Apresentando um novo Deus

Lições da Bíblia1

Quando Paulo conseguiu a atenção dos pensadores em Atenas, ele conduziu sua audiência para o Deus do Céu.

4. Que abordagem Paulo usou para alcançar aquelas pessoas? At 17:24-27

At 17:24-27 (NAA)2: “24 — O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas; 25 nem é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa, pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais. 26 De um só homem fez todas as nações para habitarem sobre a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; 27 para buscarem Deus se, porventura, tateando, o possam achar, ainda que não esteja longe de cada um de nós;”

Para um povo que se importava com as coisas espirituais a ponto de construir um altar para um “Deus Desconhecido”, as palavras de Paulo eram intrigantes: um Criador que não vive em um templo não precisa de nada dos seres humanos, mas supre as necessidades humanas. Para uma cultura imersa na mitologia grega, na qual os deuses eram imprevisíveis, egocêntricos e cruéis, a ideia de um Deus como o que Paulo descreveu era um pensamento maravilhosamente intrigante. Assim, os homens do Areópago deram seus primeiros passos em direção a um Deus de amor.

O fato é que esse Deus, que eles não conheciam, podia ser conhecido. Na verdade, Ele quer ser conhecido.

Paulo provavelmente falou mais tempo no Areópago do que apenas as poucas palavras que Lucas relatou. Por uma questão de espaço, talvez Lucas tenha resumido o discurso do apóstolo. Se isso é verdade, é provável que Paulo tenha detalhado mais os conceitos que lemos até aqui. Vamos dividir o discurso de Paulo em conceitos:

Paulo elogiou a consciência espiritual e a sinceridade deles.

Mostrou que tinha estudado a crença deles e encontrado algumas coisas que respeitava a partir do que tinha aprendido.

Contou sobre a descoberta de algo que eles admitiam não entender.

Partilhou o aspecto de Deus de que precisavam desesperadamente: Deus existe, ama todos os seres humanos e não está distante deles.

Advertiu sobre o que significa rejeitar conhecer o Deus que não conheciam.

Paulo os levou o mais longe que pôde, com base no que sabia a respeito da crença deles. Se pôde levá-los tão longe, estava fazendo um bom progresso.

Em seu argumento, Paulo recorreu ao mundo criado e ao Criador (ver também Rm 1:18-25). Por que essa é uma abordagem boa, pelo menos como um começo, com a maioria das pessoas? O que há no mundo criado que aponta para Deus?

Quarta-feira, 06 de dezembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Missão de Deus, minha missão. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 514, out. nov. dez. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Paulo e o Deus desconhecido

Lições da Bíblia1

Paulo não menosprezou a falsa religião ou os falsos deuses dos atenienses. Ele reuniu os pontos positivos encontrados, ainda que fossem poucos, e os explorou ao máximo.

3. Leia Atos 17:22, 23. O que Paulo estava fazendo na tentativa de alcançar aquelas pessoas com o evangelho?

Atos 17:22, 23 (NAA)2: “22 Então Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: — Senhores atenienses! Percebo que em tudo vocês são bastante religiosos, 23 porque, andando pela cidade e observando os objetos de culto que vocês têm, encontrei também um altar no qual aparece a seguinte inscrição: “Ao Deus Desconhecido”. Pois esse que vocês adoram sem conhecer é precisamente aquele que eu lhes anuncio.”

“Senhores atenienses! Percebo que em tudo vocês são bastante religiosos” (At 17:22). Paulo elogiou os pagãos! A religião deles era equivocada, mas Paulo elogiou a devoção sincera deles. Caso fossem humildes, Deus poderia alcançá-los com a verdade.

Paulo continuou: “andando pela cidade e observando os objetos de culto que vocês têm” (At 17:23). Ao descrever o estudo que havia feito da religião ateniense, ele comunicou uma atitude respeitosa para com o povo. Ele não se apressou em se autoproclamar um especialista, com todas as respostas de como as pessoas precisavam mudar. Ele era, de fato, um especialista e tinha as respostas de que elas precisavam! Porém, não se apresentou dessa maneira, caso contrário, teria sido rejeitado. Ele foi considerado alguém que se importava com as pessoas e desejava o bem delas.

