Um tipo diferente de Messias

Lições da Bíblia1:

8. Como Jesus lidou com diferentes problemas messiânicos? Mc 6:34-52

Mc 6:34-52 (NAA)2: “34 Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas. 35 Como já era bastante tarde, os discípulos se aproximaram de Jesus e disseram: — Este lugar é deserto, e já é bastante tarde. 36 Mande essas pessoas embora, para que, indo pelos campos ao redor e pelas aldeias, comprem para si o que comer. 37 Jesus, porém, lhes disse: — Deem vocês mesmos de comer a eles. Mas eles disseram: — Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer? 38 E Jesus lhes disse: — Quantos pães vocês têm? Tratem de descobrir! Eles foram se informar e responderam: — Cinco pães e dois peixes. 39 Então Jesus lhes ordenou que todos se assentassem, em grupos, sobre a relva verde. 40 E eles o fizeram, repartindo-se em grupos de cem e de cinquenta. 41 Jesus, pegando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos para o céu, os abençoou. Depois partiu os pães e os deu aos seus discípulos para que os distribuíssem. E também repartiu os dois peixes entre todos. 42 Todos comeram e se fartaram, 43 e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. 44 Os que comeram os pães eram cinco mil homens. 45 Logo a seguir, Jesus fez com que os seus discípulos entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, para Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. 46 E, tendo-os despedido, ele subiu ao monte para orar. 47 Ao cair da tarde, o barco estava no meio do mar, e Jesus estava sozinho em terra. 48 De madrugada, vendo que os discípulos remavam com dificuldade, porque o vento lhes era contrário, Jesus foi até onde eles estavam, andando sobre o mar; e queria passar adiante deles. 49 Eles, porém, vendo-o andar sobre o mar, pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram. 50 Pois todos viram Jesus e ficaram apavorados. Mas Jesus imediatamente falou com eles e disse: — Coragem! Sou eu. Não tenham medo! 51 Então subiu no barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram totalmente perplexos, 52 porque não haviam compreendido o milagre dos pães, pois o coração deles estava endurecido.”

Depois que os discípulos retornaram de sua missão, foram com Jesus descansar em uma área remota a leste do mar da Galileia. Mas uma multidão havia chegado ao local antes deles. Eles eram como ovelhas sem pastor. Então Jesus os ensinou durante o dia.

À tarde, os discípulos recomendaram que a multidão fosse mandada embora para procurar comida, mas Jesus lhes disse para alimentar a multidão. O diálogo que se segue (Mc 6:35-38) ilustra que os discípulos estavam pensando em termos humanos sobre como resolver o problema. No entanto, Jesus resolveu o problema alimentando a multidão de modo miraculoso com apenas cinco pães e dois peixes.

As características dessa história se encaixam no conceito popular sobre o Messias na época de Jesus. A expectativa era que o Messias libertasse Israel de seus inimigos, trazendo justiça e paz. Um grande número de homens em um ambiente desértico facilmente teria conotações militares de revolta (Jo 6:14, 15; At 21:38).

Essa noção é fortalecida pela referência ao fato de que Jesus viu o povo “como ovelhas que não têm pastor” (Mc 6:34), uma citação de Números 27:17, em que Moisés pediu a Deus que nomeasse um líder para Israel depois dele. Essa linguagem sobre um pastor para o povo de Deus aparece em outras partes do AT, geralmente com referência à falta de um líder ou rei em Israel (1Rs 22:17; 2Cr 18:16; Ez 34:5, 6).

Jesus não atendeu às falsas expectativas, mas mandou embora Seus discípulos e dispensou a multidão. Em vez de liderar uma rebelião contra Roma, o que Ele fez? Foi para uma montanha a fim de orar – algo diferente do que as pessoas esperavam.

Em lugar do entendimento popular do Messias como um rei que libertaria Israel, Jesus veio para libertar as pessoas da escravidão do pecado. Ao andar sobre as águas Ele mostrou aos discípulos que é, de fato, o Senhor da natureza, mas não veio para governar. Ao contrário, veio para dar a vida em resgate por muitos (Mc 10:45).

O que essa história ensina sobre a importância de entender corretamente as profecias? Se a falsa compreensão da primeira vinda de Cristo levou pessoas à ruína espiritual, quanto mais uma falsa compreensão poderia fazer em relação à Sua segunda vinda?

Quinta-feira, 01 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Rejeição e aceitação

Lições da Bíblia1:

6. Por que as pessoas da cidade de Jesus O rejeitaram? Mc 6:1-6

Mc 6:1-6 (NAA)2: 1 Tendo saído dali, Jesus foi para a sua terra, e os seus discípulos o acompanharam. 2 Chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga, e muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo: — De onde lhe vem tudo isso? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos? 3 Não é este o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As suas irmãs não vivem aqui entre nós? E escandalizavam-se por causa dele. 4 Jesus, porém, lhes disse: — Nenhum profeta é desprezado, a não ser na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa. 5 Não pôde fazer ali nenhum milagre, a não ser curar uns poucos doentes, impondo-lhes as mãos. 6 E admirava-se da incredulidade deles.”

Normalmente, quando alguém que veio de uma cidade pequena se torna popular, os habitantes do lugar ficam muito contentes. Mas não foi o que ocorreu com os de Nazaré. Eles ficaram ofendidos e surpresos com o sucesso de Jesus como Mestre e operador de milagres. A transformação de carpinteiro em mestre parecia difícil de aceitar. Pode ter havido alguma hostilidade porque Ele fez a maioria de Seus milagres em Cafarnaum (Lc 4:23). E Jesus já havia tido um desentendimento com Sua família (Mc 3:31-35).

7. Leia Marcos 6:7-30. Como a missão dos doze apóstolos estava em contraste com a decapitação de João Batista?

Marcos 6:7-30 (NAA)2: 7 Chamou os doze e passou a enviá-los de dois em dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. 8 Ordenou-lhes que não levassem nada para o caminho, exceto um bordão; nem pão, nem sacola, nem dinheiro; 9 e que fossem calçados de sandálias e não usassem duas túnicas. 10 E recomendou-lhes: — Quando vocês entrarem numa casa, fiquem ali até saírem daquele lugar. 11 Se em algum lugar não quiserem recebê-los nem ouvi-los, ao saírem dali sacudam o pó dos pés, em testemunho contra eles. 12 Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse. 13 Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo. 14 Isto chegou aos ouvidos do rei Herodes, porque o nome de Jesus havia se tornado conhecido. E alguns diziam: ‘João Batista ressuscitou dentre os mortos e, por isso, forças miraculosas operam nele.’ 15 Outros diziam: ‘É Elias.’ Ainda outros diziam: ‘É profeta como um dos antigos profetas.’ 16 Herodes, porém, ouvindo isto, disse: — É João, a quem eu mandei decapitar, que ressuscitou. 17 Porque o próprio Herodes havia mandado prender João e amarrá-lo na prisão, por causa de Herodias, mulher do seu irmão Filipe, com a qual Herodes havia casado. 18 Pois João lhe dizia: ‘Você não tem o direito de viver com a mulher do seu irmão.’ 19 Herodias odiava João Batista e queria matá-lo, mas não conseguia fazer isso. 20 Porque Herodes temia João, sabendo que era homem justo e santo, e o mantinha em segurança. E, quando o ouvia, ficava perplexo, embora gostasse de escutá-lo. 21 Chegando uma ocasião favorável, em que Herodes, no dia do seu aniversário, deu um banquete às autoridades, aos oficiais militares e às pessoas importantes da Galileia, 22 a filha de Herodias entrou no salão e, dançando, agradou a Herodes e aos seus convidados. Então o rei disse à jovem: — Peça o que quiser, e eu lhe darei. 23 E fez este juramento: — O que você me pedir eu lhe darei, mesmo que seja a metade do meu reino. 24 Ela saiu e foi perguntar à mãe: — O que pedirei? A mãe respondeu: — A cabeça de João Batista. 25 No mesmo instante, voltando apressadamente para junto do rei, disse: — Quero que, sem demora, o senhor me dê num prato a cabeça de João Batista. 26 O rei ficou muito triste, mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não quis negar o pedido da jovem. 27 E, enviando logo o executor, mandou que lhe trouxessem a cabeça de João. Ele foi e o decapitou na prisão, 28 e, trazendo a cabeça num prato, a entregou à jovem, e esta, por sua vez, a entregou à sua mãe. 29 Os discípulos de João, logo que souberam disto, vieram, levaram o corpo dele e o colocaram num túmulo.”

