Luz do santuário – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Ellen G. White descreve a atuação de Jesus em nosso favor no juízo e o nosso papel: “Jesus não justifica os pecados deles, mas apresenta seu arrependimento e fé e, reclamando o perdão para eles, ergue as mãos feridas perante o Pai e os santos anjos, dizendo: ‘Eu os conheço pelo nome. Gravei-os na palma de Minhas mãos. ‘Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não desprezarás, ó Deus’ (Sl 51:17). E, ao acusador de Seu povo, declara: ‘O Senhor te repreende, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo?’” (Zc 3:2; Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 406).

“O fato de os reconhecidos filhos de Deus serem representados como estando na presença do Senhor com vestes sujas deve levar à humildade e ao profundo exame do coração todos os que Lhe professam o nome. Os que estão de fato purificando o caráter mediante a obediência à verdade terão de si mesmos uma opinião muito humilde” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 5, p. 403).

“Vivemos hoje no grande Dia da Expiação. […] Todos aqueles que quiserem que seu nome seja conservado no Livro da Vida devem, agora, nos poucos dias que lhes restam do tempo da graça, humilhar-se diante de Deus, em tristeza pelo pecado e em arrependimento verdadeiro” (O Grande Conflito, p. 410).

Perguntas para consideração

O que sentimos ao pensar que Jesus levanta Suas mãos feridas por nós diante do Pai? Por que essa é a nossa única esperança no juízo?

Vivemos no Dia da Expiação, a obra divina para salvar perdidos. Por que qualquer dia dedicado à obra de salvar pecadores deve ser uma boa notícia?

“Cristo pode pleitear de forma eficaz em nosso favor. Ele é capaz de silenciar o acusador com argumentos baseados não em nossos méritos, mas nos Seus” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 403). Você crê nisso?

Sexta-feira, 24 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.

Jesus, nosso Advogado no juízo

Lições da Bíblia1:

8. Qual é a diferença entre o ministério do sacerdote no santuário terrestre e o ministério de Jesus no santuário celestial? Hb 10:9-14

Hb 10:9-14 (NAA)2: “9 num segundo momento acrescentou: ‘Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade.’ Ele remove o primeiro para estabelecer o segundo. 10 Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. 11 Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, para exercer o serviço sagrado e oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados. 12 Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus, 13 aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. 14 Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados.”

De uma vez por todas, Cristo morreu na cruz como sacrifício perfeito pelo pecado. Seu ministério sacerdotal no santuário celestial nos santifica. Uma vez que adentrou o lugar santíssimo, Ele permanece como nosso Advogado no juízo (1Jo 2:1). “Assim também Cristo, tendo-Se oferecido uma vez por todas para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, não para tirar pecados, mas para salvar aqueles que esperam por Ele” (Hb 9:28). Por meio de Seu sacrifício e mediação, Ele resolveu o problema do pecado. Ele virá outra vez para aqueles que “amam a Sua vinda” (2Tm 4:8).

9. Leia Hebreus 6:19, 20. Por que Ele nos convida a segui-Lo e o que descobrimos à medida que fazemos isso?

Hb 6:19, 20 (NAA)2: “19 Temos esta esperança por âncora da alma, segura e firme e que entra no santuário que fica atrás do véu, 20 onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.”

“A intercessão de Cristo no santuário celestial, em favor do ser humano, é tão essencial ao plano da redenção como foi Sua morte sobre a cruz. Com Sua morte, Ele iniciou essa obra e, após a ressurreição, ascendeu ao Céu para concluí-la. Pela fé devemos ir além do véu, onde nosso Precursor ‘entrou por nós’ (Hb 6:20). Ali se reflete a luz da cruz do Calvário. Ali podemos obter uma compreensão mais clara dos mistérios da redenção. A salvação do ser humano tem custado um preço infinito para o Céu; o sacrifício feito equivale aos mais amplos requisitos da lei de Deus, que foi violada. Jesus abriu o caminho para o trono do Pai e, por meio de Sua mediação, o desejo sincero de todos os que a Ele se aproximam pela fé pode ser apresentado a Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 409).

O plano da salvação acaba com o grande conflito e resgata a Terra das garras de Satanás. Jesus revelou o amor de Deus a um mundo em necessidade e a um Universo expectante. Sua morte revelou a maldade do pecado e ofereceu salvação. Sua intercessão garante os benefícios da expiação aos que estendem a mão para recebê-los.

Qual é a relação entre a morte de Cristo e Sua intercessão? O juízo é necessário?

Quinta-feira, 23 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A boa notícia do lugar santíssimo

Lições da Bíblia1:

6. Que segurança e qual convite temos em Hebreus 4:14-16 e 10:19-22?

Hb 4:14-16 (NAA)2: “14 Tendo, pois, Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que adentrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. 15 Porque não temos sumo sacerdote que não possa se compadecer das nossas fraquezas; pelo contrário, ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. 16 Portanto, aproximemo-nos do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno.

Hb 10:19-22 (NAA)2: “19 Portanto, meus irmãos, tendo ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, pela sua carne, 21 e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 aproximemo-nos com um coração sincero, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e o corpo lavado com água pura.

Paulo enfatiza que devemos conservar firme a confissão e chegar com confiança, sem desistir, com fé em nosso Sumo Sacerdote. Nele temos tudo de que precisamos. Pela fé, entramos no santuário pelo “novo e vivo caminho” que Jesus abriu para nós.

Olhando para o pátio, vemos sangue nos chifres do altar de bronze. No lugar santo, vemos sangue nos chifres de ouro do altar de incenso. Contemplamos o sangue aspergido na cortina diante do propiciatório.

O sangue de Jesus prepara o caminho a cada passo. Isso nos dá esperança, pois só podemos nos reencontrar com Deus quando Jesus nos perdoa e apaga nossos pecados. A misericórdia divina é infinita, porém Sua justiça também. E a justiça não pode aceitar o sacrifício de Cristo como expiação por nossas transgressões a menos que Jesus garanta que os pecados serão perdoados e depois apagados.

7. Leia Apocalipse 11:19. No contexto do grande conflito, por que essa visão é importante? De que modo ela conecta a lei ao evangelho?

Ap 11:19 (NAA)2: “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da sua aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e forte chuva de granizo.”

Na glória da presença divina, na sala do trono do Universo, na base do trono de Deus, encontramos a lei de Deus na arca da aliança. No lugar santíssimo, a justiça e a misericórdia divinas se revelam. Nenhum poder terreno pode mudar a lei porque, entre outras razões, ela está preservada na arca da aliança no Céu. Hebreus 8:10 diz: “Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Imprimirei as Minhas leis na mente deles e as inscreverei sobre o seu coração; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo”. Ao entrarmos pela fé no santuário do Céu, encontramos perdão para nossos pecados passados e poder para viver uma vida obediente por meio de Cristo, que morreu por nós e escreveu a lei em nosso coração. Jesus nos salva “totalmente” (Hb 7:25) da penalidade e do poder do pecado.

Por que a intercessão de Jesus é uma notícia incrivelmente boa? Visto que a lei é o padrão de justiça, que esperança teríamos sem o evangelho?

Quarta-feira, 22 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O juízo chegou

Lições da Bíblia1:

Qual é a semelhança entre Daniel 7:9, 10 e Apocalipse 14:6, 7?

Daniel 7:9, 10 (NAA)2: “9 ‘Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou. Sua roupa era branca como a neve, e os cabelos da cabeça eram como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono eram fogo ardente. 10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele. Milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões estavam diante dele. Foi instalada a sessão do tribunal e foram abertos os livros.’”

Apocalipse 14:6, 7 (NAA)2: “6 Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que habitam na terra, e a cada nação, tribo, língua e povo, 7 dizendo com voz forte: — Temam a Deus e deem glória a ele, pois é chegada a hora em que ele vai julgar. E adorem aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas.”

O juízo é um tema preeminente na Bíblia. “Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ec 12:14). Jesus chamou a atenção de Seus ouvintes para o juízo futuro, quando “as pessoas darão conta de toda palavra inútil que proferirem” (Mt 12:36). Paulo escreveu: Deus “trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações” (1Co 4:5). João ouviu o anjo dizendo: “É chegada a hora em que Ele vai julgar” (Ap 14:7).

4. Leia Apocalipse 22:10-12. Quando Jesus voltar, qual será o destino de toda a humanidade? Que declaração foi feita a João?

Apocalipse 22:10-12 (NAA)2: “10 Disse-me ainda: — Não sele as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo. 11 Continue o injusto a fazer injustiça, e continue o imundo a ser imundo. O justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. 12 — Eis que venho sem demora, e comigo está a recompensa que tenho para dar a cada um segundo as suas obras. 13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.”

