Não levamos nada para o túmulo

Lições da Bíblia1

Certa vez alguém perguntou a Billy Graham o que mais o havia surpreendido na vida, agora que ele estava idoso (ele tinha 60 anos). A resposta de Graham? “A brevidade dela”.

2. O que os textos a seguir ensinam sobre a vida humana terrena? Sl 49:17; 1Tm 6:6, 7; Sl 39:11; Tg 4:14; Ec 2:18-22

Sl 49:17 (ARA)2: “pois, em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará.”

1Tm 6:6, 7 (ARA)2: “6 De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. 7 Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele.

Sl 39:11 (ARA)2: “Quando castigas o homem com repreensões, por causa da iniquidade, destróis nele, como traça, o que tem de precioso. Com efeito, todo homem é pura vaidade.

Tg 4:14 (ARA)2: “Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.”

Ec 2:18-22 (ARA)2: “18 Também aborreci todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim. 19 E quem pode dizer se será sábio ou estulto? Contudo, ele terá domínio sobre todo o ganho das minhas fadigas e sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade. 20 Então, me empenhei por que o coração se desesperasse de todo trabalho com que me afadigara debaixo do sol. 21 Porque há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, ciência e destreza; contudo, deixará o seu ganho como porção a quem por ele não se esforçou; também isto é vaidade e grande mal. 22 Pois que tem o homem de todo o seu trabalho e da fadiga do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol?

Não só a vida passa rapidamente, mas, quando morremos, não levamos nada conosco, pelo menos dos bens materiais. A única coisa que nos acompanha é o caráter. Isso significa que deixamos o que temos para outras pessoas. Quem vai ficar com os nossos bens? Depende dos planos feitos de antemão.

Embora nem todos tenham propriedades, a maioria das pessoas, como trabalharam ao longo dos anos, acumularam algo. O que acontecerá com isso depois da morte é uma questão que todos devem considerar.

No fim da vida, não importa se a pessoa tem muitos ou poucos bens, o planejamento patrimonial pode ser seu ato final de mordomia cristã, de administração cuidadosa daquilo com que Deus os abençoou. Se alguém não tem um plano de patrimônio que inclua um testamento ou uma holding familiar (empresa criada para administrar bens dos herdeiros), as leis do estado ou do governo civil podem ser aplicadas (tudo isso depende, é claro, de onde a pessoa vive). Se alguém morrer sem deixar testamento, a maioria das jurisdições civis simplesmente passarão seus bens para os parentes, quer eles precisem ou não, quer façam ou não bom uso do dinheiro, não importa se a pessoa tivesse ou não escolhido dar uma parte dos recursos para os parentes. A igreja não vai receber nada. Se for isso que a pessoa quiser, tudo bem. Se não, ela precisa planejar com antecedência. Nesse contexto, busque orientação profissional para escolher a forma mais eficaz e econômica de administrar os recursos de Deus.

Como Deus é o Dono de tudo (ver Sl 24:1), seria lógico concluir a partir de uma perspectiva bíblica que, quando tivermos terminado a tarefa que Deus nos confiou, devemos devolver a Ele, o legítimo Dono, o que restar, uma vez que as necessidades dos entes queridos estejam atendidas.

A morte, como sabemos, pode vir a qualquer momento, inesperadamente. O que aconteceria com seus entes queridos se você morresse hoje? O que aconteceria com seus bens? Seriam distribuídos como você gostaria?

Segunda-feira, 06 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Administradores fiéis: à espera do Mestre. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 511, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O rico insensato

Lições da Bíblia1

1. Leia Lucas 12:16-21. Qual é a mensagem relevante nesse texto? Que repreensão o Senhor fez ao insensato, e o que isso nos diz a respeito de como deve ser nossa atitude em relação ao que possuímos?

Lucas 12:16-21 (ARA)2: “16 E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. 17 E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? 18 E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. 19 Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. 20 Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? 21 Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.

