Sua misericórdia dura para sempre

Lições da Bíblia1

1. Leia o Salmo 136. Qual é a ideia predominante nesse Salmo? Onde o salmista encontra evidências para suas afirmações?

Salmo 136 (NAA)2: “1 Deem graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre. 2 Deem graças ao Deus dos deuses, porque a sua misericórdia dura para sempre. 3 Deem graças ao Senhor dos senhores, porque a sua misericórdia dura para sempre.

4 Ao único que opera grandes maravilhas, porque a sua misericórdia dura para sempre. 5 Àquele que com entendimento fez os céus, porque a sua misericórdia dura para sempre. 6 Àquele que estendeu a terra sobre as águas, porque a sua misericórdia dura para sempre. 7 Àquele que fez os grandes luzeiros, porque a sua misericórdia dura para sempre. 8 Fez o sol para presidir o dia, porque a sua misericórdia dura para sempre. 9 Fez a lua e as estrelas para presidirem a noite, porque a sua misericórdia dura para sempre.

10 Àquele que matou os primogênitos do Egito, porque a sua misericórdia dura para sempre. 11 E tirou Israel do meio deles, porque a sua misericórdia dura para sempre. 12 Ele os tirou com mão poderosa e braço estendido, porque a sua misericórdia dura para sempre. 13 Àquele que dividiu o mar Vermelho em duas partes, porque a sua misericórdia dura para sempre. 14 E fez Israel passar pelo meio dele, porque a sua misericórdia dura para sempre. 15 Mas lançou Faraó e o seu exército no mar Vermelho, porque a sua misericórdia dura para sempre. 16 Àquele que conduziu o seu povo pelo deserto, porque a sua misericórdia dura para sempre. 17 Àquele que matou reis poderosos, porque a sua misericórdia dura para sempre. 18 E tirou a vida de reis famosos, porque a sua misericórdia dura para sempre. 19 Matou Seom, rei dos amorreus, porque a sua misericórdia dura para sempre. 20 E matou Ogue, rei de Basã, porque a sua misericórdia dura para sempre. 21 E deu a terra deles em herança, porque a sua misericórdia dura para sempre. 22 Em herança a Israel, seu servo, porque a sua misericórdia dura para sempre.

23 Àquele que se lembrou de nós em nosso abatimento, porque a sua misericórdia dura para sempre. 24 E nos libertou dos nossos inimigos, porque a sua misericórdia dura para sempre. 25 Ele dá alimento a todos os seres vivos, porque a sua misericórdia dura para sempre. 26 Deem louvores ao Deus dos céus, porque a sua misericórdia dura para sempre.

O Salmo 136 chama os fiéis a louvar ao Senhor por Sua misericórdia revelada na criação (Sl 136:4-9) e na história de Israel (Sl 136:10-22). “Misericórdia” (hebr. khesed, “constante amor”) transmite a bondade e lealdade divinas à criação e à Sua aliança com Israel, mostrando que o poder de Deus está fundamentado em Seu amor. “Deus dos deuses” e “Senhor dos senhores” são expressões hebraicas que significam “o Deus maior” (Sl 136:1-3), não que existam outros, mas que Ele é único.

As grandes maravilhas do Senhor, que não podem ser reproduzidas por mais ninguém, são a demonstração inegável de Seu domínio (Sl 136:4). Deus criou os céus, a Terra e os corpos celestes, que são adorados pelos pagãos (Dt 4:19). Os salmos, no entanto, removem a autoridade dos deuses pagãos e, por extensão, de toda fonte de confiança com base no ser humano. Eles são meros produtos da criação; são apenas coisas criadas – não o Criador, uma distinção crucial.

A imagem da mão forte e do braço estendido do Senhor (Sl 136:12) enfatiza a eficácia do poder divino e o domínio de longo alcance de Sua misericórdia.

A misericórdia de Deus na criação e na história deve inspirar Seu povo a confiar Nele e a permanecer fiel à Sua aliança. O refrão “porque a Sua misericórdia dura para sempre” é repetido 26 vezes no Salmo 136, dando aos adoradores a certeza de que o Senhor não muda e repetirá Seus favores passados a cada nova geração. Deus Se lembra de Seu povo (Sl 136:23) e é fiel à Sua aliança de graça. A crença na misericórdia duradoura do Senhor está no centro da fé bíblica, que inclui adoração alegre e confiança, bem como serenidade e arrependimento.