Uma vez que Cristo vem para dar a recompensa final, deve haver um juízo antes disso, para mostrar o resultado das escolhas de cada um quando Ele vier. Quando Cristo retornar, não haverá segunda chance. Todo ser humano teve informações suficientes para tomar sua decisão definitiva e irrevogável a favor ou contra Cristo.

5. Leia Mateus 25:1-13. Por que Jesus Se relaciona de forma tão diferente com esses dois grupos de crentes?

Mateus 25:1-13 (NAA)2: “1 — Então o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens que, pegando as suas lamparinas, saíram a encontrar-se com o noivo. 2 Cinco delas eram imprudentes, e cinco, prudentes. 3 As imprudentes, ao pegar as suas lamparinas, não levaram óleo consigo, 4 mas as prudentes, além das lamparinas, levaram óleo nas vasilhas. 5 E, como o noivo estava demorando, todas ficaram sonolentas e adormeceram. 6 Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: ‘Eis o noivo! Saiam ao encontro dele!’ 7 — Então todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lamparinas. 8 E as imprudentes disseram às prudentes: ‘Deem a nós um pouco do óleo que vocês trouxeram, porque as nossas lamparinas estão se apagando.’ 9 Mas as prudentes responderam: ‘Não! Porque então vai faltar tanto para nós como para vocês! Vão aos que o vendem e comprem óleo para vocês.’ 10 E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa do casamento. E fechou-se a porta. 11 Mais tarde, chegaram as virgens imprudentes, dizendo: ‘Senhor, senhor, abra a porta para nós!’ 12 Mas o noivo respondeu: ‘Em verdade lhes digo que não as conheço.’ 13 Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora.”

“Quando a obra de investigação se encerrar, depois de examinados e decididos os casos dos que, em todos os séculos, professaram ser seguidores de Cristo, então, e somente então, se encerrará o tempo da graça, fechando-se a porta da misericórdia. ‘As que estavam preparadas entraram com Ele para as bodas, e fechou-se a porta’ (Mt 25:10, ARC). Essa breve sentença nos conduz pelo ministério final do Salvador ao tempo em que se completará a grande obra para salvação dos seres humanos” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 362).

Em Cristo temos o perdão e o poder para vencer o mal. Precisamos temer o juízo?

Terça-feira, 21 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

No santo dos santos

Lições da Bíblia1:

Leia Levítico 16:21, 29-34; 23:26-32; Hebreus 9:23-28. Por que o Dia da Expiação era tão importante no antigo Israel?

Lv 16:21, 29-34 (NAA)2: “21 Porá as duas mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode. Depois, enviará o bode ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso. […] 29 — Isso lhes será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez dias do mês, vocês se humilharão e não farão nenhum trabalho, nem o natural da terra nem o estrangeiro que peregrina entre vocês. 30 Porque, naquele dia, se fará expiação por vocês, para purificá-los; e vocês serão purificados de todos os seus pecados, diante do Senhor. 31 É sábado de descanso solene para vocês, e vocês se humilharão; é estatuto perpétuo. 32 Aquele que for ungido e consagrado para oficiar como sacerdote no lugar de seu pai é que fará a expiação, havendo posto as vestes de linho, as vestes santas; 33 fará expiação pelo santuário, pela tenda do encontro e pelo altar; também a fará pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação. 34 Isto lhes será por estatuto perpétuo, para fazer expiação uma vez por ano pelos filhos de Israel, por causa dos seus pecados. E Arão fez como o Senhor havia ordenado a Moisés.”

Lv 23:26-32 (NAA)2: “26 O Senhor disse ainda a Moisés: 27 — Mas, aos dez dias deste sétimo mês, será o Dia da Expiação; façam uma santa convocação e humilhem-se; tragam uma oferta queimada ao Senhor. 28 Nesse mesmo dia, vocês não farão nenhum trabalho, porque é o Dia da Expiação, para fazer expiação por vocês diante do Senhor, o seu Deus. 29 Qualquer pessoa que, nesse dia, não se humilhar será eliminada do seu povo. 30 Quem, nesse dia, fizer algum trabalho, a esse eu destruirei do meio do seu povo. 31 Não façam nenhum trabalho nesse dia; é estatuto perpétuo pelas gerações de vocês, onde quer que morarem. 32 Será um sábado de descanso solene para vocês e vocês se humilharão; da tarde do dia nove desse mês até a tarde do dia seguinte vocês celebrarão esse sábado.”

