Porque criaste todas as coisas

Lições da Bíblia1:

Em poucas ocasiões, profetas foram levados tão perto de Deus em visão para que vissem Seu trono. Ezequiel viu esse trono acima do firmamento (Ez 1:26); Isaías visitou o templo celestial para vê-lo (Is 6:1); e, em uma das descrições mais detalhadas que temos, João foi levado ao trono em visão (Ap 4; 5). Os rituais do santuário, que funcionavam como tipos, indicavam que havia apenas um caminho pelo qual a humanidade poderia entrar na presença de Deus: o sangue de Cristo (Lv 16:2, 14).

5. Leia Isaías 6:1-5 e Apocalipse 4:7-11. Quais são as semelhanças entre essas visões? Observe a ordem dos eventos: Qual assunto é apresentado primeiro? O que vem depois? Que verdade sobre Deus é enfatizada?

Isaías 6:1-5 (NAA)2: 1 No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. 2 Serafins estavam por cima dele. Cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os pés e com duas voava. 3 E clamavam uns para os outros, dizendo: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” 4 Os umbrais das portas se moveram com a voz do que clamava, e o templo se encheu de fumaça. 5 Então eu disse: — Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!

Apocalipse 4:7-11 (NAA)2: 7 O primeiro ser vivente era semelhante a um leão, o segundo era semelhante a um novilho, o terceiro tinha o rosto semelhante ao de ser humano e o quarto ser vivente era semelhante à águia quando está voando. 8 E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estavam cheios de olhos, ao redor e por dentro. Não tinham descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.” 9 Sempre que esses seres viventes davam glória, honra e ações de graças ao que está sentado no trono, ao que vive para todo o sempre, 10 os vinte e quatro anciãos se prostravam diante daquele que está sentado no trono, adoravam o que vive para todo o sempre e depositavam as suas coroas diante do trono, proclamando: 11  “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas e por tua vontade elas vieram a existir e foram criadas.”

A primeira coisa que ocorreu é que seres celestiais destacaram a santidade de Deus. A cena de Isaías é impressionante: o templo estava cheio de fumaça e os “umbrais das portas” balançaram enquanto serafins proclamavam que Deus é santo (Is 6:4). Na visão de João, querubins fizeram o mesmo anúncio: “Santo, santo, santo” (Ap 4:8; em Ez 10:14, 15, as quatro criaturas viventes são chamadas de querubins). Cada um desses profetas viu uma cena deslumbrante da glória de Deus.

Em seguida, vemos a reação do profeta. Isaías reconheceu que era um “homem de lábios impuros” (Is 6:5), e João chorou diante da verdade de que não havia ninguém digno (Ap 5:4). Quando vemos a dignidade de Deus, compreendemos a situação humana: somos totalmente indignos e precisamos de Cristo como nosso Redentor.

Satanás acusa Deus de ser arbitrário, egoísta e severo. No entanto, um breve momento na sala do trono de Deus expõe as mentiras do inimigo. Somente quando vemos Cristo como Ele é, o “Cordeiro que foi morto” (Ap 5:12), podemos ver o Pai como Ele realmente é. É reconfortante saber que, ao ver Jesus, vemos como o Pai é (Jo 14:9). E a maior revelação do caráter do Pai é vista em Jesus morrendo por nós.

A cruz nos revela duas verdades. Primeira: Deus nos ama a ponto de Se sacrificar por nós. Segunda: a cruz deve nos mostrar que somos realmente pecadores e caídos, de tal maneira que somente por meio da cruz poderíamos ser salvos.

Quinta-feira, 08 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Jesus no templo

Lições da Bíblia1:

A história da salvação envolve duas realidades que, à primeira vista, parecem contraditórias. Deus quer restaurar a comunhão que tínhamos com Ele e anseia estar próximo de nós. No entanto, trazer pecadores à Sua presença os levaria à destruição. Davi disse: “Tu não és um Deus que tenha prazer na injustiça; Contigo o mal não pode habitar”. Mas ele também disse: “Eu, porém, pelo Teu grande amor leal, entrarei na Tua casa; com temor me inclinarei em direção ao Teu santo templo” (Sl 5:4, 7, NVI).

4. Leia Ageu 2:7-9. Enquanto o segundo templo estava sendo construído, o profeta Ageu fez uma promessa surpreendente: o novo templo seria mais glorioso do que o anterior. O que essa profecia queria dizer?

Ageu 2:7-9 (NAA)2: 7 Farei tremer todas as nações, e serão trazidas as coisas preciosas de todas as nações, e encherei este templo de glória, diz o Senhor dos Exércitos. 8 Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos. 9 A glória deste novo templo será maior do que a do primeiro, diz o Senhor dos Exércitos; e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos.

Quando Salomão dedicou o primeiro templo, a glória da Shekiná, a presença de Deus que acompanhou Israel a caminho de Canaã, encheu o templo, e os sacerdotes não puderam permanecer para ministrar (1Rs 8:10, 11). Quando o segundo templo foi dedicado, a arca da aliança, que representava o trono de Deus, não estava ali, pois alguns homens fiéis, aflitos com os pecados da nação, a haviam escondido antes da destruição da cidade (Ver Ellen G. White, História da Redenção [CPB, 2021], capítulo 24, p. 136). Desta vez, a presença de Deus não encheu o templo. Foi triste. Como a profecia de Ageu se cumpriria?

Foi no segundo templo que Jesus, Deus encarnado, apareceu em Pessoa, em carne e osso. O próprio Deus saiu de trás do véu para Se tornar um de nós e Se unir a nós neste mundo fragilizado. Como o Filho de Deus agora era também o Filho do Homem, podíamos ver Seu rosto, ouvir Sua voz e testemunhar, por exemplo, quando Ele tocou em um leproso impuro e o curou (Mt 8:3). Em vez de simplesmente nos chamar para nos aproximarmos Dele, Deus veio em nossa direção. Ele desceu, pessoalmente, até nós. Não é de admirar esta declaração sobre Jesus: “‘A virgem ficará grávida, dará à luz um Filho, e o chamarão Emanuel’, que significa ‘Deus conosco’” (Mt 1:23). Pense no que isso significa: o Criador do Universo condescendeu não apenas em viver entre nós, mas em morrer por nós!

A cruz é de longe a maior manifestação do amor de Deus. Quais são outras maneiras pelas quais podemos ver e experimentar a realidade desse amor?

Quarta-feira, 07 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O Cordeiro pascal

Lições da Bíblia1:

O Apocalipse se refere a Jesus como “o Cordeiro” cerca de 30 vezes. Desde o início do plano da redenção, o povo de Deus usou cordeiros como símbolos do Messias vindouro. Abel ofereceu as “primeiras crias do seu rebanho” (Gn 4:4, NVI); e, antes de partirem do Egito para a terra prometida, os israelitas foram instruídos a resgatar cada primogênito, pessoa ou animal, com um cordeiro de um ano (Êx 12:5).

3. O que a Bíblia ensina sobre Jesus como o sacrifício da Páscoa? O que essa verdade significa para nós? Êx 12:1-11; Is 53:7, 8; 1Co 5:7; Ap 5:6

Êx 12:1-11 (NAA)2: 1O Senhor disse a Moisés e a Arão na terra do Egito: 2 — Este mês será para vocês o principal dos meses; será o primeiro mês do ano.3 Falem a toda a congregação de Israel, dizendo: No dia dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família. 4 Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então o chefe da família convidará o seu vizinho mais próximo, conforme o número de pessoas. Conforme o que cada um puder comer, por aí vocês calcularão quantos são necessários para o cordeiro. 5 O cordeiro será sem defeito, macho de um ano, podendo também ser um cabrito. 6 Vocês guardarão o cordeiro até o décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o matará no crepúsculo da tarde. 7 Pegarão um pouco do sangue e o passarão nas duas ombreiras e na viga superior da porta, nas casas em que o comerem. 8 — Naquela noite, comerão a carne assada no fogo, com pães sem fermento e ervas amargas. 9 Não comam do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e as vísceras. 10 Não deixem nada do cordeiro até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimem. 11 É assim que vocês devem comê-lo: já prontos para viajar, com as sandálias nos pés e o cajado na mão. Comam depressa. É a Páscoa do Senhor.

Is 53:7, 8 (NAA)2:  7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca. Como cordeiro foi levado ao matadouro e, como ovelha muda diante dos seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Pela opressão e pelo juízo, ele foi levado, e de sua linhagem, quem se preocupou com ela? Porque ele foi cortado da terra dos viventes; foi ferido por causa da transgressão do meu povo.

1Co 5:7 (NAA)2: Joguem fora o velho fermento, para que vocês sejam nova massa, como, de fato, já são, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.

