Profecias do Antigo Testamento sobre Jesus – parte 1

Lições da Bíblia1:

Em discussões com os líderes religiosos sobre Sua identidade, Jesus reafirmava a autoridade das Escrituras. À primeira vista, poderia parecer desnecessário que Ele fizesse isso, pois os líderes religiosos já acreditavam na Bíblia. No entanto, mesmo diante deles, Jesus enfatizava a autoridade das Escrituras, e o fazia para mostrar-lhes quem Ele era – não importando quão duros fossem aqueles corações, e apesar do quanto tentassem lutar contra a atuação de Deus.

Além disso, João registra inúmeras citações diretas e alusões indiretas ao AT que apontam para Jesus como o cumprimento das promessas do AT sobre o Messias.

4. Como as seguintes passagens do NT e do AT estão ligadas? Isto é, como o NT usa esses textos para dar testemunho de Jesus?

Jo 1:23 (NAA)2: “Então ele respondeu: — Eu sou “a voz do que clama no deserto: Endireitem o caminho do Senhor”, como disse o profeta Isaías.” Is 40:3 (NAA)2: “Uma voz clama: ‘No deserto preparem o caminho do Senhor! No ermo façam uma estrada reta para o nosso Deus!”

Jo 2:16, 17 (NAA)2: “16 e disse aos que vendiam as pombas: — Tirem estas coisas daqui! Não façam da casa de meu Pai uma casa de negócio! 17 Os seus discípulos se lembraram que está escrito: ‘O zelo da tua casa me consumirá.’” Sl 69:9 (NAA)2: “Pois o zelo da tua casa me consumiu, e as ofensas dos que te insultam caem sobre mim.”

Jo 7:38 (NAA)2: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” Jr 2:13 (NAA)2: “Porque o meu povo cometeu dois males: abandonaram a mim, a fonte de água viva, e cavaram cisternas, cisternas rachadas, que não retêm as águas.”

Jo 19:36 (NAA)2: “E isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura: ‘Nenhum dos seus ossos será quebrado.’” Nm 9:12 (NAA)2: “Não deixarão sobrar nada até a manhã seguinte e não quebrarão nenhum osso do cordeiro; farão tudo segundo todo o estatuto da Páscoa.”

Não apenas João, mas também Pedro, Paulo, Mateus, Marcos, Lucas e todos os escritores do NT, sob a inspiração do Espírito Santo, inúmeras vezes enfatizaram como a vida, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré, assim como Sua ascensão ao trono de Deus, são cumprimento das profecias do AT.

E embora Jesus apontasse continuamente as Escrituras para os Seus discípulos, pois prediziam o Seu ministério, em que momento eles finalmente compreenderam que as Escrituras apontavam para Ele? Isso aconteceu somente depois que Cristo morreu, ressuscitou e apareceu aos discípulos. “Quando, pois, Jesus ressuscitou dentre os mortos, os discípulos Dele se lembraram que Ele tinha dito isso e creram na Escritura e na palavra de Jesus” (Jo 2:22; veja também Jo 20:9).

Terça-feira, 19 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O papel autoritativo das Escrituras

Lições da Bíblia1:

Além dos sinais e testemunhos específicos que João usou para apontar Jesus como o Messias, ele também apelou para a autoridade do AT e para as suas profecias, que predisseram a obra de Cristo. O AT ocupa lugar central, não apenas no Evangelho de João, mas em todo o NT. A justificativa para Jesus, para quem Ele era, de onde veio, o que fez e o que fará se baseia nas Escrituras, nesse caso, no AT.

2. Leia os seguintes textos: João 5:39, 40, 46, 47. O que eles nos ensinam sobre a atitude de Jesus em relação à autoridade das Escrituras?

João 5:39, 40, 46, 47 (NAA): “39 Vocês examinam as Escrituras, porque julgam ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. 40 Contudo, vocês não querem vir a mim para ter vida. […] 46 Porque, se vocês, de fato, cressem em Moisés, também creriam em mim; pois ele escreveu a meu respeito. 47 Se, porém, não creem nos escritos dele, como crerão nas minhas palavras?

