Chamados a estabelecer a justiça

Lições da Bíblia1:

Os profetas bíblicos enfatizavam o chamado de Deus por justiça na sociedade. As Escrituras não hesitam em destacar questões de injustiça e opressão. O desejo de que Deus executasse juízo era o chamado para que Ele estabelecesse a justiça.

Isaías não mediu palavras para condenar a injustiça que havia em Israel. Suas palavras e seu apelo por justiça devem soar alto e claro em nossos ouvidos: “Aprendam a fazer o bem; busquem a justiça, repreendam o opressor; garantam o direito dos órfãos, defendam a causa das viúvas” (Is 1:17). Além disso, o profeta anuncia um lamento contra os que “decretam leis injustas” e negam “justiça aos pobres”. E alerta: “Mas o que vocês vão fazer no dia do castigo, na calamidade que vem de longe? A quem vão pedir socorro e onde deixarão a sua glória?” (Is 10:1-3).

Da mesma forma, Jeremias proclamou a mensagem de Deus ao rei Jeoaquim: “‘Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça e os seus aposentos, contrariando o direito! Que faz o seu próximo trabalhar de graça, sem lhe pagar o salário. […] Por acaso o seu pai não comeu e bebeu, e não praticou o juízo e a justiça? Por isso, tudo lhe corria bem. Julgou a causa do aflito e do necessitado, e tudo lhe corria bem. Por acaso, não é isso que se chama conhecer-Me?’ – diz o Senhor” (Jr 22:13, 15, 16).

6. Leia Mateus 23:23-30. O que Jesus ensinou sobre os “preceitos mais importantes da Lei”? O que isso significa?

Mateus 23:23-30 (NAA)2: “23 — Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezam os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Mas vocês deviam fazer estas coisas, sem omitir aquelas! 24 Guias cegos! Coam um mosquito, mas engolem um camelo! 25 — Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de roubo e de glutonaria! 26 Fariseu cego! Limpe primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! 27 — Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês são semelhantes aos sepulcros pintados de branco, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! 28 Assim também vocês, por fora, parecem justos aos olhos dos outros, mas, por dentro, estão cheios de hipocrisia e de maldade. 29 — Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês edificam os sepulcros dos profetas, enfeitam os túmulos dos justos 30 e dizem: ‘Se nós tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices, quando mataram os profetas!’”

Para que ninguém pense que a injustiça era uma preocupação apenas do AT, Mateus 23:23-30 e outros textos dos evangelhos mostram que esse assunto era de extremo interesse para Cristo. Ele disse: “Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezam os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Mas vocês deviam fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” (Mt 23:23). Na passagem paralela de Lucas, Jesus lamenta porque os líderes desprezavam “a justiça e o amor de Deus” (Lc 11:42).

Hoje, o que significa se concentrar nos “preceitos mais importantes” das Escrituras? E o que corresponde ao “dízimo da hortelã, do endro e do cominho”?

Quarta-feira, 19 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O anor e a justiça de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 519, jan. fev. mar. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Deus ama a justiça

Lições da Bíblia1:

As Escrituras declaram que Deus ama a justiça e odeia o mal (Sl 33:5; Is 61:8). Por isso, Ele revela profunda preocupação com a injustiça, o que desperta Sua justa indignação em favor das vítimas desse pecado. O AT e o NT mostram que Deus revela constantemente Seu amor pelos oprimidos e sofredores, ao mesmo tempo em que expressa Sua ira justa contra aqueles que causam sofrimento e opressão.

5. Leia o Salmo 82. Como esse salmo expressa o interesse de Deus pela justiça neste mundo? O que isso nos ensina hoje?

Salmo 82 (NAA)2: “1 Deus toma o seu lugar na congregação divina; no meio dos deuses, ele julga. 2 Até quando julgarão injustamente e tomarão partido pela causa dos ímpios?Defendam o direito dos fracos e dos órfãos, façam justiça aos aflitos e desamparados. Socorram os fracos e os necessitados, tirando-os das mãos dos ímpios. 5 ‘Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam. 6 Eu disse: ‘Vocês são deuses; todos vocês são filhos do Altíssimo. 7 Mas vocês morrerão como simples mortais, e, como qualquer dos príncipes, vocês sucumbirão.’ 8 Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois a ti pertencem todas as nações.”

Segundo estudiosos, o Salmo 82 condena os governantes responsáveis pela injustiça na sociedade, além de fazer referência ao juízo divino executado contra os poderes espirituais (chamados de “deuses”) que estão por trás dos juízes e governantes corruptos (trata-se de forças demoníacas). O Senhor pergunta aos governantes: “Até quando julgarão injustamente e tomarão partido pela causa dos ímpios?” (Sl 82:2).

Além disso, eles recebem a seguinte ordem: “Defendam o direito dos fracos e dos órfãos, façam justiça aos aflitos e desamparados. Socorram os fracos e os necessitados, tirando-os das mãos dos ímpios” (Sl 82:3, 4). Nesse e em outros textos, os profetas do AT faziam um chamado em favor da justiça. Essa não é uma preocupação periférica das Escrituras; é um tema central na mensagem dos profetas em todo o AT e que foi tratado por Jesus quando esteve neste mundo.

Deus revelou o que deseja e exige daqueles que afirmam amá-Lo e obedecer-Lhe. O Senhor especifica claramente em Miqueias 6:8 (e em outras passagens semelhantes): “Ele já mostrou a você o que é bom; e o que o Senhor pede de você? Que pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com o seu Deus.”

Essa verdade é apresentada em toda a Bíblia. Por exemplo, Jesus disse: “Nisto todos conhecerão que vocês são Meus discípulos: se tiverem amor uns aos outros” (Jo 13:35; veja 1Jo 4:8-16).

1Jo 4:8-16 (NAA): “8 Quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. 10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. 11 Amados, se Deus nos amou de tal maneira, nós também devemos amar uns aos outros. 12 Nunca ninguém viu Deus. Se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. 13 Nisto conhecemos que permanecemos nele e que ele permanece em nós: pelo fato de nos ter dado do seu Espírito. 14 E nós temos visto e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15 Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele permanece em Deus. 16 E nós conhecemos o amor e cremos neste amor que Deus tem por nós.”

Como seriam as famílias e igrejas se enfatizássemos Miqueias 6:8 e praticássemos esse texto intencionalmente, em palavras e ações? Como aplicar esses princípios?

Terça-feira, 18 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Os dois maiores pecados

Lições da Bíblia1:

Segundo Jesus, os dois maiores mandamentos são o amor a Deus e o amor uns aos outros. Cumprir esses mandamentos inclui fazer sacrifícios que mostram, de forma concreta, o amor aos outros, que é o que realmente significa seguir os passos de Jesus.

Podemos nos perguntar: se os dois maiores mandamentos são o amor a Deus e o amor aos outros, então quais são os dois maiores pecados?

Leia o Salmo 135:13-19. O que esse texto revela sobre um pecado comum que é enfatizado em toda a Bíblia?

Salmo 135:13-19 (NAA)2: “13 O teu nome, Senhor, permanece para sempre; a tua memória, Senhor, passará de geração em geração. 14 Pois o Senhor julga o seu povo e se compadece dos seus servos. 15 Os ídolos das nações são prata e ouro, obra de mãos humanas. 16 Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; 17 têm ouvidos e não ouvem; pois não há alento de vida em sua boca. 18 Tornam-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam. 19 Casa de Israel, bendigam o Senhor! Casa de Arão, bendigam o Senhor!”

O AT enfatiza com frequência a importância de amar a Deus acima de todas as coisas (Dt 6:5). O amor a Deus é o oposto do grande pecado da idolatria.

4. Leia Zacarias 7:9-12. De acordo com essa passagem, o que Deus condena? Como esse pecado e a idolatria estão em oposição aos dois grandes mandamentos?

Zacarias 7:9-12 (NAA)2: “9 — Assim falou o Senhor dos Exércitos: “Julguem segundo a verdade e sejam bondosos e misericordiosos uns com os outros. 10 Não oprimam a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, e que ninguém faça planos para prejudicar o seu próximo.” 11 Porém eles não quiseram atender e, rebeldes, me viraram as costas e taparam os ouvidos, para que não ouvissem. 12 Sim, fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos tinha enviado pelo seu Espírito, mediante os profetas que nos precederam; daí veio a grande ira do Senhor dos Exércitos.”

Não é apenas a idolatria que desperta a ira do amor de Deus, mas também o sofrimento infligido ao Seu povo, seja individual ou coletivamente. O Senhor fica irado com a injustiça pelo fato de que Ele é amor.

Os dois grandes pecados enfatizados ao longo do AT são falhas no cumprimento dos dois grandes mandamentos: amar a Deus e amar uns aos outros. Os dois maiores pecados representam a ausência de amor. Em resumo, não podemos guardar os mandamentos se não amarmos a Deus e aos outros.

De fato, 1 João 4:20 e 21 afirma: “Se alguém disser: ‘Amo a Deus’, mas odiar o seu irmão, esse é mentiroso. Pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. E o mandamento que Dele temos é este: quem ama a Deus, que ame também o seu irmão.”

Por que o amor a Deus não pode ser separado do amor aos outros? Como você entende essa ligação inseparável?

Segunda-feira, 17 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Os dois maiores mandamentos

Lições da Bíblia1

Quando refletimos sobre o que podemos fazer, de maneira individual e coletiva, para promover o amor e a justiça de Deus em nosso mundo, devemos começar nos concentrando naquilo que o Senhor nos ordenou.

1. Como Jesus respondeu à pergunta do intérprete da Lei? Mt 22:34-40

Mt 22:34-40 (NAA)2: “34 Entretanto, os fariseus, sabendo que Jesus havia silenciado os saduceus, reuniram-se em conselho. 35 E um deles, intérprete da Lei, querendo pôr Jesus à prova, perguntou-lhe: 36 — Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? 37 Jesus respondeu: — ‘Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.’ 38 Este é o grande e primeiro mandamento. 39 E o segundo, semelhante a este, é: ‘Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.’ 40 Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.”

Segundo o próprio Cristo, o “grande e primeiro mandamento” é: “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.” Jesus acrescentou: “E o segundo, semelhante a este, é: ‘Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.’” Contudo, esses mandamentos não são independentes, pois Jesus instruiu ainda: “Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22:37-40). Esses dois mandamentos são retirados do AT.

2. Como a resposta de Cristo à pergunta do jovem rico está ligada à Sua resposta à pergunta do intérprete da Lei em Mateus 22? Mt 19:16-23

Mt 19:16-23 (NAA)2: “16 E eis que alguém, aproximando-se de Jesus, lhe perguntou: — Mestre, que farei de bom para alcançar a vida eterna? 17 Jesus respondeu: — Por que você me pergunta a respeito do que é bom? Bom só existe um. Mas, se você quer entrar na vida, guarde os mandamentos. 18 E ele lhe perguntou: — Quais? Jesus respondeu: — ‘Não mate, não cometa adultério, não furte, não dê falso testemunho; 19 honre o seu pai e a sua mãe e ame o seu próximo como você ama a si mesmo.’ 20 O jovem disse: — Tudo isso tenho observado. O que me falta ainda? 21 Jesus respondeu: — Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens, dê o dinheiro aos pobres e você terá um tesouro nos céus; depois, venha e siga-me. 22 Mas o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades. 23 Então Jesus disse aos seus discípulos: — Em verdade lhes digo que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus.”

O que aconteceu nessa história? E por que Jesus respondeu ao jovem rico daquela maneira? Por último, o que esses encontros devem ensinar a todos nós, independentemente de nossa condição social?

“Cristo apresentou a única maneira que poderia colocar o jovem rico em condições de aperfeiçoar o caráter cristão. Suas palavras eram palavras de sabedoria, embora parecessem severas e exigentes. Aceitá-las e obedecer-lhes era a única esperança de salvação […]. Sua elevada posição e os bens que possuía estavam exercendo em seu caráter uma sutil influência para o mal. Ao ele se apegar a essas coisas, elas tomariam o lugar de Deus em suas afeições. Reter do Senhor pouco ou muito significava conservar aquilo que diminuiria sua força e eficiência moral, pois, se as coisas deste mundo são nutridas, embora incertas e sem valor, absorverão todo o ser” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 416).

Embora nem todos sejam chamados a vender o que têm, como ocorreu com o jovem rico, existe algo em sua vida que, se não abandonar, poderá levá-lo à perdição eterna?

Domingo, 16 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Amor e justiça: os dois maiores mandamentos

Lições da Bíblia1:

“Se alguém disser: ‘Amo a Deus’, mas odiar o seu irmão, esse é mentiroso. Pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4:20).

Confiamos que, no fim, Deus consertará todas as coisas. No entanto, é importante o que nós, como cristãos, fazemos aqui e agora. É verdade que, devido aos parâmetros do conflito cósmico, existem muitas injustiças e males que Deus não irá eliminar agora. Mas isso não significa que não possamos ser usados para ajudar a aliviar o sofrimento e o mal que encontrarmos, pelo menos em algum grau. Na verdade, como cristãos, é nosso dever fazer exatamente isso.

Como vimos, o amor e a justiça andam juntos, são inseparáveis. O Senhor ama a justiça. Consequentemente, se O amamos, também amaremos a justiça.

Da mesma forma, se amamos a Deus, amaremos uns aos outros. E parte de amar uns aos outros é promover o bem-estar das pessoas ao nosso redor. Quando outras pessoas sofrem com a pobreza, opressão ou algum outro tipo de injustiça, devemos nos preocupar com isso. Quando alguém é oprimido, não devemos fechar os olhos. Em vez disso, devemos nos perguntar o que podemos fazer, de maneira individual e coletiva, para promover o amor e a justiça de Deus e, assim, refletir em nosso mundo despedaçado o caráter perfeito de justiça e amor de nosso Senhor.

Sábado, 15 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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O que mais Eu poderia ter feito? – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 9, p. 222-224 (“A recompensa do esforço diligente”).

“Tudo quanto nos tem confundido sobre as providências de Deus será esclarecido no mundo futuro. As coisas difíceis de serem compreendidas terão então explicação. Os mistérios da graça nos serão desvendados. Naquilo em que nossa mente finita só via confusão e promessas desfeitas, veremos a mais perfeita e bela harmonia. Saberemos que o amor infinito dispôs as experiências que nos pareciam as mais difíceis. Ao reconhecermos o terno cuidado Daquele que faz todas as coisas contribuírem para o nosso bem, nós nos alegraremos com júbilo inexprimível e repleto de glória” (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 223).

Perguntas para consideração

1. Você já ficou perplexo ao tentar entender as providências de Deus? Sente-se confortado em saber que, no fim, tudo será esclarecido?

2. Reflita sobre o que Cristo renunciou ao Se tornar humano e morrer pelo mundo. Podemos confiar no amor de Deus? O que mais Ele poderia ter feito para nos salvar?

3. Por que o “nome” de Deus é tão importante? Qual é a relevância dele? Os cristãos têm trazido descrédito ao nome de Cristo? O que podemos fazer em nossas igrejas locais para mostrar às pessoas o que significa seguir a Cristo em termos práticos?

4. No fim, mesmo nossas melhores “respostas” ao problema do mal são incompletas. O que fazer, na prática, para nos aproximarmos dos que experimentam sofrimentos e sermos agentes que aliviam o sofrimento neste mundo enquanto aguardamos a solução final e escatológica que só Deus pode trazer para o problema do mal?