Ap 5:6 (NAA)2: Então vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, em pé, um Cordeiro que parecia que tinha sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados por toda a terra.

Décadas após a morte de Cristo, Pedro refletiu sobre a redenção: “Não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito” (1Pe 1:18, 19, NVI).

Jesus foi o único ser humano cuja vida satisfez perfeitamente a santidade de Deus. Todos os outros seres humanos pecaram, e nossa vida pecaminosa literalmente conta mentiras sobre a natureza do Criador.

Jesus, no entanto, tornou-Se o “último Adão” (1Co 15:45). Onde falhamos, Ele foi perfeito. Em Sua humanidade, Ele era tudo o que a raça humana deveria ser. Refletia a glória de Deus. Por isso, disse: “Quem vê a Mim vê o Pai” (Jo 14:9).

Jesus foi crucificado na festa da Páscoa, reforçando que Ele é o Cordeiro antitípico. Em João 18:19 e 20, Cristo disse que falava “francamente” sobre Seus ensinos. De forma paralela, os filhos de Israel foram instruídos a escolher para a Páscoa um cordeiro “sem defeito” e guardá-lo, colocando-o à vista de todos, durante os dias que antecediam o sacrifício (Êx 12:5, 6). Quando o sumo sacerdote questionou Jesus sobre Seus ensinos, Ele mencionou que estivera à vista de todos no templo, para que O considerassem. Sua vida, Suas obras, Seus ensinos – tudo revelava quem Ele realmente era. Jesus é o Cordeiro sem defeito, a expressão mais poderosa da justiça e da glória de Deus.

Como podemos refletir melhor o caráter perfeito de Jesus em nossa vida?

Terça-feira, 06 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Sangue de touros e de bodes

Lições da Bíblia1:

Alguns criticam os sacrifícios, alegando que eles eram cruéis e, em certo sentido, injustos. No entanto, a intenção é exatamente essa. A morte de Cristo foi cruel, severa e injusta – o Inocente morreu pelos culpados. Isso era necessário para solucionar o problema do pecado. E esses sacrifícios apontavam para a morte de Cristo.

2. O que Hebreus 10:3-10 nos ensina sobre os sacrifícios que o povo de Deus oferecia na época do AT? Se os sacrifícios eram incapazes de salvar realmente os pecadores, por que eram oferecidos?

Hebreus 10:3-10 (NAA)2: 3 Entretanto, nesses sacrifícios ocorre recordação de pecados todos os anos, 4 porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados. 5 Por isso, ao entrar no mundo, Cristo disse: “Sacrifício e oferta não quiseste, mas preparaste um corpo para mim; 6 não te agradaste de holocaustos e ofertas pelo pecado. 7 Então eu disse: ‘Eis aqui estou! No rolo do livro está escrito a meu respeito. Estou aqui para fazer, ó Deus, a tua vontade.’” 8 Depois de dizer, como acima: “Sacrifícios, ofertas, holocaustos e ofertas pelo pecado não quiseste, nem deles te agradaste” — coisas que se oferecem segundo a lei —, 9 num segundo momento acrescentou: “Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade.” Ele remove o primeiro para estabelecer o segundo. 10 Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.

Os animais eram símbolos que apontavam para o sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus. Os sacrifícios eram atos de fé, que proporcionavam aos pecadores uma forma concreta de expressar fé na obra do Messias vindouro. Consideramos esses símbolos como tipos, que foram cumpridos por um antítipo, que é a realidade. Alguns descrevem os sacrifícios como “mini-profecias” sobre a morte de Jesus na cruz.

Os rituais ligados aos sacrifícios eram como o pagamento por uma viagem. Quando compramos uma passagem de ônibus, trem ou avião, não fazemos imediatamente a viagem pela qual pagamos. Em vez disso, recebemos uma passagem ou cartão de embarque, que é uma espécie de garantia ou representação da jornada que está por vir. Podemos segurar aquele pedaço de papel o quanto quisermos, mas ele não nos levará a destino algum. Mas, quando embarcamos e a jornada começa, recebemos aquilo pelo qual pagamos, e a passagem de papel se torna desnecessária.

Algo semelhante ocorreu com os animais oferecidos em sacrifício. Eles tinham um papel importante, mas uma vez que o sacrifício real foi feito, eles perderam todo o sentido. E essa realidade ficou visível quando, na morte de Cristo, “o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo” (Mc 15:38). Todo o sistema sacrifical, o templo e os rituais apontavam para a morte de Jesus. Uma vez que Ele cumpriu Sua promessa na cruz e ressuscitou, vencendo a morte, os tipos se tornaram desnecessários.

O pecado é tão terrível que somente a morte de Jesus poderia fazer expiação por ele (Jo 1:1-3, 14). O que isso nos diz sobre qual deve ser nossa atitude para com o pecado?

Segunda-feira, 05 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Sacrifícios inúteis?

Lições da Bíblia1:

Às vezes, podemos aprender bastante ao comparar duas ideias diferentes. Por exemplo, podemos compreender melhor o significado bíblico do sacrifício ao estudar sobre ocasiões em que Deus rejeitou os sacrifícios de Seu povo.

1. Compare Isaías 1:2-15 com Isaías 56:6, 7 e o Salmo 51:17. Que lições importantes sobre os sacrifícios são ensinadas nesses textos?

Isaías 1:2-15 (NAA)2: 2 Escutem, ó céus, e ouça, ó terra, porque o Senhor é quem fala: “Criei filhos e os fiz crescer, mas eles se revoltaram contra mim. 3 O boi conhece o seu dono, e o jumento, o lugar onde lhe dão comida, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.” 4 Ai desta nação pecadora, deste povo carregado de iniquidade! São descendência de malfeitores, filhos que praticam o mal. Rejeitaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel, voltaram para trás. 5 Por que vocês insistem em ser castigados? Por que continuam em rebeldia? Toda a cabeça está doente, e todo o coração está enfermo. 6 Desde a planta do pé até o alto da cabeça não há nada são, a não ser feridas, contusões e chagas abertas, umas e outras que não foram limpas, nem atadas, nem tratadas com azeite. 7 A terra de vocês está devastada, as cidades foram consumidas pelo fogo. Quanto às lavouras, os estrangeiros as devoraram na presença de vocês, e a terra se acha devastada como numa destruição feita por estrangeiros. 8 A filha de Sião foi deixada como cabana na vinha, como choupana no pepinal, como cidade sitiada. 9 Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado alguns sobreviventes, já nos teríamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra. 10 Príncipes de Sodoma, escutem a palavra do Senhor! Povo de Gomorra, dê ouvidos à lei do nosso Deus! 11 O Senhor diz: “De que me serve a multidão dos sacrifícios que vocês oferecem? Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados. Não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. 12 Quando comparecem diante de mim, quem requereu de vocês esse pisotear dos meus átrios? 13 Não me tragam mais ofertas vãs! O incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados e a convocação das assembleias. Não posso suportar iniquidade associada à reunião solene. 14 As Festas da Lua Nova e as solenidades, a minha alma as odeia; já são um peso para mim; estou cansado de suportá-las.” 15 “Quando vocês estendem as mãos, eu fecho os meus olhos; sim, quando multiplicam as suas orações, não as ouço, porque as mãos de vocês estão cheias de sangue.

Isaías 56:6, 7 (NAA)2: 6 Aos estrangeiros que se aproximam do Senhor, para o servir e para amar o nome do Senhor, sendo deste modo servos deles, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, 7 também os levarei ao meu santo monte e lhes darei alegria na minha Casa de Oração. Os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada ‘Casa de Oração’ para todos os povos.

Salmo 51:17 (NAA)2: Sacrifício agradável a Deus é o espírito quebrantado; coração quebrantado e contrito, não o desprezarás, ó Deus.

Essa trágica situação não foi a primeira em que Deus rejeitou sacrifícios. Algo semelhante aconteceu no início da história da salvação, quando Ele aceitou o sacrifício de Abel, mas rejeitou o de Caim. Esse episódio nos dá mais uma oportunidade de comparar sacrifícios aceitáveis com sacrifícios inaceitáveis (ver Gn 4:3-7; Hb 11:4).

Gn 4:3-7 (NAA)2: 3 Aconteceu que, ao fim de um certo tempo, Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. 4 Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. O Senhor se agradou de Abel e de sua oferta, 5 mas de Caim e de sua oferta não se agradou. Caim ficou muito irritado e fechou a cara. 6 Então o Senhor lhe disse: — Por que você anda irritado? E por que essa cara fechada? 7 Se fizer o que é certo, não é verdade que você será aceito? Mas, se não fizer o que é certo, eis que o pecado está à porta, à sua espera. O desejo dele será contra você, mas é necessário que você o domine.

Hb 11:4 (NAA)2: Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício mais excelente do que Caim, pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio da fé, mesmo depois de morto, ainda fala.

Na época de Isaías, o povo se dirigia à presença de Deus, apresentava rituais tentando apaziguá-Lo, mas vivia como bem entendia. Fazia sacrifícios centrados em si mesmos, assim como os de Caim, em vez de realizá-los em submissão a Deus.

A atitude de autossuficiência domina o mundo. Caim desejava viver da maneira como quisesse e apresentar a Deus um mero ritual com base em suas preferências. Concluímos que ele considerava Deus uma inconveniência, um obstáculo aos seus objetivos, mas temia ao Senhor o suficiente para cumprir rituais mínimos.

Abel, por outro lado, ofereceu o sacrifício que Deus havia pedido, expressando confiança na promessa de um Messias vindouro (Gn 3:15): um cordeiro que apontava para a salvação que Cristo efetuaria no Calvário.

“Abel entendeu os grandes princípios da redenção. Viu-se como um pecador, e viu que o pecado e sua pena de morte o separavam da comunhão com Deus. Levou a vítima morta, a vida sacrificada, reconhecendo assim as reivindicações da lei que fora transgredida. Por meio do sangue derramado, olhava para o futuro sacrifício: Cristo morrendo na cruz do Calvário. E, confiando na expiação que ali seria feita, tinha o testemunho de que era justo e que sua oferta seria aceita” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 48).

Domingo, 04 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Compreendendo o sacrifício

Lições da Bíblia1:

“E cantavam um cântico novo, dizendo: ‘Digno és de pegar o livro e de quebrar os selos, porque foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação’” (Ap 5:9).

Leituras da semana: Is 1:2-15; Hb 10:3-10; Êx 12:1-11; 1Co 5:7; Ag 2:7-9; Is 6:1-5; Ap 4:7-11

Quando Jesus foi em sua direção, João Batista declarou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29), uma referência inconfundível à ideia dos sacrifícios que apontavam para a morte substitutiva de Cristo em favor da humanidade.

Na Bíblia, não podemos fugir do tema do sacrifício animal. Ele corre como um fio escarlate pelas páginas sagradas e desempenha um papel central na grande cena do Apocalipse, em que João é levado até a sala do trono de Deus (Ap 4; 5). O fato de Jesus ser apresentado nessa cena crucial como “um Cordeiro que parecia que tinha sido morto” (Ap 5:6) é uma chave essencial para compreender todo o episódio profético.

Nesta semana estudaremos temas ligados aos sacrifícios do AT, que aumentam nossa compreensão do Cordeiro que foi morto, o Protagonista de Apocalipse 4 e 5. Os seres celestiais reconhecem que Ele é digno, quando ninguém mais é, e Sua dignidade revela o que Deus fez por meio dos sacrifícios. A dignidade de Cristo revela o amor infinito do Senhor, que fez o sacrifício supremo, um ato que levará os seres humanos e as criaturas inteligentes do Universo a se maravilharem por toda a eternidade.

Sábado, 03 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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As nações – parte 2 – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 89-94 (“A Torre de Babel”).

“O fogo que consome os ímpios purifica a Terra. Todo vestígio de maldição é removido. Não existirá nenhum inferno ardendo eternamente para fazer os resgatados se lembrarem das terríveis consequências do pecado.

“Apenas uma lembrança permanece: nosso Redentor conservará para sempre as marcas de Sua crucifixão. Em Sua fronte ferida, em Seu lado e em Suas mãos e pés estarão os únicos vestígios da obra cruel realizada pelo pecado. Ao contemplar Cristo em Sua glória, o profeta declarou: ‘Raios brilhantes saíam da Sua mão, e ali estava o esconderijo da Sua força’ (Hc 3:4, ARC). Suas mãos e Seu lado ferido de onde fluiu a corrente carmesim que reconciliou o ser humano com Deus – ali está a glória do Salvador, ali está ‘o esconderijo da Sua força’. Sendo ‘poderoso para salvar’ (Is 63:1), mediante o sacrifício da redenção, Ele foi forte para executar justiça sobre aqueles que desprezaram a misericórdia de Deus. E os sinais de Sua humilhação são Sua mais elevada honra. […] Os ferimentos do Calvário proclamarão o louvor e declararão o poder de Cristo” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 557).

