O Cordeiro pascal

Lições da Bíblia1:

O Apocalipse se refere a Jesus como “o Cordeiro” cerca de 30 vezes. Desde o início do plano da redenção, o povo de Deus usou cordeiros como símbolos do Messias vindouro. Abel ofereceu as “primeiras crias do seu rebanho” (Gn 4:4, NVI); e, antes de partirem do Egito para a terra prometida, os israelitas foram instruídos a resgatar cada primogênito, pessoa ou animal, com um cordeiro de um ano (Êx 12:5).

3. O que a Bíblia ensina sobre Jesus como o sacrifício da Páscoa? O que essa verdade significa para nós? Êx 12:1-11; Is 53:7, 8; 1Co 5:7; Ap 5:6

Êx 12:1-11 (NAA)2: 1O Senhor disse a Moisés e a Arão na terra do Egito: 2 — Este mês será para vocês o principal dos meses; será o primeiro mês do ano.3 Falem a toda a congregação de Israel, dizendo: No dia dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família. 4 Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então o chefe da família convidará o seu vizinho mais próximo, conforme o número de pessoas. Conforme o que cada um puder comer, por aí vocês calcularão quantos são necessários para o cordeiro. 5 O cordeiro será sem defeito, macho de um ano, podendo também ser um cabrito. 6 Vocês guardarão o cordeiro até o décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o matará no crepúsculo da tarde. 7 Pegarão um pouco do sangue e o passarão nas duas ombreiras e na viga superior da porta, nas casas em que o comerem. 8 — Naquela noite, comerão a carne assada no fogo, com pães sem fermento e ervas amargas. 9 Não comam do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e as vísceras. 10 Não deixem nada do cordeiro até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimem. 11 É assim que vocês devem comê-lo: já prontos para viajar, com as sandálias nos pés e o cajado na mão. Comam depressa. É a Páscoa do Senhor.

Is 53:7, 8 (NAA)2:  7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca. Como cordeiro foi levado ao matadouro e, como ovelha muda diante dos seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Pela opressão e pelo juízo, ele foi levado, e de sua linhagem, quem se preocupou com ela? Porque ele foi cortado da terra dos viventes; foi ferido por causa da transgressão do meu povo.

1Co 5:7 (NAA)2: Joguem fora o velho fermento, para que vocês sejam nova massa, como, de fato, já são, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.

Ap 5:6 (NAA)2: Então vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, em pé, um Cordeiro que parecia que tinha sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados por toda a terra.

Décadas após a morte de Cristo, Pedro refletiu sobre a redenção: “Não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito” (1Pe 1:18, 19, NVI).

Jesus foi o único ser humano cuja vida satisfez perfeitamente a santidade de Deus. Todos os outros seres humanos pecaram, e nossa vida pecaminosa literalmente conta mentiras sobre a natureza do Criador.

Jesus, no entanto, tornou-Se o “último Adão” (1Co 15:45). Onde falhamos, Ele foi perfeito. Em Sua humanidade, Ele era tudo o que a raça humana deveria ser. Refletia a glória de Deus. Por isso, disse: “Quem vê a Mim vê o Pai” (Jo 14:9).

Jesus foi crucificado na festa da Páscoa, reforçando que Ele é o Cordeiro antitípico. Em João 18:19 e 20, Cristo disse que falava “francamente” sobre Seus ensinos. De forma paralela, os filhos de Israel foram instruídos a escolher para a Páscoa um cordeiro “sem defeito” e guardá-lo, colocando-o à vista de todos, durante os dias que antecediam o sacrifício (Êx 12:5, 6). Quando o sumo sacerdote questionou Jesus sobre Seus ensinos, Ele mencionou que estivera à vista de todos no templo, para que O considerassem. Sua vida, Suas obras, Seus ensinos – tudo revelava quem Ele realmente era. Jesus é o Cordeiro sem defeito, a expressão mais poderosa da justiça e da glória de Deus.

Como podemos refletir melhor o caráter perfeito de Jesus em nossa vida?

Terça-feira, 06 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Sangue de touros e de bodes

Lições da Bíblia1:

Alguns criticam os sacrifícios, alegando que eles eram cruéis e, em certo sentido, injustos. No entanto, a intenção é exatamente essa. A morte de Cristo foi cruel, severa e injusta – o Inocente morreu pelos culpados. Isso era necessário para solucionar o problema do pecado. E esses sacrifícios apontavam para a morte de Cristo.

