Lamparina e cesto

Lições da Bíblia1:

5. Qual foi a ênfase de Jesus na parábola da lamparina? Mc 4:21-23

Mc 4:21-23 (NAA)2: “21 Jesus também lhes disse: — Será que alguém traz uma lamparina para que seja colocada debaixo de um cesto ou da cama? Por acaso não a coloca num lugar em que ilumine bem? 22 Porque não há nada oculto, senão para ser manifesto; e nada escondido, senão para ser revelado. 23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.”

Na época de Jesus, as casas variavam em tamanho e tipo de construção, dependendo da localização e das posses do proprietário. As casas passaram a seguir um padrão grego, sendo construídas em torno de um pátio, mas com vários níveis de sofisticação. Jesus poderia estar falando a respeito desse tipo de casa ou talvez de casas menores, que pertenciam a camponeses. Quer a casa fosse grande ou pequena, o que estava envolvido era o princípio: algum dia a verdade sobre Jesus seria revelada.

Jesus fez duas perguntas retóricas em Marcos 4:21. A primeira exige uma resposta negativa: “Será que alguém traz uma lamparina para que seja colocada debaixo de um cesto ou da cama?” A segunda pergunta exige uma resposta positiva: “Por acaso não a coloca num lugar em que ilumine bem?” Jesus apresenta um cenário absurdo, quase engraçado, para ilustrar o que deseja ensinar. As lamparinas servem para iluminar, do contrário perdem seu propósito. Marcos 4:22 explica que a parábola se refere a segredos que se tornam públicos. Qualquer pessoa cujo e-mail ou computador tenha sido hackeado sabe o que é ter segredos tornados públicos. Mas Jesus está falando sobre o evangelho.

6. Que lição Jesus pretendia ensinar com a parábola do padrão de medida? Mc 4:24, 25

Mc 4:24, 25 (NAA)2: “24 Então lhes disse: — Prestem bem atenção no que vocês ouvem. Com a medida com que tiverem medido vocês serão medidos, e mais ainda lhes será acrescentado. 25 Pois ao que tem mais será dado; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.

Em muitos lugares, produtos são vendidos em mercados. Os vendedores têm balanças para pesar os produtos. Alguns vendedores colocam uma quantidade a mais dos produtos para agradar os compradores. Jesus aborda como os bons vendedores tratam os compradores para enfatizar a abertura à verdade: se alguém estiver aberto à luz, receberá ainda mais, mas se rejeitar a luz, até o que tinham antes será tirado.

Como assimilar melhor o princípio de que com a medida que usarmos nós mesmos seremos medidos? Como isso está ligado a todos os nossos relacionamentos?

Quarta-feira, 24 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O objetivo das parábolas

Lições da Bíblia1:

Uma leitura superficial desses versos dá a impressão de que Jesus ensinava por parábolas para que os que estivessem fora de Seu grupo não as compreendessem. Mas essa perspectiva não se encaixa com as ações de Jesus no evangelho. Em Marcos 3:5 e 6, Jesus Se entristeceu com a dureza dos líderes. Em Marcos 3:22 a 30, Ele levou a sério o que os escribas disseram e explicou por que eles estavam errados. Em Marcos 12:1 a 12, os líderes compreenderam que a parábola dos lavradores maus se referia a eles. Na verdade, era uma advertência sobre o desfecho da conspiração deles contra Jesus e as terríveis consequências que isso teria. Se Ele não Se preocupasse com as pessoas, não as advertiria. Vamos analisar de modo mais atento as palavras de Jesus para entender o que Ele quis dizer. Ele estava parafraseando Isaías 6:9 e 10.

4. O que ocorreu com Isaías? O que ele devia anunciar a Israel? Is 6:1-13

Is 6:1-13 (NAA)2: “1 No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. 2 Serafins estavam por cima dele. Cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os pés e com duas voava. 3 E clamavam uns para os outros, dizendo: ‘Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.’ 4 Os umbrais das portas se moveram com a voz do que clamava, e o templo se encheu de fumaça. 5 Então eu disse: — Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! 6 Então um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma pinça. 7 Com a brasa tocou a minha boca e disse: — Eis que esta brasa tocou os seus lábios. A sua iniquidade foi tirada, e o seu pecado, perdoado. 8 Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: — A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Eu respondi: — Eis-me aqui, envia-me a mim. 9 Então ele disse: — Vá e diga a este povo: ‘Ouçam; ouçam, mas sem entender. Vejam; vejam, mas sem perceber.’ 10 Torne insensível o coração deste povo, endureça-lhes os ouvidos e feche os olhos deles, para que não venham a ver com os olhos, ouvir com os ouvidos e entender com o coração, e se convertam, e sejam curados. 11 Então eu perguntei: ‘Até quando, Senhor?’ Ele respondeu: ‘Até que as cidades estejam em ruínas e fiquem sem habitantes, as casas fiquem sem moradores e a terra esteja em ruínas e devastada, 12 e o Senhor afaste dela o povo, e no meio da terra sejam muitos os lugares abandonados. 13 Mas, se ainda ficar a décima parte dela, tornará a ser destruída. Como o terebinto e como o carvalho, dos quais, depois de derrubados, ainda fica o toco, assim a santa semente será o seu toco.’”