Ao comentar sobre a inscrição “Ao Deus Desconhecido” (At 17:23), Paulo aproveitou o que poderia ser visto como um ponto em comum. Eles acreditavam em deuses, o que era um ótimo começo (alguns na época não eram adeptos dos ídolos), e ele pôde abrir o caminho para uma conversa mais profunda. Ele não zombou da ideia negativa de um altar para um “Deus Desconhecido”. Em vez disso, apreciou e admirou um povo que se importava o suficiente com as coisas espirituais a ponto de se esforçar para adorar algo que eles nem conheciam, caso estivessem deixando de lado algum deus.

Eles estavam equivocados? Claro, mas isso poderia ser abordado. O importante no início era o fato de serem devotos em relação ao que compreendiam. Paulo reconheceu que o Espírito Santo poderia trabalhar com esse tema e então o explorou. Ele havia encontrado um ponto de discussão que despertaria o interesse deles.

Que pontes e pontos de contato abririam oportunidades para uma conversa mais profunda sobre Deus com outras pessoas com as quais você se relaciona?

Terça-feira, 05 de dezembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Paulo no Areópago

Lições da Bíblia1

Visto que tinha recebido uma missão de Deus, não importava onde Paulo estivesse, ele pregava o evangelho. Foi exatamente isso que procurou fazer em Atenas.

2. Leia Atos 17:18-21. De quais diferentes maneiras os pagãos na praça reagiram ao discurso e questionamento de Paulo?

Atos 17:18-21 (NAA)2: “18 E alguns dos filósofos epicureus e estoicos discutiam com ele, havendo quem perguntasse: — Que quer dizer esse tagarela? Outros diziam: — Parece pregador de deuses estranhos. Diziam isso porque Paulo pregava Jesus e a ressurreição. 19 Então, tomando-o consigo, levaram-no ao Areópago, dizendo: — Podemos saber que nova doutrina é essa que você ensina? 20 Pois você nos traz aos ouvidos coisas estranhas e queremos saber o que vem a ser isso. 21 Acontece que todos os de Atenas e os estrangeiros residentes não se ocupavam com outra coisa senão dizer ou ouvir as últimas novidades.

Os “deuses estranhos” de Paulo impressionaram as pessoas (At 17:18). Por isso, elas o levaram ao Areópago, local da cidade onde questões legais e religiosas eram julgadas, embora Paulo não tenha enfrentado algum juízo legal. Era justo, ao que parecia, dar a ele e a sua “nova doutrina” (At 17:19) uma audiência. Seria difícil ignorar alguém com a eloquência de Paulo, mesmo promovendo ideias estranhas.

Atos 17:21 diz que os atenienses não faziam nada além de dizer e ouvir novidades. Lucas estava acusando-os de inércia? Possivelmente não. É provável que estivesse mostrando que eles eram pensadores e debatedores experientes. Afinal, dos gregos vieram Sócrates, Platão e Aristóteles, filósofos cuja influência chegou até nossos dias. Durante séculos, Atenas foi vista como o centro intelectual e filosófico. Embora alguns desses pensadores não fossem ateus, no sentido que consideramos o ateísmo no presente, muitas de suas ideias filosóficas eram radicalmente diferentes dos ensinamentos do cristianismo. É difícil, por exemplo, encontrar um lugar na filosofia dos epicuristas e estoicos para algo como um Messias ressuscitado.

Em Atenas, Paulo esperava que o Espírito Santo usasse seus conhecimentos e habilidades de oratória, que ele havia adquirido em sua educação com Gamaliel. Mas o Espírito Santo usou ainda mais a percepção e o conhecimento que Paulo tinha adquirido nas ruas de Atenas. “Os mais sábios entre seus ouvintes ficaram admirados ao analisar sua argumentação. Ele mostrou estar familiarizado com suas obras de arte, literatura e religião” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 150).

Depois da experiência com pagãos e filósofos em Atenas, Paulo escreveu: “Porque decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e Este, crucificado” (1Co 2:2). Jesus deve estar no centro da mensagem ao buscarmos alcançar a todos?

