Jesus e o imposto do templo

Lições da Bíblia

“7. Leia Mateus 17:24-27. O que o acontecimento relatado nesse texto nos diz sobre Jesus?”1

“24 Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas? 25 Sim, respondeu ele. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? 26 Respondendo Pedro: Dos estranhos, Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos. 27 Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti.” (Mateus 17:24-27 ARA)2.

“Cobradores de impostos perguntaram a Pedro se Jesus não pagava o imposto das duas dracmas. Embora tivesse o direito de isenção do imposto, Jesus fez um milagre e pagou o imposto, para não escandalizá-los.”1

“Embora fosse exigido que todos os judeus pagassem o imposto do templo, os sacerdotes, levitas e rabis eram isentos dele. Assim, quando perguntaram se Jesus pagava o imposto, estavam desafiando Seu ministério.”1

“Ellen White escreveu que, naquela ocasião, Pedro perdeu uma oportunidade, de testemunhar sobre a absoluta autoridade de Cristo. ‘Por sua resposta ao coletor, de que Jesus pagaria o tributo, havia sancionado, virtualmente, o falso conceito que os sacerdotes e principais líderes estavam procurando espalhar a Seu respeito. […] Se os sacerdotes e levitas estavam isentos, em virtude de sua ligação com o templo, quanto mais Aquele para quem o templo era a casa de Seu Pai!’ (O Desejado de Todas as Nações, p. 433, 434).”1

“Podemos aprender muito com a misericordiosa resposta de Jesus a Pedro. Em vez de humilhá-lo, Cristo explicou gentilmente o erro do discípulo. Além disso, Jesus Se adaptou de maneira muito criativa ao curso de ação que Pedro havia seguido. Em vez de simplesmente pagar o imposto, reconhecendo assim que era obrigado a fazê-lo, Cristo obteve o dinheiro para o imposto de outra forma: da boca de um peixe.”1

“Aquele milagre foi incomum; foi a única vez em que Jesus realizou um milagre que, aparentemente, foi para Seu próprio benefício. Mas esse não era o propósito do milagre. O prodígio foi uma demonstração da autoridade que Jesus tinha, não só sobre o templo, mas também sobre toda a criação. Do ponto de vista humano, deve ter sido difícil tentar entender de que maneira Jesus realizou esse milagre. Apesar de todas as coisas que Pedro já tinha visto, você pode imaginar o que ele deve ter pensado quando lançou o anzol, pegou seu primeiro peixe e achou a quantia necessária para pagar o imposto do templo? (Ver Is 40:13-17.)”1

“13 Quem guiou o Espírito do SENHOR? Ou, como seu conselheiro, o ensinou? 14 Com quem tomou ele conselho, para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo, e lhe ensinou sabedoria, e lhe mostrou o caminho de entendimento? 15 Eis que as nações são consideradas por ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança; as ilhas são como pó fino que se levanta. 16 Nem todo o Líbano basta para queimar, nem os seus animais, para um holocausto. 17 Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo.” (Isaías 40:13-17 ARA)2.

“Embora não fosse necessário que Jesus e Seus discípulos pagassem o imposto do templo, eles pagaram assim mesmo, para evitar controvérsias desnecessárias. Como reduzir a importância das situações, especialmente no que diz respeito às coisas que não são absolutas, para evitar conflitos desnecessários?”1

Quinta-feira, 19 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Encorajamento do Céu

Lições da Bíblia

“6. Leia Mateus 17:1-9. O que aconteceu no monte, e por que isso foi tão importante para o próprio Jesus e os discípulos?”

“1 Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. 2 E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. 3 E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. 4 Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. 5 Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi. 6 Ouvindo-a os discípulos, caíram de bruços, tomados de grande medo. 7 Aproximando-se deles, tocou-lhes Jesus, dizendo: Erguei-vos e não temais! 8 Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus. 9 E, descendo eles do monte, ordenou-lhes Jesus: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do Homem ressuscite dentre os mortos.” (Mateus 17:1-9 ARA).

“Jesus foi transfigurado no monte. Moisés e Elias apareceram e conversaram com Ele. A voz de Deus se manifestou. Jesus foi encorajado para a missão que tinha pela frente e os três discípulos que O acompanharam foram fortalecidos em sua fé.”1

“Jesus ‘havia vivido na comunhão e no amor do Céu; no mundo que Ele próprio criara, no entanto, encontrava-Se solitário. Então o Céu enviou seus mensageiros a Jesus; não anjos, mas homens que suportaram sofrimentos e tristezas, e estavam aptos a se compadecer do Salvador na prova de Sua existência terrestre. Moisés e Elias foram colaboradores de Cristo. Compartilharam de Seus anseios em torno da salvação dos homens. […] Esses homens, escolhidos de preferência a todos os anjos que rodeiam o trono, tinham vindo conversar com Jesus acerca das cenas de Seu sofrimento, e confortá-Lo com a certeza da compaixão do Céu. A esperança do mundo, a salvação de toda criatura humana, foram o assunto de sua entrevista’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 422, 425).”1

“É interessante que Jesus, o Filho de Deus, em Sua humanidade, precisou de conforto e encorajamento desses homens que haviam, eles mesmos, experimentado sua quota de sofrimento e desânimo. Lucas registrou que eles falaram com Ele a respeito de ‘Sua partida, que Ele estava para cumprir em Jerusalém’ (Lc 9:31). Note a palavra ‘cumprir’, uma evidência adicional de que a morte de Jesus era necessária para a salvação da humanidade. Com tantas coisas em jogo, não é de admirar que o Céu tenha visto a necessidade desse encorajamento, e o tenha enviado.”1

“Além disso, apesar de tudo o que tinham visto e ouvido, Pedro, Tiago e João teriam ainda mais razões para crer. A voz vinda da nuvem certamente iria encorajá-los também, depois que eles vencessem seu medo inicial. É bastante revelador, também, que Mateus tenha dito que Jesus, ‘aproximando-Se deles, tocou-lhes […], dizendo: Erguei-vos e não temais’ (Mt 17:7). Mesmo em meio a tudo o que estava prestes a enfrentar, Jesus confortou e encorajou Seus discípulos.”1

“Não importa quem sejamos, nem quanto nossa fé e entrega sejam fortes, às vezes, precisamos de encorajamento. Você conhece alguém que esteja precisando de motivação? O que você pretende fazer para ajudar essa pessoa?”1

Quarta-feira, 18 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Pedro como Satanás

Lições da Bíblia

4. Leia Mateus 16:21-23. Por que Jesus, repentinamente, foi tão duro com Pedro?

“21 Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia. 22 E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. 23 Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.” (Mateus 16:21-23 ARA)2.

“Porque Pedro tentou afastar Jesus do Seu propósito e de Sua missão de salvar por meio da morte na cruz. Embora pudesse ter boas intenções, devido à compreensão equivocada ou interesses egoístas, Pedro tentou controlar Jesus ou desviá-Lo de Sua obra.”1

“Oproblema de Pedro não foi que ele estivesse tentando proteger Jesus. Ele estava tentando conduzir Jesus. Não estava mais seguindo Jesus; estava dizendo a Ele que o seguisse.”1

“Jesus disse: ‘Para trás de Mim, Satanás!’ (v. 23, NVI) porque, como o próprio inimigo no deserto, Pedro havia se tornado uma ameaça à missão de Cristo.”1

“Marcos 8:33 declara que, durante essa conversa, Jesus Se virou e olhou para Seus discípulos. Ele tinha vindo para salvá-los. Não cairia na tentação de fazer outra coisa, e certamente isso não ocorreria por meio de um de Seus próprios discípulos, não importando suas boas intenções.”1

“Por mais que Pedro tivesse crescido espiritualmente, ainda estava tentando controlar as coisas, inclusive o próprio Jesus. Nesse sentido, Pedro não era tão diferente de outro discípulo, Judas, que tentava controlar Jesus e executar seus próprios planos a respeito daquilo que ele achava que um Messias devia ser. Mas, ao contrário de Judas, Pedro se arrependeu profundamente e se dispôs a ser disciplinado e perdoado.”1

“5. Leia Mateus 16:24-27. O que Jesus queria dizer quando declarou: ‘Quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por Minha causa, a encontrará’ (v. 25, NVI)?”1

“24 Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. 25 Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. 26 Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma? 27 Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras.” (Mateus 16:24-27 ARA)2.

“Quem quiser viver de acordo com sua própria vontade não tomará a cruz da renúncia nem seguirá Jesus. Preservará a vida terrestre, mas perderá a vida eterna. Porém, quem toma a cruz da renúncia e do serviço, perde a vida de prazeres e ganha a alegria eterna.”1

“A cultura em que vivemos nos diz que devemos seguir nossos sonhos e sacrificar tudo pelo que queremos. Mas Jesus nos diz o oposto. Ele nos convida a renunciar aos nossos sonhos e entregá-los ao Senhor. Pedro e os discípulos estavam gradualmente aprendendo o que é a verdadeira fé, que não deve ser simplesmente uma experiência emocionante de ir em busca do que mais se deseja. A verdadeira fé é a dolorosa experiência de renunciar ao que mais se deseja. Quando você deixa de se apegar aos seus sonhos, está ‘perdendo sua vida’ e, ao mesmo tempo, a está encontrando.”1

“Que coisas você teve que perder para seguir Jesus? Talvez essas coisas parecessem importantes, mas, olhando para trás, como elas se parecem agora?”1

Terça-feira, 17 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

“Sobre esta pedra”

Lições da Bíblia

“Logo depois que Pedro fez a ousada confissão de fé em Jesus como ‘o Cristo, o Filho do Deus vivo’, Jesus disse algo em resposta a ele.”1

“2. Leia Mateus 16:17-20. O que Jesus disse a Pedro e qual é o significado de Suas palavras?”1

“17 Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus. 18 Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus. 20 Então, advertiu os discípulos de que a ninguém dissessem ser ele o Cristo.” (Mateus 16:17-20 ARA)2.

“Disse que Pedro teve a felicidade de receber a revelação divina a respeito da identidade do Messias; que Pedro teria as chaves do evangelho para abrir as portas do reino de Deus para os pecadores; que o reino devia ser estabelecido sobre a Rocha, que é Cristo.”1

“A expressão ‘sobre esta pedra’ tem sido motivo de controvérsia dentro da igreja cristã. Os católicos interpretam que a ‘pedra’ significa o próprio Pedro, argumentando que ele foi o primeiro papa. Os protestantes, porém, rejeitam essa interpretação, e com boa razão.”1

“O peso bíblico das evidências é claramente em favor da ideia de que a pedra seja o próprio Cristo, e não Pedro.”1

“Primeiro, em algumas ocasiões Pedro se referiu a Jesus, e não a si mesmo, com a figura da pedra (ver At 4:8-12; 1Pe 2:4-8).”1

“Segundo, ao longo de toda a Bíblia é encontrada a figura de Deus e de Cristo como uma rocha. Em contraste com isso, os seres humanos são retratados como fracos e indignos de confiança. ‘Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó’ (Sl 103:14). ‘Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação’ (Sl 146:3). Como João escreveu sobre Jesus: ‘Não precisava que ninguém Lhe desse testemunho a respeito do homem, pois Ele bem sabia o que havia no homem’ (Jo 2:25, NVI). Ele sabia, também, o que havia em Pedro (Mt 26:34).”1

“3. Em contraste com a fraqueza humana, o que os textos seguintes nos dizem sobre quem, na verdade, é a Pedra sobre a qual a igreja está edificada? 1Co 10:4; Mt 7:24, 25; Ef 2:20”1

“e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo.” (1 Corintios 10:4 ARA)2.

