessas abominações, sim, aqueles que as cometerem serão eliminados do seu povo. 30 — Portanto, vocês devem guardar a obrigação que têm para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que foram praticados antes de vocês, e não se contaminem com eles. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês.

Deuteronômio 18:9-14 (NAA)2: 9 — Quando vocês entrarem na terra que o Senhor, seu Deus, lhes der, não aprendam os costumes abomináveis daqueles povos. 10 Que não exista entre vocês ninguém que queime o seu filho ou a sua filha em sacrifício, nem que seja adivinho, prognosticador, agoureiro, feiticeiro, 11 encantador, necromante, praticante de magia, ou alguém que consulte os mortos, 12 pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor, o Deus de vocês, está expulsando esses povos de diante de vocês. 13 Sejam perfeitos para com o Senhor, seu Deus. 14 Porque as nações dessa terra que vocês vão possuir ouvem os prognosticadores e os adivinhos, mas o Senhor, o Deus de vocês, não permitiu que vocês fizessem tal coisa.

Esdras 9:11 (NAA)2: que ordenaste por meio dos teus servos, os profetas, dizendo: A terra em que vocês estão entrando, para dela tomar posse, é terra impura por causa da impureza dos seus povos, por causa das coisas abomináveis com que, na sua corrupção, eles encheram a terra de uma extremidade à outra.

Precisamos ir além do livro de Josué para entender quão grave era a iniquidade das nações que habitavam Canaã. Podemos encontrar indícios no fato de que essas práticas abomináveis incluíam sacrifícios de crianças, adivinhação, feitiçaria, necromancia e espiritualismo (Dt 18:9-12).

A descoberta dos antigos textos ugaríticos (da cidade de Ras Shamra) trouxe mais informações sobre a religião e a sociedade cananita. Esses registros mostram que a condenação dessa cultura não era apenas compreensível, mas – pelos padrões morais do AT – totalmente justificada.

A religião cananita se baseava na crença de que os fenômenos naturais, que garantiam a fertilidade, eram controlados pelas relações sexuais entre deuses e deusas. Assim, eles entendiam a atividade sexual das divindades em termos de seu próprio comportamento sexual, e seus rituais religiosos envolviam práticas sexuais que tinham o objetivo de incitar os deuses e deusas a fazer o mesmo. Esse conceito deu origem à chamada prostituição “sagrada”, na qual homens e mulheres se envolviam em ritos de orgias – tudo isso como parte de suas práticas religiosas!

Uma nação jamais alcançará níveis morais mais altos do que os dos deuses que adora. Como resultado dessa compreensão de suas divindades, não é de admirar que as práticas religiosas dos cananeus incluíssem sacrifícios de crianças, contra os quais a Bíblia faz advertências específicas.

As evidências arqueológicas confirmam que os habitantes de Canaã ofereciam regularmente seus primogênitos em sacrifício aos deuses (na ver-dade, demônios) a quem adoravam. Pequenos esqueletos infantis esmagados encontrados em grandes jarros com inscrições de votos testemunham da religião degradante dos cananeus e do que isso significava para muitos de seus filhos.

A eliminação dos cananeus, portanto, não foi uma decisão repentina tomada por Deus no momento em que estava prestes a dar a terra de Canaã aos israelitas. Na verdade, os habitantes de Canaã receberam um longo tempo de graça, durante o qual tiveram a oportunidade de conhecer a Deus e Seu caráter por meio do testemunho dos patriarcas que viveram entre eles. Os cananeus tiveram todas as oportunidades, mas obviamente as desperdiçaram, e continuaram em suas práticas abomináveis até que o Senhor precisou pôr fim a elas.

Domingo, 26 de outubro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Deus luta por vocês

Lições da Bíblia1:

“E, de uma vez, tomou Josué todos estes reis e as suas terras, porquanto o Senhor, Deus de Israel, pelejava por Israel” (Js 10:42, ARA).

Leituras da semana: Gn 15:16; Lv 18:24-30; 2Tm 4:1, 8; Êx 23:28-30; Dt 20:10, 15-18; Is 9:6

O livro de Josué contém algumas cenas que podem parecer perturbadoras. Algumas pessoas questionam o conceito de uma guerra divina ou santa, segundo o qual um grupo de pessoas recebeu de Deus a ordem para destruir outro grupo de pessoas.

A questão da guerra divina no AT é desafiadora. Deus é descrito no AT como o Senhor Soberano do Universo; portanto, tudo o que acontece deve, de alguma forma, estar relacionado à Sua vontade direta ou indireta. Diante disso, é inevitável perguntar: “Como Deus poderia permitir essas coisas?” Na semana passada, vimos que o próprio Deus está envolvido em um conflito que é muito maior do que qualquer guerra ou batalha travada na história humana, uma batalha que permeia todos os aspectos de nossa vida. Vimos também que os eventos da história bíblica e secular podem ser compreendidos plenamente apenas à luz desse conflito.

Nesta semana, continuaremos a explorar a complexidade das guerras ordenadas por Deus, bem como as limitações e condições da guerra divina, a visão da paz eterna oferecida pelos profetas do AT e a relevância espiritual dessas guerras.

Sábado, 25 de outubro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico.

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

O conflito por trás de todos os conflitos – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 426-430 (“As muralhas de Jericó”).

Quando a rebelião […] surgiu, Deus Se viu com duas opções: ou abdicaria de Sua essência – imutável e eterna –, entregando o Universo a uma criatura rebelde, ou seria o Pai justo e amoroso de todas as criaturas. Deus escolheu a segunda opção, e, nesse caso, o choque entre Seu poder e as forças do mal era inevitável.

Quando poderes políticos ou sócio-históricos (como os povos de Canaã) ligados a forças cósmicas de caos e rebelião manifestaram a mesma atitude desafiadora contra Yahweh, Ele interveio. O tema de Yahweh como Guerreiro é uma prefiguração ou antecipação da vitória que dará fim ao conflito cósmico entre o bem e o mal (Ap 20:8-10). Além disso, as guerras divinas de Israel não apenas refletem o conflito cósmico (como um espelho), mas fazem parte desse conflito, servindo como prenúncio do juízo divino que ocorrerá no fim dos tempos.

“Deus havia lhes dado o privilégio e o dever de entrar na terra de Canaã no tempo designado por Ele; porém, por causa de sua desobediência, essa permissão tinha sido negada. […] Não era Seu propósito que adquirissem a terra pela guerra, mas pela obediência estrita às Suas ordens” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 337).

Perguntas para consideração

1. Como o contexto do conflito cósmico nos ajuda a entender melhor o fato de que o Senhor ordenou que Israel fosse à guerra?

2. Como o grande conflito se desenrola no mundo? Qual é o nosso papel nesse conflito e como podemos cumpri-lo?

3. Como podemos aplicar em nossa vida espiritual o princípio de que devemos ficar calmos e esperar que o Senhor lute por nós? (Ver Êx 14:14.)

4. Muitas vezes, em nossas discussões e desentendimentos ocasionais na igreja, queremos saber quem está do nosso lado. À luz de Josué 5:13-15, como devemos mudar nossa atitude?

Sexta-feira, 24 de outubro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico.

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

A segunda melhor opção

Lições da Bíblia1:

6. Leia Êxodo 17:7-13; Josué 6:15-20. Que similaridades você encontra entre essas duas narrativas de guerra? E quais são as diferenças?

Êxodo 17:7-13 (NAA)2: 7 E chamou o nome daquele lugar Massá e Meribá, por causa da discussão dos filhos de Israel e porque tentaram o Senhor, dizendo: — Está o Senhor no meio de nós ou não? Os amalequitas atacam Israel 8 Então vieram os amalequitas e atacaram Israel em Refidim. 9 Com isso, Moisés ordenou a Josué: — Escolha alguns homens e vá lutar contra os amalequitas. Amanhã eu estarei no alto do monte, e o bordão de Deus estará na minha mão. 10 Josué fez como Moisés lhe havia ordenado e lutou contra os amalequitas. Porém Moisés, Arão e Hur subiram para o alto do monte. 11 Quando Moisés levantava a mão, Israel vencia; quando, porém, ele abaixava a mão, os amalequitas venciam. 12 Quando as mãos de Moisés ficaram pesadas, pegaram uma pedra e a puseram por baixo dele, para que Moisés se sentasse. Arão e Hur sustentavam as mãos de Moisés, um, de um lado, e o outro, do outro; assim as mãos dele ficaram firmes até o pôr do sol. 13 E Josué destruiu os amalequitas a fio de espada.

Josué 6:15-20 (NAA)2: 15 No sétimo dia, madrugaram ao romper da manhã e, da mesma maneira, rodearam a cidade sete vezes; somente naquele dia rodearam a cidade sete vezes. 16 E aconteceu que, na sétima vez, quando os sacerdotes tocavam as trombetas, Josué disse ao povo: — Gritem, porque o Senhor está entregando a cidade a vocês! 17 Porém a cidade será condenada, ela e tudo o que nela houver; somente ficará viva Raabe, a prostituta, e todos os que estiverem com ela em casa, porque escondeu os mensageiros que enviamos. 18 Quanto a vocês, cuidem para não ficar com nenhuma das coisas condenadas, para não acontecer que, depois de as terem condenado, vocês as tomem para si. Neste caso, tornariam maldito o arraial de Israel e trariam confusão a ele. 19 Porém toda prata, ouro e utensílios de bronze e de ferro são consagrados ao Senhor; irão para o seu tesouro. 20 Assim, o povo gritou, e os sacerdotes tocaram as trombetas. Ao ouvir o som da trombeta, o povo gritou com toda a força, as muralhas ruíram, e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si, e a tomaram.

A primeira vez que Israel lutou após a saída do Egito está registrada em Êxodo 17, quando os israelitas se defenderam dos amalequitas. Eles haviam testemunhado o poder de Deus atingindo os egípcios e conduzindo-os à liberdade. Vimos que o plano inicial de Deus para Israel não incluía lutar contra outras pessoas (Êx 23:28; 33:2). Mas logo após sua libertação do Egito, os israelitas começaram a murmurar no caminho (Êx 17:3), chegando a questionar a presença de Deus em seu meio. Foi naquele momento que os amalequitas lutaram contra Israel. Isso não aconteceu por acaso. Deus permitiu que eles atacassem os israelitas para que pudessem aprender a confiar Nele novamente.

Sem comprometer Seus princípios, Deus desceu ao nível onde Seu povo estava, continuamente chamando-o de volta ao plano ideal: confiança completa e irrestrita na intervenção divina. Na verdade, a lei da guerra (Dt 20) foi dada somente após os 40 anos de travessia pelo deserto, o que também foi causado pela incredulidade de Israel. Novas circunstâncias exigiram novas estratégias, e foi somente então que Deus exigiu que Israel aniquilasse completamente os cananeus (Dt 20:16-18).

Além da realidade de que a guerra se tornou uma necessidade para Israel, ela também se tornou um teste da lealdade do povo a Yahweh. Deus não desistiu deles, mas permitiu que testemunhassem Seu poder ao experimentar total dependência Dele. 

A participação dos israelitas na conquista fica evidente a partir da conclusão expressa por Josué no fim do livro. Nesse texto, ele afirmou que os cananeus estavam lutando contra os israelitas (Js 24:11). Embora o colapso dos muros de Jericó tenha sido o resultado de um milagre divino, o povo de Israel teve que se envolver ativamente na batalha e enfrentar a resistência obstinada dos habitantes da cidade.

O envolvimento de Israel em conflitos armados tornou-se a maneira pelo qual o povo desenvolvia confiança incondicional no auxílio de Yahweh. Ainda assim, Israel era sempre lembrado de que o resultado de cada batalha estava, em última análise, nas mãos do Senhor. A única maneira de influenciar o resultado de um conflito militar era por meio da atitude de fé – ou de incredulidade – nas promessas de Deus (Js 7:12, 13; 10:8). A escolha era deles.

Quinta-feira, 23 de outubro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico.

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Senhor lutará por vocês

Lições da Bíblia:1

5. De acordo com Êxodo 14:13, 14, 25, qual era o plano original e ideal de Deus a respeito do envolvimento dos israelitas na guerra?

Êxodo 14:13, 14, 25 (NAA): 13 Moisés, porém, respondeu ao povo: — Não tenham medo; fiquem firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes fará no dia de hoje, porque vocês nunca mais verão esses egípcios que hoje vocês estão vendo. 14 O Senhor lutará por vocês; fiquem calmos. […] 25 emperrou as rodas dos carros dos egípcios, fazendo com que andassem com dificuldade. Então os egípcios disseram: — Vamos fugir da presença de Israel, porque o Senhor está lutando por eles contra os egípcios.

Naquele momento de crise, quando o povo de Israel foi forçado a um impasse físico, Moisés disse: “Não tenham medo; fiquem firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes fará no dia de hoje, porque vocês nunca mais verão esses egípcios que hoje vocês estão vendo. O Senhor lutará por vocês; fiquem calmos” (Êx 14:13, 14). De acordo com a narrativa bíblica, até os próprios egípcios reconheceram essa realidade: “Vamos fugir da presença de Israel, porque o Senhor está lutando por eles contra os egípcios” (Êx 14:25).

A intervenção milagrosa de Deus em favor dos israelitas desamparados, que não tinham habilidades militares, deveria ter se tornado o padrão. O êxodo era o modelo ou paradigma para a intervenção de Deus em favor de Israel. Nele não somente a batalha foi travada por Yahweh, mas Deus pediu que Israel não lutasse (Êx 14:14). Deus era o guerreiro; a iniciativa pertencia a Ele. O Senhor estabeleceu a estratégia, definiu os meios e conduziu a campanha. Se Yahweh não lutasse por Israel, eles não teriam possibilidade de sucesso.

Ellen G. White interpretou essa história como uma expressão do fato de que Deus “não planejou que eles adquirissem a Terra Prometida por meio da guerra, mas pela submissão e obediência incondicional aos Seus mandamentos” (Signs of the Times, 2 de setembro de 1880). Assim como na libertação do Egito, Deus travaria as batalhas dos israelitas por eles. Tudo o que tinham que fazer era ficar calmos e testemunhar Sua poderosa intervenção.

A história revela que sempre que Israel tinha confiança suficiente em Deus, eles não precisavam lutar (ver 2Rs 19; 2Cr 32; Is 37).

No plano ideal de Deus, Israel nunca precisaria lutar por si mesmo. Foi somente como consequência de sua incredulidade, expressa após o êxodo, que Deus permitiu que eles participassem ativamente na guerra contra os cananeus. Eles não precisaram levantar uma única espada contra os egípcios durante o êxodo; da mesma forma, nunca teria sido necessário que lutassem para conquistar Canaã (Dt 7:17-19).

“Se os filhos de Israel não tivessem murmurado contra o Senhor, Ele não teria permitido que seus inimigos fizessem guerra com eles” (Ellen G. White, História da Redenção [CPB, 2021], p. 95). Como as murmurações podem impactar nossa vida hoje?

Quarta-feira, 22 de outubro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico.

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O Senhor é guerreiro

Lições da Bíblia1:

4. Leia Êxodo 2:23-25; 12:12, 13; 15:3-11. O que significa dizer que Deus é um guerreiro?

Êxodo 2:23-25 (NAA)2: 23 Decorridos muitos dias, o rei do Egito morreu. Os filhos de Israel gemiam por causa da sua escravidão. Eles clamaram, e o seu clamor chegou até Deus. 24 Deus ouviu o gemido deles e lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó.

Êxodo 12:12, 13 (NAA)2: 12 Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e matarei na terra do Egito todos os primogênitos, tanto das pessoas como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor. 13 — O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês se encontram. Quando eu vir o sangue, passarei por vocês, e não haverá entre vocês praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.

Êxodo 15:3-11 (NAA)2: 3 O Senhor é homem de guerra; Senhor é o seu nome. 4 Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus capitães afogaram-se no mar Vermelho. 5 As águas profundas os cobriram; desceram às profundezas como pedra. 6 A tua mão direita, ó Senhor, é gloriosa em poder; a tua mão direita, ó Senhor, despedaça o inimigo.Na grandeza da tua excelência, derrubas os que se levantam contra ti; envias o teu furor, que os consome como palha. 8 Com o sopro das tuas narinas, amontoaram-se as águas, as correntes pararam em montão; as águas profundas se tornaram sólidas no coração do mar. 9 O inimigo dizia: “Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; a minha alma se fartará deles, arrancarei a minha espada, e a minha mão os destruirá.” 10 Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em águas impetuosas. 11 Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas?

Durante sua longa permanência no Egito, os israelitas se esqueceram do verdadeiro Deus, adorado por seus antepassados. Como muitos episódios de suas viagens pelo deserto demonstraram, o conhecimento que eles tinham do Deus de Abraão, Isaque e Jacó desapareceu, e acabaram misturando elementos pagãos em suas práticas religiosas (ver Êx 32:1-4). Sob a opressão dos egípcios, eles clamaram ao Senhor (Êx 2:23-25), e no momento certo, Ele interveio em seu favor.

No entanto, o conflito descrito nos primeiros 12 capítulos de Êxodo foi maior do que uma simples luta pelo poder entre Moisés e o faraó. De acordo com o entendimento sobre guerra que havia no Antigo Oriente Próximo, os conflitos entre os povos eram, em última análise, considerados batalhas entre seus respectivos deuses. Êxodo 12:12 declara que o Senhor executou juízo, não apenas sobre o faraó, mas também sobre todos os deuses do Egito, que, na verdade, eram “demônios” poderosos (Lv 17:7; Dt 32:17), atuando por trás do poder opressivo e do sistema social injusto do Egito.

Em última análise, Deus está em guerra contra o pecado e não tolerará para sempre a existência dele (Sl 24:8; Ap 19:11; 20:1-4, 14). Todos os anjos caídos, bem como os seres humanos que se identificaram de forma definitiva e irremediável com o pecado, serão destruídos. À luz disso, as batalhas contra os habitantes de Canaã devem ser vistas como um estágio anterior desse conflito, que atingiria seu auge na cruz e sua consumação no juízo final, quando a justiça e o caráter de amor divino serão vindicados. 

O conceito da destruição total dos cananeus deve ser entendido com base na visão bíblica de mundo, segundo a qual Deus está envolvido em um conflito cósmico contra os agentes do mal no Universo. O que está em jogo, em última análise, é a reputação de Deus e Seu caráter (Rm 3:4; Ap 15:3).

Uma vez que o pecado entrou na existência humana, não há terreno neutro: todos estão do lado de Deus ou do lado do mal. Portanto, à luz dessa realidade, a eliminação dos cananeus deve ser vista como uma prévia do juízo final.

Na realidade do grande conflito, só há espaço para dois lados. Como você sabe de que lado realmente está?

Terça-feira, 21 de outubro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Guerra no Céu

Lições da Bíblia1:

3. Josué entendeu que aquela batalha era parte de um conflito muito maior. O que sabemos sobre o grande conflito no qual o próprio Deus está envolvido? Ap 12:7-9; Is 14:12-14; Ez 28:11-19; Dn 10:12-14

Ap 12:7-9 (NAA)2: 7 Então estourou a guerra no céu. Miguel e os seus anjos lutaram contra o dragão. Também o dragão e os seus anjos lutaram, 8 mas não conseguiram sair vitoriosos e não havia mais lugar para eles no céu. 9 E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo. Ele foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.

Is 14:12-14 (NAA)2:  12 Veja como você caiu do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Veja como você foi lançado por terra, você que debilitava as nações! 13 Você pensava assim: “Subirei ao céu, exaltarei o meu trono acima das estrelas e me assentarei no monte da congregação, nas extremidades do Norte. 14 Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.”

Ez 28:11-19 (NAA)2: 11 A palavra do Senhor veio a mim, dizendo: 12 — Filho do homem, faça uma lamentação sobre o rei de Tiro e diga-lhe: Assim diz o Senhor Deus: “Você era o modelo da perfeição, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. 13 Você estava no Éden, jardim de Deus, e se cobria de todas as pedras preciosas: sárdio, topázio, diamante, berilo, ônix, jaspe, safira, carbúnculo e esmeralda. Os seus engastes e ornamentos eram feitos de ouro e foram preparados no dia em que você foi criado. 14 Você era um querubim da guarda, que foi ungido. Eu o estabeleci. Você permanecia no monte santo de Deus e andava no meio das pedras brilhantes. 15 Você era perfeito nos seus caminhos, desde o dia em que foi criado até que se achou iniquidade em você. 16 Na multiplicação do seu comércio, você se encheu de violência e pecou. Por isso, ó querubim da guarda, eu o profanei e lancei fora do monte de Deus; eu o expulsei do meio das pedras brilhantes. 17 Você ficou orgulhoso por causa da sua formosura; corrompeu a sua sabedoria por causa do seu resplendor. Por isso, eu o lancei por terra; eu o coloquei diante dos reis, para que o contemplem. 18 Pela multidão das suas iniquidades, pela injustiça do seu comércio, você profanou os seus santuários. Por isso, fiz sair do meio de você um fogo, que o consumiu; eu o reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que o contemplam. 19 Todos os que o conhecem entre os povos se espantam por causa de você; você se tornou objeto de espanto e deixará de existir para sempre.”

Dn 10:12-14 (NAA)2: 12 Então ele me disse: — Não tenha medo, Daniel, porque as suas palavras foram ouvidas, desde o primeiro dia em que você dispôs o coração a compreender e a se humilhar na presença do seu Deus. Foi por causa dessas suas palavras que eu vim. 13 Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu durante vinte e um dias. Porém Miguel, um dos príncipes mais importantes, veio me ajudar, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. 14 Agora, vim para fazer com que você entenda o que vai acontecer com o seu povo nos últimos dias. Porque a visão se refere a dias ainda distantes.

Deus povoou o Universo com criaturas responsáveis a quem deu o livre-arbítrio, um requisito indispensável para que exista o amor. Essas criaturas podem escolher agir de acordo com a vontade de Deus ou contra ela. O anjo mais poderoso, Lúcifer, rebelou-se contra Deus e levou consigo muitos anjos.

Isaías e Ezequiel se referem à origem desse conflito, embora alguns estudiosos tentem restringir o significado de Isaías 14 e Ezequiel 28 ao rei de Babilônia e a um governante de Tiro. No entanto, existem vários indicadores claros no texto bíblico que apontam para uma realidade que vai muito além disso. É dito que o rei de Babilônia estava no “céu”, perto do trono de Deus (Is 14:12, 13), e que o rei de Tiro morava no “Éden”, como “querubim da guarda” no “monte santo de Deus” (Ez 28:12-15). Nada disso é verdade sobre esses reis.

Tampouco se pode dizer que algum rei terreno fosse “perfeito nos seus caminhos” (Ez 28:15) e fosse “modelo da perfeição” (Ez 28:12). Consequentemente, esses personagens apontam para além dos reinos literais de Babilônia e de Tiro.

Isaías apresenta uma “sátira” (Is 14:4) ou “parábola” (em hebraico, mashal), que transmite um significado que vai além do contexto histórico imediato. Nesse caso, o rei da Babilônia se torna um exemplo notável de rebelião, autossuficiência e orgulho. Da mesma forma, Ezequiel faz uma distinção entre o governante de Tiro (Ez 28:2) e o rei de Tiro (Ez 28:11, 12), onde o príncipe, que estava ativo no domínio terrestre, se tornava símbolo de um rei que atua no domínio celestial.

De acordo com Daniel 10:12-14, esses seres celestiais rebeldes tentam impedir o cumprimento dos propósitos de Deus na Terra. É à luz dessa conexão entre o Céu e a Terra que precisamos entender as guerras de Israel ordenadas por Deus. Elas eram manifestações terrenas do grande conflito entre Deus e Satanás, entre o bem e o mal – tudo, em última análise, com o propósito de restaurar a justiça e o amor de Deus em um mundo caído. 

De que maneiras vemos, no mundo ao nosso redor e em nossa própria vida, a realidade dessa batalha cósmica entre o bem e o mal?

Segunda-feira, 20 de outubro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Lições de fé do livro de Josué. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 522, out. nov. dez. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.