O exemplo de Jesus

Lições da Bíblia

“4. O que Lucas 4:16 nos diz sobre a atitude de Jesus para com o sábado? Por que isso é tão importante para nós hoje?”1 “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.” (Lucas 4:16 RA); “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” (João 14:15 RA); “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos,” (1Pedro 2:21 RA)2. Ao frequentar a sinagoga regularmente aos sábados Jesus nos deu o exemplo, demonstrando-nos a necessidade de frequentarmos a igreja aos sábados e guardarmos esse dia segundo o mandamento.

“A palavra que Lucas usou no verso 16, costume, vem de uma palavra grega relacionada aos hábitos constantes no tempo e na prática. Em outras palavras, Jesus frequentava regularmente a sinagoga todos os sábados. Isso é tão importante para Lucas que, quatro vezes em seu evangelho, ele mencionou a presença de Jesus na sinagoga em diferentes sábados (Lc 4:16; 4:31; 6:6; 13:10). Além disso, Lucas identificou o sábado especificamente como o sétimo dia da semana (Lc 23:54-24:1). O fato de que Jesus Cristo, durante Seu ministério terrestre, tenha observado o sábado, juntamente com os judeus, testemunha que o ciclo semanal não tinha sido perdido desde a promulgação da lei no Sinai, ou mesmo desde a criação. Seu exemplo como observador do sábado é um modelo que os cristãos devem seguir, tanto no tempo quanto na maneira da observância.”1

“5. O que Jesus leu naquela ocasião na sinagoga? Que importância tem isso?”1 “16 Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. 17 Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: 18 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19 e apregoar o ano aceitável do Senhor. 20 Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. 21 Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir.” (Lucas 4:16-21 RA)2. Jesus leu no livro de Isaías o texto que o apresentava como o messias redentor do mundo, esse fato se tornou mais relevante por ter sido lido num dia de sábado, o dia de restauração e descanso no Senhor.

“Essa não foi a primeira vez que Jesus leu e falou em uma sinagoga. Mais de um ano já se havia passado desde que Ele tinha sido batizado no Rio Jordão. No entanto, essa foi a primeira visita de Jesus a Nazaré, depois de deixar a carpintaria, onde passou os primeiros trinta anos de Sua vida e onde frequentou a sinagoga local. Durante Sua juventude, ‘muitas vezes na sinagoga, aos sábados, Ele era convidado a ler a lição dos profetas, e o coração dos ouvintes vibrava, pois nova luz brilhava das palavras familiares dos textos sagrados’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 74).”1

“Mas dessa vez foi diferente. Jesus escolheu uma passagem específica, Isaías 61:1, 2, um texto que explica a obra do Messias na Terra e como Ele viria para ‘anunciar o ano aceitável do Senhor’ (Lc 4:19). Esse era o ano sabático, ou ano do jubileu, um tempo de descanso. Apropriadamente, Jesus escolheu o dia de descanso para anunciar Seu ministério de redenção, libertação e cura. Na verdade, encontramos descanso em Jesus, um descanso expresso de forma tangível a cada sábado.”1

Terça-feira, 09 de setembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudioda Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Ensino de Jesus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 477, Jul. Ago. Set. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Cristo, o Senhor do sábado

Lções da Bíblia

“2. Leia Mateus 12:1, 2. O que aconteceu nessa ocasião? Por que os fariseus considerariam ilícita essa prática?”1 “1 Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer. 2 Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado.” (Mateus 12:1-2 RA)2. Estando com fome, os discípulos colheram espigas de seriais para comer, os fariseus consideram, por ter sido este ato realizado no dia de sábado, uma transgressão da lei. Consideraram, o ato de colher e debulhar os grãos separando-os da casca, o equivalente a realizar uma colheita no dia de sábado, ou seja, uma transgressão do mandamento.