Hb 9:23-28 (NAA)2: “23 Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que estão nos céus fossem purificadas com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais requerem sacrifícios superiores àqueles. 24 Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro Santuário, porém no próprio céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus. 25 Ele não entrou para oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote entra todos os anos no Santo dos Santos com sangue alheio. 26 Se fosse assim, ele precisaria ter sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao chegar o fim dos tempos, ele se manifestou uma vez por todas, para aniquilar o pecado por meio do sacrifício de si mesmo. 27 E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disso, o juízo, 28 assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez por todas para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, não para tirar pecados, mas para salvar aqueles que esperam por ele.”

Os sacerdotes ministravam todos os dias do ano, mas no Dia da Expiação (Yom Kipur), os olhos de todos se voltavam para o santuário. Os capítulos 16 e 23 de Levítico dão instruções para esse dia. Todas as atividades regulares cessavam, e todos jejuavam. Enquanto o sumo sacerdote entrava na presença de Deus, no lugar santíssimo, em favor do povo, todos faziam exame de consciência e buscavam a Deus em confissão.

Qualquer um que não se humilhasse no Dia da Expiação era eliminado do povo, isto é, não faria mais parte do povo escolhido (Lv 23:27, 29). No Dia da Expiação, o sumo sacerdote levava o sangue do bode do Senhor para o santuário e, depois de aspergi-lo no propiciatório, aplicava o sangue nos chifres do altar de ouro e do altar de bronze, purificando o santuário. Depois de fazer “expiação pelo santuário”, ele colocava as mãos sobre o bode vivo e confessava os pecados de Israel. Então, o animal era levado ao deserto para ser separado do acampamento para sempre (Lv 16:20-22).

O sangue era transferido para o santuário nos cultos diários, mostrando o registro do pecado (Jr 17:1) e o fato de que Deus Se responsabilizava pelo destino final dele. No Dia da Expiação, o pecado era transferido para fora do santuário e colocado sobre o bode Azazel, representando Satanás e revelando sua responsabilidade pelo pecado.

Esse bode era levado para o deserto de modo que, no fim do Dia da Expiação, Deus tinha o santuário e o povo purificados. No santuário celestial, Cristo ministrou por nós no lugar santo e, desde 1844, no fim dos 2.300 dias, ministra no santíssimo.

Venceremos no juízo por causa de Jesus, nosso Substituto. Jesus foi condenado “para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 14). Como resultado dessa justiça creditada a nós, afligimos nossas almas, o que é um afastamento do pecado. Isso significa que nos incomodamos com o mal e que não o justificamos nem nos apegamos a pecados acariciados, mas que crescemos na graça e vivemos em santidade.

O que significa o Dia da Expiação? Ele deve fazer diferença na forma como vivemos?

Segunda-feira, 20 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O santuário celestial

Lições da Bíblia1:

1. Leia Êxodo 25:8, 9, 40; Hebreus 8:1-6. Quais dois santuários são descritos nesses versos?

Ex 25:8, 9, 40 (NAA): “8 E farão para mim um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. 9 Segundo tudo o que eu mostrar a você como modelo do tabernáculo e como modelo de todos os seus móveis, assim mesmo vocês o farão. 40 Tenha o cuidado de fazer tudo segundo o modelo que foi mostrado a você no monte.

Hb 8:1-6 (NAA): “1 Ora, o essencial das coisas que estamos dizendo é que temos tal sumo sacerdote, que se assentou à direita do trono da Majestade nos céus, 2 como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem. 3 Pois todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; por isso, era necessário que também esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer. 4 Se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei. 5 Estes ministram em figura e sombra das coisas celestiais, assim como Moisés foi divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo. Pois Deus disse: ‘Tenha cuidado para fazer tudo de acordo com o modelo que foi mostrado a você no monte.’ 6 Mas agora Jesus obteve um ministério tanto mais excelente, quanto é também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas.

Ao se debruçarem sobre as Escrituras depois de outubro de 1844, os primeiros crentes adventistas entenderam que há dois santuários mencionados na Bíblia – o que Moisés construiu e o original no Céu. O termo “santuário”, como é usado na Bíblia, refere-se, em primeiro lugar, ao tabernáculo construído por Moisés, como modelo ou “tipo” das coisas celestiais; e, em segundo lugar, ao “verdadeiro tabernáculo” no Céu, para o qual o santuário terrestre apontava. Com a morte de Cristo, o ritual típico perdeu sua importância. O “verdadeiro tabernáculo” no Céu é o santuário da nova aliança. Visto que a profecia de Daniel 8:14 se cumpre nesta era, o santuário ao qual ela se refere é o da nova aliança.

