De escravo a filho

Lições da Bíblia

“Enquanto estava preso em Roma, Paulo encontrou um escravo chamado Onésimo, que tinha fugido de Colossos para Roma. O apóstolo percebeu que conhecia pessoalmente o senhor de Onésimo. A epístola de Filemom é o apelo pessoal de Paulo a seu amigo, referente a um relacionamento restaurado com o escravo fugitivo.”1

“Os relacionamentos eram importantes para Paulo. O apóstolo sabia que as relações rompidas prejudicam o crescimento espiritual e a unidade da igreja. Filemom era um líder da igreja de Colossos. Se ele nutrisse amargura para com Onésimo, isso afetaria negativamente seu testemunho cristão e o testemunho da igreja aos incrédulos da comunidade.”1

“2. Quais princípios importantes sobre restauração de relacionamentos encontramos em Filemom 1-25?”1

Filemom (1-25 ARA)2: 1 Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, também nosso colaborador, 2 e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa, 3 graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 4 Dou graças ao meu Deus, lembrando-me, sempre, de ti nas minhas orações, 5 estando ciente do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e todos os santos, 6 para que a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo. 7 Pois, irmão, tive grande alegria e conforto no teu amor, porquanto o coração dos santos tem sido reanimado por teu intermédio. 8 Pois bem, ainda que eu sinta plena liberdade em Cristo para te ordenar o que convém, 9 prefiro, todavia, solicitar em nome do amor, sendo o que sou, Paulo, o velho e, agora, até prisioneiro de Cristo Jesus; 10 sim, solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas. 11 Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim. 12 Eu to envio de volta em pessoa, quero dizer, o meu próprio coração. 13 Eu queria conservá-lo comigo mesmo para, em teu lugar, me servir nas algemas que carrego por causa do evangelho; 14 nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade. 15 Pois acredito que ele veio a ser afastado de ti temporariamente, a fim de que o recebas para sempre, 16 não como escravo; antes, muito acima de escravo, como irmão caríssimo, especialmente de mim e, com maior razão, de ti, quer na carne, quer no Senhor. 17 Se, portanto, me consideras companheiro, recebe-o, como se fosse a mim mesmo. 18 E, se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta. 19 Eu, Paulo, de próprio punho, o escrevo: Eu pagarei – para não te alegar que também tu me deves até a ti mesmo. 20 Sim, irmão, que eu receba de ti, no Senhor, este benefício. Reanima-me o coração em Cristo. 21 Certo, como estou, da tua obediência, eu te escrevo, sabendo que farás mais do que estou pedindo. 22 E, ao mesmo tempo, prepara-me também pousada, pois espero que, por vossas orações, vos serei restituído. 23 Saúdam-te Epafras, prisioneiro comigo, em Cristo Jesus, 24 Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores. 25 A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito.

“À primeira vista, é um tanto surpreendente que Paulo não tenha falado mais vigorosamente contra os males da escravidão. Mas a estratégia do apóstolo foi muito mais eficaz. O evangelho deve derrubar todas as distinções de classe (Gl 3:28; Cl 3:10, 11). O apóstolo enviou Onésimo de volta a Filemom, não como escravo, mas como seu filho em Jesus e como “irmão amado” de Filemom no Senhor (Fm 16, NVI).”1

“Paulo sabia que os escravos que fugiam tinham um futuro desolador. Eles podiam ser apreendidos a qualquer momento. Estavam condenados a uma vida de miséria e pobreza. Mas agora, como irmão de Filemom, em Cristo, e obreiro voluntário, Onésimo poderia ter um futuro melhor. Sua comida, hospedagem e trabalho poderiam ser assegurados sob o domínio de Filemom. A restauração de uma relação rompida poderia fazer uma diferença dramática em sua vida. Onésimo se tornou um “fiel e amado irmão” (Cl 4:9) e um colaborador do evangelho juntamente com Paulo.”1

“O apóstolo foi tão fervoroso e inflexível em seu desejo de reconciliação entre Onésimo e Filemom, que estava disposto a pagar do próprio bolso qualquer despesa resultante do acontecimento entre os dois cristãos.”1

“Como você pode lidar com qualquer estresse, tensão ou até mesmo rompimento em seu relacionamento com outras pessoas? Como os princípios descritos na carta a Filemom podem impedir uma ruptura na unidade da igreja?”1

Segunda-feira, 03 de dezembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Amizade restaurada