Isaías teve uma visão de Deus e se viu esmagado pela glória do Senhor e por sua própria impureza. O Pai então o purificou e o encarregou de transmitir uma mensagem alarmante. Assim como em Marcos, esse texto parece estar fora de sintonia com grande parte de Isaías, com sua ênfase no conforto para o povo de Deus.

Em Isaías 6, a mensagem destina-se a chocar o povo, despertando Israel para que se afaste do mal. A chave para compreender as palavras de Jesus é encontrada em Marcos 3:35. Para compreender os ensinos de Jesus, é necessário fazer a vontade de Deus. É isso que nos torna membros da família de Jesus. Por outro lado, os que tinham concluído que Jesus estava possuído por demônios não ouviriam Suas palavras.

O objetivo de Jesus ao citar Isaías 6 não era dizer que Deus estava rejeitando as pessoas, mas que as ideias preconcebidas e a dureza delas as impediam de aceitar a verdade que salva, a qual atravessa a parábola do semeador. Cada um escolhe que tipo de solo deseja ser. Todos precisam decidir se vão ou não se render a Jesus.

Terça-feira, 23 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A interpretação de Jesus

Lições da Bíblia1:

Jesus não explicou a parábola imediatamente. Ele falou a uma multidão (Mc 4:1). Mais tarde, com um grupo menor, explicou o que a parábola significa (Mc 4:10).

2. Leia Marcos 4:13-20. Como Jesus interpretou a parábola do semeador?

Marcos 4:13-20 (NAA): “13 Então Jesus lhes perguntou: — Se vocês não entendem esta parábola, como compreenderão todas as outras? 14 O semeador semeia a palavra. 15 Estes são os da beira do caminho, onde a palavra é semeada: quando a ouvem, logo Satanás vem e tira a palavra semeada neles. 16 E estes são os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria. 17 Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo de pouca duração. Quando chega a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. 18 Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, 19 mas as preocupações deste mundo, a fascinação da riqueza e outras ambições aparecem e sufocam a palavra, e ela fica infrutífera. 20 Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um.

Jesus interpretou a parábola identificando os itens externos à história representados pelos vários detalhes mencionados. A interpretação indica que a história é uma espécie de alegoria que faz algumas referências ao mundo real, mas isso não significa necessariamente que cada detalhe possui um significado.

Jesus identificou a semente como a Palavra (Mc 4:14), pregada por Ele próprio. Tiago 1:21 exorta: “Deixando toda impureza e acúmulo de maldade, acolham com mansidão a palavra implantada em vocês, a qual é poderosa para salvá-los.”

Os diferentes solos representam diferentes ouvintes. Todos ouvem a Palavra; isto é, todos os solos têm sementes plantadas neles. Mas a recepção é diferente. O solo à beira do caminho é duro, e os pássaros levam a semente embora, ou seja, Satanás tira a verdade do coração. O solo rochoso tem pouca profundidade, o que sugere pessoas que têm compromissos superficiais e não calculam o custo do discipulado. O solo cheio de espinhos sufoca a semente nele plantada, o que representa as preocupações da vida e as riquezas que sufocam a Palavra. Mas a boa terra representa os que ouvem a Palavra e a recebem, os quais crescem e produzem uma colheita abundante.

As explicações mais longas se referem ao solo rochoso e ao solo com espinhos. Ao descrever os ouvintes ligados ao solo rochoso, Jesus aponta para elementos em contraste: eles recebem a Palavra com alegria, mas são discípulos temporários. Quando vem a perseguição, eles se afastam. Os ouvintes relacionados aos espinhos são o oposto: eles não se desviam por causa dos tempos difíceis, mas por causa dos bons tempos – o foco deles está nas coisas que o mundo oferece, não no Reino de Deus.

Alguma característica da beira do caminho, do solo rochoso ou do solo coberto de espinhos faz parte de sua experiência? Isso acontece de forma mais sutil do que imaginamos. O que você pode fazer para mudar essa realidade, caso seja necessário?

Segunda-feira, 22 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A parábola do semeador

Lições da Bíblia1:

1. Leia Marcos 4:1-9. Como eram os diferentes solos e o que aconteceu com a semente que caiu em cada um deles?

Marcos 4:1-9 (NAA)2: “1 Jesus começou a ensinar outra vez à beira-mar. E uma numerosa multidão se reuniu em volta dele, de modo que entrou num barco, onde se assentou, afastando-se da praia. E todo o povo estava à beira-mar, na praia. 2 Assim, ensinava-lhes muitas coisas por parábolas e, durante o seu ensino, dizia: 3 — Escutem! Eis que o semeador saiu a semear. 4 E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. 5 Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. 6 Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. 7 Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto. 8 Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto; a semente brotou, cresceu e produziu a trinta, a sessenta e a cem por um. 9 E Jesus acrescentou: — Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

Muitas vezes, quando as pessoas leem as parábolas de Jesus, elas vão direto para a interpretação que Jesus apresentou. Afinal, não é esse o objetivo de tais histórias: ensinar verdades espirituais para a vida? Sim, mas algumas vezes Jesus não explicou determinadas parábolas, exceto em breves observações como “O reino de Deus é como […]” ou “Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”.

Por isso, em vez de nos apressarmos, é melhor simplesmente analisar a história em si, a fim de captar a direção para a qual apontam suas várias características narrativas. Fazer isso com a parábola do semeador traz à luz vários conceitos. Em todos os casos, a semente é a mesma, mas cai em quatro tipos diferentes de solo, que influenciam bastante no destino da semente. Em vez de uma história contínua, a parábola é formada por quatro histórias contadas até o desfecho de cada cenário. O período de tempo envolvido aumenta a cada história sucessiva.

As sementes que caíram à beira do caminho foram imediatamente comidas pelos pássaros (Mc 4:4). As sementes que caíram em solo rochoso levaram dias ou talvez semanas para alcançar seu resultado malsucedido, quando foram queimadas pelo sol.

As sementes que caíram no solo cheio de espinhos demoraram ainda mais para chegar ao seu fim completamente improdutivo, sufocadas pelas ervas daninhas. As sementes que caíram em boa terra levaram mais tempo, talvez uma estação de crescimento inteira, como geralmente acontece em uma colheita.

Três das histórias falam de fracasso; apenas a última trata de sucesso, de uma colheita boa e abundante. O tamanho das histórias, o período de tempo cada vez mais longo de cada uma e o fato de que apenas uma tem um final bem-sucedido – tudo isso aponta para o risco de fracasso, mas também para o resultado de abundância e sucesso.

A parábola do semeador parece apontar para o custo do discipulado e os riscos envolvidos nele, mas também para a recompensa satisfatória de seguir a Jesus.

Que outras lições espirituais podemos aprender com a natureza?

Dopmingo, 21 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Parábolas

Lições da Bíblia1:

“Então lhes disse: – Prestem bem atenção no que vocês ouvem. Com a medida com que tiverem medido vocês serão medidos, e mais ainda lhes será acrescentado. Pois ao que tem, mais será dado; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado” (Mc 4:24, 25).

O estudo desta semana trata das parábolas de Marcos 4. Entre os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), Marcos é o que contém o menor número de parábolas.

Há bastante tempo os estudiosos discutem sobre o significado e a interpretação das parábolas de Jesus: como interpretá-las, o que significam, por que Jesus as usou, que tipo de lições Ele pretendia ensinar, quão literalmente devem ser interpretadas (ou se elas são totalmente simbólicas) e assim por diante.

Obviamente, não vamos resolver todas essas questões na lição desta semana. Em vez disso, vamos examiná-las e, pela graça de Deus, compreenderemos as ideias mais importantes que Jesus destacou por meio das parábolas.

Marcos 4 apresenta apenas cinco parábolas: o semeador, a lamparina, a medida, a semente e o grão de mostarda. A maior parte do capítulo gira em torno da parábola do semeador, a primeira a ser contada. Em seguida, é apresentado o motivo pelo qual Jesus usava parábolas. Depois, vem a interpretação da parábola. Esse padrão de três etapas será o foco do estudo de domingo, segunda e terça. Em seguida, as outras parábolas serão objeto de nosso estudo na quarta e na quinta.