“Ao terminarem os 2.300 dias, em 1844, já por muitos séculos não havia santuário na Terra. Por isso, a profecia – ‘até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado’ (Dn 8:14) – aponta inquestionavelmente para o santuário do Céu” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 353).

O santuário no deserto era uma maquete ou um modelo do santuário celestial. Os serviços no santuário terrestre prenunciavam o plano divino da salvação. Cada sacrifício oferecido representava a oferta de Jesus na cruz do Calvário (Jo 1:29). Por meio da morte de Cristo, estamos livres da condenação do pecado. A culpa deixa de existir quando aceitamos o sacrifício de Jesus em nosso favor e confessamos nossos pecados (1Jo 1:9). Jesus não é apenas o Cordeiro que morreu por nós; é também o Sacerdote que vive para nós.

Jesus “pode salvar totalmente os que por Ele se aproximam de Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7:25). Ele remove a culpa e nos salva do poder do pecado (Rm 8:1-4; 2Co 5:21). O ministério de Jesus no santuário do Céu é por nós. Como resultado de Sua intercessão, o domínio do pecado em nossa vida é quebrado. Não estamos mais escravizados à natureza pecaminosa. Em Cristo somos livres da condenação e do controle do pecado. Apegados a Cristo, temos a certeza da salvação.

O que significa para você saber que Jesus está no Céu ministrando em seu favor? Por que você precisa de um Mediador? Por que essa verdade é uma boa notícia?

Quinta-feira, 16 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Luz do santuário

Lições da Bíblia1:

“Ora, o essencial das coisas que estamos dizendo é que temos tal Sumo Sacerdote, que Se assentou à direita do trono da Majestade nos Céus, como Ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem” (Hb 8:1, 2).

Depois do desapontamento de 22 de outubro de 1844, alguns mileritas compreenderam que a profecia dos 2.300 dias não tinha a ver com a volta de Jesus, como foi entendida, mas com a obra de Cristo no santuário celestial, descrita no livro de Hebreus.

A purificação do santuário no Céu era o cumprimento da purificação simbólica do santuário terrestre, ensinada em Levítico. Para entender melhor essa importante verdade, observe o paralelo entre Daniel 7 e 8:

Esses paralelos ajudam a mostrar a verdadeira natureza da purificação do santuário, que é o juízo investigativo pré-advento. Na lição desta semana, estudaremos a verdade bíblica vital do ministério de Cristo no santuário celestial.

*Esta lição se baseia nos capítulos 22 a 24 e 28 do livro O Grande Conflito.

Sábado, 18 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.

Motivados pela esperança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Olhe no gráfico a seguir as profecias das 70 semanas e dos 2.300 dias. As profecias começam em 457 a.C. e predizem os eventos em torno do “Messias, o Príncipe”, sobre quem a profecia de 70 semanas se fundamenta. Com essa base sólida, a profecia de 2.300 dias termina no ano de 1844.

 “Assim como os primeiros discípulos, Miller e seus colaboradores não compreenderam completamente o significado da mensagem que apresentavam. Erros que por muito tempo estavam estabelecidos na igreja os impediam de chegar a uma interpretação correta de um ponto importante da profecia. Dessa forma, embora proclamassem a mensagem que Deus lhes confiara para transmitir ao mundo, acabaram sofrendo um desapontamento por causa de uma compreensão equivocada do significado dessa mensagem” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 299, 300).

“No entanto, Deus cumpriu Seu misericordioso propósito, permitindo que a advertência do Juízo fosse feita exatamente do modo como ocorreu. O grande dia estava próximo e, pela providência divina, o povo foi provado em relação ao tempo definido, para que lhes fosse manifesto o que estava em seu coração. A mensagem era destinada a provar e purificar a igreja, e seus membros deveriam ser levados a ver se suas afeições estavam postas neste mundo ou em Cristo e no Céu” (O Grande Conflito, p. 301).

Perguntas para consideração

Que lições aprendemos com a experiência de Guilherme Miller?

Entender Daniel 9:24-27 confirma a integridade da Bíblia e a divindade de Cristo?

Que papel a compreensão da profecia desempenha no plano da salvação?

Sexta-feira, 17 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.