A lei de Deus e a lei de Cristo

Lições da Bíblia.

“Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo 15:10 RA)1.

“Na maioria das nações existe uma hierarquia de leis. No topo estão as leis que vêm do governo nacional, obrigatórias para todos os que residem no país. Depois, há leis estaduais que dizem respeito aos habitantes de determinados territórios. Finalmente, as leis municipais, que governam territórios ainda menores, as cidades e distritos. Embora seja permitido que as diferentes divisões de um país façam leis relevantes para seus cidadãos, ninguém pode fazer uma lei que contradiga a lei da nação. Ainda que as circunstâncias determinem que certa lei seja aplicada de diferentes formas, a aplicação não pode se afastar do espírito da lei.”2

“Como supremo governante do Universo, o Deus criador estabeleceu leis para todas as Suas criaturas. Quando Jesus Cristo voluntariamente Se tornou humano, Ele Se entregou a uma vida de obediência ao Pai (Fp 2:5-11) e aos Seus mandamentos. Assim, tudo o que Jesus ensinou, Sua perspectiva sobre a lei e até mesmo o ‘novo’ mandamento que Ele deu, estavam sempre em plena harmonia com a lei de Deus.”2

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Sábado, 17 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

2 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

Cristo, o fim da lei – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

“A lei nos revela o pecado, levando-nos a sentir nossa necessidade de Cristo e a fugir para Ele em busca de perdão e paz mediante o exercício do arrependimento para com Deus e fé em nosso Senhor Jesus Cristo. […] A lei dos Dez Mandamentos não deve ser considerada tanto do lado proibitivo, como do lado da misericórdia. Suas proibições são a segura garantia de felicidade na obediência. Recebida em Cristo, ela realiza em nós a purificação do caráter que nos trará alegria através dos séculos da eternidade. Para os obedientes ela é um muro de proteção. Contemplamos nela a bondade de Deus que, revelando aos homens os imutáveis princípios da justiça, procura resguardá-los dos males que resultam da transgressão”1

Perguntas para reflexão

“1. Comente sobre a esperança encontrada em Gálatas 3:21 RA [‘É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei.’]2. Como o evangelho é claramente apresentado ali? Por que esse texto é o antídoto para o legalismo?”3

“2. Muitos indivíduos bem-intencionados realçam a necessidade de alcançarmos a ‘perfeição’, se quisermos entrar no reino. Infelizmente, os que abraçam essa doutrina não apenas promovem a autossuficiência como chave para a salvação, mas ignoram a natureza pecaminosa do homem. Os seres humanos possuem tendências herdadas para o pecado e são constantemente bombardeados com a tentação. Ainda mais preocupante é o desânimo que pode vir aos que estão constantemente olhando para si mesmos e para seu desempenho como forma de avaliar sua salvação. Quem está à altura da santidade de Deus e de Sua lei? Como podemos evitar as ideias que colocam a esperança da salvação em outras coisas além do perdão de Cristo?”3

3. Qual é a finalidade da lei?3

Sexta-feira, 16 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 WHITE, Ellen Gould. Mensagens escolhidas. Tradução de Isolina A Waldvogel, Luiz Waldvogel. 4. ed. São Paulo – SP: Casa Publicadora Brasileira, 2010. v. 1, p. 234-235

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

3 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

O tutor (Gl 3:19-24)

Lições da Bíblia.

“Em harmonia com o livro de Romanos, Paulo tem o cuidado de estipular em Gálatas que o objetivo da lei é definir o pecado e não justificar as pessoas (Gl 3:19, 21).”1

“5. Leia Gálatas 3:23, 24. Que imagens Paulo usou para descrever o propósito da lei? Qual é o significado dessas imagens?”1 “Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.” (Gálatas 3:23-24 RA)2. A imagem de um aio, de um tutor, que conduz a Cristo. Essa imagem representa o papel da lei no plano de Deus para resgatar pecadores.

“Dependendo da tradução, a lei é identificada no verso 24 como ‘aio’, ‘professor’, ‘capataz’, ‘tutor’ e ‘guardião’, entre outras designações. O termo grego se refere a um escravo empregado por um indivíduo rico para ser o disciplinador de seu filho. A responsabilidade do tutor era garantir que o filho aprendesse a autodisciplina. Embora fosse um escravo, o tutor recebia a autoridade para fazer o que fosse necessário para manter o filho dentro das normas, mesmo que isso significasse castigo físico. Quando o filho chegasse à idade adulta, o tutor não mais tinha autoridade sobre ele.”1

“6. À luz da explicação do papel do tutor, qual é o propósito da lei para alguém que recebeu a salvação em Cristo?”1 A lei é continua sendo um guia, uma forma de revelar o propósito de Deus. Embora não possa salvar, adverte contra o mal.

