Vocês não morrerão

Lições da Bíblia1

Uma das manifestações dessa mentira é vista na crença da imortalidade da alma, que foi a base de muitas religiões e filosofias antigas. No Egito antigo, motivou as práticas de mumificação e a arquitetura funerária, como se vê, por exemplo, nas pirâmides.

Essa teoria também se tornou um dos principais pilares da filosofia grega. Por exemplo, em A República de Platão, Sócrates pergunta a Glauco: “Ainda não percebeste que nossa alma é imortal e que nunca pode perecer?” Em Fédon, de Platão, Sócrates argumentou em tom semelhante, dizendo que “a alma é imortal e imperecível, e nossas almas realmente existirão no Hades”. Esses conceitos filosóficos moldaram grande parte da cultura ocidental e até mesmo o cristianismo pós-apostólico; contudo, se originaram muito antes, já no Jardim do Éden, com o próprio Satanás.

No cerne da tentação, Satanás assegurou a Eva: “É certo que vocês não morrerão!” (Gn 3:4), colocando sua palavra acima da Palavra de Deus.

5. Como os seguintes versos podem ser usados para combater a mentira da imortalidade da alma? Sl 115:17; Jo 5:28, 29; Sl 146:4; Mt 10:28; 1Co 15:51-58

Sl 115:17 (ARA)2: “Os mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio.

Jo 5:28, 29 (ARA)2: “28 Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: 29 os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.

Sl 146:4 (ARA)2: “Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.

Mt 10:28 (ARA)2: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.

1Co 15:51-58 (ARA)2: “51 Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 53 Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. 54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. 55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? 56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. 57 Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. 58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.”

A teoria satânica da imortalidade natural da alma tem persistido, mesmo em nosso mundo moderno. Livros, filmes e programas de TV continuam a promover a ideia de que, quando morremos, simplesmente passamos para outro estado de consciência. Quão lamentável é que esse erro também seja proclamado em muitos púlpitos cristãos! Até a ciência se envolveu. Há uma fundação nos Estados Unidos que tenta criar uma tecnologia que nos permitirá entrar em contato com os mortos, os quais, creem os cientistas, ainda estão vivos, existindo como PPMs (“pessoas pós-materiais”). Tendo em vista a prevalência desse erro, não é de se surpreender que esse engano irá desempenhar um papel crucial nos eventos finais da história humana.

Terça-feira, 04 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Enganada pela serpente

Lições da Bíblia1

3. Leia Gênesis 3:1-7. Quais critérios Eva usou para escolher entre a Palavra de Deus e a da serpente?

Gênesis 3:1-7 (ARA)2: “1 Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? 2 Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, 3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. 4 Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. 6 Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. 7 Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.”

Gênesis 3 é um exemplo claro da psicologia da tentação. Deus havia advertido Adão e Eva de que, se comessem do fruto proibido, morreriam (Gn 2:16, 17). Assumindo a forma da serpente, Satanás usou várias estratégias retóricas para levar Eva a pecar.

Primeiro, ele generalizou a proibição específica de Deus ao perguntar: “É verdade que Deus disse: ‘Não comam do fruto de nenhuma árvore do jardim?’” (Gn 3:1). Eva contra-argumentou que a proibição se referia apenas àquela árvore específica, pois, se alguma vez comessem dela ou a tocassem, morreriam.

Então, Satanás contradisse a declaração de Deus, afirmando categoricamente: “É certo que vocês não morrerão!” (Gn 3:4).

Por fim, Satanás acusou Deus de suprimir deliberadamente de Eva e de Adão conhecimento essencial: “Deus sabe que, no dia em que dele comerem, os olhos de vocês se abrirão e, como Deus, vocês serão conhecedores do bem e do mal” (Gn 3:5).

A curiosidade de Eva a levou ao terreno encantado de Satanás. Ali ela foi forçada a decidir se permaneceria fiel à ordem restritiva de Deus ou se cederia aos apelos sedutores de Satanás. Ao duvidar da palavra divina, usou seus próprios sentidos – o método empírico, o da observação pessoal – para decidir entre as duas declarações conflitantes.

