Eu Me levantarei

Lições da Bíblia1

 “Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, Eu Me levantarei agora, diz o Senhor, e porei a salvo aquele que anseia por isso” (Sl 12:5).

Em todas as épocas, incluindo a nossa, o mal, a injustiça e a opressão têm assolado a Terra. Os salmistas também viveram tempos assim. Dessa forma, entre outras coisas, os salmos são também protestos de Deus e dos salmistas contra a violência e a opressão no mundo.

Sim, o Senhor é longânimo e retém Sua ira em Sua grande tolerância, não querendo que ninguém pereça, mas que todos se arrependam e mudem seus caminhos (2Pe 3:9-15). E embora o tempo apropriado de Deus para Sua intervenção nem sempre coincida com as expectativas humanas, o dia do juízo está próximo (Sl 96:13; 98:9). Só precisamos confiar Nele e em Suas promessas, até que esse dia chegue.

Somente o Criador, cujo trono é fundado na retidão e na justiça (Sl 89:14; 97:2), pode oferecer, com Seu juízo soberano, estabilidade e prosperidade ao mundo. O aspecto duplo do juízo divino inclui a libertação dos oprimidos e a destruição dos ímpios (Sl 7:6-17).

Essa libertação foi prometida, e isso acontecerá em breve, mas no tempo de Deus, não no nosso, um ponto que o salmista enfatizou.

Sábado, 03 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 

Um cântico ao Senhor em terra estranha – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia o Salmo 56; Caminho a Cristo, p. 115-127 (“Alegria no Senhor”). Como os salmistas, o povo de Deus questiona: Como cantar cânticos ao Senhor em uma “terra estranha”? Nossa fé na soberania do Senhor é desafiada e perguntamos se Deus está no controle ou se Ele é tão poderoso e bom quanto as Escrituras dizem.

Temos incerteza e suspense diante do mal e da aparente ausência divina, mas confiança diante do amor e justiça de Deus. Apesar das incertezas, os salmistas apelavam para a fidelidade infalível de Deus (Sl 36:5-10; 89:2, 8).

Devemos seguir esse exemplo. “Reúna todas as suas energias para elevar os olhos e não deixá-los pousar nas dificuldades. Assim fazendo, você jamais fraquejará na vida. Em breve haverá de ver Jesus por trás da nuvem, estendendo a mão para ajudá-lo; e tudo o que restará a fazer será estender-Lhe sua fé simples e permitir-Lhe que o guie” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 5, p. 495).

Os momentos em que Deus “escondia o rosto” não minavam a eficácia da oração, mas levavam os salmistas a examinar a si mesmos, relembrar a salvação ocorrida no passado e apresentar a Deus humilde confissão (Sl 77:10-12; 89:46-52). “A fé é fortalecida por entrar em conflito com dúvidas e influências opostas. A experiência alcançada nessas provas é de maior valor do que as joias mais preciosas” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 3, p. 463). Perguntas para consideração 1. Que tensões experimentaram os salmistas diante do mal? Enfrentamos tensões semelhantes? Como mantemos a fé nesses momentos? 2. Onde procurar respostas quando a fé em Deus é testada por provações ou por pessoas cujos sofrimentos as levam a questionar a bondade e o poder de Deus? 3. Como explicar o mal em um mundo criado e sustentado por um Deus todo-poderoso e amoroso? O tema do grande conflito ajuda a responder a esse questionamento?

Sexta-feira, 02 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 

Para que os justos não sejam tentados

Lições da Bíblia1

6. Leia os Salmos 37:1, 8; 49:5-7; 94:3-7; 125:3. Que luta o salmista enfrentava?

Sl 37:1, 8 (NAA)2: “1 Não se irrite por causa dos malfeitores, nem tenha inveja dos que praticam a iniquidade. […] 8 Deixe a ira, abandone o furor; não se irrite; certamente isso acabará mal.”

Sl 49:5-7 (NAA)2: “5 Por que temerei nos dias maus, quando me cercar a iniquidade dos que me perseguem, 6 dos que confiam nos seus bens e se gloriam na sua muita riqueza? 7 Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate —”

Sl 94:3-7 (NAA)2: “3 Até quando, Senhor, os ímpios, até quando os ímpios exultarão? 4 Fazem alarde e falam com arrogância; todos os que praticam a iniquidade se vangloriam. 5 Esmagam o teu povo, Senhor, e oprimem a tua herança.Matam as viúvas e os estrangeiros e assassinam os órfãos.E dizem: ‘O Senhor não está vendo; o Deus de Jacó não faz caso disso.’”

