Quando Deus não Se agrada de sacrifícios

Lições da Bíblia1

8. Leia os Salmos 40:6-8; 50:7-23; 51:16-19. Que questão importante esses textos abordam? Por que, às vezes, Deus não Se agradava dos sacrifícios que Ele prescreveu em Sua Palavra (Êx 20:24)?

Sl 40:6-8 (NAA)2: “6 Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres. 7 Então eu disse: ‘Eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; 8 agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; a tua lei está dentro do meu coração.’”

Sl 50:7-23 (NAA)2: 7 “‘Escute, meu povo, e eu falarei; ó Israel, e eu testemunharei contra você. Eu sou Deus, o seu Deus. 8 Não o repreendo pelos seus sacrifícios, nem pelos holocaustos que você continuamente me oferece. 9 Não aceitarei novilhos da sua casa, nem bodes dos seus apriscos. 10 Pois são meus todos os animais do bosque e o gado aos milhares sobre as montanhas. 11 Conheço todas as aves dos montes, e são meus todos os animais que vivem no campo.’ 12 ‘Se eu tivesse fome, não teria necessidade de dizê-lo a você, pois meu é o mundo e a sua plenitude. 13 Acaso como eu carne de touros? Ou bebo sangue de cabritos? 14 Ofereça a Deus sacrifício de ações de graças e cumpra os seus votos para com o Altíssimo. 15 Invoque-me no dia da angústia; eu o livrarei, e você me glorificará.’ 16 Mas ao ímpio Deus diz: ‘De que lhe serve repetir os meus preceitos e ter nos lábios a minha aliança, 17 se você odeia a disciplina e rejeita as minhas palavras? 18 Se vê um ladrão, você se torna amigo dele, e aos adúlteros você se associa. 19 Abre a boca para o mal, e a sua língua trama enganos. 20 Senta-se para falar contra o seu irmão e difama o filho de sua mãe. 21 Você tem feito essas coisas, e eu me calei; você pensava que eu era igual a você; mas agora eu o repreenderei e porei tudo à sua vista.’ 22 ‘Considerem, pois, nisto, vocês que se esquecem de Deus, para que eu não os despedace, sem haver quem os livre. 23 Aquele que me oferece sacrifício de ações de graças, esse me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, farei com que veja a salvação de Deus.’

Sl 51:16-19 (NAA)2: “16 Pois não te agradas de sacrifícios; do contrário, eu os ofereceria; e não tens prazer em holocaustos. 17 Sacrifício agradável a Deus é o espírito quebrantado; coração quebrantado e contrito, não o desprezarás, ó Deus. 18 Faze bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica as muralhas de Jerusalém. 19 Então te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; e sobre o teu altar serão oferecidos novilhos.

Êx 20:24 (NAA)2: “Façam um altar de terra para mim e sobre ele vocês sacrificarão os seus holocaustos, as suas ofertas pacíficas, as suas ovelhas e os seus bois; em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei até vocês e os abençoarei.”

Como os profetas, os salmistas condenam várias formas erradas de adoração. O ponto principal nesses versos não é a aversão do Senhor aos sacrifícios e festivais de Israel, mas as razões para tal repugnância: a distância fatal entre adoração e espiritualidade. Deus não estava repreendendo Seu povo por seus sacrifícios e holocaustos, mas por sua maldade e atos de injustiça que cometiam na vida pessoal (Sl 50:8, 17-21). Os salmos não pregam contra o sacrifício e a adoração, mas contra o sacrifício vão e a adoração vazia demonstrada na injustiça desses adoradores.

Quando não há unidade entre a expressão externa da adoração e a motivação interna correta para ela, em geral os rituais se tornam mais importantes do que a experiência de se aproximar de Deus. Ou seja, as formas de adoração se tornam um fim em si mesmas, em oposição ao Deus a quem esses rituais devem apontar e revelar.

9. Leia João 4:23, 24. A que Jesus chamou atenção nessa passagem que se encaixa exatamente com as advertências dos salmos mencionados na lição de hoje?

