Se Tu, Senhor, observares iniquidades

Lições da Bíblia1

4. Leia o Salmo 130. Como a gravidade do pecado e a esperança para os pecadores são retratadas?

Salmo 130 (NAA)2: “1 Das profundezas clamo a ti, Senhor. 2 Escuta, Senhor, a minha voz; estejam alertas os teus ouvidos às minhas súplicas. 3 Se tu, Senhor, observares iniquidades, quem, Senhor, poderá escapar? 4 Mas contigo está o perdão, para que sejas temido. 5 Aguardo o Senhor, a minha alma o aguarda; eu espero na sua palavra. 6 A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas anseiam pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã, 7 espere Israel no Senhor, pois no Senhor há misericórdia; nele, temos ampla redenção. 8 É ele quem redime Israel de todas as suas iniquidades.

A grande aflição do salmista estava relacionada aos seus próprios pecados e aos pecados de seu povo (Sl 130:3, 8). Os pecados do povo eram tão graves que ameaçavam separá-lo de Deus para sempre (Sl 130:3). As Escrituras mencionam registros de pecados sendo guardados para o Dia do Juízo (Dn 7:10; Ap 20:12) e nomes de pecadores sendo removidos do livro da vida (Êx 32:32; Sl 69:28; Ap 13:8). O salmista apelou a Deus pelo perdão que erradicaria o registro dos seus pecados (Sl 51:1, 9; Jr 31:34; Mq 7:19). Ele sabia que “Deus não está irado por natureza. Seu amor é eterno. Sua ‘ira’ é despertada apenas pela falha do homem em apreciar Seu amor. O propósito de Sua ira não é ferir, mas curar o homem; não é destruir, mas salvar o Seu povo da aliança” (Os 6:1, 2; Hans K. LaRondelle, Deliverance in the Psalms [Berrien Springs, MI: First Impressions, 1983], p. 180, 181). Notavelmente, é a prontidão divina em perdoar pecados, não em puni-los, que inspira reverência a Deus (Sl 130:4; Rm 2:4). A adoração genuína fundamenta-se na admiração do caráter amoroso de Deus, não no medo da punição.

Os filhos de Deus são chamados a esperar no Senhor (Sl 27:14; 37:34). O hebraico qawah, “esperar”, significa literalmente “esticar” e é a raiz da palavra hebraica para “esperança”. Assim, esperar no Senhor não é entregar-se passivamente a circunstâncias miseráveis, mas um “esticar-se” esperançoso ou aguardar ansiosamente a intervenção do Senhor. A esperança do salmista não estava fundamentada em seu otimismo, mas na Palavra de Deus (Sl 130:5). Esperar fielmente no Senhor não é em vão, pois, depois da noite escura, chega a manhã da libertação divina.

Veja como o apelo pessoal do salmista se tornou o de toda a comunidade (Sl 130:7, 8). O bem-estar do indivíduo é inseparável do bem-estar de todo o povo. Assim, não se ora apenas por si mesmo, mas pela comunidade. Como crentes, somos parte de uma comunidade, e o que impacta uma parte da comunidade afeta a todos.

“Se Tu, Senhor, observares iniquidades, quem, Senhor, poderá escapar?” (Sl 130:3). O que esse texto significa? O que seria de nós se Deus observasse nossas iniquidades?

Terça-feira, 13 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Crie em mim um coração puro

Lições da Bíblia1

2. Leia Salmo 51:1-5. Por que o salmista apelou à misericórdia divina?

Salmo 51:1-5 (NAA)2: “1 Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. 2 Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. 3 Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mau aos teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. 5 Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu a minha mãe.”

O rei Davi derramou o coração diante do Senhor, pedindo o perdão dos pecados nos momentos espiritualmente mais sombrios de sua vida (2Sm 12). O perdão é o dom extraordinário da graça de Deus, o resultado da “multidão das Tuas misericórdias” (Sl 51:1). O rei Davi apelou ao Senhor que não o tratasse de acordo com o que seu pecado merecia (Sl 103:10), mas segundo o caráter divino, ou seja, segundo a misericórdia, fidelidade e compaixão de Deus (Sl 51:1; Êx 34:6, 7).