Sl 125:3 (NAA)2: “O cetro dos ímpios não permanecerá na terra dos justos, para que os justos não comecem a praticar a iniquidade.”

Esses salmos lamentam a prosperidade dos ímpios e o desafio que isso representa para os justos. Os ímpios não apenas prosperam, mas às vezes também desprezam abertamente a Deus e oprimem os outros. A questão desconcertante é que, enquanto “o cetro dos ímpios” (Sl 125:3) domina o mundo, o “cetro de justiça” (Sl 45:6) parece falhar. Então, por que não desistir e abraçar o mal como outros fazem?

7. Leia Salmo 73:1-20, 27. O que leva o salmista a atravessar a crise? Qual é o fim dos que confiam em coisas fúteis? (Ver também 1Pe 1:17)

Sl 73:1-20, 27 (NAA)2: “1 De fato, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo. 2 Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. 3 Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos maus. 4 Para eles não há preocupações, o seu corpo é forte e sadio. 5 Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros. 6 Por isso, a soberba os cinge como um colar, e a violência os envolve como um manto. 7 Os olhos saltam-lhes de tanta gordura; do coração deles brotam fantasias. 8 Zombam e falam com maldade; falam da opressão com arrogância. 9 Abrem a boca para falar contra os céus, e a língua deles percorre a terra. 10 Por isso, o seu povo se volta para eles e os tem por fonte da qual bebe com avidez. 11 Eles dizem: “Como Deus ficará sabendo? Por acaso o Altíssimo tem algum conhecimento?” 12 Eis que estes são os ímpios; e, sempre tranquilos, aumentam as suas riquezas. 13 Com certeza foi inútil conservar puro o meu coração e lavar as minhas mãos na inocência. 14 Pois o dia inteiro sou afligido e cada manhã sou castigado. 15 Se eu tivesse pensado em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos, ó Deus. 16 Em só refletir para compreender isso, achei que a tarefa era pesada demais para mim; 17 até que entrei no santuário de Deus e descobri qual seria o fim deles. 18 Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição. 19 Como são destruídos num instante! São totalmente aniquilados de terror! 20 Como acontece com o sonho, quando alguém acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles. […] 27 Os que se afastam de ti certamente perecerão; tu destróis todos os que são infiéis para contigo.

1Pe 1:17 (NAA)2: “E, se vocês invocam como Pai aquele que, sem parcialidade, julga segundo as obras de cada um, vivam em temor durante o tempo da peregrinação de vocês,

No Salmo 73, enquanto o salmista permaneceu focado na iniquidade do mundo, ele foi incapaz de ver o quadro geral do ponto de vista divino. O problema que a prosperidade do mal gerava para sua fé era esmagador; ele acreditava, também, que seu argumento sobre a inutilidade da fé se baseava na realidade.

No entanto, o Salmo 73 mostra que “zombam dessas coisas aqueles que ignoram o primeiro verso desse salmo, que resume todo o salmo: ‘Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo’” (Johannes Bugenhagen, Reformation Commentary on Scripture [Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 2018], p. 11).

O salmista foi levado ao santuário, o lugar do governo soberano de Deus, e foi lembrado de que “hoje” é apenas um pedaço do mosaico, e ele devia considerar o “fim”, quando os ímpios enfrentarão o juízo de Deus. O fato de o salmista ter entendido essa verdade no santuário e confessado sua loucura anterior mostra que a realidade só pode ser compreendida mediante a percepção espiritual, não pela lógica humana.

Como a promessa do juízo divino sobre o mundo, e sobre todo o seu mal, nos conforta ao vermos tanto mal impune?

Quinta-feira, 01 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Falhou a Sua promessa para sempre?