Sábado, 20 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Controvérsias – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 209-216 (“De cobrador a seguidor”), e p. 217-223 (“Cristo e o quarto mandamento”).

“Os espias não ousaram responder a Jesus na presença da multidão, por temor de se envolverem em dificuldades. Sabiam que Ele dissera a verdade. Em vez de violar suas tradições, deixariam um homem sofrer, ao passo que socorreriam um animal por causa do prejuízo para o proprietário, caso fosse negligenciado. Assim, maior era o cuidado que manifestavam por um animal do que por uma pessoa, criada à imagem divina. Isso ilustra a atuação de todas as religiões falsas. Criam no ser humano o desejo de se exaltar acima de Deus, mas o resultado é degradá-lo abaixo dos seres irracionais. Toda religião que combate a soberania de Deus tira do ser humano a glória que lhe pertencia na criação e lhe é restituída em Cristo. Toda religião falsa ensina seus adeptos a serem descuidosos para com as necessidades, sofrimentos e direitos humanos. O evangelho dá alto valor à humanidade, como aquisição do sangue de Cristo, e ensina um amável interesse pelas necessidades e aflições humanas. O Senhor diz: ‘Farei que um homem seja mais precioso do que o ouro puro e […] do que o ouro fino de Ofir’” (Is 13:12; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 221, 222).

Perguntas para consideração

O que pode nos ajudar a ver o sofrimento de pessoas como o paralítico (Mc 2:1-12)?

Mc 2:1-12 (NAA)2: “1 Dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum, e logo se ouviu dizer que ele estava em casa. 2 Muitos se reuniram ali, a ponto de não haver lugar nem mesmo junto à porta. E Jesus anunciava-lhes a palavra. 3 Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4 E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se encontrava e, pela abertura, desceram o leito em que o paralítico estava deitado. 5 Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: — Filho, os seus pecados estão perdoados. 6 Alguns escribas estavam sentados ali e pensavam em seu coração: 7 — Como ele se atreve a falar assim? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, a não ser um, que é Deus? 8 E Jesus, percebendo imediatamente em seu espírito que eles assim pensavam, disse-lhes: — Por que vocês estão pensando essas coisas em seu coração? 9 O que é mais fácil? Dizer ao paralítico: ‘Os seus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levante-se, tome o seu leito e ande’? 10 Mas isto é para que vocês saibam que o Filho do Homem tem autoridade sobre a terra para perdoar pecados. E disse ao paralítico: 11 — Eu digo a você: Levante-se, pegue o seu leito e vá para casa. 12 Ele se levantou e, no mesmo instante, pegando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de todos se admirarem e darem glória a Deus, dizendo: — Jamais vimos coisa assim!”

O ódio e as tradições cegaram os líderes de tal maneira que nem mesmo os milagres de Jesus abriram a mente deles. Algo semelhante pode acontecer conosco?

A igreja pode ser uma “família” para pessoas rejeitadas por familiares biológicos?

O que significa o pecado imperdoável? Como saber que não o cometemos?

Sexta-feira, 19 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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História em formato de sanduíche – parte 2

Lições da Bíblia1:

8. Leia Marcos 3:20, 21. Que experiência levou a família de Jesus a considerá-Lo como fora de Si?

Marcos 3:20, 21 (NAA)2: “20 Então Jesus foi para casa. E outra vez se ajuntou uma multidão, de tal modo que nem podiam comer. 21 E, quando os parentes de Jesus ouviram isto, saíram para prendê-lo, porque diziam: — Está fora de si.”

Uma acusação de instabilidade mental é grave. Geralmente é feita quando alguém se torna uma ameaça à sua própria segurança. A família de Jesus tinha essa opinião porque Ele estava tão ocupado que não parava para Se alimentar. Tentaram levá-Lo à força. Nesse ponto se encerra a história que fica na parte externa do “sanduíche”, que tinha sido interrompida pelo relato em que os escribas insultaram a Jesus.

Há um estranho paralelo entre os relatos da história em formato de sanduíche. A família de Jesus parecia ter uma visão semelhante à dos escribas: a família dizia que Ele estava fora de Si, enquanto os escribas diziam que Ele estava aliado ao diabo.

9. O que a família de Jesus queria? Qual foi a resposta Dele? Mc 3:31-35

Mc 3:31-35 (NAA)2: “31 Nisto, chegaram a mãe e os irmãos de Jesus e, tendo ficado do lado de fora, mandaram chamá-lo. 32 Muita gente estava sentada ao redor de Jesus, e alguns lhe disseram: — Olhe, a sua mãe, os seus irmãos e as suas irmãs estão lá fora, procurando o senhor. 33 Então Jesus perguntou: — Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos? 34 E, olhando em volta para os que estavam sentados ao seu redor, disse: — Eis minha mãe e meus irmãos. 35 Portanto, aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Essa cena parece estranha. Se a sua mãe e outros familiares viessem vê-lo, você não os receberia? O problema é que, naquele momento, a família de Jesus não estava em harmonia com a vontade de Deus. Jesus reconheceu isso e redefiniu o conceito de família: aquele que faz a vontade de Deus é Seu irmão, irmã e mãe. Ele é o Filho de Deus, e aquele que se alinha com a vontade de Deus torna-se Sua família.

As duas partes dessa história em formato de sanduíche contêm uma profunda ironia. Na história interna, Jesus diz que uma casa dividida contra si mesma não pode subsistir. À primeira vista, parece que na história externa a casa de Jesus, Sua família, está dividida! Mas Jesus resolve esse enigma ao redefinir o conceito de família afirmando que os que fazem a vontade de Deus junto com Ele são Sua família (Lc 12:53; 14:26).

Muitas vezes, ao longo da história, os cristãos se viram alienados de seus próprios parentes. É uma experiência bastante difícil. Esse texto de Marcos revela que Jesus passou pelo mesmo problema. Ele compreende essa situação e pode confortar aqueles que sentem esse isolamento doloroso.

Quinta-feira, 18 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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História em formato de sanduíche – parte 1

Lições da Bíblia1:

Essa passagem contém a primeira “história em formato de sanduíche” encontrada em Marcos. Nessa técnica narrativa, uma história começa e então é interrompida por outra história, sendo que a primeira é completada somente depois.

A história externa – que fica na parte externa do “sanduíche” – fala sobre os parentes de Jesus, que se preparavam para levá-Lo à força, porque achavam que Ele estava fora de Si (Mc 3:21). A história interna – que fica na parte interna do “sanduíche” – menciona os escribas acusando Jesus de estar em complô com o diabo. (O estudo de hoje se concentra na história interior, encontrada em Mc 3:22-30.)

Mc 3:22-30 (NAA)2: “22 Os escribas, que tinham vindo de Jerusalém, diziam: — Ele está possuído de Belzebu. Ele expulsa os demônios pelo poder do maioral dos demônios. 23 Então, convocando-os, Jesus lhes disse, por meio de parábolas: — Como pode Satanás expulsar Satanás? 24 Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir. 25 Se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir. 26 Se Satanás se levantou contra si mesmo e está dividido, não pode subsistir; é o seu fim. 27 Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então saqueará a casa dele. 28 Em verdade lhes digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. 29 Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão, visto que é réu de pecado eterno. 30 Jesus disse isto porque diziam: ‘Está possuído de um espírito imundo.’”

De acordo com Marcos 3:22, os escribas disseram que o poder de cura de Jesus vinha do diabo. Ele respondeu primeiro com uma pergunta abrangente: “Como pode Satanás expulsar Satanás?” (Mc 3:23). Não faz sentido que Satanás trabalhe contra si mesmo. Jesus passou a falar sobre divisão dentro de um reino, de uma casa, e na atuação do próprio Satanás, mostrando que isso destruiria o sucesso deles. Mas então o Senhor “virou a mesa” e falou sobre amarrar um homem forte para levar os seus bens. Nesse último exemplo, Jesus é apresentado como o ladrão que entra na casa de Satanás, amarrando o príncipe das trevas para libertar seus cativos.

7. Qual é o pecado imperdoável, e o que isso significa? Mc 3:28-30

Mc 3:28-30 (NAA)2: “28 Em verdade lhes digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. 29 Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão, visto que é réu de pecado eterno. 30 Jesus disse isto porque diziam: ‘Está possuído de um espírito imundo.’”

O pecado imperdoável é o pecado contra o Espírito Santo, que consiste em atribuir ao diabo a obra do Espírito Santo. A razão pela qual Jesus fez Sua declaração (Mc 3:28-30) é que os escribas diziam que Ele tinha um espírito imundo, quando na realidade Ele tinha o Espírito Santo. Se atribuirmos ao diabo a obra divina, não conseguiremos ouvir o Espírito Santo, porque ninguém deseja seguir o diabo.

Por que o receio de que tenha cometido o “pecado imperdoável” revela que você não o cometeu? Por que esse receio é uma evidência de que você não chegou a esse ponto?

Quarta-feira, 17 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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