Daniel 2

Lições da Bíblia1:

Durante o cativeiro babilônico, por meio de Daniel, Deus apresentou algumas das descrições mais convincentes do relacionamento entre Seu povo e os reinos do mundo. Seu povo não era mais autônomo; eles agora estavam colhendo as consequências de suas escolhas (e, quem sabe, aprendendo com elas).

2. Daniel 2:31-35 apresenta uma visão panorâmica da história do mundo até o fim. Que verdades aprendemos com essa profecia extraordinária?

Daniel 2:31-35 (NAA)2: 31 — O senhor, ó rei, estava olhando e viu uma grande estátua. Esta, que era imensa e de extraordinário esplendor, estava em pé, bem na sua frente; e a aparência dela era terrível. 32 A cabeça era de ouro puro, o peito e os braços eram de prata, o ventre e os quadris eram de bronze; 33 as pernas eram de ferro, e os pés eram em parte de ferro e em parte de barro. 34 Enquanto o senhor estava olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos humanas, atingiu a estátua nos pés de ferro e de barro e os despedaçou. 35 O ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro foram despedaçados no mesmo instante, e se fizeram como a palha das eiras no verão. O vento os levou, e deles não se viu mais nenhum vestígio. Mas a pedra que atingiu a estátua se tornou uma grande montanha, que encheu toda a terra.

No fim do século 19, muitas pessoas estavam exalando uma nova confiança no progresso humano. A Exposição de Paris (1900), por exemplo, foi uma notável demonstração de otimismo sobre o futuro. Acreditava-se que, com todos os avanços tecnológicos e científicos, muitos dos piores problemas da humanidade chegariam ao fim! Quando a humanidade entrou no século 20, entre muitos pensadores havia o grande otimismo de que os ideais do Iluminismo, como o poder da razão e a capacidade humana de se aperfeiçoar continuamente, inaugurariam uma nova era.

No entanto, a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) destruiu esses sonhos e, no fim do século 20, mais de 200 milhões de pessoas haviam morrido em guerras. Avançamos em tecnologia, mas não no sentido moral. Martin Luther King Jr. disse: “Temos mísseis teleguiados, mas pessoas desnorteadas”. Isso é assustador.

Muitos estudiosos das profecias observam que os metais de Daniel 2 vão do mais valioso para o menos valioso: ouro, prata, bronze, ferro e, por último, parte de ferro e parte de barro.

Charles Darwin, Karl Marx e outros pensadores do século 19 tentaram nos convencer de que a humanidade está de alguma forma progredindo – evoluindo em termos biológicos e sociais. Ainda que a existência humana tenha melhorado em alguns aspectos, quando tentamos vislumbrar o futuro do mundo, observando como ele é governado, é muito difícil ter uma visão otimista, de paz, segurança e prosperidade.

Leia Mateus 24:6, 7 [6 E vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem, porque é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim. 7 Porque nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares.]2 Apesar dessas advertências de Jesus, como podemos ser confortados por saber que Ele já nos falou sobre esses sinais?

Segunda-feira, 28 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O primeiro mandamento

Lições da Bíblia1:

O Éden era uma sala de aula para nossos pais, um lugar em que a interação com as criaturas ensinaria a eles e aos seus descendentes sobre Deus. “O santo casal não eram apenas filhos sob o cuidado paternal de Deus, mas alunos recebendo instrução do sábio Criador. […] Os mistérios do universo visível, ‘maravilhas Daquele que é perfeito em conhecimento’ (Jó 37:16), conferiam-lhes uma fonte inesgotável de instrução e prazer” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 26).

1. Leia Gênesis 2:9-17. Qual foi o primeiro mandamento (uma proibição) que Deus deu à humanidade, e por que ele era tão importante?