Essa é a terceira história em formato de sanduíche em Marcos (ver a lição 3). A missão dos apóstolos de pregar em todos os lugares está em contraste com a prisão e morte de João Batista. Os discípulos deviam viajar com pouca bagagem e depender de pessoas para o seu sustento. Essa estratégia tornava os missionários dependentes das pessoas a quem serviam, o que os ligava àqueles que precisavam de sua mensagem.

João Batista, porém, não tinha esse vínculo com Herodes e sua família. Sua morte ocorreu de forma chocante, pois a conspiradora Herodias se aproveitou da ambivalência e da luxúria de Herodes. A filha de Herodias acrescentou ao plano escandaloso o pedido grotesco de que a cabeça de João fosse entregue em um prato.

O silenciamento de João ocorreu ao mesmo tempo em que os apóstolos pregavam o arrependimento, assim como o Batista havia feito. A morte de João prenuncia a de Jesus. João foi morto e sepultado, e é dito que teria ressuscitado (Mc 6:14-16, 29), como aconteceria com Jesus (Mc 15; 16). Essas histórias paralelas apontam para uma crise que seria enfrentada por Jesus e Seus seguidores.

Você já foi rejeitado ou passou por uma crise difícil de entender? O que aprendeu com essa experiência que possa ajudá-lo na próxima vez que algo semelhante acontecer?

Quata-feira, 31 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Na montanha-russa com Jesus

Liuções da Bíblia1:

Líderes religiosos como Jairo geralmente não tinham amizade com Jesus (Mc 1:22; 3:2, 6; Lc 13:14). Então, é provável que ele estivesse desesperado. Isso se confirma pelo fato de que Jairo se prostrou aos pés de Jesus. O apelo dele é compreensível para qualquer pai – a filha dele estava morrendo. Mas ele tinha fé de que Jesus podia ajudá-lo. Sem dizer uma palavra, Jesus foi com Jairo até a casa dele.

5. O que interrompeu a viagem em direção à casa de Jairo? Mc 5:25-34

Mc 5:25-34 (NAA)2: “25 Estava ali certa mulher, que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia. 26 Ela havia padecido muito nas mãos de vários médicos e gastado tudo o que tinha, sem, contudo, melhorar de saúde; pelo contrário, piorava cada vez mais. 27 Tendo ouvido a fama de Jesus, a mulher chegou por trás, no meio da multidão, e tocou na capa dele. 28 Porque dizia: ‘Se eu apenas tocar na roupa dele, ficarei curada.’ 29 E logo a hemorragia estancou, e ela sentiu no corpo que estava curada daquele mal. 30 Jesus, reconhecendo imediatamente que dele havia saído poder, virando-se no meio da multidão, perguntou: — Quem tocou na minha roupa? 31 Os discípulos responderam: — O senhor está vendo que a multidão o aperta e ainda pergunta: ‘Quem me tocou?’ 32 Ele, porém, olhava ao redor para ver quem tinha feito aquilo. 33 Então a mulher, amedrontada e trêmula, ciente do que lhe havia acontecido, veio, prostrou-se diante de Jesus e declarou-lhe toda a verdade. 34 Então Jesus lhe disse: — Filha, você foi salva porque teve fé. Vá em paz e fique livre desse mal.”

A história é interrompida de maneira repentina, dando lugar a outra cena, que desperta compaixão – uma mulher que há terríveis doze anos enfrentava uma doença. Essa história de Jairo e da mulher é a segunda história em formato de sanduíche relatada em Marcos (veja Mc 3:20-35, que estudamos na lição 3). Nessa história, os personagens colocados em contraste, Jairo e a mulher, pedem ajuda a Jesus.

A mulher chegou por trás de Jesus e tocou em Suas vestes. Ela imediatamente ficou bem. Mas Jesus parou e perguntou: “Quem tocou na Minha roupa?” (Mt 5:30).

A mulher enferma de repente foi curada. No entanto, ela temia que Jesus ficasse irado com o que havia ocorrido. Vários pensamentos devem ter passado por sua mente em pouco tempo. Mas Jesus desejava curar não só o corpo dela, mas também sua alma.

Então, o texto volta a Jairo (Mc 5:35-43). Ele também deve ter experimentado vários sentimentos. Jesus disse que a menina não estava morta, mas dormindo. Ele expulsou os que estavam ali e foi para a sala em que estava a menina. Tomando a mão dela, disse: “Talitá cumi!” (Mc 4:41). Marcos traduziu essas palavras como: “Menina, […] Levante-se!”. Mais literalmente, a palavra talitá significa “cordeiro”, um termo carinhoso para se referir a uma criança. A ordem de manter o evento em segredo faz parte do tema do segredo e da revelação que percorre Marcos e aponta para quem é Jesus e para o fato de que, em última análise, Ele não pode permanecer oculto.

Terça-feira, 30 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ouvindo um sussurro acima de um grito

Lições da Bíblia1:

Leia Marcos 5:1-20. O que podemos aprender sobre o grande conflito nesse relato extraordinário e, mais uma vez, sobre o poder de Jesus?

Marcos 5:1-20 (NAA)2: 1 Jesus e os discípulos chegaram à outra margem do mar, à terra dos gerasenos. 2 Ao desembarcar, logo um homem possuído de espírito imundo veio dos túmulos ao encontro de Jesus. 3 Esse homem vivia nos túmulos, e ninguém podia prendê-lo, nem mesmo com correntes. 4 Porque, tendo sido muitas vezes preso com correntes e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e as correntes foram despedaçadas. E ninguém conseguia dominá-lo. 5 Andava sempre, de noite e de dia, gritando por entre os túmulos e pelos montes, ferindo-se com pedras. 6 Quando, de longe, viu Jesus, correu e prostrou-se diante dele, 7 gritando em alta voz: — O que você quer comigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Por Deus, peço-lhe que não me atormente! 8 Ele disse isto, porque Jesus tinha dito a ele: “Espírito imundo, saia desse homem!” 9 Então Jesus lhe perguntou: — Qual é o seu nome? Ele respondeu: — Legião é o meu nome, porque somos muitos. 10 E pediu-lhe com insistência que não os mandasse para fora do país. 11 Ora, uma grande manada de porcos estava pastando ali pelo monte. 12 E os espíritos imundos pediram a Jesus: — Mande-nos para os porcos, para que entremos neles. 13 E Jesus o permitiu. Então, saindo os espíritos imundos, entraram nos porcos. E a manada, que era cerca de dois mil, precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, onde se afogaram. 14 Os que tratavam dos porcos fugiram e foram anunciá-lo na cidade e pelos campos. Então o povo saiu para ver o que tinha acontecido. 15 Aproximando-se de Jesus, viram o endemoniado, o que antes estava dominado pela legião, assentado, vestido, em perfeito juízo; e temeram. 16 Os que haviam presenciado os fatos contaram-lhes o que tinha acontecido ao endemoniado e também falaram a respeito dos porcos. 17 E começaram a pedir com insistência que Jesus se retirasse da terra deles. 18 Quando Jesus estava entrando no barco, aquele que antes estava possuído pelos demônios pediu com insistência que Jesus o deixasse ficar com ele. 19 Jesus, porém, não o permitiu; ao contrário, ordenou-lhe: — Vá para a sua casa, para os seus parentes, e conte-lhes tudo o que o Senhor fez por você e como teve compaixão de você. 20 Então ele foi e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus lhe tinha feito; e todos se admiravam.”

Se a noite anterior no lago foi inesquecível, a chegada aos gerasenos na manhã seguinte também foi impressionante. A história do endemoninhado apresentada é comovente. Rompendo com todas as restrições, ele vivia nos túmulos e se feria com pedras. “Ninguém podia prendê-lo” (Mc 5:4). Então ele se encontrou com Jesus.

O homem correu para Jesus – nenhuma palavra é dita sobre os discípulos (que provavelmente fugiram). Quando o homem se aproximou de Jesus, prostrou-se diante Dele. A palavra “prostrou-se” traduz o verbo grego proskyne?, geralmente traduzido como “adorar”. Aparentemente o homem reconheceu que Jesus era Alguém que poderia ajudá-lo. Mas, quando abriu a boca, os demônios dentro dele gritaram para Jesus, que podia ouvir o pedido de ajuda sussurrado do homem acima dos gritos dos demônios. Quando eles pediram que fossem mandados para uma manada de porcos, Jesus permitiu que entrassem nos porcos. A manada, que era cerca de dois mil, desceu o precipício e se afogou. Foi um desastre financeiro para os proprietários.

É incrível que os demônios sabiam quem é Jesus, e sabiam que eram impotentes diante Dele. Por isso, “imploraram” duas vezes (Mc 5:10, 12, NVI) para fazer o que tinham pedido. Os demônios conheciam o poder que Jesus tinha sobre eles.

Essa história tem duas características predominantes. Primeiro, está cheia de elementos relacionados à impureza ou contaminação cerimonial, conforme a lei do AT: túmulos e mortos (Nm 19:11, 16), o sangramento (Lv 15) e os porcos (Lv 11:7).

Mas, em segundo lugar, sobressaindo-se aos diversos elementos de impurezas está a batalha entre os poderes do bem e as forças do mal. Jesus expulsou os demônios (vantagem de Jesus), e os demônios mataram os porcos (vantagem de Satanás). Os habitantes da cidade pediram que Jesus saísse (vantagem de Satanás), mas Jesus enviou de volta o homem curado como Sua testemunha (grande vitória de Jesus). Aquele era um missionário improvável, mas ele tinha uma história incrível para contar.

Essa história oferece esperança de que o poder de Jesus pode ajudá-lo em suas lutas?

Segunda-feira, 29 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Acalmando a tempestade

Lições da Bíiblia1:

1. Leia Marcos 4:35-41. O que aconteceu nessa história e que lições podemos tirar dela sobre quem é Jesus?

Marcos 4:35-41 (NAA)2: 35 Naquele dia, sendo já tarde, Jesus disse aos discípulos: — Vamos passar para a outra margem. 36 E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam. 37 Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava se enchendo de água. 38 E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro. Os discípulos o acordaram e lhe disseram: — Mestre, o senhor não se importa que pereçamos? 39 E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: — Acalme-se! Fique quieto! O vento se aquietou, e tudo ficou bem calmo. 40 Então Jesus lhes perguntou: — Por que vocês são tão medrosos? Como é que ainda não têm fé? 41 E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: — Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?

No início de Marcos 4, Jesus entrou em um barco para ensinar a multidão que estava na praia. Em Marcos 4:10 a 12, parece que Ele deve ter saído do barco e conversado com os discípulos em particular. Agora, depois de um longo dia de ensino, os discípulos levaram Jesus no barco “assim como estava”, isto é, muito cansado. Ele imediatamente adormeceu na almofada do barco, que estaria na popa. Uma grande tempestade surgiu no lago, e o barco corria o risco de afundar quando os discípulos acordaram o Mestre. De maneira contundente, Jesus ordenou que o vento e as ondas se aquietassem. Uma grande calmaria veio sobre o lago, e os discípulos ficaram espantados com a demonstração do poder divino.

Salmo 104:1-9 (NAA)2: 1 Bendiga, minha alma, o Senhor! Senhor, Deus meu, como tu és grandioso! Estás revestido de glória e majestade, 2 coberto de luz como de um manto. Tu estendes o céu como uma cortina, 3 pões nas águas o vigamento da tua morada, tomas as nuvens por carruagem e voas nas asas do vento. 4 Fazes a teus anjos ventos e a teus ministros, labaredas de fogo. 5 Lançaste os fundamentos da terra, para que ela não se abale em tempo nenhum. 6 Tomaste o abismo por vestuário e a cobriste; as águas ficaram acima das montanhas. 7 Com a tua repreensão, as águas fugiram, com a voz do teu trovão, bateram em retirada. 8 Elevaram-se os montes, desceram os vales, até o lugar que lhes havias preparado. 9 Puseste às águas divisa que não ultrapassarão, para que não voltem a cobrir a terra.

Leia o Salmo 104:1-9. Como a imagem de Yahweh nesse texto se compara a Cristo acalmando a tempestade?

A história de Marcos 4:35 a 41 se encaixa em um padrão bíblico comum, o de uma “teofania” – manifestação visível de Deus ou de um de Seus anjos. Cinco características são comuns nesses eventos: (1) a demonstração do poder divino; (2) o medo humano; (3) a ordem: “Não tema”; (4) as palavras da revelação para a qual Deus ou o anjo apareceu; e (5) resposta humana à revelação. Quatro das cinco características estão nessa história: acalmar a tempestade é a demonstração do poder divino, o medo dos discípulos é o medo humano. A pergunta: “Por que vocês estão com tanto medo?” (Mc 4:40, NVI) corresponde a “Não tema”. A pergunta dos discípulos: “Quem é este […]?” (Mc 4:41) é a resposta humana. O que está ausente são as palavras da revelação. Esse detalhe que falta se encaixa no tema do segredo e da revelação que percorre todo o livro, no qual a verdade sobre Jesus será revelada. A pergunta dos discípulos: “Quem é este que até o vento e o mar Lhe obedecem?” leva o leitor a preencher a resposta das palavras que faltam na revelação: Ele é o Filho de Deus, o próprio Senhor.

Como aprender a se apoiar no poder de Deus e a confiar nele em todas as situações?

Domingo, 28 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Milagres à margem do lago

Lições da Bíblia1:

“Jesus, porém, não o permitiu; ao contrário, ordenou-lhe: – Vá para a sua casa, para os seus parentes, e conte-lhes tudo o que o Senhor fez por você e como teve compaixão de você” (Mc 5:19).

O ministério de Jesus esteve grandemente concentrado na Galileia, especialmente dentro e ao redor do mar da Galileia, um lago de aproximadamente 21 quilômetros de comprimento e 13 quilômetros de largura. É o maior corpo de água da região e era o centro da vida das pessoas que viviam nas proximidades.

Marcos 4 termina com Jesus e Seus discípulos atravessando o mar da Galileia. Surgiu uma tempestade, que Jesus acalmou falando ao vento e às ondas. Marcos 6 termina com uma cena semelhante, mas desta vez Jesus andou sobre as águas em direção aos discípulos que estavam no barco. Entre essas cenas na água há vários milagres de Jesus que foram feitos em terra e a primeira atividade missionária de Seus discípulos. Essas histórias são o assunto do estudo desta semana.

A característica predominante dessas histórias espetaculares é que elas permitem que o leitor perceba quem é Jesus. Ele é o único capaz de acalmar uma tempestade, curar um endemoninhado, curar uma mulher que simplesmente tocou em Suas vestes, ressuscitar uma menina, pregar em Sua cidade natal, enviar Seus discípulos em uma missão evangelizadora, alimentar 5 mil homens com alguns pães e peixes e andar sobre as águas – demonstrações incríveis de poder que ajudaram os discípulos a compreender que Ele é o Filho de Deus.

Sábado, 27 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Parábolas – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 12-30 (“O semeador”).

“Verdadeira santidade é integridade no serviço de Deus. Essa é a condição da verdadeira vida cristã. Cristo requer a entrega sem reservas, o serviço não dividido. Exige o coração, a mente, o intelecto e as forças. O eu não deve ser acariciado. Quem vive para si mesmo não é cristão.

“O amor precisa ser o motivo da ação. O amor é o princípio básico do governo de Deus no Céu e na Terra e deve ser o fundamento do caráter cristão. Unicamente isso pode torná-lo e mantê-lo inabalável, e habilitá-lo a resistir às provas e tentações.

“O amor será revelado no sacrifício. O plano da salvação foi firmado em sacrifício: um sacrifício tão profundo, amplo e alto, que é incomensurável. Cristo entregou tudo por nós, e aqueles que O aceitam estarão prontos para sacrificar tudo pela causa de seu Redentor. O pensamento de Sua honra e glória terá precedência sobre todas as outras coisas” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus [CPB, 2022], p. 21, 22).

Perguntas para consideração

A cruz revela o amor em ação. Como podemos refletir esse amor em nossa vida?

Na cruz, Jesus morreu por todos (1Jo 2:2). Será que ele contaria parábolas para deixar no escuro essas pessoas pelas quais Ele morreu?

Uma lamparina deve ficar em um pedestal, não debaixo de um cesto (Mc 4:21). Como a luz de sua igreja pode brilhar ainda mais na comunidade local?

Analise a parábola da semente (Mc 4:26-29). Qual é nosso papel no crescimento da semente do evangelho, e qual é o papel de Deus? Embora desempenhemos um papel, como ter certeza de que somos totalmente dependentes de Deus? Será que essa atitude de total dependência não é parte do que precisamos fazer para crescer?

Sexta-feira, 26 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A parábola da semente que cresce

Lições da Bíblia1:

7. Leia Marcos 4:26-29. Qual é o foco principal dessa parábola?

Marcos 4:26-29 (NAA)2: “26 Jesus disse ainda: — O Reino de Deus é como um homem que lança a semente na terra. 27 Ele dorme e acorda, de noite e de dia, e a semente germina e cresce, sem que ele saiba como. 28 A terra por si mesma frutifica: primeiro aparece a planta, depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga. 29 E, quando o fruto já está maduro, logo manda cortar com a foice, porque chegou a colheita.”

A maior parte do evangelho de Marcos tem paralelos com Mateus, Lucas ou ambos. Mas essa parábola é exclusiva de Marcos. O foco dessa breve parábola é o processo de crescimento. Jesus indica que é assim que o Reino de Deus funciona. Os seres humanos têm um papel a desempenhar, mas o crescimento é obra de Deus. Contudo, o processo tem fim. A história termina de modo abrupto, com o amadurecimento do grão. De igual forma, a volta de Cristo trará um fim repentino à história do mundo.

8. Qual é a ênfase da parábola do grão de mostarda? Mc 4:30-32

Mc 4:30-32 (NAA)2: “30 Disse mais: — Com que poderemos comparar o Reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos? 31 Ele é como um grão de mostarda, que, quando semeado, é a menor de todas as sementes sobre a terra; 32 mas, uma vez semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças; cria ramos tão grandes, que as aves do céu podem se aninhar à sua sombra.”

Essa parábola enfatiza que alguma coisa muito pequena pode se transformar em algo muito grande. As sementes de mostarda geralmente têm de 1 a 2 milímetros de diâmetro. A planta descrita nesse texto provavelmente é a mostarda preta (cujo nome científico é Brassica nigra), que possui sementes minúsculas (são necessárias mais de 700 sementes para chegar a um grama). Embora não sejam as menores sementes do mundo, elas são bem pequenas, especialmente em comparação com a planta que produzem, que pode crescer até 3 metros de altura. Jesus observou que as aves chegam a fazer ninhos nos ramos da planta da mostarda. Essa última referência é uma alusão ao Salmo 104:12 e a Daniel 4:10-12. O Salmo 104 fala do poder de Deus manifestado na criação, e Daniel 4 mostra o sonho de Nabucodonosor em que ele é simbolizado como uma grande árvore debaixo da qual todos encontram sombra e alimento.

Jesus ensinou que o Reino de Deus, que começou muito pequeno, se tornará grande e impressionante. As pessoas de Sua época podem ter menosprezado o pregador itinerante da Galileia, que andava pelas ruas empoeiradas com Seu grupo de discípulos, mas com o tempo Seu reino de graça se expandiu em todo o mundo.

Leia Mateus 24:14 [“E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim.”]. Considere como era a “igreja” quando Jesus fez essa predição. Por que essa é uma previsão tão notável e capaz de fortalecer nossa fé?

Quinta-feira, 25 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.