Perguntas para consideração

1. No fim, as realizações e glórias terrenas serão transformadas em pó e cinzas e, por último, desaparecerão. Isso inclui as coisas que você realizou ou esteja realizando. É importante ter essa perspectiva em mente? Isso nos ajuda a estabelecer prioridades?

2. Estude as características da besta que sobe do mar (Ap 13:1-10). Em que aspectos ela é a consequência natural da mentalidade de Babel? Essa besta é a soma de todas as “nações”, desde Babilônia até o poder do chifre pequeno. Quais características de cada império você observa que persistiram ao longo da história? De que maneira o mundo ainda reflete, por exemplo, os valores de Babilônia ou de Roma?

3. Como ter o equilíbrio entre seguir o Senhor e obedecer às leis da nação? O que ocorre quando a obediência a um leva à desobediência ao outro?

Sexta-feira, 02 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Profetize de novo

Lições da Bíblia1:

A igreja remanescente nasceu no “Novo Mundo”, para onde fugiram nos séculos 17 e 18 os que buscavam liberdade religiosa. Por causa dos obstáculos religiosos e políticos que existiam em outros lugares, dificilmente o início desse movimento teria sido veloz e poderoso em outro lugar como foi no território que se tornou os Estados Unidos.

Leia Apocalipse 10:1-11, que descreve o nascimento do movimento remanescente. Procure os elementos que estudamos, como nações, terra e mar. Quais são as principais ideias apresentadas nesse texto?

Apocalipse 10:1-11 (NAA)2: 1 Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça. O rosto dele era como o sol, e as pernas eram como colunas de fogo. 2 O anjo tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o pé esquerdo sobre a terra 3 e gritou com voz forte, como ruge um leão. E, quando ele gritou, os sete trovões fizeram soar as suas próprias vozes. 4 Logo que os sete trovões falaram, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: — Guarde em segredo as coisas que os sete trovões falaram. Não escreva nada. 5 Então o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu 6 e jurou por aquele que vive para todo o sempre, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há, dizendo: — Já não haverá demora, 7 mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, então se cumprirá o mistério de Deus, como ele anunciou aos seus servos, os profetas. 8 A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: — Vá e pegue o livro que se acha aberto na mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra. 9 Então fui ao anjo, pedindo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: — Pegue o livrinho e devore-o. No seu estômago ele será amargo, mas na sua boca será doce como mel. 10 Peguei o livrinho da mão do anjo e o devorei. Na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo. 11 Então me disseram: — É necessário que você ainda profetize a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.

O anjo grita “com voz forte”, assim como os três anjos (Ap 14:7, 9) e o outro anjo (Ap 18:2). Esse é um momento urgente na história, quando é estabelecida a obra da igreja remanescente, que diz respeito a “povos, nações, línguas e reis” (Ap 10:11).

O anjo tinha na mão um “livrinho”, representando o livro de Daniel (Dn 12:4), que estava aberto pela primeira vez depois de muitas gerações. Ele tinha um pé sobre o mar e outro sobre a terra. Isso pode indicar que a mensagem alcançaria o mundo inteiro, tanto o Velho Mundo quanto o Novo Mundo. Também pode se referir ao fato de que essa mensagem se destina a todas as nações: os que vivem na terra (o povo de Deus) e os que vivem no mar (os “gentios”).

No fim da história, o mundo será iluminado com a glória de Deus, e as mensagens de Apocalipse 14 serão levadas a todas as pessoas. Assim como a missão de Israel, nossa tarefa como igreja é pregar o evangelho ao mundo (Mt 24:14).

Deus está conduzindo a história humana à sua grande conclusão: o fim dos impérios humanos e a entronização eterna de Cristo (Dn 2:34, 35, 44, 45). A Bíblia deixa claro que todos os reinos deste mundo serão destruídos, e não restarão vestígios deles e de seus legados horríveis, e serão substituídos pelo reino eterno de Deus, onde pecado, sofrimento, doença, mal e morte nunca mais entrarão.

Observe a exatidão com que as profecias de Daniel 2 e 7 previram o surgimento e a queda de grandes impérios. Por que essa precisão, com séculos de antecedência, nos ajuda a confiar no que elas prometem a respeito do reino final e eterno?

Quinta-feira, 01 de maio de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.