Os privilégios da adoção (Gl 4:5-7)

Lições da Bíblia

“Em Gálatas 4:5-7, Paulo desenvolveu o assunto, destacando que Cristo veio ao mundo para ‘resgatar os que estavam sob a lei’ (v. 4, 5). A palavra resgatar significa ‘comprar de volta’. Referia-se ao preço pago para comprar a liberdade de um refém ou escravo. Como esse contexto indica, a redenção implica um passado negativo: precisamos ser libertados.”1

“Do que, no entanto, precisamos ser libertados? O Novo Testamento apresenta quatro coisas, entre outras: (1) do diabo e de suas artimanhas (Hb 2:14, 15); (2) da morte (1Co 15:56, 57); (3) do poder do pecado que nos escraviza por natureza (Rm 6:22) e (4) da condenação da lei (Rm 3:19-24; Gl 3:13; 4:5).”1

“5. Qual propósito positivo Cristo alcançou para nós mediante a redenção que temos nEle? Leia os seguintes textos e assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso: Gl 4:5-7; Ef 1:5; Rm 8:15, 16, 23; 9:4, 5.”1

“5 para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. 6 E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! 7 De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus.” (Gálatas 4:5-7 ARA)2. “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,” (Efésios 1: ARA)2. “15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. 16 O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. […] 23 E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.” (Romanos 18:15, 16, 23 ARA)2. “4 São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas; 5 deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!” (Romanos 9:4-5 ARA)2.

A.( ) A garantia de que jamais pecaremos.
B.( ) A adoção de filhos.

Resposta sugestiva: F, V.

“Muitas vezes falamos sobre o que Cristo realizou por nós como ‘salvação’. Embora verdadeira, essa palavra não é tão vívida e descritiva quanto a palavra adoção (huiothesia), usada unicamente por Paulo. Embora Paulo seja o único autor do Novo Testamento a usar essa palavra, a adoção era um procedimento legal bem conhecido no mundo greco-romano. Vários imperadores romanos utilizaram a adoção como meio de escolher um sucessor, quando não tinham nenhum herdeiro legal. A adoção garantia, e ainda garante, uma série de privilégios: ‘(1) o filho adotivo se torna filho verdadeiro […] de seu adotante […]; (2) o adotante concorda em educar a criança de maneira adequada e suprir as necessidades de alimento e roupa; (3) o adotante não pode repudiar seu filho adotivo; (4) a criança não pode ser submetida à escravidão; (5) os pais naturais da criança não têm direito de reivindicá-la; (6) a adoção estabelece o direito à herança’ (Derek R. Moore-Crispin, Galatians 4:1-9: The Use and Abuse of Parallels [Gálatas 4:1-9: O Uso e o Abuso dos Paralelos], The Evangelical Quarterly [O Trimestral Evangélico], v. LXI/nº 3, 1989, p. 216).”1

“Se esses direitos são garantidos aqui na Terra, imagine quanto maiores são os privilégios que temos como filhos adotivos de Deus!”1

“Leia Gálatas 4:6 [‘E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!’]. Abba, do hebraico, era a palavra íntima que os ‘filhos’ utilizavam para se dirigir aos pais, como as palavras papai ou paizinho hoje. Jesus a usou em oração (Mc 14:36) e, como filhos de Deus, temos também o privilégio de chamar Deus de Abba. Você gosta desse tipo de proximidade com Deus? Se não, por quê? O que você pode mudar para ter essa intimidade?”1

Quarta-feira, 16 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

“Deus enviou Seu Filho” (Gl 4:4)

Lições da Bíblia

“Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4:4).

“Paulo escolheu a palavra ‘plenitude’ para indicar o papel ativo de Deus na realização de Seu propósito na história humana. Jesus não veio simplesmente em qualquer tempo, mas veio no momento exato que Deus tinha preparado. Sob a perspectiva histórica, esse tempo é conhecido como a Pax Romana (a paz romana), o período de dois séculos de relativa estabilidade e paz em todo o Império Romano. A conquista romana do mundo mediterrâneo trouxe paz, um idioma comum, meios de transporte favoráveis e uma cultura comum que facilitou a rápida propagação do evangelho. Da perspectiva bíblica, ela também marcou o tempo que Deus havia estabelecido para a vinda do Messias prometido (Dn 9:24-27).”1

“4. Por que Cristo teve que assumir nossa humanidade a fim de nos redimir? Jo 1:14; Gl 4:4, 5; Rm 8:3, 4; 2Co 5:21; Fp 2:5-8; Hb 2:14-18; 4:14, 15”1

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:14 ARA)2. “4 vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, 5 para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.” (Gálatas 4:4, 5 ARA)2. “3 Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, 4 a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Romanos 8:3, 4 ARA)2. “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:21 ARA)2. “5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6 pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; 7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, 8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” (Filipenses 2:5-8 ARA)2. “14 Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, 15 e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. 16 Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão. 17 Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. 18 Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.” (Hebreus 2:14-18 ARA)2. “14 Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. 15 Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.” (Hebreus 4:14-15 ARA)2.

“Gálatas 4:4, 5 contém um dos relatos mais sucintos do evangelho nas Escrituras. A entrada de Jesus na história humana não foi acidente. ‘Deus enviou Seu Filho’. Em outras palavras, Deus tomou a iniciativa da nossa salvação.”1

“Nessas palavras também está implícita a crença cristã fundamental da eterna divindade de Cristo (Jo 1:1-3, 18; Fp 2:5-9; Cl 1:15-17). Deus não enviou um mensageiro celestial. Ele veio pessoalmente.”1

“Mesmo sendo o divino e preexistente Filho de Deus, Jesus também foi ‘nascido de mulher’. Embora o nascimento virginal esteja implícito nessa frase, ele confirma mais especificamente Sua genuína humanidade.”1

“A frase ‘nascido sob a lei’ aponta não apenas para a herança judaica de Jesus, mas também inclui o fato de que Ele sofreu a nossa condenação.”1

“Era necessário que Cristo assumisse nossa humanidade porque não podería­mos nos salvar por nós mesmos. Unindo Sua natureza divina à nossa natureza humana caída, Cristo Se qualificou legalmente para ser nosso substituto, Salvador e Sumo Sacerdote. Como o segundo Adão, Ele veio ao mundo para reivindicar tudo que o primeiro Adão havia perdido por sua desobediência (Rm 5:12-21). Por Sua obediência Ele cumpriu perfeitamente as exigências da lei, redimindo assim o trágico fracasso de Adão. E por Sua morte na cruz, Ele cumpriu a justiça da lei, que exigia a morte do pecador, ganhando assim o direito de resgatar todos os que vão a Ele em verdadeira fé e submissão.”1

Terça-feira, 15 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Escravizados aos princípios elementares

Lições da Bíblia

“Tendo comparado nossa relação com Deus com a de filhos e herdeiros, Paulo aprofundou essa metáfora, incluindo o tema da herança em Gálatas 4:1-3. A terminologia de Paulo evoca uma situação em que o dono de uma grande propriedade morreu, deixando todos os seus bens para o filho mais velho. Seu filho, entretanto, ainda era menor de idade. Como frequentemente acontece com os testamentos, mesmo hoje, a vontade do pai estipulava que o filho estivesse sob a supervisão de tutores e administradores até que atingisse a maturidade. Embora ele fosse o dono da propriedade de seu pai por direito, por ser menor de idade, na prática ele não era muito mais do que um escravo.”1

“A analogia de Paulo é semelhante à do tutor em Gálatas 3:24, mas, nesse caso, o poder dos tutores e administradores era muito superior e muito mais importante. Eles não eram responsáveis somente pela educação do filho de seu senhor, mas também por todos os assuntos financeiros e administrativos até que o filho se tornasse maduro o suficiente para assumir essas funções.”1

“3. Leia Gálatas 4:1-3. Qual é a função da lei em nossa vida, agora que estamos em Cristo?”1

“1 Digo, pois, que, durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que é ele senhor de tudo. 2 Mas está sob tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo pai. 3 Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo;” (Gálatas 4:1-3 ARA)2.

“O que Paulo quis dizer exatamente com a expressão ‘princípios elementares’ (Gl 4:3, 8) é questionado. A palavra grega stoicheia significa literalmente ‘elementos’. Alguns a têm visto como uma descrição dos elementos básicos que compõem o Universo (2Pe 3:10, 12); ou como poderes demoníacos que dominam nesta era maligna (Cl 2: 15); ou como os princípios elementares da vida religiosa, o ABC da religião (Hb 5:12). A ênfase de Paulo sobre o estado da humanidade como ‘menores’ antes da vinda de Cristo (Gl 4:1-3) sugere que ele estivesse se referindo aos princípios elementares da vida religiosa. Sendo assim, Paulo estava dizendo que o período do Antigo Testamento, com suas leis e sacrifícios, era apenas a cartilha do evangelho que delineava os fundamentos da salvação. Portanto, por mais importantes e instrutivas que fossem as leis cerimoniais para Israel, eram apenas sombras do que estava por vir. Elas nunca foram destinadas a tomar o lugar de Cristo.”1

“Estabelecer a vida em torno dessas regras, em vez de Cristo, é como querer voltar no tempo. O retorno dos gálatas àqueles elementos básicos depois de Cristo ter vindo era como se o filho adulto, na analogia de Paulo, quisesse voltar a ser menor de idade!”1

“A fé infantil, apresentada na Bíblia de modo positivo (Mt 18:3), poderia impedir a maturidade espiritual? Enquanto você cresce espiritualmente, sua fé deve continuar sendo infantil? Você tem uma fé ‘infantil’ [inocente] e confiante [dependente do Pai]?”1

Segunda-feira, 14 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Nossa condição em Cristo (Gl 3:26-29)

Lições da Bíblia

“1. Tendo em mente Gálatas 3:25, leia o verso 26. Qual é nossa relação para com a lei, agora que somos redimidos por Jesus?”1

“25 Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio. 26 Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus;” (Gálatas 3:25-26 ARA)2.

“A palavra pois, no início do verso 26, indica que Paulo via uma relação direta entre esse verso e o anterior. Assim como o filho de um senhor ficava sob a tutela de um pedagogo somente enquanto era menor de idade, Paulo disse que os que alcançaram a fé em Cristo não mais eram menores; sua relação com a lei havia sido alterada, porque agora eram ‘filhos’ adultos de Deus.”1

“O termo filho não é exclusivo dos homens; Paulo incluiu mulheres nessa categoria (Gl 3:28). A razão pela qual ele usou a palavra filhos (no masculino) em vez de uma palavra neutra (por exemplo, crianças) é que ele tinha em mente a herança da família que era transmitida para os descendentes do sexo masculino, além do fato de que a expressão ‘filhos de Deus’ era a designação especial de Israel no Antigo Testamento (Dt 14:1; Os 11:1). Em Cristo, os gentios passaram a desfrutar da relação especial com Deus que havia sido exclusiva de Israel.”1

“2. De acordo com Gálatas 3:27, 28; Romanos 6:1-11 e 1 Pedro 3:21, por que o batismo é tão importante?”1

“27 porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. 28 Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gálatas 3:27-28 ARA)2. “1 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? 2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? 3 Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? 4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. 5 Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, 6 sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; 7 porquanto quem morreu está justificado do pecado. 8 Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, 9 sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. 10 Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. 11 Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. (Romanos 6:1-11 ARA)2. “a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo;” (1 Pedro 3:21 ARA)2.

“O uso que Paulo fez da palavra pois, no verso 27, indica mais uma vez o desenvolvimento estritamente lógico do seu raciocínio. Paulo via o batismo como uma decisão radical de unir nossa vida a Cristo. Em Romanos 6, ele descreveu o batismo simbolicamente como nossa união com Jesus, tanto em Sua morte quanto em Sua ressurreição. Em Gálatas, Paulo utilizou uma metáfora diferente: o batismo é o ato pelo qual somos revestidos de Cristo. A terminologia de Paulo faz lembrar passagens maravilhosas do Antigo Testamento que falam de sermos revestidos com justiça e salvação (Is 61:10; Jó 29:14). ‘Paulo via o batismo como o momento em que Cristo, como um manto, envolve o cristão. Embora ele não tenha empregado o termo, Paulo estava descrevendo a justiça concedida aos cristãos’ (Frank J. Matera, Galatians, Collegeville, Minnesota, The Liturgical Press, 1992, p. 145).”1

“Nossa união com Cristo, simbolizada pelo batismo, significa o seguinte: o que é verdade em relação a Cristo também é verdade em relação a nós. Pelo fato de Cristo ser a ‘semente’ de Abraão, como ‘co-herdeiros com Cristo’ (Rm 8:17), os cristãos também são herdeiros de todas as promessas da aliança feitas a Abraão e a seus descendentes.”1

“Pense neste conceito: aquilo que é verdade em relação a Cristo também é verdade a nosso respeito. Como essa verdade maravilhosa deve afetar cada aspecto da nossa existência?”1

Participe do projeto “Reavivados por Sua Palavra”: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/

Domingo, 13 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

De escravos a herdeiros

Lições da Bíblia

“Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro” (Gl 4:7, NVI).1

“Paulo disse aos gálatas que eles não deviam viver nem agir como escravos, mas como filhos e filhas de Deus, com todos os direitos e privilégios relacionados a essa condição – uma verdade que o jovem Martinho Lutero precisou descobrir. À medida que se aprofundavam suas convicções acerca do pecado, o rapaz buscava, por suas próprias obras, obter perdão e paz. Ele levava uma vida muitíssimo rigorosa, esforçando-se para subjugar por meio de jejum, vigílias e autoflagelação os males de sua natureza, dos quais a vida monástica não lhe trouxera nenhuma libertação. Martinho Lutero não recuava diante de nenhum sacrifício pelo qual pudesse alcançar a pureza de coração que o habilitaria a ser aprovado diante de Deus. Posteriormente, ele disse que era um monge piedoso que seguia rigorosamente as regras de sua ordem e, no entanto, não encontrava paz interior. ‘Se algum monge pudesse obter o Céu por meio de suas obras monásticas, eu certamente teria direito a isso’. Mas Lutero não conseguiu encontrar a paz assim.”1

“Somente quando, mais tarde, compreendeu a verdade sobre a salvação em Cristo, conforme revelada em Gálatas, ele começou a ter liberdade espiritual e esperança em seu coração. Como resultado da experiência de Lutero, o mundo nunca mais foi o mesmo.”1

Consolide o hábito de fazer o culto a cada dia em seu lar. Ajude sua família a viver uma profunda experiência com Deus.

Sábado, 12 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.

O caminho para a fé – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Estudo adicional

“‘Perguntam-me acerca da lei em Gálatas. Qual lei é o aio que deve nos levar a Cristo? Respondo: Tanto o código cerimonial quanto o moral, dos Dez Mandamentos. […] A morte de Abel foi consequência de Caim se haver recusado a aceitar o plano de Deus na escola da obediência, a fim de ser salvo pelo sangue de Jesus Cristo, simbolizado pelas ofertas sacrificais que apontavam para Cristo. Caim se recusou a derramar o sangue que tipificava o sangue de Cristo, que seria derramado pelo mundo. Toda essa cerimônia foi preparada por Deus, e Cristo Se tornou o fundamento de todo o sistema. Esse é o princípio da obra da lei, como tutor a levar pecaminosos instrumentos humanos à consideração de Cristo […] Todos os que prestavam serviço em relação ao santuário eram constantemente educados acerca da intervenção de Cristo em favor da humanidade. Esse serviço se destinava a criar em todo coração humano o amor à lei de Deus, que é a lei de Seu reino’ (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 233).”1

“‘A lei dos Dez Mandamentos não deve ser considerada tanto do lado proibitivo, como do lado da misericórdia. Suas proibições são a segura garantia de felicidade na obediência. Recebida em Cristo, ela realiza em nós a purificação do caráter que nos trará alegria pelos séculos da eternidade. Para os obedientes, ela é um muro de proteção’ (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 235).”1

Perguntas para reflexão

“1. Quais promessas temos na Bíblia acerca da vitória sobre o pecado? Por que devemos ser cuidadosos e ter certeza de que não colocamos nossa esperança de salvação nas vitórias obtidas, mas na vitória de Cristo por nós?”1

“2. Muitos cristãos afirmam que a lei foi abolida. Porém, esses mesmos cristãos falam contra o pecado, o que significa que eles realmente não querem dizer que a lei foi abolida. O que eles querem dizer com essa afirmação? (Dica: No contexto de qual dos Dez Mandamentos geralmente surge essa alegação?)”1

“Resumo: A lei foi dada para apontar aos pecadores sua necessidade de Cristo. Como um tutor, ela dá instruções acerca de Deus e nos protege contra o mal. Mas, como um disciplinador, ela também aponta nossa pecaminosidade e traz condenação. Cristo nos liberta da condenação da lei e escreve Sua lei em nosso coração.”1

Sexta-feira, 11 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.

A lei e o cristão (Gl 3:25)

Lições da Bíblia

“Muitos têm interpretado o comentário de Paulo em Gálatas 3:25 como uma completa rejeição da lei. No entanto, à luz dos comentários positivos de Paulo sobre a lei em outras passagens da Bíblia, isso faz pouco sentido.”1

Então, o que ele quis dizer?

“Em primeiro lugar, não mais estamos sob a condenação da lei (Rm 8:3). Como cristãos, estamos em Cristo e desfrutamos o privilégio de estar debaixo da graça (Rm 6:14, 15). Isso nos dá a liberdade para servir a Cristo sem reservas, sem medo de ser condenados por erros que possamos cometer. No evangelho, a verdadeira liberdade e independência é algo radicalmente diferente de ser dispensado da obediência à lei, como algumas pessoas alegam ao falar sobre a ‘liberdade’ em Cristo. Mas a desobediência à lei, ao contrário, é pecado, e o pecado pode ser qualquer coisa, exceto liberdade (Jo 8:34).”1

“6. Leia Romanos 8:1-3. O que significa não mais ser condenados pela lei? Como essa verdade maravilhosa deve afetar nossa maneira de viver? Assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso:”1 

“1 Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. 2 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. 3 Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,” (Romanos 8:1-3 ARA).

A ( ) Podemos pecar livremente, pois jamais seremos condenados.
B ( ) O sacrifício de Cristo e o Seu perdão nos livram da condenação da lei.
C ( ) A graça de Cristo nos isenta de todas as leis.

Resposta sugestiva: F; V; F.

“Como resultado do perdão que recebemos por meio de Cristo, nosso relacionamento com a lei passa a ser diferente. Somos chamados a viver uma vida agradável a Ele (1Ts 4:1); Paulo se referiu a isso como ‘andar no Espírito’ (Gl 5:16-18). Isso não significa que a lei moral não mais seja aplicável; a questão nunca foi essa. Como poderia ser assim, quando vimos tão claramente que é a lei que define o pecado?”1

“Em vez disso, visto que a lei é uma cópia do caráter de Deus, pela obediência à lei simplesmente refletimos Seu caráter. Mais do que isso, não seguimos apenas um conjunto de regras, mas o exemplo de Jesus, que faz por nós o que a lei nunca poderia fazer: Ele escreve a lei em nosso coração (Hb 8:10) e torna possível que o preceito da lei se cumpra em nós (Rm 8:4). Ou seja, por meio do nosso relacionamento com Jesus, temos o poder para obedecer à lei como nunca antes.”1

“7. Leia Romanos 8:4 e assinale a frase que mais resume o pensamento de Paulo:”1

“a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Romanos 8:4 ARA).1

A ( ) Tentar obedecer à lei é andar segundo a carne.
B ( ) Jesus já obedeceu a lei por nós. Não mais precisamos da lei.
C ( ) Pelo poder do Espírito podemos obedecer à lei e evitar as paixões da carne.

