Nosso Deus soberano

Lições da Bíblia1:

“Deus é soberano”, ensinava o pastor de jovens ao grupo de alunos do ensino médio. “Isso significa que Ele controla tudo o que acontece.” Um adolescente, perplexo, perguntou: “Então Deus estava no controle quando meu cachorro morreu? Por que Ele mataria meu cachorro?”

O pastor respondeu: “Essa é uma pergunta complexa. Mas, às vezes, Deus nos permite passar por momentos difíceis para que estejamos preparados para acontecimentos ainda mais difíceis que viveremos no futuro. Eu me lembro de como foi difícil quando meu cachorro morreu. Mas passar por isso me ajudou a lidar com um momento que foi ainda mais difícil, quando minha avó faleceu. Compreende?”

Depois de uma longa pausa, o adolescente disse: “Então Deus matou meu cachorro para me preparar para quando Ele matar minha avó?” (Marc Cortez, citado por John C. Peckham, Divine Attributes: Knowing the Covenantal God of Scripture [Baker Academic, 2021], p. 141).

Algumas pessoas concluem que tudo acontece exatamente como o Senhor deseja. Tudo ocorre como Ele planejou. Afinal, Deus é todo-poderoso. Como poderia acontecer algo que Ele não deseja que aconteça? Por isso, não importa as coisas ruins que acontecem, é a vontade de Deus. Pelo menos é o que ensina essa visão teológica.

Leia Salmo 81:11-14; Isaías 30:15, 18; 66:4; Lucas 13:34. Segundo esses textos, a vontade de Deus sempre é feita em nosso mundo?

Salmo 81:11-14 (NAA)2: “11 Mas o meu povo não escutou a minha voz; Israel não quis saber de mim.  12 Assim, deixei que andassem na teimosia do seu coração, e seguissem as suas próprias inclinações. 13 Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos! 14 Eu derrotaria logo os seus inimigos e voltaria a minha mão contra os seus adversários.

Isaías 30:15, 18 (NAA)2: “15 Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: ‘Na conversão e no descanso está a salvação de vocês; na tranquilidade e na confiança reside a força de vocês. Mas vocês não quiseram. […] 18 Por isso, o Senhor espera, para ter misericórdia de vocês, e se levanta, para se compadecer de vocês, porque o Senhor é Deus de justiça.”

Isaías 66:4 (NAA)2: “assim eu lhes escolherei o castigo e farei vir sobre eles o que eles temem. Porque clamei, e ninguém respondeu; falei, e não escutaram, mas fizeram o que era mau aos meus olhos e escolheram aquilo em que eu não tenho prazer.”

Lucas 13:34 (NAA)2: “Jerusalém, Jerusalém! Você mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, mas vocês não quiseram!

Embora muitos acreditem que Deus sempre realiza tudo o que deseja, a Bíblia descreve uma realidade bem diferente. A vontade de Deus nem sempre é realizada. Muitas coisas vão contra o que Ele deseja. Em muitos casos, Deus disse que o que estava acontecendo era o oposto do que Ele desejava. O Senhor queria determinada coisa para o Seu povo, mas eles escolheram outra. O próprio Deus lamentou: “Mas o Meu povo não escutou a Minha voz […]. Ah! Se o Meu povo Me escutasse, se Israel andasse nos Meus caminhos! Eu derrotaria logo os seus inimigos” (Sl 81:11, 13, 14).

Pense nas consequências de atribuir tudo o que acontece à vontade de Deus. Que tipo de problemas graves, especialmente no contexto do mal, esse ensino acaba criando?

Domingo, 16 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Livre-arbítrio, amor e providência divina

Lições da Bíblia1:

“Falei essas coisas para que em Mim vocês tenham paz. No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: Eu venci o mundo” (Jo 16:33).

Providência é o termo usado para descrever a ação de Deus no mundo. Nossa forma de pensar sobre a providência divina faz grande diferença no modo pelo qual nos relacionamos com Deus e com os outros e como pensamos sobre o problema do mal.