O Salmo 136 (v. 23-25) termina com o cuidado universal de Deus com o mundo. A misericórdia divina se estende não apenas a Israel, mas a toda a criação. O salmo, portanto, fala da universalidade da graça salvadora e exorta o mundo inteiro a se juntar ao louvor de Israel ao Senhor (veja também Lc 2:10; Jo 3:16; At 15:17).

Lc 2:10 (NAA)2: “O anjo, porém, lhes disse: — Não tenham medo! Estou aqui para lhes trazer boa-nova de grande alegria, que será para todo o povo:”

Jo 3:16 (NAA)2: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

At 15:17 (NAA)2: “Para que o restante da humanidade busque o Senhor, juntamente com todos os gentios sobre os quais tem sido invocado o meu nome,”

A imagem de Jesus na cruz, morrendo pelos nossos pecados, como nosso Substituto, revela mais poderosamente que “Sua misericórdia dura para sempre”?

Domingo, 11 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Sua misericórdia se eleva até os céus

Lições da Bíblia1

“Eu Te darei graças entre os povos; cantarei louvores a Ti entre as nações. Pois a Tua misericórdia se eleva até os céus, e a Tua fidelidade, até as nuvens” (Sl 57:9, 10).

Os salmistas estavam cientes de que eram espiritualmente pobres e não tinham nada de bom a oferecer a Deus; isto é, não tinham nada em si mesmos que os tornasse aceitáveis perante o santo trono de Deus (Sl 40:17). Entendiam que necessitavam da graça divina, assim como todos nós necessitamos dela. Em suma, precisavam do evangelho.

Os salmos enfatizam o fato de que somos totalmente dependentes da misericórdia divina. Felizmente, a misericórdia de Deus é eterna, como evidenciado tanto na criação quanto na história do povo de Deus (Sl 136). Diante do Deus eterno, a vida humana é tão transitória quanto a relva, mas Ele Se compadece do ser humano, renova sua força (Sl 103:3, 5, 15), e Nele temos a promessa da eternidade.

O povo de Deus se consola com o fato de que o Senhor é fiel à Sua aliança. Os apelos do povo, não importando a urgência deles, são muitas vezes cheios de esperança, pois são direcionados ao seu compassivo Pai celestial (Sl 103:13; 68:5; 89:26). Novas experiências da graça e do amor de Deus fortalecem a determinação dele em adorar e servir a Deus e a ninguém ou a nada mais.

Sábado, 10 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 

Eu Me levantarei – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 10-15, 24-28 (“As bem-aventuranças”). Os salmos são protestos contra a indiferença à injustiça; são uma recusa em aceitar o mal. Eles não são motivados por desejo de vingança, mas por um zelo em glorificar o nome de Deus. É apropriado que os justos se regozijem quando virem a vingança divina contra o mal, porque assim o nome de Deus e Sua justiça serão restaurados no mundo (Sl 58:10, 11). Os salmos compelem as pessoas a erguer a voz contra o mal e a buscar a vinda do reino de Deus em sua plenitude. Nos salmos, recebemos a certeza do conforto e libertação divinos. O Senhor Se levantará!

“‘Quando, por Minha causa, os insultarem e os perseguirem’, […] ‘alegrem-se e exultem’ (Mt 5:11, 12). E apontou aos Seus ouvintes, ‘como exemplo de sofrimento e de paciência’ (Tg 5:10), os profetas que falaram em nome do Senhor. Abel, o primeiro cristão dos filhos de Adão, morreu como mártir. Enoque andou com Deus, e o mundo não o conheceu. Noé foi escarnecido como fanático e alarmista. ‘Outros, por sua vez, passaram pela prova de zombarias e açoites, [e] até de algemas e prisões’. E ‘alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição’” (Hb 11:36, 35; Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo [CPB, 2022], p. 27). Perguntas para consideração 1. A existência do mal leva alguns a perguntar se o Senhor realmente reina. Como cultivar a fé que resiste sob a tentação? Em que devemos nos concentrar para manter a fé no amor e no poder de Deus? O que a cruz nos diz sobre o caráter de Deus? 2. Por que é importante não confiar nos meios humanos (líderes, instituições e movimentos sociais) como a sabedoria e a solução definitivas para a justiça no mundo, mas confiar unicamente na Palavra e no juízo divinos? 3. Quais são as implicações práticas da verdade de que o santuário é o lugar do juízo? 4. Como entender a linguagem dura de alguns salmos? Essa linguagem nos ajuda a nos relacionarmos com a humanidade daqueles que os escreveram?

