Sempre atentos à Sua aliança

Lições da Bíblia1

4. O tema do juízo divino suscita uma pergunta significativa: Como o povo de Deus pode ter paz com Ele e certeza da salvação no momento do juízo? Sl 94:14; 105:7-10; Dn 7:22

Sl 94:14 (NAA)2: “Pois o Senhor não abandonará o seu povo; ele não irá desamparar a sua herança.”

Sl 105:7-10 (NAA)2: “7 Ele é o Senhor, nosso Deus; os seus juízos permeiam toda a terra. 8 Lembra-se perpetuamente da sua aliança, da palavra que empenhou para mil gerações; 9 da aliança que fez com Abraão e do juramento que fez a Isaque; 10 o qual confirmou a Jacó por decreto e a Israel por aliança perpétua,”

Dn 7:22 (NAA)2: “Até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo. E veio o tempo em que os santos possuíram o reino.”

O povo de Deus está seguro, pois o Senhor estabeleceu Sua morada em Sião (Sl 76:1, 2) e Sua aliança eterna com eles como Sua posse preciosa (Sl 94:14; 105:8-10). Deus promete não rejeitar o povo da aliança; e mais: Ele trabalha ativamente para manter Seus filhos seguros Nele. Ele perdoa seus pecados (Sl 103:3); instrui, abençoa e fortalece Seu povo (Sl 25:8-11; 29:11; 105:24). Os juízos divinos acontecem para levar o povo à justiça e demonstrar que Deus cuida deles (Sl 94:8-15). O Salmo 105 mostra a fidelidade do Senhor à Sua aliança na história de Israel. Em todos os acontecimentos, bons e ruins, Deus estava lá. Em Sua providência, levou José ao Egito e, por meio dele, salvou Seu povo e as nações naquela região durante a fome severa (Sl 105:16-24). O Senhor suscitou Moisés para libertar Seu povo da escravidão egípcia, com sinais e maravilhas em favor deles (Sl 105:25-38).

O Senhor concedeu ao Seu povo a Terra Prometida (Sl 105:11, 44) e Sua proteção contínua (Sl 105:12-15). Ele os multiplicou (Sl 105:24), libertou-os de seus senhores (Sl 105:37, 38) e providenciou sustento para suas necessidades diárias (Sl 105:39-41). O Senhor está, sem dúvida, no controle soberano de tudo o que envolve Seu povo – uma verdade da qual os salmistas queriam que o povo de Deus nunca se esquecesse.

Quando Deus Se lembra de Sua aliança, isso envolve mais do que conhecimento ou memória, pois sempre leva à ação (Gn 8:1; 1Sm 1:19; Sl 98:3; 105:42-44). De igual modo, quando as pessoas são chamadas a se lembrar das maravilhas e juízos de Deus, isso significa que as pessoas devem viver para honrá-Lo.

Na aliança, o principal chamado é permanecer fiel ao pacto, observando as leis divinas (Sl 78:5-7; 105:45). Israel também é chamado a testemunhar de Deus às nações, porque Ele deseja que os povos se unam a Israel (Sl 105:1, 2). Portanto, o mundo está seguro na aliança do Todo-Poderoso e Misericordioso (Sl 89:28-34).

Que bênçãos temos em Jesus? Isso nos mostra que as promessas feitas ao antigo Israel podem aplicar-se a nós? (Ver Gl 3:26-29 [“26 Pois todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; 27 porque todos vocês que foram batizados em Cristo de Cristo se revestiram. 28 Assim sendo, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vocês são um em Cristo Jesus. 29 E, se vocês são de Cristo, são também descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.”]).

Quarta-feira, 17 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Deus é o Juiz

Lições da Bíblia1

3. Leia o Salmo 75. Por que a jactância dos ímpios é em vão?

Salmo 75 (NAA)2: “1 Graças te rendemos, ó Deus; graças te rendemos, e invocamos o teu nome, e declaramos as tuas maravilhas. 2 Pois disseste: Hei de aproveitar o tempo determinado; hei de julgar retamente. 3 Vacilem a terra e todos os seus moradores, ainda assim eu firmarei as suas colunas. 4 Digo aos soberbos: não sejais arrogantes; e aos ímpios: não levanteis a vossa força. 5 Não levanteis altivamente a vossa força, nem faleis com insolência contra a Rocha. 6 Porque não é do Oriente, não é do Ocidente, nem do deserto que vem o auxílio. 7 Deus é o juiz; a um abate, a outro exalta. 8 Porque na mão do Senhor há um cálice cujo vinho espuma, cheio de mistura; dele dá a beber; sorvem-no, até às escórias, todos os ímpios da terra. 9 Quanto a mim, exultarei para sempre; salmodiarei louvores ao Deus de Jacó. 10 Abaterei as forças dos ímpios; mas a força dos justos será exaltada.”

Como Rei soberano, o Senhor também é Legislador (Sl 99:7) e Juiz (Sl 98:9; 97:2). Os ímpios constantemente ameaçam a ordem justa que Deus estabeleceu no mundo, mas o Senhor julgará o mundo e dará cabo do governo do mal (Sl 75:8-10; 96:13). No Salmo 75, várias imagens retratam a destruição irrevogável dos ímpios. A imagem de um cálice com vinho (Sl 75:8) transmite a intensidade da fúria de Deus (Jr 25:15; Ap 14:10). Abater as forças dos ímpios retrata o fim de seu poder e domínio, enquanto a força dos justos será exaltada (Sl 75:10). Deus escolhe um “tempo determinado” (Sl 75:2) para julgar. Esse juízo executivo claramente ocorrerá no fim dos tempos (Sl 96:13; 1Co 15:23-26).

O Senhor sonda o coração das pessoas como parte de Seu juízo. Leia Salmo 14:2. É uma referência a Gênesis 6:5, 8. Ambos os textos mostram que, antes da execução do juízo divino sobre o mundo, Deus examina a vida de todos buscando pessoas a quem salvar. Esse juízo às vezes é chamado de “juízo investigativo”, quando Deus defende os justos e decide o destino dos ímpios.

Como funciona? Primeiro, Deus liberta Seu povo dos ímpios (Sl 97:10; 146:9) e coroa os humildes com a salvação (Sl 149:4). Segundo, os ímpios impenitentes são destruídos para sempre (Sl 97:3). Alguns salmos descrevem poeticamente a inutilidade das armas humanas contra o Juiz divino (Sl 76:3-6). O Senhor também é um Deus perdoador, embora puna os erros das pessoas (Sl 99:8). O povo de Deus, não apenas os ímpios, prestará contas a Ele (Sl 50:4; 135:14).

Os salmos transmitem a mesma noção expressa em outros textos bíblicos, a de que o juízo divino começa com o povo de Deus e estende-se a toda a Terra (Dt 32:36; 1Pe 4:17). O salmista clama a Deus que o julgue, mas confia na justiça divina para defendê-lo (Sl 7:8-11; 139:23, 24).

Os salmos nos chamam a ter alegria em antecipação aos juízos divinos (Sl 67:4; 96:10-13; 98:4-9). Como o juízo de Deus pode ser uma boa notícia para pessoas cobertas pelo sangue de Cristo?

Terça-feira, 16 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O Senhor reina

Lições da Bíblia1

O Senhor como Criador está ligado de modo inseparável ao Senhor como Soberano, como Governante. A declaração “Reina o Senhor” é solenemente proclamada no Salmo 93:1; 96:10; 97:1 e 99:1, mas seu eco é ouvido em todo o Livro dos Salmos. O Senhor está revestido de honra, majestade e força (104:1). Ele está cercado de nuvens e trevas (Sl 97:2), mas também se cobre “de luz como de um manto” (Sl 104:2). Essas metáforas exaltam o poder e o esplendor do Rei e são cuidadosamente escolhidas para expressar a grandeza de Deus, que está além da compreensão humana.

2. Leia o Salmo 97. O que caracteriza o reinado do Senhor? (Sl 97:2, 10). Qual é o domínio de Seu reinado? (Sl 97:1, 5, 9)

Salmo 97 (NAA)2: 1 Reina o Senhor. Alegre-se a terra, exultem as muitas ilhas. 2 Nuvens e escuridão o rodeiam, justiça e juízo são a base do seu trono. 3 Adiante dele vai um fogo que consome os inimigos ao seu redor. 4 Os seus relâmpagos iluminam o mundo; a terra os vê e estremece. 5 Os montes se derretem como cera na presença do Senhor, na presença do Senhor de toda a terra. 6 Os céus anunciam a sua justiça, e todos os povos veem a sua glória. 7 Sejam envergonhados todos os que adoram imagens de escultura, os que se gloriam de ídolos. Todos os deuses prostrem-se diante dele. 8 Sião ouve e se alegra, as filhas de Judá exultam, por causa da tua justiça, ó Senhor. 9 Pois tu, Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra; tu estás muito acima de todos os deuses. 10 Vocês que amam o Senhor, odeiem o mal; ele protege a vida dos seus santos, e os livra das mãos dos ímpios. 11 A luz se difunde para o justo, e a alegria, para os retos de coração. 12 Alegrem-se no Senhor, ó justos, e deem graças ao seu santo nome.”

Sl 97:2, 10 (NAA)2: “2 Nuvens e escuridão o rodeiam, justiça e juízo são a base do seu trono. […] 10 Vocês que amam o Senhor, odeiem o mal; ele protege a vida dos seus santos, e os livra das mãos dos ímpios.”

Sl 97:1, 5, 9 (NAA)2: 1 Reina o Senhor. Alegre-se a terra, exultem as muitas ilhas. […] 5 Os montes se derretem como cera na presença do Senhor, na presença do Senhor de toda a terra. […] Pois tu, Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra; tu estás muito acima de todos os deuses.”

O governo do Senhor é demonstrado em Suas obras de criação (Sl 96:5), salvação (Sl 98:2) e juízo (Sl 96:10). O Senhor estabelece Sua realeza sobre o mundo inteiro (Sl 47:6-9). O reino de Deus é eterno, inigualável em poder e majestade (Sl 45:6; 93:1, 2; 103:19). O reino do Senhor é estabelecido na misericórdia, justiça e retidão e traz ordem e estabilidade ao mundo criado (Sl 98:3; 99:4). O reinado divino une tanto adoradores celestiais quanto terrenos no louvor a Deus (Sl 103:20-22; 148). Muitos salmos preveem toda a humanidade reconhecendo o governo soberano de Deus (Sl 96:10; 97:1; 99:1; 145:11-13).

Mas nem todos, nem mesmo governantes terrenos, o fazem, pelo menos por enquanto. O reinado do Senhor é constantemente desafiado pelos ímpios, que O negam, zombam Dele e oprimem o Seu povo (Sl 14:1; 74:3-22). Embora confrontado pela prosperidade de algumas pessoas más e perturbado pela tolerância de Deus, o salmista confia no governo divino soberano e segue adiante na certeza dos juízos justos de Deus (Sl 68:21; 73:17-20). Pela fé, o povo de Deus se alegra com a inauguração do Seu reino por meio do ministério redentor de Cristo e espera pela consumação por ocasião da segunda vinda de Cristo (Mt 12:26-28; 1Co 15:20-28).

“Vocês que amam o Senhor, odeiem o mal!” (Sl 97:10). Por que nosso amor por Deus deveria nos levar a odiar o mal? Como esses dois conceitos estão relacionados?

Segunda-feira, 15 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O Senhor nos fez

Lições da Bíblia1

1. Leia os Salmos 8 e 100. Como Deus e as pessoas são retratados nesses salmos? O que eles revelam sobre o caráter divino?

Salmo 8 (NAA)2: “1 Ó Senhor, Senhor nosso, como é magnífico o teu nome em toda a terra! Pois puseste nos céus a tua majestade. 2 Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador. 3 Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, 4 que é o homem, para que dele te lembres? E o filho do homem, para que o visites? 5 Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste. 6 Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste: 7 ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo; 8 as aves do céu, os peixes do mar e tudo o que percorre as veredas dos mares. 9 Ó Senhor, Senhor nosso, como é magnífico o teu nome em toda a terra!

Salmo 100 (NAA)2: 1 Celebrem com júbilo ao Senhor, todas as terras. 2 Sirvam ao Senhor com alegria, apresentem-se diante dele com cântico. 3 Saibam que o Senhor é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio. 4 Entrem por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendam-lhe graças e bendigam o seu nome. 5 Porque o Senhor é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade.

A criação desempenha papel crucial em Salmos, defendendo a soberania de Deus. Os céus, que são “as obras das Suas mãos”, proclamam Sua glória e poder (Sl 19:1-4; 97:6). O nome de Deus é majestoso em toda a Terra (Sl 8:1, 9). O Senhor criou tudo; Ele não tem começo (Sl 93:2) nem fim (Sl 102:25-27). Ele é eterno e superior aos deuses das nações, que são apenas “obra de mãos humanas” (Sl 115:4). Os ídolos “têm mãos e não apalpam” (Sl 115:7); ao passo que, quanto ao Senhor, “nas Suas mãos estão as profundezas da Terra, e as alturas dos montes lhe pertencem. Dele é o mar, pois Ele o fez; obra de Suas mãos, os continentes” (Sl 95:4, 5). Vários salmos retratam o poder de Deus sobre as forças da natureza, as quais outras nações criam que fossem divinas (por exemplo, Sl 29; 93; 104). Esses salmos reafirmam que o Senhor reina sobre toda a criação e é supremo em poder e dignidade. O Salmo 100:3 ataca uma forma sutil de idolatria – a autoconfiança, enfatizando que Deus nos fez, “e Dele somos”.

A criação também testifica do amor de Deus. Tudo o que existe deve a existência a Deus, que também sustenta a vida (Sl 95:7; 147:4-9). Observe que Deus não apenas concedeu a existência às pessoas, mas fez do antigo Israel “o Seu povo e rebanho do Seu pastoreio” (Sl 100:3). As expressões “Seu povo” e “rebanho do Seu pastoreio” revelam o desejo de Deus de um relacionamento estreito com Seus filhos.

Somente o Criador tem o poder de abençoar e fazer com que Seu povo cresça; portanto, Ele é o único digno de adoração e confiança. Vários salmos convocam tudo o que tem fôlego, toda a Terra, o mar e tudo o que nele há a celebrar com alegria diante do Senhor.

A criação revela a glória divina, mesmo após o pecado, e os salmos apontam somente para Deus como digno de adoração.

“Que é o homem, para que dele Te lembres? E o filho do homem, para que o visites?” (Sl 8:4). Deus é seu criador. Como você reage a essa verdade? Deus chama até as estrelas pelo nome (Sl 147:4). Imagine o quanto Ele Se importa com você!

Domingo, 14 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O Senhor reina

Lições da Bíblia1

“O Senhor reina! Vestiu-se de majestade; de majestade vestiu-Se o Senhor e armou-Se de poder! O mundo está firme e não se abalará” (Sl 93:1, NVI).

O Livro dos Salmos sustenta firmemente a crença fundamental no reino divino soberano. O Senhor criou e sustenta tudo o que criou. Ele é o Rei soberano sobre o mundo inteiro e governa o mundo com justiça e retidão. Suas leis e Seus estatutos são bons e trazem vida àqueles que os guardam. O Senhor é um Juiz justo que assegura que o mundo permaneça bem ordenado e faz isso recompensando os justos e punindo os ímpios, mas no tempo Dele, não no nosso. A aliança de Deus com Israel desempenha papel especial na proteção do mundo, pois anuncia a salvação do Senhor. Ele adotou Israel como Sua posse preciosa, fazendo dele, dentre todas as nações, Seu povo. O Senhor é fiel à Sua aliança e continua cuidando de Seu rebanho, apesar das manifestações de infidelidade e rebelião dele.

O governo soberano do Senhor mantém o mundo firmemente estabelecido e seguro. Os salmistas querem que o leitor entenda essa verdade fundamental. Com essa cosmovisão como farol, os salmistas buscam viver e servir a Deus com total devoção.

Sábado, 13 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Ensina-nos a orar – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia o Salmo 42:8 e, de Ellen G. White, Educação, p. 112-118 (“Poesia e canto”). Qual é a relação entre a oração e o cântico de acordo com esses textos inspirados? Ellen G. White descreve os salmos penitentes de Davi (por exemplo, o Salmo 51) como a linguagem de sua alma e orações que ilustram a natureza da verdadeira tristeza pelo pecado (Caminho a Cristo, p. 24, 25). Ela encoraja os crentes a memorizar os salmos como meio de promover o sentido da presença divina na vida e destaca a prática de Jesus de proferir salmos quando se deparava com a tentação e com o temor. Ela observou também: “Quantas vezes pelas palavras de um cântico sagrado se abrem na alma as fontes do arrependimento, da fé, da esperança, do amor e da alegria! […] De fato, muitos hinos são orações” (Educação [CPB, 2021], p. 114, 118).

Quando oramos e cantamos os salmos, assumimos a persistência, ousadia, coragem e esperança dos salmistas. Eles nos encorajam a continuar nossa jornada espiritual e nos confortam com o fato de não estarmos sozinhos. Outras pessoas, como nós, passaram por tempos sombrios e, no entanto, foram triunfantes pela graça de Deus. Ao mesmo tempo, os salmos nos revelam os vislumbres da fervorosa intercessão de Cristo em nosso favor, pois Ele vive sempre para orar por nós (Hb 7:25).

Usar os salmos em oração e adoração torna a comunidade crente consciente de toda a gama de experiências humanas e ensina os adoradores a se envolverem nas várias facetas dessas experiências na adoração. Os salmos são orações e cânticos divino-humanos. Por essa razão, incluí-los de forma consistente na adoração traz a comunidade crente para o centro da vontade de Deus e da graça poderosa.

Perguntas para consideração

1. Por que a oração espontânea e não guiada não é a única maneira de orar? Como pode a nossa vida de oração se beneficiar dos salmos?

2. Os salmos podem enriquecer a experiência de oração em comunidade? Na prática, de que maneira sua igreja pode promover o uso dos salmos nos cultos de adoração?

3. O que os salmos revelam da complexidade da jornada da fé e da graça que cura?

Sexta-feira, 12 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Restaura-nos novamente

Lições da Bíblia1

5. Leia Salmo 60:1-5. Em que ocasiões esse salmo seria uma oração adequada? Os salmos de lamento são benéficos em momentos alegres?

Salmo 60:1-5 (NAA)2: 1 Ó Deus, tu nos rejeitaste e nos dispersaste. Tens estado indignado, mas agora restabelece-nos! 2 Abalaste a terra e a fendeste; repara-lhe as brechas, pois ela ameaça ruir. 3 Fizeste o teu povo experimentar reveses e nos deste a beber um vinho que atordoa. 4 Deste um estandarte aos que te temem, para fugirem de diante do arco. 5 Para que os teus amados sejam livres, salva-nos com a tua mão direita e responde-nos.

Os salmos de lamento são entendidos como orações de pessoas que passavam por tempos difíceis, sejam no aspecto físico, psicológico ou espiritual, ou todos eles. Isso não significa que devamos evitar esses salmos, mesmo nos bons momentos. Às vezes, pode haver uma separação total entre as palavras do salmo e a experiência presente do adorador. Ou seja, os salmos de lamento podem ser benéficos para os adoradores que não estejam sofrendo.

Primeiro, eles nos tornam conscientes de que o sofrimento faz parte da vida e que isso acontece com justos e ímpios. Os salmos asseguram que Deus está no controle e oferece força e soluções nas dificuldades. Mesmo na tribulação (“Abalaste a Terra”, Sl 60:2), o salmista demonstrou esperança de que Deus o libertaria.

Segundo, os salmos de lamento nos ensinam compaixão para com os que sofrem. Ao expressarmos felicidade e gratidão a Deus, especialmente em público, devemos considerar os menos afortunados. Pode ser que tudo esteja bem conosco, mas quem não conhece pessoas que sofrem terrivelmente? Orar com base nesses salmos nos ajuda a não nos esquecermos dos que passam por tempos difíceis. Os salmos devem evocar em nós compaixão e desejo de ministrar aos que sofrem, como fez Jesus.

