A fé do patriarca Abraão: parte 2

Lições da Bíblia1

Em Gênesis 15:6, vemos que várias traduções usaram as expressões “ter em conta” (do hebraico, hasab), “creditar” (NVI) ou “considerar” (Nova Versão Transformadora).

O mesmo termo é empregado em outros textos nos livros de Moisés. Uma pessoa ou coisa é “considerada” o que não é. Por exemplo, em Gênesis 31:15, Raquel e Lia afirmaram que seu pai as “considerava” estrangeiras, embora elas fossem filhas dele. O dízimo do levita foi “atribuído” (“considerado” ou “contado”) como se fosse produto da eira, embora evidentemente não fosse trigo (Nm 18:27, 30).

5. Como a ideia de “imputar”, “creditar” ou “considerar” é expressa no contexto dos sacrifícios? Lv 7:18; 17:1-4

Lv 7:18 (ARA)2: “Se da carne do seu sacrifício pacífico se comer ao terceiro dia, aquele que a ofereceu não será aceito, nem lhe será atribuído o sacrifício; coisa abominável será, e a pessoa que dela comer levará a sua iniquidade.”

Lv 17:1-4 (ARA)2: “1 Disse o Senhor a Moisés: 2 Fala a Arão, e a seus filhos, e a todos os filhos de Israel e dize-lhes: Isto é o que o Senhor ordenou, dizendo: 3 Qualquer homem da casa de Israel que imolar boi, ou cordeiro, ou cabra, no arraial ou fora dele, 4 e os não trouxer à porta da tenda da congregação, como oferta ao Senhor diante do seu tabernáculo, a tal homem será imputada a culpa do sangue; derramou sangue, pelo que esse homem será eliminado do seu povo;”

A versão Almeida Revista e Atualizada usa a palavra “imputar” para traduzir hasab. Se determinado sacrifício (“oferta pacífica”) não fosse comido até o terceiro dia, seu valor se perdia, e a oferta não devia ser “atribuída” (Lv 7:18; do hebraico hasab) em benefício do ofertante. Levítico 7:18 fala de uma situação em que um sacrifício era “atribuído” em benefício do pecador (compare com Lv 17:1-4), que então era contado diante de Deus como justo. Deus considerava justo o pecador, embora o indivíduo fosse, na verdade, injusto.

6. Reflita sobre essa maravilhosa verdade de que, apesar de nossas falhas, podemos ser considerados justos aos olhos de Deus. Escreva a sua compreensão desse assunto:

A maravilhosa verdade – de que somos declarados justos, não por causa de nossos atos, mas unicamente pela fé no que Cristo fez por nós – é a essência da expressão “justificação pela fé”. No entanto, nossa fé não nos torna justos; em vez disso, a fé é o meio pelo qual obtemos o dom da justiça. Essa é a beleza, o mistério e a glória do cristianismo. Tudo em que cremos como cristãos, como seguidores de Cristo, tem origem nesse conceito maravilhoso. Por meio da fé, somos considerados justos aos olhos de Deus. Tudo o que vem depois: obediência, santificação, desenvolvimento do caráter e amor, deve se originar dessa verdade essencial.

O que você responderia a alguém que busca ser cristão, mas diz: “Eu não me sinto justo”?

Quarta-feira, 16 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A fé do patriarca Abraão: parte 1

Lições da Bíblia1

“Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi atribuído para justiça” (Gn 15:6). Esse verso continua sendo uma das declarações mais profundas de todas as Escrituras. Ele estabelece a verdade crucial da religião bíblica, de que a justificação ocorre somente pela fé, e isso muitos séculos antes de Paulo escrever sobre esse assunto em Romanos. Esses versos provam que, desde o Éden, a salvação sempre ocorreu da mesma forma.