Segunda-feira, 04 de dezembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Um hebreu em Atenas

Lições da Bíblia1

1. O que levou Paulo a Atenas e como reagiu ao que encontrou ali? At 17:1-16

1 Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, Paulo e Silas chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga dos judeus. 2 Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, discutiu com eles a respeito das Escrituras, 3 expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos. Paulo dizia: — Este Jesus, que eu anuncio a vocês, é o Cristo. 4 Alguns deles foram persuadidos e se juntaram a Paulo e Silas. O mesmo aconteceu com numerosa multidão de gregos piedosos e muitas mulheres importantes. 5 Os judeus, porém, movidos de inveja, trazendo consigo alguns homens maus dentre a malandragem, reuniram uma multidão e provocaram um tumulto na cidade. E, atacando de surpresa a casa de Jasom, procuravam trazer Paulo e Silas para o meio do povo. 6 Porém, não os encontrando, arrastaram Jasom e alguns irmãos diante das autoridades, gritando: — Estes que promovem tumulto em todo o mundo chegaram também aqui, 7 e Jasom os hospedou na casa dele. Todos estes agem contra os decretos de César, dizendo que existe outro rei, chamado Jesus. 8 Tanto a multidão como as autoridades ficaram agitadas ao ouvir estas palavras. 9Porém, depois de terem recebido deles a fiança estipulada, as autoridades soltaram Jasom e os outros. 10 E logo, durante a noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Bereia. Ali chegados, dirigiram-se à sinagoga dos judeus. 11 Ora, estes de Bereia eram mais nobres do que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. 12 Com isso, muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição social e muitos homens. 13 Mas, logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus era anunciada por Paulo também em Bereia, foram lá agitar e perturbar o povo. 14 Então os irmãos fizeram com que Paulo fosse imediatamente para os lados do mar. Porém Silas e Timóteo continuaram em Bereia. 15 Os responsáveis por Paulo levaram-no até Atenas e regressaram trazendo ordem a Silas e Timóteo para que fossem encontrá-lo o mais depressa possível.  16 Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade.

Atenas estava “cheia de ídolos” (At 17:16, NVI). Conhecendo a história de seu próprio povo e sua propensão à idolatria (apesar das advertências), Paulo indignou-se também com todos os ídolos que encontrou naquela cidade. O apóstolo teve compaixão pelos atenienses, que morreriam no pecado se não aprendessem sobre o verdadeiro Deus.

Nossas cidades ainda estão cheias de ídolos, embora sejam menos óbvios do que o que Paulo viu. E, infelizmente, muitos crentes são capazes de caminhar por uma cidade sem reagir minimamente aos seus ídolos. Paulo, porém, estava ligado o suficiente ao Espírito Santo para reagir. Diferentemente de outros crentes, que ainda não entendiam que o evangelho era para todo o mundo, Paulo sabia que Deus queria que os atenienses fossem salvos com todos os demais. Ele entendia que o conceito de missão global era levar o evangelho aos não alcançados, incluindo pagãos adoradores de ídolos, bem como os filósofos que enchiam as ruas de Atenas.

Portanto, Paulo frequentava a praça onde essas pessoas costumavam se encontrar. Podemos dizer que ele formou o primeiro Centro de Estudos de Missão Global, em que usava a praça para estudar e testar métodos para alcançar o coração e a mente daqueles pagãos.

Paulo sabia que não podia se aproximar dos atenienses da mesma forma que se aproximava dos judeus, ou mesmo dos gentios tementes a Deus. Aquelas eram pessoas cujo ponto de partida não era o Deus de Israel nem Suas obras entre a nação israelita. Embora esses conceitos e crenças fossem fundamentais para judeus e gentios tementes a Deus, não significavam nada para as pessoas que Paulo encontrou na praça ateniense. Por isso, seria necessária uma abordagem inteiramente nova.

Nós também vivemos situações em que buscamos alcançar pessoas cuja origem não tem nada em comum com a herança “judaico-cristã”. Por isso, como Paulo, precisamos fazer adaptações. Uma abordagem que funciona em Buenos Aires pode ser inútil em Bangkok.

Que tipo de ídolos as pessoas adoram em sua sociedade, e como você pode abrir os olhos delas para a inutilidade dessa prática?

Domingo, 03 de dezembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Missão em favor dos poderosos – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 125-130 (“O ministério em favor dos ricos”; Refletindo a Cristo [MM 1986, 19 de novembro], p. 329 (“A escrava mostra interesse por Naamã”).

Jesus ama os pobres e os ricos. Ele morreu por príncipes e por indigentes e conhecia a maneira mais eficaz de alcançar o coração. Ele advertiu: “É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus” (Mc 10:25). Somos desafiados a alcançar pessoas poderosas com o evangelho de Cristo. Elas precisam tanto de salvação quanto qualquer pessoa, mesmo que, infelizmente, não percebam isso por causa da “segurança” que acreditam que sua riqueza ofereça.

“Muito se diz quanto ao nosso dever para com os pobres negligenciados. Não se deveria, porém, dar alguma atenção aos negligenciados ricos? Muitos consideram essa classe um caso perdido […]. Milhares de ricos têm baixado ao túmulo inadvertidos. Mas, por mais indiferentes que pareçam, muitos entre eles são almas oprimidas” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver [CPB, 2021], p. 125).

Perguntas para consideração

Jesus quebrou barreiras de castas e classes ao ministrar aos ricos e aos pobres. Como abordar a questão da lacuna entre ricos e pobres, tão arraigada na sociedade?

Jesus disse: “O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém as preocupações deste mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera” (Mt 13:22). O que Jesus quis dizer com “fascinação das riquezas”? Somente os ricos ficam fascinados pelas riquezas?

Conhecer a verdade não é o mesmo que ser salvo por ela. É importante saber a diferença entre as duas coisas? Se conhecer a verdade não salva, o que nos salva?

Por quais razões o jovem rico rejeitou Jesus ao passo que Zaqueu O aceitou?

Sexta-feira, 01 de dezembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Missão junto aos poderosos

Lições da Bíblia1

Jesus sabia como fazer amizade com os poderosos. Ele era admirado e respeitado por muitas dessas pessoas e, ao mesmo tempo, também era desprezado por muitos. As pessoas poderosas que foram a Jesus em busca de ajuda sentiram que Ele Se importava com elas. Além disso, muitos dos ricos e poderosos não foram abertamente a Jesus de imediato; eles esperaram até que tivessem certeza de que Jesus era verdadeiramente o Filho de Deus. Foi assim com Nicodemos e com José de Arimateia.

7. Leia Mateus 27:57-60 (ver também Mc 15:43-47; Lc 23:50-53; Jo 19:38-42). Como o Senhor usou um homem rico que havia sido impactado?

Mateus 27:57-60 (NAA)2: “57 Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus. 58 Este foi até Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que o corpo lhe fosse entregue. 59 E José, levando o corpo, envolveu-o num lençol limpo de linho 60 e o depositou no seu túmulo novo, que ele tinha mandado abrir na rocha; e, rolando uma grande pedra para a entrada do túmulo, foi embora.

Mc 15:43-47 (NAA)2: “43 José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se ousadamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44 Mas Pilatos admirou-se de que ele já tivesse morrido. E, tendo chamado o centurião, perguntou-lhe se havia muito que Jesus tinha morrido. 45 Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José. 46 Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o num lençol que tinha comprado e o depositou num túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo. 47 Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto.”

Lc 23:50-53 (NAA)2: “50 E eis que havia um homem, chamado José, membro do Sinédrio, homem bom e justo, 51 que não tinha concordado com o plano e a ação dos outros; era natural de Arimateia, cidade dos judeus, e esperava o Reino de Deus. 52 Ele foi até Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. 53 E, tirando-o da cruz, envolveu-o num lençol de linho e o depositou num túmulo aberto numa rocha, onde ninguém havia sido sepultado ainda.

Jo 19:38-42 (NAA)2: “38 Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesusainda que em segredo, porque tinha medo dos judeus —, pediu a Pilatos permissão para tirar o corpo de Jesus. E Pilatos deu permissão. Então José de Arimateia foi e retirou o corpo de Jesus. 39 E Nicodemos, aquele que anteriormente tinha ido falar com Jesus à noite, também foi, levando cerca de trinta e cinco quilos de um composto de mirra e aloés. 40 Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com os óleos aromáticos, como é costume entre os judeus na preparação para o sepultamento. 41 No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim; neste jardim havia um túmulo novo, no qual ninguém ainda tinha sido colocado. 42 Ali, por causa da preparação dos judeus e porque o túmulo ficava perto, colocaram o corpo de Jesus.”

Até esse momento, não ouvimos nada de José de Arimateia. De repente, esse homem rico aparece, quase do nada, e é usado para o cumprimento da profecia. Deus usou e continuará a usar os ricos para Seus propósitos. Por isso, no cumprimento da missão, a igreja deve alcançá-los também.

Nessa obra, o primeiro desafio é fazer amizade com pessoas poderosas. Permita que Deus dirija os encontros com tais pessoas. Jesus fez isso; elas se tornaram testemunhas de Sua mensagem, cura e poder. Elas foram convencidas “nos bastidores” de que Ele era o Filho de Deus.

Pessoas poderosas procurarão associar-se com o ministério genuíno por uma série de razões. Elas querem fazer parte de algo bom que está mudando a vida das pessoas. Elas sabem que o envolvimento com essa obra pode mudar também a vida delas. Essa é a maneira sutil pela qual ricos e poderosos podem obter a ajuda de que precisam sem divulgar publicamente suas necessidades.

Uma outra etapa é começar um ministério genuíno como uma avenida pela qual ricos e poderosos participem do serviço de Deus. Reserve algum tempo para investir na vida dos ricos e poderosos em sua sociedade.

Desafio: Adicione à sua lista de oração diária algum incrédulo que esteja em posição de poder, alguém com quem você possa entrar em contato.

Desafie-se: Envie uma carta ou e-mail para alguém em posição de poder – mesmo que você nunca tenha visto essa pessoa – e diga que está orando por ela.

Quinta-feira, 30 de novembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Missão junto aos ricos

Lições da Bíblica1

5. Leia Mateus 19:16-22. Que lições podemos aprender com essa história, em que, em contraste com a de Nicodemos, a pessoa não aceitou Jesus?

Mateus 19:16-22 (NAA)2: “16 E eis que alguém, aproximando-se de Jesus, lhe perguntou: — Mestre, que farei de bom para alcançar a vida eterna? 17 Jesus respondeu: — Por que você me pergunta a respeito do que é bom? Bom só existe um. Mas, se você quer entrar na vida, guarde os mandamentos. 18 E ele lhe perguntou: — Quais? Jesus respondeu: — ‘Não mate, não cometa adultério, não furte, não dê falso testemunho; 19 honre o seu pai e a sua mãe e ame o seu próximo como você ama a si mesmo.’ 20 O jovem disse: — Tudo isso tenho observado. O que me falta ainda? 21 Jesus respondeu: — Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens, dê o dinheiro aos pobres e você terá um tesouro nos céus; depois, venha e siga-me. 22 Mas o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.

A interação de Jesus com o jovem governante rico mostra que a riqueza pode ser uma armadilha muito perigosa. Observe as palavras: “E ainda lhes digo que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus” (Mt 19:24). É claro que isso não significa que os ricos não possam ser salvos. Significa apenas que, se essas pessoas não forem cuidadosas, suas riquezas podem ser um impedimento para a salvação.

No fim, ricos e pobres têm o mesmo destino: a sepultura. Isso significa que os ricos necessitam tão desesperadamente da salvação quanto qualquer outra pessoa. A despeito do que o dinheiro possa comprar, ele não pode isentar ninguém da morte. Essa isenção acontece apenas como um presente, oferecido gratuitamente por Jesus a quem quer que a reivindique pela fé. “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11:25).

6. Leia Lucas 19:1-10. O que fez a diferença nessa história, em contraste com a do jovem rico?

Lucas 19:1-10 (NAA)2: “1 Entrando em Jericó, Jesus atravessava a cidade. 2 Eis que um homem rico, chamado Zaqueu, chefe dos publicanos, 3 procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. 4 Então, correndo adiante, subiu num sicômoro a fim de ver Jesus, porque ele havia de passar por ali. 5 Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse: — Zaqueu, desça depressa, porque hoje preciso ficar na sua casa. 6 Zaqueu desceu depressa e o recebeu com alegria. 7 Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que Jesus tinha se hospedado com um homem pecador. 8 Zaqueu, por sua vez, se levantou e disse ao Senhor: — Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguma coisa de alguém, vou restituir quatro vezes mais. 9 Então Jesus lhe disse: — Hoje houve salvação nesta casa, pois também este é filho de Abraão. 10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.

Zaqueu respondeu a Jesus de um modo que, infelizmente, o jovem rico não fez. Observe que Jesus não disse a Zaqueu para vender o que tinha e dar aos pobres, como fez com o jovem rico. Certamente Jesus sabia quanto o jovem rico estava ligado ao dinheiro, e foi por isso que Jesus disse que ele devia tomar aquela atitude de renúncia. Em contrapartida, embora não saibamos tudo o que foi falado quando Jesus esteve na casa de Zaqueu, ele foi convencido por Jesus e sabia que tinha que fazer algumas mudanças em sua vida, principalmente no que se referia à sua riqueza.

“De que adiantará uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que ndará uma pessoa em troca de sua alma?” (Mt 16:26). O que essas palavras devem dizer a todos nós?

Quarta-feira, 29 de novembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Testemunhando aos eruditos: Nicodemos

Lições da Bíblia1

Nicodemos era culto. A Bíblia o descreve como um dos principais dos judeus (Jo 3:1). Jesus Se referiu a ele como mestre de Israel (Jo 3:10). Ele tinha boa compreensão da Bíblia e fome espiritual do Senhor. Da perspectiva humana, ele parecia um seguidor de Deus, pois guardava todos os mandamentos e era um líder respeitado. Ele era poderoso e rico. Muitos consideram isso como sinal de que Deus o havia abençoado. No entanto, essas condições não passavam de aparências superficiais.

3. Leia João 3:1-12. O que essa história revela sobre as necessidades espirituais de Nicodemos e sobre como Jesus as abordou?

João 3:1-12 (NAA)2: “1 Havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. 2 Este, de noite, foi até Jesus e lhe disse: — Rabi, sabemos que o senhor é Mestre vindo da parte de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que o senhor faz, se Deus não estiver com ele. 3 Jesus respondeu: — Em verdade, em verdade lhe digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus. 4 Nicodemos perguntou: — Como pode um homem nascer, sendo velho? Será que pode voltar ao ventre materno e nascer uma segunda vez? 5 Jesus respondeu: — Em verdade, em verdade lhe digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. 6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. 7 Não fique admirado por eu dizer: “Vocês precisam nascer de novo.” 8 O vento sopra onde quer, você ouve o barulho que ele faz, mas não sabe de onde ele vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito. 9 Então Nicodemos perguntou: — Como pode ser isso? Jesus respondeu: 10 — Você é mestre em Israel e não compreende estas coisas? 11 Em verdade, em verdade lhe digo que nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vocês não aceitam o nosso testemunho. 12 Se vocês não creem quando falo sobre coisas terrenas, como crerão se eu lhes falar sobre as celestiais?”

Quando Nicodemos foi a Jesus, ele tentou manter as aparências e sua condição atual. Mas Deus conhecia o seu coração. Da mesma forma, Ele conhece o coração e as necessidades de todos os ricos e poderosos, independentemente de sua origem. Nicodemos foi a Jesus porque os ensinos do Mestre o tinham convencido. Seu orgulho o impediu de confessar abertamente Jesus como Senhor, mas aquela noite o transformou para sempre. Mesmo depois de estar convencido de que Jesus foi enviado por Deus, ele ainda não assumia publicamente que era seguidor de Jesus Cristo.

4. Leia João 7:43-52; 19:39. O que esses textos nos dizem sobre Nicodemos e Jesus?

43 Assim, houve divisão entre o povo por causa dele. 44 Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos. As autoridades não creem 45 Os guardas voltaram à presença dos principais sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram: — Por que vocês não o trouxeram? 46 Eles responderam: — Jamais alguém falou como este homem. 47 Os fariseus disseram aos guardas: — Será que também vocês foram enganados? 48 Por acaso alguma das autoridades ou algum dos fariseus creu nele? 49 Mas esse povo que nada sabe da lei é maldito. 50 Nicodemos, um deles, que antes tinha ido conversar com Jesus, perguntou-lhes: 51 — Será que a nossa lei condena um homem sem primeiro ouvi-lo e saber o que ele fez? 52 Eles responderam: — Por acaso também você é da Galileia? Examine e verá que da Galileia não se levanta profeta.”

Podemos ver nesses versos que Nicodemos tinha sido claramente impactado por Jesus, tanto que procurou protegê-Lo quando Jesus estava vivo e, em seguida, O honrou em Sua morte. Sem dúvida, o Senhor havia alcançado Nicodemos, que, apesar de seu conhecimento e sabedoria, tinha uma grande necessidade do Salvador, assim como todos nós temos.

Por que devemos ter cuidado com a armadilha de pensar que, porque “temos a verdade”, o conhecimento dela por si só é suficiente para nos salvar? Pessoas com conhecimento mais do que suficiente para serem salvas, mesmo sobre as três mensagens angélicas, poderão se perder?

Terça-feira, 28 de novembro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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