Mais exilados que se tornaram missionários

Lições da Bíblia

“Daniel foi um israelita que enfrentou um involuntário exílio de Israel, da mesma forma que José e Moisés no Egito, e Neemias e Ester na Pérsia. A vida deles revela que é possível viver de maneira fiel a Deus em um ambiente espiritual e culturalmente hostil. Com a direção de Deus, foi possível até mesmo chegar a importantes posições administrativas nesses lugares estrangeiros. Cada um deles viveu uma vida criativa e produtiva, ajustando habilmente complexas dinâmicas religiosas, sociais, políticas e econômicas, muito diferentes daquelas da cultura de sua pátria. Não somente foram membros leais das comunidades hebreias exiladas, mas foram também, a seu próprio modo, missionários eficientes para o Deus de Israel.”1

“O testemunho durante o exílio incluia tanto a presença passiva quanto a proclamação ativa.”1

Ester

Daniel

1. Não se identificou como membro do povo hebreu

1. Identificou-se como membro do povo hebreu

2. Manteve sua religião para si mesma 2. Tornou conhecidas suas convicções religiosas

3. Deus a protegeu, bem como sua família

3. Deus o protegeu, bem como os seus amigos

4. Testemunhou junto às pessoas de alta posição para salvar sua vida e a de seu povo

4. Testemunhou junto às pessoas de alta posição para salvar sua vida e a de outras pessoas

5. Ajudou a estabelecer a liberdade religiosa e o direito de defesa própria para uma minoria religiosa

5. Influenciou diretamente o rei Ciro a permitir que os exilados hebreus reconstruíssem o templo de Jerusalém

“8. Leia o capítulo 41 de Gênesis. De que forma José conseguiu testemunhar aos egípcios? Quais são os paralelos dessa história com a de Daniel e seus companheiros em Babilônia?”1 1 Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho. Parecia-lhe achar-se ele de pé junto ao Nilo. 2 Do rio subiam sete vacas formosas à vista e gordas e pastavam no carriçal. 3 Após elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras; e pararam junto às primeiras, na margem do rio. 4 As vacas feias à vista e magras comiam as sete formosas à vista e gordas. Então, acordou Faraó. 5 Tornando a dormir, sonhou outra vez. De uma só haste saíam sete espigas cheias e boas. 6 E após elas nasciam sete espigas mirradas, crestadas do vento oriental. 7 As espigas mirradas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então, acordou Faraó. Fora isto um sonho. 8 De manhã, achando-se ele de espírito perturbado, mandou chamar todos os magos do Egito e todos os seus sábios e lhes contou os sonhos; mas ninguém havia que lhos interpretasse. 9 Então, disse a Faraó o copeiro-chefe: Lembro-me hoje das minhas ofensas. 10 Estando Faraó mui indignado contra os seus servos e pondo-me sob prisão na casa do comandante da guarda, a mim e ao padeiro-chefe, 11 tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele; sonhamos, e cada sonho com a sua própria significação. 12 Achava-se conosco um jovem hebreu, servo do comandante da guarda; contamos-lhe os nossos sonhos, e ele no-los interpretou, a cada um segundo o seu sonho. 13 E como nos interpretou, assim mesmo se deu: eu fui restituído ao meu cargo, o outro foi enforcado. 14 Então, Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó. 15 Este lhe disse: Tive um sonho, e não há quem o interprete. Ouvi dizer, porém, a teu respeito que, quando ouves um sonho, podes interpretá-lo. 16 Respondeu-lhe José: Não está isso em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó. 17 Então, contou Faraó a José: No meu sonho, estava eu de pé na margem do Nilo, 18 e eis que subiam dele sete vacas gordas e formosas à vista e pastavam no carriçal. 19 Após estas subiam outras vacas, fracas, mui feias à vista e magras; nunca vi outras assim disformes, em toda a terra do Egito. 20 E as vacas magras e ruins comiam as primeiras sete gordas; 21 e, depois de as terem engolido, não davam aparência de as terem devorado, pois o seu aspecto continuava ruim como no princípio. Então, acordei. 22 Depois, vi, em meu sonho, que sete espigas saíam da mesma haste, cheias e boas; 23 após elas nasceram sete espigas secas, mirradas e crestadas do vento oriental. 24 As sete espigas mirradas devoravam as sete espigas boas. Contei-o aos magos, mas ninguém houve que mo interpretasse. 25 Então, lhe respondeu José: O sonho de Faraó é apenas um; Deus manifestou a Faraó o que há de fazer. 26 As sete vacas boas serão sete anos; as sete espigas boas, também sete anos; o sonho é um só. 27 As sete vacas magras e feias, que subiam após as primeiras, serão sete anos, bem como as sete espigas mirradas e crestadas do vento oriental serão sete anos de fome. 28 Esta é a palavra, como acabo de dizer a Faraó, que Deus manifestou a Faraó que ele há de fazer. 29 Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito. 30 Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra; 31 e não será lembrada a abundância na terra, em vista da fome que seguirá, porque será gravíssima. 32 O sonho de Faraó foi dúplice, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus se apressa a fazê-la. 33 Agora, pois, escolha Faraó um homem ajuizado e sábio e o ponha sobre a terra do Egito. 34 Faça isso Faraó, e ponha administradores sobre a terra, e tome a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de fartura. 35 Ajuntem os administradores toda a colheita dos bons anos que virão, recolham cereal debaixo do poder de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem. 36 Assim, o mantimento será para abastecer a terra nos sete anos da fome que haverá no Egito; para que a terra não pereça de fome. 37 O conselho foi agradável a Faraó e a todos os seus oficiais. 38 Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus? 39 Depois, disse Faraó a José: Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão ajuizado e sábio como tu. 40 Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu. 41 Disse mais Faraó a José: Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito. 42 Então, tirou Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro. 43 E fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: Inclinai-vos! Desse modo, o constituiu sobre toda a terra do Egito. 44 Disse ainda Faraó a José: Eu sou Faraó, contudo sem a tua ordem ninguém levantará mão ou pé em toda a terra do Egito. 45 E a José chamou Faraó de Zafenate-Panéia e lhe deu por mulher a Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e percorreu José toda a terra do Egito. 46 Era José da idade de trinta anos quando se apresentou a Faraó, rei do Egito, e andou por toda a terra do Egito. 47 Nos sete anos de fartura a terra produziu abundantemente. 48 E ajuntou José todo o mantimento que houve na terra do Egito durante os sete anos e o guardou nas cidades; o mantimento do campo ao redor de cada cidade foi guardado na mesma cidade. 49 Assim, ajuntou José muitíssimo cereal, como a areia do mar, até perder a conta, porque ia além das medidas. 50 Antes de chegar a fome, nasceram dois filhos a José, os quais lhe deu Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. 51 José ao primogênito chamou de Manassés, pois disse: Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos e de toda a casa de meu pai. 52 Ao segundo, chamou-lhe Efraim, pois disse: Deus me fez próspero na terra da minha aflição. 53 Passados os sete anos de abundância, que houve na terra do Egito, 54 começaram a vir os sete anos de fome, como José havia predito; e havia fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão. 55 Sentindo toda a terra do Egito a fome, clamou o povo a Faraó por pão; e Faraó dizia a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser fazei. 56 Havendo, pois, fome sobre toda a terra, abriu José todos os celeiros e vendia aos egípcios; porque a fome prevaleceu na terra do Egito. 57 E todas as terras vinham ao Egito, para comprar de José, porque a fome prevaleceu em todo o mundo.” (Gênesis 41 ARA)2. “José conseguiu testemunhar aos egípcios por sua vida e por sua interpretação correta de sonhos dados por Deus ao rei, ressaltando ao mesmo tempo que essa interpretação não vinha dele, mas do Deus a quem ele servia. O mesmo ocorreu com Daniel.”1

“Em que situações você se encontra agora nas quais pode testemunhar de sua fé? Você está dando um testemunho passivo, ativo ou ambos? Quais são as coisas que você pode dizer ou fazer que deixariam nos outros uma impressão mais poderosa sobre a bondade e o amor de Deus?”1

Quinta-feira, 30 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Daniel e o reino eterno de Deus

Lições da Bíblia

“Daniel não era meramente um intérprete de sonhos, por mais significativo que isso fosse nesse contexto. Os capítulos 7 a 12 de Daniel mostram que ele teve suas próprias visões, as quais revelavam o futuro de grandes potências mundiais. A visão de Daniel enfatizava especialmente que, apesar dos governantes terrenos e de seus planos e maquinações, Deus tem o controle final das nações. No fim, Ele e Seu reino definitivo triunfarão, e esse triunfo será completo (Dn 2:44).”1

“7. O que é descrito em Daniel 7:13, 14? Como isso está relacionado com a ideia de levar o evangelho ao mundo?”1 “13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. 14 Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.” (Daniel 7:13-14 ARA)2. “A inauguração do reino eterno de Deus; nesse tempo, todos os povos, nações e homens de todas as línguas adorarão o Filho do homem. Isso quer dizer que o evangelho terá sido levado a todo o mundo; isso será feito pelo povo de Deus.”1

“Sejam quais forem os assuntos relacionados a esses versos, o ponto central é o estabelecimento do reino eterno de Deus, que só virá após a volta de Jesus. Que fator o próprio Jesus disse que era importante a respeito de Sua vinda?”1

“‘Será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes’ (Mt 24:14-16).”1

“As profecias de Jesus sobre o fim do mundo, em Mateus 24, estão ligadas às profecias de Daniel. O “abominável da desolação” predito por Daniel (Dn 11:31; 12:11) foi explicado e aplicado por Jesus ao período que abrangia Sua época e se estendia além dela. O ponto principal é que Jesus relacionou intimamente o livro de Daniel ao tempo do fim, o que, é claro, não é uma surpresa, porque Daniel, em muitos lugares, de fato apontou para o tempo do fim (Dn 8:17, 19; 11:35; 12:4, 13). De acordo com Jesus, o fim só virá quando for ‘pregado este evangelho do reino por todo o mundo’ (Mt 14:14).”1

“O evangelho deve ser pregado a ‘todo o mundo’, e só então Jesus voltará. Nós somos chamados a pregá-lo. Alguns argumentam que Jesus não pode voltar enquanto não concluirmos essa obra. Como devemos entender nosso papel a respeito do tempo da volta de Jesus? Comente sua resposta com a classe.”1

Quarta-feira, 29 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Daniel na Pérsia

Lições da Bíblia

“5. ‘Quando ia se aproximando da cova, chamou Daniel com voz que revelava aflição: ‘Daniel, servo do Deus vivo, será que o seu Deus, a quem você serve continuamente, pôde livrá-lo dos leões?’ (Dn 6:20, NVI). O rei chamou Daniel de ‘servo do Deus vivo’. O que está implícito nessas palavras?”1 “Está implícito que Daniel, em todos os momentos, lugares e circunstâncias, procurava fazer a vontade de Deus, e também que o Deus a quem ele servia era vivo, não morto como os ídolos.”1

“Em Daniel 6, com a mudança de império e de rei, o profeta ainda conservou sua posição e foi até promovido, tornando-se um dos três presidentes a quem 120 sátrapas deviam prestar contas. O rei Dario até pensou em colocá-lo como governador sobre todo o reino, despertando a antipatia dos outros presidentes e sátrapas, os quais induziram o rei a emitir um decreto para todo o reino que, na verdade, tinha o objetivo de atingir apenas Daniel. Ele foi lançado na cova dos leões, mas Deus interveio dramaticamente numa situação que nem mesmo o rei, que lhe era favorável, podia reverter. O livramento de Daniel agradou de tal forma o rei que ele fez um decreto para todo o império exaltando o Deus de Daniel.”1

“Então, o rei Dario escreveu aos povos, nações e homens de todas as línguas que habitam em toda a terra: Paz vos seja multiplicada! Faço um decreto pelo qual, em todo o domínio do meu reino, os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel, porque Ele é o Deus vivo e que permanece para sempre; o Seu reino não será destruído, e o Seu domínio não terá fim. Ele livra, e salva, e faz sinais e maravilhas no céu e na Terra; foi Ele quem livrou a Daniel do poder dos leões” (Dn 6:25-27).1

“6. Leia Daniel 6. O que, nesse capítulo, indica que ele já havia sido uma testemunha para o rei? O que, no decreto do rei, indica que ele conhecia mais sobre o Deus de Daniel do que poderia ter aprendido apenas por meio desse livramento dramático? O que isso nos diz sobre o testemunho de Daniel para ele?”1 1 Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte sátrapas, que estivessem por todo o reino; 2 e sobre eles, três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes sátrapas dessem conta, para que o rei não sofresse dano. 3 Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino. 4 Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. 5 Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus. 6 Então, estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e lhe disseram: Ó rei Dario, vive eternamente! 7 Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei estabeleça um decreto e faça firme o interdito que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões. 8 Agora, pois, ó rei, sanciona o interdito e assina a escritura, para que não seja mudada, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar. 9 Por esta causa, o rei Dario assinou a escritura e o interdito. 10 Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer. 11 Então, aqueles homens foram juntos, e, tendo achado a Daniel a orar e a suplicar, diante do seu Deus, 12 se apresentaram ao rei, e, a respeito do interdito real, lhe disseram: Não assinaste um interdito que, por espaço de trinta dias, todo homem que fizesse petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei e disse: Esta palavra é certa, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar. 13 Então, responderam e disseram ao rei: Esse Daniel, que é dos exilados de Judá, não faz caso de ti, ó rei, nem do interdito que assinaste; antes, três vezes por dia, faz a sua oração. 14 Tendo o rei ouvido estas coisas, ficou muito penalizado e determinou consigo mesmo livrar a Daniel; e, até ao pôr-do-sol, se empenhou por salvá-lo. 15 Então, aqueles homens foram juntos ao rei e lhe disseram: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum interdito ou decreto que o rei sancione se pode mudar. 16 Então, o rei ordenou que trouxessem a Daniel e o lançassem na cova dos leões. Disse o rei a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que ele te livre. 17 Foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; selou-a o rei com o seu próprio anel e com o dos seus grandes, para que nada se mudasse a respeito de Daniel. 18 Então, o rei se dirigiu para o seu palácio, passou a noite em jejum e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música; e fugiu dele o sono. 19 Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei e foi com pressa à cova dos leões. 20 Chegando-se ele à cova, chamou por Daniel com voz triste; disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões? 21 Então, Daniel falou ao rei: Ó rei, vive eternamente! 22 O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum. 23 Então, o rei se alegrou sobremaneira e mandou tirar a Daniel da cova; assim, foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus. 24 Ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova, e já os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos. 25 Então, o rei Dario escreveu aos povos, nações e homens de todas as línguas que habitam em toda a terra: Paz vos seja multiplicada! 26 Faço um decreto pelo qual, em todo o domínio do meu reino, os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel, porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre; o seu reino não será destruído, e o seu domínio não terá fim. 27 Ele livra, e salva, e faz sinais e maravilhas no céu e na terra; foi ele quem livrou a Daniel do poder dos leões. 28 Daniel, pois, prosperou no reinado de Dario e no reinado de Ciro, o persa.” (Daniel 6 ARA)2. “O capítulo ressalta que o rei já conhecia o Deus de Daniel, pois seu decreto mostra que ele sabia que o Deus de Daniel permaneceria para sempre, que Seu reino jamais seria destruído e que Seu domínio não teria fim. Isso deixa implícito que Daniel já havia dado testemunho a ele a respeito de Deus.”1

Terça-feira, 28 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Testemunhas (Daniel 2–5)

Lições da Bíblia

“Em Daniel 2, a necessidade fez com que o profeta tivesse uma oportunidade de testemunhar do poder do verdadeiro Deus, em contraste com os falsos deuses de Babilônia. Após cantar um hino de louvor com seus compatriotas judeus e agradecer a Deus por responder às suas orações (Dn 2:20-23), ele interpretou o sonho do rei e testificou da grandeza de Deus e de Seu domínio sobre todos os reinos terrestres.”1

“3. Quais palavras do rei mostram que ele sabia algo a respeito do verdadeiro Deus? Dn 2:47”1 “Disse o rei a Daniel: Certamente, o vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador de mistérios, pois pudeste revelar este mistério.” (Daniel 2:47 ARA)2. “Ele se referiu ao Deus de Daniel como o Deus dos deuses e o Senhor dos reis, o que mostra que ele reconhecia o Deus vivo como superior aos outros deuses.”1

“Em Daniel 2, o profeta teve que escolher: dar ao rei o que este desejava ou enfrentar a morte. De igual maneira, no capítulo 3 seus três amigos poderiam ter evitado a fornalha de fogo somente se tivessem obedecido à ordem do rei de adorar a estátua de ouro. Em vez disso, por seu fiel testemunho, puderam testificar do poder do Deus verdadeiro.”1

“‘Como Nabucodonosor soube que a forma do quarto personagem era semelhante à do Filho de Deus? Ele tinha ouvido a respeito do Filho de Deus por meio dos cativos hebreus que estavam em seu reino. Eles haviam trazido o conhecimento do Deus vivo que governa todas as coisas’ (Ellen G. White, The Advent Review and Sabbath Herald, 3 de maio de 1892).”1

“4. Em Daniel 4, que confissão o rei Nabucodonosor fez novamente a respeito do Deus verdadeiro, graças ao testemunho de Daniel? Dn 4:37”1 “Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalço e glorifico ao Rei do céu, porque todas as suas obras são verdadeiras, e os seus caminhos, justos, e pode humilhar aos que andam na soberba.” (Daniel 4:37 ARA)2. “Ele disse que tudo o que Deus faz é certo e que os Seus caminhos são justos, e que Ele pode humilhar os arrogantes.”1

“O capítulo 5 descreve a última vez que Daniel apareceu na corte babilônica, onde foi chamado para explicar a inscrição fora do comum, feita na parede do palácio de Belsazar, que predizia a queda do império babilônico pelas mãos dos medos e persas. Embora Belsazar tenha ficado impressionado com o que Daniel fez, era tarde demais: a sorte do rei estava praticamente selada. Triste é saber que, segundo a Bíblia (Dn 5:17-23), Belsazar havia tido a oportunidade de inteirar-se da verdade e se humilhar diante dela. Como sabemos, ele não aproveitou a oportunidade.”1

“Considere sua vida e responda a estas importantes perguntas: Que tipo de testemunho tenho apresentado ao mundo? O que preciso mudar em minha vida?”1

Segunda-feira, 27 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O exilado

“1. Leia Isaías 39:5-7 e Daniel 1:1, 2. Qual é a relação entre essas passagens?”1 “5 Então, disse Isaías a Ezequias: Ouve a palavra do SENHOR dos Exércitos: 6 Eis que virão dias em que tudo quanto houver em tua casa, com o que entesouraram teus pais até ao dia de hoje, será levado para a Babilônia; não ficará coisa alguma, disse o SENHOR. 7 Dos teus próprios filhos, que tu gerares, tomarão, para que sejam eunucos no palácio do rei da Babilônia.” (Isaías 39:5-7 ARA)2. “1 No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e a sitiou. 2 O Senhor lhe entregou nas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e alguns dos utensílios da Casa de Deus; a estes, levou-os para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e os pôs na casa do tesouro do seu deus.” (Daniel 1:1, 2 ARA)2. “Daniel relata o cumprimento da predição feita por Isaías, que já dizia que jovens israelitas seriam levados cativos para o palácio do rei da Babilônia.”1

“Daniel, cujo nome significa ‘Deus é meu Juiz’, foi forçado a marchar da cidade de Jerusalém, que havia sido derrotada, até a capital babilônica. O livro de Daniel dá vislumbres de sua vida nas cortes da Babilônia e da Pérsia. Após três anos de ‘educação’ em Babilônia, Daniel foi empregado como funcionário civil e conselheiro real. Pelo poder de Deus, ele se elevou acima do status normal de um cativo e se tornou um missionário de alta posição em duas superpotências.”1

“O livro de Daniel é mais do que um tesouro da literatura profética. O leitor encontra nele alguns dos desafios que os hebreus enfrentaram ao viver numa cultura estrangeira que não dava nenhum apoio aparente à sua lealdade ao Deus de Israel e, às vezes, era abertamente hostil. O livro também pinta um belo quadro de homens que aprenderam a viver sua dedicação à verdade na ausência do templo, do sacerdócio e dos sacrifícios.”1

“2. Leia Daniel 1:8-13; 5:12; 6:4; 9:3-19. O que esses textos dizem sobre os aspectos do caráter de Daniel que o tornaram um grande missionário?”1 “8 Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. 9 Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos. 10 Disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade? Assim, poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei. 11 Então, disse Daniel ao cozinheiro-chefe, a quem o chefe dos eunucos havia encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azarias: 12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos dêem legumes a comer e água a beber. 13 Então, se veja diante de ti a nossa aparência e a dos jovens que comem das finas iguarias do rei; e, segundo vires, age com os teus servos.” (Daniel 1:8-13 ARA)2; “porquanto espírito excelente, conhecimento e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e solução de casos difíceis se acharam neste Daniel, a quem o rei pusera o nome de Beltessazar; chame-se, pois, a Daniel, e ele dará a interpretação.” (Daniel 5:12 ARA)2; “Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa.” (Daniel 6:4 ARA)2; “3 Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza. 4 Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; 5 temos pecado e cometido iniqüidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; 6 e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra. 7 A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti. 8 Ó SENHOR, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti. 9 Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele 10 e não obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas. 11 Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso, a maldição e as imprecações que estão escritas na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós, porque temos pecado contra ti. 12 Ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós e contra os nossos juízes que nos julgavam, e fez vir sobre nós grande mal, porquanto nunca, debaixo de todo o céu, aconteceu o que se deu em Jerusalém. 13 Como está escrito na Lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não temos implorado o favor do SENHOR, nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniqüidades e nos aplicarmos à tua verdade. 14 Por isso, o SENHOR cuidou em trazer sobre nós o mal e o fez vir sobre nós; pois justo é o SENHOR, nosso Deus, em todas as suas obras que faz, pois não obedecemos à sua voz. 15 Na verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e a ti mesmo adquiriste renome, como hoje se vê, temos pecado e procedido perversamente. 16 Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte, porquanto, por causa dos nossos pecados e por causa das iniqüidades de nossos pais, se tornaram Jerusalém e o teu povo opróbrio para todos os que estão em redor de nós. 17 Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o rosto, por amor do Senhor. 18 Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. 19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.” (Daniel 9:3-19 ARA)2. “Daniel tomou a firme decisão de permanecer leal aos princípios de Deus. Era conhecido por seu espírito excelente, conhecimento, inteligência, fidelidade e integridade absolutas. Sua atitude foi colocar-se como participante do pecado da nação, e não como alguém superior.”1

“‘Toda instituição que traz sobre si o nome ‘Adventista do Sétimo Dia’ deve ser para o mundo o que José representou para o Egito, ou o que Daniel e seus companheiros significaram para Babilônia. Sob a providência de Deus, esses homens foram conduzidos cativos, a fim de poder levar às nações pagãs o conhecimento do verdadeiro Deus. Deviam ser representantes de Deus em nosso mundo. Não deveriam estabelecer nenhum compromisso com as nações idólatras com as quais entrassem em contato, mas precisavam permanecer leais à fé, considerando como especial honra o nome de adoradores do Deus que criou os Céus e a Terra’ (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 153).”1

“Teria sido fácil para Daniel fazer concessões, especialmente nas circunstâncias em que se encontrava? Temos apresentado desculpas esfarrapadas para fazer concessões, ao contrário da atitude de Daniel?”1

Domingo, 26 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.00

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Exilados que se tornaram missionários

Lições da Bíblia

“Foi-Lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas O servissem; o Seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o Seu reino jamais será destruído” (Dn 7:14).1

“Como povo da profecia, os adventistas do sétimo dia creem na breve volta de Jesus Cristo. Sua vinda porá fim a este mundo da forma como o conhecemos e finalmente inaugurará o reino eterno de Deus, retratado da seguinte forma no livro de Daniel: ‘O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o Seu reino será reino eterno, e todos os domínios O servirão e Lhe obedecerão’ (Dn 7:27). Esse reino é a culminação da nossa fé; é o que o livro de Hebreus (11:16) chamou de ‘uma pátria superior’, aquela que todo o povo de Deus ao longo dos séculos tem esperado de modo confiante; aquela ‘da qual Deus é o arquiteto e edificador’ (Hb 11:10).”1

“Mas o livro de Daniel é também um tipo de manual para a atividade missionária. A partir dele podemos extrair lições de como o Senhor pôde usar alguns de Seu povo para testemunhar àqueles que estavam mergulhados em ignorância espiritual e teológica. Por meio de sua fidelidade e diligência, bem como de sua inabalável fé, esses crentes revelaram a realidade do Deus vivo àqueles que conheciam apenas deuses falsos, e deram àqueles pagãos uma chance de também alcançar um lugar nesse reino eterno.”1

“Uma sugestão para fortalecer a comunhão e realizar a missão: Incentive a formação de pequenos grupos de juvenis, adolescentes e jovens em sua comunidade.”1

Sábado, 25 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

A saga de Jonas – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Estudo adicional

“‘O livro de Jonas é muito significativo para se entender a base bíblica para a missão, porque trata da comissão de Deus para Seu povo com relação aos povos gentios e, assim, serve como passo preparatório para a comissão missionária do Novo Testamento. Mas é também importante para se obter um vislumbre da profunda resistência que essa comissão encontra por parte do próprio servo que Yahweh escolheu para executar Sua obra mundial’ (J. Verkuyl, Contemporary Missiology [Missiologia contemporânea], Grand Rapids, Mich.: Wm. B. Eerdmans Pub. Co., 1978, p. 96).”1

Perguntas para reflexão

“1. ‘Na história de Nínive há uma lição que vocês devem estudar cuidadosamente. […] Devem conhecer seus deveres para com o semelhante, ignorante e corrompido, que necessita de sua ajuda’ (Ellen G. White, Cristo Triunfante [MM 2002], p. 171). Quais são nossos deveres para com nossos semelhantes?”

“2. A Assíria era uma das superpotências que dominaram o antigo Oriente Próximo cerca de 885 a 625 a.C. Israel e Judá sofreram repetidamente sob seu domínio cruel. Jeú, rei de Israel, foi forçado a pagar tributos ao opressor governante assírio, Salmaneser III. Israel finalmente caiu ante as forças assírias por volta de 722 a.C. Não é de admirar que Jonas estivesse relutante em ir a Nínive, uma das quatro principais cidades da Assíria e centro da adoração a Ishtar, a deusa do amor e da guerra. Deus o havia chamado para visitar a fortaleza espiritual do território inimigo a fim de conclamar os hostis assírios a se arrependerem. Que lições há nessa história a respeito das missões?”1

“3. Como a igreja remanescente pode evitar a pressuposição de que os conselhos e bênçãos do Senhor em áreas como o sábado, a saúde e a educação lhes foram dados para o próprio benefício, e não para benefício das nações? Leia Apocalipse 3:17, 18. [‘17 pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu. 18 Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas.’]2”1

“4. De que forma as três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12 refletem a mensagem de Jonas para os ninivitas?” “6 Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, 7 dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. 8 Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição. 9 Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, 10 também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. 11 A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. 12 Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apocalípse 14:6-12 ARA)2.

“5. Algumas pessoas rejeitam automaticamente a história de Jonas, especialmente a parte em que ele fica no ventre do peixe. Que pressuposições fazem com que elas a rejeitem sem pensar duas vezes? E que pressuposições você precisa ter para crer nela?”1

Sexta-feira, 24 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.00

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

O lamento de Jonas

Lições da Bíblia

“Jonas 4:1-11 confirma que o maior obstáculo para que Deus conseguisse que Seu profeta se envolvesse na missão mundial não foi a distância, o vento, os marinheiros, o peixe nem os ninivitas. Foi o próprio profeta. A fé dos ninivitas contrastou com a incredulidade e o espírito vingativo de Jonas. Ele foi a única pessoa na Bíblia que acusou Deus de ser clemente, misericordioso, tardio em irar-Se, grande em benignidade, e pronto a desistir de enviar a calamidade. Presume-se que a maioria das pessoas encararia esses aspectos de Deus com gratidão.”1

“‘Quando Jonas viu o propósito de Deus de poupar a cidade que, não obstante sua impiedade, tinha sido levada a se arrepender em saco e cinzas, devia ter sido o primeiro a se alegrar com a estupenda graça de Deus; mas ao contrário disso, permitiu que sua mente se demorasse sobre a possibilidade de ser considerado falso profeta. Zeloso por sua reputação, ele perdeu de vista o valor infinitamente maior das pessoas nessa cidade infeliz. A compaixão mostrada por Deus para com os arrependidos ninivitas desgostou ‘Jonas extremamente […] e ficou todo ressentido’ (Jn 4:1, ARC; Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 271).”1

“6. Leia Jonas 4:10, 11. O que esses versos ensinam sobre o caráter de Deus em contraste com a natureza humana pecaminosa? Por que devemos ficar felizes pelo fato de Deus ser nosso juiz supremo, e não algum ser humano?”1 “10 Tornou o SENHOR: Tens compaixão da planta que te não custou trabalho, a qual não fizeste crescer, que numa noite nasceu e numa noite pereceu; 11 e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?” (Jonas 4:10-11 ARA). “Enquanto Jonas estava envolvido com questões egoístas, Deus Se compadecia dos habitantes da cidade e desejava salvá-los.”

“Jonas mostrou sua ira duas vezes no capítulo 4. Ficou irado porque Deus mudou de ideia e salvou os mais de 120 mil habitantes de Nínive. Também ficou irado porque a planta morreu. Em seu egoísmo, o profeta precisava ordenar corretamente suas prioridades.”1

“Deus instruiu Jonas a reconhecer a fraternidade dos seres humanos com base na paternidade divina. O profeta devia aceitar que tanto ele quanto aqueles ‘estrangeiros’ eram humanos, embora fossem desobedientes. Será que 120 mil pessoas não eram mais importantes que uma planta?”1

Quinta-feira, 23 de julho de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.00

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Missionários. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 481, Jul. Ago. Set. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.