Coração contrito, espírito quebrantado

Lições da Bíblia.

“’Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus’ (Sl 51:17). Pense nessas palavras de Davi, mas no contexto da adoração (afinal, no antigo Israel, a adoração era centralizada no sacrifício). Perceba, também, que a palavra traduzida como ‘contrito’ vem de uma palavra hebraica que significa ‘esmagado’.”

O que o Senhor está nos dizendo, no Salmo 51:17, é que: “Quando buscamos de Deus um espírito quebrantado, quando reconhecemos o sofrimento de Cristo, temos paz e isso resulta em alegria.”

“Como cristãos, aceitamos como fato (ou, pelo menos, devemos aceitar) que toda a humanidade está caída, é pecaminosa e degradada. Essa degradação e pecaminosidade inclui cada um de nós, individualmente. Pense no contraste entre o que você sabe que poderia ser e o que é; o contraste entre os tipos de pensamentos que passam por sua mente e aquilo que você sabe que deveria pensar; o contraste entre o que você faz (ou deixa de fazer) e o que deveria fazer. Como cristãos, com o modelo bíblico de Jesus diante de nós, a compreensão pessoal da nossa verdadeira natureza pode ser especialmente devastadora. É dessa reflexão que surgem nosso espírito quebrantado e esmagado e nosso coração contrito. Se aqueles que professam ser cristãos não percebem isso, são realmente cegos, e muito provavelmente não tiveram uma experiência de conversão, ou a perderam.”

“No entanto, a alegria vem de saber que, apesar de nosso estado caído, Deus nos amou tanto que Cristo veio ao mundo e morreu, oferecendo-Se por nós, e saber que Sua vida, Sua santidade e Seu caráter perfeitos, são creditados a nós, pela fé. Novamente, aparece o tema do ‘evangelho eterno’ (Ap 14:6). Nossa adoração deve se concentrar não apenas em nossa pecaminosidade, mas na cruz, a maravilhosa solução de Deus para o pecado. É claro, precisamos ter o coração quebrantado e esmagado, mas precisamos sempre colocar essa triste realidade no contexto daquilo que Deus fez por nós em Cristo. De fato, a percepção de como somos maus conduz à alegria, porque sabemos que, apesar de nossa maldade, ainda assim podemos ter vida eterna, e Deus, pelos méritos de Jesus, não levará em conta as nossas transgressões. Essa é uma verdade que deve estar sempre no centro de todas as experiências de adoração, quer coletivas ou individuais.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 01 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Entre Saul e Davi

Lições da Bíblia.

A bíblia revela algumas aspectos significativos da vida de Davi antes de tornar-se rei. “Foi ungido pelo Espírito Santo; confiava em Deus; era corajoso; temia a Deus; era leal; recebia comunicação direta do Senhor.” “Assim, fez passar Jessé os seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não escolheu estes. Perguntou Samuel a Jessé: Acabaram-se os teus filhos? Ele respondeu: Ainda falta o mais moço, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, pois não nos assentaremos à mesa sem que ele venha. Então, mandou chamá-lo e fê-lo entrar. Era ele ruivo, de belos olhos e boa aparência. Disse o SENHOR: Levanta-te e unge-o, pois este é ele.” (1 Sam. 16:10-12). “Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo, o SENHOR te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel. Saberá toda esta multidão que o SENHOR salva, não com espada, nem com lança; porque do SENHOR é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos.” (1 Sam. 17:45-47). “Davi lograva bom êxito em todos os seus empreendimentos, pois o SENHOR era com ele.” (1 Sam. 18:14). “Davi, porém, respondeu a Abisai: Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do SENHOR e fique inocente?” (1 Sam. 26:9). “Disse Davi a Abiatar, o sacerdote, filho de Aimeleque: Traze-me aqui a estola sacerdotal. E Abiatar a trouxe a Davi. Então, consultou Davi ao SENHOR, dizendo: Perseguirei eu o bando? Alcançá-lo-ei? Respondeu-lhe o SENHOR: Persegue-o, porque, de fato, o alcançarás e tudo libertarás.” (1 Sam. 30:7-8).

