Considere Jó

Lições da Bíblia1

5. Leia Jó 1:8. Como o patriarca foi descrito pelo próprio Deus?

Jó 1:8 (ARA)2: “Perguntou ainda o Senhor a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.”

O próprio Deus chamou Jó de “íntegro” e “reto” (Jó 1:8), tão íntegro e reto que ninguém mais na Terra naquele momento poderia igualar-se a ele. Isso foi o que o próprio Deus disse a respeito de Jó, palavra por palavra.

Mesmo depois de Jó ter enfrentado uma catástrofe após a outra, Deus repetiu o que Ele tinha dito primeiramente sobre Jó, que não havia mais ninguém na Terra como ele, íntegro e reto, e assim por diante. Porém, então, um novo elemento foi adicionado. Jó era todas essas coisas, “embora você Me incitasse contra ele, para destruí-lo sem motivo” (Jó 2:3).

Temos um vislumbre poderoso do caráter íntegro de Jó quando ele se recusou a abandonar Deus apesar de tudo o que havia acontecido e apesar da provocação de sua infeliz esposa: “Você ainda conserva a sua integridade? Amaldiçoe a Deus e morra!” (Jó 2:9). Além dessas manifestações, o livro revela outro aspecto da vida de Jó antes que o drama se desenrolasse.

6. Leia Jó 29:12-16. O que é retratado aqui que nos dá ainda mais noção do segredo do caráter de Jó?

Jó 29:12-16 (ARA)2: “12 porque eu livrava os pobres que clamavam e também o órfão que não tinha quem o socorresse. 13 A bênção do que estava a perecer vinha sobre mim, e eu fazia rejubilar-se o coração da viúva.  14 Eu me cobria de justiça, e esta me servia de veste; como manto e turbante era a minha equidade. 15 Eu me fazia de olhos para o cego e de pés para o coxo. 16 Dos necessitados era pai e até as causas dos desconhecidos eu examinava.”

Talvez o mais revelador aqui sejam as palavras do patriarca: “Era pai dos necessitados e até as causas dos desconhecidos eu examinava” (Jó 29:16). Em outras palavras, Jó não simplesmente esperava, por exemplo, que algum mendigo em trapos se aproximasse dele para receber dele uma esmola. Em vez disso, era proativo em descobrir necessidades e depois agir com base nelas.

Ellen G. White sugeriu: “Não esperem até que [os pobres] chamem sua atenção para as suas necessidades. Ajam como fazia Jó. Aquilo que não sabia, ele investigava. Façam um giro de inspeção e verifiquem o que é necessário, e como melhor pode ser suprido” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 128). Esse é um nível de gestão de dinheiro e administração dos recursos de Deus que está além da prática de muitos dos filhos de Deus hoje.

Leia Isaías 58:6-8 [“6 Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? 7 Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? 8 Então, romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do Senhor será a tua retaguarda”]. Como podemos aplicar essas palavras a nós hoje?

Quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Zaqueu

Lições da Bíblia1

Zaqueu era um judeu rico que tinha ganhado dinheiro como cobrador de impostos para os romanos. Por isso, e porque ele e outros cobradores de impostos exigiam mais impostos do que realmente era devido, ele era odiado e chamado de “pecador”. Morava em Jericó, que ficava em uma rota de comércio. O encontro de Zaqueu e Jesus não foi coincidência. Aparentemente ele estava convencido espiritualmente e queria fazer algumas mudanças em sua vida. Tinha ouvido falar de Jesus e queria vê-Lo. Deve ter se espalhado a notícia de que o grupo com quem Jesus viajava chegaria a Jericó naquele dia. Jesus precisou passar por Jericó vindo da Galileia, em Sua última viagem a Jerusalém. As primeiras palavras de Cristo para Zaqueu revelaram que, mesmo antes de entrar na cidade, Jesus sabia tudo sobre ele.

4. Leia Lucas 19:1-10. Quais foram as diferenças entre a experiência desse homem rico com Jesus e a do jovem rico?

Lucas 19:1-10 (ARA)2: “1 Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade. 2 Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico, 3 procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. 4 Então, correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar. 5 Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa. 6 Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria. 7 Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que ele se hospedara com homem pecador. 8 Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. 10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.”

Zaqueu e o jovem rico tinham coisas em comum. Ambos eram ricos; queriam ver Jesus e desejavam a vida eterna. Mas as semelhanças param por aqui.

Quando Zaqueu disse que daria metade dos seus bens (Lc 19:8) aos pobres, Jesus aceitou esse gesto como expressão de conversão. Ele não disse: “Desculpe, Zaqueu, mas como Eu disse ao jovem rico, é tudo ou nada. Metade não será o suficiente”. Por quê? Provavelmente porque, embora Zaqueu gostasse da riqueza, ela não era deus para ele, como era para o jovem rico. Embora não saibamos o que Jesus lhe disse, foi Zaqueu quem falou em dar dinheiro aos pobres. Em contraste, Jesus disse ao jovem rico especificamente que desistisse de tudo; caso contrário, as riquezas o destruiriam. Embora Zaqueu, como qualquer pessoa rica, precisasse ter cuidado com os perigos da riqueza, ele parecia tê-la sob melhor controle do que o jovem rico.

“Quando o jovem rico se afastara de Jesus, os discípulos ficaram espantados de ouvir o Mestre dizer: ‘Quão difícil é [para os que confiam nas riquezas] entrar no reino de Deus!’ Exclamaram uns para os outros: ‘Quem pode ser salvo?’ (Mc 10:24, 26). Agora, tinham uma demonstração das palavras de Cristo: ‘As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus’ (Lc 18:27, ARC). Eles viram como, por meio da graça divina, um rico podia entrar no reino” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 441).

Quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O jovem rico

Lições da Bíblia1

Não sabemos muito sobre o jovem rico além da sua riqueza e do seu interesse nas coisas espirituais. Ele era tão dinâmico que correu até Jesus (Mc 10:17). Estava animado para aprender sobre a vida eterna. Essa história é tão importante que está registrada nos três evangelhos sinóticos (Mt 19:16-22; Mc 10:17-22; Lc 18:18-23).

3. Leia Mateus 19:16-22. O que Jesus quis dizer com estas palavras: “Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens, dê o dinheiro aos pobres e você terá um tesouro nos Céus; depois, venha e siga-Me”?

Mateus 19:16-22 (ARA)2: “16 E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? 17 Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. 18 E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; 19 honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. 20 Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? 21 Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. 22 Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades.”

Jesus não pede que a maioria das pessoas venda tudo o que tem e dê o dinheiro aos pobres. Mas o dinheiro deve ter sido o deus desse jovem, e, embora a resposta de Jesus pareça severa, Ele sabia que essa era a única esperança desse homem.

A Bíblia diz que ele foi embora muito triste porque era muito rico, o que prova quanto ele adorava seu dinheiro. O Mestre ofereceu a ele vida eterna e um lugar no Seu círculo íntimo (“Venha e siga-Me”, as mesmas palavras que Jesus usou para chamar os 12 discípulos). No entanto, nunca mais ouvimos falar desse jovem. Ele trocou a eternidade por suas posses terrenas.

Que troca terrível, não foi? Que triste exemplo de alguém que não seguiu o princípio da “gratificação adiada” (ver o estudo da semana passada). Escolher como esse homem escolheu é um engano, pois, não importa o que a riqueza possa nos dar agora, cedo ou tarde todos nós morremos e teremos a perspectiva da eternidade. Enquanto isso, muitos ricos descobrem que sua riqueza não lhes dá a paz e a felicidade que esperam. De fato, em muitos casos, o oposto parece acontecer. Muitas biografias foram escritas sobre a experiência miserável de muitos ricos. Em toda a história registrada, uma das melhores descrições de como a riqueza pode ser insatisfatória encontra-se no livro de Eclesiastes. Dentre muitas outras lições que podemos tirar dela, uma é clara: o dinheiro não pode comprar paz nem felicidade.

“Quem quiser salvar a sua vida a perderá; e quem perder a vida por Minha causa e por causa do evangelho, esse a salvará. De que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que daria uma pessoa em troca de sua alma? (Mc 8:35-37). O que significa perder a vida por causa do evangelho?

Terça-feira, 14 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Provisão de Deus para os pobres

Lições da Bíblia1

Os escritores da Bíblia incluíam muitas das prescrições de Deus em favor dos pobres, estrangeiros, viúvas e órfãos. Temos registros disso em diversos escritos desde o Monte Sinai. “Durante seis anos você semeará a sua terra e recolherá os seus frutos. Porém, no sétimo ano, deixe a terra descansar e não a cultive, para que os pobres do seu povo achem o que comer e os animais do campo comam do que sobrar. Faça o mesmo com a sua vinha e com o seu olival” (Êx 23:10, 11).

2. Leia Levítico 23:22 e Deuteronômio 15:11. Por mais diferente que seja o contexto hoje, que princípios devemos tirar desses versos?

Levítico 23:22 (ARA)2: “Quando segardes a messe da vossa terra, não rebuscareis os cantos do vosso campo, nem colhereis as espigas caídas da vossa sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixareis. Eu sou o Senhor, vosso Deus.”

Deuteronômio 15:11 (ARA)2: “Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra.

Geralmente entende-se que “irmão” neste caso se refira a israelitas ou crentes. Também os consideramos como os pobres dignos ou os chamados “Meus pequeninos irmãos”. Os Salmos dão orientações sobre como devemos tratar os necessitados. “Defendam o direito dos fracos e dos órfãos, façam justiça aos aflitos e desamparados. Socorram os fracos e os necessitados, tirando-os das mãos dos ímpios” (Sl 82:3, 4). Essa passagem indica nosso envolvimento de maneiras que vão além de apenas oferecer alimento.

Há promessas para os que ajudam os necessitados. “Quem dá aos pobres não passará necessidade” (Pv 28:27). “O rei que julga os pobres segundo a verdade firmará o seu trono para sempre” (Pv 29:14). E o rei Davi observou: “Bem-aventurado é aquele que ajuda os necessitados; o Senhor o livra no dia do mal” (Sl 41:1). Isso sempre foi prioridade em Israel, mesmo que, às vezes, a tivessem perdido de vista.

Em contraste, mesmo nos tempos mais modernos, particularmente na Inglaterra, sob o impacto do que foi conhecido como “Darwinismo Social”, muitos pensaram que não só não havia imperativo moral para ajudar os pobres, mas que fosse, de fato, errado fazê-lo. Em vez disso, seguindo as forças da natureza, em que os fortes sobrevivem às custas dos fracos, os “darwinistas sociais” acreditavam que seria prejudicial para a sociedade ajudar os pobres, os doentes e os indigentes porque, se estes se multiplicassem, só enfraqueceriam o tecido social da nação. Por mais cruel que seja, esse pensamento foi o resultado lógico da crença na evolução e da sua falsa narrativa.

De que maneira o evangelho, a ideia de que Cristo morreu por todos, deve impactar nossa forma de tratar todos, independentemente de quem sejam?

Segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Vida e ministério de Jesus

Lições da Bíblia1

No início do ministério público de Jesus, Ele viajou a Nazaré, na região da Galileia. Essa era Sua cidade natal, e as pessoas dali já tinham ouvido falar de Sua obra e de Seus milagres. Como era Seu costume, Jesus frequentava os cultos de sábado na sinagoga. Embora não fosse o rabino oficial, um dos presentes entregou-Lhe o pergaminho de Isaías e pediu-Lhe para fazer a leitura. Jesus leu Isaías 61:1, 2.

1. Leia Lucas 4:16-19 (compare com Is 61:1, 2; Lc 7:19-23). Por que Jesus escolheu essa passagem específica? Por que esses versos de Isaías eram considerados messiânicos? O que eles revelam sobre a obra do Messias?

Lucas 4:16-19 (ARA)2: “16 Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. 17 Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: 18 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19 e apregoar o ano aceitável do Senhor.

Is 61:1, 2 (ARA)2: “1 O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados;a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram”

Lc 7:19-23 (ARA)2: “19 enviou-os ao Senhor para perguntar: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro? 20 Quando os homens chegaram junto dele, disseram: João Batista enviou-nos para te perguntar: És tu aquele que estava para vir ou esperaremos outro? 21 Naquela mesma hora, curou Jesus muitos de moléstias, e de flagelos, e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. 22 Então, Jesus lhes respondeu: Ide e anunciai a João o que vistes e ouvistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres, anuncia-se-lhes o evangelho. 23 E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.”

Visto que os líderes religiosos aparentemente ignoravam as profecias que falavam de um Messias sofredor e aplicavam mal aquelas que apontavam para a glória de Sua segunda vinda (o que deveria servir como lembrete para nós de que é muito importante compreender a profecia), a maioria das pessoas acreditava na falsa ideia de que a missão do Messias seria libertar Israel dos romanos. Pensar que a declaração da missão do Messias vinha de Isaías 61:1, 2 deve ter sido um verdadeiro choque.

Os pobres geralmente eram desprezados pelos oficiais inescrupulosos, como cobradores de impostos, negociantes e até mesmo seus próprios vizinhos. Pensava-se que a pobreza fosse maldição de Deus e que sua condição fosse culpa deles mesmos. Com essa mentalidade, poucos se preocupavam com os pobres e sua situação difícil.

No entanto, o amor de Jesus pelos pobres foi uma das maiores evidências de Sua identidade como o Messias, conforme visto na resposta de Jesus à pergunta de João Batista sobre Ele ser o Prometido (Mt 11:1-6). “Como os discípulos do Salvador, João Batista não compreendia a natureza do reino de Cristo. Esperava que Jesus tomasse o trono de Davi; e, com o passar do tempo, sem que o Salvador reivindicasse qualquer autoridade real, João ficou perplexo e perturbado” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 164).

“A religião pura e sem mácula para com o nosso Deus e Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1:27). Como esse verso deve nos ajudar a definir nossas prioridades religiosas?

Domingo, 12 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Aos mais pequeninos irmãos

Lições da Bíblia1

“Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Venham, benditos de meu Pai! Venham herdar o Reino que está preparado para vocês desde a fundação do mundo.” (Mt 25:34).

A Bíblia fala muitas vezes dos estrangeiros (chamados às vezes de estranhos), dos órfãos e das viúvas. Esse grupo pode ser aquele a quem Jesus Se referiu como “Meus pequeninos irmãos” (Mt 25:40).

 Como podemos identificar essas pessoas hoje? Os estrangeiros dos tempos bíblicos eram indivíduos que tinham que deixar sua terra natal, talvez por causa da guerra ou da fome, O equivalente em nossos dias poderia  ser os milhões de refugiados que se tornaram necessitados por causa de circunstâncias em que não escolheram estar.

 Os órfãos são crianças que perderam os pais devido às guerras, a acidentes ou às doenças. Esse grupo também pode incluir aqueles cujos pais estão na prisão ou estão ausentes. Que amplo campo de serviço está exposto aqui!

 As viúvas são aquelas que perderam seus cônjuges pela mesma razão que os órfãos. Muitas são chefes de família e poderiam aproveitar toda a ajuda que a igreja pode oferecer,

Como veremos nesta semana, por sermos gestores dos negócios de Deus, ajudar os pobres não é apenas uma opção. Devemos seguir o exemplo de Jesus e obedecer às Suas ordens.

Sábado, 11 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Ajuntem tesouros no Céu – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Deus honrou Sua parte na aliança abençoando Abraão, o qual honrou a Deus não ajuntando tesouros nesta Terra. “A herança que Deus prometeu a Seu povo não está neste mundo. Abraão não teve possessão na Terra, nem ainda o espaço de um pé (At 7:5). Ele possuía muitos recursos, e deles fazia uso para a glória de Deus e para o bem de seus semelhantes; mas não olhava para este mundo como sua pátria.

“O Senhor o chamara para deixar seus compatriotas idólatras, com a promessa de dar-lhe a terra de Canaã para sempre; no entanto, nem ele nem seu filho, nem o filho de seu filho, a recebeu. Quando Abraão quis um lugar para sepultar seus mortos, teve de comprá-lo dos cananeus. Sua única posse na terra da promessa foi aquele túmulo cavado na pedra, na caverna de Macpela” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 135).

Às vezes somos tentados a ir em direção à riqueza e ao lazer. É preciso fé para praticar a gratificação adiada. “O majestoso palácio do faraó e o trono foram apresentados como uma forma de sedução a Moisés; mas ele sabia que era nas formas e costumes das cortes que estavam entronados os prazeres pecaminosos que fazem o povo se esquecer de Deus. Ele olhava para além do lindo palácio, para além da coroa, podendo ver as mais altas honras que os santos do Altíssimo receberão em um reino incontaminado pelo pecado. Pela fé, ele viu uma coroa incorruptível que o Rei do Céu colocará na cabeça do vencedor. Essa fé levou Moisés a se desviar dos nobres da Terra e se unir à nação humilde, pobre e desprezada que havia preferido obedecer a Deus em lugar de servir ao pecado” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 206).

Perguntas para consideração

No fim, o que acontecerá com nossas posses? (2Pe 3:10 [“Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas.”]2). O que pode ocorrer com elas antes do fim? (Mt 6:20 [“mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam;”]2). Por que devemos manter tudo na perspectiva adequada?

Jesus alertou contra “a fascinação da riqueza” (Mc 4:19 [“mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera.”]2). As riquezas nos enganam?

Moisés poderia ter justificado a decisão de ficar no Egito em vez de deixar tudo para trás a fim de fugir com um grupo de escravos? O que motivou a escolha dele?

Sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Moisés no Egito

Lições da Bíblia1

Moisés foi mantido vivo na providência de Deus, que atuou por meio de uma mãe empreendedora e de uma irmã carinhosa. Quando a filha do Faraó encontrou o bebê no cesto de junco, ela pediu à sua mãe hebreia que cuidasse dele e pagou-lhe para fazer isso. Que desafio abençoado para uma mãe escrava! Joquebede teve doze anos para ensinar seu filho a orar, confiar em Deus e honrá-Lo, e moldar seu caráter para uma vida de serviço. Durante anos, Moisés foi treinado nas cortes reais do Egito. “E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras” (At 7:22). Já adulto, ele tomou uma decisão que mudou sua vida e o curso da história.

8. Leia Hebreus 11:24-29. O que Moisés deixou para trás e o que teve que enfrentar? Examine a situação da perspectiva de Moisés antes de tomar a decisão de sair.

Hebreus 11:24-29 (ARA)2: “24 Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, 25 preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; 26 porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. 27 Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. 28 Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas. 29 Pela fé, atravessaram o mar Vermelho como por terra seca; tentando-o os egípcios, foram tragados de todo.”

O Egito era uma das maiores potências do mundo antigo na época, se não a maior. O rio Nilo criou terras tão férteis que o Egito, cheio de culturas, era uma nação rica e poderosa, e o próprio Moisés estaria no topo desse reino. É difícil imaginar como a atração do mundo e de todos os seus tesouros deve ter sido para ele em seus primeiros anos. Ele deve ter achado tentadores os prazeres, as riquezas, a adoração. Sem dúvida, Moisés poderia facilmente ter justificado ficar no Egito em vez de se unir a um grupo de escravos desprezados.

Porém, como dizem as Escrituras, ele escolheu “ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado” (Hb 11:25). O que dizer sobre as aflições? O livro de Êxodo trata das lutas e das provações de Moisés, que, mesmo depois de tudo o que passou, não pôde entrar na terra prometida (Nm 20:12). No entanto, no fim, sabemos que Moisés fez a escolha certa, muito embora às vezes ele deva ter se perguntado se de fato ele havia feito a melhor escolha.

Da perspectiva mundana, Moisés devia ter ficado no Egito. No entanto, como cristãos, temos uma visão da realidade que nos leva além deste mundo. Quando somos tentados, como podemos manter diante de nós o cenário mais amplo? Por que é tão importante que façamos isso?

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