Cuidado com o fermento dos fariseus

Lições da Bíblia1:

6. Que atitude dos fariseus decepcionou Jesus? Mc 8:11-13

Mc 8:11-13 (NAA)2: “11 Os fariseus chegaram e começaram a discutir com Jesus. E, tentando-o, pediram-lhe um sinal vindo do céu. 12 Jesus, porém, arrancou do íntimo do seu espírito um gemido e disse: — Por que esta geração pede um sinal? Em verdade lhes digo que nenhum sinal será dado a esta geração. 13 E, deixando-os, tornou a embarcar e foi para o outro lado.”

Por que Jesus não mostrou Seu poder para convencer aquelas pessoas? Essa questão nos leva ao final de Marcos 3, em que Jesus falou sobre o pecado contra o Espírito Santo. Se os ouvidos e os olhos estiverem fechados, milagres e sinais do Céu não serão capazes de convencer, mas seriam descartados como tudo o que aconteceu antes. Mesmo os milagres não são suficientes para convencer os incrédulos obstinados.

7. Leia Marcos 8:14-21. Do que os discípulos haviam se esquecido, e que verdade Jesus destacou?

Marcos 8:14-21 (NAA): “14 Ora, os discípulos se esqueceram de levar pão e, no barco, não tinham consigo senão um só. 15 Jesus os preveniu, dizendo: — Fiquem atentos e tomem cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes. 16 E eles começaram a discutir entre si, dizendo: — Ele diz isso porque não temos pão. 17 Jesus percebeu isso e perguntou: — Por que vocês estão discutindo sobre o fato de não terem pão? Vocês ainda não percebem nem compreendem? Têm o coração endurecido? 18 Tendo olhos, não veem? E, tendo ouvidos, não ouvem? Não se lembram 19 de quando parti os cinco pães para os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços vocês recolheram? Eles responderam: — Doze! 20 — E de quando parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de pedaços vocês recolheram? Responderam: — Sete! 21 Ao que Jesus lhes disse: — Vocês ainda não compreendem?”

Jesus aproveitou a oportunidade para alertar os discípulos contra o “fermento” dos fariseus e de Herodes (Mc 8:15), ou seja, os ensinos deles (Mt 16:12).

Mas os discípulos entenderam mal e pensaram que Jesus estivesse falando sobre comprar o pão físico. Como geralmente acontecia quando os discípulos não entendiam alguma coisa, Jesus lhes deu instruções. O Senhor fez uma série de perguntas (sendo as primeiras questões retóricas), expressando Seu desapontamento por eles não terem compreendido Sua missão. As palavras de Jesus lembram o que Ele disse em Marcos 4:10-12, sobre pessoas de fora que não entendem. Suas palavras fortes tinham como objetivo despertar os discípulos de sua letargia espiritual.

Em Marcos 8:19 e 20, Jesus fez perguntas simples sobre quantos cestos de pedaços de pão eles tinham recolhido depois que Ele alimentou os 5 mil (Mc 6:30-44) e os 4 mil (Mc 8:1-10). Essas perguntas tinham o objetivo de ilustrar que eles já deveriam ter entendido que a limitação de recursos não era barreira para Jesus. Sua última pergunta também é retórica: “Vocês ainda não compreendem?” (Mc 8:21). Afinal, pense em tudo o que eles já tinham visto e vivenciado com Jesus.

Como manter o coração e a mente abertos à realidade do amor de Deus? Pense nas evidências da atuação de Deus. Às vezes, porém, por que parece tão fácil duvidar?

Quinta-feira, 08 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A cura do surdo e gago

Lições da Bíblia1:

Leia Marcos 7:31-37. Quem foi levado a Jesus e o que Ele fez por aquela pessoa?

Jesus não percorreu a distância mais curta para retornar à Galileia, vindo da região de Tiro e Sidom. Parece que Ele saiu da região de Tiro em direção ao norte, subiu pela região de Sidom, depois para o interior e desceu pela região nordeste do mar da Galileia, chegando finalmente perto do mar. Foi um caminho tortuoso, provavelmente dando bastante tempo para que ensinasse Seus discípulos.

O texto não diz quem levou o homem a Jesus, mas o problema dele era claro: ele não conseguia ouvir e tinha dificuldade em falar. A perda de audição isola as pessoas da sociedade, e a surdez profunda pode tornar difícil o aprendizado da fala. Talvez aquele homem enfrentasse esse problema há vários anos.

Jesus compreendeu a situação difícil do homem e o chamou de lado, em particular. A maneira como o Senhor curou o homem é curiosa, especialmente para os leitores modernos. Ele colocou os dedos nos ouvidos do homem, cuspiu, tocou na língua dele e suspirou. É fácil perceber que Jesus tocou nas partes do corpo que iria curar, mas por que o suspiro? Ele “suspirou ao pensar nos ouvidos que se não abriam à verdade e nas línguas que se recusavam a reconhecê-Lo como o Redentor” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 320).

Jesus restaurou a audição do homem e o capacitou a falar. Esse suspiro ilustra os limites que Deus colocou sobre Si mesmo no que diz respeito ao livre-arbítrio da humanidade. Ele não força nossa escolha. Somos livres para escolher quem conduzirá nossa vida: o Príncipe da vida ou o príncipe das trevas. Jesus poderia abrir ouvidos surdos, mas não forçaria corações incrédulos a reconhecer que Ele era o Messias.

Essa breve história também ilustra o que Deus pode fazer por aqueles que se voltam para Ele de boa vontade. Talvez você tenha sido relutante em compartilhar sua fé, por não saber o que dizer. Esse milagre oferece encorajamento para que o Senhor Jesus possa abrir seus ouvidos para serem sensíveis às necessidades das outras pessoas e, assim, você leve uma palavra a fim de animá-las em sua jornada.

Você recebeu os dons de ouvir e de falar. O que tem feito para Deus com esses dons?

Quarta-feira, 07 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Migalhas para os cachorrinhos

Lições da Bíblia1:

4. Que lições importantes encontramos na história de Marcos 7:24-30?

Marcos 7:24-30 (NAA)2: “24 Levantando-se Jesus, saiu dali e foi para as terras de Tiro e Sidom. Tendo entrado numa casa, não queria que ninguém soubesse onde ele estava. No entanto, não pôde ocultar-se, 25 porque uma mulher, cuja filhinha estava possuída de espírito imundo, logo ouviu falar a respeito de Jesus. Ela veio e se ajoelhou aos pés dele. 26 Essa mulher era estrangeira, de origem siro-fenícia, e pedia a Jesus que expulsasse o demônio da sua filha. 27 Mas Jesus lhe disse: — Deixe primeiro que os filhos se fartem, porque não é correto pegar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos. 28 A mulher respondeu a ele: — Senhor, os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças. 29 Então Jesus disse à mulher: — Por causa desta palavra, você pode ir; o demônio já saiu da sua filha. 30 Quando a mulher voltou para casa, achou a menina sobre a cama, pois o demônio tinha saído dela.”

Assim como a passagem desafiadora que estudamos na lição de ontem, a história desse texto também levanta questões interessantes. Por que Jesus respondeu de maneira tão dura àquela mulher, chamando-a, indiretamente, de cachorrinha?

Jesus não explicou, mas dois elementos de Sua resposta mostram o que Ele ensinou. Em Marcos 7:27, Ele disse que os filhos deveriam ser alimentados “primeiro”. Se existe um “primeiro”, parece lógico que exista um “segundo”. Outro ponto é que Jesus usou o diminutivo da palavra cachorro, que, nesse contexto, não significa filhotes, mas cachorros que ficavam na casa, em contraste com os cachorros de rua. Em sua resposta, a mulher retomou esses indicadores, sendo bastante incisiva.

Ela disse: “Senhor, os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças” (Mc 7:28).

Por que a mulher deu essa resposta? O amor pela filha a impulsionou. Mas Jesus também a encorajou. Ele disse “primeiro”, o que significa que poderia haver um “segundo”. Além disso, deu a entender que ela era um cachorrinho debaixo da mesa. Os cachorrinhos ficavam debaixo da mesa; ela estava aos pés de Jesus, implorando pela filha. Desse modo, ela reivindicou o direito à comida que cai no chão.

A resposta da mulher revela a sua fé. Chamar de “migalha” o poderoso milagre de curar sua filha a distância indicava que o poder de Jesus era especialmente grande (se aquele milagre era uma migalha, o que seria um pão inteiro?). Além disso, a resposta mostrava que atender àquele pedido era uma questão pequena para Jesus. Ele ficou comovido com essa fé e atendeu ao pedido daquela mulher.

“Por Sua maneira de lidar com ela, [Jesus] mostrou que aquela que era considerada como uma rejeitada de Israel não era mais estranha, mas uma filha na família de Deus. E, como filha, tinha o privilégio de partilhar das dádivas do Pai” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 317).

Por que o preconceito contra outros grupos étnicos e nacionalidades é totalmente contrário aos ensinos de Jesus? Como podemos nos livrar desse mal?

Terça-feira, 06 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Mãos puras ou coração puro?

Lições da Bíblia1:

Essas palavras de Jesus têm sido um enigma para muitos, ao analisar sua relação com Levítico 11 sobre alimentos puros e impuros. Será que Jesus eliminou essas distinções? Estão os adventistas equivocados ao ensinar que as pessoas só podem consumir os tipos de carnes que fazem parte da lista de animais puros?

Primeiro, seria estranho que, em Marcos 7:14-19, Jesus rejeitasse subitamente as instruções de Moisés quando Ele tinha acabado de defender (nos v. 6 a 13) os ensinos de Moisés, opondo-os às tradições. Segundo, a tradição que os fariseus promoviam não tem base no AT; as leis alimentares, por outro lado, sim. Por último, o que Marcos 7:19 quer dizer ao explicar que Jesus purificou todos os alimentos não é que as leis alimentares foram abolidas, mas que as tradições a respeito da contaminação pelo toque eram inválidas. Essas tradições incluíam a ideia equivocada de que se um judeu poderia ser contaminado ao entrar em contato com gentios, então também poderia ser contaminado pelo contato com alimentos que eles haviam tocado.

3. O que realmente torna alguém contaminado? Mc 7:20-23

Mc 7:20-23 (NAA): “20 E dizia: — O que sai da pessoa, isso é o que a contamina. 21 Porque de dentro, do coração das pessoas, é que procedem os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os furtos, os homicídios, 22 os adultérios, a avareza, as maldades, o engano, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, o orgulho, a falta de juízo. 23 Todos estes males vêm de dentro e contaminam a pessoa.

Em Marcos 7:19, Jesus observou que o alimento não vai para o coração, mas para o estômago, e depois é eliminado na digestão. Mas em Marcos 7:21-23, Ele explicou que o mal vem do coração, o centro de quem a pessoa é. Ele apresentou uma lista de pecados que começam com maus pensamentos, e terminam em más ações.

Quando combinamos o quinto mandamento (Mc 7:10) com essa lista de pecados (Mc 7:21-23), percebemos que Jesus mencionou todos os mandamentos da segunda tábua do Decálogo. Além disso, em Marcos 7:7, Ele Se referiu à adoração vã, que diz respeito à essência dos primeiros quatro mandamentos do Decálogo. Assim, ao longo dessa passagem, Jesus Se posicionou como defensor da lei de Deus.

Podemos ter uma teologia correta, mas não ter o coração sob o controle de Deus?

Segunda-feira, 05 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Tradições humanas versus mandamentos divinos

Lições da Bíblia1:

1. Que verdades relevantes são apresentadas em Marcos 7:1-13?

Marcos 7:1-13 (ARA)2: 1 Os fariseus e alguns escribas, vindos de Jerusalém, reuniram-se em volta de Jesus. 2 Eles viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam pão com as mãos impuras, isto é, sem lavar. 3 Porque os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos. 4 Quando voltam da praça, não comem sem se lavar. E há muitas outras coisas que receberam para observar, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal e camas. 5 Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus: — Por que os seus discípulos não vivem conforme a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos impuras? 6 Jesus respondeu: — Bem profetizou Isaías a respeito de vocês, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.  7 E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos humanos.’ 8 Rejeitando o mandamento de Deus, vocês guardam a tradição humana. 9 E disse-lhes ainda: — Vocês sempre encontram uma maneira de rejeitar o mandamento de Deus para guardarem a própria tradição. 10 Pois Moisés disse: ‘Honre o seu pai e a sua mãe.’ E: ‘Quem maldisser o seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.’ 11 Vocês, porém, dizem que, se alguém disser ao seu pai ou à sua mãe: ‘A ajuda que você poderia receber de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor’, 12 então vocês o dispensam de fazer qualquer coisa em favor do seu pai ou da sua mãe, 13 invalidando a palavra de Deus por meio da tradição que vocês mesmos passam de pai para filho. E fazem muitas outras coisas semelhantes.

Podemos imaginar crianças estudando esse texto na classe da Escola Sabatina, voltando para casa e dizendo à mãe que não precisam mais lavar as mãos antes de comer porque Jesus disse isso. No entanto, essa história não fala sobre higiene.

Na época de Jesus, muitos judeus estavam preocupados com a pureza ritual. Segundo as normas do AT, os sacerdotes deveriam lavar as mãos para se manterem ritualmente puros (Êx 30:17-21), mas durante o período entre o AT e o NT, essa prática foi estendida ao povo em geral. Foi com base nesse conceito que os líderes religiosos se queixaram com Jesus sobre Seus discípulos.