Gênesis 2:9-17 (NAA)2: “9 Do solo o Senhor Deus fez brotar todo tipo de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal. 10 E um rio saía do Éden para regar o jardim e de lá se dividia, repartindo-se em quatro braços. 11 O nome do primeiro é Pisom, que rodeia a terra de Havilá, onde há ouro. 12 O ouro dessa terra é bom; também se encontram lá o bdélio e a pedra de ônix. 13 O nome do segundo rio é Giom; é o que rodeia a terra de Cuxe. 14 O nome do terceiro rio é Tigre; é o que corre pelo leste da Assíria. E o quarto rio é o Eufrates. 15 O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. 16 E o Senhor Deus ordenou ao homem: — De toda árvore do jardim você pode comer livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá.

O primeiro uso do verbo hebraico tsavah (traduzido como “ordenar”) ocorre em Gênesis 2:16 e 17, em que Deus deu aos seres humanos a ordem de não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Como algum conhecimento pode ser proibido? Não é sempre benéfico experimentar mais e conhecer mais?

Segundo as Escrituras, a resposta é não. Deus tinha a intenção de transmitir uma educação completa ao Seu povo, poupando-o do sofrimento de longo prazo que algum conhecimento trouxesse, como o que aconteceria depois, quando as pessoas escolhessem governar a si mesmas em vez de serem governadas pelo próprio Senhor.

Milênios depois, quando Israel pediu um rei, o Senhor apresentou as consequências dessa escolha (como vimos na semana passada). Ele também informou que a decisão de se afastar de Seu governo direto duraria até o fim dos tempos.

À medida que os reis se corrompiam, o povo da aliança se tornou tão mundano que Ele lhes deu ainda mais do que desejavam: um governo humano.

É esclarecedor estudar o livro de Daniel tendo em mente esse pano de fundo: percebemos que a marcha dos impérios não é apenas uma acusação contra as “nações”, os gentios, mas também uma acusação contra as falhas de Israel, sua recusa em seguir os mitswot (mandamentos) de Deus. Séculos de dominação, em vez da liberdade dada no Éden, se tornariam uma nova sala de aula na qual corações dispostos poderiam testemunhar o contraste impressionante entre os reinos deste mundo e o reino de Deus.

Quais conhecimentos devem ser evitados? Foi sábia a proibição divina no Éden?

Domingo, 27 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

As nações – parte 2

Lições da Bíblia1:

“Aquietem-se e saibam que Eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na Terra” (Sl 46:10).

Leituras da semana: Gn 2:9-17; Dn 2:31-35; Is 17:12, 13; Dn 7:1-3; Rm 3:10-19; Ap 12:15, 16; 10:1-11

Ao longo dos séculos, alguns têm argumentado que Deus desejava a queda, que era Sua intenção que os seres humanos experimentassem o pecado e a morte, e assim O levassem, na Pessoa de Jesus, à cruz. De que outra forma Ele poderia ter demonstrado de modo impactante Seu amor pela humanidade? A ideia é que Deus precisava que a humanidade pecasse.

Essa ideia é uma sugestão horrível. Jamais foi intenção de Deus que Satanás ou a humanidade pecassem. A rebelião foi uma tragédia de grandes consequências, e nossa alegria em Deus teria permanecido completa se nossos primeiros pais não tivessem desobedecido.

Nesta semana, continuaremos examinando os problemas causados pela queda da humanidade e o desejo de estabelecer um governo humano em oposição ao governo divino. Essas verdades são reveladas poderosamente no livro de Daniel, que mostra que Deus estava certo quando advertiu Seu povo sobre o que aconteceria quando se afastasse Dele e escolhesse reis terrenos. Foi isso que os israelitas obtiveram: reis terrenos e pecadores dominando pecadores – o que nunca é uma boa combinação.

Sábado, 26 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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As nações – parte 1 – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia Isaías 44:24-28; 45:1-13.

“Pouco a pouco, a princípio de forma discreta e silenciosa e depois mais às claras, à medida que crescia em força e conquistava o domínio da mente das pessoas, o mistério da iniquidade levou avante sua obra de engano e blasfêmia. Quase imperceptivelmente, os costumes do paganismo ingressaram na igreja cristã.

“O espírito de transigência e conformidade fora restringido durante algum tempo pelas terríveis perseguições que a igreja suportou sob o paganismo. Mas, ao cessar a perseguição e entrando o cristianismo nas cortes e palácios dos reis, ela deixou de lado a humilde simplicidade de Cristo e de Seus apóstolos em troca da pompa e do orgulho dos sacerdotes e governadores pagãos; e, em lugar das ordenanças de Deus, colocou teorias e tradições humanas” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 38).

Corremos o risco de deixar “de lado a humilde simplicidade de Cristo e de Seus apóstolos”, trocando-a por ostentação, poder, elogios e tentações deste mundo? Se acharmos que não corremos esse risco, estaremos enganando a nós mesmos.

Perguntas para consideração

1. O exílio babilônico foi uma experiência dolorosa. Abraão havia sido chamado para fora da terra dos caldeus, a fim de tornar o povo da aliança uma luz para o mundo, e agora eles foram levados acorrentados. No cativeiro, Deus mostrou o que teria ocorrido se Israel tivesse sido fiel. Nabucodonosor, líder do sistema oposto a Deus, se voltou para Ele (Dn 4). No fim do cativeiro, o Senhor levantou um rei persa para representar Cristo, libertando Israel de Babilônia e devolvendo-o à terra prometida. Ciro não era israelita, mas Deus o escolheu para revelar o plano da salvação ao restabelecer o povo da aliança em Jerusalém. Deus usou pessoas de fora de Israel para cumprir Seus objetivos. O que aprendemos sobre como Deus vê a humanidade?

2. Se não estamos em Babilônia, quanto de Babilônia está em nós? É possível mudar?

Quinta-feira, 24 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Luz para os gentios

Lições da Bíblia1:

O propósito principal para o qual Deus estabeleceu a nação de Israel não era condenar o restante do mundo, mas salvá-lo. Geralmente nos sentimos condenados quando somos confrontados pelo comportamento correto de outra pessoa. Então, a existência de Israel também serviu para destacar o pecado e o egoísmo das nações ao redor. Os crentes que vivem em harmonia com Deus revelam Seu caráter justo, o que naturalmente leva outras pessoas a perceber seus erros. A vida daqueles que “guardam os mandamentos de Deus” (Ap 14:12) deverá expressar Seu caráter.

No entanto, se os israelitas tivessem agido como deviam e feito o que o Senhor havia orientado que fizessem, as nações teriam ido até eles em paz, buscando conhecer mais sobre eles e sobre o seu Deus. Infelizmente, como o cativeiro babilônico mostrou, essas nações vieram para travar guerra.

Obviamente, a expressão suprema do caráter de Deus foi Jesus – o único Ser humano que demonstrou esse caráter perfeitamente. No entanto, Seu exemplo perfeito, que certamente trouxe convicção de pecado a muitos corações, também pretendia ser um convite ao arrependimento (ver Jo 3:16-21 [16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18 Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. 19 A condenação é esta: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. 20 Pois todo aquele que pratica o mal detesta a luz e não se aproxima da luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21 Quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.]).

O propósito final para o estabelecimento da nação de Israel foi o mesmo propósito de Deus ao estabelecer a igreja: Ele anseia usar Seu povo para atrair pecadores para Cristo. O chamado das três mensagens angélicas, que é proclamado por Sua igreja, não é dirigido a alguns poucos escolhidos, mas a “cada nação, tribo, língua e povo” (Ap 14:6). Apocalipse 18:1 prevê que toda a Terra será iluminada com a glória de Deus antes do retorno de Cristo.

6. O que as seguintes passagens ensinam sobre o que Deus pretende para Seu povo neste mundo? Como aplicar esses princípios à nossa vida?

a) Números 14:17-21 (NAA)2: 17 Agora, pois, peço que a força do meu Senhor se engrandeça, como tens falado, dizendo: 18 “O Senhor é tardio em irar-se e rico em bondade; ele perdoa a iniquidade e a transgressão, mas não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração.” 19 Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia e como também tens perdoado a este povo desde a terra do Egito até aqui. 20 O Senhor respondeu: — Conforme você me pediu, eu perdoei. 21 Porém, tão certo como eu vivo, e como toda a terra se encherá da glória do Senhor,

b) Isaías 42:6 (NAA)2: Eu, o Senhor, chamei você em justiça; eu o tomarei pela mão, o guardarei, e farei de você mediador da aliança com o povo e luz para os gentios; Isaías 49:6 Sim, ele diz: “Para você, é muito pouco ser o meu servo para restaurar as tribos de Jacó e trazer de volta o remanescente de Israel. Farei também com que você seja uma luz para os gentios, para que você seja a minha salvação até os confins da terra.” Is 60:3 As nações se encaminham para a sua luz, ó Jerusalém, e os reis são atraídos para o resplendor do seu amanhecer.

c) Apocalipse 18:1-4 (NAA): 1 Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória. 2 Então exclamou com potente voz, dizendo: — Caiu! Caiu a grande Babilônia! Ela se tornou morada de demônios, refúgio de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo tipo de ave imunda e detestável, 3 pois todas as nações beberam do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria. 4 Ouvi outra voz do céu, dizendo: “Saiam dela, povo meu, para que vocês não sejam cúmplices em seus pecados e para que os seus flagelos não caiam sobre vocês.

Leia novamente Apocalipse 18:1-4, o chamado para que o povo de Deus saia de Babilônia. Como isso ocorrerá? Sendo uma igreja que não está em Babilônia, como Deus pode nos usar para chamar o Seu povo que ainda está nesse sistema?

Quinta-feira, 24 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Os governantes das nações

Lições da Bíblia1:

A maneira como Deus Se relacionava com Israel nos ajuda a compreender como Ele lida com a igreja do NT. Em vários aspectos, os erros de Israel foram repetidos pela igreja cristã. Longe de poderem reivindicar qualquer tipo de superioridade sobre o antigo Israel, os cristãos foram, e ainda são, suscetíveis às mesmas tentações.

5. Leia Mateus 20:25-28. Contra que erro Jesus advertiu Seus discípulos ao estabelecer a missão da igreja cristã?

Mateus 20:25-28 (NAA)2: 25 Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: — Vocês sabem que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. 26 Mas entre vocês não será assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vocês, que se coloque a serviço dos outros; 27 e quem quiser ser o primeiro entre vocês, que seja servo de vocês; 28 tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

Israel pediu um rei humano, o que levou à queda moral da nação. Os reis se tornaram cada vez mais ímpios até que Deus permitiu que os babilônios levassem Seu povo cativo como forma de correção.

Algo semelhante aconteceu na história da igreja cristã. Embora os cristãos não devessem se organizar como uma nação gentílica, quando Constantino chegou ao poder e professou ser cristão, os crentes ficaram aliviados: a perseguição havia terminado! Isso em si foi uma bênção, mas os cristãos tiveram a ideia de que poderiam explorar o poder do imperador em seu próprio benefício.

No 4o século d.C., surgiram inúmeras discussões importantes entre os cristãos, e quando a igreja se viu incapaz de resolvê-las, ela permitiu que o imperador interviesse. Gradualmente ganhou destaque o bispo de Roma, que até então havia tido o mesmo poder que os outros bispos. A igreja permitiu que o Estado interferisse em questões religiosas e, uma vez que isso começou a ocorrer, as coisas foram de mal a pior.

Assim como ocorreu com o antigo Israel, muitos dos capítulos mais sombrios da história cristã foram o resultado direto do envolvimento da igreja com o mundo. Israel se voltou para a adoração de ídolos, e seus reis foram corrompidos pelo desejo de poder – a ponto de oferecer crianças aos ídolos. De maneira semelhante, a igreja cristã gradualmente adotou muitas práticas de um império pagão, a ponto de inúmeros crentes fiéis serem martirizados porque eram percebidos como ameaças à instituição que unia igreja e Estado.

Em nossa cultura e sociedade, de que modo essas tentações podem prejudicar a fé?

Quarta-feira, 23 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Dando o que pediram

Lições da Bíblia1:

Deus estabeleceu que Israel não deveria ter um monarca humano, como as outras nações. Com o tempo, porém, a fé de Israel falhou, e eles se viram desejando aquilo que as “nações”, os gentios, tinham.

4. Leia 1 Samuel 8:4-18. Por que os líderes do povo acharam a ideia de um rei tão atrativa? De que maneira caímos em tentações semelhantes?

1 Samuel 8:4-18 (NAA): 4 Então todos os anciãos de Israel se congregaram e foram falar com Samuel, em Ramá. 5 Eles disseram: — Veja! Você está ficando velho e os seus filhos não andam pelos seus caminhos. Por isso, queremos agora que você nos constitua um rei, para que nos governe, como acontece em todas as nações. 6 Mas Samuel não gostou desta palavra, quando disseram: “Dê-nos um rei, para que nos governe.” Então Samuel orou ao Senhor. 7 E o Senhor disse a Samuel: — Atenda à voz do povo em tudo o que lhe pedem. Porque não foi a você que rejeitaram, mas a mim, para que eu não reine sobre eles. 8 Segundo todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até hoje, pois me deixaram e serviram outros deuses, assim também estão fazendo com você. 9 Agora, pois, atenda à voz deles, porém advirta-os solenemente e explique-lhes qual será o direito do rei que vier a reinar sobre eles. 10 Samuel relatou todas as palavras do Senhor ao povo, que lhe pedia um rei, 11 dizendo: — Este será o direito do rei que vier a reinar sobre vocês: ele tomará os filhos de vocês e os empregará no serviço dos seus carros de guerra e como seus cavaleiros, para que corressem na frente deles. 12 Ele porá alguns por capitães de mil e capitães de cinquenta; outros para lavrar os campos dele e fazer as suas colheitas; e outros para fabricar armas de guerra e equipamentos para os seus carros. 13 Tomará as filhas de vocês para serem perfumistas, cozinheiras e padeiras. 14 Tomará de vocês o melhor das lavouras, das vinhas e dos olivais e o dará aos seus servidores. 15 Ficará com uma décima parte dos cereais e das uvas que vocês colherem, para dar aos seus oficiais e aos seus servidores. 16 Também tomará os servos e as servas de vocês, os melhores jovens e os jumentos de vocês, e os empregará no seu trabalho. 17 Ficará com uma décima parte dos rebanhos de vocês, e vocês serão seus servos. 18 Então, naquele dia, vocês clamarão por causa do rei que escolheram, mas o Senhor não os ouvirá naquele dia.

O pedido por um rei foi uma rejeição do reinado de Deus sobre Seu povo. A nação devia responder diretamente ao Criador, e seu relacionamento com Ele foi exposto por meio do santuário e seus serviços, entre outras coisas. Ao pedir um rei, os israelitas trariam sobre si o mesmo sofrimento que os reinos gentios experimentavam: recrutamento militar nas guerras do rei, confisco, impostos e outros males. Eles descobririam que os líderes humanos tendem a governar em seu próprio favor, em vez de fazê-lo com bondade, como Deus faz.

Além disso, aquela nova condição seria permanente: Israel teria o que pediu, mas quando percebessem as consequências nocivas, ficariam presos a isso (1Sm 8:18).

Deus conhece as fraquezas de Seu povo e previu, desde o início, que Israel pediria um rei humano. Os israelitas pediram, e grande parte da história bíblica é o relato das consequências dessa escolha.