2. O que Hebreus 10:3-10 nos ensina sobre os sacrifícios que o povo de Deus oferecia na época do AT? Se os sacrifícios eram incapazes de salvar realmente os pecadores, por que eram oferecidos?

Hebreus 10:3-10 (NAA)2: 3 Entretanto, nesses sacrifícios ocorre recordação de pecados todos os anos, 4 porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados. 5 Por isso, ao entrar no mundo, Cristo disse: “Sacrifício e oferta não quiseste, mas preparaste um corpo para mim; 6 não te agradaste de holocaustos e ofertas pelo pecado. 7 Então eu disse: ‘Eis aqui estou! No rolo do livro está escrito a meu respeito. Estou aqui para fazer, ó Deus, a tua vontade.’” 8 Depois de dizer, como acima: “Sacrifícios, ofertas, holocaustos e ofertas pelo pecado não quiseste, nem deles te agradaste” — coisas que se oferecem segundo a lei —, 9 num segundo momento acrescentou: “Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade.” Ele remove o primeiro para estabelecer o segundo. 10 Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.

Os animais eram símbolos que apontavam para o sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus. Os sacrifícios eram atos de fé, que proporcionavam aos pecadores uma forma concreta de expressar fé na obra do Messias vindouro. Consideramos esses símbolos como tipos, que foram cumpridos por um antítipo, que é a realidade. Alguns descrevem os sacrifícios como “mini-profecias” sobre a morte de Jesus na cruz.

Os rituais ligados aos sacrifícios eram como o pagamento por uma viagem. Quando compramos uma passagem de ônibus, trem ou avião, não fazemos imediatamente a viagem pela qual pagamos. Em vez disso, recebemos uma passagem ou cartão de embarque, que é uma espécie de garantia ou representação da jornada que está por vir. Podemos segurar aquele pedaço de papel o quanto quisermos, mas ele não nos levará a destino algum. Mas, quando embarcamos e a jornada começa, recebemos aquilo pelo qual pagamos, e a passagem de papel se torna desnecessária.

Algo semelhante ocorreu com os animais oferecidos em sacrifício. Eles tinham um papel importante, mas uma vez que o sacrifício real foi feito, eles perderam todo o sentido. E essa realidade ficou visível quando, na morte de Cristo, “o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo” (Mc 15:38). Todo o sistema sacrifical, o templo e os rituais apontavam para a morte de Jesus. Uma vez que Ele cumpriu Sua promessa na cruz e ressuscitou, vencendo a morte, os tipos se tornaram desnecessários.

O pecado é tão terrível que somente a morte de Jesus poderia fazer expiação por ele (Jo 1:1-3, 14). O que isso nos diz sobre qual deve ser nossa atitude para com o pecado?

Segunda-feira, 05 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Sacrifícios inúteis?

Lições da Bíblia1:

Às vezes, podemos aprender bastante ao comparar duas ideias diferentes. Por exemplo, podemos compreender melhor o significado bíblico do sacrifício ao estudar sobre ocasiões em que Deus rejeitou os sacrifícios de Seu povo.

1. Compare Isaías 1:2-15 com Isaías 56:6, 7 e o Salmo 51:17. Que lições importantes sobre os sacrifícios são ensinadas nesses textos?

Isaías 1:2-15 (NAA)2: 2 Escutem, ó céus, e ouça, ó terra, porque o Senhor é quem fala: “Criei filhos e os fiz crescer, mas eles se revoltaram contra mim. 3 O boi conhece o seu dono, e o jumento, o lugar onde lhe dão comida, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.” 4 Ai desta nação pecadora, deste povo carregado de iniquidade! São descendência de malfeitores, filhos que praticam o mal. Rejeitaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel, voltaram para trás. 5 Por que vocês insistem em ser castigados? Por que continuam em rebeldia? Toda a cabeça está doente, e todo o coração está enfermo. 6 Desde a planta do pé até o alto da cabeça não há nada são, a não ser feridas, contusões e chagas abertas, umas e outras que não foram limpas, nem atadas, nem tratadas com azeite. 7 A terra de vocês está devastada, as cidades foram consumidas pelo fogo. Quanto às lavouras, os estrangeiros as devoraram na presença de vocês, e a terra se acha devastada como numa destruição feita por estrangeiros. 8 A filha de Sião foi deixada como cabana na vinha, como choupana no pepinal, como cidade sitiada. 9 Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado alguns sobreviventes, já nos teríamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra. 10 Príncipes de Sodoma, escutem a palavra do Senhor! Povo de Gomorra, dê ouvidos à lei do nosso Deus! 11 O Senhor diz: “De que me serve a multidão dos sacrifícios que vocês oferecem? Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados. Não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. 12 Quando comparecem diante de mim, quem requereu de vocês esse pisotear dos meus átrios? 13 Não me tragam mais ofertas vãs! O incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados e a convocação das assembleias. Não posso suportar iniquidade associada à reunião solene. 14 As Festas da Lua Nova e as solenidades, a minha alma as odeia; já são um peso para mim; estou cansado de suportá-las.” 15 “Quando vocês estendem as mãos, eu fecho os meus olhos; sim, quando multiplicam as suas orações, não as ouço, porque as mãos de vocês estão cheias de sangue.

Isaías 56:6, 7 (NAA)2: 6 Aos estrangeiros que se aproximam do Senhor, para o servir e para amar o nome do Senhor, sendo deste modo servos deles, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, 7 também os levarei ao meu santo monte e lhes darei alegria na minha Casa de Oração. Os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada ‘Casa de Oração’ para todos os povos.

Salmo 51:17 (NAA)2: Sacrifício agradável a Deus é o espírito quebrantado; coração quebrantado e contrito, não o desprezarás, ó Deus.

Essa trágica situação não foi a primeira em que Deus rejeitou sacrifícios. Algo semelhante aconteceu no início da história da salvação, quando Ele aceitou o sacrifício de Abel, mas rejeitou o de Caim. Esse episódio nos dá mais uma oportunidade de comparar sacrifícios aceitáveis com sacrifícios inaceitáveis (ver Gn 4:3-7; Hb 11:4).

Gn 4:3-7 (NAA)2: 3 Aconteceu que, ao fim de um certo tempo, Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. 4 Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. O Senhor se agradou de Abel e de sua oferta, 5 mas de Caim e de sua oferta não se agradou. Caim ficou muito irritado e fechou a cara. 6 Então o Senhor lhe disse: — Por que você anda irritado? E por que essa cara fechada? 7 Se fizer o que é certo, não é verdade que você será aceito? Mas, se não fizer o que é certo, eis que o pecado está à porta, à sua espera. O desejo dele será contra você, mas é necessário que você o domine.

Hb 11:4 (NAA)2: Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício mais excelente do que Caim, pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio da fé, mesmo depois de morto, ainda fala.

Na época de Isaías, o povo se dirigia à presença de Deus, apresentava rituais tentando apaziguá-Lo, mas vivia como bem entendia. Fazia sacrifícios centrados em si mesmos, assim como os de Caim, em vez de realizá-los em submissão a Deus.

A atitude de autossuficiência domina o mundo. Caim desejava viver da maneira como quisesse e apresentar a Deus um mero ritual com base em suas preferências. Concluímos que ele considerava Deus uma inconveniência, um obstáculo aos seus objetivos, mas temia ao Senhor o suficiente para cumprir rituais mínimos.

Abel, por outro lado, ofereceu o sacrifício que Deus havia pedido, expressando confiança na promessa de um Messias vindouro (Gn 3:15): um cordeiro que apontava para a salvação que Cristo efetuaria no Calvário.

“Abel entendeu os grandes princípios da redenção. Viu-se como um pecador, e viu que o pecado e sua pena de morte o separavam da comunhão com Deus. Levou a vítima morta, a vida sacrificada, reconhecendo assim as reivindicações da lei que fora transgredida. Por meio do sangue derramado, olhava para o futuro sacrifício: Cristo morrendo na cruz do Calvário. E, confiando na expiação que ali seria feita, tinha o testemunho de que era justo e que sua oferta seria aceita” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 48).

Domingo, 04 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Compreendendo o sacrifício

Lições da Bíblia1:

“E cantavam um cântico novo, dizendo: ‘Digno és de pegar o livro e de quebrar os selos, porque foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação’” (Ap 5:9).