“Deuteronômio 23:25 declara: ‘Quando entrares na seara do teu próximo, com as mãos arrancarás as espigas; porém na seara não meterás a foice.’ O problema, portanto, não era a ação em si, mas o dia em que foi praticada. Os regulamentos rabínicos proibiam expressamente muitos tipos de trabalhos no sábado, como colher, debulhar e peneirar. Na opinião dos fariseus, pelo fato de arrancar as espigas de cereais, esfregá-las com as mãos, e separar o grão da casca, os discípulos se tornaram culpados de cometer os três atos proibidos.”1

“3. Qual é o significado dos exemplos que Jesus usou para responder aos fariseus?” “3 Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? 4 Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? 5 Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo:” (Mateus 12:3-5 RA)2. Jesus usou dois episódios bíblicos, o de Davi, quando comeu os pães da propiciação, e do trabalho dos sacerdotes no dia de sábado. Nesses dois exemplos fica claro que as necessidades humanas estão acima das tradições cerimoniais.

“Com o primeiro exemplo (1Sm 21:1-6), Cristo argumentou que, embora em circunstâncias normais, Davi e seus homens não devessem comer o pão destinado aos sacerdotes (Lv 24:9), nessa situação, visto que a vida deles estava em perigo, suas ações deviam ser consideradas uma transgressão tolerável de uma regra cerimonial. O segundo exemplo mencionado por Jesus (Mt 12:5) diz respeito aos sacrifícios e ofertas ordenados para o dia de sábado no serviço do templo, que eram o dobro do que se oferecia em qualquer outro dia (Nm 28:9, 10). Os próprios judeus reconheciam que o serviço do templo tinha prioridade sobre o sábado.”1

“Depois de citar esses exemplos, Jesus fez duas declarações que reivindicam Sua autoridade para redefinir a opressiva observância do sábado imposta pelos fariseus: (1) ‘O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado’ (Mc 2:27). Nesse texto, Jesus reafirmou a origem edênica do sábado e redefiniu as prioridades incorretas dos fariseus em relação ao homem e o sábado: o sábado foi criado para beneficiar os seres humanos e continua sendo um dom divino a serviço da humanidade, ao contrário da ideia de que a humanidade estava a serviço do sábado. E (2), ao dizer: ‘O Filho do Homem é Senhor também do sábado’ (Mc 2:28), Cristo ratificou Sua posição como Criador e Legislador do sábado. Portanto, somente Ele tinha autoridade para liberar o sábado dessas leis feitas pelo homem.”1

“Os líderes espirituais do povo de Deus acusaram o Senhor do sábado de transgredir o dia que Ele mesmo havia criado e santificado. Que mensagem devemos tirar desse episódio sobre os perigos da cegueira espiritual entre os que deveriam ser sábios para não distorcer a verdade?”1

Segunda-feira, 08 de setembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudioda Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Ensino de Jesus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 477, Jul. Ago. Set. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Cristo, o Criador do sábado

Lições da Bíblia

“1. O que os textos a seguir indicam sobre o papel de Jesus na criação? Por que isso é tão importante, especialmente quando se considera a origem do sábado?”1  “1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.” (João 1:1-3 RA)2; “pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.” (Colossense 1:16 RA)2; “1 Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, 2 nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.” (Hebreus 1:1-2 RA)2. No princípio Cristo fez todas as coisas, Ele é o criador, inclusive do sábado instituído no sétimo dia da semana da criação da terra, dia no qual descansou de toda a obra que havia feito.

“João começou seu evangelho com a famosa declaração: ‘No princípio era o Verbo […] Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez’ (Jo 1:1-3). João e Paulo não deixam dúvidas quanto ao papel de Cristo na criação. Deus o Filho, Jesus Cristo, criou todas as coisas: ‘NEle, foram criadas todas as coisas, nos Céus e sobre a Terra, as visíveis e as invisíveis. […] Tudo foi criado por meio dEle e para Ele’ (Cl 1:16, 17). Por meio de Cristo, Deus fez o Universo, incluindo nosso sistema solar, a Terra e tudo que nela há, animado e inanimado.”1

“Cristo, que devia ser Redentor do homem, foi também seu Criador. E ali mesmo, no fim da semana da criação, o Senhor nos deu um dia de descanso. ‘Por haver o sábado sido feito para o homem, é o dia do Senhor. Pertence a Cristo. […] Uma vez que Ele fez todas as coisas, fez também o sábado. Esse dia foi por Ele posto à parte como lembrança da criação’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 288).”1

“O mesmo Deus que criou a humanidade com a necessidade de descansar também proveu o meio para o descanso: um dia em que os seres humanos devem deixar de lado os trabalhos e os problemas semanais e repousar nEle, o Criador. Depois de terminar a criação, Ele mesmo descansou no sétimo dia, não porque estivesse cansado, mas, a fim de abençoar e santificar o sábado e nos dar um exemplo a seguir. Ele também descansou no sábado quando terminou Sua obra de redenção na cruz, não porque precisasse disso, mas, para (entre outras coisas) confirmar o perpétuo valor do sábado. Cristo, que convida os seres humanos agitados a repousar nEle (Mt 11:28, 29), convida-nos a descansar de maneira especial a cada sábado.”1

“A guarda do sábado nos liga à criação da Terra, ao próprio fundamento da nossa existência. Haveria melhor momento do que o sábado para meditar sobre esta importante questão: O que estou fazendo com a existência que Deus me deu?”1

Participe do projeto “Reavivados por Sua Palavra”: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/

Domingo, 07 de setembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudioda Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Ensino de Jesus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 477, Jul. Ago. Set. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Sábado

Lições da Bíblia

“O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é Senhor também do sábado” (Mc 2:27, 28).1

“Ao longo do ministério de Jesus, os líderes religiosos contestaram Sua observância do sábado. Quando criticado, Cristo enfatizou Sua autoridade como Senhor do sábado (Mt 12:8; Mc 2:28; Lc 6:5). Ele também mostrou como devia ser a correta observância desse dia.”2

“Hoje somos confrontados não apenas com o desafio da ‘correta observância’ do sábado, mas também com a crença popular de que o domingo é o dia de descanso. Os que promovem o domingo, no entanto, não têm nada em seu favor nos evangelhos. As controvérsias acerca do sábado nos evangelhos tratavam apenas de como o sábado devia ser guardado, nunca de quando guardá-lo. A vida e os ensinamentos de Jesus não deixam dúvida de que o sábado continua como o divino dia de descanso, mesmo depois de Sua morte e ressurreição.”2

“Nesta semana, analisaremos a relação de Cristo com a origem e o senhorio do sábado. Em seguida, estudaremos o exemplo e ensinamentos de Jesus a respeito da observância do sábado. Finalmente, consideraremos o sábado nos Seus ensinamentos e no exemplo dos Seus discípulos após a ressurreição.”2

“A Revista Adventista apresenta artigos teológicos, reflexões espirituais e notícias sobre o crescimento da igreja. Faça a sua assinatura.”2

Sábado, 06 de setembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

2 LIÇÕES da escola sabatina. Ensino de Jesus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 477, Jul. Ago. Set. 2014. Adulto, Professor.

A lei de Deus – Vídeo

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Leia, de Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 45-78: ‘A Espiritualidade da Lei’; O Desejado de Todas as Nações, p. 307-314: ‘O Sermão da Montanha’; p. 606-609: ‘Conflito’.”1

“Falando da lei, Jesus disse: ‘Não vim para revogar, vim para cumprir’ (Mt 5:17). […] Isto é, preencher a medida da exigência da lei, para dar um exemplo de perfeita conformidade com a vontade de Deus.”1

“Sua missão era ‘engrandecer a lei, e fazê-la gloriosa’ (Is 42:21). Ele devia mostrar a natureza espiritual da lei, apresentar seus princípios de vasto alcance, e tornar clara sua eterna obrigatoriedade.”1

“‘[…] Jesus, a expressa imagem da pessoa do Pai, o resplendor de Sua glória, o abnegado Redentor, através de Sua peregrinação de amor na Terra, foi uma viva representação do caráter da lei de Deus. Em Sua vida se manifesta que o amor de origem celestial, os princípios cristãos, fundamentam as leis de retidão eterna’ (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 48, 49).”