3. Leia Salmo 51:6-19. Como o perdão dos pecados é retratado aqui? Qual é o objetivo do perdão divino?

Salmo 51:6-19 (NAA)2: “6 Eis que te agradas da verdade no íntimo e no oculto me fazes conhecer a sabedoria. 7 Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve.Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que exultem os ossos que esmagaste. 9 Esconde o teu rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades. 10 Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. 11 Não me lances fora da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito. 12 Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário. 13 Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores se converterão a ti. 14 Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua exaltará a tua justiça. 15 Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará o teu louvor. 16 Pois não te agradas de sacrifícios; do contrário, eu os ofereceria; e não tens prazer em holocaustos. 17 Sacrifício agradável a Deus é o espírito quebrantado; coração quebrantado e contrito, não o desprezarás, ó Deus. 18 Faze bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica as muralhas de Jerusalém. 19 Então te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; e sobre o teu altar serão oferecidos novilhos.”

O perdão divino envolve mais do que uma proclamação legal de inocência. Produz uma mudança profunda, que alcança o íntimo do eu humano (Sl 51:6; Hb 4:12). Produz uma nova criação (Sl 51:10; Jo 3:3-8). O verbo hebraico bara’, traduzido como “criar”, retrata o poder criativo divino (Gn 1:1). Só Deus pode bara’; somente Deus pode produzir uma mudança radical e duradoura no coração da pessoa arrependida (2Co 4:6).

Davi pediu que Deus o purificasse com hissopo (Lv 14:2-8; Sl 51:7). Ele sentia que sua culpa o mantinha banido da presença do Senhor, da mesma forma que o leproso era banido da comunidade enquanto estivesse impuro (Sl 51:11). Ele temia que os sacrifícios não pudessem restaurá-lo plenamente, pois não havia sacrifício que fosse capaz de expiar seus pecados premeditados de adultério e assassinato (Êx 21:14; Lv 20:10).

Somente a graça divina incondicional poderia aceitar o “coração quebrantado e contrito” de Davi como sacrifício e restaurá-lo de volta à harmonia com Deus (Sl 51:16, 17). Ao pedir purificação com hissopo, ele desejava voltar à presença divina.

Se Deus perdoou Davi por adultério, engano e assassinato, há esperança para você, seja qual for a sua situação diante de Deus?

Segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Sua misericórdia dura para sempre

Lições da Bíblia1

1. Leia o Salmo 136. Qual é a ideia predominante nesse Salmo? Onde o salmista encontra evidências para suas afirmações?

Salmo 136 (NAA)2: “1 Deem graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre. 2 Deem graças ao Deus dos deuses, porque a sua misericórdia dura para sempre. 3 Deem graças ao Senhor dos senhores, porque a sua misericórdia dura para sempre.

4 Ao único que opera grandes maravilhas, porque a sua misericórdia dura para sempre. 5 Àquele que com entendimento fez os céus, porque a sua misericórdia dura para sempre. 6 Àquele que estendeu a terra sobre as águas, porque a sua misericórdia dura para sempre. 7 Àquele que fez os grandes luzeiros, porque a sua misericórdia dura para sempre. 8 Fez o sol para presidir o dia, porque a sua misericórdia dura para sempre. 9 Fez a lua e as estrelas para presidirem a noite, porque a sua misericórdia dura para sempre.

10 Àquele que matou os primogênitos do Egito, porque a sua misericórdia dura para sempre. 11 E tirou Israel do meio deles, porque a sua misericórdia dura para sempre. 12 Ele os tirou com mão poderosa e braço estendido, porque a sua misericórdia dura para sempre. 13 Àquele que dividiu o mar Vermelho em duas partes, porque a sua misericórdia dura para sempre. 14 E fez Israel passar pelo meio dele, porque a sua misericórdia dura para sempre. 15 Mas lançou Faraó e o seu exército no mar Vermelho, porque a sua misericórdia dura para sempre. 16 Àquele que conduziu o seu povo pelo deserto, porque a sua misericórdia dura para sempre. 17 Àquele que matou reis poderosos, porque a sua misericórdia dura para sempre. 18 E tirou a vida de reis famosos, porque a sua misericórdia dura para sempre. 19 Matou Seom, rei dos amorreus, porque a sua misericórdia dura para sempre. 20 E matou Ogue, rei de Basã, porque a sua misericórdia dura para sempre. 21 E deu a terra deles em herança, porque a sua misericórdia dura para sempre. 22 Em herança a Israel, seu servo, porque a sua misericórdia dura para sempre.

23 Àquele que se lembrou de nós em nosso abatimento, porque a sua misericórdia dura para sempre. 24 E nos libertou dos nossos inimigos, porque a sua misericórdia dura para sempre. 25 Ele dá alimento a todos os seres vivos, porque a sua misericórdia dura para sempre. 26 Deem louvores ao Deus dos céus, porque a sua misericórdia dura para sempre.

O Salmo 136 chama os fiéis a louvar ao Senhor por Sua misericórdia revelada na criação (Sl 136:4-9) e na história de Israel (Sl 136:10-22). “Misericórdia” (hebr. khesed, “constante amor”) transmite a bondade e lealdade divinas à criação e à Sua aliança com Israel, mostrando que o poder de Deus está fundamentado em Seu amor. “Deus dos deuses” e “Senhor dos senhores” são expressões hebraicas que significam “o Deus maior” (Sl 136:1-3), não que existam outros, mas que Ele é único.

As grandes maravilhas do Senhor, que não podem ser reproduzidas por mais ninguém, são a demonstração inegável de Seu domínio (Sl 136:4). Deus criou os céus, a Terra e os corpos celestes, que são adorados pelos pagãos (Dt 4:19). Os salmos, no entanto, removem a autoridade dos deuses pagãos e, por extensão, de toda fonte de confiança com base no ser humano. Eles são meros produtos da criação; são apenas coisas criadas – não o Criador, uma distinção crucial.

A imagem da mão forte e do braço estendido do Senhor (Sl 136:12) enfatiza a eficácia do poder divino e o domínio de longo alcance de Sua misericórdia.

A misericórdia de Deus na criação e na história deve inspirar Seu povo a confiar Nele e a permanecer fiel à Sua aliança. O refrão “porque a Sua misericórdia dura para sempre” é repetido 26 vezes no Salmo 136, dando aos adoradores a certeza de que o Senhor não muda e repetirá Seus favores passados a cada nova geração. Deus Se lembra de Seu povo (Sl 136:23) e é fiel à Sua aliança de graça. A crença na misericórdia duradoura do Senhor está no centro da fé bíblica, que inclui adoração alegre e confiança, bem como serenidade e arrependimento.

O Salmo 136 (v. 23-25) termina com o cuidado universal de Deus com o mundo. A misericórdia divina se estende não apenas a Israel, mas a toda a criação. O salmo, portanto, fala da universalidade da graça salvadora e exorta o mundo inteiro a se juntar ao louvor de Israel ao Senhor (veja também Lc 2:10; Jo 3:16; At 15:17).

Lc 2:10 (NAA)2: “O anjo, porém, lhes disse: — Não tenham medo! Estou aqui para lhes trazer boa-nova de grande alegria, que será para todo o povo:”

Jo 3:16 (NAA)2: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

At 15:17 (NAA)2: “Para que o restante da humanidade busque o Senhor, juntamente com todos os gentios sobre os quais tem sido invocado o meu nome,”

A imagem de Jesus na cruz, morrendo pelos nossos pecados, como nosso Substituto, revela mais poderosamente que “Sua misericórdia dura para sempre”?