Embora a mensagem seja mais ampla do que isso, pode-se argumentar que essa história fala sobre o que não fazer na aposentadoria. Portanto, se alguém está encerrando a carreira profissional para gastar seus recursos acumulados consigo mesmo, deve ter cuidado e levar a sério essa história. O problema não está em trabalhar, acumular bens e enriquecer. O problema é a atitude. As palavras “descanse, coma, beba e aproveite a vida” (Lc 12:19) expressam o verdadeiro problema.

“A aspiração daquele homem não era mais elevada que a dos animais, que perecem. Vivia como se não houvesse Deus, nem Céu, nem vida futura; como se tudo que possuía lhe pertencesse, e nada devesse a Deus nem aos homens” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 146).

Se, tendo recebido as bênçãos de Deus, só pensamos em nós mesmos e ignoramos os outros e a causa de Deus, seguimos o exemplo do rico louco. A parábola não sugere que o rico fosse preguiçoso ou desonesto. O problema era a maneira de gastar os recursos. Como não sabemos o dia da nossa morte, devemos estar sempre prontos, vivendo para cumprir a vontade de Deus, em vez de levar uma vida egoísta.

A perspectiva bíblica geralmente é que uma pessoa trabalhe e produza enquanto ela é capaz. Os autores dos livros de Daniel e Apocalipse estavam, muitos acreditam, na casa dos 80 anos quando completaram seu trabalho, numa época em que a expectativa de vida girava em torno de 50 anos. Ellen G. White publicou alguns de seus livros mais conhecidos e mais amados, como O Desejado de Todas as Nações, após seus 70 anos. Portanto, na medida do possível, a idade não deve nos impedir de ser produtivos nem de fazer o bem.

Jesus aconselhou aqueles que aguardavam Sua segunda vinda a não apenas vigiar, mas continuar trabalhando também (Mt 24:44-46).

Não importa a nossa idade nem a soma dos nossos bens, como evitar a armadilha do insensato? Pergunte a si mesmo: “Qual é o meu propósito na vida?”

Domingo, 05 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Retribuindo

Lições da Bíblia1

“Então ouvi uma voz do Céu, dizendo: — Escreva: ‘Bemaventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor.’ — Sim — diz o Espírito —, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham” (Ap 14:13).

Ao nos aproximarmos do fim de nossos anos laborais, nosso foco financeiro se volta para a preservação de nossos bens levando em consideração os anos finais da vida. A transição do período de trabalho para o tempo da aposentadoria pode ser uma experiência traumática. Em termos de finanças, qual é a melhor maneira de proceder?

À medida que as pessoas envelhecem, naturalmente começam a se preocupar com o futuro. Os temores mais comuns são: morrer cedo demais (antes que a família esteja segura); viver tempo demais (esgotando suas economias); enfermidade grave (todos os recursos poderiam se extinguir) e deficiência mental ou física (quem vai cuidar de mim?).

Ao comentar esses medos, Ellen G. White escreveu: “Todos esses temores são originados por Satanás […]. Caso tomassem a atitude que Deus deseja que mantenham, seus últimos dias seriam os melhores e mais felizes […]. Devem pôr de lado a ansiedade e as preocupações, ocupar o tempo da maneira mais satisfatória possível e amadurecerem para o Céu (Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 376).

Vamos estudar o conselho de Deus sobre nossos últimos anos. O que devemos fazer, o que devemos evitar e quais princípios devemos seguir?

Sábado, 04 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Cuidado com a cobiça – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Na conquista de Jericó, Acã não foi o único homem que levou prata e ouro para o acampamento de Israel. Josué havia dito aos homens que trouxessem de volta a prata, o ouro e os utensílios de bronze e de ferro para o tesouro da casa de Deus (Js 6:19, 24). Todo o restante devia ser queimado. Acã, no entanto, foi o único homem a guardar algo para si mesmo. “Dentre os milhões de israelitas, houve apenas um homem que, naquela hora solene de triunfo e juízo, ousara transgredir a ordem de Deus. A cobiça de Acã foi despertada ao ver aquela valiosa capa de Sinear. Mesmo quando ela o colocou face a face com a morte, ele lhe chamou de ‘uma boa capa babilônica’ (Js 7:21). Um pecado arrastara outro, e ele apropriou-se do ouro e da prata dedicados ao tesouro do Senhor – roubou de Deus as primícias da terra de Canaã” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 432, 433).

Na lista de Paulo sobre os sinais dos últimos dias, os dois primeiros itens envolvem nossa atitude em relação ao dinheiro e às posses: “Você precisa saber disto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis. Pois os seres humanos serão egoístas, avarentos” (2Tm 3:1, 2). Egoísmo e avareza são descrições significativas da humanidade nos últimos dias – os nossos dias.

Perguntas para consideração

Leia 1 Timóteo 6:6-10: “Porque nada trouxemos para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Mas os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos insensatos e nocivos, que levam as pessoas a se afundar na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e atormentaram a si mesmos com muitas dores.” Quantas pessoas “atormentaram a si mesmos [e aos outros]” por causa do amor ao dinheiro? Sabendo que precisamos de dinheiro para viver, como evitar a armadilha sobre a qual Paulo advertiu?

Que outras coisas, além de dinheiro, podemos cobiçar?

Qual é a diferença entre um desejo legítimo e a cobiça?

Quando um desejo legítimo se transforma em cobiça?

Sexta-feira, 03 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Vencendo a cobiça

Lições da Bíblia1

Cobiça é uma questão do coração e, como o orgulho e o egoísmo, muitas vezes passa despercebida e é por isso que pode ser tão mortal e enganadora. Já é difícil superar pecados óbvios: mentira, adultério, roubo, idolatria, transgressão do sábado. Contudo, esses são atos externos, sobre os quais temos que pensar antes de cometer. Mas vencer pensamentos errados? Isso é difícil.

6. Leia 1 Coríntios 10:13. Que promessa é dada aqui, e por que é tão importante entendê-la quando se trata de cobiça?

1 Coríntios 10:13 (ARA): “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”

O poder de Deus pode nos proteger contra esse pecado perigosamente enganoso? Observe três segredos para vencer a cobiça:

1. Tome a decisão de servir a Deus, depender Dele e fazer parte de Sua família. “Escolham hoje a quem vão servir […]. Eu e a minha casa serviremos o Senhor” (Js 24:15).

2. Ore diariamente e inclua Mateus 6:13: “E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois Teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!” Ao sentir cobiça por algo que você sabe que não deve ter, ore sobre isso, reivindicando promessas da Bíblia para a vitória, como 1 Coríntios 10:13.

3. Seja regular no estudo da Palavra. “Guardo a Tua palavra no meu coração para não pecar contra Ti” (Sl 119:11).

Jesus abordou o problema humano/pecado. Ele foi tentado em todos os pontos em que somos tentados. Para resistir, passava noites inteiras em comunhão orando ao Pai. Jesus não deixou esta Terra sem ter forjado o caminho pelo exemplo e, em seguida, prometido poder para tornar possível que cada pessoa tivesse uma vida de fé e obediência para desenvolver um caráter semelhante ao Dele.

“Busquem o Senhor enquanto Ele pode ser encontrado; invoquem-No enquanto Ele está perto. Que o ímpio abandone o Seu mau caminho, e o homem mau, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55:6, 7).

Você já colheu consequências ruins da cobiça em sua vida? Que lições você aprendeu? O que ainda precisa aprender?

Quinta-feira, 02 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Ananias e Safira

Lições da Bíblia1

Era um momento emocionante para se tornar membro da igreja. Após o grande derramamento do Espírito Santo no dia do Pentecostes, os apóstolos pregavam o evangelho com poder, e milhares estavam se juntando à igreja.

“Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com ousadia, anunciavam a Palavra de Deus. Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum” (At 4:31, 32).

Que privilégio Ananias e Safira tiveram! Fazer parte da igreja primitiva, vê-la crescer e sentir a manifestação do Espírito Santo de forma tão marcante. “Não havia nenhum necessitado entre eles, porque os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e os depositavam aos pés dos apóstolos; então se distribuía a cada um conforme a sua necessidade” (At 4:34, 35).