Perguntas para reflexão

“1. De que forma podemos cair na tentação de ser legalistas em nossa observância da lei, como os fariseus eram? Que perigo existe quando supomos que amar a Deus nos isenta de obedecer Sua lei? Faça uma lista de maneiras práticas de evitar cair em uma dessas armadilhas. Comente com a classe.”1

“2. Como sabemos, o argumento contra a contínua validade dos Dez Mandamentos, muitas vezes, nada mais é que uma tentativa de evitar a observância do sábado. Reveja nos evangelhos todas as histórias de cura no sábado. Como tais histórias confirmam a contínua validade da lei de Deus e do sábado? Por que as palavras e o exemplo de Jesus são a última fonte em que alguém deve procurar apoio para sua rejeição ao sábado?”1

Sexta-feira, 05 de setembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Ensino de Jesus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 477, Jul. Ago. Set. 2014. Adulto, Professor.

Jesus e a essência da lei

Lições da Bíblia

“7. Analise os detalhes da história de Mateus 19:16-22 e seu contexto. Quais verdades amplas e importantes tiramos sobre a lei e o que envolve sua observância?”1 “16 E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? 17 Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. 18 E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; 19 honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. 20 Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? 21 Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. 22 Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades.” (Mateus 19:16-22 RA)2. Uma das verdades amplas é necessidade de se guardar todos mandamentos, esse aspecto é inquestionável, no entanto, quanto ao jovem rico, este tropeçou no décimo mandamento, não cobiçarás. Esse fato demostra que observância dos mandamentos não é só um ato exterior, sendo necessário a ação do poder de Deus em nossa vida para que a sua guarda seja também um ato interior. É do coração que procede todos os desígnios da vida, só um coração transformado pode obedecer os mandamentos com fruto do Espírito.

“O jovem rico não podia compreender que a salvação do pecado não é resultado de cumprir fielmente a lei. Ao contrário, ela vem do Legislador, o Salvador. Os israelitas conheciam essa verdade desde o início, mas a haviam esquecido. Então, Jesus mostrou o que eles deviam ter ouvido desde o princípio: que obediência e entrega total a Deus são tão unidas que uma sem a outra se torna apenas uma simulação da vida cristã. ‘Coisa alguma menos que obediência pode ser aceita. A entrega do próprio eu é a essência dos ensinos de Cristo. Muitas vezes, é apresentada e ordenada em linguagem que se afigura autoritária, porque não há outro modo de salvar homens senão cortar as coisas que, se forem mantidas, aviltarão todo o ser’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 523).”1

“Em outro encontro, os saduceus haviam questionado a ressurreição e Jesus os tinha surpreendido e silenciado com Sua resposta. Então, os fariseus se reuniram, prontos para fazer uma última tentativa de levar o Salvador a dizer algo que eles pudessem interpretar como sendo contra a lei. Eles escolheram um determinado intérprete da lei para questionar Jesus sobre qual era o mandamento mais importante (Mt 22:35-40).”1

“A pergunta do intérprete da lei provavelmente tivesse surgido pela tentativa dos rabinos de organizar todos os mandamentos por ordem de importância. Se dois mandamentos estivessem em aparente conflito, aquele que supostamente fosse o mais importante teria prioridade, e a pessoa estaria livre para transgredir o menos importante. Os fariseus exaltavam principalmente os primeiros quatro preceitos do Decálogo como sendo mais importantes que os últimos seis e, como resultado, falharam quando se tratava de assuntos de religião prática.”1

“Jesus respondeu de maneira magistral: Em primeiro lugar, deve haver amor no coração, antes que possamos começar a observar a lei de Deus. Obediência sem amor é impossível e sem valor. No entanto, onde há verdadeiro amor para com Deus, incondicionalmente a pessoa coloca a vida em harmonia com a Sua vontade expressa em todos os Dez Mandamentos. Por isso, Jesus disse: ‘Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos’ (Jo 14:15).”1