Leituras da semana: Is 1:2-15; Hb 10:3-10; Êx 12:1-11; 1Co 5:7; Ag 2:7-9; Is 6:1-5; Ap 4:7-11

Quando Jesus foi em sua direção, João Batista declarou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29), uma referência inconfundível à ideia dos sacrifícios que apontavam para a morte substitutiva de Cristo em favor da humanidade.

Na Bíblia, não podemos fugir do tema do sacrifício animal. Ele corre como um fio escarlate pelas páginas sagradas e desempenha um papel central na grande cena do Apocalipse, em que João é levado até a sala do trono de Deus (Ap 4; 5). O fato de Jesus ser apresentado nessa cena crucial como “um Cordeiro que parecia que tinha sido morto” (Ap 5:6) é uma chave essencial para compreender todo o episódio profético.

Nesta semana estudaremos temas ligados aos sacrifícios do AT, que aumentam nossa compreensão do Cordeiro que foi morto, o Protagonista de Apocalipse 4 e 5. Os seres celestiais reconhecem que Ele é digno, quando ninguém mais é, e Sua dignidade revela o que Deus fez por meio dos sacrifícios. A dignidade de Cristo revela o amor infinito do Senhor, que fez o sacrifício supremo, um ato que levará os seres humanos e as criaturas inteligentes do Universo a se maravilharem por toda a eternidade.

Sábado, 03 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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As nações – parte 2 – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 89-94 (“A Torre de Babel”).

“O fogo que consome os ímpios purifica a Terra. Todo vestígio de maldição é removido. Não existirá nenhum inferno ardendo eternamente para fazer os resgatados se lembrarem das terríveis consequências do pecado.

“Apenas uma lembrança permanece: nosso Redentor conservará para sempre as marcas de Sua crucifixão. Em Sua fronte ferida, em Seu lado e em Suas mãos e pés estarão os únicos vestígios da obra cruel realizada pelo pecado. Ao contemplar Cristo em Sua glória, o profeta declarou: ‘Raios brilhantes saíam da Sua mão, e ali estava o esconderijo da Sua força’ (Hc 3:4, ARC). Suas mãos e Seu lado ferido de onde fluiu a corrente carmesim que reconciliou o ser humano com Deus – ali está a glória do Salvador, ali está ‘o esconderijo da Sua força’. Sendo ‘poderoso para salvar’ (Is 63:1), mediante o sacrifício da redenção, Ele foi forte para executar justiça sobre aqueles que desprezaram a misericórdia de Deus. E os sinais de Sua humilhação são Sua mais elevada honra. […] Os ferimentos do Calvário proclamarão o louvor e declararão o poder de Cristo” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 557).

Perguntas para consideração

1. No fim, as realizações e glórias terrenas serão transformadas em pó e cinzas e, por último, desaparecerão. Isso inclui as coisas que você realizou ou esteja realizando. É importante ter essa perspectiva em mente? Isso nos ajuda a estabelecer prioridades?

2. Estude as características da besta que sobe do mar (Ap 13:1-10). Em que aspectos ela é a consequência natural da mentalidade de Babel? Essa besta é a soma de todas as “nações”, desde Babilônia até o poder do chifre pequeno. Quais características de cada império você observa que persistiram ao longo da história? De que maneira o mundo ainda reflete, por exemplo, os valores de Babilônia ou de Roma?

3. Como ter o equilíbrio entre seguir o Senhor e obedecer às leis da nação? O que ocorre quando a obediência a um leva à desobediência ao outro?

Sexta-feira, 02 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Profetize de novo

Lições da Bíblia1:

A igreja remanescente nasceu no “Novo Mundo”, para onde fugiram nos séculos 17 e 18 os que buscavam liberdade religiosa. Por causa dos obstáculos religiosos e políticos que existiam em outros lugares, dificilmente o início desse movimento teria sido veloz e poderoso em outro lugar como foi no território que se tornou os Estados Unidos.

Leia Apocalipse 10:1-11, que descreve o nascimento do movimento remanescente. Procure os elementos que estudamos, como nações, terra e mar. Quais são as principais ideias apresentadas nesse texto?

Apocalipse 10:1-11 (NAA)2: 1 Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça. O rosto dele era como o sol, e as pernas eram como colunas de fogo. 2 O anjo tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o pé esquerdo sobre a terra 3 e gritou com voz forte, como ruge um leão. E, quando ele gritou, os sete trovões fizeram soar as suas próprias vozes. 4 Logo que os sete trovões falaram, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: — Guarde em segredo as coisas que os sete trovões falaram. Não escreva nada. 5 Então o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu 6 e jurou por aquele que vive para todo o sempre, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há, dizendo: — Já não haverá demora, 7 mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, então se cumprirá o mistério de Deus, como ele anunciou aos seus servos, os profetas. 8 A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: — Vá e pegue o livro que se acha aberto na mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra. 9 Então fui ao anjo, pedindo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: — Pegue o livrinho e devore-o. No seu estômago ele será amargo, mas na sua boca será doce como mel. 10 Peguei o livrinho da mão do anjo e o devorei. Na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo. 11 Então me disseram: — É necessário que você ainda profetize a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.

O anjo grita “com voz forte”, assim como os três anjos (Ap 14:7, 9) e o outro anjo (Ap 18:2). Esse é um momento urgente na história, quando é estabelecida a obra da igreja remanescente, que diz respeito a “povos, nações, línguas e reis” (Ap 10:11).

O anjo tinha na mão um “livrinho”, representando o livro de Daniel (Dn 12:4), que estava aberto pela primeira vez depois de muitas gerações. Ele tinha um pé sobre o mar e outro sobre a terra. Isso pode indicar que a mensagem alcançaria o mundo inteiro, tanto o Velho Mundo quanto o Novo Mundo. Também pode se referir ao fato de que essa mensagem se destina a todas as nações: os que vivem na terra (o povo de Deus) e os que vivem no mar (os “gentios”).

No fim da história, o mundo será iluminado com a glória de Deus, e as mensagens de Apocalipse 14 serão levadas a todas as pessoas. Assim como a missão de Israel, nossa tarefa como igreja é pregar o evangelho ao mundo (Mt 24:14).

Deus está conduzindo a história humana à sua grande conclusão: o fim dos impérios humanos e a entronização eterna de Cristo (Dn 2:34, 35, 44, 45). A Bíblia deixa claro que todos os reinos deste mundo serão destruídos, e não restarão vestígios deles e de seus legados horríveis, e serão substituídos pelo reino eterno de Deus, onde pecado, sofrimento, doença, mal e morte nunca mais entrarão.

Observe a exatidão com que as profecias de Daniel 2 e 7 previram o surgimento e a queda de grandes impérios. Por que essa precisão, com séculos de antecedência, nos ajuda a confiar no que elas prometem a respeito do reino final e eterno?

Quinta-feira, 01 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Entre a terra e o mar

Lições da Bíblia1:

As imagens de terra e mar na Bíblia, especialmente nas profecias, são muito instrutivas. Pense nos símbolos de terra e mar contrastados nas profecias bíblicas.

“Simbolicamente, quando a terra e o mar estão justapostos, ‘terra’ frequentemente representa o mundo ordenado, ou mesmo a terra de Israel, ao passo que ‘mar’ se refere às nações gentílicas que a ameaçam, como o mar ameaça a terra” (Beatrice S. Neall, “Os santos selados e a grande tribulação”, em Estudos Sobre Apocalipse: Temas Introdutórios, ed. Frank B. Holbrook [Unaspress, 2021], p. 306).

Nesse contexto, a terra é um lugar de estabilidade, com base no governo de Deus; já o mar representa a turbulência das nações com base no orgulho humano.

4. Tendo em mente a ideia apresentada acima, leia Apocalipse 12:15, 16; 13:1, 11. Observe a justaposição entre água e terra. Como esses símbolos são usados e como nos ajudam a compreender a profecia?

Apocalipse 12:15, 16 (NAA)2: 15 Então, a serpente lançou da boca água como um rio atrás da mulher, a fim de fazer com que ela fosse arrastada pelas águas. 16 A terra, porém, socorreu a mulher: abriu a sua boca e engoliu o rio que o dragão tinha lançado de sua boca.

Apocalipse 13:1, 11 (NAA)2: 1 Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. […] 11 Vi ainda outra besta emergir da terra. Tinha dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.

O dragão usa água para perseguir a mulher (a igreja). Nas profecias, a água frequentemente simboliza governos terrestres, bem como a turbulência e o caos que os acompanham. Portanto, vemos que Satanás foi capaz de usar os povos, instigados por seus líderes, para perseguir o povo de Deus durante grande parte da história da igreja.

Os adventistas entendem que Apocalipse 12:16 se refere à migração de crentes perseguidos em direção ao “Novo Mundo”, a América. Com base no que vimos sobre o simbolismo de terra e mar, o que isso diz sobre a fundação dos Estados Unidos?

Poderíamos considerar essa “terra”, para onde o povo de Deus fugiu, como uma espécie de “terra prometida”? Seria por isso que a besta que subiu da terra inicialmente se parece com um cordeiro? Embora os Estados Unidos nunca tenham sido o “Novo Israel” que seus fundadores gostariam que fosse, por muito tempo essa nação tem sido uma terra de liberdade religiosa para pessoas oprimidas por suas crenças.

No futuro, a besta semelhante a um cordeiro falará “como dragão” (Ap 13:11). Os Estados Unidos, que têm sido um farol de liberdade, se tornarão o perseguidor! Isso ocorre quando nações governam a si mesmas, em vez de serem governadas por Deus.

Quarta-feira, 30 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Daniel 7

Lições da Bíblia1:

O sonho de Daniel 2 foi apresentado inicialmente ao rei babilônico. A visão de Daniel 7, por outro lado, foi dada a um profeta hebreu, um membro do povo da aliança.

Daniel viu essencialmente a mesma coisa que Nabucodonosor, mas de uma perspectiva diferente. Em vez de uma estátua, ele contemplou nações surgindo do mar, com o vento agitando a água. Essas nações estavam em conflitos constantes, causando mudanças perpétuas no poder. A Bíblia usa a ilustração de inundações e ondas para descrever o tumulto entre as nações (Sl 65:5-8; Is 17:12, 13; Jr 46:7, 8).

Em contraste, a terra prometida, pelo menos durante algum tempo, foi uma espécie de ilha de paz e segurança em meio a um mar de reinos. Era uma nação sagrada firmada na base do governo de Deus, em oposição às nações rebeldes.

Leia Daniel 7:1-3. Essa cena contém bastante movimento e mostra bestas que subiam do mar. Que lições tiramos dessas imagens?

Daniel 7:1-3 (NAA)2: 1 No primeiro ano do reinado de Belsazar, rei da Babilônia, Daniel teve um sonho, e visões passaram diante de seus olhos, quando ele estava deitado em sua cama. Logo depois ele escreveu o sonho, fazendo um resumo de todas as coisas. 2 Daniel disse: — Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o grande mar. 3 Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar.

Daniel observou os ventos agitando o mar, quando de repente os animais começaram a subir para a terra – ao seu território! Os problemas dos gentios se tornaram problemas de seu povo. Israel escolheu viver como gentios, então agora viveria com os gentios – sob o poder deles. Começando com a dominação babilônica, o povo da aliança nunca mais desfrutou autonomia completa ou duradoura.

Essa perda de autonomia durará até o fim, quando Cristo for restaurado ao Seu lugar como Rei. Na época do NT, o povo de Deus continuou a sofrer sob o Império Romano e, depois, sob as perseguições do chifre pequeno, o sucessor de Roma pagã.

Embora algumas nações tenham sido melhores do que outras, e alguns períodos tenham sido mais pacíficos do que outros, a maior parte da história tem sido uma tragédia após outra, um opressor depois do outro. E tudo isso sob o domínio de governantes que afirmam ter as melhores intenções para seu povo. Isso contrasta com o governo que Deus desejava, se a nação ao menos o tivesse escolhido.

Como Romanos 3:10-19 ajuda a explicar o mundo? Como especialmente o versículo 19 mostra por que precisamos desesperadamente do evangelho em nossa vida?

Romanos 3:10-19 (NAA)2: 10 Como está escrito: “Não há justo, nem um sequer, 11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus.  12 Todos se desviaram e juntamente se tornaram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. 13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua enganam, veneno de víbora está nos seus lábios.  14 A boca, eles a têm cheia de maldição e amargura; 15 os seus pés são velozes para derramar sangue. 16 Nos seus caminhos, há destruição e miséria; 17 eles não conhecem o caminho da paz. 18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.” 19 Ora, sabemos que tudo o que a lei diz é dito aos que vivem sob a lei, para que toda boca se cale, e todo o mundo seja culpável diante de Deus.

Terça-feira, 29 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.