Purificando o templo

Lições da Bíblia

“Quando lemos as histórias de Jesus nos evangelhos, muitas vezes somos atraídos por Sua imagem mansa – Seu cuidado para com os doentes e as crianças, Suas histórias acerca da busca pelos perdidos e Seus discursos sobre o reino de Deus. Por isso, quando O vemos agindo de maneira enérgica e sem rodeios, especialmente contra os líderes religiosos de Sua época e algumas de suas práticas, podemos ficar surpresos.”1

“4. Leia Mateus 21:12-16, Marcos 11:15-19, Lucas 19:45-48 e João 2:13-17. Qual é a importância do fato de que esses relatos semelhantes foram contados em todas as narrativas dos evangelhos?”1

Mateus (21:12-16 ARA)2: “12 Tendo Jesus entrado no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam; também derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 13 E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores. 14 Vieram a ele, no templo, cegos e coxos, e ele os curou. 15 Mas, vendo os principais sacerdotes e os escribas as maravilhas que Jesus fazia e os meninos clamando: Hosana ao Filho de Davi!, indignaram-se e perguntaram-lhe: 16 Ouves o que estes estão dizendo? Respondeu-lhes Jesus: Sim; nunca lestes: Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor?”

Marcos (11:15-19 ARA)2: “15 E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 16 Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo; 17 também os ensinava e dizia: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores. 18 E os principais sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida; pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava de sua doutrina. 19 Em vindo a tarde, saíram da cidade.”

Lucas (19:45-48 ARA)2: 45 Depois, entrando no templo, expulsou os que ali vendiam, 46 dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa será casa de oração. Mas vós a transformastes em covil de salteadores. 47 Diariamente, Jesus ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas e os maiorais do povo procuravam eliminá-lo; 48 contudo, não atinavam em como fazê-lo, porque todo o povo, ao ouvi-lo, ficava dominado por ele.”

João (2:13-17 ARA)2: “13 Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. 14 E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; 15 tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas 16 e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio. 17 Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá.”

“Não nos surpreende que esse incidente tenha sido incluído em cada um dos evangelhos. É uma história repleta de drama, ação e furor. Jesus estava evidentemente preocupado com o uso que estavam fazendo do templo e com a substituição da verdadeira adoração pela venda de animais sacrificais. Que profanação de tudo o que esses sacrifícios representavam, isto é, Sua morte substitutiva pelos pecados do mundo!”1

“Essa ação direta se encaixa bem na tradição dos profetas hebreus. Esse ponto é sugerido em cada um dos evangelhos, por Jesus ou pelos escritores desses relatos ao citarem Isaías, Jeremias e Salmos para explicar o que ocorreu nessa história. O povo reconheceu Jesus como profeta

(veja Mt 21:11 [‘E as multidões clamavam: Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia!’])

e aproximou-se Dele enquanto Ele curava e ensinava no pátio do templo depois de ter expulsado os mercadores e cambistas. As pessoas encontraram cura em Seu toque e a esperança crescia no coração delas enquanto ouviam Seu ensinamento.”1

“Os líderes religiosos também reconheceram Jesus como profeta, Alguém que apresentava perigo ao seu poder e à estabilidade da ordem social, e conspiraram para matá-Lo, da mesma forma que seus antepassados tramaram contra os profetas nos séculos anteriores (Examine o contraste entre as duas respostas a Cristo em Lc 19:47, 48 [‘47 Diariamente, Jesus ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas e os maiorais do povo procuravam eliminá-lo; 48 contudo, não atinavam em como fazê-lo, porque todo o povo, ao ouvi-lo, ficava dominado por ele.’]).”1

“Sendo membros da igreja, como garantir que nossas congregações nunca se tornem lugares que necessitem daquilo que o templo necessitava nos dias de Cristo? Quais são os perigos espirituais que devemos evitar? Como fazer isso?”1

Quarta-feira, 14 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus cura

Lições da Bíblia

“Os evangelhos estão repletos de histórias dos milagres de Jesus, especialmente os relatos de cura. Como Isaías havia profetizado, Ele curava os cegos e libertava os que haviam sido mantidos cativos pela doença, e às vezes após muitos anos de sofrimento

(veja, por exemplo, Mc 5:24-34 [24 Jesus foi com ele. 25 Aconteceu que certa mulher, que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia 26 e muito padecera à mão de vários médicos, tendo despendido tudo quanto possuía, sem, contudo, nada aproveitar, antes, pelo contrário, indo a pior, 27 tendo ouvido a fama de Jesus, vindo por trás dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste. 28 Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada. 29 E logo se lhe estancou a hemorragia, e sentiu no corpo estar curada do seu flagelo. 30 Jesus, reconhecendo imediatamente que dele saíra poder, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem me tocou nas vestes? 31 Responderam-lhe seus discípulos: Vês que a multidão te aperta e dizes: Quem me tocou? 32 Ele, porém, olhava ao redor para ver quem fizera isto. 33 Então, a mulher, atemorizada e tremendo, cônscia do que nela se operara, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe toda a verdade. 34 E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal.’]; Jo 5:1-15 [‘1 Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém. 2 Ora, existe ali, junto à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pavilhões. 3 Nestes, jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos 4 [esperando que se movesse a água. Porquanto um anjo descia em certo tempo, agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse]. 5 Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. 6 Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado? 7 Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. 8 Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. 9 Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado. 10 Por isso, disseram os judeus ao que fora curado: Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito. 11 Ao que ele lhes respondeu: O mesmo que me curou me disse: Toma o teu leito e anda. 12 Perguntaram-lhe eles: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito e anda? 13 Mas o que fora curado não sabia quem era; porque Jesus se havia retirado, por haver muita gente naquele lugar. 14 Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior. 15 O homem retirou-se e disse aos judeus que fora Jesus quem o havia curado.’]).

Mas Ele fez mais do que isso: Cristo fez o aleijado andar novamente; curou os leprosos – não apenas por Sua palavra, mas por Seu toque, embora fossem “impuros”. Confrontou demônios que possuíam a mente e o corpo das pessoas; e até ressuscitou os mortos.”1

“Podemos supor que esses milagres tenham ocorrido para atrair multidões e provar Seu poder aos céticos e críticos. Mas esse nem sempre foi o caso. Em vez disso, Jesus muitas vezes ordenou à pessoa curada que não contasse a ninguém o milagre. Embora pareça improvável que os recém-curados seguissem essa ordem e guardassem a maravilhosa notícia para si, Jesus estava tentando mostrar que Seus milagres eram algo mais importante do que um espetáculo. Evidentemente, o objetivo final era que as pessoas recebessem a salvação Nele.”1

“No entanto, os milagres de cura de Jesus foram uma expressão de Sua compaixão. Por exemplo, nos momentos que antecederam à alimentação dos cinco mil, Mateus narrou: ‘Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-Se dela e curou os seus enfermos’ (Mt 14:14). Jesus sentiu a dor dos sofredores e fez o que pôde às pessoas com as quais entrou em contato a fim de ajudá-las e levantá-las.”1

“3. Leia a profecia de Isaías em Mateus 12:15-21. De que maneira Isaías e Mateus identificaram o que Jesus estava fazendo como algo maior do que apenas curar alguns doentes, ou algumas centenas de enfermos?”1

Mateus (12:15-21 ARA)2: “15 Mas Jesus, sabendo disto, afastou-se dali. Muitos o seguiram, e a todos ele curou, 16 advertindo-lhes, porém, que o não expusessem à publicidade, 17 para se cumprir o que foi dito por intermédio do profeta Isaías: 18 Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz. Farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará juízo aos gentios. 19 Não contenderá, nem gritará, nem alguém ouvirá nas praças a sua voz. 20 Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega, até que faça vencedor o juízo. 21 E, no seu nome, esperarão os gentios.”

“Cada milagre realizado por Cristo foi um sinal de Sua divindade. Estava fazendo a própria obra predita acerca do Messias, mas para os fariseus essas obras de misericórdia eram um claro escândalo. Os guias judaicos olhavam com cruel indiferença aos sofrimentos humanos. Em muitos casos, seu egoísmo e opressão haviam causado a dor que Jesus aliviava. Assim, Seus milagres eram uma vergonha para eles” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 406).1

“Os milagres de cura de Jesus foram atos de compaixão e justiça. Mas em todos os casos, eles não eram um fim em si mesmos. Em última análise, todas as obras de Cristo foram realizadas com o propósito de levar as pessoas à vida eterna

(veja Jo 17:3 [‘Dá-me, pois, um penhor; sê o meu fiador para contigo mesmo; quem mais haverá que se possa comprometer comigo?’])”1

Terça-feira, 13 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A declaração de missão de Jesus

Lições da Bíblia

“Em Seu primeiro sermão público, Jesus leu o texto de Isaías 61:1, 2. Não foi coincidência o fato de que esses versos foram o texto de Seu primeiro sermão, quer eles tenham sido a leitura prescrita para aquele dia, quer Jesus tenha intencionalmente encontrado esses versos relevantes no manuscrito que recebeu para ler. Nem é coincidência que o início do registro de Lucas sobre o ministério público de Jesus apresente a história do breve sermão Dele em Lucas 4:16-21, que incluiu as palavras: ‘Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir’ (Lc 4:21).”1

“Parece que Jesus assimilou o ‘tom’ do cântico de Maria sobre um ‘reino invertido’ e começava a colocá-lo em prática em Seu ministério. Jesus e Lucas (em sua narrativa da história do Mestre) utilizaram a profecia de Isaías para explicar o que Ele fazia e estava para fazer, mas a utilização dessa profecia também era outra maneira de expressar o que Maria havia descrito 30 anos antes. Os pobres, feridos e oprimidos eram o foco especial e os destinatários das boas-novas trazidas por Jesus.”1

“Cristo adotou esses versos de Isaías 61 como Sua declaração de missão. Seu ministério foi espiritual e prático, e Ele demonstrou que esses aspectos não estão tão distantes quanto às vezes supomos. Para Cristo e Seus discípulos, o cuidado físico e prático das pessoas significava ao menos parte do cuidado espiritual delas.”1

“2. Leia e compare os textos de Lucas 4:16-21 e 7:18-23. Em sua opinião, por que Jesus respondeu dessa maneira? Como você responderia a perguntas semelhantes sobre a divindade e messianidade de Jesus?”1

Lucas (4:16-21 ARA)2: “16 Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. 17 Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: 18 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19 e apregoar o ano aceitável do Senhor. 20 Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. 21 Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir.”

Lucas (7:18-23 ARA)2: “18 Todas estas coisas foram referidas a João pelos seus discípulos. E João, chamando dois deles, 19 enviou-os ao Senhor para perguntar: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro? 20 Quando os homens chegaram junto dele, disseram: João Batista enviou-nos para te perguntar: És tu aquele que estava para vir ou esperaremos outro? 21 Naquela mesma hora, curou Jesus muitos de moléstias, e de flagelos, e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. 22 Então, Jesus lhes respondeu: Ide e anunciai a João o que vistes e ouvistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres, anuncia-se-lhes o evangelho. 23 E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.”

“Quando Jesus enviou Seus discípulos, a comissão que Ele lhes deu também estava de acordo com essa missão. Embora eles devessem anunciar que estava ‘próximo o reino dos Céus’ (Mt 10:7), as instruções de Jesus a Seus discípulos eram de que eles curassem os enfermos, ressuscitassem os mortos, purificassem os leprosos e expulsassem os demônios. De graça haviam recebido, de graça deviam dar (Mt 10:8). O ministério deles em Seu nome era refletir e pôr em prática os valores e princípios do ministério de Jesus e do reino para o qual Ele convidava as pessoas. Os discípulos também deviam se unir a Cristo em Sua missão de elevar os últimos, os menores e os perdidos.”1

“Como podemos também equilibrar essa obra com a mensagem crucial da pregação das três mensagens angélicas ao mundo perdido? Por que tudo o que fazemos deve estar relacionado, de uma ou de outra maneira, com a proclamação da ‘verdade presente’?”1

Segunda-feira, 12 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Cântico de Maria

Lições da Bíblia

“Imagine a cena: Maria tinha recebido uma mensagem do anjo Gabriel alguns dias antes. Ele havia dito que ela seria a mãe de Jesus, o Filho do Altíssimo. Ela ainda não havia contado a ninguém, mas foi visitar Isabel, sua parente mais velha, que também estava esperando um bebê. Com discernimento espiritual, Isabel reconheceu a novidade de Maria antes mesmo que ela tivesse a chance de dizer qualquer coisa e, juntas, elas celebraram as promessas e a bondade de Deus.”1

“1. Leia Lucas 1:46-55. Observe a mistura de louvores entre o que se referia apenas a Maria – ‘o Poderoso me fez grandes coisas’ (Lc 1:49) – até o aspecto mais geral. Por que nosso louvor e adoração a Deus devem incluir uma ênfase tanto pessoal quanto geral?”1

Lucas (1:46-55 ARA)2: (46-48) “46 Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, 47 e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, 48 porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada,” (49-55) “49 porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. 50 A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. 51 Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos. 52 Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos. 54 Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia 55 a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre, como prometera aos nossos pais.”

“Essa notável canção poderia se encaixar bem entre os salmos ou escritos dos profetas hebreus. Maria estava transbordando com um sentimento de admiração e gratidão a Deus. Ela evidentemente via a atuação de Deus em sua vida, mas também estava bem ciente das implicações maiores do plano de Deus para sua nação e para a humanidade.”1

“Porém, no entendimento de Maria, Deus não era somente poderoso e digno de louvor, mas também misericordioso e, aparentemente, revelava uma consideração especial pelos humildes, oprimidos e pobres. O anjo havia acabado de ir embora após anunciar as ‘boas-novas’ do iminente nascimento de Jesus a Maria, e ela já estava cantando o seguinte: ‘[O Senhor] derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos’ (Lc 1:52, 53).”1

“Logo no início da história da vida de Jesus na Terra, Ele foi apresentado como um governante

veja Lc 1:43 [‘E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?’]),

mas um governante de um reino diferente. Conforme muitos comentaristas descreveram, o reino de Deus a ser inaugurado e estabelecido por Jesus era um ‘reino invertido’ quando comparado à ordem social comum dos reinos deste mundo. Nas descrições do reino de Jesus, os poderosos e ricos deste mundo eram os menores, e os pobres e oprimidos eram libertados, satisfeitos e elevados.”1

“Se a igreja deve ser uma expressão do reino de Deus, ela desempenha bem sua função de exemplificar o ‘reino invertido’ descrito por Maria? Como algo assim poderia ser manifestado, sem que sejamos injustos com os ricos e poderosos, que também são recebedores do amor de Cristo?”1

Domingo, 11 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus e os necessitados

Lições da Bíblia

“O Espírito do Senhor é sobre Mim, pois que Me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-Me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4:18, 19, ARC).1

“Entre outras razões para Sua encarnação, Jesus veio nos mostrar como Deus é. O Mestre fez isso por meio de Seus ensinos, de Seu sacrifício e de Sua vida; isto é, pela Sua maneira de Se relacionar com pessoas comuns. Muitas de Suas ações causaram mudanças imediatas e concretas na vida de outras pessoas.”1

“Esse aspecto do ministério do Messias havia sido predito pelos profetas do Antigo Testamento, pela mãe de Jesus, Maria, e até pelo próprio Jesus quando Ele definiu Sua missão em Seu primeiro sermão registrado (Lc 4). Além disso, os escritores dos evangelhos, ao narrarem a história do Salvador, muitas vezes usaram a linguagem dos profetas do Antigo Testamento para explicar o que Ele estava fazendo. Dessa maneira, a vida de Cristo foi vista claramente na tradição desses profetas, incluindo a compaixão deles pelos pobres e oprimidos.”1

“Contudo, os líderes religiosos enxergavam Jesus como uma ameaça. Em um terrível exemplo de injustiça e crueldade, eles prenderam Jesus, julgaram-No injustamente e O crucificaram. Em Cristo, Deus conheceu a injustiça – e, em Sua morte, expôs o horror do mal. Em Sua ressurreição, porém, Ele triunfou para a vida, bondade e salvação.”1

Sábado, 10 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 

Adorai o Criador – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Textos de Ellen G. White: Beneficência Social, p. 29-34 (“Isaías 58 – A Prescrição Divina”); O Desejado de Todas as Nações, p. 610-620 (“Ais Sobre os Fariseus”).