Quinta-feira, 04 de setembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudioda Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Ensino de Jesus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 477, Jul. Ago. Set. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus e o quinto mandamento

Lições da Bíblia

“Durante outro encontro que Jesus teve com os escribas e fariseus (Mt 15:1-20; ver também Mc 7:1-13), eles O questionaram sobre uma tradição dos anciãos, a qual não se encontrava na lei de Moisés. Essa tradição determinava que as pessoas deviam fazer o ritual de lavar as mãos antes de comer, algo que os discípulos de Jesus tinham deixado de fazer. Cristo respondeu imediatamente, citando outra tradição dos fariseus, que invalidava o quinto mandamento.”1

“Antes de analisar o argumento de Cristo, precisamos entender que a tradição que os fariseus tinham estabelecido, chamada Corbã, vem de uma palavra que significa ‘uma dádiva’. Quando um homem aplicava as palavras ‘Isso é Corbã’ a alguma coisa, isso era considerado um juramento: algo era dedicado a Deus e ao templo.”1

“6. Leia Marcos 7:9-13. Em que aspecto a tradição dos fariseus era um modo muito sutil de transgredir o quinto mandamento? Considere a importância de apresentar ofertas diante de Deus (Êx 23:15; 34:20) e a santidade de um juramento feito ao Senhor (Dt 23:21-23).”1

“9 E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição. 10 Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte. 11 Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor, 12 então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe, 13 invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes.” (Marcos 7:9-13 RA)2; “Guardarás a Festa dos Pães Asmos; sete dias comerás pães asmos, como te ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe, porque nele saíste do Egito; ninguém apareça de mãos vazias perante mim.” (Êxodo 23:15 RA)2; “O jumento, porém, que abrir a madre, resgatá-lo-ás com cordeiro; mas, se o não resgatares, será desnucado. Remirás todos os primogênitos de teus filhos. Ninguém aparecerá diante de mim de mãos vazias.” (Êxodo 34:20 RA)2; “21 Quando fizeres algum voto ao SENHOR, teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o SENHOR, teu Deus, certamente, o requererá de ti, e em ti haverá pecado. 22 Porém, abstendo-te de fazer o voto, não haverá pecado em ti. 23 O que proferiram os teus lábios, isso guardarás e o farás, porque votaste livremente ao SENHOR, teu Deus, o que falaste com a tua boca.” (Deuteronômio 23:21-23 RA)2. Transgredia o quarto mandamento quando retirava dos pais o apoio em virtude de um juramento voluntário, não exigido por Deus. Era uma forma sutil de negar uma assistência natural que os filhos deviam aos pais com a desculpa de ter feito um juramento ao Senhor.

“Parece que os fariseus haviam encontrado a desculpa perfeita para negar aos pais o legítimo apoio. Eles haviam expandido os sólidos princípios encontrados no Pentateuco e os tinham transformado em mandamentos humanos que, no pensamento de seus líderes, poderiam anular um dos mandamentos de Deus.”1

“Essa não foi a única vez que Jesus lidou com tal perversão espiritual: ‘Ai de vós, fariseus! Porque dais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças e desprezais a justiça e o amor de Deus; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas’ (Lc 11:42, itálicos acrescentados). Eles deviam ter observado os dois mandamentos, primeiro honrando pais e mães, sem deixar de dar ofertas ao Senhor.”1

“Não é de admirar que Jesus tenha resumido Seu argumento, aplicando aos fariseus uma descrição que Isaías fez dos israelitas 700 anos antes: ‘Este povo se aproxima de Mim com a sua boca, e honra-Me com seus lábios, mas o seu coração está longe de Mim. E em vão Me adoram, ensinando como doutrinas os preceitos de homens’ (Mt 15:8, 9, Bíblia NKJV). Mais uma vez, Cristo confirmou os Dez Mandamentos e contrastou Sua posição com a dos fariseus.”1