Ao longo dos evangelhos, repetidas vezes Jesus apontou para a autoridade das Escrituras como testemunhas essenciais a respeito Dele. Por exemplo, Jesus com frequência usou eventos do AT para ajudar a apontar para Si mesmo e para o que Ele fazia. Na conversa com Nicodemos, Ele disse: “E assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja levantado” (Jo 3:14). Esse evento é descrito em Números 21:5-9. Cristo não apenas Se referiu à história, mas, ao usá-la para apontar para Si mesmo, Ele basicamente nos deu a interpretação autorizada do que a história pretendia transmitir.

E não apenas Jesus, mas outras pessoas também usaram o AT para apontar para Ele. Por exemplo, no início de João, lemos as palavras de Filipe a Natanael: “Achamos Aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e a quem se referiram os profetas: Jesus, o Nazareno, filho de José” (Jo 1:45).

3. Leia os seguintes textos: João 13:18; 17:12; 19:24, 28, 36. O que eles ensinam sobre a autoridade das Escrituras conforme Jesus e João a entendiam? O que isso nos diz sobre o papel crucial que as Escrituras devem ter para a nossa fé?

João 13:18 (NAA)2: “Não falo a respeito de todos vocês, pois eu conheço aqueles que escolhi. Mas é para que se cumpra a Escritura: ‘Aquele que come do meu pão levantou contra mim o seu calcanhar.’”

João 17:12 (NAA)2: “Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste; eu os protegi e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.”

João 19:24, 28, 36 (NAA)2: “24 Por isso, os soldados disseram uns aos outros: — Não a rasguemos, mas vamos tirar a sorte para ver quem ficará com ela. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: ‘Repartiram entre si as minhas roupas e sobre a minha túnica lançaram sortes.’ E foi isso que os soldados fizeram. […] 28 Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para que se cumprir a Escritura, disse: — Tenho sede! […] 36 E isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura: ‘Nenhum dos seus ossos será quebrado.

Quais são algumas das influências que atuam de maneira sutil ou aberta para enfraquecer a nossa fé na autoridade da Bíblia? Comente com a classe.

Segunda-feira, 18 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Sinais, obras e maravilhas

Lições da Bíblia1:

Além dos milagres que João usou para apontar Jesus como o Messias, ele também registrou relatos mais abrangentes sobre os sinais, obras e maravilhas que Cristo fez.

Os sinais e maravilhas, por si só, não eram prova de que Jesus era o Messias, porque muitos profetas, às vezes falsos, também realizaram milagres. João não registrou os sinais simplesmente por apontarem para um grande realizador de milagres. Os sinais sobre os quais o apóstolo escreveu tinham o objetivo específico de apontar Jesus como o Messias e de mostrar que Ele, de fato, veio do próprio Deus, o Pai.

1. Como é descrito o relacionamento entre Jesus e Deus, o Pai, especialmente no contexto dos sinais? Jo 5:17, 20, 36-38

Jo 5:17, 20, 36-38 (NAA)2: “17 Mas Jesus lhes disse: — Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. […] 20 Porque o Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que faz; e maiores obras do que estas lhe mostrará, para que vocês fiquem maravilhados. […] 36 Mas eu tenho maior testemunho que o de João; porque as obras que o Pai me confiou para que eu as realizasse, essas que eu faço testemunham a meu respeito de que o Pai me enviou. 37 O Pai, que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim. Vocês nunca ouviram a voz dele, nem viram a sua forma. 38 Também não têm a palavra dele permanente em vocês, porque não creem naquele a quem ele enviou.”

Jesus usou os sinais para mostrar a íntima relação de trabalho que tinha com o Pai. Os dois eram um. Referindo-Se às Suas obras, Jesus disse que elas mostraram que o Pai estava Nele e que Ele estava no Pai (Jo 10:38 [“Mas, se faço, e vocês não creem em mim, creiam pelo menos nas obras, para que vocês possam saber e compreender que o Pai está em mim e que eu estou no Pai.”]; veja também Jo 14:10, 11 [“10 Você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu digo a vocês não as digo por mim mesmo, mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras. 11 Creiam que eu estou no Pai e que o Pai está em mim; creiam ao menos por causa das mesmas obras.”]).

O propósito da vinda de Jesus foi fazer as obras Daquele que O tinha enviado, para que essas obras se manifestassem ao mundo. Isto é, Ele veio para fazer as obras que o Pai O tinha enviado para fazer, as quais testificaram que Ele viera do Pai.

No entanto, como já vimos, apesar dos sinais poderosos e dos testemunhos de muitas pessoas, muitos ainda escolheram não crer.

Os líderes religiosos perguntaram a Jesus: “Até quando Você nos deixará nesse suspense? Se Você é o Cristo, diga francamente. Jesus respondeu: – Já falei, mas vocês não acreditam. As obras que Eu faço em nome do Meu Pai dão testemunho de Mim” (Jo 10:24, 25).

Se Jesus tivesse dito que era o Messias, os líderes religiosos, que procuravam qualquer coisa que pudessem usar contra Ele, O teriam prendido. Sabendo disso, Jesus indicou as obras que havia feito. Se Ele tivesse dito que era o Cristo, aqueles líderes poderiam tentar contradizer. Mas como negar os sinais, as obras e as maravilhas? Esses eram testemunhos poderosos de quem Jesus é e de onde tinha vindo.

Como nos proteger contra a dureza de coração daqueles líderes religiosos? De que forma podemos estar lutando contra a obra de Deus em nossa vida?

Domingo, 17 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Cumprindo as profecias do Antigo Testamento

Lições da Bíblia1:

“Mas Eu tenho maior testemunho que o de João; porque as obras que o Pai Me confiou para que Eu as realizasse, essas que Eu faço testemunham a Meu respeito de que o Pai Me enviou” (Jo 5:36).

Podemos ver repetidas vezes no livro de João todas as coisas que Jesus disse e fez, e que revelaram que o Messias (hamashiach), o Cristo, havia chegado a Israel. E Ele veio, de fato, como um deles, um judeu nascido em Belém, como as Escrituras haviam predito.

No entanto, como João escreveu: “O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por meio Dele, mas o mundo não O conheceu” (Jo 1:10).

Ele estava no mundo, o mundo foi feito por meio Dele, e ainda assim o mundo não O conheceu? Essa é uma afirmação surpreendente. E, como podemos ver em João e nos outros evangelhos, muitas pessoas não O reconheceram, embora devessem tê-lo feito, especialmente por causa de todas as coisas que Jesus fez e disse. E deveriam reconhecê-Lo ainda mais pelo fato de que as Escrituras do AT apontavam para Ele.

Nesta semana, estudaremos a respeito de outras maneiras pelas quais João retrata Jesus como o Messias e examinaremos por que algumas pessoas ainda continuaram a rejeitá-Lo – apesar de todas as razões poderosas que O confirmavam como o Cristo. O que podemos aprender com os erros dessas pessoas?

Sábado, 16 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Bem-aventurados os que creram – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 115-123 (“O teste de fé”); O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 580-595 (“No tribunal de Pilatos”).

Tomé “lançou-se aos pés de Jesus, exclamando: ‘Senhor meu e Deus meu!’ (Jo 20:28). Jesus aceitou seu reconhecimento, mas reprovou brandamente sua incredulidade: [Jo 20:29]. A fé de Tomé teria sido mais agradável a Cristo se ele tivesse estado disposto a crer pelo testemunho de seus irmãos. Se hoje o mundo seguisse o exemplo de Tomé, ninguém creria na salvação; pois todos aqueles que recebem a Cristo devem fazê-lo pelo testemunho de outros.

“Muitos que são inclinados à dúvida se justificam dizendo que, se lhes fosse apresentada a prova que Tomé recebeu de seus companheiros, eles creriam. Não compreendem que têm não somente essa prova, mas muito mais. Muitos que, à semelhança de Tomé, esperam que desapareça todo motivo de dúvida, nunca realizarão seu desejo. Vão se consolidando gradativamente na incredulidade. Aqueles que têm o hábito de olhar para o lado sombrio, de reclamar e queixar-se, não sabem o que fazem. Estão lançando as sementes da dúvida e terão também uma colheita de dúvidas a ceifar” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 647).

Perguntas para consideração

1. Qual é a diferença entre a fé de Abraão e a de Tomé? O que aprendemos com eles?

2. Apresente seu testemunho de Jesus, como as pessoas fizeram em João. Embora os relatos sejam diferentes, o que as pessoas dizem e como testemunham do Senhor?

3. Pilatos fez uma pergunta bastante filosófica: “O que é a verdade?” (Jo 18:38). À luz de tudo o que estudamos em João, dê sua resposta a essa pergunta.

4. Leia Daniel 2 e 7. Embora as pessoas da época de Jesus conhecessem esses capítulos, que vantagem temos em ver o cumprimento das profecias e, assim, encontrar ainda mais razões para crer?

Sexta-feira, 15 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Nosso testemunho de Jesus

Lições da Bíblia1:

Várias vezes, à medida que João apresenta testemunhas de Jesus, seu objetivo é nos levar a uma conclusão mais abrangente: “Jesus fez diante dos Seus discípulos muitos outros sinais […]. Estes, porém, foram registrados para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham vida em Seu nome” (Jo 20:30, 31).

Imagine presenciar Jesus fazendo milagres! Com certeza creríamos Nele, não é mesmo? Gostaríamos de pensar assim; mas, de certa forma, temos ainda mais razões para crer em Jesus do que as pessoas que viram aqueles milagres. Por quê?

5. Quais são algumas das coisas que temos hoje que as pessoas da época de Jesus não tinham e que devem nos ajudar a crer? Mt 24:2, 6-8, 14

Mt 24:2, 6-8, 14 (NAA)2: 2 Ele, porém, lhes disse: — Vocês estão vendo todas estas coisas? Em verdade lhes digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada. […] 6 E vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem, porque é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim. 7 Porque nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. 8 Porém todas essas coisas são o princípio das dores. […] 14 E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim.”

Isso acontece porque não temos apenas os relatos de João, mas a grande vantagem de ver se cumprindo muitas coisas que Jesus e os escritores bíblicos predisseram, como a destruição do templo (Mt 24:2), a pregação do evangelho ao mundo (Mt 24:14), a grande apostasia (2Ts 2:3) e o mundo continuando a ser um lugar caído e mau (Mt 24:6-8). Durante o ministério de Jesus, Seus seguidores continuaram um grupo pequeno e hostilizado que, pelos padrões humanos, deveria ter desaparecido da história há muito tempo. Como eles poderiam saber, assim como nós, que todas essas coisas aconteceriam? E se cumpriram. A nossa fé existe como cumprimento da profecia de Jesus de que o evangelho seria pregado em todo o mundo.

E, hoje, quase 2 mil anos depois, como seguidores de Jesus, temos o privilégio de dar testemunho de Cristo e do que Ele fez por nós. Não é simplesmente pelas palavras de Natanael, de Nicodemos, da mulher samaritana, ou pelos ensinos dos fariseus que reconhecemos que Jesus é o Messias. É pela leitura das Escrituras, sob o poder convincente do Espírito Santo, que aceitamos Jesus como o Salvador do mundo.

Então, cada um, à sua maneira e a partir do relacionamento com Deus, pode ter uma história para contar, a qual pode não ser tão impressionante quanto ver um morto ressuscitado ou um cego curado, mas o que importa é que conhecemos Jesus e, do nosso modo, testemunhamos Dele, como fizeram as pessoas mencionadas em João.

Quinta-feira, 14 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O testemunho de Tomé

Lições da Bíblia1:

4. Leia João 20:19-31. O que podemos aprender com a história de Tomé sobre fé e dúvida? Que grande erro ele cometeu?

João 20:19-31 (NAA)2: 19 Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos, com medo dos judeus, Jesus veio e se pôs no meio deles, dizendo: — Que a paz esteja com vocês! 20 E, dizendo isso, lhes mostrou as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram ao ver o Senhor. 21 E Jesus lhes disse outra vez: — Que a paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês. 22 E, havendo dito isso, soprou sobre eles e disse-lhes: — Recebam o Espírito Santo. 23 Se de alguns vocês perdoarem os pecados, são-lhes perdoados; mas, se os retiverem, são retidos. 24 Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando Jesus veio. 25 Então os outros discípulos disseram a Tomé: — Vimos o Senhor. Mas ele respondeu: — Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos dele, ali não puser o dedo e não puser a minha mão no lado dele, de modo nenhum acreditarei. 26 Passados oito dias, os discípulos de Jesus estavam outra vez reunidos, e Tomé estava com eles. Estando as portas trancadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: — Que a paz esteja com vocês! 27 E logo disse a Tomé: — Ponha aqui o seu dedo e veja as minhas mãos. Estenda também a sua mão e ponha no meu lado. Não seja incrédulo, mas crente. 28 Ao que Tomé respondeu: — Senhor meu e Deus meu! 29 Jesus lhe disse: — Você creu porque me viu? Bem-aventurados são os que não viram e creram. O objetivo deste Evangelho 30 Na verdade, Jesus fez diante dos seus discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. 31 Estes, porém, foram registrados para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham vida em seu nome.”

Cristo apareceu aos discípulos após a Sua ressurreição, quando estavam trancados em uma casa, com medo. Tomé não estava com eles. Mais tarde, ele ouviu os relatos da ressurreição feitos por outros discípulos, mas ficou bastante aflito. Isso não se harmonizava com o que Tomé pensava a respeito do Reino. Além disso, ele certamente deve ter se perguntado por que Jesus teria Se revelado aos outros, sem a presença dele.

Tomé disse: “Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos Dele, ali não puser o dedo e não puser a minha mão no lado Dele, de modo nenhum acreditarei” (Jo 20:25).

Tomé estava ditando condições para sua fé. Essa mesma atitude é mencionada várias vezes em João. Nicodemos respondeu a Jesus: “Como pode um homem nascer, sendo velho?” (Jo 3:4). A mulher que estava junto ao poço disse: “O senhor não tem balde e o poço é fundo. De onde vai conseguir essa água viva?” (Jo 4:11). A multidão que havia sido alimentada com pães e peixes perguntou: “Que sinal o senhor fará para que vejamos e creiamos no Senhor?” (Jo 6:30).

João contraria essa perspectiva de “ver para crer”. Quando Jesus encontrou Tomé após a ressurreição, Ele o convidou a vir, ver e tocar o Seu corpo ressuscitado. Mas então diz: “Bem-aventurados são os que não viram e creram” (Jo 20:29).

“Deus nunca pede que creiamos sem que nos dê suficientes provas sobre as quais possamos alicerçar nossa fé. Sua existência, Seu caráter e a veracidade de Sua Palavra se baseiam em testemunhos que falam à nossa razão; e esses testemunhos são numerosos. Apesar disso, Deus nunca removeu a possibilidade de dúvida. Nossa fé deve se basear em evidências, não em demonstrações” (Ellen G. White, Caminho a Cristo [CPB, 2003], p. 105).

Por meio da Palavra de Deus, da criação e da experiência pessoal, recebemos uma quantidade extraordinária de evidências que fortalecem nossa fé em Jesus.

Se alguém lhe perguntasse: “Por que você crê em Jesus?”, o que você responderia?

Quarta-feira, 13 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O testemunho involuntário de Pilatos

Lições da Bíblia1:

Várias vezes João registra as tentativas dos líderes religiosos de prender Jesus, levá-Lo a julgamento e sentenciá-Lo à morte. Um tema importante no Evangelho de João, frequentemente destacado por Jesus, é que o Seu momento ou hora ainda não havia chegado, o que se referia à crucifixão (Jo 2:4; 7:6, 8, 30; 12:7, 23, 27; 13:1; 17:1).

Agora havia chegado a hora. Jesus foi preso no jardim do Getsêmani, levado perante Anás, depois para o sumo sacerdote Caifás, e duas vezes perante Pilatos.

João recorreu a várias testemunhas de todas as esferas da vida para testificar que Jesus é o Cristo. Agora João menciona Pilatos, o governador que julgou Jesus. Esse é um testemunho importante porque Pilatos era romano, governador e juiz, enquanto muitos outros que testemunhavam eram judeus e pessoas comuns.

3. Como o veredito de Pilatos está relacionado ao tema central do Evangelho de João? Jo 18:38; 19:4-22

Jo 18:38 (NAA): “Pilatos perguntou: — O que é a verdade?

Jo 19:4-22 (NAA): “4 Pilatos saiu outra vez e disse aos judeus: — Eis que eu o apresento a vocês, para que saibam que não encontro nele crime algum. 5 Então Jesus saiu, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. E Pilatos lhes disse: — Eis o homem! 6 Quando viram Jesus, os principais sacerdotes e os seus guardas gritaram: — Crucifique! Crucifique! Pilatos repetiu: — Levem-no daqui vocês mesmos e o crucifiquem, porque eu não encontro nele crime algum. 7 Os judeus responderam: — Temos uma lei e, segundo essa lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus. 8 Pilatos, ouvindo tal declaração, ficou ainda mais atemorizado 9 e, entrando outra vez no Pretório, perguntou a Jesus: — De onde você é? Mas Jesus não lhe deu resposta. 10 Então Pilatos o advertiu: — Você não me responde? Não sabe que tenho autoridade tanto para soltar você como para crucificá-lo? 11 Jesus respondeu: — O senhor não teria nenhuma autoridade sobre mim se de cima não lhe fosse dada. Por isso, quem me entregou ao senhor tem maior pecado. 12 A partir desse momento, Pilatos queria soltá-lo, mas os judeus gritavam: — Se você soltar este homem, não é amigo de César! Todo aquele que se faz rei é contra César! 13 Quando Pilatos ouviu essas palavras, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, em hebraico Gabatá. 14 E era a preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. E Pilatos disse aos judeus: — Eis aqui o rei de vocês. 15 Eles, porém, clamavam: — Fora! Fora! Crucifique-o! Então Pilatos perguntou: — Devo crucificar o rei de vocês? Os principais sacerdotes responderam: — Não temos rei, senão César! 16 Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17 Jesus, carregando ele mesmo a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico. 18 Ali o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos escreveu também um título e o colocou no alto da cruz. E o que estava escrito era: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”. 20 Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus havia sido crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego. 21 Os principais sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: — Não escreva: “Rei dos judeus”, e sim: “Ele disse: Sou o rei dos judeus.” 22 Pilatos respondeu: — O que escrevi escrevi.

Jesus foi levado a Pilatos na manhã de sexta-feira (Jo 18:28). O plano do governador era despachar o prisioneiro rapidamente para o Seu destino. Mas o comportamento de Jesus chamou a atenção de Pilatos. Ele interrogou Jesus e ouviu de Seus lábios: “Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a Minha voz” (Jo 18:37).

Embora o governador tenha finalmente condenado Jesus à morte, três vezes O reconheceu inocente (Jo 18:38; 19:4, 6). E escreveu sobre a cruz as palavras “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus” (Jo 19:19), completando seu testemunho de quem Jesus é. No entanto, apesar do seu testemunho de que Cristo era inocente, o governador O condenou à morte.

Pilatos tinha a própria Verdade diante de si e, ainda assim, permitindo que a multidão o intimidasse, condenou Jesus à morte! Que exemplo trágico de que nem sempre conseguimos seguir o que a consciência e o coração nos dizem ser correto!

O que podemos aprender com o exemplo de Pilatos sobre os perigos de permitir que as ideias e a pressão popular nos impeçam de fazer o que acreditamos ser correto?

Terça-feira, 12 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.