O contexto imediato do verso nos ajuda a entender como era grande a fé que Abraão tinha, que creu na promessa divina de que teria um filho, apesar de todas as evidências físicas que pareciam tornar impossível essa promessa. É a fé que percebe o próprio desamparo, a fé que requer uma entrega completa do ser, a fé que exige uma submissão total ao Senhor, a fé que resulta em obediência. Essa era a fé de Abraão, e lhe foi atribuída “para justiça”.

3. Por que a Bíblia declara que “isso lhe foi atribuído para justiça”? Abraão era “justo” no sentido da justiça de Deus? O que ele fez, não muito depois de Deus tê-lo declarado justo? Como isso nos ajuda a entender por que essa justiça foi atribuída a ele, em oposição ao que ele realmente era?

Porque Abraão não era justo. Ele foi considerado justo mesmo não sendo assim. Ele não era perfeito. Ele cometeu pecados.

Por mais que Abraão tenha vivido em fé e obediência, sua vida não era de perfeita fé e obediência. Às vezes, ele mostrava fraqueza em ambas as áreas. Tudo isso leva ao ponto fundamental: a justiça que nos salva é uma justiça creditada a nós, uma justiça imputada a nós. Isso significa que somos declarados justos aos olhos de Deus, apesar de nossas falhas; significa que o Deus do Céu nos vê como justos, mesmo que não sejamos. Ele fez isso a Abraão, e fará a todos os que vierem a Ele na “fé que Abraão teve” (Rm 4:16).

4. Leia Romanos 4:1-7. Examine o contexto em que Paulo usou Gênesis 15:6. Ore sobre esses versos e escreva, em suas próprias palavras, o que você crê que os versos estejam lhe dizendo:

Romanos 4:1-7 (ARA)2: 1 Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? 2 Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. 3 Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. 4 Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. 5 Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça. 6 E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras: 7 Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos;”

Gênesis 15:6 (ARA)2: “Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça.”

Terça-feira, 15 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A aliança e o sacrifício

Lições da Bíblia1

“Sabendo que não foi mediante coisas perecíveis, como prata ou ouro, que vocês foram resgatados da vida inútil que seus pais lhes legaram, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula” (1Pe 1:18, 19).

1. O que Pedro quis dizer ao declarar que fomos resgatados? Como isso ocorreu?

Quando Pedro falou sobre a morte expiatória de Cristo na cruz, a ideia de “resgate” ou de preço a que ele se referiu nos faz lembrar da antiga prática em que um escravo era libertado da escravidão após o pagamento de determinado valor (pagamento feito geralmente por um parente). Em contraste, Cristo nos resgatou da escravidão do pecado e de seu resultado final, a morte, mas Ele o fez por meio de Seu “precioso sangue”, de Sua morte substitutiva e voluntária no Calvário. Esse é o fundamento de todas alianças: sem a morte de Cristo, a aliança se tornaria nula e sem efeito, porque Deus não poderia ter cumprido com justiça Sua parte do acordo, que é o dom da vida eterna, concedido a todo o que crê.

2. Examine os seguintes versos: Rm 6:23; 1Jo 5:11, 13. Que mensagem eles têm em comum?

Rm 6:23 (ARA)2: “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

1Jo 5:11, 13 (ARA)2: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. […] Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.”

Temos essa promessa de vida eterna, pois só Jesus podia reparar a brecha que nos privou da vida eterna. Por quê? Porque só a justiça e o valor infinito do Criador poderiam cancelar nossa dívida para com a lei transgredida – essa é a amplitude da ruptura causada pelo pecado. Afinal, o que se poderia dizer sobre a seriedade da eterna lei moral de Deus se uma criatura finita e temporal pudesse pagar a penalidade por sua transgressão? Só Alguém igual a Deus, em quem existia vida não emprestada, não derivada e eterna, poderia ter pago o resgate exigido para nos livrar da dívida para com a lei. Assim todas as promessas da aliança são cumpridas e temos vida eterna, mesmo agora; assim fomos resgatados do pecado e da morte.

Imagine que uma criança, em um museu, jogasse tinta sobre uma valiosa pintura de Rembrandt e a estragasse. Os pais, mesmo vendendo todos os seus bens, não conseguiriam pagar a dívida. Essa imagem nos ajuda a entender a gravidade da ruptura causada pelo pecado, nossa incapacidade para repará-la e por que só Deus podia pagar a dívida?

Segunda-feira, 14 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Reflexões sobre o Calvário

Lições da Bíblia1

O modo de salvação do Antigo Testamento sob a aliança mosaica não é diferente do modo de salvação do Novo Testamento sob a nova aliança. A salvação é somente pela fé. Se fosse por qualquer outra coisa, como obras, a salvação seria devida a nós, algo que o Criador seria obrigado a nos conceder. Só os que não entendem a gravidade do pecado creem que Deus teria obrigação de nos salvar. Ao contrário, se existe uma obrigação é a nossa dívida para com a lei transgredida. Não podíamos cumprir essa obrigação; felizmente, Jesus a cumpriu por nós.

“Quando os homens e mulheres puderem compreender mais plenamente a magnitude do grande sacrifício feito pela Majestade do Céu em morrer em lugar do homem, então será magnificado o plano da salvação, e as reflexões sobre o Calvário despertarão ternas, sagradas e vivas emoções no espírito cristão. Terão no coração e nos lábios louvores a Deus e ao Cordeiro. Orgulho e egoísmo não podem florescer no coração que guarda vivas na memória as cenas do Calvário […]. Nem toda a riqueza do mundo é suficiente em valor para redimir uma pessoa a perecer. Quem pode medir o amor experimentado por Cristo para com um mundo perdido, ao pender Ele da cruz, sofrendo pelas culpas dos pecadores? Esse amor foi imenso, infinito.

“Cristo mostrou que Seu amor era mais forte do que a morte. Ele estava realizando a salvação do homem; e se bem que sofresse o mais terrível conflito com os poderes das trevas, entretanto, em meio a tudo isso, Seu amor se tornou mais e mais forte. Suportou a ocultação do semblante de Seu Pai, a ponto de Ele exclamar em amargura: ‘Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?’ (Mt 27:46). Seu braço trouxe salvação. Foi pago o preço para comprar a redenção do homem, quando, no último conflito interior, foram proferidas as benditas palavras que pareceram ressoar através da criação: ‘Está consumado’ (Jo 19:30). […]

“As cenas do Calvário requerem a mais profunda emoção. A esse respeito vocês estarão desculpados se manifestarem entusiasmo. Que Cristo, tão excelente, tão inocente, devesse sofrer tão dolorosa morte, suportando o peso dos pecados do mundo jamais nossos pensamentos e imaginação poderão compreender plenamente. O comprimento, a largura, a altura e a profundidade de tão assombroso amor, não podemos sondar. A contemplação das incomparáveis profundidades do amor do Salvador deve encher a mente, tocar e sensibilizar o coração, refinar e enobrecer as afeições, transformando inteiramente todo o caráter” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 212, 213).

Ore a respeito dessa citação. De que modo posso me gloriar na cruz de Cristo? (Gl 6:14).

Gl 6:14 (ARA)2: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.”

Domingo, 13 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Fé da aliança

Lições da Bíblia1

“E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque ‘o justo viverá pela fé’” (Gl 3:11).

Cerca de sete séculos antes de Cristo, o poeta Homero escreveu a Odisseia, a história de Odisseu, o grande guerreiro que, após saquear a cidade de Troia na guerra de Troia, começou uma viagem de dez anos de retorno à sua terra natal, Ítaca. A viagem demorou tanto porque ele enfrentou naufrágios, motins, tempestades, monstros e outros obstáculos que o impediam de alcançar seu objetivo. Finalmente, depois de decidir que Odisseu já havia sofrido bastante, os deuses concordaram em permitir que o cansado guerreiro voltasse para sua casa e sua família. Eles concordaram que as provações dele já haviam sido suficientes para expiar seus erros.

Em certo sentido, somos como Odisseu, em uma longa jornada para casa. No entanto, a diferença crucial é que, ao contrário de Odisseu, nunca poderemos “sofrer o suficiente” a ponto de merecer o direito de voltar. A distância entre o Céu e a Terra é grande demais para que possamos pagar pelos nossos erros. Se voltarmos para casa, terá que ser somente pela graça de Deus.

Resumo da semana: Por que a salvação é um dom? Por que somente Alguém igual a Deus poderia nos resgatar? O que tornou Abraão um excelente representante da fé? O que significa o fato de a justiça ser “imputada” ou “creditada” a nós? Como tornar nossas as promessas e a esperança encontradas na cruz?

Sábado, 12 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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O santuário da nova aliança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“O mais elevado anjo do Céu não tinha poder para pagar o resgate de uma só pessoa perdida. Querubins e serafins só têm a glória com a qual são dotados pelo Criador, como Suas criaturas que são, e a reconciliação do homem com Deus só podia ser realizada mediante um Mediador que fosse igual a Deus, possuísse atributos que O dignificassem, e O declarassem digno de tratar com o infinito Deus em favor do homem, e também representasse Deus a um mundo caído. O substituto e penhor do homem tinha que ter a natureza do homem, ligação com a família humana a quem devia representar, e, como embaixador de Deus, devia participar da natureza divina, ter ligação com o Infinito, a fim de manifestar Deus ao mundo e ser mediador entre Deus e o homem” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 257).

“Jesus continua: ‘Se vocês Me confessarem diante das pessoas, Eu os confessarei diante de Deus e dos santos anjos. Vocês devem ser Minhas testemunhas na Terra, canais por onde Minha graça possa fluir para curar o mundo. Assim, serei o Representante de vocês no Céu. O Pai não vê o caráter falho, mas olha para vocês revestidos da Minha perfeição. Sou o meio pelo qual as bênçãos do Céu descerão sobre vocês. E todo aquele que Me confessa, partilhando Meu sacrifício pelos perdidos, será declarado como participante na glória e alegria dos salvos’” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 357).

Perguntas para consideração

1. Como entender o acesso ao Pai através de Jesus? (Rm 5:2 [“por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.”]; Ef 2:18 [“porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito.”]; 3:12 [“pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele.”]2).

2. Quando o Pai olha para nós, Ele não vê nosso caráter defeituoso, mas a perfeição de Cristo. O que isso significa?

3. Cristo está no santuário celestial. O que isso significa na prática?

Resumo: A antiga aliança, em que animais eram sacrificados por sacerdotes pecadores no santuário terrestre, foi substituída pelo novo sistema, em que Jesus, o sacrifício perfeito, nos representa no santuário celestial, o que é o fundamento da nova aliança e de suas promessas.

Sexta-feira, 11 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Ministério celestial (Hb 9:24)

Lições da Bíblia1

Hebreus 9:24 (ARA)2: “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus;”

Estude Hebreus 9:24, especialmente no contexto no qual foi dado, o de explicar o ministério de Cristo no Céu por nós após Sua morte sacrifical em nosso favor. Embora se possa dizer muito, queremos nos concentrar em um ponto, a expressão final, que diz que Cristo agora comparece diante de Deus por nós.

Pense no que isso significa. Nós, pecadores, que seríamos consumidos pelo esplendor da glória de Deus se O víssemos; nós, por piores que tenhamos sido ou por mais que tenhamos transgredido abertamente a santa lei, temos Alguém que comparece diante de Deus por nós. Temos um Representante diante do Pai em nosso favor. Cristo foi muito amoroso, perdoador e acolhedor quando esteve na Terra. Essa mesma Pessoa é agora nosso Mediador no Céu!

Essa é a outra parte das boas-novas. Jesus não apenas pagou a penalidade pelos nossos pecados, tendo-os levado sobre Si na cruz (1Pe 2:24), mas agora Ele está na presença de Deus, como Mediador entre o Céu e a Terra, entre a humanidade e a Divindade.

Faz muito sentido: Jesus, sendo Deus e Homem (um Homem perfeito, sem pecado), é o único que poderia fazer a ponte sobre o abismo entre a humanidade e Deus, causado pelo pecado. O ponto fundamental é que agora existe um Ser Humano que pode Se identificar com todas as nossas provações, dores e tentações (Hb 4:14, 15), representando-nos diante do Pai.

7. Leia 1 Timóteo 2:5, 6. Quais são as duas funções dadas a Jesus? Como elas foram prefiguradas no serviço do santuário terrestre?

1 Timóteo 2:5, 6 (ARA)2: “5 Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, 6 o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos.”

A maravilhosa notícia da nova aliança é que hoje, por causa de Jesus, pecadores arrependidos têm Alguém que os representa no Céu diante do Pai, Alguém que conquistou para eles o que eles jamais obteriam por si mesmos, a justiça perfeita, a única justiça que pode chegar à presença de Deus. Jesus, com essa perfeita justiça, operada em Sua vida por meio do sofrimento (Hb 2:10), comparece diante de Deus, reivindicando para nós o perdão do pecado e o poder sobre o pecado, pois sem isso não teríamos esperança, nem agora nem no juízo.

Ore e medite sobre a ideia de um ser humano, Alguém que sofreu a tentação do pecado, comparecendo diante de Deus no Céu. O que isso significa para você pessoalmente? Que tipo de esperança e encorajamento isso traz?

Quinta-feira, 10 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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O Sumo Sacerdote da nova aliança

Lições da Bíblia1

O santuário terrestre, em que Deus escolheu habitar com Seu povo, estava concentrado no sacrifício de animais. No entanto, o serviço não terminava com a morte dessas criaturas. O sacerdote ministrava o sangue no santuário em favor do pecador depois que o animal era morto.

Contudo, todo esse ritual era apenas uma sombra, um símbolo do que Cristo faria pelo mundo. Portanto, assim como os símbolos (o serviço do santuário) não terminavam com a morte do animal, a obra de Cristo por nós também não terminou com Sua morte na cruz.

6. Leia Hebreus 8:1-6. Em seguida, escreva com suas próprias palavras a mensagem do Senhor para nós nesses versos. Como esses textos nos ajudam a entender a nova aliança?

Hebreus 8:1-6 (ARA)2: 1 Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus, 2 como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. 3 Pois todo sumo sacerdote é constituído para oferecer tanto dons como sacrifícios; por isso, era necessário que também esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer. 4 Ora, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei, 5 os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte. 6 Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas.”

Assim como havia um santuário, um sacerdócio e um ministério terrestre na antiga aliança, também há um santuário, um sacerdócio e um ministério celestial na nova aliança. Entretanto, o que não passava de símbolos, imagens e sombra na antiga aliança (Hb 8:5) tornou-se uma realidade na nova.

Além disso, em vez de um animal sem conceito moral como nosso substituto, temos o Jesus imaculado; em vez de sangue de animais, temos o sangue de Cristo; em vez de um santuário feito pelo homem, temos o “santuário e […] verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem” (Hb 8:2); e em vez de um sacerdote humano, pecador e errante, temos Jesus como nosso Sumo Sacerdote ministrando em nosso favor. Com tudo isso em mente, pense nas palavras de Paulo: “Como escaparemos nós, se não levarmos a sério tão grande salvação?” (Hb 2:3).

Pense nisto: Jesus viveu sem pecado, morreu, ressuscitou e agora está no Céu, ministrando no santuário em seu favor. Tudo isso foi feito para salvar você dos terríveis resultados finais do pecado. Fale com alguém sobre essa notícia maravilhosa, alguém que, em sua opinião, precisa ouvi-la.

Quarta-feira, 09 de junho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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