Lições da Bíblia1

5. Leia o Salmo 77. O que o autor estava enfrentando?

Salmo 77 (NAA)2: “1 Elevo a Deus a minha voz e clamo, elevo a Deus a minha voz, para que me atenda. 2 No dia da minha angústia, procuro o Senhor; erguem-se as minhas mãos durante a noite e não se cansam; a minha alma não encontra consolo. Lembro-me de Deus e começo a gemer; medito, e o meu espírito desfalece. 4 Não me deixas pregar os olhos; tão perturbado estou, que nem posso falar. 5 Penso nos dias de outrora, trago à lembrança os anos de tempos passados.De noite indago o meu íntimo, e o meu espírito pergunta:“Será que o Senhor nos rejeitará para sempre? Acaso, não voltará a ser propício? 8 Cessou perpetuamente a sua graça? Caducou a sua promessa para todas as gerações?Será que Deus se esqueceu de ser bondoso? Ou será que encerrou as suas misericórdias na sua ira?” 10 Então eu disse: “Esta é a minha aflição: o poder do Altíssimo não é mais o mesmo.11 Recordarei os feitos do Senhor; certamente me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade. 12 Meditarei em todas as tuas obras e pensarei em todos os teus feitos poderosos. 13 O teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus? 14 Tu és o Deus que operas maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder. 15 Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José. 16 As águas te viram, ó Deus, as águas te viram e temeram; até os abismos se abalaram. 17 Grossas nuvens se desfizeram em água; houve trovões nos espaços; também as tuas setas cruzaram de uma parte para outra. 18 O estrondo do teu trovão ecoou na redondeza; os relâmpagos iluminaram o mundo; a terra se abalou e tremeu. 19 O teu caminho foi pelo mar; as tuas veredas passaram pelas grandes águas, mas ninguém encontrou as tuas pegadas. 20 O teu povo, tu o conduziste, como rebanho, pelas mãos de Moisés e de Arão.”

O Salmo 77 começa com um pedido de ajuda, cheio de lamento e lembrança dolorosa do passado (Sl 77:1-6). Todo o ser do salmista está triste e se volta para o Senhor. Ele se recusa a ser consolado por qualquer alívio, exceto aquele que venha de Deus. No entanto, lembrar-se de Deus parece intensificar sua angústia. “Lembro-me de Deus e começo a gemer” (Sl 77:3). O hebraico hamah, “gemer”, muitas vezes retrata o rugido de águas furiosas (Sl 46:3). Da mesma forma, todo o ser do salmista está em estado de agitação intensa.

Como a lembrança de Deus pode produzir sentimentos tão fortes de angústia? Uma série de perguntas perturbadoras deixam transparecer a causa de sua aflição (Sl 77:7-9): Deus mudou? Deus pode trair Sua aliança?

O contraste gritante entre os atos divinos salvíficos no passado e a aparente ausência divina no presente faz com que o salmista se sinta abandonado por Deus. Se Deus mudou, o salmista não tem esperança, conclusão que ele se esforça para rejeitar.

Enquanto isso, o salmista não consegue dormir, pois o Senhor o mantém acordado (Sl 77:4). Isso lembra outros personagens bíblicos cuja insônia foi usada por Deus para promover Seus propósitos (Gn 41:1-8; Et 6:1; Dn 2:1-3). A longa noite sem dormir faz com que o salmista considere os atos passados de libertação divina, mas com nova determinação (Sl 77:5, 10).

A certeza que o salmista recebe de Deus não consiste em explicações sobre sua situação pessoal, mas em uma confirmação da fidelidade e confiabilidade divinas (como ocorreu com Jó). O salmista é encorajado a esperar no Senhor com fé, sabendo que Ele é o mesmo Deus que realizou milagres no passado de Israel (Sl 77:11-18). Também percebe que “ninguém encontrou as Tuas pegadas” (Sl 77:19), reconhecendo a orientação de Deus, mesmo em situações em que a Sua presença não é óbvia aos olhos humanos. Ele reconhece que Deus é ao mesmo tempo revelado e oculto, e por isso louva os caminhos misteriosos e soberanos do Senhor.

Pense em tempos passados em que o Senhor trabalhou em sua vida. Como isso pode ajudá-lo a lidar com as lutas do presente?

Quarta-feira, 31 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Onde está Deus?

Lições da Bíblia1

3. Leia os Salmos 42:1-3; 63:1; 69:1-3; 102:1-7. O que causa grande dor ao salmista?

Sl 42:1-3 (NAA)2: “1 Assim como a corça suspira pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. 2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando irei e me apresentarei diante da face de Deus? 3 As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente: ‘E o seu Deus, onde está?’

Sl 63:1 (NAA)2: “1 Ó Deus, tu és o meu Deus; eu te busco ansiosamente. A minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta e sem água.”  

Sl 69:1-3 (NAA)2: “1 Salva-me, ó Deus, porque as águas me sobem até a alma. 2 Estou atolado num profundo lamaçal, que não dá pé. Entrei em águas profundas, e estou sendo arrastado pela correnteza. 3 Estou cansado de clamar, e a minha garganta secou; os meus olhos esmorecem de tanto esperar por meu Deus.”