Sexta-feira, 09 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 

O juízo do Senhor e o santuário

Lições da Bíblia1

5. Leia os Salmos 96:6-10; 99:1-4; 132:7-9, 13-18. Onde acontece o juízo divino e quais são as implicações disso para nós? Como o santuário nos ajuda a entender como Deus lidará com o mal?

Sl 96:6-10 (NAA)2: “6 Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário. 7 Deem ao Senhor, ó famílias dos povos, deem ao Senhor glória e força.Deem ao Senhor a glória devida ao seu nome; tragam ofertas e entrem nos seus átrios. Adorem o Senhor na beleza da sua santidade; tremam diante dele, todas as terras. 10 Digam entre as nações: ‘Reina o Senhor.’ Ele firmou o mundo para que não se abale e julga os povos com justiça.”

Sl 99:1-4 (NAA)2: “1 Reina o Senhor; tremam os povos. Ele está entronizado acima dos querubins; abale-se a terra. 2 O Senhor é grande em Sião e está exaltado acima de todos os povos. 3 Celebrem eles o teu nome grande e tremendo, porque é santo. 4 És rei poderoso que ama a justiça; tu estabeleces o direito, executas o juízo e a justiça em Jacó.

Sl 132:7-9, 13-18 (NAA)2: “7 Entremos na sua morada, adoremos diante do estrado de seus pés. 8 Levanta-te, Senhor, e entra no lugar do teu repouso, tu e a arca do teu poder. 9 Vistam-se de justiça os teus sacerdotes, e exultem os teus fiéis. […] 13 Pois o Senhor escolheu Sião, preferiu-a por sua morada, dizendo: 14 ‘Este é para sempre o lugar do meu repouso; aqui habitarei, pois este é o meu desejo. 15 Abençoarei com abundância o seu mantimento e de pão fartarei os seus pobres. 16 Vestirei de salvação os seus sacerdotes, e de júbilo exultarão os seus fiéis. 17 Ali, farei brotar o poder de Davi; preparei uma lâmpada para o meu ungido.  18 Cobrirei de vexame os seus inimigos, mas sobre ele brilhará a sua coroa.’”

O juízo divino está intimamente relacionado ao santuário, o qual era o ambiente onde a compreensão do salmista acerca do problema do mal se transformava (Sl 73:17-20). O santuário era o local designado para o juízo divino, conforme indicado pelo juízo do Urim (Nm 27:21) e pelo peitoral do juízo do sumo sacerdote (Êx 28:15, 28-30). Assim, muitos salmos retratam Deus em Seu trono no santuário pronto para julgar o mundo por seu pecado e maldade. No santuário, o plano da salvação foi revelado. No paganismo, o pecado era entendido principalmente como uma mancha física, a ser eliminada por ritos mágicos. Em contraste, a Bíblia apresenta o pecado como violação da lei moral. A santidade de Deus significa que Ele ama a justiça e a retidão. Da mesma forma, os fiéis devem buscar a justiça e a retidão e devem adorá-Lo em Sua santidade. Para isso, devem guardar a lei de Deus, que é uma expressão de Sua santidade.

O santuário é o lugar do perdão dos pecados e da restauração da justiça, conforme indica o propiciatório do trono de Deus e os “sacrifícios de justiça” (Dt 33:19; Sl 4:5).

No entanto, o “Deus perdoador” Se vinga das ações perversas dos impenitentes (Sl 99:8). O santuário é o lugar do juízo divino. As implicações práticas disso se veem na constante consciência da santidade de Deus e nas exigências de uma vida justa de acordo com os requisitos da aliança divina.

O juízo do Senhor a partir de Sião resulta no bem-estar dos justos e na derrota dos iníquos (Sl 132:13-18). O santuário nutria as expectativas jubilosas da vinda do Senhor como Juiz, especialmente durante o Dia da Expiação. Da mesma forma, os salmos fortalecem a certeza da chegada iminente do Juiz divino (Sl 96:13; 98:9), a saber, Jesus Cristo no santuário celestial (Ap 11:15-19).

