Comunhão com Deus na natureza

Lições da Bíblia.

“Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem” (Mt 6:28, NVI).

“Certo jovem, que sempre fora ateu, converteu-se com pouco mais de vinte anos. Logo após seu novo nascimento, ele viveu vários meses em um ambiente rural e, frequentemente, vagava pelos bosques, admirando as maravilhas do Deus que criara tal beleza. Claro, ele havia visto antes coisas maravilhosas do mundo natural, mas só então ele era capaz de ver o caráter do Senhor que havia criado tudo isso. Ele disse: ‘Foi como se meus olhos fossem abertos pela primeira vez em toda a minha vida!’ Foi nesse tempo que esse novo cristão veio a conhecer verdadeiramente o Senhor.”

Jesus nos ensina que podemos aprender confiar nos cuidados de Deus ao estudar a natureza. “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (Mat. 6:25-34).

“Inquestionavelmente, podemos realmente aprender muitas lições espirituais valiosas do estudo do mundo criado. Mas a natureza pode também nos ajudar sob o aspecto espiritual em outro modo. Lucas 5:16 diz que Jesus ‘Se retirava para lugares solitários e orava’, algo que Ellen White disse que Jesus fazia frequentemente. Às vezes, também nós precisamos nos afastar de tudo e estar a sós com Deus em um ambiente natural. A beleza, o conforto, a paz, o sossego que frequentemente achamos no mundo natural pode falar ao nosso coração e mente em maneiras que nada mais faz. Pode não haver qualquer revelação súbita de uma nova verdade; pode não haver nenhum novo entendimento de uma doutrina ou um texto. O que pode haver, em vez disso, é o reconhecimento não expresso do amor e poder daquele que criou tudo isso. Por mais que experimentemos individualmente o Senhor desse modo, não existe dúvida de que o tempo a sós em meio à natureza, em comunhão com Deus, pode trazer cura e paz para nosso corpo e mente.”

“Todos quantos se acham sob as instruções de Deus precisam da hora tranquila para comunhão com o próprio coração, com a natureza e com Deus. Neles se deve revelar uma vida não em harmonia com o mundo, seus costumes e práticas; é-lhes necessário experiência pessoal em obter o conhecimento da vontade de Deus. Devemos, individualmente, ouvi-Lo falar ao coração. Quando todas as outras vozes silenciam e, em sossego, esperamos diante dEle, o silêncio do coração torna mais distinta a voz de Deus” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 58).

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Dons de Deus pela natureza

Lições da Bíblia.

“O mundo natural apresenta um testemunho poderoso não só a respeito da existência de Deus mas também de Seu poder. Infelizmente, como Paulo advertiu, os seres humanos (sem dúvida inspirados por Satanás) abandonaram o Deus vivo e adoraram a criação em vez de seu Criador. ‘porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!’ (Rom. 1:19-25).”

A Bíblia apresenta a Deus como poderoso, sábio e bondoso, provendo todos os meios para o bem-estar humano. “O SENHOR fez a terra pelo seu poder; estabeleceu o mundo por sua sabedoria e com a sua inteligência estendeu os céus. Fazendo ele ribombar o trovão, logo há tumulto de águas no céu, e sobem os vapores das extremidades da terra; ele cria os relâmpagos para a chuva e dos seus depósitos faz sair o vento.” (Jer. 10:12-13).

“Evidentemente, como todos sabemos, às vezes, a natureza se rebela contra nós, espalhando terror por terremotos, vulcões, inundações, etc. Por que essas tragédias acontecem e quando e onde ocorrem são perguntas para as quais não temos respostas hoje. O que sabemos, porém, é que os primeiros capítulos do livro de Jó revelam a realidade do grande conflito entre Deus e Satanás, e que Satanás pode usar as forças da natureza para maus propósitos. Apesar dessas calamidades terríveis, a bondade de Deus ainda pode ser vista no mundo natural.”

A Bíblia nos ensina que toda a natureza testemunha de seu Criador. “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol, o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho. Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o seu percurso; e nada refoge ao seu calor.” (Sal. 19:1-6).

“Tradicionalmente, a natureza é considerada pelos adventistas do sétimo dia como o segundo livro de Deus. A observação e o estudo do mundo natural, quando feitos com humildade e em sinceridade quanto à influência do Espírito Santo, aprofundarão a fé e a confiança em Deus. Também proverão compreensão adicional sobre o amor de Deus por Suas criaturas. Essa pode ser uma grande fonte de conforto mental e espiritual. Às vezes, quando tudo o mais falha, a beleza da natureza, e o que ela nos diz sobre Deus, pode ser uma fonte de grande conforto e esperança.”

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O pecado e a natureza

Lições da Bíblia.

“Embora a natureza apresente em nossos dias muita maravilha e beleza, hoje, ela é uma espada de dois gumes. Existem beleza e maravilha, mas também existem terremotos, pragas, enfermidades e fome. Alguma coisa saiu terrivelmente errada.”

Como consequências do pecado surgiram medo, desconfiança, engano, doenças e, finalmente, a morte. “Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. […] E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.” (Gên. 3:8-10,16-19).

O pecado trouxe consequências físicas e espirituais imediatas à vida humana. A natureza também sofreu os efeitos do pecado. Efeitos devastadores sobrevieram à criação em pelo menos três aspectos:

  1. “O solo foi amaldiçoado (Gn 3:17). Depois de sair do Jardim do Éden, Adão e Eva encontraram obstáculos imediatos para trabalhar a terra. O solo começou a produzir espinhos e cardos indesejáveis. Mais provavelmente, também, as pragas começaram a interferir no crescimento saudável. Depois da devastação do Dilúvio, as coisas só ficaram piores.”
  2. “Os seres humanos experimentaram mudanças significativas. A fadiga e dor se tornaram uma realidade. Mudou a relação entre o homem e a mulher. O capítulo parece sugerir que, originalmente, Eva não teria dor no parto. Também mudou a relação entre Adão e a Terra, e o trabalho passou a ser muito mais difícil que antes. Não sabemos como a consciência da morte iminente afetou o primeiro casal, mas deve ter mudado completamente sua perspectiva na vida.”
  3. “O pecado humano afetou o comportamento dos animais. Ódio, inveja, egoísmo, arrogância, etc., causaram agressão contra os seres humanos e os animais. Outras maneiras antes desconhecidas de prejudicar o ambiente (talvez comparáveis ao que estamos testemunhando hoje) podem ter acontecido. Os animais começaram a se matar uns aos outros em busca de alimento e poder. Como é descrito em Gênesis 3–6, corrupção e violência aumentaram a ponto de Deus Se arrepender por ter feito todas as criaturas (Gn 6:5-7).”

“A verdadeira extensão de todas essas transformações não nos é revelada, mas podemos supor que ocorreram profundas mudanças. Entretanto, Deus, em Sua infinita misericórdia, preservou grande parte da magnífica criação original para benefício dos seres humanos.”

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Ambiente perfeito

Lições da Bíblia.

“Hoje, vivendo como em um mundo danificado e corrompido pelo pecado, só podemos imaginar como deve ter sido para nossos primeiros pais no Éden. Sem pecado, sem sofrimento, sem morte – nada havia para lhes trazer as tristezas e dores que todos conhecemos tão bem. De certo modo, estamos tão acostumados a essas realidades, por serem tão comuns, que nos esquecemos de que todas elas são intrusas, coisas que não existiam na criação original, que nunca deveriam existir, coisas que, conforme nos foi prometido, um dia, deixarão para sempre de existir.”

A Bíblia descreve a vida e o ambiente no Éden, recém-saído das mãos do Criador, como perfeito. Hoje, o ambiente está poluído por seis mil anos de pecado, doença e morte. “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia. Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o SENHOR Deus os criou. […] E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado. Do solo fez o SENHOR Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal. […] Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. […] Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam.” (Gên. 1:31-2:25)

“Não existe dúvida de que o ambiente era o melhor para satisfazer os seres humanos recém-criados. Suas necessidades físicas, emocionais e mentais eram mais que supridas. Estados mentais como incerteza, ansiedade e preocupação eram completamente desconhecidos, porque ali não havia nada para provocá-los.”

“O Criador escolheu para nossos primeiros pais o ambiente que mais convinha a sua saúde e felicidade. Não os colocou num palácio, nem os rodeou dos adornos e luxos artificiais que tantos lutam hoje em dia por obter. … No jardim que Deus preparou para servir de lar a Seus filhos, graciosos arbustos e flores delicadas saudavam por toda parte o olhar. Havia árvores de toda variedade, muitas delas carregadas de aromáticos e deliciosos frutos. Em seus ramos gorjeavam os pássaros seus cânticos de louvor. À sua sombra, livres de temor, brincavam juntas as criaturas da Terra” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 261).

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A natureza como fonte de saúde

Lições da Bíblia.

“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite” (Salmo 19:1, 2).

“Na natureza, nossa primeira casa, Deus providenciou alimentos saudáveis, um ambiente pacífico, remédios naturais, e um lugar ideal para adoração e comunhão com Ele. Deus criou o mundo natural para ser o ambiente ideal para Suas criaturas e para manifestar Seu caráter. O pecado o modificou, mas a natureza ainda pode nos ajudar a conhecer melhor a Deus e a conseguir melhor saúde física e mental.”

“Deus criou Adão e Eva à Sua própria imagem. Que herança poderia ser mais perfeita? Então, Ele os colocou no Jardim do Éden. Que ambiente poderia ser mais perfeito? Tanto a hereditariedade como o ambiente, então, foram divinamente equilibrados para produzir e preservar saúde mental e física perfeitas.”

“Porém, o pecado arruinou tudo – e já na segunda geração, inveja, ódio e violência contaminaram o mundo. O ambiente natural também sofreu os resultados iniciais do pecado, e quando o pecado se tornou intolerável, o Dilúvio mudou para sempre a imagem da Terra.”

“Ainda assim, permanecem muita bondade e beleza no mundo natural. A natureza ainda provê recursos suficientes para satisfazer às nossas necessidades básicas. Ela também pode prover alegria, felicidade e bem-estar para compensar parcialmente a miséria causada pelo pecado.”

“Deste modo, apesar de suas convulsões às vezes violentas e mortais, a natureza pode ser uma fonte de saúde mental e física. Pode também se tornar um meio para nos aproximar sempre mais perto do Criador, fonte de toda bondade: ‘Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes’ (Tg 1:17).”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sábado 12 de março de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Palavras e atos testemunham do que há no coração

Lições da Bíblia.

“Palavras e atos testemunham claramente do que há no coração. Se vaidade, orgulho, amor ao eu e ao vestuário encherem o coração, a conversação será sobre modas, vestuário, aparência, mas não sobre Cristo nem o reino do Céu. Se houver inveja no coração, ela se manifestará em palavras e atos. Aqueles que se medem pelos outros, que fazem o que os outros fazem, que não se propõem a altas consecuções desculpando-se por causa das faltas e erros de outros, estão se nutrindo de cascas, e permanecerão anões espirituais enquanto agradam Satanás pela condescendência com sentimentos ímpios. Alguns se demoram sobre o que comerão ou beberão e com que se vestirão. Esses pensamentos fluem da abundância do que há no coração, como se as coisas temporais fossem o grande objetivo da vida, seu mais alto propósito. Essas pessoas se esquecem das palavras de Cristo: ‘Buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas’” (Mt 6:33; Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 500).

“Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus.” (1 Ped. 3:3-4).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sexta-feira 11 de março de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Imagem pessoal

Lições da Bíblia.

Fazendo um contraste entre o que a bíblia ensina e o que a sociedade demanda, ao cristão interessa muito mais desenvolver um caráter nobre que uma aparência pessoal artificial e passageira. “Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus.” (1 Ped. 3:3-4)

“A sociedade atribuiu um valor excessivo sobre a imagem pessoal. Essa é uma fraqueza que acompanha os seres humanos ao longo de toda a sua história. Em nossos dias, essa ênfase na beleza e nos cuidados pessoais alcançou proporções opressivas. Só a indústria mundial de cosméticos representa mais da metade do mercado global de alimentos no varejo. Além dos cosméticos, muitos gastam recursos infinitos modelando o corpo, fazendo plásticas faciais, transplantes de cabelo, cirurgias plásticas, alimentações especiais, e assim por diante, tudo a fim de melhorar a aparência.”

“Esse desejo intensivo de ficar mais bonito também tem o risco de provocar o vício. Alguns adquirem o vício dos exercícios; outros, o vício de comer cada vez um pouco menos, a ponto de arriscar a vida. Outros podem ficar obcecados com a beleza do cabelo ou da pele, submetendo-se a tratamentos sofisticados, caros e intermináveis.”

Não devemos investir demasiado tempo e dinheiro na aparência pessoal. As coisas terrenas são corruptíveis e passageiras. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Mat. 6:19-21)

“Não existe nada de errado em ser sadio, limpo e ter boa aparência. É a ênfase constante nessas coisas que pode atrair nosso coração a elas a ponto de permitir que se tornem ídolos. Jesus falou sobre a necessidade de acumular tesouros no Céu, não na Terra, onde as coisas não duram e podem afastar nossa atenção do reino de Deus. Realmente, existe uma coisa sobre a boa aparência de que você pode estar certo: mais cedo ou mais tarde, o tempo e a gravidade a levarão.”

“Como os recursos materiais, nosso corpo é um tesouro confiado a nós, mas corremos o sério risco de torná-lo um ídolo quando nossa devoção a ele se torna excessiva. Nem sempre é fácil saber quando uma linha foi cruzada; consequentemente, todos nós precisamos ser cuidadosos nessa consideração.”

“Que mensagens estamos criando para nossos jovens na igreja com respeito a essa área? O que estamos enfatizando? De que maneiras sutis podemos estar enviando mensagens erradas? Leve sua resposta à classe no sábado.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quinta-feira 10 de março de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O amor do dinheiro

Lições da Bíblia.

“Afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário; para não suceder que, estando eu farto, Te negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus” (Pv 30:8, 9).

“A Bíblia não limita a quantia de dinheiro que cada pessoa deve procurar ter, mas adverte contra a atitude errônea quanto ao dinheiro e às posses — como avareza e cobiça. Uma perspectiva errada poderia tornar as pessoas obsessivas, compulsivas e viciadas em fazer dinheiro (mesmo ganho honestamente) ou no acúmulo de posses. Esses temas podem ocupar tanto tempo e esforço que se tornam falsos deuses.”

“A tecnologia de informações tornou tudo mais fácil, mas, ao mesmo tempo, mais arriscado para os propensos ao vício. Por exemplo, agora, os investidores privados na bolsa de valores podem executar suas operações imediatamente pela internet. Nesse ambiente, alguns são apanhados facilmente por horas infinitas à frente do computador, a fim de ganhar dinheiro; no entanto, isso não é o mesmo de alguém ser um bom mordomo mediante o investimento sábio e cuidadoso do dinheiro.”

Jesus fez uma advertência a respeito do acúmulo de riquezas. “E, pondo-se Jesus a caminho, correu um homem ao seu encontro e, ajoelhando-se, perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus. Sabes os mandamentos: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não defraudarás ninguém, honra a teu pai e tua mãe. Então, ele respondeu: Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude. E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me. Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades. Então, Jesus, olhando ao redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Os discípulos estranharam estas palavras; mas Jesus insistiu em dizer-lhes: Filhos, quão difícil é [para os que confiam nas riquezas] entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. Eles ficaram sobremodo maravilhados, dizendo entre si: Então, quem pode ser salvo? Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível.” (Mar. 10:17-27).

“As expressões ‘contrariado’ e ‘retirou-se triste’ (Mc 10:22) nos dizem que, para o jovem rico, seu amor pelas riquezas era maior que seu amor pelo Mestre. A acumulação de dinheiro ou de posses materiais, em si, não é boa nem má. Tudo depende de onde está o coração (Mt 6:21). Mas se torna perigosa quando interfere no que deveria ser o primeiro objetivo: buscar o reino de Deus e Sua justiça (‘buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.’ Mat. 6:33).”

“A caminho de Liverpool até a América, o navio Chanunga teve uma colisão violenta com uma pequena embarcação de Hamburgo. Lotado com mais de duzentos passageiros, o navio afundou meia hora depois do impacto. Os barcos salva-vidas do Chanunga foram baixados a fim de alcançar os náufragos, mas só 34 foram salvos. Por que essa proporção foi tão pequena? Quase todos prenderam seus cintos de ouro e prata e os amarraram na cintura. Recusando-se a perder o dinheiro, eles perderam a vida (e também o dinheiro).”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quarta-feira 09 de março de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF