O nascimento de Moisés

Lições da Bíblia1:

5. Leia Êxodo 2:1-10. Qual foi o papel da providência e proteção de Deus na história do nascimento de Moisés?

Êxodo 2:1-10 (NAA)2: 1 Um homem da casa de Levi casou com uma mulher da mesma tribo. 2 A mulher ficou grávida e deu à luz um filho. Vendo que o menino era bonito, escondeu-o durante três meses. 3 Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, pegou um cesto de junco, tapou os buracos com betume e piche e, pondo nele o menino, largou o cesto no meio dos juncos à beira do rio. 4 A irmã do menino ficou de longe, para ver o que ia acontecer com ele. 5 A filha de Faraó desceu para se banhar no rio, e as moças que tinham vindo com ela passeavam pela margem. Quando ela viu o cesto no meio dos juncos, mandou que uma das criadas fosse buscá-lo. 6 Abrindo o cesto, viu a criança; e eis que o menino chorava. Ela teve compaixão dele e disse: — Este é um menino dos hebreus. 7 Então a irmã do menino perguntou à filha de Faraó: — Quer que eu vá chamar uma das hebreias para que sirva de ama e crie esta criança para a senhora? 8 A filha de Faraó respondeu: — Vá. A moça foi e chamou a mãe do menino. 9 Então a filha de Faraó disse à mulher: — Leve este menino e amamente-o para mim; eu darei um salário para você. A mulher pegou o menino e o criou. 10 Quando o menino já era grande, ela o levou à filha de Faraó, da qual ele passou a ser filho. Esta lhe deu o nome de Moisés e disse: — Porque das águas o tirei.

O contexto histórico do nascimento e da vida de Moisés é emocionante, pois ele viveu durante o tempo da famosa 18a dinastia egípcia. Um rei dessa dinastia, Tutemés III, conhecido como o “Napoleão do Egito”, é considerado um dos Faraós mais importantes da história.

Embora estivesse sob ameaça de morte (Êx 1:22), Moisés era um bebê “bonito” (Êx 2:2; em hebraico, tob, literalmente, “bom”). O termo hebraico indica mais do que beleza externa, sendo usado, por exemplo, para descrever a obra de Deus durante a semana da criação, quando Ele declarou que tudo era “bom” (Gn 1:4, 10, 12, 18, 21, 25) e até mesmo “muito bom” (Gn 1:31).

Como uma espécie de nova criação, essa criança “boa” se tornaria, de acordo com o plano de Deus, o adulto que libertaria os hebreus da escravidão. Quando Moisés nasceu, em condições tão difíceis, quem poderia imaginar o futuro que o aguardava? No entanto, Deus cumpriria Suas promessas a Abraão, Isaque e Jacó. O Senhor havia feito uma aliança com eles de que daria a seus descendentes a terra prometida (Êx 2:24, 25). Décadas depois, Ele usaria esse bebê para cumprir Suas promessas.

Até então, a princesa egípcia Hatshepsut adotou Moisés como seu filho. O nome dado a Moisés tem origem egípcia, significando “filho de” ou “nascido de”, conforme refletido nos nomes de Faraós como Amés (“filho de Akh”) e Tutemés (“filho de Tote”). Moisés, em hebraico, é Mosheh, que significa “tirado” ou “puxado”. Sua vida foi milagrosamente poupada quando foi “tirado” do rio.

Sabemos pouco sobre a infância de Moisés. Após ser milagrosamente salvo e adotado por Hatshepsut, ele viveu os primeiros 12 anos com sua família hebreia. Moisés então recebeu a melhor educação egípcia, com o objetivo de prepará-lo para ser o próximo Faraó (Êx 2:7-9; Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 203, 204). É impressionante que, no final das contas, grande parte dessa educação seria inútil ou até mesmo prejudicial para o que realmente importava: o conhecimento de Deus e de Sua verdade.

Você está aprendendo algo que é irrelevante para o que realmente importa?

Quarta-feira, 02 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

As parteiras hebreias

Lições da Bíblia1:

Não podemos compreender o livro de Êxodo sem pressupor a veracidade dos ensinos de Gênesis. Os israelitas se mudaram para o Egito e, após um período de prosperidade e paz, foram escravizados. No entanto, Deus não abandonou Seu povo em meio às dificuldades, mesmo que pudesse parecer assim. Muitos hebreus estavam desesperados. Contudo, no momento de angústia, Deus veio para ajudar com Sua mão poderosa. Ele encoraja Seus servos: “Invoque-Me no dia da angústia; Eu o livrarei, e você Me glorificará” (Sl 50:15).

Leia Êxodo 1:9-21. Qual foi o papel fundamental das parteiras fiéis e por que elas são lembradas na história?

Êxodo 1:9-21 (NAA)2: 9 Ele disse ao seu povo: — Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. 10 Vejam! Precisamos usar de astúcia para com esse povo, para que não se multiplique, e para evitar que, em caso de guerra, ele se alie aos nossos inimigos, lute contra nós e saia da terra. 11 E os egípcios puseram sobre eles feitores de obras, para os afligir com trabalhos pesados. E assim os israelitas construíram para Faraó as cidades-celeiros de Pitom e Ramessés. 12 Mas quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam, de maneira que os egípcios se inquietavam por causa dos filhos de Israel. 13 Então os egípcios, com tirania, escravizaram os filhos de Israel 14 e lhes amargaram a vida com dura servidão: preparar o barro, fabricar tijolos e fazer todo tipo de trabalho no campo. Todo este serviço lhes era imposto com tirania. 15 O rei do Egito deu uma ordem às parteiras hebreias, das quais uma se chamava Sifrá e a outra se chamava Puá. 16 Ele disse: — Quando vocês servirem de parteira às mulheres hebreias, verifiquem se é menino ou menina; se for menino, matem; se for menina, deixem viver. 17 As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram o que o rei do Egito lhes havia ordenado; pelo contrário, deixaram viver os meninos. 18 Então o rei do Egito chamou as parteiras e lhes perguntou: — Por que vocês fizeram isso e deixaram viver os meninos? 19 As parteiras responderam a Faraó: — É que as mulheres hebreias não são como as egípcias; são vigorosas e dão à luz antes que a parteira chegue. 20 E Deus foi bom para as parteiras; e o povo aumentou e se tornou muito forte. 21 E, porque as parteiras temeram a Deus, ele lhes constituiu família.

Nenhum Faraó é mencionado por nome no livro de Êxodo. Eles possuem apenas o título de “Faraó”, que significa “rei”. Os egípcios acreditavam que o Faraó era um deus na Terra, filho do deus Rá (e também identificado com os deuses Osíris e Hórus). Rá era considerado a mais importante divindade egípcia, o próprio deus-sol.

Apesar do seu suposto poder, esse “deus” não foi capaz de forçar as parteiras a ir contra suas convicções. Em contraste com o Faraó sem nome, as duas parteiras têm seus nomes mencionados: Sifrá e Puá (Êx 1:15). Elas são altamente estimadas porque temeram ao Senhor. A ordem perversa do Faraó não teve efeito sobre elas, porque respeitavam a Deus mais do que as ordens de um governante terreno (At 5:29). Assim, Deus as abençoou, dando-lhes famílias numerosas. Que testemunho poderoso de fidelidade! Essas mulheres, mesmo que tivessem pouco conhecimento teológico, sabiam o que era certo e agiram corretamente.

Quando o Faraó viu que seu plano havia falhado, ordenou aos egípcios que matassem todos os meninos hebreus recém-nascidos. Eles deveriam jogá-los no rio Nilo, provavelmente como oferta a Hapi, o deus do Nilo, que também era um dos deuses da fertilidade (a propósito, esse é o primeiro registro histórico de judeus sendo mortos apenas por serem judeus). O propósito do decreto de morte era dominar os hebreus, aniquilar os descendentes do sexo masculino e assimilar as mulheres à nação egípcia. Com isso, seria encerrada a ameaça que o Faraó acreditava que os hebreus representavam para sua nação.

As parteiras sabiam o que deviam fazer e fizeram. Qual é a lição para nós?

Terça-feira, 01 de julho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O contexto histórico

Lições da Bíblia1:

Quando a família de Jacó chegou ao Egito depois de passar fome em Canaã (Gn 46), o Faraó foi amigável com os hebreus por causa de José e de tudo o que ele havia feito pelos egípcios.

“E Faraó disse mais a José: – Eis que eu o constituo autoridade sobre toda a terra do Egito. Então Faraó tirou o seu anel-sinete da mão e o pôs no dedo de José. Mandou que o vestissem com roupas de linho fino e lhe pôs no pescoço um colar de ouro. E o fez subir na sua segunda carruagem, e clamavam diante dele: ‘Inclinem-se todos!’” (Gn 41:41-43).

