Cristo nos libertou

Lições da Bíblia

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” (Gl 5:1, NVI).1

“Como a ordem de mobilização de um líder militar às suas tropas vacilantes, Paulo ordenou aos gálatas que não abrissem mão de sua liberdade em Cristo. A impetuosidade e a intensidade do tom de Paulo fazem com que suas palavras quase saltem da página para a ação. Na verdade, isso parece ser exatamente o que Paulo pretendia. Embora esse verso esteja ligado tematicamente ao que vem antes e depois dele, sua rudeza e falta de ligações sintáticas em grego sugerem que Paulo queria que esse verso se destacasse como um gigantesco painel de propagandas. Todo o raciocínio de Paulo se resume na liberdade em Cristo, e os gálatas estavam em perigo de abandoná-la.”1

“1. Leia Gálatas 1:3, 4; 2:16 e 3:13. Quais são as metáforas usadas nesses versos? Como essas figuras nos ajudam a entender o que Cristo fez por nós?”1

Gálatas (1:3, 4; 2:16 e 3:13 ARA)2. “3 graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do [nosso] Senhor Jesus Cristo, 4 o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai, […] 16 sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado. […] 13 Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro),”.

“As palavras de Paulo, ‘foi para a liberdade que Cristo nos libertou’ (Gl 5: 1, NVI), podem sugerir que ele tivesse outra metáfora em mente. A redação dessa frase é similar à fórmula utilizada na sagrada libertação (alforria) de escravos. Pelo fato de que os escravos não tinham direitos legais, havia a crença de que uma divindade poderia comprar sua liberdade, e em compensação, o escravo, embora realmente livre, pertenceria legalmente àquele deus. Evidentemente, na prática o processo era fictício. Era o escravo que entregava o dinheiro à tesouraria do templo para obter sua liberdade. Considere, por exemplo, a fórmula utilizada em uma das quase mil inscrições encontradas no templo da sacerdotisa de Apolo, em Delfos, que datam de 201 a.C. a 100 d.C.: “Para a liberdade, Apolo, o deus do templo de Delfos, comprou de Sosibus de Amfissa uma escrava cujo nome é Niceia […]. No entanto, em troca da liberdade, Niceia, a escrava adquirida, dedicou-se a Apolo” (Ben Witherington III, Grace in Galatia [Graça na Galácia], Grand Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1998, p. 340).”1

“Essa fórmula compartilha de uma semelhança fundamental com as palavras de Paulo, mas há uma diferença básica. Na metáfora de Paulo, nenhuma ficção está envolvida. Não pagamos o preço da compra (1Co 6:20; 7:23). O preço era alto demais para nós. Éramos impotentes para alcançar por nós mesmos a salvação, mas Jesus entrou em ação e fez por nós o que não poderíamos ter feito. Ele pagou a penalidade pelos nossos pecados, libertando-nos, assim, da condenação.”1

“Você já pensou que poderia salvar a si mesmo? Somos gratos por tudo que recebemos em Jesus?”1

Domingo, 03 de setembro de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Liberdade em Cristo

Lições da Bíblia

Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor” (Gl 5:13).1

“Em Gálatas 2:4, Paulo mencionou resumidamente a importância de proteger a ‘liberdade’ que temos em Cristo Jesus. Mas o que Paulo quis dizer quando falou de ‘liberdade’, como ele fez com tanta frequência? O que essa liberdade abrange? Até que ponto vai essa liberdade? Será que ela tem limites? Qual é a relação entre a liberdade em Cristo e a lei?”1

“Paulo abordou essas questões advertindo os gálatas de dois perigos. O primeiro era o legalismo. Os oponentes de Paulo na Galácia estavam tão envolvidos em tentar ganhar o favor de Deus, por seu comportamento, que perderam de vista a natureza libertadora da obra de Cristo e a salvação que já tinham nEle mediante a fé. O segundo perigo era a tendência de abusar da liberdade que Cristo comprou para nós, caindo na libertinagem. Os que apoiavam esse ponto de vista acreditavam erroneamente que a liberdade fosse contrária à lei.”1

“Tanto o legalismo quanto a libertinagem são contrários à liberdade, pois ambos igualmente mantêm seus adeptos em uma forma de escravidão. Porém, o apelo de Paulo aos gálatas foi que eles se mantivessem firmes na verdadeira liberdade que lhes pertencia legitimamente em Cristo.”1

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Sábado, 02 de setembro de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.

As duas alianças – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Estudo adicional

“Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 363-373: ‘A Lei e as alianças’.”1

“Se na aliança abraâmica havia a promessa da redenção, por que se formou outra aliança no Sinai? – Em seu cativeiro, o povo em grande parte havia perdido o conhecimento de Deus e os princípios da aliança abraâmica […].”1

“‘Deus os levou ao Sinai; manifestou Sua glória; deu-lhes Sua lei, com promessa de grandes bênçãos sob condição de obediência. […] (Êx 19:5, 6). Os israelitas não compreendiam a pecaminosidade de seu coração, e que sem Cristo lhes era impossível guardar a lei de Deus; e prontamente entraram em aliança com Deus […]. No entanto, apenas algumas semanas se passaram antes que violassem sua aliança com Deus e se curvassem para adorar uma imagem esculpida. Não poderiam esperar o favor de Deus mediante uma aliança que tinham transgredido. Vendo sua índole pecaminosa e a necessidade de perdão, foram levados a sentir que necessitavam do Salvador revelado na aliança abraâmica e prefigurada nas ofertas sacrificais. Então, pela fé e amor, uniram-se a Deus como seu Libertador do cativeiro do pecado. Estavam preparados para apreciar as bênçãos da nova aliança’ (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 371, 372).”1

Perguntas para reflexão

“1. Você vive na ‘antiga aliança’ ou na ‘nova aliança’? Como saber a diferença?”1

“2. Em sua igreja, quais questões causam tensão? Elas estão sendo resolvidas? Você é vítima de ‘perseguição’ ou é o perseguidor? Percebe a diferença entre as duas atitudes? (Mt 18:15-17).”1

“3. Você já fez promessas ao Senhor de que não faria isso ou aquilo, e acabou fazendo? Como esse triste fato o ajuda a entender o significado da graça?”1

“Resumo: As histórias de Hagar, Ismael e os filhos de Israel no Sinai ilustram a loucura de tentar confiar em nossos próprios esforços para realizar o que Deus prometeu fazer. Esse método de justiça própria é mencionado como antiga aliança. Mas a nova aliança da graça é eterna. Foi estabelecida primeiramente com Adão e Eva após o pecado, renovada com Abraão e finalmente cumprida em Cristo.”1

Sexta-feira, 01 de setembro de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.

Ismael e Isaque hoje

Lições da Bíblia

“O breve esboço que Paulo fez da história de Israel tinha o desígnio de combater os argumentos apresentados pelos seus adversários, que afirmavam que eram os verdadeiros descendentes de Abraão e que Jerusalém – o centro do cristianismo judaico e da lei – era sua mãe. Os gentios, conforme a acusação deles, eram ilegítimos. Se eles quisessem se tornar verdadeiros seguidores de Cristo, deviam primeiramente se tornar filhos de Abraão, submetendo-se à lei da circuncisão.”1

“Paulo disse que a verdade é o oposto. Esses legalistas não eram os filhos de Abraão, mas eram filhos ilegítimos, como Ismael. Ao colocar sua confiança na circuncisão, eles estavam confiando ‘na carne’, como Sara fez com Hagar e como os israelitas fizeram com a lei de Deus no Sinai. Os cristãos gentios, no entanto, eram filhos de Abraão não pela descendência natural, mas, como Isaque, pela linhagem sobrenatural. ‘Como Isaque, eles eram um cumprimento da promessa feita a Abraão […]. Como Isaque, seu nascimento na liberdade era o efeito da graça divina; como Isaque, eles pertenciam à coluna da aliança da promessa’ (James D. G. Dunn, The Epistle to the Galatians [A Epístola aos Gálatas], Londres: Hendrickson Publishers, 1993, p. 256).”1

“9. De acordo com Gálatas 4:28-31 e Gênesis 21:8-12, o que os verdadeiros descendentes de Abraão enfrentarão neste mundo? Assinale a alternativa correta:”1

Gálatas (4:28-31 ARA)2: “28 Vós, porém, irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque. 29 Como, porém, outrora, o que nascera segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim também agora. 30 Contudo, que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava será herdeiro com o filho da livre. 31 E, assim, irmãos, somos filhos não da escrava, e sim da livre.

Gênesis (21:8-12 ARA)2: “8 Isaque cresceu e foi desmamado. Nesse dia em que o menino foi desmamado, deu Abraão um grande banquete. 9 Vendo Sara que o filho de Agar, a egípcia, o qual ela dera à luz a Abraão, caçoava de Isaque, 10 disse a Abraão: Rejeita essa escrava e seu filho; porque o filho dessa escrava não será herdeiro com Isaque, meu filho. 11 Pareceu isso mui penoso aos olhos de Abraão, por causa de seu filho. 12 Disse, porém, Deus a Abraão: Não te pareça isso mal por causa do moço e por causa da tua serva; atende a Sara em tudo o que ela te disser; porque por Isaque será chamada a tua descendência.”.

A.( ) Os terroristas, que perseguem os que aceitam a nova aliança.
B.( ) Os nazistas, fascistas e comunistas, que não aceitam a Bíblia.
C.( ) Zombaria e perseguição dos falsos cristãos, presos ao legalismo.

Resposta sugestiva: Alternativa C.

“Ser o filho prometido trouxe a Isaque não somente bênçãos, mas também oposição e perseguição. Em referência à perseguição, Paulo tinha em mente a cerimônia de Gênesis 21:8-10, em que Isaque foi honrado e Ismael apareceu zombando dele. A palavra hebraica em Gênesis 21:9 significa, literalmente, ‘rir’, mas a reação de Sara sugere que Ismael estivesse zombando de Isaque ou ridicularizando-o. Embora o comportamento de Ismael pareça insignificante para nós hoje, ele revelava hostilidades mais profundas, numa situação em que o direito de primogenitura da família estava em jogo. Muitos governantes da antiguidade tentaram assegurar sua posição eliminando rivais em potencial, incluindo irmãos (Jz 9:1-6). Embora Isaque enfrentasse oposição, ele também desfrutava de todos os privilégios do amor, proteção e favor relacionados com a condição de ser o herdeiro de seu pai.”1

“Como descendentes espirituais de Isaque, não devemos ficar surpresos quando sofremos dificuldades e oposição, mesmo dentro da própria família da igreja.”1

“Você tem sofrido perseguição por causa de sua fé, especialmente dos mais próximos de você? Responda a esta pergunta difícil: você tem perseguido pessoas por causa da fé que elas têm?”1

Quinta-feira, 31 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Hagar e o Monte Sinai (Gl 4:21-31)

Lições da Bíblia

“7. Que tipo de relação de aliança Deus desejava estabelecer com Seu povo no Sinai? Quais são as semelhanças entre essa aliança e a promessa de Deus a Abraão? Êx 6:2-8; 19:3-6; Dt 32:10-12”1

Êxodo (6:2-8 ARA)2: “2 Deus disse a Moisés: – Eu sou o SENHOR. 3 Eu apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como o Deus Todo-Poderoso, porém não deixei que me conhecessem pelo meu nome de SENHOR. 4 Fiz uma aliança com eles e prometi dar-lhes a terra de Canaã, onde tinham vivido como estrangeiros. 5 Agora eu ouvi os gemidos dos israelitas, que estão sendo escravizados pelos egípcios, e lembrei da aliança que fiz com eles. 6 Portanto, diga aos israelitas o seguinte: ‘Eu sou o SENHOR. Vou livrá-los da escravidão do Egito. Estenderei o braço poderoso para fazer cair sobre os egípcios um castigo horrível e salvarei vocês. 7 Farei com que vocês sejam o meu povo e eu serei o seu Deus. Vocês ficarão sabendo que eu sou o SENHOR, seu Deus, o Deus que os vai livrar da escravidão no Egito. 8 Eu os levarei para a terra que jurei que daria a Abraão, a Isaque e a Jacó. E eu darei essa terra para ser propriedade de vocês. Eu sou o SENHOR.’

Êxodo (19:3-6 ARA)2: “3 E Moisés subiu o monte para se encontrar com Deus. E do monte o SENHOR Deus o chamou e lhe disse: – Diga aos descendentes de Jacó, os israelitas, o seguinte: 4 ‘Vocês viram com os seus próprios olhos o que eu, o SENHOR, fiz com os egípcios e como trouxe vocês para perto de mim como se fosse sobre as asas de uma águia. 5 Agora, se me obedecerem e cumprirem a minha aliança vocês serão o meu povo. O mundo inteiro é meu, mas vocês serão o meu povo, escolhido por mim. 6 Vocês são um povo separado somente para mim e me servirão como sacerdotes.’ É isso o que você dirá aos israelitas.

Deuteronômio (32:10-12 ARA)2: “10 Deus os encontrou perdidos no deserto, numa região onde viviam animais ferozes. Chegou perto, cuidou deles e os protegeu como se fossem a menina dos seus olhos. 11 Como a águia ensina os filhotes a voar e com as asas estendidas os pega quando estão caindo, assim o SENHOR Deus cuida do seu povo. 12 Ele os guiou sozinho, sem a ajuda de outro deus.”.

“Deus queria partilhar com os filhos de Israel no Sinai da mesma relação de aliança que havia compartilhado com Abraão. De fato, existem semelhanças entre as palavras de Deus em Gênesis 12:1-3 e Suas palavras a Moisés em Êxodo 19. Em ambos os casos, Deus enfatizou o que Ele faria por Seu povo. Ele não pediu que os israelitas prometessem fazer qualquer coisa para obter Suas bênçãos. Em vez disso, eles deviam obedecer como resposta a essas bênçãos. As palavras hebraicas traduzidas como ‘obedecer’ e ‘guardar’ em Êxodo 19:5 significam, literalmente, ‘ouvir’. Essas palavras de Deus não implicam justificação pelas obras. Ao contrário, Ele queria que Israel tivesse a mesma fé que, pelo menos na maior parte do tempo, caracterizou a resposta de Abraão às Suas promessas.”1

“8. Se a relação de aliança que Deus ofereceu a Israel no Sinai é similar àquela dada a Abraão, por que Paulo identificou o Monte Sinai com a experiência negativa de Hagar? Êx 19:7-25; Hb 8:6, 7”1

Êxodo (19:7-25 ARA)2: 7 Então Moisés foi, chamou os líderes do povo e contou tudo o que o SENHOR lhe havia ordenado. 8 Então todos responderam ao mesmo tempo: – Nós faremos tudo o que o SENHOR ordenou. E Moisés levou essa resposta ao SENHOR. 9 Ele disse a Moisés: – Eu vou falar com você numa nuvem escura para que o povo possa ouvir a nossa conversa e para que, daqui em diante, sempre confie em você. Moisés contou a Deus, o SENHOR, o que o povo havia respondido, 10 e o SENHOR lhe disse: – Vá falar ao povo e mande que eles passem o dia de hoje e de amanhã purificando-se para me adorar. Eles devem lavar as suas roupas 11 e se aprontar para depois de amanhã. Nesse dia eu descerei sobre o monte Sinai, onde todo o povo poderá me ver. 12 Marque limites em volta da montanha, para que o povo não passe dali, e diga-lhes que não subam o monte, nem cheguem perto dele. Se alguma pessoa puser o pé nele, deverá ser morta. 13 Ninguém deverá tocar nessa pessoa; ela será morta a pedradas ou com flechas. Isso deve ser feito tanto com pessoas como com animais. Porém, quando a trombeta tocar, o povo poderá subir o monte. 14 Então Moisés desceu do monte e mandou que o povo se purificasse para adorar a Deus. E todos lavaram as suas roupas. 15 Aí Moisés disse: – Fiquem prontos para depois de amanhã e até lá não tenham relações sexuais. 16 Na manhã do terceiro dia houve trovoadas e relâmpagos, uma nuvem escura apareceu no monte, e ouviu-se um som muito forte de trombeta. E todo o povo que estava no acampamento tremeu de medo. 17 Moisés os levou para fora do acampamento a fim de se encontrarem com Deus, e eles ficaram parados ao pé do monte. 18 Todo o monte Sinai soltava fumaça, pois o SENHOR havia descido sobre ele no meio do fogo. A fumaça subia como se fosse a fumaça de uma fornalha, e todo o povo tremia muito. 19 O som da trombeta foi ficando cada vez mais forte. Moisés falou, e Deus respondeu no barulho do trovão. 20 O SENHOR desceu no alto do monte Sinai e chamou Moisés para que fosse até lá. Moisés subiu, 21 e o SENHOR lhe disse: – Desça e avise ao povo que não passe os limites para chegar perto a fim de me ver. Se passarem, muitos deles morrerão. 22 Avise também os sacerdotes que eles devem se purificar a fim de poderem chegar perto de mim. Se não se purificarem, eu os matarei. 23 Moisés disse a Deus, o SENHOR: – O povo não poderá subir o monte, pois tu nos mandaste respeitar este monte como lugar sagrado e mandaste também marcar limites em volta dele. 24 Então o SENHOR respondeu: – Desça e depois volte com Arão. Porém os sacerdotes e o povo não devem passar os limites a fim de subir até o lugar onde estou. Se fizerem isso, eu os matarei. 25 Aí Moisés desceu até o lugar onde o povo estava e contou o que Deus tinha dito.”.

Hebreus (8:6-7 ARA)2: “6 Mas, de fato, Jesus foi encarregado de um serviço sacerdotal que é superior ao dos sacerdotes. Pois a aliança que ele conseguiu é melhor porque ela se baseia em promessas de coisas melhores. 7 Pois, se a primeira aliança tivesse sido perfeita, não seria necessária uma nova aliança.

“A aliança no Sinai foi destinada a apontar a pecaminosidade humana e o remédio da graça abundante de Deus, simbolizada nas cerimônias do santuário. O problema da aliança no Sinai não estava com Deus, mas com as promessas defeituosas do povo (Hb 8:6). Em vez de responder às promessas de Deus com humildade e fé, os israelitas responderam com autoconfiança. ‘Tudo o que o Senhor falou faremos’ (Êx 19:8). Depois de viver como escravos no Egito por alguns séculos, eles não tinham uma concepção verdadeira da majestade de Deus nem da extensão de sua própria pecaminosidade. Assim como Abraão e Sara tentaram ajudar Deus a cumprir Suas promessas, os israelitas procuraram transformar a aliança da graça de Deus em uma aliança de obras. Hagar simboliza o Sinai, no sentido de que ambos revelam tentativas humanas de salvação pelas obras.”1

“Paulo não afirmou que a lei dada no Sinai era ruim, tampouco que havia sido abolida. Ele estava preocupado com o equívoco legalista dos gálatas em relação à lei. ‘Em vez de servir para convencê-los da absoluta impossibilidade de agradar a Deus pela guarda da lei, a lei alimentava neles uma determinação profundamente arraigada de depender de recursos pessoais a fim de agradar a Deus. Assim, a lei não serviu ao propósito da graça de conduzir os judaizantes a Cristo. Em vez disso, ela os separou de Cristo’ (O. Palmer Robertson, The Christ of the Covenants [O Cristo das Alianças], Phillipsburg, New Jersey, Presbyterian and Reformed Publishing Co., 1980, p. 181).

Quarta-feira, 30 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

 

Abraão, Sara e Hagar

Lições da Bíblia

“5. Por que Paulo tinha uma visão tão depreciativa do incidente com Hagar? Qual ponto crucial sobre a salvação foi apresentado mediante essa história do Antigo Testamento? Gl 4:21-31; Gn 16”1

Gálatas (4:21-31 ARA)2: 21 Dizei-me vós, os que quereis estar sob a lei: acaso, não ouvis a lei? 22 Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da mulher escrava e outro da livre. 23 Mas o da escrava nasceu segundo a carne; o da livre, mediante a promessa. 24 Estas coisas são alegóricas; porque estas mulheres são duas alianças; uma, na verdade, se refere ao monte Sinai, que gera para escravidão; esta é Agar. 25 Ora, Agar é o monte Sinai, na Arábia, e corresponde à Jerusalém atual, que está em escravidão com seus filhos. 26 Mas a Jerusalém lá de cima é livre, a qual é nossa mãe; 27 porque está escrito: Alegra-te, ó estéril, que não dás à luz, exulta e clama, tu que não estás de parto; porque são mais numerosos os filhos da abandonada que os da que tem marido. 28 Vós, porém, irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque. 29 Como, porém, outrora, o que nascera segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim também agora. 30 Contudo, que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava será herdeiro com o filho da livre. 31 E, assim, irmãos, somos filhos não da escrava, e sim da livre.

Gênesis (16 ARA)2: 1 Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos; tendo, porém, uma serva egípcia, por nome Agar, 2 disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai. Então, Sarai, mulher de Abrão, tomou a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido, depois de ter ele habitado por dez anos na terra de Canaã. Ele a possuiu, e ela concebeu. Vendo ela que havia concebido, foi sua senhora por ela desprezada. Disse Sarai a Abrão: Seja sobre ti a afronta que se me faz a mim. Eu te dei a minha serva para a possuíres; ela, porém, vendo que concebeu, desprezou-me. Julgue o SENHOR entre mim e ti. Respondeu Abrão a Sarai: A tua serva está nas tuas mãos, procede segundo melhor te parecer. Sarai humilhou-a, e ela fugiu de sua presença. 7 Tendo-a achado o Anjo do SENHOR junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur, 8 disse-lhe: Agar, serva de Sarai, donde vens e para onde vais? Ela respondeu: Fujo da presença de Sarai, minha senhora. Então, lhe disse o Anjo do SENHOR: Volta para a tua senhora e humilha-te sob suas mãos. 10 Disse-lhe mais o Anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremodo a tua descendência, de maneira que, por numerosa, não será contada. 11 Disse-lhe ainda o Anjo do SENHOR: Concebeste e darás à luz um filho, a quem chamarás Ismael, porque o SENHOR te acudiu na tua aflição. 12 Ele será, entre os homens, como um jumento selvagem; a sua mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele; e habitará fronteiro a todos os seus irmãos. 13 Então, ela invocou o nome do SENHOR, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê? 14 Por isso, aquele poço se chama Beer-Laai-Roi; está entre Cades e Berede. 15 Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão, a seu filho que lhe dera Agar, chamou-lhe Ismael. 16 Era Abrão de oitenta e seis anos, quando Agar lhe deu à luz Ismael.

“O lugar de Hagar na história de Gênesis está diretamente relacionado ao fato de que Abrão deixou de crer na promessa de Deus. Como uma escrava egípcia na casa de Abrão, Hagar provavelmente tivesse se tornado propriedade do patriarca como uma das muitas dádivas que Faraó deu a ele em troca de Sarai. O acontecimento está associado ao primeiro ato de incredulidade de Abrão na promessa de Deus (Gn 12:11-16).”1

“Depois de esperar dez anos pelo nascimento do filho prometido, Abrão e Sarai permaneciam sem filhos. Concluindo que Deus precisava da ajuda deles, Sarai deu Hagar a Abrão como concubina. Embora seja estranho para nós hoje, o plano de Sarai foi bastante engenhoso. De acordo com os costumes antigos, uma escrava poderia servir legalmente como mãe de aluguel para sua patroa estéril. Assim, Sarai podia considerar como dela própria qualquer criança nascida de seu marido e Hagar. Embora o plano tenha gerado uma criança, não se tratava do filho que Deus havia prometido.”1

“Nessa história, temos um poderoso exemplo de como até mesmo um grande homem de Deus falhou em sua fé ao enfrentar circunstâncias assustadoras. Em Gênesis 17:18, 19, Abraão pediu a Deus que aceitasse Ismael como seu herdeiro. O Senhor, naturalmente, rejeitou essa oferta. O único elemento ‘miraculoso’ no nascimento de Ismael foi a disposição de Sarai em compartilhar seu marido com outra mulher! Não houve nada fora do normal com relação ao nascimento de uma criança para essa mulher, uma criança nascida ‘segundo a carne’. Tivesse Abrão confiado no que Deus lhe havia prometido, em vez de permitir que as circunstâncias dominassem essa confiança, nada disso teria acontecido, e muito sofrimento teria sido evitado.”1

“6. Em contraste com o nascimento de Ismael, considere as circunstâncias que envolveram o nascimento de Isaque. Por que essas circunstâncias exigiram muita fé por parte de Abraão e Sara? Gn 17:15-19; 18:10-13; Hb 11:11, 12.”1

Gênesis (17:15-19 ARA)2: “15 Disse também Deus a Abraão: A Sarai, tua mulher, já não lhe chamarás Sarai, porém Sara. 16 Abençoá-la-ei e dela te darei um filho; sim, eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis de povos procederão dela. 17 Então, se prostrou Abraão, rosto em terra, e se riu, e disse consigo: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara com seus noventa anos? 18 Disse Abraão a Deus: Tomara que viva Ismael diante de ti. 19 Deus lhe respondeu: De fato, Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; estabelecerei com ele a minha aliança, aliança perpétua para a sua descendência.”.

Gênesis (18:10-13 ARA)2: “10 Disse um deles: Certamente voltarei a ti, daqui a um ano; e Sara, tua mulher, dará à luz um filho. Sara o estava escutando, à porta da tenda, atrás dele. 11 Abraão e Sara eram já velhos, avançados em idade; e a Sara já lhe havia cessado o costume das mulheres. 12 Riu-se, pois, Sara no seu íntimo, dizendo consigo mesma: Depois de velha, e velho também o meu senhor, terei ainda prazer? 13 Disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Será verdade que darei ainda à luz, sendo velha?”.

Hebreus (11:11, 12 ARA)2: “11 Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa. 12 Por isso, também de um, aliás já amortecido, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar.”.

Assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso:

A.( ) Porque Sara era estéril.
B.( ) Porque Abraão era estéril.

Resposta sugestiva: V, F.

“Sua falta de fé nas promessas de Deus tem lhe causado sofrimento? Como você pode aprender a confiar na Palavra de Deus, não importando o que aconteça? Quais escolhas podem fortalecer sua capacidade de confiar nas promessas de Deus?”1

Terça-feira, 29 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A aliança abraâmica

Lições da Bíblia

“3. Quais promessas da aliança Deus fez a Abrão em Gênesis 12:1-5? Qual foi a resposta de Abrão?”1

Gênesis (12:1-5 ARA)2: “1 Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra. 4 Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o SENHOR, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã. 5 Levou Abrão consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as pessoas que lhes acresceram em Harã. Partiram para a terra de Canaã; e lá chegaram.

“As promessas de Deus para Abrão dizem respeito à graça divina. Foi o Senhor, não Abrão, que fez as promessas. Abrão não havia feito nada para merecer o favor de Deus, nem existe ali nenhuma indicação de que Deus e Abrão de alguma forma tivessem trabalhado juntos para chegar a esse acordo. Deus fez todas as promessas. Abrão, em contrapartida, foi chamado a exercer fé na promessa de Deus, não uma pretensa e frágil ‘fé’, mas uma fé que se manifestou quando ele, com 75 anos de idade, deixou seus familiares e se dirigiu à terra que Deus havia prometido.”1

“‘Com a ‘bênção’ pronunciada sobre Abraão e, por meio dele, a todos os seres humanos, o Criador renovou Seu propósito redentor. Ele havia ‘abençoado’ Adão e Eva no paraíso (Gn 1:28; 5:2) e depois ‘abençoou Deus a Noé e a seus filhos’ após o Dilúvio (9:1). Dessa maneira, Deus tornou clara Sua promessa anterior de um Redentor que iria redimir a humanidade, destruir o mal e restaurar o paraíso (Gn 3:15). Deus confirmou Sua promessa de abençoar ‘todos os povos’ em Sua obra universal de proclamação do evangelho” (Hans K. LaRondelle, Our Creator Redeemer, p. 22, 23).”1

“4. Após dez anos de espera pelo nascimento do filho prometido, quais perguntas Abrão tinha sobre a promessa de Deus, de acordo com Gênesis 15:1-6?”1

Gênesis (15:1-6 ARA)2: 1 Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande. 2 Respondeu Abrão: SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? 3 Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro. 4 A isto respondeu logo o SENHOR, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. 5 Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. 6 Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça.

“É fácil exaltar Abrão como o homem de fé que nunca teve quaisquer dúvidas ou perguntas. No entanto, as Escrituras pintam um quadro diferente. Abrão acreditou, mas também teve dúvidas ao longo do caminho. Sua fé foi crescente. Como o pai do relato de Marcos 9:24, Abrão basicamente disse a Deus em Gênesis 15:8: ‘Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!’ Em resposta, Deus graciosamente deu a Abrão a certeza do cumprimento da Sua promessa, ao entrar numa aliança formal com ele (Gn 15:7-18). O que torna essa passagem tão surpreendente não é o fato de que Deus tivesse entrado em aliança com Abrão, mas quanto Ele estava disposto a ceder para realizá-la. Ao contrário de outros governantes do antigo Oriente Próximo, que rejeitavam a ideia de fazer promessas obrigatórias a seus servos, Deus não apenas deu Sua palavra, mas, simbolicamente, passando por entre os pedaços dos animais sacrificados, colocou em risco Sua própria vida nesse pacto. É claro, Jesus, no fim das contas, deu a vida no Calvário para tornar Sua promessa uma realidade.”1

