Perdão total

Lições da Bíblia.

“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” (Rm 8:1, ARC). Este texto promete nos tornar livres da condenação, mediante os méritos de Jesus.

“O perdão de Deus é tão grande, tão profundo e tão amplo que é impossível entendê-lo completamente. Nem mesmo a melhor qualidade de perdão humano pode ser comparada com o de Deus. Ele é tão perfeito, e nós somos tão falhos! Mas, pela provisão que o próprio Deus fez em Jesus, todos podemos ter pleno e completo perdão no momento em que reclamarmos as promessas mediante plena entrega ao Senhor.”

O perdão de Deus é total e completo. “Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta e nós as nossas transgressões.” (Sal. 103:12). “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.” (Isa. 1:18). “Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniqüidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.” (Miq. 7:19).

“A Bíblia usa alegorias do reino concreto e familiar a fim de nos ajudar a entender o significado de conceitos difíceis. Até onde podemos perceber, a neve e a lã são bons exemplos de brancura; as profundezas do mar estão entre os lugares mais profundos que podemos imaginar; e nada pode estar geograficamente mais distante e separado que o leste do oeste. Mas essas são alegorias limitadas do perdão de Deus. Na Abadia de Elstow, um vitral colorido retrata uma imagem inspirada em O Progresso do Peregrino, de John Bunyan. Cristão, o personagem central, pode ser visto ajoelhado ao pé da cruz. Seu fardo pesado de culpa desaparece de seus ombros, trazendo alívio incomparável a seu coração.”

“Cristão diz: ‘Não o vi mais.’ O fardo se foi. Dor, remorso, ansiedade e vergonha desapareceram para sempre. Por causa de nossa imperfeição, egoísmo e relacionamentos defeituosos, é muito difícil entendermos o perdão perfeito e total de Deus. Simplesmente podemos aceitá-lo pela fé e orar: ‘Senhor, humildemente confesso a Ti meus pecados e aceito Teu perdão e purificação. Amém’!”

“Como podemos estar certos de que nossos pecados foram perdoados se não sentimos assim? Que razões temos para crer que fomos perdoados, apesar de nossos sentimentos?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quinta-feira 27 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Pranto doloroso

Lições da Bíblia.

O que tornou grande o senso de culpa de Pedro foi o fato de ter ele se jactado de que não cairia, Jesus o havia advertido, mas ele não acreditou nisso. Não reconheceu sua fragilidade humana. “Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente.” (Mat. 26:75).

“Em duas ocasiões, Pedro declarou a intenção de ser firme e nunca negar o Mestre. Sua segunda afirmação foi dada mesmo depois que o Senhor predisse que ele O negaria três vezes naquela mesma noite. Horas mais tarde, duas mulheres identificaram Pedro como um dos discípulos de Jesus, e ele negou o Senhor mais uma vez. Então, um grupo de servos da casa do sumo sacerdote o identificou, e ele exclamou: ‘Não sou’ (Jo 18:25). Note que os acusadores (menores, mulheres, servos) eram considerados de baixa posição social. Mais tarde, isso deve ter aumentado a vergonha e a culpa de Pedro.”

“O ponto crucial, porém, é que o pranto de Pedro o levou ao arrependimento, à mudança de coração e à verdadeira conversão, embora o processo em si tenha sido doloroso. Às vezes, é isso que nos falta: precisamos nos ver como realmente somos, ver o que realmente está em nosso coração, e como somos capazes de demonstrar deslealdade – e então, cair, quebrados como Pedro, diante do Senhor.”

“Com lágrimas que o cegavam, abriu caminho para a solidão do Jardim do Getsêmani e lá se prostrou onde vira seu Salvador prostrado quando o suor de sangue vertia de Seus poros por causa de Sua grande agonia. Pedro se lembrou com remorso de que dormia quando Jesus orava durante aquelas horas horríveis. Seu coração orgulhoso se partiu, e lágrimas penitenciais molharam o solo recentemente manchado com as gotas de suor sangrento do querido Filho de Deus. Um homem convertido deixou o jardim. Estava pronto, então, para se condoer dos que são tentados. Ele tinha humilhado e podia simpatizar-se com os fracos e com os que erram” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 416).

“A primeira metade do livro de Atos provê um testemunho inquestionável da transformação de Pedro. Sua pregação e liderança e seus atos miraculosos foram extraordinários e levaram à salvação de muitos. Seu trabalho também levou à fundação da igreja como corpo de Cristo. Sua morte, predita por Jesus em João 21:18, foi recebida como uma honra, pois ele morreu da mesma forma que seu Mestre.”

“Suas quedas e fracassos o tornaram mais sensível às quedas e fracassos de outros? Como sua angústia pode ajudá-lo a ministrar a outros em suas aflições?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quarta-feira 26 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Força enfraquecida

Lições da Bíblia.

No Salmo 32 podemos aprender sobre a culpa e a confissão. Davi diz que a confissão liberta da culpa e traz alívio e alegria. “Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniqüidade e em cujo espírito não há dolo. Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado. Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão. Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento. Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem. Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá. Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração.” (Sal. 32)

“A confissão honesta faz bem à consciência e, aparentemente, também para o corpo. A linguagem de Davi sugere claramente que seu estado mental de culpa também estava provocando dor física: ‘envelheceram os meus ossos’ (v. 3) e ‘minhas forças foram-se esgotando’ (v. 4, NVI).”

“A culpa, como qualquer outra emoção adversa forte, provoca a imediata deterioração do comportamento e pode, a longo prazo, destruir a saúde física. Mas para aqueles que conhecem o Senhor, não há necessidade de colocar-se em risco. O testemunho de Davi revela o antídoto para a culpa: ‘Confessei-Te o meu pecado. … e Tu perdoaste a iniquidade do meu pecado’ (v. 5).”

“Assim, a vergonha, o remorso, a tristeza e a desesperança provocados pela culpa podem desaparecer pelo perdão maravilhoso do Senhor, e, em seu lugar, podem vir alegria e felicidade (v. 11).”

Timóteo 4:1, 2 diz que aquele que ‘cauterizada a própria consciência’, o faz por insistir na transgressão. ”Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência,” (1 Tim. 4:1-2).

“Paulo advertiu Timóteo a respeito de indivíduos que ensinariam aos fiéis doutrinas estranhas. Eles fariam isso porque sua consciência estaria ‘morta como se tivesse sido queimada com ferro em brasa’ (v. 2, NTLH). Assim como o fogo pode queimar os terminais nervosos e deixar insensíveis certas partes do corpo, a consciência também pode ser cauterizada: (a) Pela repetida violação de princípios corretos até que não sobre nenhum senso de injustiça, (b) Por fortes influências ambientais que levem a pessoa a considerar os erros com indiferença ou até como algo bom.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – terça-feira 25 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Angústia dos irmãos de José

Lições da Bíblia.

Uma lembrança particular provocadora de remorso continuava na mente dos irmãos de José, eles haviam vendido o próprio irmão à escravidão. “Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos; por isso, nos vem esta ansiedade.” (Gên. 42:21).

“A culpa está associada a uma ocorrência particular do passado, às vezes, uma imagem ou um breve evento, que tende a ser revivido mentalmente. Outras ocasiões, toma a forma de uma imagem retrospectiva que invade a mente ou aparece em sonhos ou pesadelos. A imagem do José adolescente implorando por sua vida diante de seus irmãos mais idosos deve ter assomado à mente dos filhos de Jacó vez após vez.”

Outro fato agravava a culpa dos irmãos de José, eles haviam enganado e entristecido seu pai. Diante da indagação de José sobre seu pai ficaram atemorizados. “E disse a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele.” (Gên. 45:3).

“Os que são afetados pela culpa pensam nela repetidamente, lamentando o que fizeram, mostrando medo pelas consequências e se recriminando. Essas reflexões produzem muita angústia, frustração e ira contra si mesmo por não ter agido de maneira diferente. Infelizmente, não importa quanto tempo seja dedicado a esses pensamentos, o passado permanecerá inalterado. Falta arrependimento e perdão. O nobre caráter de José emerge, no fato de que ele ofereceu perdão e encorajou seus irmãos a deixar de se zangar consigo mesmos. Ele lhes assegurou que a ocorrência dos eventos era plano de Deus para salvar muitas vidas. No entanto, o fato de que Deus pôde usar sua má ação para o bem não os isentou de um crime horrível.”

A obediência ao que está nos versos a seguir, nos ajuda a lidar com a culpa, pois a confissão e a certeza do perdão removem o fardo da culpa. “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tia. 5:16). Confessar para aquele a quem ofendemos objetivando o perdão. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9).”

“Todos os pecados causam dor ao pecador e a Deus. Muitos pecados envolvem também outras pessoas. Cada canto do triângulo (Deus–Outros–Eu) precisa ser trabalhado a fim de trazer uma solução para os males passados. João nos diz que Deus está preparado para perdoar e para nos purificar da injustiça.”

“Além disso, Tiago nos diz que devemos confessar os pecados uns aos outros; devemos fazer isso, especialmente a quem ofendemos.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – segunda-feira 24 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Vergonha

Lições da Bíblia

Como manifestação do sentimento culpa, Adão e Eva fugiram e se esconderam de Deus, mesmo que isso não fosse possível. “Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.” (Gên. 3:8-13)

“A culpa foi a primeira emoção adversa sentida pelos seres humanos. Logo depois que Adão e Eva pecaram, seu comportamento mudou. Eles ‘esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim’ (v. 8. NVI). Essa reação sem precedentes indicou medo de seu Pai e Amigo e, ao mesmo tempo, vergonha de enfrentá-Lo. Até a queda, eles achavam alegria na presença de Deus, mas agora, escondiam-se ante Sua aproximação. Um bonito elo estava quebrado. Além de medo e vergonha, eles sentiam tristeza, especialmente ao serem informados das terríveis consequências de terem desobedecido a Deus.”

“Note as palavras de Adão e Eva: ‘Foi a mulher que me deste por companheira’ e ‘A serpente me enganou…’ (NVI). A culpa provoca uma reação aparentemente automática de colocá-la em outra pessoa ou justificar o próprio comportamento com argumentação. Sigmund Freud, fundador da psicanálise, chamava essa reação de ‘projeção’ e afirmava que as pessoas projetam sua culpa sobre os outros ou sobre as circunstâncias a fim de aliviar o fardo da culpa. Essa “projeção” é considerada um mecanismo de defesa. Mas o ato de lançar a culpa sobre os outros não contribui para as relações interpessoais e constitui uma barreira para o perdão de Deus. A verdadeira solução consiste em aceitar a plena responsabilidade pelas próprias ações e buscar o único Ser que pode fornecer libertação da culpa: ‘Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus’ (Rm 8:1, NVI).”

“Às vezes, as pessoas sofrem de culpa pelas razões erradas. Parentes próximos daqueles que cometem suicídio, sobreviventes de um grande acidente ou calamidade e filhos de um casal recém-divorciado, na maioria dos casos, são exemplos típicos de culpa infundada. As pessoas que estão nessas situações precisam ter a certeza de que não podem ser consideradas responsáveis pelo comportamento de outros ou por eventos imprevisíveis. E se, em certos casos, eles tiverem alguma culpa, devem assumir a responsabilidade por suas ações, buscar perdão daqueles a quem ofenderam e, então, apegar-se a promessas bíblicas como: ‘Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões’ (Sl 103:12).”

“Como você reage à culpa? Você é rápido, como foi Adão, em culpar os outros por suas ações erradas? Como você pode aprender a fazer face às coisas que fez erradas e então, pela graça de Deus, avançar?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – domingo 23 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Culpa

Lições da Bíblia

“Se Tu, soberano Senhor, registrasses os pecados, quem escaparia? Mas contigo está o perdão para que sejas temido” (Salmo 130:3, 4, NVI).

“O sentimento de culpa surge de um pecado não confessado, mas o reconhecimento e o perdão do pecado traz liberdade, paz, alegria e vida abundante que começa agora e se estende para a eternidade. A culpa é uma parte inevitável da condição humana, mas isso não deve ser o fim da história. E é por isso que Deus tem provido o remédio.”

“O senso de culpa é uma das experiências emocionais mais dolorosas e incapacitadoras. Pode provocar vergonha, medo, tristeza, raiva, angústia e até enfermidade física. Embora frequentemente sejam desagradáveis, esses sentimentos podem ser usados por Deus para levar os pecadores ao arrependimento e ao pé da cruz, onde podem achar o perdão tão desejado. Às vezes, porém, o mecanismo da culpa faz com que as pessoas assumam a culpa por algo pelo que não são responsáveis, como no caso de alguns sobreviventes de acidentes ou filhos de pais divorciados.”

“Mas quando o senso de culpa é justificado, serve como boa consciência. A culpa produz desconforto suficiente para levar a pessoa a fazer algo sobre ela. Dependendo das escolhas pessoais, a culpa pode ser altamente destrutiva, como no caso de Judas, ou altamente positiva, como no caso de Pedro.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sábado 22 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Somos membros uns dos outros

Lições da Bíblia

Leia Efésios 4:25-32 e destaque as palavras que tocam mais diretamente seu coração. Reflita em todas as coisas que você pode fazer, com a ajuda de Deus, para melhorar seu relacionamento com outras pessoas. “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Efés. 4:25-32)

“Expressões ásperas, despóticas, não se harmonizam com a sagrada obra que Cristo deu a Seus ministros. Quando a experiência diária é olhar a Jesus e dEle aprender, haveis de revelar caráter são e harmônico. Abrandai vossas manifestações, e não vos permitais proferir palavras condenatórias. Aprendei do grande Mestre. As expressões de bondade e simpatia farão bem como um remédio, e curarão almas em desespero. O conhecimento da Palavra de Deus, introduzido na vida prática, terá uma força saneadora e suavizante. A aspereza no falar nunca há de produzir bênçãos para vós, nem a nenhuma outra alma.” (Ellen G. White, Obreiros evangélicos, p. 163-164).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sexta-feira 21 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Edificando uns aos outros

Lições da Bíblia

Devemos usar palavras edificantes, cheias de graça, e aplica-las a nossa própria vida e nos relacionamentos interpessoais. Disse o apóstolo Paulo: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.” (Efés. 4:29). “Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo.” (1 Tess. 5:11). “Assim, pois, seguimos as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros.” (Rom. 14:19).

“Paulo aconselhou as comunidades da primeira igreja a evitar a deterioração dos relacionamentos pessoais no ‘corpo de Cristo’. Muitas dificuldades interpessoais vêm de tentar destruir uns aos outros e, no processo, ofender toda a comunidade. Aqueles que tomam parte em fofocas e calúnias tendem eles próprios a ter problemas — sentimentos de inferioridade, necessidade de ser notado, desejo de controlar ou ter poder e outras inseguranças. Essas pessoas precisam de ajuda para abandonar esse modo nocivo de lidar com seus conflitos internos.”

“Sentir-se realmente bem sobre si mesmo ajuda a evitar se envolver em fofoca e calúnia. Os membros do corpo de Cristo precisam considerar-se privilegiados por ter recebido o dom da salvação “Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas,” (Sal. 17:8) “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” (1 Ped. 2:9). Com essa compreensão, a ênfase passa a ser a edificação mútua. Palavras de encorajamento e aprovação, ênfase no lado positivo das coisas, humildade e uma atitude alegre são modos de sustentar aqueles que têm problemas pessoais.”

“Outra forma de ajudar é servir como mediadores de relacionamentos. Jesus chamou os pacificadores de ‘bem-aventurados’ e ‘filhos Deus’ (Mt 5:9), e Tiago diz que os pacificadores colherão ‘o fruto da justiça’(Tg 3:18).”

A regra básica para todos os relacionamentos é bem clara nas palavras de Jesus: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.” (Mat. 7:12).

“Esse princípio pode ser considerado uma joia inestimável para os relacionamentos sociais. É positivo, está baseado no amor, é universal e estende a lei acima e além da lei humana. A ‘regra áurea’ também traz benefícios práticos a todos os envolvidos.”

“Um agricultor chinês estava cuidando de seu arrozal nos terraços de uma montanha com vista para o vale e o mar. Um dia, ele viu o início de um tsunami – o mar retrocedeu, deixando uma larga porção da baía exposta, e ele sabia que a água voltaria com força, destruindo tudo no vale. Ele pensou em seus amigos que trabalhavam no vale e decidiu atear fogo a seu campo de arroz. Imediatamente, seus amigos subiram a montanha para apagar o fogo e, assim, escaparam da morte na onda assassina. Como resultado desse espírito de ajuda mútua, a vida deles foi salva. A lição é clara.”

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