A trama contra Daniel

Lições da Bíblia

“2. Leia Daniel 6:6-9. Qual era o pensamento por trás do decreto? Como ele explorava a vaidade do rei?”1

Daniel 6:6-9 (ARA)2: “6 Então, estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e lhe disseram: Ó rei Dario, vive eternamente! 7 Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei estabeleça um decreto e faça firme o interdito que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões. 8 Agora, pois, ó rei, sanciona o interdito e assina a escritura, para que não seja mudada, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar. 9 Por esta causa, o rei Dario assinou a escritura e o interdito.”

“Dario foi tolo ao promulgar um decreto que ele logo desejou revogar. Ele caiu na armadilha dos oficiais, que foram espertos o suficiente para jogar com as circunstâncias políticas do reino recém-estabelecido. Dario havia descentralizado o governo e estabelecido cento e vinte sátrapas para tornar a administração mais eficiente. Porém, essa ação acarretava riscos em longo prazo. Um governador influente poderia facilmente promover uma rebelião e dividir o reino. Portanto, uma lei forçando todos a fazer petições apenas ao rei durante trinta dias parecia uma boa estratégia para promover a lealdade ao monarca e, assim, impedir qualquer tipo de revolta. Mas os oficiais enganaram Dario, alegando que essa proposta tinha o apoio de ‘todos’ os governadores, administradores, sátrapas e conselheiros – uma evidente imprecisão, uma vez que Daniel não estava incluído. Além disso, a perspectiva de ser tratado como deus pode ter sido atraente para o rei.”1

“Não há evidência de que os reis persas tivessem reivindicado status divino. No entanto, o decreto pode ter sido planejado para tornar o rei o único representante dos deuses durante trinta dias; isto é, as orações aos deuses tinham que ser oferecidas por meio dele. Infelizmente, o rei não investigou as motivações por trás da proposta. Assim, ele não conseguiu perceber que a lei que supostamente impediria uma conspiração foi, em si, uma conspiração para prejudicar Daniel.”1

“Dois aspectos dessa lei merecem atenção. Primeiramente, a punição ao transgressor era ser lançado na cova dos leões. Como esse tipo de castigo não foi atestado em nenhum outro lugar, ele pode ter sido uma sugestão dos inimigos de Daniel para essa situação específica. Antigos monarcas do Oriente Próximo colocavam leões em jaulas a fim de libertá-los em certas ocasiões para caçar. Portanto, não faltariam leões para despedaçar quem ousasse transgredir o decreto do rei. Em segundo lugar, o decreto não podia ser alterado. A natureza imutável da ‘lei dos persas e medos’ também é mencionada em Ester 1:19 e Ester 8:8. Diodorus Siculus, um antigo historiador grego, mencionou uma ocasião em que Dario III (que não deve ser confundido com o Dario mencionado em Daniel) mudou de ideia, mas não conseguiu mais revogar uma sentença de morte que havia decretado contra um inocente.”1

Dez Dias de Oração e Resgate – 5º dia: hoje vamos pedir que Deus nos dê mais disposição para estudar Sua Palavra.

Segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Pessoas invejosas

Lições da Bíblia

“Mesmo no Céu, um ambiente perfeito, Lúcifer teve inveja de Cristo. ‘Lúcifer ficou invejoso e enciumado de Jesus Cristo. Todavia, quando todos os anjos se curvaram diante de Jesus reconhecendo Sua supremacia e alta autoridade e direito de governar, ele curvou-se com eles, mas seu coração estava cheio de inveja e rancor’ (Ellen G. White, História da Redenção , p. 14). Abrigar o sentimento de inveja é tão perigoso que, nos Dez Mandamentos, juntamente com a proibição do assassinato e do furto, há o mandamento contra a cobiça (veja Êx 20:17 [‘Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.’]2).”1

1. Leia Daniel 6:1-5; Gênesis 37:11 e 1Samuel 18:6-9. Qual foi a função da inveja em todas essas histórias? Assinale a alternativa correta:

Daniel 6:1-5 (ARA)2: “1 Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte sátrapas, que estivessem por todo o reino; 2 e sobre eles, três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes sátrapas dessem conta, para que o rei não sofresse dano. 3 Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino. 4 Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. 5 Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus.”

Gênesis 37:11 (ARA)2: “Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo.”

1Samuel 18:6-9 (ARA)2: 6 Sucedeu, porém, que, vindo Saul e seu exército, e voltando também Davi de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando, com tambores, com júbilo e com instrumentos de música. 7 As mulheres se alegravam e, cantando alternadamente, diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares. 8 Então, Saul se indignou muito, pois estas palavras lhe desagradaram em extremo; e disse: Dez milhares deram elas a Davi, e a mim somente milhares; na verdade, que lhe falta, senão o reino? 9 Daquele dia em diante, Saul não via a Davi com bons olhos.”

A. (   ) A inveja colocou homens de Deus no poder.
B. (   ) A inveja trouxe destruição e inimizade entre pessoas e líderes.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“As habilidades administrativas de Daniel impressionaram o rei, mas provocaram inveja em outros oficiais. Portanto, eles conspiraram para se livrarem de Daniel, acusando-o de corrupção. Todavia, por mais que tivessem procurado, não encontraram falhas na administração de Daniel. ‘Os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa’ (Dn 6:4). A palavra aramaica traduzida como ‘fiel’ também pode ser traduzida como ‘digno de confiança’.”

“Daniel era irrepreensível; não havia nada que os oficiais pudessem fazer para levantar uma acusação contra ele. Porém, eles também perceberam como Daniel era fiel ao seu Deus e obediente à Sua Lei. Portanto, entenderam que, para incriminar Daniel, teriam que produzir uma situação na qual o profeta fosse confrontado com o dilema de obedecer à Lei de Deus ou à lei do império. Em virtude do que os oficiais haviam descoberto sobre o servo de Deus, eles estavam absolutamente convencidos de que, sob condições convenientes, se houvesse um conflito entre a Lei de Deus e a lei do império, Daniel se posicionaria ao lado da Lei de Deus. Que testemunho da fidelidade desse homem!”

“Você já teve que lidar com a inveja? Como reagiu a ela? Por que esse é um pecado espiritual tão mortal e incapacitante?”

Dez Dias de Oração e Resgate – 4º dia: hoje vamos orar pelo reavivamento em nossa família e por cinco amigos.

Domingo, 09 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Da cova dos leões à cova do anjo

Lições da Bíblia

“Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (Dn 6:4).

“Depois que os medo-persas tomaram Babilônia, Dario, o medo, reconheceu a sabedoria de Daniel e o convidou para fazer parte do novo governo. O profeta idoso se destacou tanto em seus deveres públicos que o novo rei o nomeou administrador-chefe de todo o governo medo-persa.”1

“Contudo, Daniel enfrentou o resultado do que poderíamos corretamente chamar de ‘pecado original supremo’ – a inveja. Entretanto, ele foi fiel não apenas aos seus deveres seculares sob o governo dos medo-persas, mas acima de tudo, ao seu Deus. Além disso, podemos ter a certeza de que, em grande medida, sua fidelidade a Deus também influenciou diretamente sua lealdade em outras áreas.”1

“A experiência de Daniel com a perseguição serve como paradigma para o povo de Deus no tempo do fim. A História não sugere que Seu povo será poupado das provações e sofrimentos. O que ela garante é que, no conflito contra o mal, o bem acabará vencendo, e Deus finalmente vindicará Seu povo.”1

“Quando você se sentir fraco e a ponto de cair, vá a Cristo e diga-Lhe: ‘Senhor, entrego-Te a minha vontade.’”1

Dez Dias de Oração e Resgate – 3º dia: hoje vamos orar pelos líderes da igreja e por cinco amigos.

Sábado, 08 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 

Da arrogância à destruição – Estudo adicional

Lições da Bíblia

“Grandes banquetes eram comuns nas cortes do mundo antigo. Os reis gostavam de dar festas extravagantes para mostrar sua grandeza. Embora não conheçamos os detalhes desse banquete em particular, sabemos que ele aconteceu quando o exército medo-persa estava pronto para atacar Babilônia. Mas, humanamente falando, não havia motivo para preocupação. Babilônia tinha muros fortificados, estoque de comida para muitos anos e muita água, pois o rio Eufrates fluía pelo centro da cidade. O rei Belsazar não viu problema em fazer uma festa enquanto o inimigo rodeava a cidade. Ele ordenou uma celebração importante, que logo se degenerou em orgia. Quanta arrogância humana, em contraste com o poder divino! Por meio de Daniel, Deus disse ao rei que, apesar das oportunidades que ele tivera para descobrir a verdade, ele não havia glorificado o Senhor, em cuja mão estava a vida dele e todos os seus caminhos (Dn 5:23).”1

“A história das nações fala a nós hoje. Deus tem designado um lugar em Seu grande plano para cada nação e cada indivíduo. Homens e nações estão sendo hoje postos à prova pelo prumo na mão Daquele que não erra. Todos estão por sua própria escolha decidindo seu destino, e Deus está superintendendo tudo para a realização dos Seus propósitos” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 536).1

Perguntas para discussão

“1. De quais maneiras a sociedade e a cultura profanam a verdade de Deus? Como deveríamos, como igreja e como indivíduos, reagir a essas profanações?”1

“2. O que é mais importante: o que sabemos ou nossa reação ao que sabemos? (Dn 5:22).”1

“3. Quais princípios espirituais encontramos em Daniel 5:23? Como o texto nos adverte sobre a oposição a Deus? O que o texto revela sobre o Deus criador e mantenedor?”1

“4. Mesmo sem saber o sentido das palavras, Belsazar ficou assustado (Dn 5:6). O que significa viver com uma consciência culpada?”1

Sexta-feira, 07 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 

A queda de Babilônia

Lições da Bíblia

“5. Leia Daniel 5:29-31 e Apocalipse 14:8; Ap 16:19; Ap 18:2. Como a queda da Babilônia de Belsazar aponta para a queda da Babilônia do fim dos tempos?”1

Daniel 5:29-31 (ARA)2: “29 Então, mandou Belsazar que vestissem Daniel de púrpura, e lhe pusessem cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem que passaria a ser o terceiro no governo do seu reino. 30 Naquela mesma noite, foi morto Belsazar, rei dos caldeus. 31 E Dario, o medo, com cerca de sessenta e dois anos, se apoderou do reino.”

Apocalipse 14:8 (ARA)2: “Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.”

Apocalipse 16:19 (ARA)2: “E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira.”

Apocalipse 18:2 (ARA)2: “Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável,”

“Quaisquer que fossem seus defeitos, Belsazar era um homem de palavra. Portanto, apesar das más notícias, ele ficou satisfeito com a interpretação dada por Daniel e, por essa razão, concedeu ao profeta os presentes prometidos. Parece que, admitindo a verdade da mensagem de Daniel, o rei reconhecia implicitamente a realidade do Deus dele. É interessante que o profeta, naquele momento, aceitou os presentes que havia recusado antes, provavelmente porque eles não podiam mais influenciar sua interpretação. Além disso, àquela altura, os presentes não tinham mais sentido já que o império estava prestes a cair. Portanto, talvez por uma questão de cortesia, o profeta aceitou as recompensas, sabendo que ele seria o terceiro governante do reino por apenas algumas horas.”1

“Exatamente como foi anunciado pelo profeta, Babilônia caiu; e isso aconteceu rapidamente. Enquanto o rei e seus cortesãos bebiam, a cidade caiu sem sequer uma batalha. Segundo o historiador Heródoto, os persas cavaram um canal para desviar o rio Eufrates e marcharam para dentro da cidade pelo leito do rio. Naquela mesma noite, Belsazar foi morto. Seu pai, o rei Nabonido, já havia deixado a cidade, entregando-se mais tarde aos novos governantes. Assim chegou ao fim o maior império que a humanidade tinha conhecido até aquele momento. Babilônia, a cabeça de ouro, não mais existia.”1

“Belsazar havia recebido muitas oportunidades para conhecer e fazer a vontade de Deus. Ele tinha visto seu avô, Nabucodonosor, banido da sociedade dos homens. Ele tinha visto o intelecto, no qual o soberbo monarca se gloriava, ser levado por Aquele que o havia concedido. Ele tinha visto o rei ser expulso de seu reino e ser feito de companhia dos animais do campo. Mas o amor de Belsazar pela diversão e glorificação própria apagou as lições que ele jamais deveria ter esquecido. Além disso, ele havia cometido pecados semelhantes aos que trouxeram notáveis juízos sobre Nabucodonosor. O rei desperdiçou as oportunidades graciosamente concedidas a ele, deixando de usar as circunstâncias ao seu alcance para se familiarizar com a verdade” (Ellen G. White, Bible Echo, 25 de abril de 1898).1

“Quais oportunidades temos para nos tornar ‘familiarizados com a verdade’? O que isso significa? Quando poderemos dizer que estamos familiarizados com toda a verdade que precisamos saber?”1

Dez Dias de Oração e Resgate – 1º dia: hoje vamos orar por reavivamento pessoal.

Quinta-feira, 06 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Pesado e achado em falta

Lições da Bíblia

“4. Leia Daniel 5:13-28. Qual foi a razão apresentada por Daniel para o iminente fim daquele rei? Assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso:”1

Daniel 5:13-28 (ARA)2: “13 Então, Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei e disse a Daniel: És tu aquele Daniel, dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? 14 Tenho ouvido dizer a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti, e que em ti se acham luz, inteligência e excelente sabedoria. 15 Acabam de ser introduzidos à minha presença os sábios e os encantadores, para lerem esta escritura e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras. 16 Eu, porém, tenho ouvido dizer de ti que podes dar interpretações e solucionar casos difíceis; agora, se puderes ler esta escritura e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, terás cadeia de ouro ao pescoço e serás o terceiro no meu reino. 17 Então, respondeu Daniel e disse na presença do rei: Os teus presentes fiquem contigo, e dá os teus prêmios a outrem; todavia, lerei ao rei a escritura e lhe farei saber a interpretação. 18 Ó rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino e grandeza, glória e majestade. 19 Por causa da grandeza que lhe deu, povos, nações e homens de todas as línguas tremiam e temiam diante dele; matava a quem queria e a quem queria deixava com vida; a quem queria exaltava e a quem queria abatia. 20 Quando, porém, o seu coração se elevou, e o seu espírito se tornou soberbo e arrogante, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. 21 Foi expulso dentre os filhos dos homens, o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; deram-lhe a comer erva como aos bois, e do orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre o reino dos homens e a quem quer constitui sobre ele. 22 Tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que sabias tudo isto. 23 E te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos os utensílios da casa dele perante ti, e tu, e os teus grandes, e as tuas mulheres, e as tuas concubinas bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste. 24 Então, da parte dele foi enviada aquela mão que traçou esta escritura. 25 Esta, pois, é a escritura que se traçou: Mene, Mene, Tequel e Parsim. 26 Esta é a interpretação daquilo: Mene: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele. 27 Tequel: Pesado foste na balança e achado em falta. 28 Peres: Dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas.”

A. (   ) Ele havia se levantado contra o Senhor, trazendo os utensílios do templo para um banquete pagão, além de ter adorado deuses falsos.
B. (   ) Ele havia cobrado muitos impostos dos pobres.

Resposta sugestiva: Alternativa V; F.

“Forçado pelas circunstâncias, o rei recorreu à consultoria de Daniel; porém, parece tê-lo feito com relutância. Isso revela mais sobre a sua atitude em relação ao Deus de Daniel do que em relação ao próprio Daniel.”1

“Por sua vez, a resposta daquele idoso hebreu à oferta de recompensa do rei mostra suas prioridades e seu caráter. Também é provável que Daniel, conhecendo o significado das palavras misteriosas, percebesse a inutilidade da recompensa.”

“Daniel então fez três acusações ao rei.”1

“Primeiramente, Belsazar havia ignorado completamente a experiência de Nabucodonosor. Caso contrário, ele teria se arrependido e se humilhado como seu antecessor.”1

“Em segundo lugar, Belsazar havia utilizado os utensílios do templo para beber vinho e louvar seus ídolos. Nessa ocasião, Daniel mencionou, na mesma ordem apresentada anteriormente, os seis tipos de materiais usados para fazer ídolos.”1

“Em terceiro lugar, o rei havia negligenciado a glorificação a Deus, Aquele ‘em cuja mão’ estava a vida dele e todos os seus caminhos (Dn 5:23).”1

“Tendo indicado os erros do rei, Daniel apresentou a interpretação. Vemos então que o grafite divino consistia em três verbos aramaicos (sendo que o primeiro foi repetido). O rei e seus sábios deveriam ter conhecido seu significado básico: MENE: ‘contado’; TEKEL: ‘pesado’ e PERES [PARSIM]: ‘dividido’.”1

“Com o exército medo-persa às portas de Babilônia, o rei e os sábios devem ter suspeitado de algum significado sinistro naquele escrito, mas os sábios não ousaram dizer nada desagradável ao rei. Somente Daniel provou ser capaz de decodificar a verdadeira mensagem em uma declaração que tivesse sentido, a fim de transmitir seu significado completo a Belsazar: ‘MENE: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele. TEQUEL: Pesado foste na balança e achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas’ (Dn 5:26-28). Essas não foram palavras de conforto e ânimo.”1

“O juízo chegou rapidamente ao rei. Como podemos confiar em Deus nos casos em que, para o presente, a justiça e o juízo ainda não chegaram?”1

(Veja Ec 3:17 [‘Então, disse comigo: Deus julgará o justo e o perverso; pois há tempo para todo propósito e para toda obra.’]2; Ec 8:11 [‘Visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal.’]2; Mt 12:36 [‘Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo;’]2; Rm 14:12 [‘Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.’]2).

Quarta-feira, 05 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A chegada da rainha

Lições da Bíblia

“3. Leia Daniel 5:9-12. O que a rainha disse sobre Daniel que o rei já devia saber? O que a aparente ignorância de Belsazar quanto à existência de Daniel nos revela sobre o rei? Assinale a alternativa correta:”1

Daniel 5:9-12 (ARA)2: “8 Então, entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação. 9 Com isto, se perturbou muito o rei Belsazar, e mudou-se-lhe o semblante; e os seus grandes estavam sobressaltados. 10 A rainha-mãe, por causa do que havia acontecido ao rei e aos seus grandes, entrou na casa do banquete e disse: Ó rei, vive eternamente! Não te turbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante. 11 Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos; nos dias de teu pai, se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria como a sabedoria dos deuses; teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos encantadores, dos caldeus e dos feiticeiros, 12 porquanto espírito excelente, conhecimento e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e solução de casos difíceis se acharam neste Daniel, a quem o rei pusera o nome de Beltessazar; chame-se, pois, a Daniel, e ele dará a interpretação.”

A. (   ) Revela que o rei desconsiderava o passado de Daniel e seu Deus.
B. (   ) Mostra que ele amava o Deus de Daniel e queria conhecê-Lo.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“Visto que o salão de banquetes havia sido tomado de confusão por causa da mensagem misteriosa na parede, a rainha entrou e deu instruções ao atordoado rei. Ela lembrou o monarca sobre Daniel, cuja habilidade para interpretar sonhos e resolver mistérios tinha sido demonstrada durante a época de Nabucodonosor. Se Belsazar fosse tão inteligente quanto seu antecessor, ele saberia a quem recorrer para descobrir o significado dessa escrita misteriosa. A intervenção da rainha se mostrou necessária para o rei, que naquele momento parecia totalmente perdido quanto ao que fazer. Suas palavras soam como uma repreensão a Belsazar por ele ter negligenciado a única pessoa no reino que poderia interpretar a escrita misteriosa. Além disso, ela apresentou verbalmente ao monarca o currículo de Daniel: o profeta tinha o Espírito do Deus Santo, luz, inteligência e sabedoria divina, espírito excelente, conhecimento; era capaz de compreender, interpretar sonhos, resolver mistérios e explicar enigmas; ele era o chefe dos magos, astrólogos, caldeus e adivinhos na época de Nabucodonosor (Dn 5:11,12).”1

“A essa altura, novamente nos perguntamos por que Belsazar ignorou Daniel. O texto não oferece uma resposta direta a essa pergunta, mas presumimos que, naquele momento, Daniel, após ter servido ao rei pelo menos até o terceiro ano de seu reinado (Dn 8:1, 27), não mais estava no serviço ativo. Um fator poderia ser a idade do profeta. Ele provavelmente estivesse com cerca de 80 anos, e é possível que o rei tivesse substituído a idosa liderança por uma geração mais jovem. O rei também pode ter decidido ignorar Daniel porque não queria se comprometer com o Deus dele. Mas seja qual for a razão ou a combinação de razões, continua a ser surpreendente que alguém com um registro de trabalho como o de Daniel pudesse ter sido esquecido tão cedo.”1

“Leia Romanos 1:16-32 [‘16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; 17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé. 18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; 19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; 21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. 22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos 23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. 24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; 25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! 26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; 27 semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. 28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, 29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, 30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, 31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.’]2.

De que maneira vemos o princípio expresso nesses versos manifestado não apenas nessa história, mas no mundo de hoje?”1

Lembre-se de que não há felicidade verdadeira no caminho contrário à vontade de Deus.

Terça-feira, 04 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um visitante indesejado

Lições da Bíblia

“2. Leia Daniel 5:5-8. O que aconteceu? Por que o rei reagiu de modo tão aflito? Qual é a semelhança entre esse relato e Daniel 2? Por que essa semelhança é importante? (Veja Sl 96:5; Cl 1:15-17)”1

Daniel 5:5-8 (ARA)2: “5 No mesmo instante, apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam, defronte do candeeiro, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via os dedos que estavam escrevendo. 6 Então, se mudou o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro. 7 O rei ordenou, em voz alta, que se introduzissem os encantadores, os caldeus e os feiticeiros; falou o rei e disse aos sábios da Babilônia: Qualquer que ler esta escritura e me declarar a sua interpretação será vestido de púrpura, trará uma cadeia de ouro ao pescoço e será o terceiro no meu reino. 8 Então, entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação.”

Salmo 96:5 (ARA)2: “Porque todos os deuses dos povos não passam de ídolos; o Senhor, porém, fez os céus.”

Colossenses 1.14-17 (ARA)2: “14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. 15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; 16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. 17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.”

“Como Nabucodonosor havia feito em crises anteriores (Dn 2:2; Dn 4:7), Belsazar chamou os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores para esclarecer a misteriosa escritura na parede. E para ter a certeza de que eles dariam o melhor de si, o rei lhes prometeu honras extravagantes: (1) vestimenta de púrpura, uma cor usada pela realeza nos tempos antigos (Et 8:15); (2) uma corrente de ouro, que era um sinal de status social elevado (Gn 41:42); e (3) a posição de terceiro governante no reino. Essa última recompensa reflete com precisão as circunstâncias históricas de Babilônia naquela época. Visto que Belsazar era o segundo governante como co-regente junto ao seu pai, Nabonido, ele ofereceu a posição de terceiro governante. Mas, apesar das recompensas tentadoras, os sábios mais uma vez não apresentaram uma explicação.”1

“Além de todos os seus pecados, o rei então tentou encontrar sabedoria no lugar errado. Os especialistas babilônicos não puderam descobrir o significado da mensagem. Ela estava escrita em sua própria língua, o aramaico, como veremos amanhã, mas eles não conseguiram entender o significado das palavras. Isso nos lembra do que o Senhor falou por meio de Isaías: ‘A sabedoria dos seus sábios perecerá, e a prudência dos seus prudentes se esconderá’ (Is 29:14). Depois de citar esse verso, o apóstolo Paulo declarou: ‘Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não O conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação’ (1Co 1:20,21).”1

“Algumas verdades são importantes demais para que os seres humanos tentem decifrá-las por si mesmos. Por essa razão, o Senhor é quem nos revela essas realidades.”1

“Em vista do que estava para ocorrer em Babilônia, qual seria a importância das recompensas prometidas a Daniel? O que isso revela sobre a transitoriedade das coisas do mundo? Por que precisamos sempre ter em mente a perspectiva da eternidade em tudo o que fazemos?”1

Segunda-feira, 03 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.