“Tem você procurado pequenas brechas técnicas, para não fazer o que é claramente seu dever?”1

Quarta-feira, 03 de setembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudioda Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Ensino de Jesus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 477, Jul. Ago. Set. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus e o sétimo mandamento

Lições da Bíblia

“4. Como Jesus expandiu o significado da lei em Mateus 5:27, 28? O que Ele disse nos versos 29 e 30? Como devemos entender essas palavras?”1 “27 Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. 28 Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela. 29 Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. 30 E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno.” (Mateus 5:27-30 RA)2. Jesus ampliou a lei ao revelar que sua observância começa ainda na mente, no coração e depois por ações exteriores. Nos versos 29 e 30 Jesus utilizou uma linguagem metafórica enfatizando a necessidade de nos afastarmos de tudo aquilo que nos induz ao pecado.

“Nessa passagem, Cristo Se referiu a dois mandamentos: o sétimo e o décimo. Até então, os israelitas consideravam adultério apenas a concretização do ato sexual com o cônjuge de outra pessoa. Jesus destacou que, na realidade, por causa do décimo mandamento, o adultério inclui também pensamentos e desejos sensuais.”1

“Nos versos 29 e 30, Cristo usou uma figura de linguagem. Claro, pode-se argumentar que seria melhor passar a vida mutilado do que perder a eternidade com Cristo. No entanto, em vez de apontar para a mutilação, o que seria contrário a outros ensinamentos bíblicos (Lv 19:27, 28; 21:17-20), Jesus estava Se referindo ao controle dos pensamentos e impulsos. Em Sua referência ao ato de arrancar um olho ou cortar uma mão, Cristo estava falando figurativamente acerca da importância de tomar decisões e ações firmes para se guardar contra a tentação e o pecado.”1

“5. O que os fariseus perguntaram a Jesus em Mateus 19:3, e por que essa foi uma pergunta astuciosa? (Leia o v. 7). Qual foi a resposta de Jesus? Mt 19:4-9; compare com Mt 5:31, 32.”1 “3 Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? 4 Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher 5 e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? 6 De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. 7 Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? 8 Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. 9 Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério].” (Mateus 19:4-9 RA)2. “31 Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. 32 Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério.” (Mateus 5:31-32 RA)2. Perguntaram se a mulher pode ser repudiada por seu marido. A resposta de Jesus foi bem clara, não, exceto por causa de relações sexuais ilícitas.

“Ambos os textos (Mt 5:31; 19:7) estão citando Deuteronômio 24:1. Nos dias de Jesus havia duas escolas rabínicas que interpretavam esse texto de duas formas diferentes: Hilel entendia que o texto permitia o divórcio por quase qualquer motivo, enquanto Shamai interpretava que o texto permitia o divórcio apenas em caso de adultério explícito. Os fariseus estavam tentando induzir Jesus a tomar partido de uma escola ou de outra. No entanto, eles tinham esquecido o fato de que jamais havia sido o plano original de Deus que alguém se divorciasse. Por isso, Jesus disse: ‘O que Deus ajuntou não o separe o homem’ (Mt 19:6). Posteriormente, por causa da ‘dureza’ de seu coração, eles perguntaram por que Deus havia permitido que um homem desse à sua esposa uma ‘carta de divórcio’, caso encontrasse alguma ‘coisa indecente nela’ (Dt 24:1). Cristo corrigiu o abuso dessa passagem enaltecendo a santidade e permanência do casamento: a única causa para o divórcio, diante de Deus, é a ‘imoralidade sexual’ ou ‘relações sexuais ilícitas’ (em grego porneia, literalmente ‘falta de castidade’).”1

“Com que seriedade encaramos a advertência sobre arrancar nossos olhos ou cortar uma das mãos? Que advertência mais forte Ele poderia ter dado sobre o que o pecado pode fazer com nosso destino eterno? Se essa advertência assusta você, muito bem. Ela deve assustar mesmo!”1

Terça-feira, 02 de setembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudioda Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Ensino de Jesus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 477, Jul. Ago. Set. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.