O que Cristo está fazendo no santuário celestial é boa notícia para nós? (Rm 8:34)

Rm 8:34 “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.”

Quinta-feira, 08 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Derrame Sua indignação

Lições da Bíblia1

4. Leia os Salmos 58:6-8; 69:22-28; 83:9-17; 94:1, 2; 137:7-9. Que sentimentos esses textos transmitem? Quem é o agente de juízo nesses salmos?

Sl 58:6-8 (NAA)2: “6 Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca; arranca, Senhor, as presas dos leõezinhos. 7 Que eles desapareçam como as águas que se escoam; ao dispararem flechas, que elas se despedacem. 8 Sejam como a lesma, que se dilui ao passar; como o aborto de mulher, que nunca vejam a luz do sol.

Sl 69:22-28 (NAA)2: “22 Que a mesa deles se torne em laço diante deles, e a prosperidade, em armadilha. 23 Que os olhos deles se escureçam, para que não vejam; e faze com que as suas costas não parem de tremer. 24 Derrama sobre eles a tua indignação, e que o furor da tua ira os alcance. 25 Fique deserta a sua morada, e não haja quem habite nas suas tendas. 26 Pois perseguem a quem tu feriste e ficam falando sobre as dores daqueles a quem golpeaste. 27 Soma-lhes iniquidade à iniquidade, e que não tenham acesso à tua justiça. 28 Sejam riscados do Livro dos Vivos e não sejam incluídos na lista dos justos.”

Sl 83:9-17 (NAA)2: 9 Faze com eles como fizeste com Midiã, como fizeste com Sísera e com Jabim no ribeiro de Quisom; 10 eles foram destruídos em En-Dor e se tornaram adubo para a terra. 11 Sejam os seus nobres como Orebe e como Zeebe, e os seus príncipes, como Zeba e como Salmuna, 12 que disseram: “Vamos nos apoderar das habitações de Deus.” 13 Deus meu, faze-os como folhas impelidas por um redemoinho, como a palha que o vento leva. 14 Como o fogo devora um bosque e as chamas incendeiam os montes, 15 assim persegue-os com a tua tempestade e amedronta-os com o teu vendaval. 16 Cobre o rosto deles de vergonha, para que busquem o teu nome, Senhor. 17 Sejam envergonhados e confundidos para sempre; que pereçam em completa desgraça.

Sl 94:1, 2 (NAA)2: “1 Ó Senhor, Deus das vinganças, ó Deus das vinganças, resplandece. 2 Levanta-te, ó juiz da terra, e dá aos soberbos o castigo que eles merecem.

Sl 137:7-9 (NAA)2: “7 Contra os filhos de Edom, lembra-te, Senhor, do dia em que Jerusalém foi tomada, pois diziam: “Arrasem! Arrasem Jerusalém até os seus alicerces!” 8 Filha da Babilônia, você que será destruída, feliz aquele que lhe retribuir o mal que você nos fez. 9 Feliz aquele que pegar os seus filhos e esmagá-los contra a pedra.”

Alguns salmos suplicam a Deus que Se vingue de indivíduos e nações que pretendem prejudicar, ou que já prejudicaram, os salmistas ou seu povo. Esses salmos podem soar desconcertantes devido à sua linguagem dura e aparente discordância com o princípio bíblico de amar os inimigos (Mt 5:44). No entanto, a indignação do salmista diante da opressão é grande. Isso significa que ele considerava o certo e o errado bem mais a sério do que muitas pessoas. Ele se importa, ainda que demasiadamente, com o mal que é feito a si mesmo e aos outros.

No entanto, em lugar algum o salmista sugeriu ser o agente da vingança. Em vez disso, deixou a retribuição nas mãos de Deus. Os salmos evocam as maldições da aliança divina (Dt 27:9-16) e imploram a Deus que aja conforme prometeu.

Os salmos são proclamações proféticas sobre o juízo divino iminente; não são apenas orações do salmista. O Salmo 137 reflete os anúncios do juízo sobre Babilônia, como visto nos profetas. A devastação que os babilônios trouxeram para outras nações se voltaria contra eles. Os salmos advertem que o mal não ficará impune para sempre.

A retribuição divina é medida com justiça e graça. Os filhos de Deus são chamados a orar por aqueles que os maltratam e até mesmo a desejar a conversão deles (Sl 83:18; Jr 29:7).

Entretanto, ao procurar adequar esses salmos à norma de amor pelos inimigos, não devemos minimizar a agonia expressa neles. Deus reconhece o sofrimento de Seus filhos e lhes anima dizendo que “preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos” (Sl 116:15). O juízo divino compele o povo de Deus a levantar a voz contra o mal e buscar a vinda do reino de Deus. Os salmos também dão voz aos sofredores, fazendo-os saber que Deus está ciente de seu sofrimento e que um dia a justiça virá.

Você já teve pensamentos de vingança contra os que fizeram mal a você ou a seus queridos? Esses salmos ajudam a colocar esses sentimentos na perspectiva adequada?

Quarta-feira, 07 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Até quando julgarão injustamente

Lições da Bíblia1

O Senhor dotou os líderes de Israel de autoridade para manter a justiça (Sl 72:1-7, 12-14). Os reis deveriam exercer autoridade segundo a vontade divina. A preocupação central dos líderes devia ser garantir a paz e a justiça e cuidar dos desfavorecidos. Só então a terra e o povo prosperariam. O trono do rei se fortalece pela fidelidade a Deus, não pelo poder humano.

3. Leia o Salmo 82. O que acontece quando os líderes pervertem a justiça e oprimem aqueles aos quais são encarregados de proteger?

Salmo 82 (NAA)2: “1 Deus toma o seu lugar na congregação divina; no meio dos deuses, ele julga. 2 Até quando julgarão injustamente e tomarão partido pela causa dos ímpios? 3 Defendam o direito dos fracos e dos órfãos, façam justiça aos aflitos e desamparados. 4 Socorram os fracos e os necessitados, tirando-os das mãos dos ímpios. 5 “Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam. 6 Eu disse: ‘Vocês são deuses; todos vocês são filhos do Altíssimo. 7 Mas vocês morrerão como simples mortais, e, como qualquer dos príncipes, vocês sucumbirão.’” 8 Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois a ti pertencem todas as nações.”

No Salmo 82, Deus declara Seus juízos sobre os juízes corruptos de Israel. Os “deuses” (Sl 82:1, 6) não são deuses pagãos nem anjos, pois esses nunca foram encarregados de fazer justiça ao povo de Deus e, portanto, não poderiam ser julgados por não cumprir isso. As acusações listadas no Salmo 82:2-4 ecoam as leis da Torá, identificando os “deuses” como os líderes de Israel (Dt 1:16-18; 16:18-20; Jo 10:33-35). Deus questiona os “filhos dos homens”, se eles julgam com justiça, e anuncia sua punição, pois foram considerados injustos. Os líderes vagueiam nas trevas sem conhecimento (Sl 82:5), porque abandonaram a lei de Deus, a luz (Sl 119:105).

As Escrituras sustentam firmemente a visão de que o Senhor é o único Deus. Ele compartilha Seu governo no mundo com líderes humanos designados como Seus representantes (Rm 13:1). Quantas vezes, no entanto, esses representantes, no passado e no presente, perverteram a responsabilidade que lhes foi dada?

O Salmo 82 expõe de forma irônica a apostasia de alguns líderes que acreditavam ser “deuses” acima dos outros. Embora Deus tenha dado a autoridade e o privilégio aos líderes de serem chamados “filhos do Altíssimo” e de representá-Lo, Deus renunciou aos líderes maus e os lembrou de que eram mortais e estavam sujeitos às mesmas leis morais que todos. Ninguém está acima da lei de Deus (Sl 82:6-8).

Deus julgará o mundo. O povo de Deus também prestará contas a Ele. Os líderes e o povo devem imitar o exemplo do Juiz divino e colocar sua esperança Nele.

Você tem autoridade sobre os outros? Está exercendo essa autoridade com justiça?

Terça-feira, 06 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Justiça para os oprimidos

Lições da Bíblia1

2. Leia os Salmos 9:18; 12:5; 40:17; 41:1-3; 113:7; 146:6-10. Qual é a mensagem para nós, mesmo no presente?

Sl 9:18 (NAA)2: “Pois o necessitado não será esquecido para sempre, e a esperança dos aflitos não será frustrada perpetuamente.”

Sl 12:5 (NAA)2: “Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, eu me levantarei agora”, diz o Senhor, “e porei a salvo aquele que anseia por isso.”

Sl 40:17 (NAA)2: “Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim. Tu és o meu amparo e o meu libertador; não te demores, ó Deus meu!”

Sl 41:1-3 (NAA)2: “1 Bem-aventurado é aquele que ajuda os necessitados; o Senhor o livra no dia do mal. 2 O Senhor o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à vontade dos seus inimigos. 3 O Senhor o assiste no leito da enfermidade. Quando doente, tu lhe restauras a saúde.”

Sl 113:7 (NAA)2: “Ele levanta o pobre do pó e tira o necessitado do monte de lixo,”

Sl 146:6-10 (NAA)2: “6 que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade. 7 Que faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O Senhor liberta os encarcerados. 8 O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos. 9 O Senhor guarda o estrangeiro, ampara o órfão e a viúva, porém transtorna o caminho dos ímpios. 10 O Senhor reina para sempre; o seu Deus, ó Sião, reina de geração em geração. Aleluia!”

Deus demonstra cuidado e preocupação especial pela justiça em relação aos diferentes grupos vulneráveis, incluindo os pobres, necessitados, oprimidos, órfãos, viúvas, viúvos e estrangeiros. Salmos, como a Lei e os profetas, são claros nesse ponto (Êx 22:21-27; Is 3:13-15). Muitos salmos usam a expressão “pobres e necessitados” e evitam representar os oprimidos em termos exclusivamente nacionais e religiosos. Isso é feito para destacar o cuidado universal de Deus por toda a humanidade.

A expressão “pobres e necessitados” não se limita à pobreza material, mas significa também vulnerabilidade e desamparo. Apela à compaixão divina e transmite a ideia de que o sofredor está sozinho e não tem outro auxílio senão Deus. “Pobre e necessitado” também representa a sinceridade, veracidade e amor daquele que confessa a total dependência de Deus e renuncia a qualquer traço de autossuficiência e autoafirmação.

Cuidar dos desfavorecidos (Sl 41:1-3) demonstra a fidelidade do povo a Deus. Prejudicar os vulneráveis era pecado particularmente abominável na cultura bíblica (Dt 15:7-11). Os salmos inspiram pessoas fiéis a levantar a voz contra toda opressão.

Os salmos também destacam a futilidade de fundamentar a confiança nos meios humanos perecíveis como fonte máxima de sabedoria e segurança. O povo de Deus deve resistir à tentação de depositar fé suprema para salvação em líderes e instituições humanas, especialmente quando diferem dos caminhos de Deus.

Em Sua graça, nosso Senhor Se identificou com os pobres tornando-se Ele mesmo pobre, para que, por meio da Sua pobreza, muitos se tornassem ricos (2Co 8:9). As riquezas de Cristo incluem a libertação de toda opressão trazida pelo pecado, e Ele nos promete a vida eterna no reino de Deus (Ap 21:4). Jesus Cristo cumpre as promessas dos salmos como o Juiz divino, que julgará todos os maus-tratos aos necessitados, bem como a negligência do dever para com eles (Mt 25:31-46).

Quanto pensamos nos “pobres e necessitados” entre nós, e quanto fazemos por eles?

Segunda-feira, 05 de fevereiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
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O Guerreiro majestoso

Lições da Bíblia1

1. Leia os Salmos 18:3-18; 76:3-9, 12; 144:5-7. Como o Senhor é retratado nesses textos? O que essas imagens transmitem sobre a prontidão de Deus para libertar Seu povo?

Sl 18:3-18 (NAA)2: 3 Invoco o Senhor, digno de ser louvado, e serei salvo dos meus inimigos. 4 Laços de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror. 5 Cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam. 6 Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos. 7 Então, a terra se abalou e tremeu, vacilaram também os fundamentos dos montes e se estremeceram, porque ele se indignou.Das suas narinas subiu fumaça, e fogo devorador, da sua boca; dele saíram brasas ardentes.Baixou ele os céus, e desceu, e teve sob os pés densa escuridão. 10 Cavalgava um querubim e voou; sim, levado velozmente nas asas do vento. 11 Das trevas fez um manto em que se ocultou; escuridade de águas e espessas nuvens dos céus eram o seu pavilhão. 12 Do resplendor que diante dele havia, as densas nuvens se desfizeram em granizo e brasas chamejantes. 13 Trovejou, então, o Senhor, nos céus; o Altíssimo levantou a voz, e houve granizo e brasas de fogo. 14 Despediu as suas setas e espalhou os meus inimigos, multiplicou os seus raios e os desbaratou. 15 Então, se viu o leito das águas, e se descobriram os fundamentos do mundo, pela tua repreensão, Senhor, pelo iroso resfolgar das tuas narinas. 16 Do alto me estendeu ele a mão e me tomou; tirou-me das muitas águas. 17 Livrou-me de forte inimigo e dos que me aborreciam, pois eram mais poderosos do que eu. 18 Assaltaram-me no dia da minha calamidade, mas o Senhor me serviu de amparo.”

Sl 76:3-9, 12 (NAA)2: “3 Ali, despedaçou ele os relâmpagos do arco, o escudo, a espada e a batalha. 4 Tu és ilustre e mais glorioso do que os montes eternos. 5 Despojados foram os de ânimo forte; jazem a dormir o seu sono, e nenhum dos valentes pode valer-se das próprias mãos. 6 Ante a tua repreensão, ó Deus de Jacó, paralisaram carros e cavalos.Tu, sim, tu és terrível; se te iras, quem pode subsistir à tua vista? Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; tremeu a terra e se aquietou, 9 ao levantar-se Deus para julgar e salvar todos os humildes da terra.

Sl 144:5-7 (NAA)2: “5 Abaixa, Senhor, os teus céus e desce; toca os montes, e fumegarão. 6 Despede relâmpagos e dispersa os meus inimigos; arremessa as tuas flechas e desbarata-os. 7 Estende a mão lá do alto; livra-me e arrebata-me das muitas águas e do poder de estranhos,

Esses hinos louvam ao Senhor por Seu incrível poder sobre as forças malignas que ameaçam Seu povo. Eles retratam Deus em Sua majestade como Guerreiro e Juiz. A imagem de Deus como Guerreiro é frequente nos salmos e destaca a severidade e a urgência da resposta divina aos clamores e sofrimentos de Seu povo.

“O Altíssimo levantou a Sua voz, e houve granizo e brasas de fogo. Atirou as Suas flechas e espalhou os meus inimigos; multiplicou os Seus raios e os dispersou. Então se viu o leito das águas, e se descobriram os fundamentos do mundo, pela Tua repreensão, Senhor, pelo sopro impetuoso das Tuas narinas” (Sl 18:13-15).

A determinação absoluta e a magnitude da ação divina deve dispersar qualquer dúvida sobre o grande cuidado e a compaixão de Deus pelos sofredores ou sobre Sua capacidade de derrotar o mal. Só precisamos esperar que Ele faça isso.

Mesmo quando o povo de Deus, como Davi, estava envolvido em guerras, a libertação não veio por meios humanos. Em suas batalhas contra os inimigos do povo de Deus, o rei louvou o Senhor como o Único que alcançou todas as vitórias. Teria sido fácil para Davi levar o crédito pelo que aconteceu, por seus sucessos e triunfos, mas esse não era seu estado de espírito. Ele sabia de onde vinha a Fonte de seu poder.

Embora Davi afirmasse que o Senhor treinava suas mãos para a guerra (Sl 18:34), em nenhum dos salmos ele confiou em suas habilidades de batalha. Em vez disso, o rei declarou que o Senhor lutava por ele e o libertava (Sl 18:47, 48).

Em Salmos, o rei Davi, que era conhecido como um guerreiro bem-sucedido, assumiu seu papel como músico habilidoso e louvou ao Senhor como único Libertador e Sustentador de Seu povo (Sl 144:10-15). O louvor e a oração eram as fontes de força de Davi, mais poderosas do que qualquer arma de guerra. Somente em Deus se deve confiar e somente a Ele se deve adorar.

Sejam quais forem os dons, habilidades e êxito que você tem tido, por que deve sempre se lembrar da fonte de todos eles? Que perigo há em se esquecer dessa fonte?

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.