3. Qual foi a causa do sucesso surpreendente de José no Egito depois de um começo tão difícil? Gn 37:26-28; 39:2, 21

Gn 37:26-28 (NAA)2: 26 Então Judá disse aos irmãos: — O que vamos ganhar se matarmos o nosso irmão e depois escondermos a sua morte? 27 Venham, vamos vendê-lo aos ismaelitas. Não lhe façamos mal, pois é nosso irmão, é do nosso sangue. Seus irmãos concordaram. 28 E, quando os mercadores midianitas passaram, os irmãos de José o tiraram da cisterna e o venderam aos ismaelitas por vinte moedas de prata. E os ismaelitas levaram José para o Egito.

Gn 39:2, 21 (NAA)2: 2 O Senhor Deus estava com José, que veio a ser homem próspero e estava na casa de seu dono egípcio. […] 21 O Senhor, porém, estava com José, foi bondoso com ele e fez com que encontrasse favor aos olhos do carcereiro.

O contexto histórico mais provável para a história do êxodo é o seguinte: o novo Faraó, “que não havia conhecido José” (Êx 1:8), é Amés I (1570-1546 a.C.). Em seguida, veio Amenotepe I (1546-1526 a.C.), o governante que temia os israelitas e os oprimiu. Mais tarde, Tutemés I (1525-1512 a.C.) emitiu o decreto mandando matar todos os meninos hebreus recém-nascidos. Sua filha Hatshepsut (1503-1482 a.C.) foi a princesa que adotou Moisés. O Faraó Tutemés III (1504-1450 a.C.), que durante algum tempo governou junto com Hatshepsut, foi o Faraó do êxodo.

Segundo os estudos mais confiáveis, o êxodo ocorreu em março de 1450 a.C. (William H. Shea, “Exodus, Date of the”, em International Standard Bible Encyclopedia, ed. Geoffrey W. Bromiley [Eerdmans, 1982], v. 2, p. 230-238). Vários textos nos ajudam a estabelecer a data do êxodo (Gn 15:13-16; Êx 12:40, 41; Jz 11:26; 1Rs 6:1; At 7:6; Gl 3:16, 17).

O primeiro capítulo de Êxodo abrange um longo período, desde que Jacó entrou no Egito com sua família até o decreto de morte emitido pelo Faraó. Embora as datas exatas desses acontecimentos sejam debatidas pelos estudiosos, o mais importante é que, mesmo que o povo de Deus estivesse escravizado em terra estrangeira, Ele jamais o abandonou.

Detalhes históricos sobre o período em que os hebreus estiveram no Egito ainda são desconhecidos (1Co 13:12). No entanto, a revelação do caráter de Deus resplandece nas páginas do livro de Êxodo, como ocorre em toda a Bíblia. Mesmo que alguma situação pareça desesperadora, Deus está sempre presente, e podemos confiar Nele.

Segunda-feira, 30 de junho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O povo de Deus no Egito

Lições da Bíblia1:

O livro de Êxodo é chamado em hebraico de shemot, que significa “nomes”. Esse título vem das primeiras palavras do livro: “São estes os nomes dos filhos de Israel que entraram com Jacó no Egito” (Êx 1:1).

1. Leia Êxodo 1:1-7. Que verdade crucial é apresentada nesse texto?

Êxodo 1:1-7 (NAA)2: 1 São estes os nomes dos filhos de Israel que entraram com Jacó no Egito, cada um com a sua família: 2 Rúben, Simeão, Levi e Judá, 3 Issacar, Zebulom e Benjamim, 4. Dã, Naftali, Gade e Aser 5 Todos os descendentes diretos de Jacó foram setenta; José, porém, já estava no Egito. 6 Com o tempo morreram José, todos os seus irmãos e toda aquela geração. 7 Mas os filhos de Israel foram fecundos, aumentaram muito, se multiplicaram e se tornaram extremamente fortes, de maneira que a terra se encheu deles.

O livro de Êxodo começa com um lembrete da bênção de Deus. Quando o patriarca Jacó e sua família se estabeleceram no Egito, eram apenas 70 pessoas (Gn 46:27; Êx 1:5), mas os israelitas “foram fecundos, aumentaram muito, se multiplicaram e se tornaram extremamente fortes, de maneira que a terra se encheu deles” (Êx 1:7). Quando saíram do Egito, eles já eram “cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar mulheres e crianças” (Êx 12:37).

