“Caí a Seus pés como morto”

Lições da Bíblia.

“Talvez uma das maiores revelações que recebemos da majestade e poder de Deus tenha chegado a nós através da astronomia. A maioria dos antigos não tinha ideia do tamanho nem da expansão do Universo. No século XX, com os avanços incríveis em vários telescópios, tem sido apresentada uma visão do Universo diante da qual a maioria dos antigos teria ficado assombrada. De fato, nós mesmos ficamos desconcertados pelo tamanho, pelas distâncias e pelo incrível número de galáxias e estrelas. Com nossa mente, mal podemos compreender tudo isso.”

“E aqui está algo impressionante: Somente alguém maior do que o Universo poderia tê-lo criado, assim como somente alguém maior do que um quadro artístico poderia tê-lo criado. Assim, o Deus a quem adoramos e a quem servimos é o criador do Universo; portanto, Ele é ‘maior’ do que todas as coisas. Quem, então, somos nós, em contraste com esse Deus?”

“1. Qual foi a reação de João depois de ver Jesus, conforme a descrição de Apocalipse 1:13-18? Por que ele reagiu dessa maneira? Como a cruz apareceu nesse episódio?” “e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.” (Apoc. 1:13-18). “Caiu a Seus pés como morto, devido ao espanto diante da glória de Jesus; na cruz Ele passou pela morte, para nos dar a chave da vida.”

“2. Leia Jó 42:1-6. Qual é a semelhança entre a reação de Jó e a de João?” “Então, respondeu Jó ao SENHOR: Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.” (Jó 42:1-6). “Jó não conhecia as maravilhas de Deus, mas quando teve uma visão do Senhor, abominou a si mesmo e se arrependeu humildemente.”

“Embora esses dois homens tivessem recebido apenas uma revelação parcial do Senhor, o que eles viram foi suficiente para torná-los muito mais humildes. Havia temor, reverência, admiração e sentimento de arrependimento em suas reações. Como não haveria? Eles tiveram uma visão do criador do Universo; mais ainda, eles eram pecadores recebendo uma visão de um Deus sem pecado e santo. Sem dúvida, uma compreensão de sua própria pecaminosidade, injustiça e imundície lhes veio à mente diante da presença do Senhor.”

“Quais são os segredos para que nossos cultos também nos conduzam à presença de Deus, despertando uma reação de humildade parecida com os exemplos de Jó e Apocalipse? Ao mesmo tempo, é muito importante que a cruz seja erguida diante de nós como nossa única esperança de salvação.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 18 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Adoração no livro do Apocalipse

Lições da Bíblia.

“Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da Terra” (Apocalipse 14:3).

“Adoração é um tema importante no livro do Apocalipse, e escolher a quem adoramos é vital hoje, amanhã e para a eternidade. Nossa maior alegria é cantar louvores e adorar ao nosso Criador, Rei, Juiz e Salvador.”

“Poucos livros da Bíblia contêm tanto mistério e fascínio como o Apocalipse. Ele está cheio de imagens incríveis de bestas, dragões, fogo, terremotos, pragas, exércitos, rãs, cidades, estrelas cadentes e assim por diante.”

“E, no entanto, em meio a todo o drama, adoração é o tema que aparece repetidamente. Seja tratando da crise final sobre os que adoram a besta e sua imagem, ou revelando seres que cantam louvores a Deus no Céu, o assunto da adoração reaparece muitas vezes no Apocalipse: adoração àquele que ‘vive para todo o sempre’ (Ap 5:14, RC), àquele que é, e que era, e que há de vir, que tomou o Seu grande poder e reinou (Ap 11:17), e adoração àquele que deve receber ‘glória, e honra, e poder’ (Ap 4:11, RC).”

“Em resumo, o Apocalipse revela o que temos estudado em todo o trimestre: Que somente o Senhor, nosso criador, redentor e juiz, é digno de nossa adoração e louvor.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 17 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Os consagrados mensageiros

Lições da Bíblia.

“Os consagrados mensageiros que nos primeiros dias do cristianismo levaram as alegres novas da salvação a um mundo a perecer, não permitiam que pensamentos de exaltação própria viessem empanar sua apresentação de Cristo, e Este crucificado. Não cobiçavam nem autoridade nem preeminência. Ocultando-se no Salvador, exaltavam o grande plano da salvação e a vida de Cristo, o Autor e Consumador deste plano. Cristo, o mesmo ontem, hoje e eternamente, era o seu insistente ensino.