No meio cristão existem vários entendimentos diferentes sobre a providência divina. Alguns cristãos acreditam que Deus exerce Seu poder de tal forma que determina cada detalhe de tudo o que acontece. Ele chega a escolher quem será salvo e quem se perderá! Segundo esse ponto de vista, as pessoas não são livres para escolher algo diferente daquilo que o Senhor decreta. Na verdade, quem defende esse entendimento argumenta que até os desejos humanos são determinados por Deus.

No entanto, Deus não determina tudo o que acontece. Ele concede o livre-arbítrio aos seres humanos, de maneira que eles (assim como os anjos) podem decidir fazer algo que é diretamente contrário à vontade divina. A história da queda, do pecado e do mal é uma expressão dos resultados do abuso desse livre-arbítrio. O plano da salvação foi instituído para remediar a tragédia ocasionada pelo uso equivocado do livre-arbítrio.

Sábado, 15 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.

O problema do mal – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 9-19 (“A origem do mal”).

“Mesmo quando foi expulso do Céu, a Sabedoria infinita não destruiu Satanás. Visto que unicamente o serviço do amor pode ser aceito por Deus, a fidelidade de Suas criaturas deve se basear em uma convicção de Sua justiça e benevolência. Os habitantes do Céu e dos mundos, não estando preparados para compreender a natureza ou consequência do pecado, não poderiam ter visto então a justiça de Deus na destruição de Satanás. […]

“A rebelião de Satanás deveria ser uma lição para o Universo durante todas as eras futuras – um perpétuo testemunho da natureza do pecado e de suas terríveis consequências. Os resultados do governo de Satanás, seus efeitos tanto sobre os homens quanto sobre os anjos, mostrariam qual seria o fruto de se deixar de lado a autoridade divina. Testificariam que ligado à existência do governo de Deus está o bem-estar de todas as criaturas que Ele fez. Assim a história dessa terrível experiência com a rebelião seria uma salvaguarda perpétua para todos os seres santos, para impedir que fossem enganados quanto à natureza da transgressão e para salvá-los de cometer pecado e sofrer a pena” (Patriarcas e Profetas, p. 18).

Perguntas para consideração

1. “Teodiceia” é a tentativa de explicar por que Deus permitiria a existência do mal, mas não é a tentativa de explicar ou justificar o mal. Imagine que alguém chegue ao Céu e diga: “Jesus, agora entendo por que minha família foi torturada e morta na minha frente. Agora tudo faz sentido. Obrigado, Jesus!” Isso seria absurdo. Como entender que é Deus, e não o mal, que, no fim, será vindicado? (Ver a lição 9.)

2. Você já foi tentado a pensar que não existe explicação para o sofrimento? O reconhecimento de Jó, de que tinha falado de coisas que “não entendia” (Jó 42:3), lança luz sobre a nossa condição?

Sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.

O amor e o mal?

Lições da B[íblia1:

Deus concedeu às criaturas o livre-arbítrio porque ele é necessário para que o amor exista. O uso indevido do livre-arbítrio é a causa do mal. No entanto, Deus permite que o mal exista por algum tempo, ainda que o deteste com todas as forças, porque excluir a sua possibilidade excluiria o amor, e destruí-lo antes do momento certo enfraqueceria a confiança que é necessária para que o amor exista.

“A Terra se obscureceu por causa da compreensão errada sobre Deus. Para que as tristes sombras pudessem ser desfeitas, para que o mundo pudesse voltar para o Senhor, era preciso que o poder enganador de Satanás fosse neutralizado. Isso não podia ser feito pela força. O uso da força é contrário aos princípios do governo de Deus. Ele deseja apenas o serviço do amor. E o amor não pode ser imposto, não pode ser conquistado pela força ou autoridade. Só o amor desperta amor. Conhecer a Deus é amá-Lo. Seu caráter deve ser manifestado em contraste com o de Satanás” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 11).

Sem o livre-arbítrio, não existiria amor. E, se Deus é amor, Ele não poderia negar o amor ou a liberdade necessários para que o amor existisse. Além disso, concluímos que, se conhecêssemos o fim desde o princípio, como o Senhor conhece, não desejaríamos que Ele nos tirasse a liberdade. Quem gostaria de viver sem amor?