Terça-feira, 22 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O chamado de Abraão

Lições da Bíblia1:

Em Gênesis 10, vemos o nascimento de inúmeras nações. A palavra geralmente traduzida como “nações” é goyim, que também pode se referir aos gentios. Esse capítulo diz que a raça humana se dividiu em terras, línguas, famílias e “nações” (Gn 10:5; compare com Ap 14:6). [Gn 10.5 Estes repartiram entre si as ilhas das nações nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, em suas nações. Ap 14.6 Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que habitam na terra, e a cada nação, tribo, língua e povo,]

Logo depois que o conceito de nação é introduzido na Bíblia, Deus chamou Abraão para sair de uma dessas nações para ser diferente delas e do que elas representavam.

2. Leia Gênesis 12:1-9. Por que Deus chamou Abraão para sair de seu país?

Gênesis 12:1-9 (NAA)2: 1 O Senhor disse a Abrão: — Saia da sua terra, da sua parentela e da casa do seu pai e vá para a terra que lhe mostrarei. 2 Farei de você uma grande nação, e o abençoarei, e engrandecerei o seu nome. Seja uma bênção! 3 Abençoarei aqueles que o abençoarem e amaldiçoarei aquele que o amaldiçoar. Em você serão benditas todas as famílias da terra. 4 Partiu, pois, Abrão, como o Senhor lhe havia ordenado. E Ló foi com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos quando saiu de Harã. 5 Abrão levou consigo a sua mulher Sarai, o seu sobrinho Ló, todos os bens que haviam adquirido e as pessoas que lhes foram acrescentadas em Harã. Partiram para a terra de Canaã e lá chegaram. 6 Abrão atravessou a terra até Siquém, até o carvalho de Moré. Nesse tempo os cananeus habitavam essa terra. 7 O Senhor apareceu a Abrão e lhe disse: — Darei esta terra à sua descendência. Ali Abrão edificou um altar ao Senhor, que lhe tinha aparecido. 8 Passando dali para o monte a leste de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel a leste e Ai a oeste. Ali edificou um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor. 9 Depois, Abrão partiu dali, indo sempre na direção do Neguebe.

Deus pretendia usar Abraão para estabelecer uma nação diferente dos reinos humanos. Essa nova nação não deveria ter nenhum rei além de Deus. Deveria mostrar o que aconteceria se a humanidade retornasse ao Criador. Israel foi estabelecido para ser uma bênção para “todas as famílias da terra” (Gn 12:3). Deus lhes concedeu tanta luz e privilégios que provavelmente não eram vistos no mundo desde antes do dilúvio.

3. Leia Deuteronômio 4:5-9. O que o Senhor disse aos descendentes de Abraão, a nação que havia se tornado um cumprimento da promessa que Deus havia feito a esse patriarca?

Deuteronômio 4:5-9 (NAA)2: 5 — Eis que eu lhes tenho ensinado estatutos e juízos, como o Senhor, meu Deus, me ordenou, para que vocês os cumpram na terra que passarão a possuir. 6 Portanto, guardem e cumpram essas leis, porque isto será a sabedoria e o entendimento de vocês aos olhos dos povos que, ouvindo todos esses estatutos, dirão: “De fato, este grande povo é gente sábia e inteligente.” 7 Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? 8 E que grande nação há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje eu lhes proponho? 9 — Tão somente tenham cuidado e guardem bem a sua alma, para que vocês não se esqueçam daquelas coisas que os seus olhos têm visto, e elas não se afastem do seu coração todos os dias da sua vida. Vocês também contarão isso aos seus filhos e aos filhos dos seus filhos.

Agora não era mais uma pessoa testemunhando em uma única comunidade; era uma nação inteira que, trabalhando em cooperação com Deus, poderia exibir a glória de Seu caráter. O que os tornavam especiais não eram apenas os “estatutos e juízos” que Deus lhes dera (Dt 4:5), mas o fato de os praticarem. Era isso que levaria as outras nações a dizer: “De fato, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt 4:6). Por mais maravilhosas que fossem as verdades dadas ao povo, a falha em vivê-las e obedecer a elas traria maldições em vez de bênçãos, e morte em vez de vida.

Israel devia conhecer essas verdades e obedecer a elas. Esse princípio se aplica a nós?

Segunda-feira, 21 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.