Se os que hoje estão ensinando a Palavra de Deus, exaltassem a cruz de Cristo mais e mais, haveria muito maior sucesso em seu ministério. Se os pecadores forem levados a contemplar com fervor a cruz, se alcançarem visão ampla do Salvador crucificado, reconhecerão a profundeza da compaixão de Deus e a malignidade do pecado.

A morte de Cristo prova o grande amor de Deus pelo homem. É o penhor de nossa salvação. Remover do cristianismo a cruz, seria como apagar do céu o Sol. A cruz nos aproxima de Deus, reconciliando-nos com Ele. Com a enternecedora compaixão do amor de um pai, Jeová considera o sofrimento que Seu Filho teve de suportar para salvar a raça da morte eterna, e nos recebe no Amado.

Sem a cruz não teria o homem nenhuma união com o Pai. Dela depende toda a nossa esperança. Daí brilha a luz do amor do Salvador; e quando ao pé da cruz o pecador contempla Aquele que morreu para salvá-lo, pode rejubilar-se com grande alegria, pois seus pecados estão perdoados. Ao ajoelhar-se em fé junto à cruz, alcançou ele o mais alto lugar que o homem pode atingir.

Por intermédio da cruz aprendemos que o Pai celestial nos ama com amor infinito. Podemos admirar-nos de haver Paulo exclamado: ‘Longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo’? Gál. 6:14. É nosso privilégio também nos gloriar na cruz, nosso privilégio dar-nos inteiramente a Ele, como Ele Se deu por nós. Então, com a luz que jorra do Calvário a brilhar em nossa face, podemos sair para revelar esta luz aos que estão em trevas.” (Ellen G. White, Atos dos apóstolos, p. 208-209).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 16 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O amor supera tudo

Lições da Bíblia.

“De nossa perspectiva atual, é muito fácil considerar a igreja primitiva uma espécie de modelo de harmonia e paz, um exemplo do que significava inteiramente a verdadeira adoração. Infelizmente, a história do Novo Testamento é muito semelhante à do Antigo Testamento, no sentido de que os dois mostram até que ponto todos somos degenerados.”

“Tomemos, por exemplo, a igreja de Corinto, a qual Paulo estabeleceu em sua segunda viagem missionária. Um centro comercial, conhecido por seu luxo e riqueza, Corinto era também o centro de uma das religiões mais sensuais e degradantes da época. Por influência dessa cultura, imoralidade e dissensão haviam invadido a igreja. E ainda assim, por mais que isso fosse ruim, não era o único problema ali. Paulo abordou outras questões que estavam fazendo com que as dissenssões se desenvolvessem na igreja (1Co 8-11), incluindo idolatria (1Co 10:14) e a aparente ênfase exagerada nos dons, especialmente o mau uso do dom de línguas por motivos egoístas (1Co 14).”

“7. No meio de seu discurso aos coríntios acerca dos problemas deles, Paulo apresentou o famoso capítulo de 1 Coríntios 13. Qual é a mensagem essencial ali? Como podemos aplicá-la à nossa vida e à nossa experiência de adoração?” “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.” (1 Cor. 13). “Sem amor, não há valor nos dons, no conhecimento, na fé, na distribuição de coisas nem no autosacrifício; sem amor, nossa adoração não tem valor.”

“Paulo sugeriu que nenhuma profissão que fazemos, nem milagres poderosos, nem dons carismáticos, nem piedade ou zelo, nos trarão proveito, a menos que haja um coração cheio de amor por Deus, confirmado pelo amor de uns pelos outros. Isso, diz Paulo, é o dom supremo, o qual devemos procurar, e que não pode ser substituído por nada que seja menos que isso.”

“Os dons espirituais são úteis, e os cristãos devem usar seus dons para honrar a Deus e edificar a Igreja em unidade. Mas nunca nenhum dom deve ser usado para exibição de si mesmo, para ganho pessoal, ou de forma desordenada no culto e assim por diante.”

“No fim, uma igreja cheia de cristãos amorosos e dedicados exercerá uma influência e poder que se estenderá muito além do culto semanal.”

“Até que ponto o amor desinteressado pelos outros afeta sua vida diária? Isto é, quanto de seu próprio tempo e energia você gasta buscando servir aos outros? Quanto de si você está disposto a renunciar, para o bem de outras pessoas? Não é tão fácil, certo?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 15 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Adoração “contrária à lei”

Lições da Bíblia.