Primeiro, ela viu que, do ponto de vista dietético, “a árvore era boa para se comer”. Segundo, do ponto de vista estético, viu que era “agradável aos olhos”. Terceiro, partindo de uma análise lógica, a árvore era “desejável para dar entendimento”. Portanto, de seu ponto de vista, ela tinha boas razões para dar atenção às palavras da serpente e comer da árvore proibida. Infelizmente, foi isso que ela fez.

Alguns argumentam que todas as formas de conhecimento são válidas, desde que retenhamos “o que é bom” (1Ts 5:21). Mas as experiências trágicas de Adão e Eva no Jardim do Éden demonstram que o conhecimento, em si, pode ser muito prejudicial. Há algumas coisas sobre as quais, definitivamente, é melhor não saber.

O que esse relato ensina sobre como é fácil racionalizar e justificar escolhas erradas?

Segunda-feira, 03 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Morte em um mundo de pecado

Lições da Bíblia1

“Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado veio a morte, assim também a morte passou a toda a humanidade, porque todos pecaram” (Rm 5:12).

Cristo foi o Agente Divino por meio de quem Deus trouxe o Universo e o mundo à existência (Jo 1:1-3, 10; Cl 1:16; Hb 1:2). Mas, quando Deus Pai conferiu honra especial a Cristo e anunciou que juntos criariam este mundo, “Lúcifer ficou com inveja e ciúme de Jesus Cristo” (Ellen G. White, História da Redenção, p. 10) e conspirou contra Ele.

Ao ser expulso do Céu, Satanás decidiu “destruir a felicidade de Adão e Eva” na Terra e assim causar “tristeza no Céu”. Ele imaginou que, “Se pudesse, de alguma forma, induzi-los à desobediência, Deus faria provisão pela qual pudessem ser perdoados, e então, ele e todos os anjos caídos teriam uma oportunidade de participar da misericórdia de Deus” (História da Redenção, p. 20). Plenamente ciente da estratégia de Satanás, Deus advertiu Adão e Eva para que não se expusessem à tentação (Gn 2:16, 17). Isso significa que, mesmo quando o mundo ainda era perfeito e irrepreensível, já havia restrições claras às quais os seres humanos deviam obedecer.

Nesta semana refletiremos sobre a queda de Adão e Eva, a respeito de como o pecado e a morte tomaram conta do nosso mundo e acerca de como Deus plantou uma semente de esperança para a humanidade ainda no Éden.

Sábado, 01 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Rebelião em um Universo perfeito – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 9-19 (“A origem do mal”); O Grande Conflito, p. 412-421 (“A origem do mal”). “Não havia […] esperança de redenção para estes que haviam testemunhado e compartilhado da glória inexprimível do Céu, tinham visto a terrível majestade de Deus e, em face de toda essa glória, ainda se rebelaram contra Ele. Não haveria novas e maravilhosas revelações do exaltado poder de Deus que os pudessem impressionar tão profundamente como aquelas que já haviam testemunhado. Se foram capazes de se rebelar justamente na presença de inexprimível glória, não poderiam ser colocados em nenhuma condição mais favorável para ser provados. Não havia reserva de poder, nem grandes alturas ou profundezas da glória infinita, para sobrepujar suas apreensivas dúvidas e murmurantes rebeliões. Sua culpa e castigo deveriam ser proporcionais aos seus exaltados privilégios” (Ellen G. White, No Deserto da Tentação, p. 25, 26).

“Deus e Cristo sabiam da apostasia de Satanás e da queda do ser humano mediante o poder enganador […]. Deus não determinou a existência do pecado, mas previu-a e tomou providências para enfrentar a terrível situação. Seu amor pelo mundo era tão grande que decidiu entregar ‘Seu Filho unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna’” (Jo 3:16; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 11).

Perguntas para consideração

Como responder à acusação de que Deus é responsável pela origem do mal?

Por que a cruz é central na compreensão da origem do mal e de sua erradicação?

Considerando que Satanás está consciente das consequências de sua rebelião, por que ele persiste em sua luta contra Deus?

Leia Mateus 5:43-48. Como refletir esse padrão de amor na família e na igreja?

“O diabo anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar” (1Pe 5:8; leia também Ef 6:10-20). Como prevalecer contra as “ciladas do diabo”?

Sexta-feira, 30 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

A disseminação da descrença

Lições da Bíblia1

5. Leia Apocalipse 12. O que o capítulo ensina sobre a disseminação da rebelião do Céu para a Terra?

Apocalipse 12 (ARA)2: 1 Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, 2 que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz. 3 Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. 4 A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse. 5 Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono. 6 A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias. 7 Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; 8 todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. 9 E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos. 10 Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. 11 Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. 12 Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta. 13 Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão; 14 e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente. 15 Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio. 16 A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca. 17 Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.

A queda de Lúcifer não foi um simples choque de ideias conflitantes. Apocalipse 12 nos diz que uma grande guerra eclodiu no Céu entre Lúcifer e seus anjos de um lado e Cristo e Seus anjos do outro. Lúcifer é chamado de “o grande dragão”, a “antiga serpente”, “diabo e Satanás” e “acusador de nossos irmãos” (Ap 12:9, 10). Cristo é referido como “Miguel” (Ap 12:7), que significa “quem é como Deus”.

Com base na alusão ao “Arcanjo Miguel” (Jd 9), alguns intérpretes acreditam que se trate apenas de um ser angelical. Mas, no livro de Daniel, cada visão principal culmina com Cristo e Seu reino eterno, como a pedra cortada sem o auxílio de mãos (Dn 2:34, 45), o Filho do Homem (Dn 7:13), o Príncipe do exército e Príncipe dos príncipes (Dn 8:11, 25), e Miguel, o grande Príncipe (Dn 12:1). Assim, como o Anjo do Senhor é o próprio Senhor (Êx 3:1-6; At 7:30-33, etc.), Miguel deve ser a mesma Pessoa Divina, ou seja, o próprio Cristo.

Apocalipse 12 apresenta uma visão geral dessa controvérsia em andamento, que (1) começou no Céu com a rebelião de Lúcifer e um terço dos anjos celestiais, (2) culminou com a vitória decisiva de Cristo na cruz e (3) ainda continua contra o povo remanescente de Deus no fim dos tempos.

Ellen G. White explicou que, “em Sua grande misericórdia, Deus suportou Satanás por muito tempo. Ele não foi imediatamente expulso de sua posição elevada ao alimentar o espírito de descontentamento, nem mesmo quando começou a apresentar suas falsas alegações diante dos anjos fiéis. Permaneceu ainda por muito tempo no Céu. Várias vezes lhe foi oferecido o perdão, sob a condição de que se arrependesse e se submetesse” (O Grande Conflito, p. 414, 415).

Não sabemos quanto tempo durou essa guerra nos domínios celestiais. Independentemente de sua intensidade e duração, o aspecto mais importante dessa luta foi que Satanás e seus anjos “não conseguiram sair vitoriosos e não havia mais lugar para eles no Céu” (Ap 12:8; Lc 10:18). O problema foi que eles vieram para a Terra.

É real essa batalha na Terra? Qual é a nossa única esperança de vencer o inimigo?

Quinta-feira, 29 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O preço do orgulho

Lições da Bíblia1

Nas Escrituras há dois grandes temas ou assuntos predominantes que competem entre si. Um é o tema de Salém, Monte Sião, Jerusalém e a Nova Jerusalém, que representa o reino de Deus. O outro é o tema de Babel e Babilônia, que representa o domínio falsificado de Satanás.