“Deus escolheu Saul como o primeiro rei de Israel, porque ele tinha as características que o povo havia requerido. Mas, quando Deus escolheu Davi para ser o rei de Israel, Ele lembrou a Samuel que o Senhor olha para o coração (1Sm 16:7). Davi estava longe de ser perfeito. De fato, alguns poderiam argumentar que as últimas falhas morais de Davi foram muito mais graves do que os pecados de Saul. No entanto, o Senhor rejeitou Saul, mas perdoou os piores erros de Davi, permitindo que ele continuasse sendo rei. O que fez a diferença?”

Há um conceito fundamental para a fé expresso por Davi: “Esconder os pecados acaba com a paz e a saúde; quando abrimos o coração em arrependimento e confissão, Deus perdoa e cura.” “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.” (Sal. 32:3-5). “Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria.” (Sal. 51:6).

“Deus trata das questões do coração. Ele não apenas lê os sentimentos, o centro do pensamento, atitudes íntimas e motivos, mas pode tocar e mudar os corações abertos à Sua influência. O coração de Davi se rendeu à convicção do pecado. Ele se arrependeu e aceitou pacientemente as consequências de seus pecados. Em contraste com Davi, ficou claro que o coração de Saul não foi entregue ao Senhor, não importando as confissões exteriores que ele tivesse feito. ‘Contudo, tendo o Senhor posto sobre Saul a responsabilidade do reino, não o deixou entregue a si mesmo. Fez com que o Espírito Santo repousasse sobre Saul para revelar-lhe suas fraquezas, e sua necessidade de graça divina; e, se Saul tivesse depositado confiança em Deus, o Senhor teria estado com ele. Enquanto sua vontade foi dirigida pela vontade de Deus, enquanto se entregou à disciplina de Seu Espírito, Deus pôde coroar de êxito seus esforços. Mas, quando Saul preferiu agir independentemente de Deus, o Senhor não mais pôde ser seu guia, e foi obrigado a pô-lo de parte’ (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 636). Pense nisto: O que se passa dentro do seu coração é diferente do que as pessoas veem em sua vida exterior? O que sua resposta diz sobre você?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 31 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Adoração, música e louvor

Lições da Bíblia.

“Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, todas as terras” (Sl 96:1).

“A música é um importante meio pelo qual manifestamos nossa contrição e necessidade, declaramos a bondade de Deus e oferecemos a Ele glória e louvor. Davi usava a música como um meio importante para explorar as verdades espirituais de Deus e como uma forma de compartilhar com Deus emoções como solidão, traição e tristeza pelo pecado. Ele também a usava para louvar, celebrar e demonstrar gratidão, em resposta às promessas de Deus.”

“A vida do rei Davi está registrada na Bíblia por muitas razões: não somente porque uma parte importante da história de Israel está centralizada em sua vida e reinado, mas porque dele aprendemos muitas lições espirituais, tanto de suas obras boas quanto das perversas.”

“Nesta semana, usaremos alguns exemplos da vida de Davi, a fim de aprofundar mais a questão da adoração: seu significado, como devemos praticá-la, e o que ela deve fazer por nós. Na vida de Davi, vemos muitos exemplos de adoração, música e louvor. Essas coisas foram uma parte fundamental de sua vida e de sua experiência com o Senhor.”

“Assim também deve ser conosco, especialmente se lembramos constantemente que a mensagem do primeiro anjo é um convite à adoração. O que significa “adorar”? Como adoramos? Por que adoramos? Qual é o papel da música na adoração? O que distingue a verdadeira adoração da falsa?”

“Todos esses são temas que abordaremos de diversas formas neste trimestre, enquanto ouvimos o chamado: ‘Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do Seu pasto e ovelhas de Sua mão’ (Sl 95:6, 7).”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 30 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Pecado de Nadabe e Abiú

Lições da Bíblia.

“Depois da dedicação do tabernáculo, os sacerdotes foram consagrados ao seu ofício sagrado. Estas cerimônias ocuparam sete dias, cada um assinalado por cerimônias especiais. No oitavo dia, deram início ao seu ministério. Auxiliado por seus filhos, Arão ofereceu os sacrifícios que Deus ordenara, e levantou as mãos e abençoou o povo. Tudo havia sido feito conforme Deus indicara, e Ele aceitou o sacrifício, e revelou Sua glória de maneira notável; fogo veio do Senhor e consumiu a oferta sobre o altar. O povo olhou para esta maravilhosa manifestação de poder divino. Com espanto e intenso interesse, nela viram o sinal da glória e favor de Deus, e alçaram uma aclamação geral de louvor e adoração, caindo sobre seu rosto como se estivessem na presença imediata de Jeová.

Mas logo depois uma calamidade repentina e terrível caiu sobre a família do sumo sacerdote. À hora do culto, enquanto ascendiam a Deus as orações e louvor do povo, dois dos filhos de Arão tomaram cada um o seu incensário e queimaram incenso fragrante no mesmo, para elevar perante o Senhor um cheiro suave. Mas transgrediram a Sua ordem pelo uso de ‘fogo estranho’. Núm. 3:4. Para queimar o incenso apanharam fogo comum em vez do fogo sagrado que o próprio Deus acendera e ordenou fosse usado para tal fim. Por causa deste pecado, saiu fogo do Senhor e os devorou à vista do povo.

Abaixo de Moisés e Arão, Nadabe e Abiú eram os mais preeminentes em Israel. Tinham sido honrados de modo especial pelo Senhor, tendo-se-lhes permitido juntamente com os setenta anciãos verem Sua glória no monte. Sua transgressão não deveria, entretanto, desculpar-se ou ser considerada levianamente. Tudo isto tornava mais ofensivo o seu pecado. Porque os homens receberam grande luz, porque tenham como príncipes de Israel subido ao monte, e hajam alcançado o privilégio de ter comunhão com Deus e demorar-se na luz da Sua glória, não se lisonjeiem eles de que podem depois pecar impunemente; de que, visto terem sido de tal maneira honrados, Deus não será rigoroso no castigo de sua iniquidade. Isto é erro fatal. A grande luz e privilégios concedidos exigem uma retribuição de virtude e santidade correspondente à luz outorgada. Nada menos que isto poderá Deus aceitar. Grandes bênçãos e privilégios nunca devem embalar-nos em segurança ou despreocupação. Nunca devem dar liberdade ao pecado, nem fazer com que os que os recebem entendam que Deus não será exigente com eles. Todas as vantagens que Deus tem dado, são os Seus meios para lançar fervor no espírito, zelo no esforço e vigor no executar Sua santa vontade.

Nadabe e Abiú não haviam sido em sua juventude ensinados nos hábitos de domínio próprio. A disposição transigente do pai, sua falta de firmeza pelo que é reto, haviam-no levado a negligenciar a disciplina dos filhos. Havia-lhes permitido seguirem suas próprias inclinações. Hábitos de condescendência própria, durante muito tempo acalentados, alcançaram sobre eles um domínio que mesmo a responsabilidade do mais sagrado mister não teve poder para quebrar. Não haviam sido ensinados a respeitar a autoridade do pai, nem se compenetravam da necessidade de estrita obediência aos mandos de Deus. A mal-entendida indulgência de Arão com os filhos preparou-os para se tornarem objetos dos juízos divinos.

O propósito de Deus era ensinar ao povo que devem dEle aproximar-se com reverência e temor, e da maneira indicada por Ele mesmo. Não pode Ele aceitar uma obediência parcial. Não era bastante que nesta hora solene de culto quase tudo tivesse sido feito conforme Ele determinara. Deus pronunciou uma maldição sobre aqueles que se afastam de Seus mandamentos e não fazem diferença entre as coisas comuns e as coisas santas. Declara pelo profeta: ‘Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade. … Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos!… Dos que justificam o ímpio por presentes, e ao justo negam justiça!… Rejeitaram a lei do Senhor dos exércitos, e desprezaram a Palavra do Santo de Israel.’ Isa. 5:20-24. […]” (Ellen G. White, Patriarcas e profetas, p. 359-360).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 29 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Adoração e obediência

Lições da Bíblia.

“Porém Samuel disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à Sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, Ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei” (1Sm 15:22, 23).

Podemos tirar um princípio fundamental do texto acima, a respeito do que constitui a verdadeira adoração: “A obediência à Palavra de Deus é mais importante do que cerimônias religiosas.”. E “nos adverte que a obstinação é idolatria, adoração do ego”.

“Esses versos estão no contexto da contínua decadência e apostasia de Saul, primeiro rei de Israel. Saul devia atacar e destruir totalmente (a palavra hebraica significa ‘consagrado à destruição’) cada pessoa e animal. Deus tinha planejado usar Israel para trazer juízo sobre os amalequitas, uma nação perversa. Em Sua misericórdia, Deus havia adiado a punição por cerca de três séculos. Apesar da instrução explícita sobre o que fazer, Saul desobedeceu abertamente (1Sm 15:1-21), e colheria as consequências de suas ações. A resposta de Samuel a Saul, nos versos 22 e 23, nos ajuda a entender melhor o que é a adoração verdadeira.”

“1. Deus prefere nosso coração às nossas ofertas (Se Ele realmente tem nosso coração, as ofertas serão o resultado).”

“2. A obediência é mais agradável a Ele do que os sacrifícios. (A obediência é a nossa maneira de mostrar que entendemos o verdadeiro sentido dos sacrifícios).”

“3. Ser obstinado, insistir em nosso próprio caminho, é idolatria, porque transformamos em deus a nós mesmos, nossos desejos e opiniões.”

“Permita que o Espírito Santo fale ao seu coração, enquanto pensa no seguinte: Em que áreas da minha vida estou seguindo meus próprios desejos e opiniões, em lugar de deixar que Deus me guie? Como posso aplicar à minha experiência de adoração o exemplo de Saul, em suas presunções fatais?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 28 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Uma atitude de entrega

Lições da Bíblia.

“Adoração, na Bíblia, é assunto sério. Não é uma questão de gosto pessoal, nem é uma questão de fazer as coisas preferidas ou seguir as próprias inclinações. Embora haja sempre o perigo de se envolver em tradições e rituais mortos, devemos ser cuidadosos para não permitir que a autoexaltação, a satisfação pecaminosa e o desejo de glória pessoal ditem nossa maneira de adorar. Os rituais não são fins em si mesmos, mas meios para um fim – e esse fim é a verdadeira adoração ao Senhor, de uma forma que muda nossa vida e nos coloca em conformidade com Sua vontade e caráter (Gl 4:19).”

[…]

A experiência de Ana, relatada em 1 Samuel 1, nos permite compreender o significado da adoração e como devemos adorar o Senhor. “Adorar é se entregar totalmente, ter consciência de nossa impotência e do poder de um Deus que atua pessoalmente em nossa vida.” “Houve um homem de Ramataim-Zofim, da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efraimita. Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra, Penina; Penina tinha filhos; Ana, porém, não os tinha. Este homem subia da sua cidade de ano em ano a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos, em Siló. […] Após terem comido e bebido em Siló, estando Eli, o sacerdote, assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR, levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente. E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha. Demorando-se ela no orar perante o SENHOR, passou Eli a observar-lhe o movimento dos lábios, porquanto Ana só no coração falava; seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma; por isso, Eli a teve por embriagada e lhe disse: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti esse vinho! Porém Ana respondeu: Não, senhor meu! Eu sou mulher atribulada de espírito; não bebi nem vinho nem bebida forte; porém venho derramando a minha alma perante o SENHOR. […] Então, lhe respondeu Eli: Vai-te em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste. […] Elcana coabitou com Ana, sua mulher, e, lembrando-se dela o SENHOR, ela concebeu e, passado o devido tempo, teve um filho, a que chamou Samuel, pois dizia: Do SENHOR o pedi. Subiu Elcana, seu marido, com toda a sua casa, a oferecer ao SENHOR o sacrifício anual e a cumprir o seu voto. Ana, porém, não subiu e disse a seu marido: Quando for o menino desmamado, levá-lo-ei para ser apresentado perante o SENHOR e para lá ficar para sempre. […] Havendo-o desmamado, levou-o consigo, com um novilho de três anos, um efa de farinha e um odre de vinho, e o apresentou à Casa do SENHOR, a Siló. Era o menino ainda muito criança. Imolaram o novilho e trouxeram o menino a Eli. E disse ela: Ah! Meu senhor, tão certo como vives, eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, orando ao SENHOR. Por este menino orava eu; e o SENHOR me concedeu a petição que eu lhe fizera. Pelo que também o trago como devolvido ao SENHOR, por todos os dias que viver; pois do SENHOR o pedi. E eles adoraram ali o SENHOR.” (1 Sam. 1:1-3,9-15,17,19,22,24-28).

[…]

“Ana adorou o Senhor dos recessos mais profundos de seu ser. Em certo sentido, todos somos iguais a Ana. Temos necessidades importantes e profundas que, por nós mesmos, não podemos suprir. Ana chegou diante do Senhor em uma atitude de completa entrega (Afinal, que sacrifício maior poderíamos encontrar do que a disposição de entregar o próprio filho?). Podemos e devemos nos aproximar de Deus com nossas necessidades, mas devemos sempre submeter nossas necessidades ao chamado do Senhor em nossa vida. A verdadeira adoração deve brotar de um coração partido, totalmente consciente de sua própria impotência e dependência de Deus.”

“Quais são os lugares quebrados dentro de você? Como você pode aprender a entregá-los ao Senhor?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 27 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Você é feliz, ó Israel

Lições da Bíblia.

“Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe tirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais. Então, Moisés tomou o bordão de diante do SENHOR, como lhe tinha ordenado. Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha, e Moisés lhe disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros? Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais. Mas o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei.” (Núm. 20:8-12).

“Imagine a cena: Moisés, o servo fiel, repreendido pelo Senhor por sua explosão de ira, estava diante da nação de Israel.”

“Tempos depois, Moisés soube que estava prestes a morrer. Quão facilmente ele poderia ter se afundado na autopiedade e frustração! No entanto, mesmo nessa ocasião, os pensamentos dele estavam no futuro que seria enfrentado pelo povo. Diante do povo como seu líder, pela última vez, sob a inspiração do Espírito Santo, ele pronunciou uma bênção sobre cada tribo. Moisés então, concluiu com uma bênção.”

As palavras de Moisés em Deuteronômio 33:26-29, podem nos ajudar a entender melhor o que significa adorar o Senhor, pois adorar “é reconhecer que não há outro semelhante a Deus, que nos concede felicidade. É lembrar-se do que Deus tem feito por nós.” “Não há outro, ó amado, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda e com a sua alteza sobre as nuvens. O Deus eterno é a tua habitação e, por baixo de ti, estende os braços eternos; ele expulsou o inimigo de diante de ti e disse: Destrói-o. Israel, pois, habitará seguro, a fonte de Jacó habitará a sós numa terra de cereal e de vinho; e os seus céus destilarão orvalho. Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo SENHOR, escudo que te socorre, espada que te dá alteza. Assim, os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás os seus altos.” (Deut. 33:26-29)

“A palavra Yeshurun é um termo poético para Israel (Dt 33:5, 26). Vem de uma raiz (yashar) que significa ‘justo’ ou ‘reto’, não apenas fisicamente mas também moralmente. Jó foi descrito (Jó 1:1) como ‘íntegro e reto’ (do original yashar); veja também os Salmos 32:11, 97:11 e Provérbios 15:8. Assim, Moisés estava falando a respeito de como deveria ser o povo de Deus, aqueles que haviam entrado em um relacionamento de aliança com Ele.”

“Como sempre, o foco principal está nos atos de Deus em favor do Seu povo. Todas as coisas que iriam acontecer a Israel – vitória sobre os inimigos, salvação, segurança e o fruto da terra – seriam deles por causa daquilo que o Senhor havia feito por eles. Era crucial que eles nunca se esquecessem dessas importantes verdades. Entre as muitas coisas que a adoração pode fazer por nós, está a lembrança constante do que ‘o Deus de Jesurum’ tem feito por nós. Louvor, culto e adoração, seja saindo verbalmente de nossos lábios ou expressos nos pensamentos do coração e mente, são muito oportunos em nos ajudar a manter o foco em Deus e não em nós mesmos e nossos problemas.”

“Pense em todas as razões que você tem para louvar e adorar o Senhor. Por que é tão importante manter sempre diante de você todas essas bênçãos, tudo o que Ele tem feito em seu favor? Caso contrário, é fácil ficar desanimado?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 26 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Fogo do Senhor

Lições da Bíblia.

“’Auxiliado por seus filhos, Arão ofereceu os sacrifícios que Deus ordenara, e levantou as mãos e abençoou o povo. Tudo havia sido feito conforme Deus indicara, Ele aceitou o sacrifício e revelou Sua glória de maneira notável: fogo veio do Senhor e consumiu a oferta sobre o altar. O povo olhou para aquela maravilhosa manifestação de poder divino. Com espanto e intenso interesse, nela viram o sinal da glória e favor de Deus, e alçaram uma aclamação geral de louvor e adoração, caindo sobre seu rosto como se estivessem na presença imediata de Jeová’ (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 359). É difícil acreditar que, depois de algo tão dramático, uma queda terrível se seguiria imediatamente. Poderíamos pensar que, com tal demonstração do poder de Deus, todo o povo, particularmente os sacerdotes (especialmente sacerdotes tão grandemente honrados como aqueles), se manteriam estritamente fiéis. Quão tolos somos, sempre que subestimamos a corrupção do coração humano, especialmente o nosso coração!”

Ao ler a história de Nadabe e Abiú em Levítico 10:1-11, é surpreendente que dois sacerdotes, filhos de Arão, trouxessem fogo estranho perante o Senhor. Eles haviam visto a manifestação da glória de Deus e, no entanto, caíram em apostasia. “Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR. E falou Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou. Então, Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Arão, e disse-lhes: Chegai, tirai vossos irmãos de diante do santuário, para fora do arraial. Chegaram-se, pois, e os levaram nas suas túnicas para fora do arraial, como Moisés tinha dito. Moisés disse a Arão e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não desgrenheis os cabelos, nem rasgueis as vossas vestes, para que não morrais, nem venha grande ira sobre toda a congregação; mas vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem o incêndio que o SENHOR suscitou. Não saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está sobre vós o óleo da unção do SENHOR. E fizeram conforme a palavra de Moisés. Falou também o SENHOR a Arão, dizendo: Vinho ou bebida forte tu e teus filhos não bebereis quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações, para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo e para ensinardes aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado por intermédio de Moisés.” (Lev. 10:1-11). “Tomará também, de sobre o altar, o incensário cheio de brasas de fogo, diante do SENHOR, e dois punhados de incenso aromático bem moído e o trará para dentro do véu.” (Lev. 16:12). “Vinho ou bebida forte tu e teus filhos não bebereis quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações,” (Lev. 10:9).

“A expressão hebraica nas passagens de Levítico 9:24 e 10:2 era igual: ‘Saindo fogo de diante do Senhor, consumiu…’ Consumiu o quê? No primeiro caso, a oferta; no outro, os pecadores. Que representação poderosa do plano da salvação! Na cruz, o ‘fogo de Deus,’ na ira divina, ‘consumiu’ a oferta, e essa era Jesus. Assim, todos que nEle depositam sua fé, nunca têm que enfrentar esse fogo, essa ira, porque um substituto os enfrentou por eles. Os que, no entanto, como aqueles sacerdotes, rejeitam o caminho de Deus em favor dos seus, terão que enfrentar esse fogo (Ap 20:9). A mesma glória revelada na cruz será a glória que, no fim, destruirá o pecado. Que escolha difícil e inequívoca está diante de nós!”

“Em certo sentido, pensando a esse respeito, fogo é fogo. Qual é a diferença? Obviamente, nesse caso, foi uma grande diferença. Pense não apenas na sua maneira de adorar, mas em sua vida em geral. Existem ‘fogos estranhos’ que você precisa apagar em sua vida?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 25 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF