Ele morreu por nós – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: O Desejado de Todas as Nações, p. 550-559 (“Angústia no Getsêmani”), p. 596-609 (“A glória do Calvário”); Caminho a Cristo, p. 20-32 (“Mudança de rumo”).

“Vi que todo o Céu está interessado em nossa salvação; e seremos nós indiferentes? Seremos descuidados, como se fosse coisa de pouca importância estarmos salvos ou perdidos? Menosprezaremos o sacrifício feito por nós? Alguns têm agido assim. Têm brincado com a misericórdia que lhes é oferecida, e o desagrado de Deus está sobre eles. O Espírito de Deus não será para sempre ofendido. Ele Se retirará, caso seja ofendido por um pouco mais de tempo. Depois de ter sido feito tudo quanto Deus podia fazer para salvar os seres humanos, caso eles mostrem, por sua vida, que menosprezam a oferecida misericórdia de Jesus, a morte será a parte deles e o elevado preço a ser pago. Será uma terrível morte; pois terão de sofrer a angústia sentida por Cristo, na cruz, a fim de adquirir para eles a redenção que recusaram. E compreenderão então o que perderam – a vida eterna, a herança imortal. O grande sacrifício feito para salvar vidas humanas mostra-nos o valor delas. Uma vez perdida a preciosa vida, estará perdida para sempre” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 116, 117).

Perguntas para consideração

Leia Hebreus 10:4. Como as pessoas eram salvas nos tempos do AT? A analogia de um cartão de crédito, que você usa para fazer pagamentos, mas depois tem que pagar a fatura, poderia nos ajudar a entender melhor esse assunto?

Se Cristo morreu por todos, por que nem todos serão salvos? (2Co 5:18-21).

Quais são os ensinos da “sabedoria mundana” que são “loucura” para Deus? E quanto à ideia de que o incrível design e a beleza do mundo surgiram de modo casual?

Por que a ideia de salvação pelas obras é fútil, errônea e contrária ao plano de salvação?

Sexta-feira, 04 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

O significado da cruz

Lições da Bíblia1

7. O que Paulo disse sobre a cruz, e como a comparou com a “sabedoria deste mundo”? Visto que o “materialismo” (a ideia de que toda realidade é apenas material, o que significa que não há Deus nem reino sobrenatural de existência) domina “a sabedoria deste mundo”, por que a mensagem da cruz é tão importante? 1Co 1:18-24

1Co 1:18-24 (ARA)2: “18 Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. 19 Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos. 20 Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? 21 Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação. 22 Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; 23 mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; 24 mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.

A cruz é o centro da história da salvação. “A eternidade nunca será capaz de sondar a profundidade do amor revelado na cruz do Calvário. Foi lá que o amor infinito de Cristo e o egoísmo sem medida de Satanás se encontraram face a face” (Stephen N. Haskell, A Cruz e Sua Sombra [Eugene, OR: Adventist Pioneer Library, 2020], p. 11).

Enquanto Cristo Se oferecia humildemente como resgate pela raça humana, Satanás, com egoísmo, O mergulhava em sofrimento e agonia. Cristo não morreu apenas a morte natural que todo ser humano tem que enfrentar. Ele morreu a segunda morte, para que todos que O aceitarem nunca tenham que experimentá-la por si mesmos.

Sobre o significado da cruz, há vários aspectos importantes. (1) a cruz é a revelação suprema da justiça de Deus contra o pecado (Rm 3:21-26). (2) a cruz é a revelação suprema do amor de Deus pelos pecadores (Rm 5:8). (3) a cruz é a grande fonte de poder para quebrar as cadeias do pecado (Rm 6:22, 23; 1Co 1:17-24). (4) a cruz é nossa única esperança de vida eterna (Fp 3:9-11; Jo 3:14-16; 1Jo 5:11, 12). (5) a cruz é o único antídoto contra uma futura rebelião no Universo (Ap 7:13-17; 22:3).

Nenhuma dessas verdades fundamentais sobre a cruz pode ser revelada pela “sabedoria deste mundo”. Ao contrário, então, como agora, a pregação da cruz é “loucura” para a sabedoria mundana, que muitas vezes sequer reconhece a verdade mais óbvia que poderia haver: que existe um Criador (veja Rm 1:18-20).

A palavra grega para “loucura” está ligada à palavra “idiota”; isto é, a pregação da cruz é “idiotice” segundo a “sabedoria deste mundo”. A sabedoria mundana não pode conhecer Jesus nem a salvação que Ele nos oferece por meio de Sua morte substitutiva na cruz.

Seja qual for o valor que a “sabedoria deste mundo” ofereça, por que não devemos permitir que ela interfira no que acreditamos sobre Jesus e na esperança que recebemos através da “loucura da pregação” (1Co 1:21)?

Quinta-feira, 03 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ele morreu por nós

Lições da Bíblia1

5. O que a morte de Cristo realizou por nós? Jo 3:14-18; Rm 6:23

Jo 3:14-18 (ARA)2: “14 E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18 Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

Rm 6:23 (ARA)2: “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Quando Jesus chegou ao rio Jordão para ser batizado, João Batista exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29). João reconheceu Cristo como o Cordeiro antitípico para quem apontavam os verdadeiros sacrifícios do AT.

Mas sacrifícios de animais não podiam tirar pecados por si só (Hb 10:4). Eles ofereciam apenas perdão condicional que dependia da eficácia do futuro sacrifício de Cristo na cruz. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9).

6. Leia João 3:16, 17. Que grande esperança temos nesses versos, especial- mente quando sentimos que merecemos ser condenados por algo que fizemos?

João 3:16, 17 (ARA)2: “16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

Pense no que tudo isso significa. Jesus, Aquele que criou o cosmos (Jo 1:1-3), Se ofereceu por todos nós, um sacrifício pelos pecados, para que não sofrêssemos a justa condenação. Essa é a grande promessa do evangelho.

“Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito” para morrer por nós (Jo 3:16). Mas nunca devemos esquecer que Cristo Se ofereceu voluntariamente em nosso favor (Hb 9:14). Martinho Lutero se referiu à cruz como “o altar no qual Ele [Cristo], consumido pelo fogo do amor sem limites que ardia em Seu coração, apresentou o sacrifício vivo e santo de Seu corpo e de Seu sangue ao Pai com fervorosa intercessão, alto clamor e lágrimas ardentes e angustiantes” (Hb 5:7; Luther’s Works, v. 13 [St. Louis, MO: Concordia Publishing House, 1956], p. 319]). Cristo morreu uma vez por todas (Hb 10:10) e uma vez para sempre (Hb 10:12), pois Seu sacrifício é todo-suficiente e nunca perde poder.

E há mais: “Se não houvesse senão uma alma que aceitasse o evangelho de Sua graça, Cristo teria, para salvar aquela alma, preferido Sua vida de labuta e humilhação, e morte de ignomínia” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 135).

Leia João 3:16 substituindo as expressões “o mundo” e “todo o que” pelo seu nome. Como tornar sua essa promessa a cada momento, especialmente quando sob tentação?

Quarta-feira, 02 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Está consumado!

Lições da Bíblia1

4. Leia João 19:1-30. Qual é a mensagem crucial na declaração de Jesus: “Está consumado”?

João 19:1-30 (ARA)2: “1 Então, por isso, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo. 2 Os soldados, tendo tecido uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e vestiram-no com um manto de púrpura. 3 Chegavam-se a ele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas. 4 Outra vez saiu Pilatos e lhes disse: Eis que eu vo-lo apresento, para que saibais que eu não acho nele crime algum. 5 Saiu, pois, Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Disse-lhes Pilatos: Eis o homem! 6 Ao verem-no, os principais sacerdotes e os seus guardas gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós outros e crucificai-o; porque eu não acho nele crime algum. 7 Responderam-lhe os judeus: Temos uma lei, e, de conformidade com a lei, ele deve morrer, porque a si mesmo se fez Filho de Deus. 8 Pilatos, ouvindo tal declaração, ainda mais atemorizado ficou, 9 e, tornando a entrar no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. 10 Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? 11 Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem. 12 A partir deste momento, Pilatos procurava soltá-lo, mas os judeus clamavam: Se soltas a este, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei é contra César! 13 Ouvindo Pilatos estas palavras, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, no hebraico Gabatá. 14 E era a parasceve pascal, cerca da hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei. 15 Eles, porém, clamavam: Fora! Fora! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César! 16 Então, Pilatos o entregou para ser crucificado. 17 Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico, 18 onde o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos escreveu também um título e o colocou no cimo da cruz; o que estava escrito era: Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus. 20 Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus fora crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego. 21 Os principais sacerdotes diziam a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, e sim que ele disse: Sou o rei dos judeus. 22 Respondeu Pilatos: O que escrevi escrevi. 23 Os soldados, pois, quando crucificaram Jesus, tomaram-lhe as vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e pegaram também a túnica. A túnica, porém, era sem costura, toda tecida de alto a baixo. 24 Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela para ver a quem caberá —para se cumprir a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. Assim, pois, o fizeram os soldados. 25 E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. 26 Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. 27 Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa. 28 Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede! 29 Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissopo, lha chegaram à boca. 30 Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito.

Os momentos cruciais para Cristo, para a humanidade e para todo o Universo haviam chegado. Com profunda agonia, Ele lutou contra os poderes das trevas. Anjos maus tentavam vencê-Lo. Enquanto Jesus pendia da cruz, os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos zombavam Dele dizendo: “Salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar. É Rei de Israel! Que Ele desça da cruz, e então creremos Nele” (Mt 27:42).

Cristo poderia ter descido da cruz e salvado a Si mesmo? Sim, Ele era capaz, mas não estava disposto a fazer isso. Seu amor incondicional pela humanidade, incluindo aqueles zombadores, não permitiu que Ele desistisse. “Os escarnecedores estavam entre aqueles a quem Ele estava salvando por meio de Sua morte; e Ele não pôde descer da cruz e salvar a Si mesmo porque estava preso, não pelos pregos, mas por Sua vontade de salvá-los” (Alfred Plummer, An Exegetical Commentary on the Gospel According to S. Matthew [Londres: Elliot Stock, 1910)], p. 397).

Em Seu sofrimento, Jesus estava derrotando o reino de Satanás, embora tenha sido Satanás quem instigou os eventos que culminaram na cruz, incluindo a traição de Judas (Jo 6:70; 13:2, 27). “De certo modo, de uma forma que o evangelista não procura descrever, a morte de Jesus é tanto um ato de Satanás como um ato pelo qual Jesus alcança a vitória sobre Satanás” (George E. Ladd, Teologia do Novo Testamento, edição revisada [São Paulo, SP; Editora Hagnos, 2003)], p. 253).

Quando clamou na cruz: “Está consumado” (Jo 19:30), Cristo não apenas sugeriu que Sua agonia havia chegado ao fim, mas principalmente que Ele havia vencido o grande conflito cósmico-histórico contra Satanás e suas forças do mal. “Todo o Céu triunfou na vitória do Salvador. Satanás foi derrotado, e soube que seu reino estava perdido” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 610).

É difícil entender o incrível contraste: na completa humilhação do Filho de Deus, Ele conquistou, para nós e para o Universo, a maior e mais gloriosa vitória.

O pecado é mau, pois foi necessária a morte de Cristo para expiá-lo. As obras não têm mérito diante de Deus. Podemos acrescentar algo ao que Cristo já fez por nós?

Terça-feira, 01 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um prefácio à cruz

Lições da Bíblia1

3. Quais foram as reações dos discípulos às predições de Jesus sobre Seus sofrimentos e Sua morte, e o que isso nos ensina quanto ao perigo de se interpretar erroneamente as Escrituras?

Mateus 16:21-23 (ARA)2: “21 Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia. 22 E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. 23 Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.

Mateus 17:22, 23 (ARA)2: “22 Reunidos eles na Galileia, disse-lhes Jesus: O Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens; 23 e estes o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará. Então, os discípulos se entristeceram grandemente.

Marcos 9:30-32 (ARA)2: “30 E, tendo partido dali, passavam pela Galileia, e não queria que ninguém o soubesse; 31 porque ensinava os seus discípulos e lhes dizia: O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e o matarão; mas, três dias depois da sua morte, ressuscitará. 32 Eles, contudo, não compreendiam isto e temiam interrogá-lo.

Lucas 9:44, 45 (ARA)2: “44 Fixai nos vossos ouvidos as seguintes palavras: o Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens. 45 Eles, porém, não entendiam isto, e foi-lhes encoberto para que o não compreendessem; e temiam interrogá-lo a este respeito.

Lucas 18:31-34 (ARA)2: “31 Tomando consigo os doze, disse-lhes Jesus: Eis que subimos para Jerusalém, e vai cumprir-se ali tudo quanto está escrito por intermédio dos profetas, no tocante ao Filho do Homem; 32 pois será ele entregue aos gentios, escarnecido, ultrajado e cuspido; 33 e, depois de o açoitarem, tirar-lhe-ão a vida; mas, ao terceiro dia, ressuscitará. 34 Eles, porém, nada compreenderam acerca destas coisas; e o sentido destas palavras era-lhes encoberto, de sorte que não percebiam o que ele dizia.

Jesus nasceu e viveu para morrer. Cada passo que Ele dava O aproximava de Seu grande sacrifício expiatório na cruz do Calvário. Plenamente consciente de Sua missão, não permitiu que nada, nem ninguém O distraísse dela. Na verdade, “toda a Sua vida foi um prefácio de Sua morte na cruz” (Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, p. 382).

No último ano de Seu ministério terrestre, Jesus falava de forma cada vez mais explícita a Seus discípulos sobre Sua morte iminente; porém, eles pareciam incapazes de aceitar e relutantes quanto à realidade das declarações Dele. Imbuídos de falsas noções sobre o papel do Messias, a última coisa que esperavam era que Jesus, especialmente como o Messias, morresse. Em suma, a falsa teologia deles os levou à dor e ao sofrimento desnecessários.

Jesus já havia declarado a Nicodemos: “Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que Nele crê tenha a vida eterna” (Jo 3:14, 15). Em Cesareia de Filipe, Jesus disse a Seus discípulos que “era necessário que Ele fosse para Jerusalém, sofresse muitas coisas nas mãos dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, fosse morto e, no terceiro dia, ressuscitasse” (Mt 16:21). Ao passar, em segredo, pela Galileia (Mc 9:30-32) e durante Sua jornada final a Jerusalém (Lc 18:31-34), Jesus falou novamente a Seus discípulos sobre Sua morte e ressurreição. Visto que não era o que queriam escutar, eles não deram atenção. Para nós, é muito fácil fazer o mesmo.

As pessoas, principalmente dentre o povo escolhido de Deus, tinham conceitos falsos sobre a primeira vinda do Messias. Quais são alguns conceitos falsos que existem em nossos dias com relação à segunda vinda de Jesus?

Segunda-feira, 31 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Desde a fundação do mundo

Lições da Bíblia1

1. Leia Apocalipse 13:8, Atos 2:23 e 1 Pedro 1:19, 20. Como Cristo poderia ter sido considerado “morto desde a fundação do mundo”?

Apocalipse 13:8 (ARA)2: “e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

Atos 2:23 (ARA)2: “sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos;

1 Pedro 1:19, 20 (ARA)2: “19 mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, 20 conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós

“E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a Terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8, ARA). Nessa passagem, a ideia crucial é que Cristo foi “morto desde a fundação do mundo”. Obviamente, devemos entender isso em um sentido simbólico (o livro do Apocalipse está cheio de símbolos), pois Cristo foi crucificado milhares de anos após a criação da Terra. O que esse texto diz é que o plano da salvação foi estabelecido antes da criação do mundo e que a morte de Jesus, o Cordeiro de Deus, na cruz, seria central para ele.

2. Leia Tito 1:2. Há quanto tempo o plano da salvação, que estava centralizado na morte de Cristo, tinha sido estabelecido?

Tito 1:2 (ARA)2: “na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos

“O plano de nossa redenção não foi um pensamento posterior, formulado depois da queda de Adão. […] Foi um desdobramento dos princípios que, desde os séculos da eternidade, têm sido o fundamento do trono de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 11).

Esse plano foi revelado primeiro a Adão e Eva no Jardim do Éden (Gn 3:15, 21), e tipificado em cada sacrifício de sangue ao longo do AT. Por exemplo, ao provar a fé de Abraão, Deus providenciou um carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque (Gn 22:11-13). Essa substituição tipificou, de forma ainda mais clara, a natureza substitutiva do sacrifício expiatório de Cristo na cruz.

Assim, a morte substitutiva de Jesus, o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29), é central para todo o plano da salvação, simbolizada durante séculos por sacrifícios de animais.

Sacrifícios de animais são cruéis e sangrentos. No entanto, por que é precisamente essa crueldade que nos ensina sobre a morte de Cristo em nosso lugar e o custo do pecado?

Domingo, 30 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ele morreu por nós

Lições da Bíblia1

“E assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que Nele crê tenha a vida eterna” (Jo 3:14, 15).

Dizem que não se pode evitar a morte nem os impostos. Isso não é totalmente verdade. As pessoas podem evitar impostos, mas não a morte. Elas podem ser capazes de adiar a morte por alguns anos; porém, mais cedo ou mais tarde, a morte sempre vem. E como sabemos que os mortos, tanto justos quanto ímpios, acabam, a princípio, no mesmo lugar, a esperança da ressurreição é tudo para nós. Como disse Paulo, sem essa esperança, mesmo “os que adormeceram em Cristo estão perdidos” (1Co 15:18), o que seria algo um tanto quanto estranho de se dizer se aqueles que “adormeceram em Cristo” estivessem pairando no Céu na presença de Deus.

Portanto, a ressurreição de Cristo é central para nossa fé, pois por meio dela temos a garantia da nossa. Mas, antes que fosse ressuscitado dos mortos, Ele, é claro, teve que morrer. É por isso que, em meio à agonia do Getsêmani, antevendo Sua morte, Cristo orou: “Agora a Minha alma está angustiada, e o que direi? ‘Pai, salva-Me desta hora’? Não, pois foi precisamente com este propósito que Eu vim para esta hora” (Jo 12:27). E esse propósito era morrer.

Nesta semana nos concentraremos na morte de Cristo e no seu significado para a promessa da vida eterna.

Sábado, 29 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ressurreições anteriores à cruz – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 410-419 (“A morte de Moisés”); Profetas e Reis, p. 74-83 (“Uma voz de repreensão”); p. 140-144 (“Um profeta de paz”); O Desejado de Todas as Nações, p. 245- 249 (“O centurião”); p. 269, 270 (“O toque da fé”); p. 418-428 (“A ressurreição de Lázaro”).

“Em Cristo, há vida original, não emprestada, não derivada. ‘Aquele que tem o Filho tem a vida’ (1Jo 5:12). A divindade de Cristo é a certeza de vida eterna para aquele que crê. ‘Aquele que crê em Mim’, disse Jesus, ‘ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em Mim não morrerá eternamente. Você crê nisso?’ (Jo 11:25, 26, NVI). Cristo estava olhando para o tempo de Sua segunda vinda. Nesse momento, os justos mortos ressuscitarão incorruptíveis, e os vivos serão trasladados para o Céu sem ver a morte. O milagre que Cristo estava prestes a realizar, ao ressuscitar Lázaro dos mortos, representaria a ressurreição de todos os justos mortos. Por Suas palavras e obras, declarou ser o Autor da ressurreição. Aquele que estava, Ele próprio, prestes a morrer na cruz, possuía as chaves da morte, era o Vencedor do sepulcro, e afirmou Seu direito e poder de dar vida eterna” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 423, 424).

Perguntas para consideração

Mortos foram ressuscitados no passado (Lc 4:24-26). Esses milagres são amostras da grande ressurreição que ocorrerá na volta de Jesus? Essa é a sua esperança?

Pense na futilidade de uma vida que termina sempre em morte. Assim como outras criaturas, todos morremos. No entanto, para os humanos, a situação é pior, pois sabemos que vamos morrer (Ec 9:5). A ressurreição é crucial para nós?

Se a alma fosse imortal, que necessidade haveria de ressurreição no fim dos tempos?

Se alguém telefona e pergunta: “A Sally está?” Podemos responder: “Sim, mas está dormindo”. Você jamais responderia: “Sim, mas ela está morta”. Por que não? O que isso mostra sobre a natureza da morte?

Sexta-feira, 28 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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