Mais leis

Lições da Bíblia1:

Em Sua misericórdia, Deus ensinou os juízes a lidar com as pessoas em situações relacionadas aos direitos de propriedade. A Bíblia apresenta estudos de caso, indicando, por exemplo, o que fazer se um boi atacasse o boi de um vizinho, se as pessoas roubassem um animal doméstico e o vendessem, se os animais pastassem no campo ou no vinhedo de outra pessoa, se um item que alguém tomasse emprestado fosse roubado, ou se um animal alugado fosse ferido ou morresse (Êx 21:33-36; 22:1-15).

2. Leia Êxodo 22:16-31; 23:1-9. Quais questões foram tratadas nessas leis e de que maneiras?

Êxodo 22:16-31 (NAA): 16 — Se alguém seduzir uma virgem que ainda não foi prometida em casamento e tiver relações com ela, pagará seu dote e a tomará por mulher. 17 Se o pai dela definitivamente não quiser dar-lhe a moça em casamento, aquele que a seduziu pagará em dinheiro conforme o dote das virgens. 18 — A feiticeira você não deixará viver. 19 — Quem tiver coito com animal será morto. 20 — Quem sacrificar aos deuses e não somente ao Senhor será destruído. 21 — Não maltrate o estrangeiro, nem o oprima; porque vocês foram estrangeiros na terra do Egito. 22 Não maltratem as viúvas nem os órfãos. 23 Se de algum modo os maltratarem, e eles clamarem a mim, eu lhes ouvirei o clamor; 24 a minha ira se acenderá, e eu matarei vocês à espada; as suas mulheres ficarão viúvas, e os seus filhos ficarão órfãos. 25 — Se você emprestar dinheiro a alguém do meu povo, ao pobre que está com você, não trate com ele como um credor que impõe juros. 26 Se você pegar o manto do seu próximo como penhor, devolva-o antes do pôr do sol, 27 porque é com ele que se cobre, é a roupa do seu corpo; em que ele se deitaria? Quando ele clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso. 28 — Não blasfeme contra Deus, nem amaldiçoe uma autoridade do seu povo. 29 — Não demore em trazer ofertas do melhor das suas colheitas e das suas vinhas; entregue-me o primogênito dos seus filhos. 30 Faça o mesmo com as suas vacas e com as suas ovelhas; deixe que a cria fique sete dias com a mãe, mas no oitavo dia você a entregará para mim. 31 — Vocês serão homens consagrados a mim; portanto, não comam carne de animais dilacerados no campo; joguem essa carne aos cães.

Êxodo 23:1-9 (NAA): 1— Não espalhe notícias falsas e não entre em acordo com o ímpio, para ser testemunha maldosa. 2 Não siga a multidão para fazer o mal e, num processo, não deponha com a maioria, para torcer a justiça. 3 Não seja parcial nem mesmo com o pobre nas suas demandas. 4 — Se você encontrar desgarrado o boi ou o jumento do seu inimigo, leve-o sem falta de volta para ele. 5 Se você vir prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que odeia você, não o abandone, mas ajude o dono a erguer o animal. 6 — Não perverta o direito do pobre que vem até você com a sua causa. 7 Fique longe da falsa acusação. Não mate o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio. 8 Não aceite suborno, porque o suborno cega até o perspicaz e perverte as palavras dos justos. 9 — Não oprima o estrangeiro; vocês sabem o que é ser estrangeiro, pois foram estrangeiros na terra do Egito.

As leis de Deus incluíam diferentes questões. Havia regulamentações contra rebaixar ou humilhar as pessoas. Deus não queria que houvesse exploração. Em Sua misericórdia, Ele procurou corrigir as tendências pecaminosas do coração humano e restringir as inclinações naturais das pessoas. Com isso, a sociedade seria mais segura, o mal eliminado e bons relacionamentos interpessoais cultivados. Justiça e amor devem governar as ações.