Foi nesse cenário que Ananias e Safira, obviamente impressionados com o que estava acontecendo e querendo fazer parte dessa comunidade, decidiram vender alguns bens e contribuir com os lucros para a igreja. Até aí, tudo bem.

5. Leia Atos 5:1-11. O que você acha que foi pior, reter parte do dinheiro ou mentir? Por que uma punição tão severa?

Atos 5:1-11 (ARA)2: “1 Entretanto, certo homem, chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, 2 mas, em acordo com sua mulher, reteve parte do preço e, levando o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos. 3 Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? 4 Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus. 5 Ouvindo estas palavras, Ananias caiu e expirou, sobrevindo grande temor a todos os ouvintes. 6 Levantando-se os moços, cobriram-lhe o corpo e, levando-o, o sepultaram. 7 Quase três horas depois, entrou a mulher de Ananias, não sabendo o que ocorrera. 8 Então, Pedro, dirigindo-se a ela, perguntou-lhe: Dize-me, vendestes por tanto aquela terra? Ela respondeu: Sim, por tanto. 9 Tornou-lhe Pedro: Por que entrastes em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e eles também te levarão. 10 No mesmo instante, caiu ela aos pés de Pedro e expirou. Entrando os moços, acharam-na morta e, levando-a, sepultaram-na junto do marido. 11 E sobreveio grande temor a toda a igreja e a todos quantos ouviram a notícia destes acontecimentos.”

No início, parecia que eram sinceros em seu desejo de doar para a obra. No entanto, “depois, o casal ofendeu o Santo Espírito ao ceder a sentimentos de cobiça. Começaram a lamentar o fato de terem feito aquela promessa e logo perderam a suave influência da bênção que lhes havia aquecido o coração com o desejo de fazer grandes coisas em benefício da causa de Cristo” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 46). Em outras palavras, embora tivessem iniciado com as melhores das intenções, a cobiça fez com que aparentassem e fingissem ser o que não eram.

“E sobreveio grande temor a toda a igreja e a todos aqueles que ouviram falar destes acontecimentos” (At 5:11). Depois desse incidente, todos certamente devem ter sido mais cuidadosos ao devolver seu dízimo. Mas esse triste relato não foi incluído na Bíblia como um aviso sobre a fidelidade nos dízimos. Em vez disso, ele nos leva a pensar na seguinte pergunta: até onde a cobiça pode levar?

Quarta-feira, 01 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O coração de Judas

Lições da Bíblia1

Uma das histórias mais trágicas da Bíblia é a de Judas Iscariotes. Ele teve o privilégio que apenas outras 11 pessoas na história tiveram: estar com Jesus todo aquele tempo e aprender verdades eternas diretamente do Mestre. Muitas pessoas que nunca tiveram nada parecido com as oportunidades que Judas teve serão salvas, enquanto ele está destinado à destruição eterna.

O que aconteceu? A resposta pode ser encontrada em uma palavra: cobiça, os desejos do coração dele.

4. Leia João 12:1-8. O que Maria fez que atraiu tanta atenção durante o banquete? Como Judas reagiu? Por quê? Qual foi a resposta de Jesus?

João 12:1-8 (ARA)2: “1 Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus para Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos. 2 Deram-lhe, pois, ali, uma ceia; Marta servia, sendo Lázaro um dos que estavam com ele à mesa. 3 Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo.Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, o que estava para traí-lo, disse:Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres? Isto disse ele, não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava. Jesus, entretanto, disse: Deixa-a! Que ela guarde isto para o dia em que me embalsamarem;porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.

A gentil repreensão do Salvador ao comentário avarento de Judas o levou a deixar o banquete e ir diretamente ao palácio do sumo sacerdote, onde os inimigos de Jesus estavam reunidos. Ele se ofereceu para entregar seu Mestre nas mãos deles por uma quantia muito menor do que a dádiva de Maria (Mt 26:14-16).

O que aconteceu com Judas? Depois de tantas oportunidades maravilhosas e raros privilégios, por que ele faria algo tão mau? Segundo Ellen G. White, Judas “amava o grande Mestre e ansiava estar com Ele. Tivera desejo de ser transformado no caráter e na vida e esperava experimentar isso por sua ligação com Jesus. O Salvador não havia afastado Judas. Dera-lhe um lugar entre os Doze. Confiou-lhe a obra de evangelista. Concedeu-lhe poder para curar os doentes e expulsar os demônios. Entretanto, Judas não chegou ao ponto de se entregar totalmente a Cristo” (O Desejado de Todas as Nações, p. 573, 574).

Todos temos defeitos de caráter que, se submetidos, podem ser vencidos através do poder de Deus. Mas Judas não foi submisso a Cristo, e o pecado da cobiça, que ele poderia ter vencido por meio do poder de Cristo, o venceu com resultados trágicos.

Quem entre nós não luta contra a cobiça por uma coisa ou outra? O que Judas cobiçava era o dinheiro, e essa cobiça, um problema do coração, o levou a roubar (Jo 12:6) e a trair Jesus.

Que lição terrível para nós sobre o perigo da cobiça! O que parece ser algo pequeno, um simples desejo do coração, pode levar à calamidade e à perda eterna.

Terça-feira, 28 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Algo amaldiçoado no acampamento

Lições da Bíblia1

Foi um grandioso momento da história de Israel. Depois de 40 anos no deserto, eles entraram na terra prometida. Por um milagre, cruzaram em terra firme o rio Jordão em seu período de cheia. Essa travessia foi tão impressionante que se derreteu o coração dos reis pagãos em Canaã, e não tiveram coragem para lutar (Js 5:1).

O primeiro desafio na conquista de Canaã foi a cidade murada e fortificada de Jericó. Ninguém sabia o que fazer para derrotar os habitantes dessa cidade – nem mesmo Josué. Em resposta à oração dele, Deus revelou o plano para a destruição da cidade, o qual eles seguiram. Mas, depois, as coisas tomaram um rumo ruim.

3. Leia Josué 7. O que aconteceu depois da poderosa vitória em Jericó, e que mensagem devemos tirar dessa história para nós mesmos?