Domingo, 11 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Sua misericórdia se eleva até os céus

Lições da Bíblia1

“Eu Te darei graças entre os povos; cantarei louvores a Ti entre as nações. Pois a Tua misericórdia se eleva até os céus, e a Tua fidelidade, até as nuvens” (Sl 57:9, 10).

Os salmistas estavam cientes de que eram espiritualmente pobres e não tinham nada de bom a oferecer a Deus; isto é, não tinham nada em si mesmos que os tornasse aceitáveis perante o santo trono de Deus (Sl 40:17). Entendiam que necessitavam da graça divina, assim como todos nós necessitamos dela. Em suma, precisavam do evangelho.

Os salmos enfatizam o fato de que somos totalmente dependentes da misericórdia divina. Felizmente, a misericórdia de Deus é eterna, como evidenciado tanto na criação quanto na história do povo de Deus (Sl 136). Diante do Deus eterno, a vida humana é tão transitória quanto a relva, mas Ele Se compadece do ser humano, renova sua força (Sl 103:3, 5, 15), e Nele temos a promessa da eternidade.

O povo de Deus se consola com o fato de que o Senhor é fiel à Sua aliança. Os apelos do povo, não importando a urgência deles, são muitas vezes cheios de esperança, pois são direcionados ao seu compassivo Pai celestial (Sl 103:13; 68:5; 89:26). Novas experiências da graça e do amor de Deus fortalecem a determinação dele em adorar e servir a Deus e a ninguém ou a nada mais.

Sábado, 10 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Eu Me levantarei – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 10-15, 24-28 (“As bem-aventuranças”). Os salmos são protestos contra a indiferença à injustiça; são uma recusa em aceitar o mal. Eles não são motivados por desejo de vingança, mas por um zelo em glorificar o nome de Deus. É apropriado que os justos se regozijem quando virem a vingança divina contra o mal, porque assim o nome de Deus e Sua justiça serão restaurados no mundo (Sl 58:10, 11). Os salmos compelem as pessoas a erguer a voz contra o mal e a buscar a vinda do reino de Deus em sua plenitude. Nos salmos, recebemos a certeza do conforto e libertação divinos. O Senhor Se levantará!

“‘Quando, por Minha causa, os insultarem e os perseguirem’, […] ‘alegrem-se e exultem’ (Mt 5:11, 12). E apontou aos Seus ouvintes, ‘como exemplo de sofrimento e de paciência’ (Tg 5:10), os profetas que falaram em nome do Senhor. Abel, o primeiro cristão dos filhos de Adão, morreu como mártir. Enoque andou com Deus, e o mundo não o conheceu. Noé foi escarnecido como fanático e alarmista. ‘Outros, por sua vez, passaram pela prova de zombarias e açoites, [e] até de algemas e prisões’. E ‘alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição’” (Hb 11:36, 35; Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo [CPB, 2022], p. 27). Perguntas para consideração 1. A existência do mal leva alguns a perguntar se o Senhor realmente reina. Como cultivar a fé que resiste sob a tentação? Em que devemos nos concentrar para manter a fé no amor e no poder de Deus? O que a cruz nos diz sobre o caráter de Deus? 2. Por que é importante não confiar nos meios humanos (líderes, instituições e movimentos sociais) como a sabedoria e a solução definitivas para a justiça no mundo, mas confiar unicamente na Palavra e no juízo divinos? 3. Quais são as implicações práticas da verdade de que o santuário é o lugar do juízo? 4. Como entender a linguagem dura de alguns salmos? Essa linguagem nos ajuda a nos relacionarmos com a humanidade daqueles que os escreveram?

Sexta-feira, 09 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O juízo do Senhor e o santuário

Lições da Bíblia1

5. Leia os Salmos 96:6-10; 99:1-4; 132:7-9, 13-18. Onde acontece o juízo divino e quais são as implicações disso para nós? Como o santuário nos ajuda a entender como Deus lidará com o mal?