“Este mundo é um vasto hospital, mas Cristo veio curar enfermos, proclamar libertação aos cativos de Satanás (Lc 4:17). Ele era em Si mesmo saúde e vigor. Transmitia Sua vida a doentes, aflitos e possessos de demônios. Não repelia ninguém que viesse receber Seu poder vivificador. Sabia que aqueles que pediam Sua ajuda haviam trazido sobre si a doença, mas, apesar disso, não Se recusava a curá-los. Quando o poder de Cristo penetrava esses pobres corações, sentiam a convicção do pecado, e muitos eram curados das enfermidades espirituais e das doenças físicas. O evangelho ainda possui o mesmo poder; e por que não deveríamos testemunhar hoje os mesmos resultados?” (Ellen G. White, Beneficência Social [CPB, 2023], p. 19).

Você conhece alguém que precisa não apenas de orações, mas também de atenção?

Quinta-feira, 11 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Do desespero à esperança

Lições da Bíblia1

Os salmistas, seres humanos como nós, enfrentaram situações em que a presença de Deus parecia distante. Quem nunca pensou: Como isso aconteceu? Embora, nossos pecados nos tragam dificuldades, às vezes parece haver injustiças, e sentimos como se não merecêssemos o que estamos passando.

4. Leia o Salmo 13. Quais dois estados de espírito vemos nesse salmo? Que decisão trouxe a mudança radical na perspectiva do salmista?

Salmo 13 (NAA)2: “1 Até quando, Senhor, te esquecerás de mim? Será para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto? 2 Até quando estarei relutando em minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando o meu inimigo se exaltará sobre mim? 3 Olha para mim e responde-me, Senhor, meu Deus! Ilumina os meus olhos, para que eu não durma o sono da morte; 4 para que o meu inimigo não diga: “Prevaleci contra ele”; e não se alegrem os meus adversários, se eu for abalado. 5 Quanto a mim, confio na tua graça; que o meu coração se alegre na tua salvação. Cantarei ao Senhor, porque ele me tem feito muito bem.

“Até quando, Senhor, Te esquecerás de mim? Será para sempre? Até quando esconderás de mim o Teu rosto?” (Sl 13:1). Quem não é capaz de se identificar com esses sentimentos, ainda que sejam errados? (Deus Se esquece de algum de nós?)

O Salmo 13 indica o caminho para evitar outro erro comum: concentrarmo-nos em nós e em nossos problemas ao orar. Esse salmo transforma nossa oração, levando-nos a reafirmar a natureza fiel e imutável da maneira divina de lidar com Seu povo.

Embora o salmo comece com lamentos e reclamações, ele não termina assim. E esse é o ponto crucial. O salmo nos leva a escolher deliberadamente confiar no poder redentor de Deus (Sl 13:5), de modo que o medo e a ansiedade (Sl 13:1-4) deem, aos poucos, lugar à salvação que Deus oferece, e comecemos a experimentar a mudança do lamento para o louvor, do desespero para a esperança (Sl 13:5, 6).

No entanto, a mera repetição das palavras dos salmos com apenas uma ligeira compreensão do seu significado não produzirá a autêntica transformação pretendida com a utilização deles. Ao orar com os salmos, devemos buscar o Espírito Santo para ser capacitados a agir da maneira requerida pelo salmo. Os salmos são a Palavra de Deus por meio da qual são transformados o caráter e as atitudes dos crentes; não são apenas informações adquiridas, são transformações! Pela graça de Deus, as promessas dos salmos se manifestam na vida dos crentes. Isso significa que permitimos que a Palavra de Deus nos molde de acordo com a vontade divina e nos una a Cristo, que demonstrou a vontade de Deus perfeitamente e que também orava com os salmos como o Filho de Deus encarnado.

Suas provas o aproximam ou o afastam de Deus? Como evitar que elas o afastem Dele?

Quarta-feira, 10 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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