3. Leia Êxodo 23:10-19. Qual era o propósito do sábado e das festas?

Êxodo 23:10-19 (NAA):10 — Durante seis anos você semeará a sua terra e recolherá os seus frutos. 11 Porém, no sétimo ano, deixe a terra descansar e não a cultive, para que os pobres do seu povo achem o que comer e os animais do campo comam do que sobrar. Faça o mesmo com a sua vinha e com o seu olival. 12 — Durante seis dias você fará o seu trabalho, mas, no sétimo dia, descanse, para que descanse também o seu boi e o seu jumento, e para que o filho da sua escrava e o estrangeiro se revigorem. 13 — Deem atenção a tudo o que eu tenho dito a vocês. O nome de outros deuses não deve ser lembrado nem pronunciado por vocês. 14 — Três vezes no ano celebrem uma festa para mim. 15 Celebrem a Festa dos Pães sem Fermento; durante sete dias vocês comerão pães sem fermento, como ordenei a vocês. Façam isso no tempo indicado no mês de abibe, porque nesse mês vocês saíram do Egito. Ninguém apareça diante de mim de mãos vazias. 16 Celebrem a Festa da Ceifa, dos primeiros frutos do seu trabalho, do que vocês semeiam no campo, e a Festa da Colheita, ao final do ano, quando vocês recolhem do campo o fruto do seu trabalho. 17 Três vezes por ano, todo homem deve comparecer diante do Senhor Deus. 18 — Não ofereçam o sangue do meu sacrifício com pão fermentado, nem deixem que a gordura da minha festa fique durante a noite até a manhã seguinte. 19 Tragam as primícias dos frutos de sua terra à casa do Senhor, seu Deus. Não cozinhem o cabrito no leite da sua própria mãe.

O sábado e as festas eram momentos de adoração, trazendo à memória eventos cruciais da história da salvação. A adoração era regulamentada de modo minucioso, porque era a base teológica para as outras atividades. O sábado foi estabelecido na criação (Gn 2:2, 3; Êx 20:8-11), estava conectado à libertação de Israel (Dt 5:12-15) e, de forma poderosa, aponta para a adoração a Deus como Criador, Redentor e Senhor (Mc 2:27, 28). 

Entretanto, havia três festas importantes que Israel deveria celebrar a cada ano: (1) a Páscoa, ou Festa dos Pães Sem Fermento, que ocorria na primavera do hemisfério norte (entre março e abril); (2) o Pentecostes, ou Festa da Colheita (ou das Semanas), sete semanas após a festa anterior, começando assim 50 dias depois; e (3) a Festa dos Tabernáculos (ou das Cabanas, ou Festa da Colheita), no outono, entre setembro e outubro (Êx 34:18-26; Lv 23:4-44; Nm 28:16-31; 29:1-40; Dt 16:1-16).

Segunda-feira, 25 de agosto de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Nos Salmos – parte 2 – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia o Salmo 133; Atos 1:4-9 e Apocalipse 5:4-7.

“Durante a era patriarcal, a influência do Espírito Santo tinha sido muitas vezes revelada de maneira notável, mas nunca em Sua plenitude. Agora, em obediência à palavra do Salvador, os discípulos suplicavam esse dom e, no Céu, Cristo intercedia por eles ainda mais. Ele reclamou o dom do Espírito para que pudesse derramá-lo sobre Seu povo” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 37).

Os discípulos deviam testemunhar “até os confins da terra”, anunciando a volta de Cristo (At 1:8; Mt 24:14). Devemos continuar o que eles começaram.

Quando Cristo nos disse para levar o evangelho ao mundo, não nos deixou sozinhos para tentar descobrir como fazer isso. A obra é dirigida a partir do santuário celestial. Nossa obra está ligada a Cristo: Ele nos guia e nos capacita. Esse é o trabalho Dele, não nosso: somos chamados a seguir Sua direção. Foi assim que aconteceu com Israel: Deus pediu que eles seguissem Suas instruções, e Ele realizou o impossível. O Espírito Santo já está trabalhando no coração das pessoas; somos chamados a estar presentes quando o momento da decisão chegar, para que possamos convidá-los a se unir ao povo de Deus com o Cordeiro no monte Sião. Não precisamos inventar meios e métodos, porque nunca fomos responsáveis pelo trabalho.

Perguntas para consideração

1. Muitos ainda não foram alcançados, embora as três mensagens angélicas tenham se espalhado no mundo. Como cumprir a tarefa que Cristo nos designou? Como evitar o desespero ao pensar nos que ainda não ouviram as verdades para os últimos dias?

2. João viu o livro sendo dado ao Cordeiro porque Ele é digno (Ap 5). Quando os selos são abertos (Ap 6), surge a história da igreja até o fim. A partir dessa descrição, que lições aprendemos sobre a maneira pela qual Deus pretende terminar a obra?

3. Quais eventos atuais poderiam facilmente levar ao cumprimento final de Apocalipse 13 e 14? E quais obstáculos ainda existem?

Sexta-feira, 30 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.

Imagens do casamento – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia João 2:1-11; Mateus 22:1-14; 2 Coríntios 11:1-5 e Mateus 25:1-13.

Quando vemos as informações disponíveis na Bíblia para nos ajudar a compreender as profecias, podemos ser tentados a usá-las de modo equivocado. Alguns enfatizaram tanto os símbolos e as figuras de linguagem das histórias bíblicas que acabaram tratando esses relatos como mitos. Embora existam figuras de linguagem na Bíblia, Deus utilizou eventos reais, que envolveram pessoas reais, para ensinar verdades sobre o Seu relacionamento com a igreja.

O casamento em Caná traz lições sobre a metáfora do casamento usada nas profecias, mas esse casamento foi um evento real. “A palavra de Cristo forneceu ampla provisão para a festa. Assim também, Sua graça é abundante para apagar as iniquidades” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 110).

“Deus nos tem dado essas coisas, e Sua bênção acompanhará o estudo reverente das Escrituras proféticas, feito com oração” (O Desejado de Todas as Nações, p. 177).

Perguntas para consideração

1. Elementos no Evangelho de João apontam para a obra que Cristo realizaria no futuro. O texto bíblico conduz os leitores para a cruz. Que aspectos do caráter de Cristo e do Seu reino futuro são revelados em João 2:1-11? O que aprendemos sobre o plano da salvação e sobre a festa de casamento prometida ao Filho de Deus?

2. O que a parábola das dez virgens ensina sobre os eventos dos últimos dias? O que significa o atraso do noivo? Que lições essa parábola ensina sobre nossa relação individual com Cristo e Seu relacionamento com a igreja de modo coletivo?

3. Além da observância do domingo, em oposição ao sábado bíblico, que outras crenças falsas entraram na igreja? Como elas foram introduzidas? O que podemos fazer para nos proteger delas e ajudar outros a perceber esses erros? De que modo as três mensagens angélicas (Ap 14:6-12) tentam fazer exatamente isso?

Sexta-feira, 18 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.

Alguns princípios da profecia – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 272-277 (“Guilherme Miller e a mensagem do advento”).

“Pastores e povo declaravam que as profecias de Daniel e do Apocalipse eram mistérios incompreensíveis. No entanto, Cristo chamou a atenção de Seus discípulos para as palavras do profeta Daniel, com relação aos acontecimentos que ocorreriam na época deles, e disse: ‘Quem lê entenda’ (Mt 24:15). E a afirmação de que o Apocalipse é um mistério que não pode ser compreendido é contradita pelo próprio título do livro: ‘Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer […]. Bem-aventurado aquele que lê, e bem-aventurados aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo’ (Ap 1:1, 3). […]

“Foram reveladas a João cenas emocionantes e de profundo interesse sobre a experiência da igreja. Ele viu a posição, os perigos, os conflitos e o livramento final do povo de Deus. Registrou as últimas mensagens que farão amadurecer a seara da Terra – tanto os feixes para o celeiro celestial quanto os para o fogo da destruição. Assuntos de suma importância lhe foram desvendados, especialmente para a última igreja, com o propósito de que os que saíssem do erro para a verdade pudessem ser instruídos” (O Grande Conflito, p. 289, 290, grifos no original).

Perguntas para consideração

1. De que modo o estudo das profecias pode aumentar sua fé? Profecias escritas milhares de anos antes dos eventos preditos aumentaram sua confiança na Bíblia e, mais importante ainda, no Deus que a inspirou? Daniel 2 apresenta motivos poderosos e racionais para crer que Deus existe e conhece o futuro?

2. Qual é a melhor maneira de nos protegermos de interpretações especulativas sobre as profecias, que às vezes existem até mesmo na igreja? Por que é essencial seguir a orientação bíblica: “Examinem todas as coisas, retenham o que é bom” (1Ts 5:21)?

Sexta-feira, 04 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.

A ira do amor divino

Loções da Bíblia1:

“Contudo, Ele foi misericordioso; perdoou-lhes as maldades e não os destruiu. Vez após vez conteve a Sua ira, sem despertá-la totalmente” (Sl 78:38, NVI).

Embora a compaixão de Deus seja frequentemente reconhecida e admirada, muitos acham perturbadora a ideia de Sua ira. Para alguns, parece contraditório que um Deus de amor possa expressar ira. No entanto, essa noção é equivocada, pois a ira divina é uma manifestação direta de Seu amor.

Alguns afirmam que o Deus do AT é um Deus de ira, enquanto o Deus do NT é um Deus de amor. Mas existe apenas um Deus, revelado como o mesmo em ambos os testamentos. O Deus que é amor manifesta ira contra o mal – precisamente por causa de Seu amor. O próprio Jesus expressou profunda ira contra o mal, e o NT ensina repetidamente sobre a ira justa e apropriada de Deus.

A ira de Deus representa sempre Sua reação justa e amorosa diante do mal e da injustiça. Essa ira divina é uma justa indignação provocada pela bondade e pelo amor perfeitos, buscando o pleno desenvolvimento de toda a criação. A ira de Deus é, em essência, a resposta adequada de amor ao mal e à injustiça. Assim, o mal desperta a paixão de Deus em defesa das vítimas e contra os responsáveis pelo mal. Portanto, a ira divina é outra manifestação do amor divino.

Sábado, 25 de janeiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.

Mais testemunhos sobre Jesus

Lições da Bíblia1:

“E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim” (Jo 12:32).

Jesus não apenas disse coisas impressionantes sobre Si mesmo, sobre quem Ele é, sobre quem O enviou ou sobre de onde Ele veio. Ele também mostrou quem é pelos milagres e sinais que realizou. Algumas pessoas testificaram abertamente sobre Jesus: “Quando o Cristo vier, será que vai fazer maiores sinais do que este homem tem feito?” (Jo 7:31).

Jesus confirmou Suas palavras com ações que provavam a veracidade do que Ele disse.

À medida que o drama continua, no entanto, começa uma divisão entre o povo. A cura do homem junto ao tanque de Betesda atraiu a ira de alguns líderes religiosos. A discussão em Cafarnaum, após a multiplicação de pães e peixes, resulta na rejeição de Jesus por muitos dos Seus discípulos. A ressurreição de Lázaro produziu fé em algumas pessoas, mas desencadeou em outras uma hostilidade que levaria ao julgamento e à execução de Jesus.

A lição desta semana examina a história de algumas pessoas que deram testemunho sobre Jesus. Em cada um desses incidentes, são revelados alguns aspectos de quem Cristo realmente é. Juntos, eles nos dão uma compreensão mais profunda sobre Jesus, o Messias.

Sábado, 02 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.

O Senhor ressuscitado – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 627-632 (“Sepultura vazia”), e p. 656-666 (“A grande comissão”).

“Para aquele que crê, Cristo é a ressurreição e a vida. Em nosso Salvador, a vida que se perdeu por causa do pecado é restaurada, pois Jesus possui vida em Si mesmo, para concedê-la a quem Ele quiser. Está investido do direito de conceder a imortalidade. A vida que Ele entregou como ser humano, reassumiu e concedeu à humanidade” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 632).

Historiadores ateus, que não aceitam a ressurreição, admitem que Jesus morreu e que, depois de Sua morte, muitos afirmaram ter visto o Cristo ressuscitado e, como resultado disso, deram início ao núcleo do que se tornaria a igreja cristã. Alguns, na tentativa de explicar por que os discípulos afirmavam isso, argumentam que Jesus tinha um irmão gêmeo ou que os primeiros discípulos tiveram alucinações, pensando que viram Jesus. Outros concluem que Jesus não morreu realmente, mas apenas desmaiou e, mais tarde, reviveu. Um autor chegou a afirmar que extraterrestres desceram e levaram o corpo de Jesus. Para uma análise desses argumentos, veja Clifford Goldstein, Risen: Finding Hope in the Empty Tomb [Nampa, ID: Pacific Press, 2021]; David Marshall, “Jesus realmente ressuscitou?”, em A Lógica da Fé: Respostas Inteligentes Para Perguntas Difíceis Sobre Nossas Crenças [CPB, 2014, p. 73-81].

Perguntas para consideração

Por que os discípulos mentiriam sobre a ressurreição de Jesus, sendo que foram odiados por causa de sua crença? O que eles teriam ganhado inventando essa história?

Que evidência da ressurreição de Jesus é mais convincente para você?

Segundo Paulo, que esperança a ressurreição de Jesus oferece (1Co 15)?

Sexta-feira, 27 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.

Um culto inesquecível

Lições da Bíblia1:

2. Que experiência inesquecível aconteceu na sinagoga de Cafarnaum, e que verdades espirituais podemos extrair desse relato? Mc 1:21-28

Mc 1:21-28 (NAA)2: “21 Depois, entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, Jesus foi ensinar na sinagoga. 22 E maravilhavam-se com a sua doutrina, porque os ensinava como alguém que tem autoridade e não como os escribas. 23 E logo apareceu na sinagoga um homem possuído de espírito imundo, o qual gritou: 24— O que você quer conosco, Jesus Nazareno? Você veio para nos destruir? Sei muito bem quem você é: o Santo de Deus! 25 Mas Jesus o repreendeu, dizendo: — Cale-se e saia desse homem. 26 Então o espírito imundo, agitando-o violentamente e gritando em alta voz, saiu dele. 27 Todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si: — Que é isto? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem! 28 E a fama de Jesus se espalhou depressa em todas as direções, por toda a região da Galileia.”

Muitos se recordam de momentos inesquecíveis em que sentiram a presença de Deus. Esses momentos foram não apenas inesquecíveis, mas transformadores.

Isso aconteceu com as pessoas de Cafarnaum naquele sábado: “E maravilhavam-se com a Sua doutrina, porque os ensinava como alguém que tem autoridade e não como os escribas” (Mc 1:22). Enquanto Jesus estava ensinando, um endemoninhado, impactado pelo poder de Seus ensinos, gritou: “Sei muito bem quem Você é: o Santo de Deus!” (Mc 1:24). E então Jesus expulsou o demônio.

Pense no significado das palavras ditas pelo demônio, que reconheceu Jesus como “o Santo de Deus”. Ele admitiu que Jesus era o santo emissário de Deus, em contraste com as hostes impuras e profanas de Satanás. Naturalmente, em um ambiente de culto, esperamos coisas e pessoas santas, não coisas profanas e impuras. Assim, nessa história existe um forte contraste entre os poderes do bem e as forças do mal. Nesse evento, vemos a realidade do grande conflito. Mesmo que as pessoas ainda não soubessem quem Jesus era, aquele demônio sabia e reconheceu isso publicamente.

A ordem para que o demônio saísse do homem é totalmente compreensível, mas o que dizer da ordem: “Cale-se”? (Mc 1:25). Nessa história surge um tema bastante marcante no Evangelho de Marcos: o apelo de Jesus ao silêncio sobre quem Ele é. Os estudiosos chamam isso de “segredo messiânico”.

O pedido de silêncio faz sentido por causa das conotações políticas que as expectativas messiânicas tinham em Sua época. Era arriscado afirmar ser o Messias. No entanto, junto com os apelos ao silêncio encontramos revelações inconfundíveis de quem Jesus é. Com o tempo, ficou claro que a identidade de Jesus não podia ser escondida, e a verdade de quem Ele era se tornaria o centro do evangelho. As pessoas precisam não apenas saber quem é Jesus, mas também tomar uma decisão sobre como responderão à Sua vinda ao mundo e ao significado dessa vinda para elas.

Há momentos em que é prudente não apresentar às pessoas toda a “verdade presente”?

Segunda-feira, 08 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.