Lições da Bíblia

“Paulo e Barnabé trabalhavam juntos testemunhando de Jesus. Porém, eles tiveram um desentendimento sobre a confiabilidade de alguém tão medroso como João Marcos (At 15:36-39). Os potenciais perigos da pregação do evangelho fizeram com que João Marcos, em certo ponto, abandonasse Paulo e Barnabé e voltasse para casa (At 13:13).”1

“‘Essa deserção fez com que Paulo julgasse Marcos por algum tempo desfavorável; e até mesmo com severidade. Por outro lado, Barnabé se inclinava a desculpá-lo devido à sua inexperiência. Estava ansioso para que Marcos não abandonasse o ministério, pois via nele qualidades que o habilitariam para ser útil obreiro de Cristo’ (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 170).”1

“Embora Deus tenha usado todos esses homens, os problemas entre eles precisavam ser resolvidos. O apóstolo que pregava a graça devia estendê-la a um jovem pregador que o havia desapontado. O apóstolo do perdão necessitava perdoar. João Marcos se desenvolveu por meio da encorajadora orientação de Barnabé (At 15:39) e, por fim, o coração de Paulo parece ter sido tocado pelas mudanças.”1

“1. O que as cartas de Paulo a Timóteo e aos colossenses revelam sobre seu relacionamento renovado com João Marcos e a nova confiança nesse jovem pregador? Cl 4:10, 11; 2Tm 4:11”1

Colossenses (4:10, 11 ARA)2: “10 Saúda-vos Aristarco, prisioneiro comigo, e Marcos, primo de Barnabé (sobre quem recebestes instruções; se ele for ter convosco, acolhei-o), 11 e Jesus, conhecido por Justo, os quais são os únicos da circuncisão que cooperam pessoalmente comigo pelo reino de Deus. Eles têm sido o meu lenitivo.

2 Timóteo (4:11 ARA)2: “Somente Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério.

“Embora os detalhes da reconciliação de Paulo com João Marcos estejam incompletos, o registro bíblico é claro. João Marcos se tornou um dos companheiros de confiança do apóstolo. Paulo o recomendou como seu ‘cooperador’ à igreja de Colossos. No fim de sua vida, Paulo encorajou fortemente Timóteo a trazer João Marcos com ele para Roma, pois ele lhe era ‘útil para o ministério’ (2Tm 4:11). O ministério de Paulo foi enriquecido pelo jovem pregador, a quem ele evidentemente havia perdoado. A barreira entre eles havia sido derrubada, e eles puderam trabalhar juntos na causa do evangelho. Quaisquer que fossem os problemas entre eles, e por mais justificado que Paulo julgasse estar em relação à sua atitude anterior para com João Marcos, tudo havia ficado para trás.”1

“Como podemos perdoar os que nos machucaram ou nos decepcionaram? Ao mesmo tempo, por que o perdão nem sempre inclui uma restauração completa de um relacionamento anterior?”1

Domingo, 02 de dezembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Unidade e relacionamentos rompidos

Lições da Bíblia

Se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do Seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida” (Rm 5:10).1

“Como vimos, mesmo depois do Pentecostes, a relação entre os cristãos foi tensa em alguns momentos. O Novo Testamento registra vários exemplos de como os líderes da igreja e os membros lidaram com esses desafios. Esses relatos são extremamente valiosos para a igreja hoje. Eles revelam os resultados positivos de utilizarmos princípios bíblicos para lidar com os conflitos e preservar nossa unidade em Cristo.”1

“Na lição desta semana examinaremos relacionamentos restaurados e como as relações humanas influenciam a unidade em Cristo. O ministério do Espírito Santo envolve aproximar as pessoas de Deus e umas das outras, além de derrubar as barreiras no relacionamento com o Senhor e de uns com os outros. Em suma, a maior demonstração do poder do evangelho não é necessariamente o que a igreja diz, mas como ela vive.”1

“‘Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros’ (Jo 13:35). Sem esse amor, todo o nosso discurso sobre a unidade da igreja não levará a nada.”1

Sábado, 01 de dezembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.

A prova mais convincente – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, “Unidade na Diversidade”, p. 98-103, em Evangelismo.

“‘As Escrituras ilustram como o Espírito Santo guiava a igreja primitiva em seu processo de tomada de decisão. Isso acontecia pelo menos de três maneiras intimamente interligadas: as revelações (por exemplo, o Espírito dizia às pessoas o que fazer: Cornélio, Ananias e Filipe; e, talvez, o lançamento de sortes), as Escrituras (a igreja chegava a uma conclusão por meio da Bíblia) e o consenso (o Espírito atuava na comunidade quase que imperceptivelmente, criando um consenso mediante diálogo e estudo e, por fim, a igreja percebia que o Espírito estava atuando nela). Diante de conflitos culturais, doutrinários e teológicos entre a comunidade de cristãos, o Espírito Santo atuou por meio do consenso no processo de tomada de decisão da igreja. Nesse processo, vemos a função ativa da comunidade de cristãos, não apenas de seus líderes, e também a importância de pedir a Deus discernimento. Percebemos a direção do Espírito Santo em toda a compreensão da comunidade sobre a Palavra de Deus, em sua experiência e em suas necessidades, e na experiência de seus líderes ao ministrarem. As várias decisões da igreja foram tomadas mediante um processo guiado pelo Espírito Santo, em que as Escrituras, a oração e a experiência foram elementos de reflexão teológica’ (Denis Fortin, ‘The Holy Spirit and the Church’, em Ángel Manuel Rodríguez, ed., Message, Mission e Unity of the Church, p. 321, 322).”1

Perguntas para discussão

“1. Como decidimos quais são os ensinamentos e práticas essenciais para nós, adventistas do sétimo dia, e quais não são?”1

“2. Como devemos nos relacionar com cristãos de outras denominações que, como nós, acreditam na morte e ressurreição de Jesus?”1

“Resumo: A mais convincente prova de unidade é amar uns aos outros como Jesus nos amou. O perdão dos pecados e a salvação que compartilhamos, como adventistas, são os melhores vínculos dessa comunhão. Podemos mostrar ao mundo nossa unidade e testemunhar de nossa fé.”1

Sexta-feira, 30 de novembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.

Unidade na missão

Lições da Bíblia

“5. Compare o ânimo dos discípulos durante a Ceia do Senhor, em Lucas 22:24, com o que tiveram pouco antes da experiência do Pentecostes, em Atos 1:14 e 2:1, 46. O que fez tanta diferença na vida deles?”1

Lucas (22:24 ARA): “Suscitaram também entre si uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior.

Atos (1:14 ARA): “Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.

Atos (2:1, 46 ARA): “1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; […] 46 Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,

“Em Atos 1:14 e 2:46, a expressão ‘perseveravam unânimes’ também significa ‘perseveravam com uma só mente’. Isso aconteceu porque os discípulos estavam reunidos em um lugar, em oração, buscando o cumprimento da promessa de Jesus de lhes enviar o Consolador.”1

“Enquanto esperavam, para eles teria sido fácil criticar uns aos outros. Alguns poderiam ter mencionado o fato de Pedro ter negado Jesus (Jo 18:15-18, 25-27) e a dúvida de Tomé quanto à ressurreição de Cristo (Jo 20:25). Eles poderiam ter se lembrado do pedido de João e Tiago, que solicitaram as posições mais poderosas no reino de Jesus (Mc 10:35-41), ou de que Mateus havia sido um desprezado coletor de impostos (Mt 9:9).”1

“No entanto, ‘esses dias de preparo foram de profundo exame de coração. Os discípulos sentiram sua necessidade espiritual e suplicaram do Senhor a santa unção que os devia capacitar para a obra da salvação. Não suplicaram essas bênçãos apenas para si. Sentiam a responsabilidade que pesava sobre eles. Compreendiam que o evangelho devia ser proclamado ao mundo e clamavam pelo poder que Cristo havia prometido’ (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 37).”1

“A comunhão entre os discípulos e a intensidade de suas orações os prepararam para a importante experiência do Pentecostes. Quando se aproximaram de Deus e abandonaram suas diferenças pessoais, os discípulos foram preparados pelo Espírito Santo para se tornarem testemunhas destemidas e ousadas da ressurreição de Jesus. Eles sabiam que Cristo tinha perdoado suas muitas falhas, e isso lhes deu coragem para avançar. Sabiam o que Jesus tinha feito por eles. Conheciam a promessa de salvação encontrada Nele e, portanto, ‘a ambição dos cristãos era revelar a semelhança do caráter de Cristo, bem como trabalhar pelo desenvolvimento de Seu reino’ (Ibid., p. 48). Não é de admirar que o Senhor tenha feito coisas poderosas por meio deles. Que lição para nós como igreja hoje!”1

“É sempre muito fácil encontrar coisas erradas na vida de outras pessoas. Como podemos deixar de lado os erros dos outros em favor de uma causa maior: fazer a vontade de Deus em uma igreja unida?”1

Quinta-feira, 29 de novembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Unidade em meio à diversidade

Lições da Bíblia

“Em Romanos 14 e 15, o apóstolo Paulo tratou de questões que estavam dividindo profundamente a igreja em Roma. Ele encorajou os romanos a mostrar tolerância e paciência uns aos outros e não dividir a igreja por causa desses assuntos. O que podemos aprender com seu conselho?”1

“4. Leia Romanos 14:1-6. Quais questões de consciência fizeram com que os cristãos de Roma julgassem e não se associassem uns com os outros?”1

Romanos (14:1-6 ARA): “1 Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. 2 Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes; 3 quem come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu. 4 Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster. 5 Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. 6 Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.

“É muito provável que essas questões estivessem relacionadas com a impureza cerimonial judaica. De acordo com Paulo, eram ‘contendas sobre dúvidas’ (Rm 14:1, ARC), indicando que não eram questões de salvação, mas de opinião, que deveriam ter sido deixadas por conta da consciência individual de cada um (veja Rm 14:5).”1

“Primeiramente, esses debates foram a respeito do tipo de comida consumida. Paulo não abordou na ocasião o problema de comer animais proibidos em Levítico 11. Não há evidências de que os primeiros cristãos começaram a comer carne de porco ou outros animais imundos durante os dias de Paulo, e sabemos que Pedro também não comeu esses alimentos (veja At 10:14). Além disso, o fato de os fracos comerem apenas vegetais (Rm 14:2) e de o debate envolver também a questão das bebidas (Rm 14:17, 21) indica que o assunto se concentrava na impureza cerimonial. Isso se torna mais evidente pelo uso da palavra ‘impura’ (koinos), em Romanos 14:14. Essa palavra é usada na antiga tradução grega do Antigo Testamento para se referir a animais impuros, e não aos animais imundos de Levítico 11. Aparentemente, havia pessoas na comunidade romana que não participavam das refeições comunitárias porque não estavam convencidas de que os alimentos houvessem sido adequadamente preparados nem de que não tinham sido sacrificados aos ídolos.”1

“O mesmo ocorre com a observância de alguns dias. A questão não se refere à observância semanal do sábado, pois sabemos que Paulo o observava regularmente (At 13:14; 16:13; 17:2). Provavelmente, essa seja uma referência aos vários dias de festas judaicas ou de jejum. A intenção de Paulo nesses versículos era incentivar a tolerância para com os que eram sinceros e conscienciosos na observância desses rituais, desde que não pensassem neles como um meio de salvação. A unidade entre os cristãos é manifestada na paciência e na tolerância mesmo quando não concordamos em alguns pontos, especialmente quando esses pontos não são essenciais à nossa fé.”1

“Existe alguma crença ou prática dos adventistas do sétimo dia que não é exigida dos membros da igreja?”1

Quarta-feira, 28 de novembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Unidade prática

Lições da Bíblia

“Em 1902, Ellen G. White escreveu: ‘Todo cristão deve ser o que Cristo foi em Sua vida nesta Terra. Ele é nosso exemplo, não apenas em Sua pureza imaculada, mas em Sua paciência, mansidão, e disposição cativante’ (Ellen G. White, Signs of the Times, 16 de julho de 1902). Essas palavras lembram o apelo de Paulo aos filipenses: ‘Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus’ (Fp 2:5).”1

“3. Leia Efésios 4:25–5:2 e Colossenses 3:1-17. Em quais áreas da nossa vida somos chamados a mostrar nossa fidelidade a Jesus? Como devemos testemunhar do evangelho de Jesus publicamente?”1

Efésios (4:25–5:2 ARA): “25 Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. 26 Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, 27 nem deis lugar ao diabo. 28 Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. 29 Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. 30 E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. 31 Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. 32 Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou. […] 1 Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; 2 e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.

Colossenses (3:1-17 ARA): “1 Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. 2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; 3 porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. 4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. 5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; 6 por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. 7 Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. 8 Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. 9 Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos 10 e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; 11 no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos. 12 Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. 13 Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; 14 acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. 15 Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. 16 Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. 17 E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.

“Muitas outras passagens das Escrituras encorajam os cristãos a seguir o exemplo de Jesus e a ser testemunhas vivas da graça de Deus para outros. Também somos incentivados a buscar o bem-estar das outras pessoas (Mt 7:12); a suportar os fardos uns dos outros (Gl 6:2); a viver na simplicidade; a concentrar-nos na espiritualidade interior em lugar da ostentação externa (Mt 16:24-26; 1Pe 3:3, 4); e a seguir hábitos de vida saudáveis (1Co 10:31).”1

“‘Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma. Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, naquilo em que eles os acusam de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da Sua intervenção’ (1Pe 2:11, 12, NVI). Com que frequência subestimamos o impacto do caráter cristão sobre aqueles que nos observam? A paciência manifestada em momentos de aborrecimento; uma vida disciplinada em meio a tensão e conflitos; e a gentileza em resposta à impaciência e às palavras ríspidas são marcas do espírito de Jesus que somos encorajados a imitar. Ao testemunharmos juntos a este mundo, que compreende o caráter de Deus de maneira equivocada, nós, adventistas do sétimo dia, tornamo-nos uma força para o bem e para a glória de Deus. Como representantes de Cristo, os cristãos devem ser conhecidos não só por sua retidão moral, mas também por seu interesse prático pelo bem-estar dos outros. Se nossa experiência religiosa é genuína, ela será revelada e terá um impacto sobre o mundo. Um corpo unificado de cristãos que revelem o caráter de Cristo ao mundo será, de fato, um testemunho poderoso.”1

“Qual tem sido seu testemunho às pessoas? O que em sua vida faz com que elas desejem seguir Jesus?”1

Terça-feira, 27 de novembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ministério da reconciliação

Lições da Bíblia

“Certamente nosso mundo é conhecido por desordem, problemas, guerras e conflitos. Todos esses fatores afetam nossa vida pessoal, comunitária e nacional. Às vezes parece que toda a nossa vida está em conflito. Mas a desunião e a desordem não prevalecerão para sempre. Deus está em uma missão para promover a unidade cósmica. Ao passo que o pecado resultou em desarmonia, o plano eterno de Deus para a reconciliação traz paz e plenitude.”1

“Em Efésios 2:13-16, Paulo apresentou os princípios de Cristo para que haja paz entre os cristãos: por meio de Sua morte na cruz, Jesus fez dos judeus e gentios um só povo e destruiu as barreiras étnicas e religiosas que os separavam. Se Cristo conseguiu fazer isso com os judeus e gentios no primeiro século, Ele ainda pode fazer muito mais para derrubar as barreiras étnicas e culturais que dividem as pessoas em nossa igreja hoje!”1

“E, a partir daí, podemos alcançar o mundo.”1

“2. Em 2 Coríntios 5:17-21, Paulo afirmou que, em Cristo, somos novas criaturas, reconciliadas com Deus. Qual é então nosso ministério neste mundo? Que diferença poderíamos fazer em nossa comunidade sendo um corpo unido?”1

2 Coríntios (5:17-21 ARA)2: “17 E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 18 Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, 19 a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. 20 De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. 21 Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

“Como nova criatura de Deus, o cristão recebe um ministério fundamental – um triplo ministério da reconciliação. (1) Nossa igreja é composta de cristãos que estavam separados de Deus, mas, mediante a graça salvífica do sacrifício de Cristo, foram unidos a Ele pelo Espírito Santo. Somos o remanescente, chamados para proclamar ao mundo uma mensagem para o tempo do fim. Nosso ministério é convidar os que ainda estão separados de Deus a se reconciliarem com Ele e se juntarem a nós em nossa missão. (2) A igreja também é o povo de Deus reconciliado uns com os outros. Estar unido a Cristo significa que estamos unidos uns aos outros. Esse não é apenas um ideal elevado, mas deve ser uma realidade visível. A reconciliação de uns com os outros e a paz e a harmonia entre irmãos e irmãs são um testemunho inconfundível ao mundo de que Jesus Cristo é nosso Salvador e Redentor, como está escrito em João 13:35: ‘Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.’ (3) Mediante esse ministério da reconciliação, a igreja declara ao universo que o divino plano da redenção é verdadeiro e poderoso. O grande conflito é sobre Deus e Seu caráter. Na medida em que a igreja cultiva a unidade e a reconciliação, o universo vê a obra da sabedoria eterna de Deus (veja Ef 3:8-11 [‘8 A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo 9 e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas, 10 para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, 11 segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor,]2).”1

Segunda-feira, 26 de novembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.