Por exemplo, Abrão (que passou a ser chamado Abraão) foi convidado a sair de Ur dos Caldeus para ir à terra de Canaã (Gn 11:31–12:9). Os judeus, no fim de seu exílio, deixaram a Babilônia e retornaram a Jerusalém (Ed 2). E, no Apocalipse, o povo de Deus é chamado para sair da Babilônia do tempo do fim (Ap 18:4) para habitar com Ele, finalmente, no Monte Sião e na Nova Jerusalém (Ap 14:1; 21:1-3, 10).

4. Leia Isaías 14:12-15. Quais consequências de longo alcance o orgulho de Lúcifer, enquanto estava no Céu, trouxe ao Universo e à Terra?

Isaías 14:12-15 (ARA)2: “12 Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! 13 Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; 14 subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. 15 Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo.”

Na Bíblia, a cidade de Babilônia representa um poder em oposição direta a Deus e ao Seu reino; e o rei de Babilônia (com alusão especial a Nabucodonosor) é símbolo de orgulho e arrogância. Deus havia revelado a Nabucodonosor que Babilônia era apenas a cabeça de ouro da estátua de impérios sucessivos (Dn 2:37, 38). Desafiando a revelação divina, ele fez uma estátua toda de ouro, simbolizando que seu reino duraria para sempre, e exigiu que todos a adorassem (Dn 3). Como no caso do rei de Tiro (Ez 28:12-19), o rei de Babilônia também se tornou um símbolo de Lúcifer.

Isaías 14:3-11 descreveu a queda do arrogante e opressor rei de Babilônia e, em seguida, se deslocou do reino histórico para as cortes celestiais e apontou que um espírito semelhante, orgulhoso e altivo, havia gerado a queda de Lúcifer (Is 14:12-15). Ele planejava exaltar seu trono acima de todas as hostes celestiais e tornar- se “semelhante ao Altíssimo” (Is 14:14). Esse foi o início de uma situação nova e hostil em que o amor e a cooperação altruístas de Deus seriam desafiados pelo egoísmo e competição de Lúcifer. O inimigo não teve medo de acusar Deus daquilo que ele mesmo era e de espalhar mentiras para os anjos. Aí estão as origens misteriosas do mal no Universo.

Por que é tão fácil orgulhar-se e vangloriar-se em razão de posições ou conquistas, ou de ambos? Manter a cruz diante de nós nos previne de cair em tal armadilha?

Quarta-feira, 28 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ingratidão misteriosa

Lições da Bíblia1

3. Leia Ezequiel 28:12-19. O que podemos aprender desta passagem sobre a misteriosa origem do mal?

Ezequiel 28:12-19 (ARA)2: “12 Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. 13 Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. 14 Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. 15 Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti. 16 Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. 17 Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem. 18 Pela multidão das tuas iniquidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam. 19 Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás.”

Grande parte do livro de Ezequiel foi escrita em linguagem simbólico-apocalíptica. Em muitos casos, entidades específicas (pessoas, animais, objetos) e eventos locais são usados para representar e descrever realidades cósmicas e/ou históricas mais abrangentes. Em Ezequiel 28:1-10, o Senhor falou do rei de Tiro (antiga e próspera cidade portuária fenícia) como um governante rico e orgulhoso que era apenas um “homem”, mas que afirmava ser um deus que se assentava sobre a cadeira de um deus.

Em Ezequiel 28:12-19, essa realidade histórica se tornou uma analogia para descrever a queda de Lúcifer nas cortes celestiais. Assim, o rei de Tiro, um ser humano que vivia “no coração dos mares”, passou a representar “um querubim […] que foi ungido” e vivia “no Éden, jardim de Deus”, e “no monte santo” (Ez 28:2, 8, 13, 14).

Uma declaração crucial no relato se encontra em Ezequiel 28:15: “Você era perfeito nos seus caminhos, desde o dia em que foi criado até que se achou iniquidade em você”. A perfeição de Lúcifer incluía o potencial para o mal, e isso porque, como ser moral, ele possuía livre-arbítrio, o que faz parte da essência da perfeição.

Lúcifer foi criado perfeito, e isso incluía sua capacidade de escolher livremente. No entanto, ao abusar dessa perfeição pelo mau uso de seu livre-arbítrio, corrompeu-se por se considerar mais importante do que de fato era.

Não mais satisfeito com a forma como Deus o criou e o honrou, Lúcifer perdeu sua gratidão para com o Criador e desejou receber mais reconhecimento do que merecia. Como isso pôde acontecer com um ser angelical perfeito, que vivia em um universo perfeito, como já mencionado, é um mistério.

“O pecado é algo misterioso e inexplicável. Não havia razão para sua existência; tentar explicá-lo é procurar uma razão para ele, e isso seria justificá-lo. O pecado apareceu num Universo perfeito, algo que se revelou inescusável” (Ellen G. White, A Verdade Sobre os Anjos, p. 30).

Paulo disse que devemos dar graças “em tudo” (1Ts 5:18). Como essas palavras podem nos ajudar a superar a ingratidão e autopiedade, especialmente em tempos difíceis?

Terça-feira, 27 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O livre-arbítrio, a base para o amor

Lições da Bíblia1

2. Leia 1 João 4:7-16. O que essa passagem nos diz sobre o livre-arbítrio como uma condição para se cultivar o amor?

1 João 4:7-16 (ARA)2: “7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. 10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. 11 Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. 12 Ninguém jamais viu a Deusa; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. 13 Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito. 14 E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15 Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus. 16 E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.

Flores artificiais são lindas, mas não florescem como as reais. Os robôs são pré-programados para falar e realizar muitas tarefas, mas não têm vida, nem emoções. A vida e o livre-arbítrio são condições indispensáveis para receber, cultivar e compartilhar amor. Assim, nosso amoroso Deus criou anjos (incluindo Lúcifer) e seres humanos com liberdade para fazer suas próprias escolhas, incluindo a possibilidade de seguir um caminho errado. Em outras palavras, Deus criou todo o Universo como um ambiente perfeito e harmonioso para Suas criaturas crescerem em amor e sabedoria.

Em 1 João 4:7-16, o apóstolo ressalta que “Deus é amor” e que manifestou Seu amor enviando Seu Filho para morrer pelos nossos pecados. Como resultado, devemos expressar gratidão amando uns aos outros. Esse amor divino é a evidência mais convincente de que Deus permanece em nós e nós permanecemos Nele. Esse apelo para refletir o amor de Deus só tem sentido se for dirigido a criaturas que podem escolher cultivar esse amor ou, ao contrário, escolher uma vida egocêntrica. No entanto, a liberdade pode ser mal utilizada, um fato demonstrado na rebelião de Lúcifer no Céu.

Mesmo reconhecendo a importância do livre-arbítrio, alguns ainda se perguntam: Se Deus sabia que Lúcifer se rebelaria, por que o criou? A criação de Lúcifer não torna Deus responsável pela origem do pecado?

Especular a esse respeito pode ser complicado, pois depende de muitos fatores, incluindo o significado da palavra “responsável”. A origem e a natureza do pecado são mistérios que ninguém pode explicar completamente.

Deus não ordenou a existência do pecado; apenas permitiu sua existência e, na cruz, tomou sobre Si a punição máxima pelo pecado, o que O habilitou a erradicá-lo em definitivo. Nas dolorosas reflexões sobre o mal, nunca devemos esquecer que o próprio Deus pagou o preço mais alto pela existência do pecado (Mt 5:43-48; Rm 5:6-11) e sofreu em decorrência deste mais do que jamais sofreremos.

O livre-arbítrio é sagrado, mas nossa maneira de usá-lo traz consequências poderosas. Que decisões importantes você precisa tomar usando esse dom? Quais serão os resultados?

Segunda-feira, 26 de setembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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