5. Pense mais no fato de que Cristo suportou nossas “enfermidades” e nossas “dores” (Is 53:4). O que aconteceu na cruz, em nível coletivo, que nos ajuda a compreender o plano da salvação e o que custou a Deus nos salvar?

Sexta-feira, 14 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A vindicação do nome de Deus

Lições da Bíblia1:

Em última análise, o nome de Deus é vindicado em todos os aspectos. Pela obra do Pai, do Filho e do Espírito Santo no plano da redenção, o perfeito amor e justiça de Deus são manifestados além de todo questionamento (veja Rm 3:25, 26; 5:8).

Rm 3:25, 26 (NAA)2: “25 a quem Deus apresentou como propiciação, no seu sangue, mediante a fé. Deus fez isso para manifestar a sua justiça, por ter ele, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos, 26 tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, a fim de que o próprio Deus seja justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.”

Rm 5:8 (NAA)2: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores.”

6. Como Deus será vindicado no conflito cósmico? Rm 3:1-4; Is 5:3, 4

Rm 3:1-4 (NAA)2: “1 Qual é, então, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? 2 Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus. 3 E então? Se alguns não creram, será que a incredulidade deles anulará a fidelidade de Deus? 4 De modo nenhum! Seja Deus verdadeiro, e todo ser humano, mentiroso, como está escrito: ‘Para que sejas justificado nas tuas palavras e venhas a vencer quando fores julgado.’”

Is 5:3, 4 (NAA)2: “3 ‘E agora, ó moradores de Jerusalém e homens de Judá, peço que julguem entre mim e a minha vinha.  4 Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu não lhe tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?’”

O Senhor (em algum sentido limitado) convida meras criaturas para julgar Seu caráter, mesmo que não tenhamos o direito de fazê-lo. No fim, quando os “livros” celestiais forem abertos, veremos todas as evidências de que Deus é perfeitamente justo e reto. Ele será totalmente vindicado diante de todas as criaturas inteligentes.

Por que o nome de Deus será vindicado no fim? Ap 15:3; 19:1-6

Ap 15:3 (NAA)2: “E entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: ‘Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações!

Ap 19:1-6 (NAA)2: “1 Depois destas coisas, ouvi no céu o que parecia ser a voz forte de uma grande multidão, dizendo: ‘Aleluia! A salvação, a glória e o poder são do nosso Deus, porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta que corrompia a terra com a sua prostituição e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.’ 3 E disseram pela segunda vez: ‘Aleluia! E a sua fumaça sobe para todo o sempre.’ 4 Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes se prostraram e adoraram a Deus, que está sentado no trono, dizendo: ‘Amém! Aleluia!’ As bodas do Cordeiro 5 E do trono saiu uma voz, que dizia: ‘Louvem o nosso Deus, todos vocês, os seus servos, todos os que o temem, os pequenos e os grandes.’ 6 Então ouvi o que parecia ser a voz de uma grande multidão, uma voz como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo: ‘Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso.’

Deus revela profundo interesse por Seu nome (isto é, o Seu caráter). Por quê? Não podemos ter um relacionamento profundo de amor com alguém em cujo caráter não confiamos. Se alguém contasse ao seu cônjuge ou futuro cônjuge mentiras horríveis sobre o seu caráter, você faria todo o possível para contestar essas acusações, porque se o seu parceiro acreditasse nelas, isso acabaria com o seu relacionamento.

Deus é vindicado na cruz e por todo o plano da redenção. No juízo pré-advento investigativo, o Senhor é vindicado diante do Universo, que O observa.

Então, no juízo pós-advento, durante o qual os salvos irão julgar o “mundo” e os “próprios anjos” (1Co 6:2, 3), Deus será vindicado, pois eles terão a oportunidade de revisar os registros e ver por si mesmos por que Ele agiu como o fez. Os remidos concluirão que todos os juízos divinos sempre foram perfeitamente justos e amorosos. Qual de nós não tem inúmeras perguntas que precisam ser respondidas? Antes que a história chegue ao fim, todas essas perguntas serão respondidas (veja 1Co 4:5).