“Adoração não é apenas o que você faz na igreja no sábado. Adoração inclui aspectos da nossa fé de modo geral: o que acreditamos, o que proclamamos e nossa maneira de agir. O conceito do Senhor como nosso Criador e Redentor é fundamental para a adoração. Tudo que se relaciona com a adoração deve brotar dessa verdade fundamental e sagrada. Além do mais, o assunto principal da adoração é Deus e Suas ações na história. O culto verdadeiro deve atrair os participantes a andar mais perto do seu Senhor e deve nos levar a um sentimento de temor, reverência, arrependimento e amor por Ele e pelos outros.”

“Embora devamos pensar sempre no Senhor (Lc 21:36; Sl 1:2), o momento do culto de adoração deve ser algo especial, único. Não podemos, contudo, depender da igreja ou dos líderes de culto, para prover esse tipo de experiência para nós, por mais importante que seja o papel deles. No fim, tudo depende de nós mesmos e da atitude que levamos conosco à igreja, no sábado. Ao mesmo tempo, como temos visto ao longo do trimestre, adoração é um meio para um fim, não um fim em si mesma. Nossa adoração não nos salva, mas é uma de nossas respostas à salvação.”

“6. Leia Atos 18:1-16. Que acusação foi apresentada contra Paulo, e o que isso nos diz sobre adoração?” “Depois disto, deixando Paulo Atenas, partiu para Corinto. Lá, encontrou certo judeu chamado Áqüila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, em vista de ter Cláudio decretado que todos os judeus se retirassem de Roma. Paulo aproximou-se deles. E, posto que eram do mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas. E todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos. Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus. Opondo-se eles e blasfemando, sacudiu Paulo as vestes e disse-lhes: Sobre a vossa cabeça, o vosso sangue! Eu dele estou limpo e, desde agora, vou para os gentios. Saindo dali, entrou na casa de um homem chamado Tício Justo, que era temente a Deus; a casa era contígua à sinagoga. Mas Crispo, o principal da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; também muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados. Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade. E ali permaneceu um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus. Quando, porém, Gálio era procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus, concordemente, contra Paulo e o levaram ao tribunal, dizendo: Este persuade os homens a adorar a Deus por modo contrário à lei. Ia Paulo falar, quando Gálio declarou aos judeus: Se fosse, com efeito, alguma injustiça ou crime da maior gravidade, ó judeus, de razão seria atender-vos; mas, se é questão de palavra, de nomes e da vossa lei, tratai disso vós mesmos; eu não quero ser juiz dessas coisas! E os expulsou do tribunal.” (Atos 18:1-16). “O acusaram de persuadir os homens a adorar a Deus por modo contrário à lei. O maior erro é adorar a Deus de acordo com a lei e rejeitar a Cristo, que é o sentido e essência da lei.”

“É interessante que Paulo tivesse sido acusado de persuadir as pessoas para uma forma diferente de adoração, ‘contrária à lei’ (v. 13; mesmo os judeus que acreditavam em Jesus, às vezes, dirigiam uma acusação semelhante contra Paulo). A questão em Atos 18 é que aqueles ouvintes estavam tão presos à tradição, tão envolvidos na maneira pela qual as coisas haviam sido feitas no passado, tão ligados às formas de culto que, quando Paulo lhes apresentou aquele que era todo o sentido do seu culto, aquele a quem eles adoravam sem conhecer, aquele para quem todas as cerimônias realmente apontavam, eles rejeitaram o que ele disse. Estavam tão apegados à lei que não perceberam aquele a quem ela apontava."

“Além disso, embora as circunstâncias de hoje sejam radicalmente diferentes do que eram as de Paulo naquele tempo, precisamos ter cuidado para não permitir que as formas e tradições sirvam de obstáculo ao propósito essencial de nossa fé.” […]

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 14 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Paulo no Areópago

Lições da Bíblia.

“Nos dias da igreja primitiva, vemos outro exemplo da questão da adoração, e do que as pessoas adoram, desta vez no ministério do apóstolo Paulo, quando ele estava em Atenas, o lugar em que viveram três dos filósofos mais influentes do mundo (Sócrates, Platão e Aristóteles).” […]