Sl 102:1-7 (NAA)2: “1 Ouve, Senhor, a minha súplica, e cheguem a ti os meus clamores. 2 Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia; inclina-me os ouvidos; no dia em que eu clamar, responde-me depressa. 3 Porque os meus dias desaparecem como fumaça, e os meus ossos queimam como se estivessem no fogo. 4 Cortado como a erva, secou-se o meu coração; até me esqueço de comer o meu pão. 5 Os meus ossos já se apegam à pele, por causa do meu dolorido gemer. 6 Sou como o pelicano no deserto, como a coruja das ruínas. 7 Não durmo e sou como o passarinho solitário nos telhados.”  

Não apenas os sofrimentos pessoais e coletivos perturbam o salmista, mas também, ou até mais, a aparente desatenção de Deus em relação às dificuldades de Seus servos. A ausência divina é sentida como sede intensa em uma terra seca (Sl 42:1-3; 63:1) e como angústia mortal (Sl 102:2-4). O salmista sente-se afastado de Deus e se compara a pássaros solitários. “Sou como o pelicano no deserto, como a coruja das ruínas. Não durmo e sou como o passarinho solitário nos telhados” (Sl 102:6, 7). A menção do deserto destaca a sensação de isolamento em relação a Deus. Um pássaro “solitário nos telhados” está fora de seu ninho, seu local de descanso. O salmista clama a Deus “das profundezas”, como se estivesse sendo engolido por águas poderosas e afundando num “profundo lamaçal” (Sl 69:1-3; 130:1). Essas imagens retratam uma situação opressiva da qual não há como escapar, exceto pela intervenção divina.

4. Como o salmista reage à aparente ausência de Deus? Sl 10:12; 22:1; 27:9; 39:12

Sl 10:12 (NAA)2: “Levanta-te, Senhor! Ó Deus, ergue a tua mão! Não te esqueças dos pobres.

Sl 22:1 (NAA)2: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu gemido?”

Sl 27:9 (NAA)2: “Não me escondas, Senhor, a tua face; não rejeites com ira o teu servo. Tu és o meu auxílio; não me deixes, nem me abandones, ó Deus da minha salvação.

Sl 39:12 (NAA)2: “Ouve, Senhor, a minha oração, escuta-me quando grito por socorro. Não fiques insensível às minhas lágrimas, porque sou forasteiro diante de ti, peregrino como todos os meus pais o foram.”

É notável que os salmistas decidam não se calar diante do silêncio de Deus. Eles creem inabalavelmente na oração, pois ela é dirigida ao Deus vivo e abundante em graça. O Senhor ainda está lá, mesmo quando parece estar ausente. Ele ainda é o mesmo Deus que os ouviu no passado, e por isso confiam que Ele os ouve no presente.

O silêncio divino faz com que os salmistas se examinem e busquem a Deus, mas com confissão e humildes petições. Eles sabem que o Senhor não permanecerá em silêncio para sempre. Os salmos demonstram que a comunicação com Deus deve continuar, independentemente das circunstâncias da vida.

O que aprendemos com as reações do salmista à aparente ausência de Deus? Como você reage quando Deus parece estar em silêncio? O que sustenta sua fé?

Terça-feira, 30 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

À beira da morte

Lições da Bíblia1

2. Leia os Salmos 41:1-4; 88:3-12; 102:3-5, 11, 23, 24. Que experiências esses textos descrevem? Você já passou por situações semelhantes?

Salmo 41:1-4 (NAA)2: “1 Bem-aventurado é aquele que ajuda os necessitados; o Senhor o livra no dia do mal. 2 O Senhor o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à vontade dos seus inimigos. 3 O Senhor o assiste no leito da enfermidade. Quando doente, tu lhe restauras a saúde. 4 Eu disse: ‘Compadece-te de mim, Senhor; sara a minha alma, porque pequei contra ti.’”

Salmo 88:3-12 (NAA)2: “3 Pois a minha alma está cheia de angústias, e a minha vida já se aproxima da morte.  4 Sou contado com os que descem ao abismo. Sou como um homem sem força, 5 atirado entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras; pois foram abandonados pelas tuas mãos. 6 Puseste-me na mais profunda cova, nos lugares tenebrosos, nos abismos. 7 Sobre mim pesa a tua ira; tu me abates com todas as tuas ondas. 8 Afastaste de mim os meus conhecidos e me fizeste objeto de abominação para com eles; estou preso e não vejo como sair. 9 Os meus olhos desfalecem de aflição; dia após dia, venho clamando a ti, Senhor, e a ti levanto as minhas mãos. 10 Será que farás maravilhas para os mortos? Ou será que os finados se levantarão para te louvar? 11 A tua bondade será anunciada na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos? 12 Acaso nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? E a tua justiça, na terra do esquecimento?”

Salmo 102:3-5, 11, 23, 24 (NAA)2: “3 Porque os meus dias desaparecem como fumaça, e os meus ossos queimam como se estivessem no fogo. 4 Cortado como a erva, secou-se o meu coração; até me esqueço de comer o meu pão. 5 Os meus ossos já se apegam à pele, por causa do meu dolorido gemer. […] 11 Como a sombra que declina, assim são os meus dias, e eu vou secando como a relva. […] 23 Ele me abateu a força no caminho e abreviou os meus dias. 24 Eu disse: Deus meu, não me leves na metade de minha vida; tu, cujos anos se estendem por todas as gerações.”

Essas orações por salvação da enfermidade e da morte demonstram que os filhos de Deus não estão isentos de sofrimentos. Os salmos revelam as terríveis aflições do salmista. Ele está sem forças, murchando como grama, incapaz de comer, separado com os mortos, deitado como morto no túmulo, repulsivo para seus amigos, sofrendo e em desespero. Seus ossos se agarram à sua pele. Muitos salmos presumem que o Senhor permitiu as adversidades por causa da desobediência de Israel. O salmista reconhece que o pecado pode trazer doenças; portanto, fala do perdão que precede a cura (Sl 41:3, 4). No entanto, alguns salmos, como o Salmo 88 e o 102, reconhecem que o sofrimento inocente do povo de Deus é um fato, não importando quanto seja difícil entender isso.

No Salmo 88, Deus leva o salmista à beira da morte (Sl 88:6-8). Contudo, observe que, mesmo quando as queixas mais sérias são proferidas, o lamento é claramente um ato de fé, pois se o Senhor, em Sua soberania, permitiu as adversidades, Ele pode restaurar o bem-estar de Seu filho.

No limiar da sepultura, o salmista se lembra das maravilhas, da bondade, fidelidade e justiça divinas (Sl 88:10-12). Apesar da sensação de ter sido atingido por Deus, o salmista se apega a Ele. Embora sofra, não nega o amor de Deus e sabe que o Senhor é sua única salvação. Esses apelos mostram que o salmista conhece não apenas o sofrimento, mas também a graça de Deus, e que a graça não exclui as provas da vida.

Em suma, tanto a permissão divina para o sofrimento quanto Sua libertação são demonstrações de Sua soberania. Saber que Deus está no controle inspira esperança. Quando lemos o Salmo 88 à luz do sofrimento de Cristo, ficamos impressionados com as profundezas de Seu amor. Ele estava disposto a passar pela porta da morte para o bem da humanidade.

Pense em Jesus na cruz e no que Ele sofreu por causa do pecado. Deus em Cristo sofreu ainda mais do que nós. Isso nos ajuda a manter a fé em meio aos sofrimentos?

Segunda-feira, 29 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
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Os dias do mal

Lições da Bíblia1

1. Leia os Salmos 74:18-22; 79:5-13. O que está em jogo nesses textos?

Salmo 74:18-22 (NAA)2: “18 Lembra-te disto: o inimigo tem insultado o Senhor, e um povo insensato tem blasfemado o teu nome. 19 Não entregues à rapina a vida de tua pomba, nem te esqueças para sempre da vida dos teus aflitos. 20 Lembra-te da tua aliança, pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de violência. 21 Não fique envergonhado o oprimido; que o aflito e o necessitado louvem o teu nome. 22 Levanta-te, ó Deus, e defende a tua causa; lembra-te de como o ímpio te afronta todos os dias.

Salmo 79:5-13 (NAA)2: “5 Até quando, Senhor? Será para sempre a tua ira? Queimará como o fogo o teu zelo? 6 Derrama o teu furor sobre as nações que não te conhecem e sobre os reinos que não invocam o teu nome. 7 Porque eles devoraram Jacó e destruíram as suas moradas. 8 Não nos faças pagar pelas iniquidades de nossos pais; que as tuas misericórdias venham depressa ao nosso encontro, pois estamos muito abatidos. Ajuda-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do teu nome; livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome. 10 Por que diriam as nações: “Onde está o Deus deles?” Seja manifesta entre as nações e diante dos nossos olhos a vingança do sangue dos teus servos, que foi derramado. 11 Chegue à tua presença o gemido dos prisioneiros; com o teu grande poder, preserva os que estão condenados à morte. 12 Retribui, Senhor, aos nossos vizinhos sete vezes mais as afrontas com que te afrontaram. 13 Quanto a nós, teu povo e ovelhas do teu pasto, para sempre te daremos graças; de geração em geração proclamaremos os teus louvores.”

O salmista procura compreender o grande conflito entre Deus e os poderes do mal e aponta para a insondável tolerância divina, bem como para Sua infinita sabedoria e poder. O problema do mal em Salmos é primariamente teológico; inevitavelmente diz respeito a questões sobre Deus. Assim, a destruição de Jerusalém e do templo é vista principalmente como um escândalo divino, porque deu aos pagãos a oportunidade de blasfemarem contra Deus. A herança divina (o povo de Israel) é o sinal da eleição e da aliança divinas (Dt 4:32-38; 32:8, 9) que nunca falharão. O conceito da herança de Deus também contém uma dimensão do fim dos tempos, visto que um dia todas as nações se tornarão herança de Deus e O servirão. A ideia de que as nações invadiram a herança divina ameaça essas promessas.

Sem dúvida, o salmista reconhece que os pecados do povo corromperam o relacionamento de aliança do povo com Deus e trouxeram sobre Israel todas as consequências. A sobrevivência do povo depende unicamente da intervenção graciosa de Deus e da restauração do vínculo da aliança por meio da expiação do pecado. O Senhor é “Salvador nosso”, fiel às Suas promessas da aliança (Sl 79:8, 9).

No entanto, mais importante do que a restauração da sorte de Israel é a defesa do caráter de Deus no mundo (Sl 79:9). Se as maldades das nações ficarem impunes, parecerá que Deus perdeu Seu poder (Sl 74:18-23; 83:16-18; 106:47). Somente quando Deus salvar Seu povo é que Seu nome será justificado e honrado.

Como no presente, o mesmo princípio existia naquela época. Nossos pecados, retrocessos e maldades podem trazer descrédito não apenas sobre nós mesmos, mas, pior, sobre o Deus cujo nome professamos. Nossas atitudes erradas também podem ter efeitos espirituais prejudiciais em nosso testemunho e em nossa missão. Quantas pessoas se desviaram da fé pelas atitudes daqueles que professam o nome de Cristo?

“A honra de Deus, a honra de Cristo, está envolvida no aperfeiçoamento do caráter de Seu povo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 540). Como você entende essa importante verdade, e o que ela significa em sua vida cristã?

Domingo, 28 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O Senhor ouve e liberta – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 158-164 (“A noite de luta”). O que aprendemos com Jacó sobre o poder da oração insistente e da confiança em Deus? Os salmos fortalecem a fé em Deus, que é o Refúgio dos que se entregam em Suas mãos. “Deus fará grandes coisas por aqueles que confiam Nele. A razão pela qual Seu povo não tem maior força é que confiamos demais em nossa sabedoria e não damos ao Senhor oportunidade para revelar Seu poder em nosso favor. Se puserem sua inteira confiança Nele e Lhe obedecerem fielmente, Deus ajudará Seus filhos fiéis em toda emergência” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 430).

No entanto, alguns salmos podem representar um sério desafio quando suas promessas não correspondem à nossa situação. Em momentos assim, temos que aprender a confiar na bondade divina, mais poderosamente revelada na cruz.

Além disso, às vezes alguns salmos podem ser usados para promover falsas esperanças. A resposta de Jesus ao uso impróprio do Salmo 91:11, 12 por Satanás mostra que confiar em Deus não deve ser confundido com tentá-Lo (Mt 4:5-7) nem presunçosamente pedir a Deus que faça algo contrário à Sua vontade.

“As maiores vitórias da igreja de Cristo, ou do cristão em particular, não são as que são ganhas pelo talento ou educação, pela riqueza ou favor dos homens. São as vitórias obtidas na sala de audiência de Deus, quando a fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço do Todo-poderoso” (Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 164). Perguntas para consideração 1. As adversidades sobrevêm às pessoas, mesmo aos que acreditam nas promessas de proteção divina. Os salmistas sofreram adversidades e conheceram fiéis que sofreram. Como aprender a confiar em Deus nas adversidades? 2. Como desenvolver a fé em Deus em todas as circunstâncias (Sl 91:14; 143:8, 10; 145:18-20)? O que nos leva a perder essa fé? Por que a confiança em Deus nos bons momentos é crucial para aprender a confiar Nele nos maus momentos?

Sexta-feira, 26 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor.