Auxílio do santuário

Lições da Bíblia1

7. Leia os Salmos 3:4; 14:7; 20:1-3; 27:5; 36:8; 61:4; 68:5, 35. De onde vem a ajuda nesses textos?

Salmo 3:4 (NAA)2: “Com a minha voz clamo ao Senhor, e ele do seu santo monte me responde.”

Salmo 14:7 (NAA)2: “Quem dera que de Sião viesse já a salvação de Israel! Quando o Senhor restaurar a sorte do seu povo, Jacó exultará e Israel se encherá de alegria.”

Salmo 20:1-3 (NAA)2: “1 Que o Senhor lhe responda no dia da tribulação; que o nome do Deus de Jacó o proteja! 2 Que do seu santuário lhe envie socorro e que desde Sião o sustenha. 3 Que ele se lembre de todas as suas ofertas de cereais e aceite os holocaustos que você ofereceu.”

Salmo 27:5 (NAA)2: “Pois, no dia da adversidade, ele me ocultará no seu abrigo; no interior do seu tabernáculo, me acolherá; ele me porá no alto de uma rocha.”

Salmo 36:8 (NAA)2: “Fartam-se da abundância da tua casa, e na torrente das tuas delícias lhes dás de beber.”

Salmo 61:4 (NAA)2: “Que eu possa habitar no teu tabernáculo para sempre e abrigar-me no esconderijo das tuas asas.

Salmo 68:5, 35 (NAA)2: “Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada. […] Ó Deus, tu és tremendo no teu santuário! O Deus de Israel, ele dá força e poder ao seu povo.”

O tema do refúgio e ajuda espiritual e física aparece notavelmente no contexto do santuário, o qual é um lugar de ajuda, segurança e salvação. Ele oferece abrigo para os que estão em dificuldades. Deus defende os órfãos e as viúvas e dá força ao Seu povo a partir do Seu santuário. Quando “desde Sião, excelência de formosura, resplandece Deus” (Sl 50:2), os justos juízos divinos são proclamados, e a bênção do Senhor é proferida (Sl 84:4; 128:5; 134:3). O refúgio no santuário supera a segurança proporcionada por qualquer outro lugar do mundo, pois Deus habita no santuário. Sua presença, não meramente o templo como um edifício sólido, oferece segurança. Da mesma forma, sendo o monte onde o Senhor habitava, o Monte Sião superava outros montes, embora em si mesmo fosse uma colina comum (Sl 68:15, 16; Is 2:2).

8. “Não temos Sumo Sacerdote que não possa Se compadecer das nossas fraquezas; pelo contrário, Ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Portanto, aproximemo-nos do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno” (Hb 4:15, 16). Qual é a relação entre essa passagem e o que o salmista diz sobre o santuário?

Ela mostra que, no santuário, temos um Sumo Sacerdote que vive para interceder por nós.

A santidade do santuário de Deus leva o salmista a reconhecer que todos somos pecadores e indignos do favor divino. Ele afirma que a libertação se baseia somente na fidelidade e graça de Deus (Sl 143:2, 9-12). Nada em nós nos dá qualquer mérito diante do Senhor. É somente quando temos um relacionamento estreito com Deus por meio do arrependimento e da aceitação da graça e do perdão divinos que podemos rogar pela garantia da libertação divina. O serviço do santuário representava a salvação encontrada em Jesus.

Quinta-feira, 25 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro dos Salmos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 515, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Defensor e Libertador

Lições da Bíblia1

5. Leia 1 Coríntios 10:1-4. Como Paulo descreve a história do Êxodo? Que lição espiritual ele procura ensinar?

1 Coríntios 10:1-4 (NAA)2: “1 Ora, irmãos, não quero que vocês ignorem que os nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, 2 e todos, em Moisés, foram batizados, tanto na nuvem como no mar. 3 Todos eles comeram do mesmo alimento espiritual 4 e beberam da mesma bebida espiritual. Porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.

6. Como a libertação de Israel do Egito é descrita poeticamente? Sl 114

Sl 114 (NAA)2: “1 Quando Israel saiu do Egito, e a casa de Jacó, do meio de um povo de língua estranha, 2 Judá se tornou o santuário do Senhor, e Israel, o seu domínio. 3 O mar viu isso e fugiu; o Jordão recuou. 4 Os montes saltaram como carneiros, e as colinas, como cordeiros do rebanho. 5 O que lhe aconteceu, ó mar, para que você fugisse assim? E você, Jordão, por que recuou? 6 Montes, por que estão saltando como carneiros? E vocês, colinas, como cordeiros do rebanho? 7 Trema, ó terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó! 8 Ele transformou a rocha em lençol de água e o rochedo, em manancial.”

Que representação poética da maravilhosa libertação divina de Seus filhos da escravidão do Egito é dada no Salmo 114. Em todo o AT, e até mesmo no NT, a libertação do Egito é vista como um símbolo do poder de Deus para salvar Seu povo. Nesses versos em Coríntios Paulo considerou toda a história como uma metáfora, um símbolo da salvação em Jesus Cristo. O Salmo 114 também descreve como Deus, Criador e Soberano sobre os poderes da natureza, salvou Seu povo no Êxodo. O mar, o rio Jordão, as montanhas e colinas representam poeticamente os poderes naturais e humanos que se opõem a Israel em seu caminho para a terra prometida (Dt 1:44; Js 3:14-17). Deus, porém, é soberano sobre todos eles.

De fato, para muitos dos filhos de Deus em todos os tempos e em todos os lugares, o caminho para a Jerusalém celestial está repleto de perigos. Os salmos os encorajam a olhar além das colinas e em direção ao Criador do céu e da Terra (Sl 121:1).

O espírito do Salmo 114 relembra o ato de Jesus de acalmar a tempestade no mar e em proclamar que a igreja não tem nada a temer pois Ele venceu o mundo (Mt 8:23-27; Jo 16:33).

As grandes obras do Senhor em favor de Seu povo devem inspirar toda a Terra a tremer diante de Sua presença (Sl 114:7). O tremor deve ser entendido como reconhecimento e adoração, e não como estar aterrorizado (Sl 96:9; 99:1). Com Deus ao lado, os crentes não têm nada a temer.

Quais são os perigos espirituais que enfrentamos, e como aprender a nos apoiar no poder do Senhor para não sucumbir a esses perigos, tão reais para nós quanto o foram para o salmista?

Quarta-feira, 24 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O Senhor é refúgio na adversidade

Lições da Bíblia1

3. O que o salmista faz em tempos de aflição? Sl 17:7-9; 31:1-3; 91:2-7 

Sl 17:7-9 (NAA)2: “7 Mostra as maravilhas da tua bondade, ó Salvador dos que à tua destra buscam refúgio dos que se levantam contra eles. 8 Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas, 9 dos perversos que me oprimem, inimigos que me assediam de morte.”

Sl 31:1-3 (NAA)2: “1 Em ti, Senhor, me refugio; não seja eu jamais envergonhado; livra-me por tua justiça. 2 Inclina-me os ouvidos, livra-me depressa; sê o meu castelo forte, cidadela fortíssima que me salve. 3 Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; por causa do teu nome, tu me conduzirás e me guiarás.”

Sl 91:2-7 (NAA)2: “2 diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio. 3 Pois ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa.  4 Cobrir-te-á com as suas penas, e, sob suas asas, estarás seguro; a sua verdade é pavês e escudo. 5 Não te assustarás do terror noturno, nem da seta que voa de dia, 6 nem da peste que se propaga nas trevas, nem da mortandade que assola ao meio-dia. 7 Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido.”

O salmista passa por diferentes problemas e, neles, volta-se para o Senhor, que é um refúgio em todas as adversidades. A confiança é uma escolha deliberada de reconhecer o senhorio de Deus sobre a vida em todas as circunstâncias. Se a confiança não funciona na adversidade, não funcionará em tempo algum. O testemunho do salmista: “Diz ao Senhor: Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio” (Sl 91:2), brota de sua experiência passada com Deus e fortalece sua fé para o futuro. O salmista chama Deus de Altíssimo e Onipotente (Sl 91:1, 2), lembrando-se da grandeza insuperável de seu Deus.

O salmista também fala da segurança que se pode encontrar em Deus: o “esconderijo” (“abrigo” ou “lugar secreto”), “sombra” (Sl 91:1), “refúgio”, “fortaleza” (Sl 91:2), “asas”, “escudo”, “proteção” (Sl 91:4) e “morada” (Sl 91:9). Essas imagens representam refúgios seguros na cultura do salmista. Basta pensar no calor insuportável do sol naquela parte do mundo para apreciar a sombra ou recordar os tempos das guerras na história de Israel, a fim de valorizar a segurança proporcionada pelo escudo ou pela fortaleza.

4. Leia Salmo 17:8; Mateus 23:37. Que imagem é usada e o que ela revela?

Salmo 17:8 (NAA)2: “Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas,”

Mateus 23:37 (NAA)2: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!”

Uma das metáforas mais profundas é a que se refere a estar “à sombra das Tuas asas” (Sl 17:8; 57:1; 63:7). Essa metáfora sugere conforto e segurança, indicando a proteção de uma ave-mãe. O Senhor é comparado a uma águia que protege seus filhotes com suas asas (Êx 19:4; Dt 32:11) e a uma galinha que reúne seus filhotes sob as asas (Mt 23:37).

Como lidar com momentos em que a calamidade chega e não conseguimos ver a proteção do Senhor? Por que esses acontecimentos não significam que o Senhor não está lá conosco?

Terça-feira, 23 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Garantia do cuidado divino

Lições da Bíblia1

2. Como Deus Se envolve com a nossa vida? Sl 40:1-3; 50:15; 55:22; 121

Sl 40:1-3 (NAA)2: “1 Esperei com paciência pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. 2 Tirou-me de um poço de perdição, de um atoleiro de lama; colocou os meus pés sobre uma rocha e firmou os meus passos. 3 E me pôs nos lábios um cântico novo, um hino de louvor ao nosso Deus. Muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor.”

Sl 50:15 (NAA)2: “Invoque-me no dia da angústia; eu o livrarei, e você me glorificará.”

Sl 55:22 (NAA)2: “Lance os seus cuidados sobre o Senhor e ele o susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado.”

Sl 121 (NAA)2: “1 Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro? 2 O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. 3 Ele não permitirá que os seus pés vacilem; não dormitará aquele que guarda você. 4 É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel. 5 O Senhor é quem guarda você; o Senhor é a sombra à sua direita. 6 De dia não lhe fará mal o sol, nem de noite, a lua. 7 O Senhor guardará você de todo mal; guardará a sua alma. 8 O Senhor guardará a sua saída e a sua entrada, desde agora e para sempre.”

O Senhor Se revela nas Escrituras como o Deus vivo que age em favor dos que O invocam. Para o salmista, “o Senhor [está] sempre diante [dele]” (Sl 16:8). Portanto, ele confia em Deus e O invoca (Sl 7:1; 9:10). O Senhor o ouvirá mesmo quando clamar das “profundezas” (Sl 130:1, 2), indicando que nenhuma circunstância escapa ao domínio de Deus. O clamor do salmista, por mais urgente que seja, tem esperança. O Salmo 121, por sua vez, celebra o poder do Criador na vida do indivíduo fiel. Esse poder inclui:

(1) A certeza de que “Ele não permitirá que os seus pés vacilem” (Sl 121:3). A imagem do “pé” muitas vezes descreve a jornada de vida de alguém (Sl 66:9; 119:105; Pv 3:23). O uso da palavra hebraica para “vacilar” descreve a segurança que Deus dá ao mundo (Sl 93:1) e a Sião (Sl 125:1).

(2) A imagem do Senhor como Guardião de Israel, que não dormita nem dorme. Isso destaca o constante estado de alerta e prontidão do Senhor para agir em favor de Seus filhos (Sl 121:3, 4).

(3) A figura do Senhor como “a sombra à sua direita” (Sl 121:5, 6), que traz à mente a coluna de nuvem da época do Êxodo (Êx 13:21, 22). Da mesma forma, o Senhor provê abrigo físico e espiritual ao Seu povo.

(4) A presença de Deus está à sua direita (Sl 121:5). A mão direita normalmente designa a mão mais forte de uma pessoa, a mão da ação (Sl 74:11; 89:13). Aqui ela transmite a proximidade e o favor de Deus (Sl 16:8; 109:31; 110:5).

(5) A proteção de Deus ao Seu povo, claramente confirmada no Salmo 121:6-8. Deus preservará Seus filhos de todo o mal. Nem “o sol” nem “a lua” lhes farão mal. Deus preservará sua “saída” e a sua “entrada”. Essas figuras poéticas enfatizam o cuidado abrangente e incessante de Deus.

O ponto crucial? O salmista confiava no cuidado amoroso de Deus. Nós, é claro, devemos fazer o mesmo.

Na prática, de que maneira podemos experimentar mais o cuidado de Deus? Como podemos cooperar com Ele a fim de permitir que trabalhe em nós e por nós?

Segunda-feira, 22 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Meus ossos não Te foram encobertos

Lições da Bíblia1

1. Leia Salmo 139:1-18. Como esses versos retratam poeticamente o poder (Sl 139:1-6), a presença (Sl 139:7-12) e a bondade de Deus (Sl 139:13-18)? O que a grandeza de Deus diz sobre Suas promessas?

Sl 139:1-6 (NAA)2: “1 Senhor, tu me sondas e me conheces.Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe conheces os meus pensamentos. Observas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. 4 A palavra ainda nem chegou à minha língua, e tu, Senhor, já a conheces toda. 5 Tu me cercas por todos os lados e pões a tua mão sobre mim. 6 Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é tão elevado, que não o posso atingir.

Sl 139:7-12 (NAA)2: 7 Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? 8 Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, 10 ainda ali a tua mão me guiará, e a tua mão direita me susterá. 11 Se eu digo: “As trevas, com certeza, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite”, 12 até as próprias trevas não te serão escuras, e a noite é tão clara como o dia. Para ti, as trevas e a luz são a mesma coisa.

Sl 139:13-18 (NAA)2: “13 Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no ventre de minha mãe. 14 Graças te dou, visto que de modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem. 15 Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. 16 Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles ainda existia. 17 Que preciosos para mim, ó Deus, são os teus pensamentos! E como é grande a soma deles! 18 Se os contasse, seriam mais do que os grãos de areia; quando acordo, ainda estou contigo.

Você já quis ajudar alguém, mas não tinha meios? Da mesma forma, algumas pessoas já tentaram ajudar você, mas não entenderam suas necessidades. Diferentemente das pessoas mais amorosas e mais bem-intencionadas, Deus nos conhece perfeitamente, bem como nossas circunstâncias, e tem os meios para nos ajudar. Portanto, Suas promessas de ajuda e libertação não são clichês, mas firmes garantias.

O conhecimento de Deus sobre o salmista é tão grande e único que nem mesmo o ventre de sua mãe poderia escondê-lo do Pai (Sl 139:13, 15). A onisciência divina envolve o tempo (Sl 139:2), o ser interior (Sl 139:2, 4) e o espaço (Sl 139:3) – toda a existência do salmista. Esse maravilhoso conhecimento se revela nas Suas obras de criação, e Seu grande conhecimento das pessoas se manifesta em Seu cuidado por elas.

Essa maravilhosa verdade sobre Deus nos conhecer intimamente não deve nos assustar, mas nos levar aos braços de Jesus e ao que Ele realizou por nós na cruz. Pois, pela fé em Jesus, foi-nos dada a Sua justiça, “a justiça de Deus” (Rm 3:5, 21).

Destaca-se a presença divina com a descrição de Deus chegando até o “o mais profundo abismo” (sheol, “sepultura”) e às “trevas” (Sl 139:8, 11, 12), lugares não retratados comumente como Sua habitação (Sl 56:13). Sua presença também toma as “asas da alvorada” (leste) para alcançar “os confins dos mares” (oeste; Sl 139:9). Essas imagens transmitem o fato de que não há no Universo lugar em que estejamos fora do alcance de Deus. Embora Ele não faça parte do Universo, como acreditam alguns, Ele está perto de tudo. O Senhor não apenas criou o Universo, mas o sustenta (Hb 1:3).

Como Aquele que sabe tudo sobre nós, Deus pode nos ajudar e nos restaurar. A percepção de Sua grandeza provoca no salmista uma explosão de louvor e uma confiança renovada. Ele aprecia a investigação divina como o meio que pode remover de sua vida qualquer coisa que perturbe seu relacionamento com Deus.

Alguns podem considerar assustador o fato de Deus saber tanto sobre eles, mesmo seus segredos sombrios. Sendo assim, por que o evangelho é a nossa única esperança?

Domingo, 21 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O Senhor ouve e liberta

Lições da Bíblia1

“Clamam os justos, e o Senhor os escuta e os livra de todas as suas angústias” (Sl 34:17).

Vez após vez, os salmos destacam a verdade de que o Senhor soberano, que criou e sustenta o Universo, também Se revela como um Deus pessoal, que inicia e mantém um relacionamento com Seu povo. Deus está perto de Seu povo e de Sua criação, tanto no Céu quanto na Terra (Sl 73:23, 25). Lemos que “nos céus, o Senhor estabeleceu o Seu trono” (Sl 103:19) e “cavalga sobre as nuvens” (Sl 68:4); contudo, “perto está o Senhor de todos os que O invocam, de todos os que O invocam em verdade” (Sl 145:18). O Livro dos Salmos sustenta inabalavelmente a verdade de que o Senhor é o Deus vivo, que age em favor daqueles que O invocam (Sl 55:16-22). Os salmos são significativos precisamente porque são inspirados pelo Deus vivo e se referem a Ele, que ouve as orações e as responde.

Devemos lembrar que a resposta adequada à proximidade do Senhor consiste em uma vida de fé Nele e de obediência a Seus mandamentos. Ele não aceitará nada menos que essa fé e obediência, conforme a história de Israel muitas vezes revelou.

Sábado, 20 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O Senhor reina – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia o Salmo 86:5, 15; e, de Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 9-15 (“O amor de Deus”). A verdade de que Deus é amor nos ajuda a entender melhor as várias descrições de Deus e de Suas obras nos salmos? Os salmistas apelam a Deus, que é o Criador, Rei, Juiz, Salvador da aliança e Legislador. Os papéis que Deus ocupa são refletidos em outros títulos de Deus, incluindo Pastor (Sl 23:1; 80:1), Rocha da Salvação (Sl 95:1) e Pai (Sl 68:5; 89:26). No mundo, podemos estar seguros e protegidos, mesmo em meio à turbulência do grande conflito, pois Deus é soberano e fiel em tudo o que faz e diz. Embora esses temas teológicos não sejam de modo algum exaustivos, eles são sugestivos das várias maneiras pelas quais Deus Se revela em Salmos.

À medida que estudamos os salmos, é importante lembrar-nos de ler os textos à luz do caráter amoroso de Deus e de Seu plano para salvar o mundo. “Quanto mais estudamos o caráter divino à luz da cruz, mais vemos misericórdia, bondade e perdão combinados com igualdade e justiça, e mais claramente discernimos as inumeráveis evidências de um amor que é infinito e de uma compaixão capaz de superar a afeição de uma mãe pelo filho rebelde” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 15). Em Salmos, mesmo quando o povo enfrenta o juízo divino por sua rebelião, ele continua a invocar a Deus porque sabe que a ira divina dura apenas um tempo, mas Sua misericórdia dura para sempre (Sl 103:8).

Perguntas para consideração

1. O tema do grande conflito indica que, apesar do governo divino, ainda existe muita turbulência e sofrimento no mundo. É importante entender essa realidade?

2. A crença em Deus deve moldar nossa compreensão de nós mesmos e nossa ligação com a criação? O que ocorre se nos desviamos dessa verdade (Sl 106:35-42)?

3. O que havia de errado com os ídolos das nações nos tempos bíblicos (Sl 115:4-8)? E com os ídolos modernos? Por que ameaçam nossa caminhada com o Senhor?

4. Como devemos viver sabendo que o juízo começa com os fiéis? Como e por que Deus julga?

Sexta-feira, 19 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Seus testemunhos são fiéis

Lições da Bíblia1

5. Leia os Salmos 19:7; 93:5; 119:165; 1:2, 6; 18:30; 25:10. Que fio condutor comum atravessa todos eles?

Salmo 19:7 (NAA)2: “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos simples.”

Salmo 93:5 (NAA)2: “Os teus testemunhos são fidelíssimos; à tua casa convém a santidade, Senhor, para todo o sempre.”

Salmo 119:165 (NAA)2: “Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há nada que os faça tropeçar.”

Salmo 1:2, 6 (NAA)2: “2 Pelo contrário, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. […] 6 Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.”

Salmo 18:30 (NAA)2: “O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é confiável; ele é escudo para todos os que nele se refugiam.”

Salmo 25:10 (NAA)2: “Todas as veredas do Senhor são misericórdia e verdade para os que guardam a sua aliança e os seus testemunhos.”

A supremacia do Senhor no mundo como o soberano Criador, Rei e Juiz tem implicações teológicas para a segurança de Seus testemunhos. Os testemunhos (hebraico ‘edut, “decreto”, “lei”) referem-se ao corpo de leis e ordenanças com as quais o Senhor governa a vida religiosa e social de Seu povo (Êx 32:15). Eles são “fidelíssimos” (Sl 93:5), refletindo a estabilidade e a permanência do trono de Deus e do mundo que Ele criou e sustenta (Sl 93:1, 2). A palavra hebraica traduzida como “fidelíssimos” (a palavra “amém” deriva dessa palavra) transmite a noção de confiabilidade, segurança e firmeza (2Sm 7:16; 1Cr 17:23). As leis de Deus são imutáveis e indestrutíveis. Deus assegura a integridade de Suas promessas e Seus mandamentos. A fidelidade divina garante plenamente o caráter imutável de Seu governo, como também exige que Seu povo confie Nele e Lhe obedeça totalmente.

Ao mesmo tempo, a falta de justiça no mundo é poeticamente descrita como um abalo do fundamento da Terra (Sl 18:7; Is 24:18-21). A lei divina instrui o povo no caminho do reto viver, que resiste ao juízo divino. Os justos, portanto, não serão abalados, pois estão firmemente enraizados na lei de Deus, que dá estabilidade e segurança, e o coração deles está firme (o hebraico kun também significa “estar firme”, “estar seguro”) no Senhor (Sl 112:1, 6, 7). Nada faz tropeçar os que guardam a lei de Deus (Sl 119:165), o que significa a proteção e a orientação divina na vida (Sl 1:2, 3, 6).

A Palavra de Deus é descrita como lâmpada para os pés do salmista, e por isso o protege das armadilhas ocultas dos inimigos (Sl 119:105, 110). A grande paz, que é desfrutada por aqueles que amam a lei de Deus, obviamente não resulta de uma ausência total de provações (Sl 119:165, 161). Em vez disso, deriva de permanecer na presença de Deus e ter um relacionamento estreito com Ele.

Guardar as leis, as regras e os testemunhos de Deus o ajuda de forma prática? De que maneira isso ocorre? Por outro lado, o que você tem sofrido ao violá-los?

Quinta-feira, 18 de janeiro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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