7. Leia Romanos 8:18; Apocalipse 21:3, 4. Esses textos aumentam nossa confiança na bondade de Deus, apesar do mal que há no mundo?

Romanos 8:18 (NAA)2: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.”

Apocalipse 21:3, 4 (NAA)2: “3 Então ouvi uma voz forte que vinha do trono e dizia: — Eis o tabernáculo de Deus com os seres humanos. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles e será o Deus deles. 4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima. E já não existirá mais morte, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

Mesmo quando não conseguimos enxergar através da escuridão, Deus vê “o fim desde o princípio” (Is 46:10, ARC). Ele também vê a recompensa prometida aos que depositam a fé em Jesus. “Os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8:18). Cremos nessa promessa?

Além disso, a liberdade inerente ao amor é tão sagrada e essencial que, em vez de negá-la, Cristo a concedeu a nós, mesmo sabendo que ela O levaria à cruz, onde sofreria muito. Por que é tão importante sempre nos lembrarmos dessa verdade?

O livre-arbítrio evita a conclusão de que tudo o que acontece é a vontade de Deus?

Quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A defesa do livre-arbítrio

Lições da Bíblia1:

Por mais que não entendamos as ações e os pensamentos de Deus, as Escrituras revelam fatos que nos ajudam a resolver o problema do mal. Uma das respostas mais convincentes ao problema lógico do mal é conhecida como defesa do livre-arbítrio.

A defesa do livre-arbítrio é o entendimento de que o mal é resultado do uso errado do livre-arbítrio. Deus não é culpado pelo mal, o qual existe porque as criaturas usaram de modo indevido o livre-arbítrio que o Senhor, por boas razões, nos concedeu. Por que Deus nos deu o livre-arbítrio, apesar dos riscos? C. S. Lewis escreveu que o “livre-arbítrio, embora possibilite o mal, também é a única coisa que torna possível todo o amor, toda a bondade ou toda a alegria. Um mundo de autômatos, de criaturas que trabalhassem feito máquinas, dificilmente valeria a pena ser criado. A felicidade que Deus designou para Suas criaturas superiores é a felicidade de serem unidas a Ele e umas às outras livre e voluntariamente […]. Para isso [elas] têm de ser livres” (Cristianismo Puro e Simples [Thomas Nelson Brasil], p. 81).

6. Como Deus concedeu liberdade moral a Adão e Eva? Gn 2:16, 17

Gn 2:16, 17 (NAA)2: “16 E o Senhor Deus ordenou ao homem: — De toda árvore do jardim você pode comer livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá.”

Por que o Senhor daria uma ordem, a menos que Adão e Eva tivessem livre-arbítrio para escolher se a obedeceriam ou não? Eles comeram o fruto proibido, e, desde então, a Terra está repleta do mal. Em Gênesis 4, o capítulo seguinte ao relato da queda, vemos os terríveis efeitos do pecado no assassinato de Abel por seu irmão. O uso errado do livre-arbítrio de Adão e Eva trouxe o pecado para a história do planeta.

Em toda a Bíblia, encontramos a realidade do livre-arbítrio moral (veja Dt 7:12, 13; Js 24:14, 15; Sl 81:11-14; Is 66:4).

Dt 7:12, 13 (NAA)2: “12 — Portanto, se vocês derem ouvidos a estes juízos, e os guardarem e cumprirem, o Senhor, seu Deus, guardará a aliança e a misericórdia prometida sob juramento aos seus pais. 13 Ele os amará, os abençoará e fará com que vocês se multipliquem. Também abençoará os filhos de vocês, o fruto da terra, o cereal, o vinho, o azeite e as crias das vacas e das ovelhas, na terra que prometeu dar a vocês, conforme o juramento que fez aos seus pais.”

Js 24:14, 15 (NAA)2: “14 — Agora, pois, temam o Senhor e o sirvam com integridade e com fidelidade. Joguem fora os deuses que os pais de vocês serviram do outro lado do Eufrates e no Egito e sirvam o Senhor. 15 Mas, se vocês não quiserem servir o Senhor, escolham hoje a quem vão servir: se os deuses a quem os pais de vocês serviram do outro lado do Eufrates ou os deuses dos amorreus em cuja terra vocês estão morando. Eu e a minha casa serviremos o Senhor.”

Sl 81:11-14 (NAA)2: “11 Mas o meu povo não escutou a minha voz; Israel não quis saber de mim. 12 Assim, deixei que andassem na teimosia do seu coração, e seguissem as suas próprias inclinações. 13 Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos! 14 Eu derrotaria logo os seus inimigos e voltaria a minha mão contra os seus adversários.”

Is 66:4 (NAA)2: “assim eu lhes escolherei o castigo e farei vir sobre eles o que eles temem. Porque clamei, e ninguém respondeu; falei, e não escutaram, mas fizeram o que era mau aos meus olhos e escolheram aquilo em que eu não tenho prazer.”

Todos os dias de nossa vida, em um grau ou outro, nós mesmos exercemos o livre-arbítrio, que nos foi dado pelo nosso Criador. Sem ele, não seríamos humanos. Seríamos como máquinas ou robôs.

A Sony Corporation criou um cão-robô chamado Aibo, que não fica doente, não pega pulgas, não morde, não precisa ser vacinado e não perde pelos. Você trocaria seu cachorro de carne e ossos por um Aibo? Essa questão o ajuda a entender por que Deus nos criou com livre-arbítrio, apesar dos riscos?

Quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O teísta cético

Lições da Bíblia1:

“‘Os Meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, e os caminhos de vocês não são os Meus caminhos’, diz o Senhor. ‘Porque, assim como os céus são mais altos do que a Terra, assim os Meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os Meus pensamentos são mais altos do que os pensamentos de vocês’” (Is 55:8, 9).

Os pensamentos do Senhor são muito mais altos do que os nossos. Não podemos imaginar as complexidades do plano de Deus para o mundo. Diante disso, por que deveríamos achar que temos condições de saber exatamente quais são as razões pelas quais Ele faz ou deixa de fazer alguma coisa em determinada situação?

Uma forma de lidar com o problema do mal, que se baseia no reconhecimento de que, como criaturas, sabemos muito pouco, é chamada de “teísmo cético”. Segundo esse entendimento, Deus possui boas razões para agir como faz, mas, por causa de nosso conhecimento limitado, não podemos achar que estamos em condições de saber exatamente quais são essas razões. O teísta cético possui ceticismo em relação à capacidade humana de conhecer ou de compreender plenamente as razões de Deus para a existência do mal no mundo. Só porque não podemos ver, por exemplo, germes flutuando, isso não significa que esses organismos não existam. O fato de não conhecermos as razões de Deus não significa que Ele não tenha boas razões.

5. Como o salmista lidou com o mal e a injustiça ao seu redor? O que ele percebeu que o ajudou a ver a realidade de maneira diferente? Sl 73

Sl 73 (NAA)2: “1 De fato, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo. | 2 Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. 3 Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos maus.Para eles não há preocupações, o seu corpo é forte e sadio.  5 Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros. 6 Por isso, a soberba os cinge como um colar, e a violência os envolve como um manto. 7 Os olhos saltam-lhes de tanta gordura; do coração deles brotam fantasias. 8 Zombam e falam com maldade; falam da opressão com arrogância. 9 Abrem a boca para falar contra os céus, e a língua deles percorre a terra. 10 Por isso, o seu povo se volta para eles e os tem por fonte da qual bebe com avidez.  11 Eles dizem: ‘Como Deus ficará sabendo? Por acaso o Altíssimo tem algum conhecimento?’ 12 Eis que estes são os ímpios; e, sempre tranquilos, aumentam as suas riquezas. | 13 Com certeza foi inútil conservar puro o meu coração e lavar as minhas mãos na inocência. 14 Pois o dia inteiro sou afligido e cada manhã sou castigado. 15 Se eu tivesse pensado em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos, ó Deus. 16 Em só refletir para compreender isso, achei que a tarefa era pesada demais para mim; 17 até que entrei no santuário de Deus e descobri qual seria o fim deles. 18 Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição. 19 Como são destruídos num instante! São totalmente aniquilados de terror! 20 Como acontece com o sonho, quando alguém acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles. | 21 Quando o meu coração estava cheio de amargura e o meu íntimo se comoveu, 22 eu estava embrutecido e sem entendimento; era como um animal diante de ti. 23 No entanto, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. 24 Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória. 25 Quem tenho eu no céu além de ti? E quem poderia eu querer na terra além de ti? 26 Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre. 27 Os que se afastam de ti certamente perecerão; tu destróis todos os que são infiéis para contigo. 28 Quanto a mim, bom é estar perto de Deus; faço do Senhor Deus o meu refúgio, para proclamar todas as suas obras.

O salmista ficou perturbado com o mal que existe. Ele olhou ao redor e viu os ímpios prosperando. Tudo parecia injusto. Ele não tinha respostas para isso. Então se perguntou se vale a pena crer em Deus e servi-Lo. Até que olhou para o santuário.

O santuário oferece parte da chave para o problema do mal: por meio dele, reconhecemos que existe um Juiz justo, que trará justiça e juízo em Seu próprio tempo.

O entendimento adventista do santuário e do juízo investigativo nos ajuda a compreender o problema do mal? Você se alegra em saber que, embora tenhamos perguntas, os detalhes sobre a história e os juízos de Deus serão revelados no fim?

Terça-feira, 11 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Há muitas coisas que não sabemos

Lições da Bíblia1:

O fim da história virá com o triunfo do amor sobre o mal. Contudo, ainda existem questões que nos afligem. Como podemos pensar e falar sobre o problema do mal de uma forma que possa ajudar as pessoas?

3. Leia Jó 38:1-12. Como a resposta de Deus a Jó lança luz sobre o problema do mal? O que sabemos e o que não sabemos a respeito do que pode estar acontecendo nos bastidores do grande conflito?

Jó 38:1-12 (NAA)2: “1 Então, do meio de um redemoinho, o Senhor respondeu a Jó e disse: 2 ‘Quem é este que obscurece os meus planos com palavras sem conhecimento? 3 Cinja os lombos como homem, pois eu lhe farei perguntas, e você me responderá.’ Eu lancei os fundamentos da terra 4 ‘Onde você estava, quando eu lancei os fundamentos da terra? Responda, se você tem entendimento. 5 Quem determinou as medidas da terra, se é que você o sabe? Ou quem estendeu sobre ela uma linha de medir?Sobre o que estão firmadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular,quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus gritavam de alegria?’ ‘Ou quem encerrou o mar com portões, quando irrompeu do ventre,quando eu lhe pus as nuvens por vestimenta e a escuridão por fraldas,  10  quando eu lhe tracei limites, e lhe pus ferrolhos e portas, 11  e disse: ‘Até aqui você pode chegar, mas deste ponto não passará. Aqui se quebrará o orgulho das suas ondas’?’ De onde vêm a luz e a escuridão? 12 ‘Alguma vez na vida você deu ordens à madrugada ou mostrou ao amanhecer o seu lugar,’

Jó sofreu e questionou por que tanto mal e sofrimento tinham lhe sobrevindo. Jó pedia uma audiência com Deus para que encontrasse respostas às suas perguntas, sem saber que muitas coisas aconteciam nos bastidores, na corte celestial (Jó 1; 2).

A resposta de Deus a Jó é impressionante: “Do meio de um redemoinho, o enhor respondeu a Jó e disse: ‘Quem é este que obscurece os Meus planos com palavras sem conhecimento?’” (Jó 38:1, 2). Uma paráfrase da Bíblia apresenta esse texto da seguinte maneira: “Por que você fala tanto quando sabe tão pouco?” (Jó 38:2, Contemporary English Version). E Deus acrescenta: “Onde você estava, quando Eu lancei os fundamentos da Terra? Responda, se você tem entendimento” (Jó 38:4).

4. Leia Jó 42:3. Como a resposta de Jó mostra o que devemos reconhecer sobre nossa própria posição?

Jó 42:3 (NAA): “Tu perguntaste: ‘Quem é este que, sem conhecimento, encobre os meus planos?’ Na verdade, falei do que eu não entendia, coisas que são maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia.