2. Leia Êxodo 1:8-11. Qual era a condição dos israelitas na época do êxodo?

Êxodo 1:8-11 (NAA)2: 8 Nesse meio tempo, levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não havia conhecido José. 9 Ele disse ao seu povo: — Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. 10 Vejam! Precisamos usar de astúcia para com esse povo, para que não se multiplique, e para evitar que, em caso de guerra, ele se alie aos nossos inimigos, lute contra nós e saia da terra. 11 E os egípcios puseram sobre eles feitores de obras, para os afligir com trabalhos pesados. E assim os israelitas construíram para Faraó as cidades-celeiros de Pitom e Ramessés.

O texto bíblico descreve a história dos filhos de Israel no Egito de maneira bastante sombria. O livro de Êxodo começa com a escravidão imposta pelos egípcios e o trabalho opressivo que eles impuseram aos hebreus. O livro termina, no entanto, com a presença serena e reconfortante de Deus no tabernáculo, que estava no centro do acampamento israelita (Êx 40). Entre essas duas situações opostas, é descrito o triunfo de Deus. Quando o Senhor libertou Seu povo da escravidão, ao abrir o Mar Vermelho e derrotar o exército mais poderoso da Terra, foi revelada a vitória espetacular de Deus sobre as forças do mal.

A história destaca paradoxalmente que “quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam” (Êx 1:12). Não importa as intrigas humanas, Deus é soberano e salvará Seu povo, mesmo que as circunstâncias pareçam desesperadoras da perspectiva humana.

“Levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não havia conhecido José” (Êx 1:8). Como esse relato nos mostra que jamais devemos acreditar que qualquer circunstância, mesmo as boas, permanecerá a mesma para sempre?

Domingo, 29 de junho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro do êxodo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 521, jul. ago. set. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O povo oprimido e o nascimento de Moisés

Lições da Bíblia1:

“Os filhos de Israel gemiam por causa da sua escravidão. Eles clamaram, e o seu clamor chegou até Deus. Deus ouviu o gemido deles e lembrou-Se da Sua aliança com Abraão, com Isaque e com jacó. E Deus viu os filhos de Israel e atentou e atentou para a situação deles” (Êx 2:23-25).

Leituras da semana: Êx 1; Gn 37:26-28; 39:2, 21; At 7:6; Gl 3:16, 17; Êx 2

O livro de Êxodo está cheio de relatos de pessoas oprimidas, marginalizadas, perseguidas, exploradas e desprezadas. Assim, aqueles que hoje se sentem abandonados, esquecidos e escravizados podem encontrar esperança, pois o mesmo Deus que salvou os hebreus também pode salvá-los.

Êxodo fala das batalhas existenciais e das injustiças da vida. Todos podem ser encorajados pelas histórias das intervenções de Deus em favor de Seu povo. Ele ouve o clamor dos oprimidos, vê suas lutas, observa suas lágrimas e vem em seu auxílio. 

Deus toma a iniciativa de libertar aqueles que confiam Nele. Precisamos aceitar, pela fé, o que Ele oferece. É por isso que devemos estudar o livro de Êxodo, pois ele aponta para o que Jesus fez por nós. É um livro que trata da redenção, libertação e salvação – e tudo isso nos pertence, pela fé em Cristo Jesus, com base no que Ele obteve em nosso favor. Em meio à adversidade e à escuridão, se nossos olhos estiverem fixos em Deus, podemos reconhecer Sua presença, cuidado e auxílio enquanto Ele nos guia em direção à eterna “terra prometida”. 

Sábado, 28 de junho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Imagens do fim – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Profetas e Reis [CPB, 2021], p. 311-313 (“A queda de Babilônia”).

“A cada nação que entra em cena tem sido dada a oportunidade de ocupar seu lugar na Terra, para que se avalie se ela cumpriu ou não os objetivos do santo Vigia. A profecia traçou o surgimento e o progresso dos grandes impérios mundiais: Babilônia, Média-Pérsia, Grécia e Roma. Com cada uma delas, bem como com as nações de menor poder, a história tem se repetido. Todas têm tido seu período de prova. Cada uma tem falhado; sua glória tem desaparecido, e seu poder, passado. Embora as nações tenham rejeitado os princípios de Deus, e nessa rejeição tenham causado a própria ruína, um divino e soberano propósito tem atuado claramente ao longo dos séculos” (Profetas e Reis, p. 311).

Jeremias viu um oleiro moldando o barro. Deus usou essa imagem para explicar o princípio de que há profecias condicionais. E, para que entendamos, o Senhor explicou: “No momento em que Eu falar a respeito de uma nação ou de um reino para o arrancar, derrubar e destruir, se essa nação se converter da maldade contra a qual Eu falei, também Eu mudarei de ideia a respeito do mal que pensava fazer-lhe. E, no momento em que Eu falar a respeito de uma nação ou de um reino, para o edificar e plantar, se ele fizer o que é mau aos Meus olhos e não obedecer à Minha voz, então Eu mudarei de ideia quanto ao bem que havia prometido fazer” (Jr 18:7-10).

Perguntas para consideração

1. Jesus disse que o juízo será menos rigoroso para Nínive do que para o povo de Deus que se afastou da verdade (Mt 12:39-42). Que lição tiramos dessa advertência?

2. Ellen G. White disse que, com os impérios que se sucedem, “a história tem se repetido”. Quais elementos em comum há nos impérios listados na profecia? Em que aspecto eles seguiram o mesmo caminho? O mundo atual também segue essa trilha? 

3. Frequentemente não é a mente, o intelecto, que afasta as pessoas da fé, mas o coração. Esse fato impacta sua maneira de testemunhar aos outros?

Domingo, 27 de junho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.

Ciro, o ungido

Lições da Bíblia1:

Quando Ciro saqueou a cidade de Babilônia, o período de cativeiro do povo de Deus chegou ao fim, e os persas permitiram que os israelitas retornassem à terra prometida e reconstruíssem o templo. Sob o domínio de Ciro, o Império Persa se tornou o maior da história, naquilo que o historiador Tom Holland chama de “a maior aglomeração de territórios que o mundo já vira” (Domínio: O Cristianismo e a Criação da Mentalidade Ocidental [Record, 2022], p. 37).

Como era costume entre os persas, Ciro foi até chamado de “o grande rei” e “rei dos reis”. Ele prenuncia o que acontecerá quando Cristo retornar para Sua igreja: Ele é o Rei que vem do Oriente (compare com Mt 24:27), travando guerra contra Babilônia e libertando Seu povo para escapar de Babilônia e ir para a terra prometida (ver Ap 19:11-16). É por isso que Deus Se refere a Ciro como “Seu ungido” (Is 45:1). Esse famoso persa não apenas libertou o povo de Deus, mas sua campanha contra Babilônia também é um tipo (ou representação) da segunda vinda de Cristo.

5. Leia 2 Crônicas 36:22 e 23. Quais são as semelhanças e as diferenças entre a história de Ciro e a de Nabucodonosor? Qual é o significado desse decreto? Como ele impactou a primeira vinda de Jesus séculos depois?

2 Crônicas 36:22 e 23 (NAA): 22 No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias, o Senhor despertou o espírito de Ciro, rei da Pérsia, que ordenou que se proclamasse em todo o seu reino e que se pusesse por escrito o seguinte: 23 “Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra e me encarregou de lhe edificar um templo em Jerusalém, que fica em Judá. Aquele dentre vocês que for do seu povo, que suba a Jerusalém, e o Senhor, seu Deus, esteja com ele.”

Em nossas Bíblias, o AT termina em Malaquias, mas, na ordem hebraica, ele termina em 2 Crônicas, com o decreto de Ciro. Portanto, o próximo episódio no cânon das Escrituras é Mateus, que começa com o nascimento de Cristo, o Ciro antitípico. O rei Ciro ordenou a reconstrução do templo terrestre; Jesus inaugurou Seu ministério no santuário celestial – que terminará com Seu retorno e nossa libertação.

É claro, Ciro não era uma representação perfeita de Cristo. Nenhum tipo se encaixa perfeitamente com o antítipo, e devemos ter cuidado para não nos prendermos a cada detalhe. Porém, em termos amplos, Ciro atuou como um “salvador”.

É fascinante que Deus tenha usado um rei pagão de maneira tão marcante para fazer Sua vontade. Apesar das aparências do mundo hoje, o que aprendemos com a verdade de que, em longo prazo, o Senhor realizará os eventos finais conforme profetizado?

Quinta-feira, 26 de junho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O secamento do Eufrates

Lições da Bíblia1:

Um dos pontos fortes de Babilônia era a maneira como o rio Eufrates passava por baixo de suas muralhas, fornecendo à cidade um suprimento ilimitado de água. Isso também provou ser sua fraqueza. Nitócris, uma antiga rainha babilônica, havia criado obras de terra ao longo do rio para desenvolvê-lo como uma rota para a cidade e, no processo, desviou o rio para um pântano, permitindo que as equipes trabalhassem confortavelmente. Ciro percebeu que poderia fazer a mesma coisa, secando o Eufrates o suficiente para que pudesse marchar confortavelmente com suas tropas sob o muro. Uma vez dentro dos muros da cidade, ele encontrou os muros defensivos que seguiam o rio pela cidade desprotegidos, e a cidade foi tomada em uma única noite. O antigo historiador grego Heródoto relata que “aqueles que viviam no centro de Babilônia não tinham ideia de que os subúrbios haviam caído, pois era uma época de festival, e todos estavam dançando e se entregando aos prazeres” (The Histories [Penguin, 2015], p. 94). Pode haver alguma dúvida de que essa é a mesma festa descrita em Daniel 5?

4. Leia Daniel 5:18-31 e Apocalipse 16:12-19. Que paralelos você encontra entre as últimas pragas do Apocalipse e a história da queda de Babilônia?

Daniel 5:18-31 (NAA)2:  18 Ó rei, o Deus Altíssimo deu o reino a Nabucodonosor, seu pai, bem como grandeza, glória e majestade. 19 Por causa da grandeza que lhe deu, pessoas de todos os povos, nações e línguas tremiam e temiam diante dele. Matava a quem queria e a quem queria deixava com vida; exaltava uns e humilhava outros. 20 Mas, quando o coração dele se elevou, e o seu espírito se tornou orgulhoso e arrogante, foi derrubado do seu trono real e perdeu toda a sua glória. 21 Foi expulso do meio dos filhos dos homens, o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e passou a morar com os jumentos selvagens. Comia capim como os bois e o seu corpo foi molhado pelo orvalho do céu, até que reconheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos do mundo e os dá a quem ele quer. 22 — E o senhor, rei Belsazar, que é filho de Nabucodonosor, não humilhou o seu coração, mesmo sabendo de tudo isso. 23 Pelo contrário, se levantou contra o Senhor do céu, mandando trazer os utensílios do templo dele, para que o senhor, ó rei, as suas mulheres e concubinas, juntamente com os homens importantes do reino, bebessem vinho neles. Além disso, o senhor deu louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não veem, não ouvem e não sabem nada. Mas o senhor não deu glória a Deus, em cuja mão estão a sua vida e todos os seus caminhos. 24 É por isso que ele enviou aquela mão que escreveu na parede. 25 E o que está escrito é isto: Mene, Mene, Tequel e Parsim. 26 — Esta é a interpretação daquilo: Mene: Deus contou os dias do seu reinado, ó rei, e pôs um fim nele. 27 Tequel: Você foi pesado na balança e achado em falta. 28 Peres: O seu reino foi dividido e entregue aos medos e aos persas. 29 Então Belsazar mandou que vestissem Daniel de púrpura, que lhe pusessem uma corrente de ouro no pescoço, e que proclamassem que passaria a ser o terceiro no governo do seu reino. 30 Naquela mesma noite, Belsazar, rei dos caldeus, foi morto. 31 E Dario, o medo, se apoderou do reino, quando tinha mais ou menos sessenta e dois anos de idade.

Apocalipse 16:12-19 (NAA)2: 12 O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates. As águas do rio secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do Oriente. 13 Então vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs. 14 São espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro a fim de ajuntá-los para a batalha do grande Dia do Deus Todo-Poderoso. 15 “Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.” 16 Então ajuntaram os reis no lugar que em hebraico se chama Armagedom. 17 Então o sétimo anjo derramou a sua taça pelo ar. E uma voz forte saiu do santuário, do lado do trono, dizendo: — Está feito! 18 E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu um grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra, tal foi o terremoto, forte e grande. 19 E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E Deus se lembrou da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira.

Ao explicar como discernir os sinais dos tempos, Jesus advertiu Seus discípulos: “Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o Senhor de vocês. Porém, considerem isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada” (Mt 24:42, 43). Assim como na queda de Babilônia, o súbito aparecimento de Cristo tomará a Babilônia moderna de surpresa. No entanto, não precisa ser assim conosco: recebemos amplas evidências da breve volta de Jesus em inúmeras profecias detalhadas.

O mundo não será pego de surpresa apenas porque ignora o que Deus previu; ficará surpreso porque escolheu não acreditar no que Ele disse que aconteceria.

Leia Apocalipse 16:15. Em meio a essas advertências sobre o fim dos tempos, que mensagem do evangelho é encontrada nesse texto? O que significa não andar “nu”?

Quarta-feira, 25 de junho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.Quanto de Jonas você encontra em si mesmo? Como vencer essas atitudes erradas?