Sl 96:6-10 (NAA)2: “6 Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário. 7 Deem ao Senhor, ó famílias dos povos, deem ao Senhor glória e força.Deem ao Senhor a glória devida ao seu nome; tragam ofertas e entrem nos seus átrios. Adorem o Senhor na beleza da sua santidade; tremam diante dele, todas as terras. 10 Digam entre as nações: ‘Reina o Senhor.’ Ele firmou o mundo para que não se abale e julga os povos com justiça.”

Sl 99:1-4 (NAA)2: “1 Reina o Senhor; tremam os povos. Ele está entronizado acima dos querubins; abale-se a terra. 2 O Senhor é grande em Sião e está exaltado acima de todos os povos. 3 Celebrem eles o teu nome grande e tremendo, porque é santo. 4 És rei poderoso que ama a justiça; tu estabeleces o direito, executas o juízo e a justiça em Jacó.

Sl 132:7-9, 13-18 (NAA)2: “7 Entremos na sua morada, adoremos diante do estrado de seus pés. 8 Levanta-te, Senhor, e entra no lugar do teu repouso, tu e a arca do teu poder. 9 Vistam-se de justiça os teus sacerdotes, e exultem os teus fiéis. […] 13 Pois o Senhor escolheu Sião, preferiu-a por sua morada, dizendo: 14 ‘Este é para sempre o lugar do meu repouso; aqui habitarei, pois este é o meu desejo. 15 Abençoarei com abundância o seu mantimento e de pão fartarei os seus pobres. 16 Vestirei de salvação os seus sacerdotes, e de júbilo exultarão os seus fiéis. 17 Ali, farei brotar o poder de Davi; preparei uma lâmpada para o meu ungido.  18 Cobrirei de vexame os seus inimigos, mas sobre ele brilhará a sua coroa.’”

O juízo divino está intimamente relacionado ao santuário, o qual era o ambiente onde a compreensão do salmista acerca do problema do mal se transformava (Sl 73:17-20). O santuário era o local designado para o juízo divino, conforme indicado pelo juízo do Urim (Nm 27:21) e pelo peitoral do juízo do sumo sacerdote (Êx 28:15, 28-30). Assim, muitos salmos retratam Deus em Seu trono no santuário pronto para julgar o mundo por seu pecado e maldade. No santuário, o plano da salvação foi revelado. No paganismo, o pecado era entendido principalmente como uma mancha física, a ser eliminada por ritos mágicos. Em contraste, a Bíblia apresenta o pecado como violação da lei moral. A santidade de Deus significa que Ele ama a justiça e a retidão. Da mesma forma, os fiéis devem buscar a justiça e a retidão e devem adorá-Lo em Sua santidade. Para isso, devem guardar a lei de Deus, que é uma expressão de Sua santidade.

O santuário é o lugar do perdão dos pecados e da restauração da justiça, conforme indica o propiciatório do trono de Deus e os “sacrifícios de justiça” (Dt 33:19; Sl 4:5).

No entanto, o “Deus perdoador” Se vinga das ações perversas dos impenitentes (Sl 99:8). O santuário é o lugar do juízo divino. As implicações práticas disso se veem na constante consciência da santidade de Deus e nas exigências de uma vida justa de acordo com os requisitos da aliança divina.

O juízo do Senhor a partir de Sião resulta no bem-estar dos justos e na derrota dos iníquos (Sl 132:13-18). O santuário nutria as expectativas jubilosas da vinda do Senhor como Juiz, especialmente durante o Dia da Expiação. Da mesma forma, os salmos fortalecem a certeza da chegada iminente do Juiz divino (Sl 96:13; 98:9), a saber, Jesus Cristo no santuário celestial (Ap 11:15-19).

O que Cristo está fazendo no santuário celestial é boa notícia para nós? (Rm 8:34)

Rm 8:34 “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.”

Quinta-feira, 08 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Derrame Sua indignação

Lições da Bíblia1

4. Leia os Salmos 58:6-8; 69:22-28; 83:9-17; 94:1, 2; 137:7-9. Que sentimentos esses textos transmitem? Quem é o agente de juízo nesses salmos?

Sl 58:6-8 (NAA)2: “6 Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca; arranca, Senhor, as presas dos leõezinhos. 7 Que eles desapareçam como as águas que se escoam; ao dispararem flechas, que elas se despedacem. 8 Sejam como a lesma, que se dilui ao passar; como o aborto de mulher, que nunca vejam a luz do sol.

Sl 69:22-28 (NAA)2: “22 Que a mesa deles se torne em laço diante deles, e a prosperidade, em armadilha. 23 Que os olhos deles se escureçam, para que não vejam; e faze com que as suas costas não parem de tremer. 24 Derrama sobre eles a tua indignação, e que o furor da tua ira os alcance. 25 Fique deserta a sua morada, e não haja quem habite nas suas tendas. 26 Pois perseguem a quem tu feriste e ficam falando sobre as dores daqueles a quem golpeaste. 27 Soma-lhes iniquidade à iniquidade, e que não tenham acesso à tua justiça. 28 Sejam riscados do Livro dos Vivos e não sejam incluídos na lista dos justos.”

Sl 83:9-17 (NAA)2: 9 Faze com eles como fizeste com Midiã, como fizeste com Sísera e com Jabim no ribeiro de Quisom; 10 eles foram destruídos em En-Dor e se tornaram adubo para a terra. 11 Sejam os seus nobres como Orebe e como Zeebe, e os seus príncipes, como Zeba e como Salmuna, 12 que disseram: “Vamos nos apoderar das habitações de Deus.” 13 Deus meu, faze-os como folhas impelidas por um redemoinho, como a palha que o vento leva. 14 Como o fogo devora um bosque e as chamas incendeiam os montes, 15 assim persegue-os com a tua tempestade e amedronta-os com o teu vendaval. 16 Cobre o rosto deles de vergonha, para que busquem o teu nome, Senhor. 17 Sejam envergonhados e confundidos para sempre; que pereçam em completa desgraça.

Sl 94:1, 2 (NAA)2: “1 Ó Senhor, Deus das vinganças, ó Deus das vinganças, resplandece. 2 Levanta-te, ó juiz da terra, e dá aos soberbos o castigo que eles merecem.

Sl 137:7-9 (NAA)2: “7 Contra os filhos de Edom, lembra-te, Senhor, do dia em que Jerusalém foi tomada, pois diziam: “Arrasem! Arrasem Jerusalém até os seus alicerces!” 8 Filha da Babilônia, você que será destruída, feliz aquele que lhe retribuir o mal que você nos fez. 9 Feliz aquele que pegar os seus filhos e esmagá-los contra a pedra.”

Alguns salmos suplicam a Deus que Se vingue de indivíduos e nações que pretendem prejudicar, ou que já prejudicaram, os salmistas ou seu povo. Esses salmos podem soar desconcertantes devido à sua linguagem dura e aparente discordância com o princípio bíblico de amar os inimigos (Mt 5:44). No entanto, a indignação do salmista diante da opressão é grande. Isso significa que ele considerava o certo e o errado bem mais a sério do que muitas pessoas. Ele se importa, ainda que demasiadamente, com o mal que é feito a si mesmo e aos outros.

No entanto, em lugar algum o salmista sugeriu ser o agente da vingança. Em vez disso, deixou a retribuição nas mãos de Deus. Os salmos evocam as maldições da aliança divina (Dt 27:9-16) e imploram a Deus que aja conforme prometeu.

Os salmos são proclamações proféticas sobre o juízo divino iminente; não são apenas orações do salmista. O Salmo 137 reflete os anúncios do juízo sobre Babilônia, como visto nos profetas. A devastação que os babilônios trouxeram para outras nações se voltaria contra eles. Os salmos advertem que o mal não ficará impune para sempre.

A retribuição divina é medida com justiça e graça. Os filhos de Deus são chamados a orar por aqueles que os maltratam e até mesmo a desejar a conversão deles (Sl 83:18; Jr 29:7).

Entretanto, ao procurar adequar esses salmos à norma de amor pelos inimigos, não devemos minimizar a agonia expressa neles. Deus reconhece o sofrimento de Seus filhos e lhes anima dizendo que “preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos” (Sl 116:15). O juízo divino compele o povo de Deus a levantar a voz contra o mal e buscar a vinda do reino de Deus. Os salmos também dão voz aos sofredores, fazendo-os saber que Deus está ciente de seu sofrimento e que um dia a justiça virá.

Você já teve pensamentos de vingança contra os que fizeram mal a você ou a seus queridos? Esses salmos ajudam a colocar esses sentimentos na perspectiva adequada?

Quarta-feira, 07 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Até quando julgarão injustamente

Lições da Bíblia1

O Senhor dotou os líderes de Israel de autoridade para manter a justiça (Sl 72:1-7, 12-14). Os reis deveriam exercer autoridade segundo a vontade divina. A preocupação central dos líderes devia ser garantir a paz e a justiça e cuidar dos desfavorecidos. Só então a terra e o povo prosperariam. O trono do rei se fortalece pela fidelidade a Deus, não pelo poder humano.

3. Leia o Salmo 82. O que acontece quando os líderes pervertem a justiça e oprimem aqueles aos quais são encarregados de proteger?

Salmo 82 (NAA)2: “1 Deus toma o seu lugar na congregação divina; no meio dos deuses, ele julga. 2 Até quando julgarão injustamente e tomarão partido pela causa dos ímpios? 3 Defendam o direito dos fracos e dos órfãos, façam justiça aos aflitos e desamparados. 4 Socorram os fracos e os necessitados, tirando-os das mãos dos ímpios. 5 “Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam. 6 Eu disse: ‘Vocês são deuses; todos vocês são filhos do Altíssimo. 7 Mas vocês morrerão como simples mortais, e, como qualquer dos príncipes, vocês sucumbirão.’” 8 Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois a ti pertencem todas as nações.”

No Salmo 82, Deus declara Seus juízos sobre os juízes corruptos de Israel. Os “deuses” (Sl 82:1, 6) não são deuses pagãos nem anjos, pois esses nunca foram encarregados de fazer justiça ao povo de Deus e, portanto, não poderiam ser julgados por não cumprir isso. As acusações listadas no Salmo 82:2-4 ecoam as leis da Torá, identificando os “deuses” como os líderes de Israel (Dt 1:16-18; 16:18-20; Jo 10:33-35). Deus questiona os “filhos dos homens”, se eles julgam com justiça, e anuncia sua punição, pois foram considerados injustos. Os líderes vagueiam nas trevas sem conhecimento (Sl 82:5), porque abandonaram a lei de Deus, a luz (Sl 119:105).

As Escrituras sustentam firmemente a visão de que o Senhor é o único Deus. Ele compartilha Seu governo no mundo com líderes humanos designados como Seus representantes (Rm 13:1). Quantas vezes, no entanto, esses representantes, no passado e no presente, perverteram a responsabilidade que lhes foi dada?

O Salmo 82 expõe de forma irônica a apostasia de alguns líderes que acreditavam ser “deuses” acima dos outros. Embora Deus tenha dado a autoridade e o privilégio aos líderes de serem chamados “filhos do Altíssimo” e de representá-Lo, Deus renunciou aos líderes maus e os lembrou de que eram mortais e estavam sujeitos às mesmas leis morais que todos. Ninguém está acima da lei de Deus (Sl 82:6-8).

Deus julgará o mundo. O povo de Deus também prestará contas a Ele. Os líderes e o povo devem imitar o exemplo do Juiz divino e colocar sua esperança Nele.

Você tem autoridade sobre os outros? Está exercendo essa autoridade com justiça?

Terça-feira, 06 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.