1Co 4:5 (NAA)2: “Portanto, não julguem nada antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações. E então cada um receberá o seu louvor da parte de Deus.”

No fim, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor (Fp 2:10, 11). Tudo isso faz parte da vindicação do caráter de Deus.

Quinta-feira, 13 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A parábola do dono da vinha

Lições da Bíblia1:

Na parábola de Mateus 21, Jesus desenvolve o que é dito em Isaías 5, lançando mais luz sobre o caráter e as ações que o dono da vinha realiza em favor dela.

5. Leia Mateus 21:33-39 tendo em mente a pergunta de Isaías 5:4. O que mais Deus poderia ter feito além do que já fez?

Mateus 21:33-39 (NAA)2: “33 — Escutem outra parábola. Havia um homem, dono de terras, que plantou uma vinha. Pôs uma cerca em volta dela, construiu nela um lagar, edificou uma torre e arrendou a vinha a uns lavradores. Depois, ausentou-se do país. 34 Quando chegou o tempo da colheita, o dono da vinha mandou os seus servos aos lavradores, para receber os frutos que cabiam a ele. 35 Mas os lavradores, agarrando os servos, espancaram um, mataram outro e apedrejaram ainda outro. 36 O dono enviou ainda outros servos em maior número; e os lavradores fizeram a mesma coisa com eles. 37 Por último, o dono da vinha enviou-lhes o seu próprio filho, pensando: ‘O meu filho eles respeitarão.’ 38 Mas os lavradores, vendo o filho, disseram uns aos outros: ‘Este é o herdeiro; venham, vamos matá-lo e ficar com a herança dele para nós.’ 39 E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e o mataram.”

Isaías 5:4 (NAA)2: “Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu não lhe tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?”

Grande parte de Mateus 21:33 é praticamente uma citação de Isaías 5:1 e 2. Depois, segundo Jesus, o proprietário “arrendou” a sua vinha a “uns lavradores” e “ausentou-se do país”. No entanto, quando o dono da vinha enviou duas vezes os seus servos (que representam os profetas) para recolher a produção, os lavradores espancaram e mataram os servos. Finalmente, o proprietário enviou o próprio filho (que simboliza Jesus), dizendo: “O meu filho eles respeitarão” (Mt 21:37). Mas eles também mataram o filho dele.

O que mais Deus poderia ter feito? O Pai nos amou tanto que nos deu Seu Filho amado (Jo 3:16). O conflito cósmico não poderia ter sido resolvido prematuramente pelo exercício do poder divino, mas exigiria primeiro uma demonstração pública do caráter de Deus. Essa demonstração foi apresentada, de forma suprema e definitiva, na obra de Cristo na cruz (Rm 3:25, 26; 5:8). O que mais poderíamos pedir senão que Deus (em Cristo) Se entregasse para morrer por nós? Por meio da cruz, Ele pode nos conceder a justificação, sem comprometer Sua justiça e Seu amor perfeitos.

O evento da cruz demonstra que Deus fez todo o possível para reduzir e eliminar o mal, mas sem destruir o contexto necessário para que o amor autêntico se desenvolva. Se houvesse outra forma disponível para alcançar isso, será que o Senhor não a teria escolhido? Mesmo experimentando sofrimento no conflito cósmico, devemos lembrar que o próprio Deus é quem mais sofre. Quando olhamos para a cruz, vemos quanto sofrimento e dor o pecado Lhe trouxe. No entanto, a liberdade inerente ao amor era tão sagrada que Cristo Se dispôs a suportar tudo isso em nosso favor.

Leia Isaías 53:4 [“Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido.”]. Quais “enfermidades” e “dores” Cristo suportou na cruz? O que isso deve nos dizer sobre tudo o que Deus fez por nós e o que a salvação custou a Ele?

Qurta-feira, 12 de março de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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