Jo 4:23, 24 (NAA)2: “23 Mas vem a hora — e já chegou — em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que o Pai procura para seus adoradores. 24 Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

Sacrifícios não são suficientes. De que adiantavam esses sacrifícios se o coração dos que os ofereciam não estava cheio de arrependimento, fé e tristeza pelo pecado? Somente quando acompanhados de arrependimento e sincera ação de graças os sacrifícios de touros poderiam agradar a Deus como “sacrifícios de justiça” (Sl 51:19, veja também Sl 50:14). Jesus, ao citar Isaías, expressou isso assim: “Este povo Me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mt 15:8). Os problemas que os salmistas viram eram os mesmos que Jesus encontrou em relação a alguns, especialmente os líderes, durante o Seu ministério terreno.

Será que nós, tendo tanta luz e conhecimento, não caímos na armadilha de pensar que apenas conhecer a verdade e passar pelos rituais da verdade é suficiente?

Quinta-feira, 21 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Anunciem entre as nações a Sua glória

Lições da Bíblia1

7. Que múltiplos aspectos da adoração são mencionados no Salmo 96?

Sl 96 (NAA): “1 Cantem ao Senhor um cântico novo, cantem ao Senhor, todas as terras. 2 Cantem ao Senhor, bendigam o seu nome; proclamem a sua salvação, dia após dia. 3 Anunciem entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas. 4 Porque o Senhor é grande e digno de ser louvado, mais temível do que todos os deuses. 5 Porque todos os deuses dos povos não passam de ídolos; o Senhor, porém, fez os céus. 6 Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário. 7 Deem ao Senhor, ó famílias dos povos, deem ao Senhor glória e força. 8 Deem ao Senhor a glória devida ao seu nome; tragam ofertas e entrem nos seus átrios. 9 Adorem o Senhor na beleza da sua santidade; tremam diante dele, todas as terras. 10 Digam entre as nações: ‘Reina o Senhor.’ Ele firmou o mundo para que não se abale e julga os povos com justiça. 11 Alegrem-se os céus, e a terra exulte; ruja o mar e a sua plenitude. 12 Alegre-se o campo e tudo o que nele há; cantem de alegria todas as árvores do bosque, 13 na presença do Senhor, porque vem, vem julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, de acordo com a sua fidelidade.”

A adoração inclui cantar ao Senhor, louvar o Seu nome, proclamar a Sua bondade e grandeza e levar ofertas ao Seu templo. Além desses modos familiares de adoração, o Salmo 96 destaca um aspecto não tão óbvio da adoração, ou seja, a dimensão evangélica de proclamar o reino do Senhor a outros povos (Sl 96:2, 3, 10). No entanto, cantar, louvar, levar ofertas e proclamar o evangelho não são ações separadas, mas diferentes formas de adoração. A proclamação da salvação de Deus às nações fundamenta o louvor e dá conteúdo à adoração. Observe como as razões para a adoração coincidem com a mensagem proclamada a outros povos: “porque o Senhor é grande” (Sl 96:4), “porque todos os deuses dos povos não passam de ídolos; o Senhor, porém, fez os céus” (Sl 96:5), “reina o Senhor” (Sl 96:10) e “porque vem, vem julgar a Terra” (Sl 96:13). Assim, o objetivo do evangelismo é unir outros povos ao povo de Deus e, finalmente, toda a criação na adoração ao Senhor (Sl 96:11-13).

A adoração brota do reconhecimento de quem o Senhor é: Criador, Rei e Juiz (Sl 96:5, 10, 13). Adoração é recordar os atos passados de Deus (criação), celebrar Suas maravilhas presentes (o sustento do mundo e Seu reinado presente) e antecipar Seus atos futuros (juízo do tempo do fim e nova vida no novo céu e na nova Terra).

O juízo em Salmos significa restauração da ordem divina de paz, justiça e bem-estar em um mundo sobrecarregado pela injustiça e pelo sofrimento. Toda a Terra se alegra em antecipar os juízos divinos (Sl 96:10-13; 98:4-9). O Senhor é um Juiz justo. Isso deve também motivar as pessoas a adorá-Lo em santidade e “tremer” e deve servir de advertência contra a atitude leviana na adoração (Sl 96:9). A adoração envolve alegria e confiança (Sl 96:1, 2, 11-13) e santo temor e tremor (Sl 96:4, 9).

O apelo universal do Salmo 96 para adorar o Criador e o Juiz reflete-se na proclamação final do evangelho de Deus para o mundo, as três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12. Em muitos aspectos, o salmo parece incorporar essa mensagem do fim dos tempos: criação, salvação (“evangelho eterno”), adoração e juízo.

Compare o Salmo 96 com as três mensagens angélicas (Ap 14:6-12). O salmo ensina as mesmas verdades básicas das três mensagens que devemos proclamar ao mundo?

Ap 14:6-12 (NAA)2: “6 Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que habitam na terra, e a cada nação, tribo, língua e povo, 7 dizendo com voz forte: — Temam a Deus e deem glória a ele, pois é chegada a hora em que ele vai julgar. E adorem aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas. 8 Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: — Caiu! Caiu a grande Babilônia que fez com que todas as nações bebessem o vinho do furor da sua prostituição. 9 Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo com voz forte: — Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na testa ou na mão, 10 também esse beberá do vinho do furor de Deus, preparado, sem mistura, no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. 11 A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre. E os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do nome da besta não têm descanso algum, nem de dia nem de noite. 12 Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”

Quarta-feira, 20 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Senhor, quem habitará no Teu tabernáculo?

Lições da Bíblia1

5. Leia o Salmo 15. Quem é digno de adorar na presença de Deus?

Sl 15 (NAA)2: “1 Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem poderá morar no teu santo monte? 2 Aquele que vive com integridade, que pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; 3 aquele que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho;aquele que, a seus olhos, tem por desprezível ao que merece reprovação, mas honra os que temem o Senhor; aquele que jura e cumpre o que prometeu, mesmo com prejuízo próprio;aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem age assim não será jamais abalado.

A resposta dada nesse salmo é o resumo dos requisitos já dados na lei de Deus e nos profetas: aqueles cujas ações (“que pratica a justiça”) e caráter (“de coração”) são reflexo de Deus (Dt 6:5; Mq 6:6-8). O santuário era um lugar santo e tudo nele, incluindo os sacerdotes, era consagrado. Assim, a santidade é um requisito obrigatório para estar na presença de Deus. A santidade de Israel deveria ser abrangente, unindo adoração e ética, e exercida em todos os aspectos da vida. A lei foi dada ao povo de Deus para capacitá-lo a alcançar seu potencial máximo, ou seja, viver como um reino de sacerdotes. O sacerdócio real inclui ter uma vida de santidade na presença de Deus e levar as bênçãos da aliança a outras nações.

6. Leia os Salmos 24:3-6; 101:1-3. O que significa ser santo?

Sl 24:3-6 (NAA)2: “3 Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? 4 O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem faz juramentos com a intenção de enganar. 5 Este receberá do Senhor a bênção e a justiça do Deus da sua salvação. 6 Esta é a geração dos que o buscam, dos que buscam a face do Deus de Jacó.

Sl 101:1-3 (NAA)2: “1 Cantarei a respeito da bondade e da justiça; a ti, Senhor, cantarei. 2 Quero, com sabedoria, refletir no caminho da perfeição. Quando virás ao meu encontro? Em minha casa, andarei com sinceridade de coração.Não porei coisa injusta diante dos meus olhos. Detesto a conduta dos que se desviam. Nada disto se pegará em mim.”