“Embora o tutor não mais tivesse autoridade sobre o filho adulto, esperava-se que as lições que o filho havia aprendido o habilitassem a tomar decisões maduras. Da mesma forma, ainda que o cristão não esteja sob o poder de condenação da lei, como alguém que alcançou a maturidade, ele deve governar suas ações de acordo com os princípios da lei.”1

“Além de seu papel como tutor, a lei também funcionava como guardião que protegia o crente até que ‘viesse a fé’ (Gl 3:23). Aqui, novamente, vemos que Cristo é o ‘fim’, o objetivo, ou finalidade, da lei. Paulo apresentou esse ponto explicitamente, quando disse que a lei nos conduziu a Cristo, ‘a fim de que fôssemos justificados por fé’ (v. 24).”1

“Leia atentamente Gálatas 3:21. Quais palavras deveriam acabar com a ideia de que pode­mos ser salvos pela obediência à lei? Por que isso é uma notícia tão boa? Comente com a classe.”1

Quinta-feira, 15 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A finalidade da lei (Rm 9:30–10:4)

Lições da Bíblia.

“O título da lição desta semana vem de Romanos 10:4: ‘O fim da lei é Cristo’. Muitos dos que foram condicionados a pensar negativamente sobre a lei interpretam automaticamente o texto da seguinte forma: ‘Cristo tornou a lei obsoleta’. No entanto, essa interpretação contradiz as muitas referências no livro de Romanos e em outras partes do Novo Testamento que falam sobre a contínua relevância da lei.”1

“4. Leia Romanos 9:30–10:4. De que modo a salvação é pela fé e não pela lei?”1 “Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia, a que decorre da fé;” (Romanos 9:30 RA)2; “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.” (Romanos 10:4 RA)2. A salvação é unicamente pela fé em Cristo sendo Sua justiça o meio que nos justifica e nos livra da condenação decorrente do pecado. A finalidade da lei é apontar para Cristo nossa única e verdadeira esperança de salvação.

“Assim como acontece com o restante da epístola aos Romanos, o propósito de Paulo nesses versos era demonstrar a verdadeira fonte da justiça. A lei é um indicador de justiça, mas é impotente para tornar justas as pessoas. Por isso, Paulo retratou um paradoxo: as nações (gentios), que nem sequer se esforçavam pela justiça, a obtiveram, enquanto Israel, que se esforçava para observar a justa lei, não a obteve. Paulo não estava excluindo os judeus da justiça, nem estava dizendo que todos os não judeus eram justos. Ele estava simplesmente dizendo que a lei não traz justiça a um pecador, seja judeu ou gentio.”1

“Muitos judeus eram sinceros em seu desejo de justiça, mas sua busca foi em vão (Rm 10:2). Eles eram zelosos em servir a Deus, mas queriam fazer isso do seu jeito. Eles haviam tomado um objeto da revelação de Deus (a lei) e confundido com a fonte de sua salvação. Por mais que a lei seja boa, não é boa o suficiente para salvar alguém. Na verdade, em lugar de tornar justa uma pessoa, a lei destaca a pecaminosidade dessa pessoa. Ela aumenta a necessidade de justiça. Por isso, Paulo descreveu Cristo como o ‘fim’ da lei. Ele não é o ‘fim’ no sentido de acabar com a lei, mas no sentido de ser a ‘finalidade’ da lei, Aquele para quem a lei aponta. A lei conduz o pecador a Cristo quando aquele se arrepende e olha para o Salvador em busca de salvação. A lei lembra a todos os cristãos de que Cristo é a nossa justiça (Rm 10:4).”1

“As pessoas que encaram a lei seriamente estão sempre em perigo de cair no legalismo e de procurar ‘estabelecer a sua própria’ justiça (Rm 10:3). À medida que procuramos obedecer à lei de Deus, como evitar cair nessa armadilha sutil?”1

Quarta-feira, 14 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Miserável homem! (Rm 7:21-25)

Miserável homem! (Rm 7:21-25)

Lições da Bíblia.

“3. Leia Romanos 7:13-25. Como devemos entender esses versos? Paulo estava falando de um homem não convertido, ou essa é a experiência de um convertido? Que razões você pode dar para sua resposta?”1 “Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno. Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.” (Romanos 7:13-25 RA)2. Esses versos apresentam o conflito da natureza carnal e espiritual do ser humano que enfrenta o dilema de ter a mente consciente do proposito de Deus em confronto com sua inclinação natural contaminada pelo pecado. Fazer o bem é o seu propósito no entanto o desejo de sua carne é fazer o mal. Só há uma alternativa capaz de resolver esse problema, a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o único meio de salvação.

“Se você estava inseguro quanto à definição da pessoa mencionada nesses versos, você não está sozinho. Os teólogos também lutaram com essa questão ao longo dos séculos. A pessoa descrita nesse texto é alguém que tem prazer na lei de Deus (dificilmente daria a impressão de ser incrédulo), mas que parece ser escravo do pecado (o que não faz sentido, porque foi prometido aos cristãos poder sobre o pecado). O SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], depois de considerar os argumentos de ambos os lados, diz: ‘Aparentemente, o propósito principal de Paulo nessa passagem é mostrar a relação entre a lei, o evangelho e a pessoa que foi despertada para intensas lutas contra o pecado, em preparação para a salvação. A mensagem de Paulo é que, embora a lei possa servir para precipitar e intensificar a luta, somente o evangelho de Jesus Cristo pode trazer vitória e alívio’ (v. 6, p. 554).”1

“Não importa como vemos esses versos, devemos sempre lembrar que a pessoa que luta com o pecado ainda é capaz de fazer escolhas certas. Se esse não fosse o caso, todas as promessas paulinas (e também de outros autores) acerca do poder sobre o pecado não teriam sentido. Além disso, como Mateus 5 demonstra, geralmente o pecado começa antes que um ato seja cometido. Consequentemente, uma pessoa transgride a lei simplesmente por pensar em algo pecaminoso. Normalmente, essa realidade poderia ser uma fonte de frustração. No entanto, no contexto de Romanos 7, o indivíduo pode estar desamparado, mas não está desesperado. Para a pessoa que vive no Espírito, a lei sempre presente serve como constante lembrete de que a libertação da condenação é alcançada por meio de Jesus (Rm 7:24–8:2).”1

“Existem semelhanças entre os versos bíblicos para hoje e sua experiência com o Senhor? Apesar de suas lutas, como você pode experimentar a mesma esperança que Paulo expressou?”1

Terça-feira, 13 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Lei e graça (Rm 6:15-23)

Lições da Bíblia.

“Um dos conceitos mais difíceis de compreender é o contínuo papel da lei para a pessoa salva pela graça. Se o cristão alcança a justiça ao aceitar a suficiência da vida e morte de Jesus, por que ainda é necessário guardar a lei? Essa questão oferece outra oportunidade de repetir um ponto-chave: a lei nunca foi destinada a prover salvação. Sua função (após a queda) é definir o pecado. No entanto, a cruz não nega a necessidade de se obedecer à lei de Deus, da mesma forma que uma pessoa perdoada em relação à infração do limite de velocidade não pode continuar a transgredir essa regra.”1

“2. De acordo com Romanos 6:12, 15-23, quais são as implicações de se viver uma vida de graça? Considere especialmente Rm 6:12, 15, 17.” “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; […] E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum! Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação. Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça. Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte. Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6:12, 15-23 RA)2. Viver a vida pela graça é viver em harmonia com a vontade de Deus, ou seja, não há lugar para o pecado, para as velhas paixões da carne. O novo homem, salvo pela graça, vive em obediência a vontade de Deus expressa em Sua lei.

“A graça e a lei não são contrárias. Elas não negam uma à outra. Em vez disso, são fortemente ligadas. A lei, uma vez que não pode nos salvar, mostra por que precisamos da graça. A graça não se opõe à lei, mas à morte. Nosso problema não é a lei em si, mas a morte eterna, que resultou da transgressão da lei.”1

“Paulo advertiu os cristãos para que fossem cuidadosos em não usar o prometido dom da graça para desculpar o pecado (Rm 6:12, 15). Porque o pecado é definido por intermédio da lei, quando Paulo orienta os cristãos a não pecar, está basicamente dizendo-lhes: Guardem a lei, obedeçam aos mandamentos!”1

“Paulo sempre exaltou a lei divina. Ele havia mostrado que não há poder na lei para salvar os homens da penalidade da desobediência; que os pecadores precisam arrepender-se de seus pecados, e humilhar-se perante Deus, em cuja justa ira incorreram pela transgressão de Sua lei, e precisam também exercer fé no sangue de Cristo como o único meio de perdão”3

“Por que é tão fácil ser enganado pelo pensamento de que, se não somos salvos pela lei, já não temos que obedecê-la?”

Segunda-feira, 12 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

3 WHITE, Ellen Gould. Atos dos apóstolos. Tradução de Carlos Alberto Trezza. São Paulo – SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007. p. 393

Onde aumentou o pecado (Rm 5:12-21)

Lições da Bíblia.

“Embora aponte pecados, a lei é impotente para livrar-nos deles. No entanto, essa mesma impotência nos mostra nossa necessidade de Jesus, a única solução para o pecado.”1

“1. Leia Romanos 5:12-21. De que forma a mensagem da graça de Deus é revelada nessa passagem?”1 “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei. Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir. Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos. O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação. Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.” (Romanos 5:12-21 RA)2. A graça reinou através de um só, Jesus Cristo, que justifica todo aquele que o aceita pela fé como salvador.

“Observe nessa passagem a constante associação entre o pecado e a morte. Repetidamente eles aparecem em relação imediata um com o outro. Por isso, o pecado, a transgressão da lei de Deus, leva à morte.”1

“Agora leia Romanos 5:20. Quando a lei ‘foi introduzida’ (NVI), abundou o pecado, no sentido de que a lei definiu claramente o que é o pecado. No entanto, em vez de trazer o resultado natural do pecado, que é a morte, Paulo diz o seguinte: ‘Onde abundou o pecado, superabundou a graça’. Em outras palavras, não importa quão perverso seja o pecado, a graça de Deus é suficiente para cobri-lo na vida dos que clamam Suas promessas pela fé.”1

“Influenciados pela tradução de 1 João 3:4, que diz: ‘pecado é a transgressão da lei’, muitos restringem o pecado à transgressão dos Dez Mandamentos apenas. No entanto, uma tradução mais literal é: ‘o pecado é iniquidade’ ([ARC]; anomia). Tudo o que contraria os princípios de Deus é pecado. Assim, embora os Dez Mandamentos ainda não tivessem sido formalmente revelados quando Adão comeu o fruto proibido, ele desobedeceu uma ordem de Deus (Gn 2:17) e se tornou, consequentemente, culpado de pecado. Na verdade, foi por meio do pecado de Adão que a maldição da morte afetou todas as gerações da humanidade (Rm 5:12, 17, 21).”1

“Em contraste com a infidelidade de Adão, a fidelidade de Jesus à lei de Deus resultou na esperança de vida eterna. Embora tentado, Jesus jamais cedeu ao pecado (Hb 4:15). Em Romanos, Paulo exalta a perfeita obediência de Jesus, que resultou em vida eterna (Rm 5:18-21) para os que a aceitam. Como segundo Adão, Jesus obedeceu plenamente à lei e quebrou a maldição da morte. Sua justiça pode se tornar a justiça do cristão. Uma pessoa condenada à morte por herdar o pecado do primeiro Adão pode abraçar o dom da vida, aceitando a justiça de Jesus, o segundo Adão.”1

Domingo, 11 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Cristo, o fim da lei

Lições da Bíblia.

"O fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê" (Rm 10:4 RA)1.

“Uma revista bem conhecida publicou um anúncio de página inteira com um título que dizia: ‘Alcance a imortalidade! (não estamos brincando). ‘Em certo sentido, eles estavam brincando, porque o anúncio continuava dizendo: ‘Para descobrir como deixar um legado de caridade que faça doações em seu nome para sempre, contate-nos e solicite nosso livro gratuito’.”2

“Escritores, estudiosos, filósofos e teólogos, ao longo dos séculos, têm lutado com a questão da morte e do que a morte faz com o sentido da nossa vida. Por isso, o anúncio foi uma forma inteligente de ajudar as pessoas a lidar com sua mortalidade, ainda que, no fim das contas, essa estratégia se mostrasse infrutífera.” 2

“Em contrapartida, o Novo Testamento mostra a única maneira de alcançar a imortalidade, e esta é por intermédio da fé em Jesus. Não é pela observância da lei, ainda que devamos guardar a lei. De fato, a obediência à lei não está em conflito com a graça. Ao contrário, como resultado de ter recebido a graça, devemos obedecer à lei.”

“Nesta semana continuaremos estudando a lei e a graça.” 2

“Participe do projeto ‘Reavivados por Sua Palavra’: acesse o site www.reavivadosporsuapalavra.org/.”2

Sábado, 10 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

2 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.