Josué 7 (ARA)2: “1 Prevaricaram os filhos de Israel nas coisas condenadas; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zera, da tribo de Judá, tomou das coisas condenadas. A ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel. 2 Enviando, pois, Josué, de Jericó, alguns homens a Ai, que está junto a Bete-Áven, ao oriente de Betel, falou-lhes, dizendo: Subi e espiai a terra. Subiram, pois, aqueles homens e espiaram Ai. 3 E voltaram a Josué e lhe disseram: Não suba todo o povo; subam uns dois ou três mil homens, a ferir Ai; não fatigueis ali todo o povo, porque são poucos os inimigos. 4 Assim, subiram lá do povo uns três mil homens, os quais fugiram diante dos homens de Ai. 5 Os homens de Ai feriram deles uns trinta e seis, e aos outros perseguiram desde a porta até às pedreiras, e os derrotaram na descida; e o coração do povo se derreteu e se tornou como água. 6 Então, Josué rasgou as suas vestes e se prostrou em terra sobre o rosto perante a arca do Senhor até à tarde, ele e os anciãos de Israel; e deitaram pó sobre a cabeça. 7 Disse Josué: Ah! Senhor Deus, por que fizeste este povo passar o Jordão, para nos entregares nas mãos dos amorreus, para nos fazerem perecer? Tomara nos contentáramos com ficarmos dalém do Jordão. 8 Ah! Senhor, que direi? Pois Israel virou as costas diante dos seus inimigos! 9 Ouvindo isto os cananeus e todos os moradores da terra, nos cercarão e desarraigarão o nosso nome da terra; e, então, que farás ao teu grande nome? 10 Então, disse o Senhor a Josué: Levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o rosto? 11 Israel pecou, e violaram a minha aliança, aquilo que eu lhes ordenara, pois tomaram das coisas condenadas, e furtaram, e dissimularam, e até debaixo da sua bagagem o puseram. 12 Pelo que os filhos de Israel não puderam resistir aos seus inimigos; viraram as costas diante deles, porquanto Israel se fizera condenado; já não serei convosco, se não eliminardes do vosso meio a coisa roubada. 13 Dispõe-te, santifica o povo e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: Há coisas condenadas no vosso meio, ó Israel; aos vossos inimigos não podereis resistir, enquanto não eliminardes do vosso meio as coisas condenadas. 14 Pela manhã, pois, vos chegareis, segundo as vossas tribos; e será que a tribo que o Senhor designar por sorte se chegará, segundo as famílias; e a família que o Senhor designar se chegará por casas; e a casa que o Senhor designar se chegará homem por homem. 15 Aquele que for achado com a coisa condenada será queimado, ele e tudo quanto tiver, porquanto violou a aliança do Senhor e fez loucura em Israel. 16 Então, Josué se levantou de madrugada e fez chegar a Israel, segundo as suas tribos; e caiu a sorte sobre a tribo de Judá. 17 Fazendo chegar a tribo de Judá, caiu sobre a família dos zeraítas; fazendo chegar a família dos zeraítas, homem por homem, caiu sobre Zabdi; 18 e, fazendo chegar a sua casa, homem por homem, caiu sobre Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zera, da tribo de Judá. 19 Então, disse Josué a Acã: Filho meu, dá glória ao Senhor, Deus de Israel, e a ele rende louvores; e declara-me, agora, o que fizeste; não mo ocultes. 20 Respondeu Acã a Josué e disse: Verdadeiramente, pequei contra o Senhor, Deus de Israel, e fiz assim e assim. 21 Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata, e uma barra de ouro do peso de cinquenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata, por baixo. 22 Então, Josué enviou mensageiros que foram correndo à tenda; e eis que tudo estava escondido nela, e a prata, por baixo. 23 Tomaram, pois, aquelas coisas do meio da tenda, e as trouxeram a Josué e a todos os filhos de Israel, e as colocaram perante o Senhor. 24 Então, Josué e todo o Israel com ele tomaram Acã, filho de Zera, e a prata, e a capa, e a barra de ouro, e seus filhos, e suas filhas, e seus bois, e seus jumentos, e suas ovelhas, e sua tenda, e tudo quanto tinha e levaram-nos ao vale de Acor. 25 Disse Josué: Por que nos conturbaste? O Senhor, hoje, te conturbará. E todo o Israel o apedrejou; e, depois de apedrejá-los, queimou-os. 26 E levantaram sobre ele um montão de pedras, que permanece até ao dia de hoje; assim, o Senhor apagou o furor da sua ira; pelo que aquele lugar se chama o vale de Acor até ao dia de hoje.

Uma vez confrontado, Acã admitiu o que fez, dizendo que tinha “cobiçado” aquelas coisas. A palavra hebraica traduzida por “cobicei”, chmd, tem sido usada em alguns lugares da Bíblia em um sentido muito positivo. A mesma raiz aparece em Daniel 9:23, por exemplo, quando Gabriel disse com relação a Daniel: “Deus o ama muito”.

No caso de Acã, no entanto, chmd era má notícia. Apesar da explícita ordem para não saquear para si mesmos das cidades capturadas (Js 6:18, 19), Acã fez exatamente isso, trazendo descrédito sobre toda a nação. Após a derrota em Ai, Josué temeu: “Quando os cananeus e todos os moradores da terra ouvirem isto, nos cercarão e apagarão o nosso nome da face da Terra; e, então, que farás ao Teu grande nome?” (Js 7:9). Em outras palavras, o Senhor queria usar essas vitórias para fazer com que as nações soubessem de Seu poder e de Sua obra entre Seu próprio povo. Suas conquistas deveriam ser (de uma forma diferente) testemunhas do poder de Yahweh. Depois do fiasco em Ai, além das vidas perdidas, esse testemunho estava comprometido.

Pense em como teria sido fácil para Acã ter justificado suas atitudes: “Bem, é uma quantidade tão pequena em comparação com todo o restante do saque. Ninguém vai saber, e o que pode fazer de mal? Além disso, minha família precisa do dinheiro.” Como podemos nos proteger desse tipo de raciocínio perigoso?

Segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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