“Insistindo sobre o valor da piedade prática, o profeta estava unicamente repetindo o conselho dado a Israel séculos antes […]. De século em século esses conselhos foram repetidos pelos servos de Jeová aos que estavam em perigo de cair nos hábitos do formalismo e de esquecer de demonstrar misericórdia” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 326, 327).1

“Tenho sido instruída a chamar a atenção de nosso povo para o capítulo 58 de Isaías. Leiam cuidadosamente esse capítulo e compreendam a espécie de ministério que levará vida às igrejas. A obra do evangelho deve ser promovida por meio de nossa liberalidade bem como de nossos labores. Quando vocês encontrarem pessoas sofredoras necessitando auxílio, deem-lhes. Quando acharem os que estão famintos, alimentem-nos. Assim fazendo vocês estarão trabalhando nas linhas do ministério de Cristo. O santo trabalho do Mestre era de benevolência. Que nosso povo em todos os lugares seja encorajado a tomar parte nele” (Ellen G. White, Beneficência Social, p. 29).1

Perguntas para discussão

“1. Você já pensou na prática da justiça e da misericórdia como atos de adoração? Isso pode mudar sua maneira de cuidar dos outros e de adorar?”1

“2. Como evitar a negligência aos ‘preceitos mais importantes da Lei’ (Mt 23:23), de maneira individual e coletiva? Você já coou ‘mosquito e’ engoliu ‘camelo’? (Mt 23:24, NVI)?”1

“3. Por que a hipocrisia é um pecado grave?”1

“4. Como a visão de Deus e Sua paixão pelos pobres e necessitados devem mudar sua visão de mundo? Você leria ou ouviria as notícias de maneira diferente caso as visse ou as ouvisse com os olhos e ouvidos de um profeta?”1

Resumo:

“Embora os profetas se preocupassem com o mal na terra, eles se concentraram especialmente no mal cometido por pessoas que alegavam ser adoradoras de Deus. Para os profetas e para Jesus, a adoração é incompatível com a injustiça, e a prática de uma religião assim é hipocrisia. A verdadeira adoração que Deus busca envolve o trabalho contra a opressão e o cuidado para com os pobres e necessitados.”1

Sexta-feira, 09 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 

Misericórdia e fidelidade

Lições da Bíblia

“Quando Jesus foi confrontado por alguns líderes religiosos de Sua época, que O criticaram por comer com ‘pecadores’, Ele citou o profeta Oseias, ordenando que eles voltassem a seus livros e descobrissem o que Deus realmente quis dizer quando declarou: ‘Misericórdia quero e não holocaustos’ (Mt 9:13, citando Os 6:6).”1

“Como veremos, Jesus teve uma vida de cuidado e serviço. Seu relacionamento com os outros, Seus milagres de cura e muitas de Suas parábolas demonstraram e enfatizaram que viver dessa maneira é a melhor forma de expressar verdadeira devoção a Deus. Os líderes religiosos foram Seus maiores críticos, mas também foram o alvo de Suas críticas mais severas. Como os religiosos da época de Isaías, eles acreditavam que asseguravam seu relacionamento especial com Deus por causa de suas práticas religiosas, enquanto estavam explorando os pobres e ignorando os necessitados. Sua adoração estava em desacordo com suas ações, e Jesus não foi discreto em condenar essa hipocrisia.”1

“5. Leia Marcos 12:38-40. O comentário de Jesus de que eles devoravam ‘as casas das viúvas’ parece não ‘caber’ nessa lista ou era essa ideia que Jesus estava tentando defender? Por que essas pessoas sofreriam ‘juízo muito mais severo’?”

Marcos (12:38-40 ARA)2: “38 E, ao ensinar, dizia ele: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças; 39 e das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes; 40 os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo.”

“Talvez o sermão mais assustador de Jesus, especialmente para os religiosos, seja aquele que se encontra em Mateus 23. Cristo não apenas descreveu a religião deles como algo que não ajudava os desfavorecidos, mas considerou essa forma de culto um acréscimo aos fardos desses religiosos. Por suas ações ou, às vezes, pela omissão e falta de cuidado, Jesus disse que eles fechavam ‘o reino dos Céus diante dos homens’ (Mt 23:13).”1

“Mas, ao ecoar os profetas dos séculos anteriores, Jesus também tratou diretamente da discrepância entre as sérias práticas desses religiosos e as injustiças que eles toleravam e das quais tiravam proveito. ‘Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!’ (Mt 23:23). Jesus logo acrescentou que as práticas e observâncias religiosas não são erradas em si mesmas, mas não devem tomar o lugar do tratamento justo para com as outras pessoas.”1

“Como podemos evitar a armadilha de pensar que o conhecimento da verdade seja suficiente?”1

Quinta-feira, 08 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Uma forma de adorar

Lições da Bíblia

“Quando explicaram a relação entre adoração e justiça, os profetas recomendaram insistentemente outro passo: que o interesse em socorrer os pobres, os oprimidos e os necessitados fosse parte importante da adoração. Isaías 58 torna essa relação evidente.”1

“4. Conforme a descrição da primeira parte de Isaías 58, o que estava errado no relacionamento entre Deus e Seu povo? Assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso:”1

Isaías (58 ARA)2: “1 Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados. 2 Mesmo neste estado, ainda me procuram dia a dia, têm prazer em saber os meus caminhos; como povo que pratica a justiça e não deixa o direito do seu Deus, perguntam-me pelos direitos da justiça, têm prazer em se chegar a Deus, 3 dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta? Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. 4 Eis que jejuais para contendas e rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto. 5 Seria este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aceitável ao SENHOR?  6 Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? 7 Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? 8 Então, romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda; 9 então, clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás por socorro, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o dedo que ameaça, o falar injurioso; 10 se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. 11 O SENHOR te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam. 12 Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável.  13 Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, 14 então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse.”

A. (   ) Deus havia feito o povo perecer nas mãos dos inimigos.
B. (   ) O povo buscava a Deus de modo egoísta, e jejuava para violência e contendas.

Resposta sugestiva: F; V.

“Essa crítica foi dirigida a um povo ativamente religioso. Os adoradores aparentavam buscar a Deus com sinceridade, mas parece que essa busca não estava funcionando. Então, o Senhor declarou que eles deveriam mudar sua maneira de adorar. A adoração escolhida por Ele era que eles soltassem ‘as correntes da injustiça’, desatassem ‘as cordas do jugo’, pusessem ‘em liberdade os oprimidos’ e rompessem ‘todo jugo’ (Is 58:6, NVI). Eles também deveriam alimentar os famintos, acolher os desabrigados e ajudar os necessitados.”1

“Essas atividades não são a única maneira de adorar, mas Deus as recomendou como uma forma de adoração que não se concentra apenas no interior, mas em algo que traz bênçãos para todos ao redor dos adoradores de Deus. ‘O verdadeiro propósito da religião é libertar o ser humano dos fardos do pecado, eliminar a intolerância e a opressão e promover justiça, liberdade e paz’ (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 325).”1

“Em Isaías 58:8-12, Deus prometeu bênçãos em resposta a essa forma de adoração. Com efeito, o Senhor disse que, se o povo fosse menos concentrado em si mesmo, perceberia Deus trabalhando com ele e por meio dele para trazer cura e restauração.”

“Esse capítulo também relaciona a adoração à renovação da prazerosa guarda do sábado. Já refletimos sobre algumas fortes relações entre o sábado e o ministério, mas esses versos incluem ambas as atividades no chamado a que o povo revitalizasse sua adoração. Refletindo sobre eles Ellen G. White comentou: ‘Sobre os que guardam o sábado do Senhor é imposta a responsabilidade de realizar uma obra de misericórdia e beneficência’ (Beneficência Social, p. 121).”

Quarta-feira, 07 de agosto de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.