Em Suas respostas a Jó, o Senhor deixou claro que havia muitas coisas que Seu servo não sabia e não compreendia. Nós também devemos reconhecer, com humildade, que muitas coisas acontecem no mundo e nos bastidores a respeito das quais nada sabemos. Mas o fato de não termos todas as respostas não significa que não haja boas respostas nem que as coisas nunca serão resolvidas. Até lá, precisamos confiar na bondade de Deus, revelada de várias maneiras.

Sabemos pouco sobre qualquer assunto. Por que devemos conviver com temas complexos (como o mal e o sofrimento), para os quais não temos todas as respostas?

Segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Até quando, Senhor?

Lições da Bíblia1:

O problema do mal é expresso não apenas em contextos contemporâneos, mas na própria Bíblia.

Como a Bíblia mostra a importância do problema do mal na experiência humana? Jó 30:26; Jr 12:1; 13:22; Ml 2:17; Sl 10:1

Jó 30:26 (NAA)2: “Quando eu esperava o bem, eis que me veio o mal; esperava a luz, e veio a escuridão.”

Jr 12:1 (NAA)2: “Justo serias, Senhor, se eu apresentasse a minha causa diante de ti. No entanto, preciso falar contigo a respeito da justiça. Por que o caminho dos ímpios prospera? Por que todos os traidores vivem em paz?

Jr 13:22 (NAA)2: “Talvez você se pergunte: ‘Por que me sobrevieram estas coisas?’ Então saiba que foi por causa da multidão de suas maldades que as abas de sua saia foram levantadas e os seus calcanhares sofrem violência.

Ml 2:17 (NAA)2: “Vocês estão cansando o Senhor com as suas palavras, e ainda perguntam: ‘Em que nós o cansamos?’ Nisso de dizerem: ‘Aqueles que fazem o mal passam por bons aos olhos do Senhor, e é desses que ele se agrada.’ Ou: ‘Onde está o Deus da justiça?

Sl 10:1 (NAA)2: “Por que, Senhor, te conservas longe? Por que te escondes nas horas de angústia?

Esses textos levantam questões com as quais nos defrontamos. Por que aparentemente os ímpios prosperam e os que praticam o mal se beneficiam dele, se não sempre, pelo menos com frequência? E por que os justos sofrem? Onde está Deus quando o mal ocorre? Por que Ele parece estar longe de nós, e até mesmo escondido?

Independentemente do que dissermos sobre essas questões e sobre o problema do mal como um todo, jamais devemos banalizar o mal. Ao tentar compreender o problema do mal, não podemos minimizar o tipo ou a quantidade do mal existente no mundo. O mal é realmente terrível – e Deus o odeia ainda mais do que nós. Assim, podemos nos juntar ao clamor que permeia as Escrituras diante dos muitos males e injustiças do mundo: “Até quando, Senhor?”

Leia Mateus 27:46. Como você entende essas palavras de Jesus? O que elas dizem sobre como Deus foi tocado pelo mal do modo mais impressionante?

Mateus 27:46 (NAA)2: “Por volta de três horas da tarde, Jesus clamou em alta voz, dizendo: — Eli, Eli, lemá sabactani? — Isso quer dizer: ‘Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?’

Na cruz, o próprio Jesus perguntou: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” (Mt 27:46). Aqui vemos, com palavras bastante impressivas, que o próprio Deus é tocado pelo mal, uma verdade destacada de maneira surpreendente no sofrimento e na morte de Cristo na cruz, onde todo o mal do mundo recaiu sobre Ele.

Mas mesmo aqui há esperança. Por Sua morte na cruz, Cristo derrotou a fonte do mal, Satanás, e, no futuro, irá destruir totalmente o mal. Essas palavras de Jesus foram retiradas do Salmo 22:1, e esse salmo termina em triunfo.

Na cruz, Jesus ansiava por uma esperança que, naquele momento, não conseguia ver. Como obter conforto de Sua experiência quando não vemos esperança à nossa frente?

Domingo, 09 de fevereiro de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.