“Você precisa crer no impossível? Como manter a fé, não importando o que aconteça?”1

Segunda-feira, 28 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Princípios da aliança

Lições da Bíblia

Gálatas (4:21-31 ARA)2: “21 Dizei-me vós, os que quereis estar sob a lei: acaso, não ouvis a lei? 22 Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da mulher escrava e outro da livre. 23 Mas o da escrava nasceu segundo a carne; o da livre, mediante a promessa. 24 Estas coisas são alegóricas; porque estas mulheres são duas alianças; uma, na verdade, se refere ao monte Sinai, que gera para escravidão; esta é Agar. 25 Ora, Agar é o monte Sinai, na Arábia, e corresponde à Jerusalém atual, que está em escravidão com seus filhos. 26 Mas a Jerusalém lá de cima é livre, a qual é nossa mãe; 27 porque está escrito: Alegra-te, ó estéril, que não dás à luz, exulta e clama, tu que não estás de parto; porque são mais numerosos os filhos da abandonada que os da que tem marido. 28 Vós, porém, irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque. 29 Como, porém, outrora, o que nascera segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim também agora. 30 Contudo, que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava será herdeiro com o filho da livre. 31 E, assim, irmãos, somos filhos não da escrava, e sim da livre.”.

“Muitos consideram a interpretação de Paulo sobre a história de Israel em Gálatas 4:21-31 como a passagem mais difícil em sua carta. Isso porque ela apresenta um argumento extremamente complexo, que exige um amplo conhecimento das pessoas e acontecimentos do Antigo Testamento. O primeiro passo para dar sentido a essa passagem é ter um entendimento básico de um conceito do Antigo Testamento que é central para o argumento de Paulo: o conceito da aliança.”1

“A palavra hebraica traduzida por ‘aliança’ é berit. Ela ocorre quase 300 vezes no Antigo Testamento e se refere a um contrato obrigatório, acordo ou tratado. Por milhares de anos, as alianças desempenharam papel fundamental na definição das relações entre pessoas e nações do antigo Oriente Próximo. Muitas vezes, alianças envolviam sacrifício de animais como parte de seu processo (literalmente, ‘cortar’ uma aliança). A matança de animais simbolizava o que aconteceria a uma das partes, caso esta falhasse em cumprir as promessas e obrigações da aliança.”1

“‘De Adão a Jesus, Deus Se relacionou com a humanidade por meio de uma série de promessas da aliança centralizadas em um futuro redentor, e que culminaram na aliança davídica (Gn 12:2, 3; 2Sm 7:12-17; Is 11). No cativeiro babilônico, Deus prometeu a Israel uma ‘nova aliança’ mais eficaz (Jr 31:31-34) em conexão com a vinda do Messias davídico (Ez 36:26-28; 37:22-28)’ (Hans K. LaRondelle, Our Creator Redeemer [Nosso Criador e Redentor], Berrien Springs, Michigan: Andrews University Press, 2005, p. 4).”1

“1. De acordo com Gênesis 1:28; 2:2, 3, 15-17, qual foi a base da aliança original de Deus com Adão, no Jardim do Éden, antes do pecado?”1

Gênesis (1:28 ARA)2: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.”.

Gênesis (2:2, 3, 15-17 ARA)2: “2 E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. 3 E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. […] 15 Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. 16 E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”.

“Embora o casamento, o trabalho físico e o sábado fizessem parte das provisões gerais da aliança da criação, seu foco principal era o mandamento de não comer do fruto proibido. A natureza básica da aliança era ‘obedecer e viver’. Como a natureza humana foi criada em harmonia com Deus, o Senhor não exigiu o impossível. A obediência era a inclinação natural da humanidade. No entanto, Adão e Eva escolheram fazer o que não era natural e, nesse ato, não apenas romperam com a aliança da criação, mas tornaram impossível o cumprimento de seus termos aos seres humanos, agora corrompidos pelo pecado. O próprio Deus iria restaurar o relacionamento que Adão e Eva haviam perdido. Ele fez isso estabelecendo imediatamente uma aliança de graça, com base na promessa de um Salvador (Gn 3:15).”1

“2. Leia Gênesis 3:15, a primeira promessa evangélica da Bíblia. Em que parte, nesse verso, encontra-se um indício da esperança que temos em Cristo?”1

Gênesis (3:15 ARA)2: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

Domingo, 27 de agosto de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.