Resposta sugestiva: Alternativa C.

“Você tem sido vitorioso na obediência à lei? As vitórias alcançadas o levam a se esquecer de que a base da salvação é sempre o que Cristo fez por nós, e nada mais?”1

Quinta-feira, 10 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A lei como nosso tutor

Lições da Bíblia

“5. Em Gálatas 3:23, Paulo descreveu a lei como uma força de vigilância e proteção. Com o que ele a comparou no verso 24, e o que isso significa? Assinale a alternativa correta:”1

 23 Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. 24 De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.” (Gálatas 3:23 ARA)2.

A ( ) Um chicote. A lei só serve para nos trazer dor.
B ( ) O maná. A lei alimenta como o maná; obedecê-la nos sustenta.
C ( ) Um aio ou tutor. A lei serve para nos instruir.

Resposta sugestiva: Alternativa C.

“A palavra traduzida como ‘aio’ (tutor) vem do termo grego paidagogos. Algumas versões a traduzem como ‘aio’, ‘tutor’, ou mesmo ‘pedagogo’, mas nenhuma palavra sozinha abrange totalmente seu significado. Na sociedade romana, o paidagogos era um escravo colocado numa posição de autoridade sobre os filhos de seu senhor. Isso acontecia quando as crianças completavam seis ou sete anos, até que atingissem a maturidade. Além de prover às necessidades físicas de seu aluno, tais como preparar sua banheira, prover alimento e roupas, e protegê-los de todo perigo, o paidagogos também era o responsável por garantir que os filhos de seu senhor fossem para a escola e fizessem sua lição de casa. Além disso, era esperado não apenas que ele ensinasse e praticasse as virtudes morais, mas também que assegurasse que os meninos aprendessem e praticassem essas virtudes.”1

“Ainda que alguns pedagogos possam ter sido bondosos, tendo sido amados por seus discípulos, normalmente eles são descritos na literatura antiga como disciplinadores rigorosos. Eles garantiam a obediência não somente por meio de ameaças e repreensões severas, mas também mediante chicotadas e surras.”1

“Ao descrever a lei como ‘pedagogo’, Paulo tornou mais clara sua compreensão acerca do papel dela. A lei foi adicionada para apontar o pecado e dar instruções. A própria natureza dessa tarefa significa que a lei também tem um aspecto negativo, e isso ocorre porque ela nos reprova e condena como pecadores. No entanto, mesmo esse aspecto ‘negativo’ é usado por Deus para nosso benefício, porque a condenação que a lei traz é o que nos conduz a Cristo. Assim, a lei e o evangelho não são contraditórios. Deus os designou para trabalharem juntos em favor da nossa salvação.”1

“‘Nesta passagem [Gl 3:24], o Espírito Santo, pelo apóstolo, refere-Se especialmente à lei moral. A lei nos revela o pecado, levando-nos a sentir nossa necessidade de Cristo e a correr para Ele, em busca de perdão e paz mediante o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo’ (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 234).”1

“Qual foi a última vez que você comparou suas ações, palavras e pensamentos com a lei? Faça isso agora, comparando-os não apenas à letra da lei, mas também ao espírito da lei (Mt 5:28 [‘Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.’]2; Rm 7:6 [‘Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.’]2). Você se saiu bem? O que sua resposta revela sobre os conceitos de Paulo quanto à lei?”1

Quarta-feira, 09 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.