“5. Leia a pregação de Paulo aos atenienses, em Atos 17:15-34. Qual foi a diferença entre o testemunho de Paulo ao povo de Atenas e a mensagem de Pedro ao seu público, no dia de Pentecostes?” “17:22 Então Paulo, estando de pé no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vejo que sois excepcionalmente religiosos; 17:23 Porque, passando eu e observando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais sem o conhecer, é o que vos anuncio. 17:23 Porque, passando eu e observando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais sem o conhecer, é o que vos anuncio. 17:24 O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; 17:25 nem tampouco é servido por mãos humanas, como se necessitasse de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas; 17:26 e de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação; 17:27 para que buscassem a Deus, se porventura, tateando, o pudessem achar, o qual, todavia, não está longe de cada um de nós; 17:28 porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois dele também somos geração. 17:29 Sendo nós, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida pela arte e imaginação do homem. 17:30 Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam; 17:31 porquanto determinou um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que para isso ordenou; e disso tem dado certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. 17:32 Mas quando ouviram falar em ressurreição de mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos ainda outra vez. 17:33 Assim Paulo saiu do meio deles. 17:34 Todavia, alguns homens aderiram a ele, e creram, entre os quais Dionísio, o areopagita, e uma mulher por nome Dâmaris, e com eles outros.” “Pedro foi direto: disse que Jesus era o Messias judaico; Paulo foi indireto: disse que os pagãos procuravam encontrar nos ídolos algo que nem conheciam ainda: o Deus verdadeiro e a esperança da ressurreição.”

“Uma das diferenças mais óbvias é que, ao contrário de Pedro, Paulo não citou a Bíblia. Na verdade, em lugar das Escrituras, ele citou um autor pagão. Ao mesmo tempo, perceba como Paulo apelou à lógica e à razão, quando disse o seguinte: olhem ao redor, para o mundo criado, e vocês verão uma evidência poderosa do Deus Criador. Ele começou usando uma espécie de teologia natural e apontou para o mundo natural como uma razão para acreditar no Deus criador.”

“É interessante notar a questão da adoração nesse caso. Aquelas pessoas adoravam algo que não compreendiam. Paulo procurou desviar o culto e a devoção deles, dos ídolos e outras coisas vãs, para o Deus vivo. Os seres humanos parecem ter uma necessidade inata de adorar alguma coisa, qualquer coisa, e Paulo buscou dirigi-los para a única coisa verdadeiramente digna de adoração.” […]

“No fim, apelar para a lógica, razão e teologia natural, pode nos levar apenas até certo ponto. Paulo, em seu testemunho, tentou então lhes ensinar sobre o arrependimento, juízo e ressurreição, ensinos que devem ser aceitos pela fé. Por isso, não teve tanto sucesso com eles. Embora tivesse conseguido alguns conversos, a maioria parecia ter voltado sua adoração ao que é vão, inútil e incapaz de salvar.” […]

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 13 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A pregação da Palavra

Lições da Bíblia.

“Grande parte da tradição da adoração protestante tem sido a pregação da Palavra. Uma sagrada responsabilidade recai sobre aquele que recebeu a tarefa de apascentar as ovelhas, ensinar, pregar, exortar e encorajar. Música, liturgia, oração, a Ceia do Senhor e o lava-pés, todos têm seu lugar, mas, talvez, nada seja mais importante do que aquilo que é pregado no púlpito durante a hora do culto.”

“3. Leia o sermão de Pedro no dia de Pentecostes (At 2:14-41). Como ele apresentou temas importantes, como as Escrituras, doutrina, profecia, Cristo, o evangelho, e a salvação? Por que esses assuntos são tão essenciais na pregação?” “2:14 Então Pedro, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Act 2:15 Pois estes homens não estão embriagados, como vós pensais, visto que é apenas a terceira hora do dia. 2:16 Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: 2:17 E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos mancebos terão visões, os vossos anciãos terão sonhos; 2:18 e sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão. 2:19 E mostrarei prodígios em cima no céu; e sinais embaixo na terra, sangue, fogo e vapor de fumaça. 2:20 O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor. 2:21 e acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. 2:22 Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; 2:23 a este, que foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, vós matastes, crucificando-o pelas mãos de iníquos; 2:24 ao qual Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela. 2:25 Porque dele fala Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado; 2:26 por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; e além disso a minha carne há de repousar em esperança; 2:27 pois não deixarás a minha alma no hades, nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção; […] 2:31 prevendo isto, Davi falou da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no hades, nem a sua carne viu a corrupção. 2:32 Ora, a este Jesus, Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. 2:33 De sorte que, exaltado pela dextra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis.” “Interpretou o Pentecostes como cumprimento da profecia de Joel”

“Que experiência deve ter sido, ouvir o pescador Pedro pregar com tal poder e autoridade! Suas palavras não mostraram nenhum tipo de indecisão ou dúvida, mas revelaram o Espírito operando por meio dele. Durante todo o seu sermão, Pedro não vacilou, mas usando as Escrituras (na época, apenas o Antigo Testamento), pregou com poder o evangelho de Jesus Cristo, o Messias crucificado e ressuscitado, que está agora ‘exaltado à direita de Deus’ (At 2:33, NVI). É incrível como, em um número tão pequeno de frases, ele tivesse colocado uma quantidade tão extraordinária de informação, incluindo tudo, desde o derramamento do Espírito Santo, ao arrependimento, e à segunda vinda de Jesus!”