Um coração perfeito é a maior qualidade do adorador diante de Deus. O hebraico tamim, “perfeito”, transmite a noção de “completude” e “totalidade”. Uma videira perfeita é “inteira”, intacta e saudável (Ez 15:5). Os animais oferecidos como sacrifícios tinham que ser tamim, ou sem mácula (Lv 22:21-24). O discurso “perfeito” é inteiramente verdadeiro (Jó 36:4). Um “coração perfeito”, portanto, é um coração puro (Sl 24:4) ou um coração íntegro (Sl 15:2). Ele busca a Deus (Sl 24:6) e é restaurado pelo perdão divino (Sl 51:2-10). Uma vida irrepreensível brota do reconhecimento da graça de Deus e de Sua justiça. A graça divina inspira e capacita os servos de Deus a viver no temor do Senhor, o que significa viver em livre comunhão com o Senhor e em submissão à Sua Palavra. O testemunho de uma vida dedicada e piedosa traz louvor a Deus e não a si mesma. Observe que a maioria dos requisitos no Salmo 15 é dada em termos negativos (Sl 15:3-5). Não se trata de ganhar o favor divino, mas de evitar as coisas que nos separariam de Deus.

Quais são as escolhas conscientes que devemos fazer para evitar tudo aquilo que nos afasta de Deus?

Terça-feira, 19 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Cantem ao Senhor um cântico novo

Lições da Bíblia1

3. Qual é o tema comum nos Salmos 33:3; 40:3; 96:1; 98:1; 144:9 e 149:1?

Sl 33:3 (NAA)2: “Cantem-lhe um cântico novo, toquem com arte e com júbilo.”

Sl  40:3 (NAA)2: “E me pôs nos lábios um cântico novo, um hino de louvor ao nosso Deus. Muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor.”

Sl 96:1 (NAA)2: “Cantem ao Senhor um cântico novo, cantem ao Senhor, todas as terras.”

Sl 98:1 (NAA)2: “Cantem ao Senhor um cântico novo, porque ele tem feito maravilhas; a sua mão direita e o seu braço santo lhe alcançaram a vitória.”

Sl 144:9 (NAA)2: “A ti, ó Deus, entoarei um cântico novo; na lira de dez cordas, te cantarei louvores.”

Sl 149:1 (NAA)2: “Aleluia! Cantem ao Senhor um cântico novo; cantem o seu louvor na assembleia dos santos.

Os salmos convocam o povo a cantar um “cântico novo”. O que é esse “cântico novo”? A razão para ele é um novo reconhecimento da majestade e soberania do Senhor sobre o mundo e a gratidão por Seu cuidado e salvação como Criador e Juiz da Terra. O livramento das mãos dos inimigos e da morte e o favor de Deus para com Israel são motivos pessoais para se cantar “um cântico novo”. Enquanto outras canções louvam ao Senhor por Sua bondade e maravilhas, o “cântico novo” é uma canção especial, que expressa alegria reavivada e promessa renovada de devoção a Deus. A nova experiência da libertação inspira o povo a reconhecer o Senhor como Criador e Rei. Os temas comuns nos salmos que falam de “um cântico novo” são a confiança em Deus, o louvor por Suas obras e libertação da aflição, entre outras coisas.

4. Leia Isaías 42:10-12; Apocalipse 5:9; 14:3. O que podemos deduzir do “cântico novo” a partir dessas passagens?

Isaías 42:10-12 (NAA)2: “10 Cantem ao Senhor um cântico novo! Que ele seja louvado desde os confins da terra pelos que navegam no mar, por todas as criaturas que vivem nele, e pelas terras do mar e os seus moradores. 11 Ergam a voz o deserto, as suas cidades e as aldeias habitadas por Quedar; exultem os que habitam em Sela e clamem do alto dos montes; 12 deem honra ao Senhor e anunciem a sua glória nas terras do mar.

Apocalipse 5:9 (NAA)2: “e cantavam um cântico novo, dizendo: “Digno és de pegar o livro e de quebrar os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação

Apocalipse 14:3 (NAA)2: “Entoavam um cântico novo diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém podia aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.

Israel é descrito com termos afetuosos como povo que é chegado a Deus (Sl 148:14), sugerindo que, de toda a criação, Israel tem o status mais especial e, portanto, tem o maior privilégio e dever de ser grato ao Senhor. Assim, a Bíblia encoraja os crentes de todas as gerações a cantar o cântico novo em louvor ao Redentor, cântico que carrega o testemunho singular sobre a salvação no sangue do Cordeiro. Um “cântico novo” pode representar uma nova canção que ninguém ouviu, uma canção que celebra uma experiência vívida da graça. O “cântico novo” pode também exprimir esperança, e nesse caso a característica “novo” se manifesta na antecipação da experiência singular, sem precedentes, da majestade de Deus no futuro. A verdadeira adoração vai além de sacrifícios e ofertas e reflete um relacionamento vivo sempre novo e dinâmico com Deus. Em certo sentido, pode-se dizer que o “cântico novo” é uma nova expressão, mesmo diária, do nosso amor e apreço pelo que Deus fez por nós.

Qual seria o seu “cântico novo” para expressar as bênçãos de Deus em sua vida?

Segunda-feira, 18 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Levante as mãos no santuário

Lições da Bíblia1

1. Leia o Salmo 134. Onde se oferece adoração nesse contexto? Qual é o resultado da adoração ao Senhor?

Sl 134 (NAA)2: “1 Bendigam o Senhor, todos vocês, servos do Senhor, que se encontram na Casa do Senhor nas horas da noite. 2 Levantem as mãos para o santuário e bendigam o Senhor. 3 Que, de Sião, o Senhor, que fez o céu e a terra, abençoe você!

O Salmo 134 relembra a bênção sacerdotal de Arão em Números 6:24-26 (Sl 67:1) e destaca a bênção como o princípio e o resultado subjacentes do relacionamento entre Deus e Israel. O povo abençoa a Deus no santuário, e Deus abençoa Seu povo desde Sião. As bênçãos se estendem o todos, pois o Senhor é o Criador do céu e da Terra. A menção de Sião como o lugar das bênçãos especiais divinas enfatiza o vínculo de aliança do Senhor com Seu povo. É, portanto, dentro da aliança da graça que Israel exerce o privilégio de abençoar o Senhor e ser abençoado por Ele.

2. De que maneira os salmos retratam os adoradores? Sl 18:1; 36:1; 113:1; 134:1, 2; 135:1, 2

Sl 18:1 (NAA)2: “Eu te amo, ó Senhor, força minha.”

Sl 36:1 (NAA)2: “Há no coração do ímpio a voz da transgressão; não há temor de Deus diante de seus olhos.”

Sl 113:1 (NAA)2: “Aleluia! Louvem, ó servos do Senhor, louvem o nome do Senhor.”

Sl 134:1, 2 (NAA): “1 Bendigam o Senhor, todos vocês, servos do Senhor, que se encontram na Casa do Senhor nas horas da noite. 2 Levantem as mãos para o santuário e bendigam o Senhor.

Sl 135:1, 2 (NAA): “1 Aleluia! Louvem o nome do Senhor! Louvem-no vocês, servos do Senhor,que estão na Casa do Senhor, nos átrios da casa do nosso Deus.

Os salmos retratam os adoradores como servos do Senhor “que se encontram na Casa do Senhor nas horas da noite” (Sl 134:1), o que deve ser uma referência à guarda noturna dos levitas (1Cr 9:23-27) ou ao louvor que eles ofereciam a Deus tanto de dia quanto de noite (1Cr 9:33).

Como os israelitas adoravam o Deus invisível, que não podia ser representado na forma de alguma imagem, o santuário servia para refletir a glória do Senhor e oferecer um ambiente seguro para os pecadores se aproximarem de seu santo Rei. Esse encontro tem a iniciativa do próprio Senhor e é regulado por Seus estatutos e decretos.

Em 1 Pedro 2:4, 5, o apóstolo apresenta uma expressão do NT das mesmas ideias apresentadas nesses salmos, no sentido de que o povo de Deus agora é um sacerdócio santo, oferecendo louvor e ação de graças ao Senhor Jesus Cristo, seu Criador e Redentor, por todos os benefícios realizados em favor deles.

Domingo, 17 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Adoração para toda a vida

Lições da Bíblia1

“Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus durante a minha vida” (Sl 104:33).

À medida que experimentamos mais e mais a graça e o poder de Deus, somos levados a perguntar como o salmista: “Que darei ao Senhor por todos os Seus benefícios para comigo?” (Sl 116:12). A resposta inevitável é dedicar a vida a ser fiel a Deus. Em Salmos, Israel não é simplesmente uma nação, mas uma “grande congregação” (Sl 22:22, 25; 35:18). Isso revela o chamado principal de Israel para louvar a Deus e dar testemunho Dele a outras nações, pois o Senhor quer que o mundo todo se una ao Seu povo em adoração. O povo do Senhor é identificado como os justos, que adoram o Senhor e cuja esperança está Nele e em Seu amor.

Louvar ao Senhor na congregação é considerada a forma ideal de adoração. Isso não significa que a oração e o louvor do indivíduo em Israel assumissem um significado secundário. A adoração do indivíduo a Deus alimenta com louvor renovado a adoração em comunidade (Sl 22:22, 25). Por sua vez, a adoração individual desenvolve todo o seu potencial no relacionamento com a comunidade de adoradores, também chamada de “assembleia dos justos” (Sl 111:1, ACF). Os retos conhecem a Deus (Sl 36:10) e são conhecidos por Ele (Sl 37:18), e essa experiência permeia todos os aspectos de sua existência.

Sábado, 16 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Anseio por Deus em Sião – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Analise Isaías 40 e 51:1-16. Os cânticos de Sião apresentam o compromisso de permanecermos atentos a Sião e à esperança no reino de Deus representado por ela. Embora bênçãos do santuário sejam experimentadas nesta vida, a esperança da plenitude da vida em Sião está no futuro. Muitos anseiam pela Sião celestial com lágrimas (Sl 137:1). Lembrar-se de Sião implica não apenas um pensamento ocasional, mas uma deliberada decisão de viver de acordo com essa lembrança (Êx 13:3; 20:8).

Cantar os cânticos de Sião expressa a determinação de manter viva a esperança do reino de Deus na nova Terra (Ap 21:1-5). “Ali, mentes imortais contemplarão, com prazer que jamais acabará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar a esquecer de Deus. Todas as habilidades se desenvolverão, e todas as capacidades serão ampliadas. […] E surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender e novos objetivos para aguçar as aptidões físicas, mentais e espirituais” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 559, 560).

O compromisso de não esquecer Sião é uma promessa dos peregrinos de nunca aceitarem este mundo como sua pátria, mas aguardar os novos céus e a nova Terra.

Os salmos de Sião podem ser cantados por todos que desejam viver na nova Jerusalém (Ap 3:12). Os cânticos de Sião nos encorajam a aguardar o mundo futuro com esperança, mas também nos levam a ser agentes da graça de Deus. Perguntas para consideração

1. Como aplicar à igreja os princípios espirituais e teológicos da Sião literal?

2. Como os crentes permanecem no santuário de Deus? (Jo 1:14-18; Hb 12:22-24).

Jo 1:14-18 (NAA): 14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. 15 João dá testemunho a respeito dele e exclama: — Este é aquele de quem eu dizia: “Ele vem depois de mim, mas é mais importante do que eu, pois já existia antes de mim.” 16 Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça. 17 Porque a lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. 18 Ninguém jamais viu Deus; o Deus unigênito, que está junto do Pai, é quem o revelou.

Hb 12:22-24 (NAA): 22 Pelo contrário, vocês chegaram ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a milhares de anjos. Vocês chegaram à assembleia festiva, 23 a igreja dos primogênitos arrolados nos céus. Vocês chegaram a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, 24 e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o sangue de Abel.

3. Como Sião se tornará a cidade de todas as nações, conforme previsto no Salmo 87? (Rm 5:10; Ef. 2:11-16; Cl 1:19-23).

Rm 5:10 (NAA): Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida!