Jesus não respondeu diretamente à pergunta que Lhe foi feita. Em vez disso, Ele defendeu os discípulos por meio de uma resposta dividida em duas partes. Primeiramente, Ele citou as palavras incisivas de Isaías que repreendiam uma nação que honrava a Deus com palavras, mas cujo coração estava longe Dele (Is 29:13). A citação de Isaías prossegue condenando o povo por colocar as tradições humanas no lugar dos mandamentos divinos.

A segunda parte da resposta de Jesus reproduziu a citação de Isaías. O Senhor citou o mandamento de Deus a respeito de honrar os pais (Êx 20:12), o que inclui cuidar deles na velhice, e o contrastou com uma tradição religiosa segundo a qual alguém poderia apresentar a Deus uma oferta (chamada “corbã”), e ainda usar o dinheiro para si mesmo, mas se recusar a usá-lo em favor dos pais idosos que estivessem em necessidade. Podemos imaginar a cena: “Desculpe-me, pai. Eu gostaria muito de ajudá-lo, mas dei o dinheiro para o templo.”

Jesus atacou esse tipo de hipocrisia de modo intransigente. Aquelas pessoas colocavam suas tradições acima da Palavra de Deus e, ao fazê-lo, estavam pecando.

Qual foi a resposta aos fariseus? Jesus mostrou que não ficou convencido diante da insistência deles em dizer que a purificação das mãos era necessária para estar em harmonia com Deus. Ele apoiou claramente os mandamentos da lei de Deus, opondo-os à tradição humana (veja também Mc 1:44; 7:10-13; 10:3-8; 12:26, 29-31).

Temos “tradições” em conflito com os princípios da lei de Deus? Quais seriam?

Domingo, 04 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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De dentro para fora

Lições da Bíblia1:

“Não existe nada fora da pessoa que, entrando nela, possa contaminá-la; mas o que sai da pessoa é o que a contamina” (Mc 7:15).

O estudo desta semana aborda Marcos 7 e a primeira metade de Marcos 8. No início do capítulo 7, Jesus despertou controvérsia ao rejeitar a tradição religiosa. No entanto, Ele fez isso de uma forma que, de maneira surpreendente, confirma uma verdade profundamente relevante para a vida cristã hoje.

Jesus então apresentou um enigma que abre a porta para uma verdadeira compreensão do que realmente é a fé.

Depois disso, Ele foi para Tiro e Sidom e Se encontrou com uma mulher que foi a única pessoa nos evangelhos a vencer, por assim dizer, uma discussão com Ele. Seu encontro com essa mulher foi incomum, e Jesus transmitiu, de maneira indireta, alguns conceitos que a mulher captou. Por causa da fé daquela mulher, Ele atendeu ao pedido dela.

Marcos 7, que relata outra cura, revela o importante fato de que, por mais impressionantes que sejam os milagres, muitas vezes eles não são suficientes para abrir os corações à verdade. Afinal, que benefício os milagres trouxeram aos líderes religiosos que estavam decididos a rejeitar Jesus?

O estudo de Marcos 8 analisa o significado do pão como símbolo de tradições e ensinos humanos. Essas histórias contêm importantes lições sobre o significado e a prática da vida religiosa.

Sábado, 03 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Milagres à margem do lago – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 261-268 (“Tempestade no mar”), e p. 269-272 (“O toque da fé”).

“Em todos os que estão sob a direção de Deus, deve-se ver uma vida que não se harmonize com o mundo, seus costumes ou práticas; e todos precisam ter uma experiência pessoal na obtenção do conhecimento da vontade divina. Precisamos ouvir individualmente Sua voz a nos falar ao coração. Quando todas as outras vozes silenciam e em sossego esperamos perante Ele, o silêncio da alma torna mais distinta a voz de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 286).

“Seus corações descontentes perguntavam por que Jesus podia realizar tão grandiosas obras como as que tinham presenciado e não podia também dar saúde, força e riqueza a todo o Seu povo, libertá-lo de seus opressores e exaltá-lo ao poder e à honra. O fato de Ele alegar ser o Enviado de Deus, mas recusar ser rei de Israel, era um mistério que não podiam entender. Sua recusa foi mal interpretada. Muitos concluíram que não ousava afirmar Seus direitos, porque Ele próprio duvidava do divino caráter de Sua missão. Dessa forma, abriram a mente à incredulidade, e a semente que Satanás lançara deu fruto segundo sua espécie na forma de incompreensão e deserção” (O Desejado de Todas as Nações, p. 301, 302).

Perguntas para consideração

Se alguém lhe perguntasse: “Do que Jesus o libertou?”, o que você responderia?

Por que Deus às vezes permite que pessoas boas como João Batista sofram injustiça? Que consolo ou esperança encontramos, apesar dessas realidades difíceis?