“24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; 25 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.” (Mateus 7:24, 25 ARA)2.

“edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;” (Efésios 2:20 ARA)2.

“Cristo é a Rocha, o fundamento dos apóstolos e profetas.”1

“‘Como a igreja parecia fraca, quando Cristo proferiu essas palavras! Havia apenas um punhado de crentes, contra os quais se dirigiria todo o poder dos demônios e dos homens maus. Entretanto, os seguidores de Cristo não deveriam temer. Edificados sobre a Rocha de sua fortaleza, não poderiam ser vencidos’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 413).”1

“Qual tem sido sua experiência a respeito da falibilidade e fraqueza dos seres humanos? Como você pode usar essa experiência para ajudá-lo a se apoiar somente sobre a Rocha?”1

Segunda-feira, 16 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

“Tu és o Cristo”

Lições da Bíblia

“Imagine como as coisas devem ter sido para Pedro, que havia estado com Jesus quase desde o início. O que deve ter passado por sua mente enquanto ele testemunhava um acontecimento incrível após outro: curas, expulsão de demônios, alimentação de multidões, surpreendentes ensinos, controle da natureza, ressurreição de mortos e até a experiência de andar com Jesus sobre a água? Que perguntas devem ter voltado à sua mente dia após dia, ao ver coisas que ninguém em toda a História jamais tinha visto? Talvez ele tivesse perguntas como esta: ‘Por que Ele permitiu que João Batista tivesse um fim tão vergonhoso?’ Afinal de contas, Jesus era Deus em forma humana e, como ser humano, viveu e trabalhou pela humanidade (Gl 4:4; Hb 7:26; Is 9:6; Lc 2:10, 11). Assim, aqueles que estavam ao Seu redor, que viviam com Ele e que eram Seus discípulos tiveram muitas experiências singulares.”1

“1. Leia Mateus 16:13-17. Que pergunta Jesus fez aos discípulos? O que significa o fato de Pedro ter sido o único a responder? Por que a resposta dele é tão importante?”1

“13 Indo Jesus para os lados de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? 14 E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas. 15 Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? 16 Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. 17 Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 16:13-17 ARA).

“‘Quem diz o povo ser o Filho do homem?’ A resposta de Pedro foi inspirada por Deus. Ele tinha convicção de que Jesus era o Messias e Salvador do povo. Pedro foi apenas um instrumento nas mãos do Senhor e ainda precisava amadurecer espiritualmente.”1

“A declaração de Pedro a respeito de Jesus ser ‘o Cristo, o Filho do Deus vivo’ (v. 16), é um dos pontos altos da Bíblia. Pedro O chamou de ‘Cristo’, o Ungido, e, com tal confissão, estava dizendo (corretamente, como foi mais tarde demonstrado) que Jesus era o Messias, Aquele que viria em cumprimento das promessas da aliança, feitas a Abraão e depois a Israel (ver Gl 3:16).”1

“Além disso, Pedro proclamou Jesus como o Cristo na região de Cesareia de Filipe. Essa era uma região gentílica. Nos dias anteriores, Pedro havia observado Jesus Se importar não só com os judeus, mas também com os gentios. Com o auxílio do Espírito Santo, Pedro reconheceu que Jesus era muito mais do que um profeta judeu, como outros haviam sugerido. Seu ministério ia muito além da obra de João Batista, Elias ou Jeremias. Na verdade, esse ministério devia abranger a humanidade toda. Portanto, Jesus Se autodenominou ‘Filho do homem’, o que mostra Sua identificação pessoal com todos os seres humanos. Como a Bíblia mostra posteriormente, Pedro ainda tinha muito que aprender sobre Jesus e sobre a plenitude e a universalidade do que Ele tinha vindo fazer.”1

“O que Jesus fez em sua vida que pode ser testemunhado a outros? Por que é sempre bom conservar essas coisas diante de nós e compartilhá-las?”1

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Domingo, 15 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Pedro e a Rocha

Lições da Bíblia

“Mas vós, continuou Ele, quem dizeis que Eu sou?” (Mt 16:15).

“Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a Seus discípulos que Lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia” (Mt 16:21).1

O Novo Testamento é claro: Jesus tinha que morrer. Ao enfrentar a iminente sombra da cruz, Ele orou: ‘Agora, está angustiada a Minha alma, e que direi Eu? Pai, salva-Me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora’ (Jo 12:27). Esse era o plano divino, concebido na mente de Deus, mesmo ‘antes dos tempos eternos’ (Tt 1:2; ver também 2Tm 1:9 [‘que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos,’]).1

“Foi por essa razão que Jesus não disse simplesmente que iria sofrer muitas coisas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia; Ele disse que Lhe era necessário enfrentar tudo isso. Devido à natureza de Deus, à santidade da lei e à realidade do livre-arbítrio, Sua morte era a única maneira de salvar a humanidade da penalidade da transgressão.”1

“‘Embora o estudo desta semana ensine um pouco mais sobre a história de Jesus, nosso foco será Pedro e sua resposta ao ministério de Jesus, enquanto Ele marchava rumo a uma morte planejada ‘antes dos tempos eternos’.”1

Introdução ao tema da Lição desta semana, comentários do autor.

Chegou o dia de impactar sua comunidade. Esperança no coração e livro na mão: Assim você pode alcançar pessoas que precisam viver com esperança!

Sábado, 14 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

Senhor de judeus e gentios – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

 

Estudo adicional

“Um cristão estava falando aos estudantes no campus de uma universidade secular a respeito da existência de Deus. Depois de usar os argumentos comuns, ele partiu para uma tática diferente, dizendo: ‘Sabem, quando eu tinha mais ou menos a idade da maioria de vocês, não acreditava em Deus. Ocasionalmente, quando algo me convencia de que talvez Deus existisse, eu sempre procurava tirar aquela ideia da minha mente. Por quê? Porque algo me dizia que, se de fato Deus existisse, então, considerando minha maneira de viver, eu estaria em grandes apuros.’ A atmosfera mudou instantaneamente. Dezenas de consciências, ao mesmo tempo, começaram a ser despertadas e a entrar em conflito consigo mesmas. No entanto, os cristãos não se sentem incomodados com a existência de Deus porque eles têm as promessas do evangelho. Não importa se somos judeus ou gentios, quando confrontados com nossa pecaminosidade, podemos achar refúgio na justiça de Cristo oferecida pela fé, ‘independentemente das obras da lei’ (Rm 3:28). Podemos reclamar a promessa de que ‘agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito’ (Rm 8:1, ARC). ‘Sem distinção de idade ou categoria, de nacionalidade ou de privilégio religioso, todos são convidados a ir a Ele e viver’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 403).”1

Perguntas para reflexão

“1. Leia Mateus 16:1-12. O que Jesus quis dizer quando declarou: ‘Vede e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus’ (v. 6). A princípio, os discípulos pensaram que Jesus Se referisse ao fermento literal. Mas Jesus tinha em mente algo muito mais profundo. O que era?”1

“2. O amor de Cristo deve ser a mensagem mais importante do cristianismo. Nenhum de nós tem esperança fora de Jesus Cristo. Infelizmente, às vezes nossa mensagem pode transmitir a ideia de condenação, arrogância e de superioridade. De que forma podemos mostrar mais nossa compaixão por todas as pessoas?”1

Sexta-feira, 13 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

Senhor dos gentios

Lições da Bíblia

“6. Leia Mateus 15:29-39 e compare com Mateus 14:13-21. Quais são as semelhanças e as diferenças entre as duas histórias?”1

“29 Partindo Jesus dali, foi para junto do mar da Galiléia; e, subindo ao monte, assentou-se ali. 30 E vieram a ele muitas multidões trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos e outros muitos e os largaram junto aos pés de Jesus; e ele os curou. 31 De modo que o povo se maravilhou ao ver que os mudos falavam, os aleijados recobravam saúde, os coxos andavam e os cegos viam. Então, glorificavam ao Deus de Israel. 32 E, chamando Jesus os seus discípulos, disse: Tenho compaixão desta gente, porque há três dias que permanece comigo e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça pelo caminho. 33 Mas os discípulos lhe disseram: Onde haverá neste deserto tantos pães para fartar tão grande multidão? 34 Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? Responderam: Sete e alguns peixinhos. 35 Então, tendo mandado o povo assentar-se no chão, 36 tomou os sete pães e os peixes, e, dando graças, partiu, e deu aos discípulos, e estes, ao povo. 37 Todos comeram e se fartaram; e, do que sobejou, recolheram sete cestos cheios. 38 Ora, os que comeram eram quatro mil homens, além de mulheres e crianças. 39 E, tendo despedido as multidões, entrou Jesus no barco e foi para o território de Magadã.” (Mateus 15:29-39 ARA)2.

“13 Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, à parte; sabendo-o as multidões, vieram das cidades seguindo-o por terra. 14 Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos. 15 Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer. 16 Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, de comer. 17 Mas eles responderam: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. 18 Então, ele disse: Trazei-mos. 19 E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, tomando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou. Depois, tendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes, às multidões. 20 Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios. 21 E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.” (Mateus 14:13-21 ARA)2.

“Jesus teve compaixão de judeus e gentios. Ele multiplicou pães e peixes para dois grupos, um de judeus e outro de gentios.”1

“Muitas pessoas não percebem que há duas ocasiões nos evangelhos em que as multidões foram alimentadas: a primeira multidão era de judeus; a segunda, de gentios. Em ambos os casos, Jesus teve ‘compaixão’ das pessoas.”1

“É surpreendente essa cena de milhares de gentios vindo para ser ensinados, amados e alimentados pelo jovem Mestre. Hoje, olhando para trás e compreendendo a universalidade do evangelho, podemos facilmente deixar de perceber que algo desse tipo deve ter parecido incrível e inesperado, tanto para judeus quanto gentios. Sem dúvida, Jesus estava tirando todos de sua zona de conforto.”1

“Contudo, este sempre foi o plano de Deus: atrair a Ele todas as pessoas do mundo. Um verso surpreendente das Escrituras Hebraicas testifica dessa verdade: ‘Povo de Israel, Eu amo o povo da Etiópia tanto quanto amo vocês. Assim como Eu trouxe vocês do Egito, Eu também trouxe os filisteus da ilha de Creta e os arameus da terra de Quir’ (Am 9:7, NTLH).”1

“O que Deus estava dizendo ali? Que estava interessado não só na vida de Israel, mas de todos os povos? Que estava interessado nos filisteus? Uma leitura cuidadosa do Antigo Testamento revela essa verdade vez após vez, embora ela tivesse se tornado tão obscura ao longo dos séculos que, na época em que foi formada a igreja do Novo Testamento, muitos dos primeiros crentes tiveram que aprender essa verdade bíblica básica.”1

“7. Leia Romanos 4:1-12. De que forma o evangelho e sua universalidade estão retratados nesses versos?”1

“1 Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? 2 Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. 3 Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. 4 Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. 5 Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça. 6 E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras: 7 Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; 8 bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado. 9 Vem, pois, esta bem-aventurança exclusivamente sobre os circuncisos ou também sobre os incircuncisos? Visto que dizemos: a fé foi imputada a Abraão para justiça. 10 Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso. 11 E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça, 12 e pai da circuncisão, isto é, daqueles que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado.” (Romanos 4:1-12 ARA).

“Pela fé, a justiça de Deus foi atribuída a Abraão, que foi perdoado de seus pecados e recebeu o sinal da circuncisão. Pela fé, todos são justificados, perdoados e selados para a salvação.”1

Quinta-feira, 12 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.