Ef. 2:11-16 (NAA): 11 Portanto, lembrem-se de que no passado vocês eram gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisão, que é feita na carne por mãos humanas. 12 Naquele tempo vocês estavam sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. 13 Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados pelo sangue de Cristo. 14 Porque ele é a nossa paz. De dois povos ele fez um só e, na sua carne, derrubou a parede de separação que estava no meio, a inimizade. 15 Cristo aboliu a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse em si mesmo uma nova humanidade, fazendo a paz, 16 e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por meio da cruz, destruindo a inimizade por meio dela.

Cl 1:19-23 (NAA): 19 Porque Deus achou por bem que, nele, residisse toda a plenitude 20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. 21 E vocês que, no passado, eram estranhos e inimigos no entendimento pelas obras más que praticavam, 22 agora, porém, ele os reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e irrepreensíveis, 23 se é que vocês permanecem na fé, alicerçados e firmes, não se deixando afastar da esperança do evangelho que vocês ouviram e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro.

4. Como responder à pessoa que aponta para a prosperidade dos ímpios, enquanto pessoas “boas” sofrem? É importante reconhecer que não temos respostas para tudo?

Sexta-feira, 15 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Inabalável como o monte Sião

Lições da Bíblia1

9. Como os que confiam em Deus são retratados no Salmo 125:1, 2?

Sl 125:1, 2 (NAA)2: “1 Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre. 2 Como em redor de Jerusalém estão os montes, assim o Senhor, em derredor do seu povo, desde agora e para sempre.

Os que confiam no Senhor são comparados ao monte Sião, símbolo de firmeza e força. A vista magnífica das montanhas que cercavam Jerusalém inspirou o salmista a reconhecer a certeza da proteção divina (Sl 5:12; 32:7, 10). Ao contrário dos montes governados pelos ímpios, que são lançados ao mar (Sl 46:2), a impressionante durabilidade do monte sobre o qual Jerusalém foi construída inspira confiança. A certeza da proteção divina se torna mais ousada diante da realidade de que o mal parece prevalecer às vezes. No entanto, mesmo em meio a esse mal, temos esperança.

10. Como os justos são tentados? Qual é a lição para nós? Sl 125:3-5

Sl 125:3-5 (NAA)2: “3 O cetro dos ímpios não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda a mão à iniquidade. 4 Faze o bem, Senhor, aos bons e aos retos de coração. 5 Quanto aos que se desviam para sendas tortuosas, levá-los-á o Senhor juntamente com os malfeitores. Paz sobre Israel!”

Os fiéis podem ser desencorajados pelo sucesso dos ímpios e, talvez, tentados a seguir seus caminhos (Sl 73:2-13; 94:3). A grandiosa estabilidade do monte Sião não pode firmar os que se afastam do Senhor. O povo ainda tem liberdade para “praticar a iniquidade” (Sl 125:3) e desviar-se “para caminhos tortuosos” (Sl 125:5). O Senhor é justo e julgará os que permanecem em rebelião e não se arrependem dos pecados.

Eis o chamado para que o povo de Deus permaneça com fé e confiança inabaláveis no Senhor, assim como o monte Sião é seu refúgio inabalável. Ou seja, mesmo quando não entendemos as provações, ainda podemos confiar na bondade de Deus.

“A entrada do pecado no mundo, a encarnação de Cristo, a regeneração, a ressurreição e muitos outros assuntos apresentados na Bíblia são mistérios por demais profundos para a mente humana explicar ou mesmo entender plenamente. Não temos, porém, razões para duvidar da Palavra de Deus pelo fato de não entendermos os mistérios de Sua providência. […] Por toda parte há maravilhas que estão além da nossa compreensão. […] A dificuldade está na debilidade e na pequenez da mente humana. Deus nos deu, nas Escrituras, provas suficientes do seu caráter divino, e não devemos duvidar da Sua Palavra pelo fato de não podermos compreender todos os mistérios de Sua providência” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 106, 107).

Quinta-feira, 14 de março de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.