Que lições uma igreja pobre acha na multiplicação dos pães e peixes?

Compare as ideias populares atuais acerca de Jesus com a descrição Dele em Marcos 5 e 6. O que dizer dos que usam Jesus para obter poder e domínio político?

Sexta-feira, 02 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Um tipo diferente de Messias

Lições da Bíblia1:

8. Como Jesus lidou com diferentes problemas messiânicos? Mc 6:34-52

Mc 6:34-52 (NAA)2: “34 Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas. 35 Como já era bastante tarde, os discípulos se aproximaram de Jesus e disseram: — Este lugar é deserto, e já é bastante tarde. 36 Mande essas pessoas embora, para que, indo pelos campos ao redor e pelas aldeias, comprem para si o que comer. 37 Jesus, porém, lhes disse: — Deem vocês mesmos de comer a eles. Mas eles disseram: — Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer? 38 E Jesus lhes disse: — Quantos pães vocês têm? Tratem de descobrir! Eles foram se informar e responderam: — Cinco pães e dois peixes. 39 Então Jesus lhes ordenou que todos se assentassem, em grupos, sobre a relva verde. 40 E eles o fizeram, repartindo-se em grupos de cem e de cinquenta. 41 Jesus, pegando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos para o céu, os abençoou. Depois partiu os pães e os deu aos seus discípulos para que os distribuíssem. E também repartiu os dois peixes entre todos. 42 Todos comeram e se fartaram, 43 e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. 44 Os que comeram os pães eram cinco mil homens. 45 Logo a seguir, Jesus fez com que os seus discípulos entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, para Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. 46 E, tendo-os despedido, ele subiu ao monte para orar. 47 Ao cair da tarde, o barco estava no meio do mar, e Jesus estava sozinho em terra. 48 De madrugada, vendo que os discípulos remavam com dificuldade, porque o vento lhes era contrário, Jesus foi até onde eles estavam, andando sobre o mar; e queria passar adiante deles. 49 Eles, porém, vendo-o andar sobre o mar, pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram. 50 Pois todos viram Jesus e ficaram apavorados. Mas Jesus imediatamente falou com eles e disse: — Coragem! Sou eu. Não tenham medo! 51 Então subiu no barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram totalmente perplexos, 52 porque não haviam compreendido o milagre dos pães, pois o coração deles estava endurecido.”

Depois que os discípulos retornaram de sua missão, foram com Jesus descansar em uma área remota a leste do mar da Galileia. Mas uma multidão havia chegado ao local antes deles. Eles eram como ovelhas sem pastor. Então Jesus os ensinou durante o dia.

À tarde, os discípulos recomendaram que a multidão fosse mandada embora para procurar comida, mas Jesus lhes disse para alimentar a multidão. O diálogo que se segue (Mc 6:35-38) ilustra que os discípulos estavam pensando em termos humanos sobre como resolver o problema. No entanto, Jesus resolveu o problema alimentando a multidão de modo miraculoso com apenas cinco pães e dois peixes.

As características dessa história se encaixam no conceito popular sobre o Messias na época de Jesus. A expectativa era que o Messias libertasse Israel de seus inimigos, trazendo justiça e paz. Um grande número de homens em um ambiente desértico facilmente teria conotações militares de revolta (Jo 6:14, 15; At 21:38).

Essa noção é fortalecida pela referência ao fato de que Jesus viu o povo “como ovelhas que não têm pastor” (Mc 6:34), uma citação de Números 27:17, em que Moisés pediu a Deus que nomeasse um líder para Israel depois dele. Essa linguagem sobre um pastor para o povo de Deus aparece em outras partes do AT, geralmente com referência à falta de um líder ou rei em Israel (1Rs 22:17; 2Cr 18:16; Ez 34:5, 6).

Jesus não atendeu às falsas expectativas, mas mandou embora Seus discípulos e dispensou a multidão. Em vez de liderar uma rebelião contra Roma, o que Ele fez? Foi para uma montanha a fim de orar – algo diferente do que as pessoas esperavam.

Em lugar do entendimento popular do Messias como um rei que libertaria Israel, Jesus veio para libertar as pessoas da escravidão do pecado. Ao andar sobre as águas Ele mostrou aos discípulos que é, de fato, o Senhor da natureza, mas não veio para governar. Ao contrário, veio para dar a vida em resgate por muitos (Mc 10:45).

O que essa história ensina sobre a importância de entender corretamente as profecias? Se a falsa compreensão da primeira vinda de Cristo levou pessoas à ruína espiritual, quanto mais uma falsa compreensão poderia fazer em relação à Sua segunda vinda?

Quinta-feira, 01 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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