“4. Quais foram os resultados da pregação daquele culto de adoração, conforme Atos 2:41? Que lição podemos tirar desse relato para nossas reuniões de sábado? “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.” (Atos 2:41). “O sermão teve um apelo poderoso; três mil pessoas foram batizadas; precisamos reavivar nossos cultos de adoração e nossos apelos.”

“Sem dúvida, esse deve ter sido um culto de adoração muito especial. No entanto, ao mesmo tempo, temos as mesmas promessas que eles tinham. Temos a mesma Bíblia […], e temos o mesmo Senhor, que nos oferece o mesmo Espírito. Por que, então, não devemos ter cultos de adoração com o mesmo tipo de poder que vemos ali? O que nos impede?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 12 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Muitas “provas”

Lições da Bíblia.

“Da perspectiva humana, o ministério terrestre de Jesus não pareceu tão bem-sucedido. Embora Ele tivesse atraído uma comitiva bastante popular, esse padrão não ocorreu em massa. Muitos líderes O rejeitaram e, naturalmente, os romanos O crucificaram, fazendo com que Seus discípulos mais próximos se dispersassem e fugissem.”

“As coisas pareciam bastante ruins, até a ressurreição e o Pentecostes, quando, repentinamente, Seus seguidores encontraram nova coragem para proclamar seu Mestre crucificado como o Messias de Israel. Foi somente após a ressurreição de Jesus, de fato, que a igreja primitiva começou a progredir.”

“1. Leia Atos 1:1-11. Que verdades importantes encontramos ali sobre a segunda vinda de Jesus, batismo, Espírito Santo e missão?” “1:1 Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo quanto Jesus começou a fazer e ensinar, 1:2 até o dia em que foi levado para cima, depois de haver dado mandamento, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera; 1:3 aos quais também, depois de haver padecido, se apresentou vivo, com muitas provas infalíveis, aparecendo-lhes por espaço de quarenta dias, e lhes falando das coisas concernentes ao reino de Deus. 1:4 Estando com eles, ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual (disse ele) de mim ouvistes. 1:5 Porque, na verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias. 1:6 Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? 1:7 Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. 1:8 Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra. 1:9 Tendo ele dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. 1:10 Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, 1:11 os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.” “Cristo guia através do Espírito Santo; o batismo de João foi o preparo para o dom do Espírito enviado por Jesus; a missão dos discípulos era testemunhar do Salvador e de Sua volta, em todos os cantos da Terra.”

“2. Observe especialmente os versos 3 e 6. Quanto mais, a respeito da verdade, os discípulos tinham que aprender?” “aos quais também, depois de haver padecido, se apresentou vivo, com muitas provas infalíveis, aparecendo-lhes por espaço de quarenta dias, e lhes falando das coisas concernentes ao reino de Deus.” (Atos 1:3). “Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel?” (Atos 1:6). “Devido à falta de compreensão dos discípulos, Jesus apresentou muitas provas de Sua ressurreição; eles não entenderam o tempo da profecia.”

“Uma das partes mais interessantes desta seção é o verso 3, no qual Lucas afirma que Jesus lhes apresentou muitas ‘provas’. Algumas versões usam a expressão ‘infalíveis provas’, que é um pouco exagerada nesse caso. Outra tradução chama de ‘provas convincentes’, que é a tradução menos problemática. A questão é que os fiéis a Jesus receberam poderosas evidências, ‘provas’ de Jesus como o Messias. Considerando a difícil tarefa para a qual Ele os havia chamado e toda a oposição que enfrentariam, eles precisavam de todas as provas que pudessem obter. A boa notícia é que o Senhor nos dará todas as razões de que precisamos para confirmar nossa fé, todas as razões de que necessitamos para acreditar nas coisas que não entendemos completamente. Como vemos nessa passagem, os discípulos ainda não compreendiam totalmente as intenções do Senhor com relação à nação de Israel, mesmo depois de todo o tempo em que haviam estado com Jesus. Precisamos aprender a adorar, louvar e obedecer ao Senhor, apesar de tudo o que não entendemos.”

[…]

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 11 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF