Elias e os profetas de Baal

Lições da Bíblia.

“As coisas foram de mal a pior no reino do norte, especialmente quando surgiu a questão da adoração sob o reinado de Acabe e Jezabel. É nesse contexto (1Rs 17–19) que chegamos à famosa história do confronto entre Elias e os profetas de Baal. É aqui que podemos ver quão longe as concessões os haviam levado.”

No relato 1 Reis 18, fica evidente a diferença nos “estilos de adoração” entre Elias e os falsos profetas, diferença que nos ensina lições importantes sobre a questão da adoração. “Adoração a Deus não significa gritaria, êxtase e ferimento sobre o próprio corpo. Adorar é confiar no Deus que atende o sincero de coração.” “Muito tempo depois, veio a palavra do SENHOR a Elias, no terceiro ano, dizendo: Vai, apresenta-te a Acabe, porque darei chuva sobre a terra. [disse Elias a Acabe:] […] Agora, pois, manda ajuntar a mim todo o Israel no monte Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas do poste-ídolo que comem da mesa de Jezabel. […] Dêem-se-nos, pois, dois novilhos; escolham eles para si um dos novilhos e, dividindo-o em pedaços, o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo; eu prepararei o outro novilho, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo. Então, invocai o nome de vosso deus, e eu invocarei o nome do SENHOR; e há de ser que o deus que responder por fogo esse é que é Deus. […] Tomaram o novilho que lhes fora dado, prepararam-no e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: Ah! Baal, responde-nos! Porém não havia uma voz que respondesse; e, manquejando, se movimentavam ao redor do altar que tinham feito. […] E eles clamavam em altas vozes e se retalhavam com facas e com lancetas, segundo o seu costume, até derramarem sangue. Passado o meio-dia, profetizaram eles, até que a oferta de manjares se oferecesse; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma. Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; Elias restaurou o altar do SENHOR, que estava em ruínas. […] No devido tempo, para se apresentar a oferta de manjares, aproximou-se o profeta Elias e disse: Ó SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que, segundo a tua palavra, fiz todas estas coisas. Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo saiba que tu, SENHOR, és Deus e que a ti fizeste retroceder o coração deles. Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (1 Reis 18:1-2,19,23-24,26,28-30,36-39).

“Deve ter sido uma cena fora do comum: os profetas de Baal gemendo, pulando, gritando (quem sabe que tipo de música pode ter acompanhado o ritual deles?), profetizando, e até mesmo se cortando e derramando o próprio sangue como parte de seu culto a Baal. Certamente essas pessoas estavam agitadas, cheias de ardor e paixão por sua fé e seu deus, um ardor e paixão que testemunhavam da sinceridade de suas crenças.”

“Hoje, também, alguns cultos cristãos poderiam lembrar, às vezes, algo parecido com isso: muita emoção, agitação e barulho. Embora queiramos evitar cultos que se pareçam com funerais, não queremos, igualmente, cultos que lembrem os sacerdotes de Baal no Monte Carmelo. Alguns parecem pensar que quanto mais barulho fizerem, quanto mais alta for a música, e quanto maior o estímulo emocional produzido, melhor será o culto. No entanto, adoração não se trata disso.”

[…]

“Nossos cultos devem sempre colocar diante dos adoradores a pergunta que Elias fez a Israel: ‘Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-nO; mas, se Baal é Deus, sigam-no’ (v. 21, NVI). Nossa experiência de adoração deve nos impelir a examinar o próprio coração, para ver se nosso verdadeiro amor e devoção estão no Senhor ou em qualquer outra coisa.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 17 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Falsa adoração

Lições da Bíblia.

“Em 1 Reis 11, Aías se encontrou com Jeroboão, servo de Salomão, com a mensagem de que ele se tornaria rei sobre dez das doze tribos de Israel (v. 26-31). Mas o profeta deixou claro para Jeroboão que seu sucesso dependeria da fidelidade aos mandamentos de Deus (v. 37, 38).”

“Infelizmente, Jeroboão ouviu somente o que queria ouvir e se esqueceu das condições de sucesso. Ele estava muito disposto a liderar a revolta (1Rs 12:16-20), e quase imediatamente tomou medidas para evitar que seus súditos voltassem a Jerusalém para adorar.”

O texto de 1 Reis 12:25-27 nos mostra o poder e a influência que a adoração pode ter sobre a mente humana. “Muitos distorcem e se afastam da adoração verdadeira por causa de interesses e intrigas pessoais; assim acabam influenciando o povo no mau caminho.” “Jeroboão edificou Siquém, na região montanhosa de Efraim, e passou a residir ali; dali edificou Penuel. Disse Jeroboão consigo: Agora, tornará o reino para a casa de Davi. Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do SENHOR, em Jerusalém, o coração dele se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e me matarão e tornarão a ele, ao rei de Judá.” (1 Reis 12:25-27)

“Examine o relato sobre a religião falsa estabelecida por Jeroboão, que iria finalmente separar Israel da adoração ao verdadeiro Deus, em Jerusalém (1Rs 12:25-33). Observe como esse novo culto se parecia com a adoração ao verdadeiro Deus e, ao mesmo tempo, contradizia a maior parte dos claros conselhos do Senhor:”

1. Ofereceu sacrifícios e ordenou sacerdotes não levitas. “Jeroboão fez também santuários nos altos e, dentre o povo, constituiu sacerdotes que não eram dos filhos de Levi. Fez uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, igual à festa que se fazia em Judá, e sacrificou no altar; semelhantemente fez em Betel e ofereceu sacrifícios aos bezerros que fizera; também em Betel estabeleceu sacerdotes dos altos que levantara. No décimo quinto dia do oitavo mês, escolhido a seu bel-prazer, subiu ele ao altar que fizera em Betel e ordenou uma festa para os filhos de Israel; subiu para queimar incenso.” (1 Reis 12:31-33).

2. Fez bezerros de ouro para adoração. “Pelo que o rei, tendo tomado conselhos, fez dois bezerros de ouro; e disse ao povo: Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!” (1 Reis 12:28).

3. Fez de Betel um lugar de culto. (1 Reis 12:29).“Pôs um em Betel e o outro, em Dã.”

4. Fez de Dã um lugar de culto. “Pôs um em Betel e o outro, em Dã.” (1 Reis 12:29).

5. Instituiu uma festa para rivalizar com a festa dos tabernáculos. “Fez uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, igual à festa que se fazia em Judá, e sacrificou no altar; semelhantemente fez em Betel e ofereceu sacrifícios aos bezerros que fizera; também em Betel estabeleceu sacerdotes dos altos que levantara.” (1 Reis 12:32).

6. Edificou santuários nos lugares altos. “Jeroboão fez também santuários nos altos e, dentre o povo, constituiu sacerdotes que não eram dos filhos de Levi.” (1 Reis 12:31).

“Dinheiro falso não pode enganar, a menos que se pareça com o verdadeiro. Assim, Jeroboão sabia que sua falsa adoração deveria ter muitos dos mesmos elementos da adoração com a qual o povo estava acostumado, embora eventualmente ele tivesse declarado, apontando para os bezerros de ouro: ‘Vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!’ (1Rs 12:28).”

“É muito fácil, de nossa perspectiva hoje, olhar para trás e perguntar: Como eles puderam ter caído em tão gritante apostasia? Por outro lado, os seres humanos têm uma incrível capacidade de enganar a si mesmos (faz parte de nossa natureza caída e corrompida), e nos enganamos se pensamos que não somos tão vulneráveis como eles eram naquela época.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 16 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A arte (e o mal) das concessões

Lições da Bíblia.

“Temos ouvido a declaração de que a política é a arte de comprometer. A palavra arte, nesse caso, é muito importante, pois estabelecer acordos pode ser uma ação muito sutil, diversificada por parte da pessoa que a executa. O bom político é alguém que pode levar as pessoas a conceder pontos, comprometer posições, e muitas vezes até sem perceber que estão fazendo isso. Nesse contexto, então, não há dúvida de que Satanás é o melhor político que existe.”

“Em toda a Bíblia, encontramos exemplos desse mal – as concessões. Evidentemente, nem todo acordo é ruim. Em certo sentido, a própria vida é uma espécie de acordo. Mas a concessão se torna outra manifestação da maldade e corrupção humanas, quando os que deveriam ter mais discernimento se afastam da verdade que Deus lhes deu.”

O relato de 1 Reis 11:1-13, apresenta a gravidade da apostasia de Salomão, que ocorreu por influência de mulheres pagãs, afetando toda nação com consequências desastrosas para o povo por várias gerações. “Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, mulheres das nações de que havia o SENHOR dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor. Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração. Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o SENHOR, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai. Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas. Assim, fez Salomão o que era mau perante o SENHOR e não perseverou em seguir ao SENHOR, como Davi, seu pai. Nesse tempo, edificou Salomão um santuário a Quemos, abominação de Moabe, sobre o monte fronteiro a Jerusalém, e a Moloque, abominação dos filhos de Amom. Assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e sacrificavam a seus deuses. Pelo que o SENHOR se indignou contra Salomão, pois desviara o seu coração do SENHOR, Deus de Israel, que duas vezes lhe aparecera. E acerca disso lhe tinha ordenado que não seguisse a outros deuses. Ele, porém, não guardou o que o SENHOR lhe ordenara. Por isso, disse o SENHOR a Salomão: Visto que assim procedeste e não guardaste a minha aliança, nem os meus estatutos que te mandei, tirarei de ti este reino e o darei a teu servo. Contudo, não o farei nos teus dias, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o tirarei. Todavia, não tirarei o reino todo; darei uma tribo a teu filho, por amor de Davi, meu servo, e por amor de Jerusalém, que escolhi.” (1 Reis 11:1-13)

“Talvez a frase mais reveladora nesse texto seja a afirmação de que ‘À medida que Salomão foi envelhecendo, suas mulheres o induziram a voltar-se para outros deuses’ (1Rs 11:4, NVI). Em outras palavras, isso não aconteceu da noite para o dia. O homem fiel, dedicado e piedoso revelado na Bíblia não se afastou do Senhor de repente, do nada. Em vez disso, a mudança ocorreu aos poucos, com o tempo; uma pequena concessão aqui, outra ali, cada passo levando-o cada vez mais longe de onde deveria ter permanecido, até que ele estava fazendo algo que, sem dúvida, teria causado horror ao Salomão de seus primeiros anos.”

“Observe, também, o efeito das concessões de Salomão sobre a adoração em Israel. Elas trouxeram um impacto negativo, que continuaria por muitas gerações.”

“De vez em quando surgem histórias sobre pessoas que deixaram a Igreja Adventista do Sétimo Dia há alguns anos, romperam relações com ela completamente, e depois voltaram, e simplesmente ficaram chocadas com algumas mudanças que viram em áreas como teologia, normas e adoração. Embora essas mudanças nem sempre sejam ruins, podem ser muito ruins em alguns casos. Como podemos saber a diferença entre elas?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 15 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Aos olhos de Deus

Lições da Bíblia.

A Bíblia descreve o coração humano como mau, isso remete a necessidade de buscarmos o perdão e o poder de Deus. “Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração;” (Gên. 6:5). “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!” (Jer. 17:5). “E não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana.” (João 2:25). “Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.” (Rom. 3:9-12).

“Ao longo das Escrituras, somos advertidos: o coração humano é enganoso; as pessoas são corruptas; não olhe para os outros; ninguém está imune ao mal. Com exceção, é claro, de Jesus, que nunca pecou, poucos personagens a quem a Bíblia dedica muita atenção são retratados como moralmente íntegros.”

“Mesmo sem a comprovação das Escrituras, podemos ver como a humanidade é corrupta. A história, os jornais, as notícias diárias, e na verdade, até mesmo nossos lares e nosso coração devem ser suficientes para nos mostrar o estado de decrepitude moral da humanidade. O que deve ser assustador é lembrar que, se um ser perfeito, como Lúcifer era originalmente, pôde escolher o mal, mesmo no ambiente perfeito do Céu; se outros seres perfeitos, como eram Adão e Eva, puderam escolher o mal, mesmo no ambiente perfeito do Éden, então, o que dizer de nós? Nascemos com uma natureza corrupta e caída, e permanecemos com ela em um ambiente degenerado e corrompido. Não é de admirar que o mal se manifeste assim tão facilmente, tão naturalmente, para nós. Ele está ligado aos nossos genes.”

“Temos que ser cuidadosos, porém, em nossa compreensão do que é o ‘mal’. Algumas coisas são tão claramente más, tão evidentemente perversas, que qualquer pessoa, quer acredite em Deus ou não – iria considerá-las ruins. O mal, no entanto, pode ser muito mais sutil. Coisas que o mundo, a cultura e a sociedade poderiam ver como boas, ou normais, com a alegação de que ‘as coisas são assim mesmo’, podem ser precisamente o que a Bíblia condena como erradas, pecaminosas e perversas.”

Comparando Deuteronômio 12:8 e 13:18, é possível perceber a diferença crucial que aparece nesses versos: “Os que agem conforme a própria vontade, e os abençoados, que fazem a vontade de Deus.” Entender essa diferença é fundamental para que saibamos para onde pode leva os dois tipos de atitudes, salvação ou destruição eterna. “Não procedereis em nada segundo estamos fazendo aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos,” (Deut. 12:8). “se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, e guardares todos os seus mandamentos que hoje te ordeno, para fazeres o que é reto aos olhos do SENHOR, teu Deus.” (Deut. 13:18).

“Quais são algumas coisas que a sociedade não condena, mas que são claramente condenadas pela Bíblia? Mais importante ainda, quanto a sociedade tem afetado você e a Igreja, no que diz respeito a essas questões? Isto é, que coisas claramente condenadas nas Escrituras podem ser tratadas pelos cristãos de forma leviana, como resultado direto da influência da sociedade? Comente com a classe.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 14 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Conformidade, concessões e crise na adoração

Lições da Bíblia.

“Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hb 5:14).

“O chamado de Deus exige que O amemos com tudo que possuímos: coração, vida, mente e força. A conciliação entre as nossas próprias inclinações e as claras orientações de Deus pode levar à falsa adoração, mas a mensagem de Elias nos chama ao arrependimento, obediência e adoração ao único Deus verdadeiro.”

“Em 1954, o romancista William Golding escreveu The Lord of the Flies [O Senhor das Moscas], um relato fictício de um grupo de crianças inglesas presas em uma ilha deserta após um acidente de avião. Golding utilizou essa história como uma parábola moderna sobre o mal inerente nos seres humanos. O que tornou a narrativa tão poderosa foi que ele usou crianças, supostamente a essência da inocência, para mostrar seu conceito de como a humanidade, no seu coração, é corrupta, perversa, egoísta e violenta.”

“Os cristãos, naturalmente, diriam: “Isso eu já sei”. A maldade e pecaminosidade humanas são parte integrante da mensagem cristã. A Bíblia é clara sobre esse ponto. Mas embora o conceito da maldade do pecado seja bastante irrefutável, o que não é tão indiscutível é a questão: ‘O que é o mal?’ Nem todos concordam sobre esse assunto.”

“Nesta semana, enquanto continuamos a estudar a questão da adoração, examinaremos certo tipo de mal que tem trazido consequências devastadoras para o povo de Deus e para a humanidade em geral. Podemos ver o que esse mal causou ao antigo Israel, mas é igualmente importante perguntarmos se somos suscetíveis a ele.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 13 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

“Poesia e Cânticos”

Lições da Bíblia.

“A melodia de louvor é a atmosfera do Céu; e, quando o Céu vem em contato com a Terra, há música e cântico – ‘ações de graças e voz de melodia’. Isa. 51:3.

Sobre a Terra recém-criada que aí estava, linda e sem mácula, sob o sorriso de Deus, ‘as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam’. Jó 38:7. Assim, os corações humanos, em simpatia com o Céu, têm correspondido à bondade de Deus em notas de louvor. Muitos dos fatos da história humana se têm ligado a cânticos.

O mais antigo cântico procedente de lábios humanos, registrado na Bíblia, foi aquela gloriosa expansão de ações de graças pelo povo de Israel no Mar Vermelho:

‘Cantarei ao Senhor, porque sumamente Se exaltou;

Lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.

O Senhor é a minha força e o meu cântico;

E Ele me foi por salvação;

Este é o meu Deus; portanto, Lhe farei uma habitação;

Ele é o Deus de meu pai; por isso, O exaltarei.’

‘A Tua destra, ó Senhor, se tem glorificado em potência;

A Tua destra, ó Senhor, tem despedaçado o inimigo.

Ó Senhor, quem é como Tu entre os deuses?

Quem é como Tu, glorificado em santidade,

Terrível em louvores, operando maravilhas?’

‘O Senhor reinará eterna e perpetuamente. …

Cantai ao Senhor, porque sumamente Se exaltou.’

Êxo. 15:1, 2, 6, 11, 18 e 21.

Grandes têm sido as bênçãos recebidas pelos homens em resposta aos cânticos de louvor. Estas poucas palavras que repetem uma experiência da viagem de Israel pelo deserto, contêm uma lição digna de meditação:

‘Dali, partiram para Beer; este é o poço do qual o Senhor disse a Moisés: Ajunta o povo, e lhe darei água.’ Núm. 21:16.

‘Então, Israel cantou este cântico:

Sobe, poço, e vós, cantai dele:

Tu, poço, que cavaram os príncipes,

Que escavaram os nobres do povo

E o legislador com os seus bordões.’

Núm. 21:17 e 18.

Quantas vezes na experiência espiritual se repete esta história! Quantas vezes pelas palavras de um cântico sagrado se descerram no espírito as fontes do arrependimento e da fé, da esperança, do amor e da alegria!” (Ellen G. White, Educação, p. 161-162).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 12 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Para que não nos esqueçamos!

Lições da Bíblia.

“Os salmos 78, 105 e 106, que estão entre os mais extensos, são hinos impor­tantes que deviam ser cantados ou recitados para lembrar a Israel acerca da liderança de Deus no passado.”

Deus quer que o povo lembre sua história para que recorde o cuidado de Deus no passado e mantenha a confiança e obediência evitando os erros antigos. “Escutai, povo meu, a minha lei; prestai ouvidos às palavras da minha boca. Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos. O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez. Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos, a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes; para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos; e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus.” (Sal. 78:1-8) “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.” (Deut. 6:6-9).

“Uma das formas pelas quais Deus Se revela é através da história. No entanto, cada geração deve ter uma nova experiência com Ele, com base nessa história. Por essa razão, não apenas a música, mas a proclamação da Palavra de Deus na adoração é vital tanto para as gerações do passado quanto para as novas gerações, para manter diante das pessoas a liderança de Deus no passado. O salmo 78 é uma advertência de que a história não deve se repetir, mas, ao mesmo tempo, é uma lembrança reconfortante da maneira graciosa pela qual Deus lidou com Seu povo rebelde. Parece haver uma urgência na promessa imperativa, ‘contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o Seu poder’ (v. 4). O salmo 105:2 nos convida: ‘Cantai-Lhe salmos; narrai todas as Suas maravilhas’.”

“O Salmo 119, o mais longo poema no livro de Salmos, contém o frequente refrão: ‘ensina-me os Teus estatutos’, indicando a importância das Escrituras como base para o ensino da piedade e justiça. Paulo repete esse pensamento quando instrui o jovem pregador, Timóteo: ‘Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça’ (2Tm 3:16).”

“Paulo exorta Timóteo: ‘Prega a palavra’ (2Tm 4:2). Negligenciar a proclamação da Palavra na adoração é diluir o poder que o evangelho tem de alcançar corações, mudar vidas e enriquecer a experiência de adoração dos fiéis.”

“Quantas vezes você já teve a experiência de algo maravilhoso e miraculoso que o Senhor fez em sua vida, mas se esqueceu logo depois e demonstrou medo e falta de fé, quando uma nova crise surgiu? Seja no culto coletivo ou na sua comunhão particular, como você pode aprender a manter viva em sua mente a direção de Deus em sua vida? Por que isso é tão importante?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 11 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Adoração e o santuário

Lições da Bíblia.

“Suba à Tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina” (Sl 141:2).

Nesses versos estão sendo usadas imagens “rituais do santuário, [que] representam a intercessão e sacrifício de Cristo por nós; as cerimônias do santuário deviam ser um ato de comunhão com Deus.”.

“Todo o ritual do santuário do Antigo Testamento estava centralizado no conceito de sacrifício. Por mais que o inimigo do ser humano o tenha pervertido, até o ponto em que sacrificavam os próprios filhos a fim de (como eles acreditavam) apaziguar um deus irado (ou deuses), o sistema sacrifical foi destinado a apontar para a morte de Jesus, em favor de toda a humanidade. Ele devia mostrar a futilidade das nossas obras para nos salvar, mostrar que o custo do pecado foi a vida de uma vítima inocente, e que o Senhor tinha um plano pelo qual os pecadores poderiam ser perdoados, purificados e aceitos pelo Senhor, por meio de Sua graça.”

Não é de admirar, então, que muitos salmos, tão importantes para a adoração em Israel, utilizassem imagens e exemplos do ritual do santuário. “Lembre-se de todas as tuas ofertas de manjares e aceite os teus holocaustos.” (Sal. 20:3). “Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu.” (Sal. 43:4). “Então, te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; e sobre o teu altar se oferecerão novilhos.” (Sal. 51:19). “Oferecer-te-ei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó SENHOR, porque é bom.” (Sal. 54:6). “O SENHOR é Deus, ele é a nossa luz; adornai a festa com ramos até às pontas do altar.” (Sal. 118:27). “erguei as mãos para o santuário e bendizei ao SENHOR.” (Sal. 134:2). “Suba à tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina.” (Sal. 141:2).

As verdades que podemos tirar a cerca santuário terrestre sobre a obra de Jesus em nosso favor, revela que “o sistema sacrifical apontava para a morte de Jesus para nos salvar. Por amor, Ele nos criou e nos redimiu. Por isso O adoramos.”.

Paulo relaciona o Salmo 40:8 com o sistema de sacrifícios. Deus inspirou o sistema de sacrifícios, que simbolizava Cristo que, ao dar Sua vida na cruz, fez a vontade de Deus e cumpriu Sua lei. “Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres. Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei.” (Sal. 40:6-8). “Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem. Doutra sorte, não teriam cessado de ser oferecidos, porquanto os que prestam culto, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais teriam consciência de pecados? Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados. Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste; não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado. Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade. Depois de dizer, como acima: Sacrifícios e ofertas não quiseste, nem holocaustos e oblações pelo pecado, nem com isto te deleitaste (coisas que se oferecem segundo a lei), então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.” (Heb. 10:1-10). “A ênfase do autor é que temos salvação por meio de Cristo não por intermédio da morte de animais. Somente através de Cristo há verdadeiro perdão dos pecados. […]”.

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 10 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF