Graça dentro da igreja

Lições da Bíblia

“No início do livro de Jó, Deus indica que a fidelidade de Jó para com Ele é uma demonstração da excelência de Seus caminhos e de Seu relacionamento com a humanidade caída

(veja Jó 1:8 [‘Perguntou ainda o Senhor a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.’]).

É impressionante que Deus permita que Sua reputação dependa da maneira pela qual Seu povo vive na Terra. Mas Paulo estendeu essa fé que Deus tem em alguns de seus ‘santos’ e incluiu nela a comunidade da igreja: ‘A intenção dessa graça era que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais’ (Ef 3:10, NVI).”1

“4. Leia Efésios 2:19. O que está incluído na descrição da igreja como a ‘família’ de Deus? Como essa ideia deve influenciar o funcionamento da igreja?”1

Efésios 2:19 ARA): “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus,”

“Em toda comunidade ou organização, a maneira como essa entidade trata seus membros reflete os valores fundamentais do grupo. Como família de Deus, corpo de Cristo e comunidade do Espírito, a igreja tem o chamado mais elevado para viver de maneira fiel, seguindo o exemplo divino, ‘Porque Deus não é de confusão, e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos’ (1Co 14:33).”1

“Os valores da justiça, graça e amor devem governar tudo o que acontece na igreja. Esses princípios devem guiar os líderes em sua maneira de liderar, de tomar decisões e de cuidar do ‘menor destes pequeninos irmãos’ da comunidade. Eles também devem nos orientar na resolução das contendas que surgem entre os membros. Se não tratamos com justiça e dignidade os nossos irmãos, como faremos isso com os outros?”1

“Nos lugares em que a organização da igreja emprega pessoas, ela deve fazer isso com generosidade, valorizando-as e trabalhando contra a injustiça. As igrejas devem ser lugares seguros, com todos os cristãos fazendo o que podem para proteger os vulneráveis. E, como vemos na igreja primitiva, os cristãos devem estar especialmente preparados para dar apoio aos necessitados e sofredores da ‘família’ da igreja.”1

“Jesus apresentou isso como um mandamento, afirmando que tal atitude não apenas transformaria a comunidade de fé, como também demonstraria a realidade de sua fé aos que estivessem observando: ‘Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros’ (Jo 13:34, 35).”1

Quarta-feira, 25 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Alcançando pessoas

Lições da Bíblia

“As discussões da igreja às vezes parecem ficar presas na aparente necessidade de escolher entre o trabalho social ou evangelístico, a caridade ou o testemunho, fazer justiça ou evangelizar. Mas quando entendemos melhor cada um desses conceitos e observamos o ministério de Jesus, essa diferença se desfaz, e percebemos que pregar o evangelho e ajudar os outros são assuntos intimamente ligados.”1

“Em uma declaração muito conhecida, Ellen G. White explicou: ‘Unica­mente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar­se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava compaixão por eles, ministrava-lhes as necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: ‘Segue-Me’. […] Os pobres devem ser socorridos, cuidados os doentes, os aflitos e os que sofreram perdas confortados, instruídos os ignorantes e os inexperientes aconselhados. Cumpre-nos chorar com os que choram, alegrar-nos com os que se alegram’ (A Ciência do Bom Viver, p. 143).”1

“Essas duas ações do reino, fazer justiça e evangelizar, estavam intimamente ligadas, não apenas no ministério de Jesus, mas na primeira comissão aos discípulos: ‘Pregai que está próximo o reino dos céus. Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai’ (Mt 10:7, 8). Em suma, uma das melhores maneiras de alcançar os outros com nossa mensagem é ministrar às suas necessidades.”1

“3. Leia 1Pedro 2:12 e Filipenses 2:15. Qual é o poder da influência das boas obras realizadas pelo povo de Deus?”1

1 Pedro (2:12 ARA): “mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação.”

Filipenses (2:15 ARA)2: “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.”

“Compreendendo mais amplamente as boas-novas de Deus, vemos que o evangelismo não tem nenhum sentido sem paixão pelas pessoas. Passagens como 1 João 3:16-18 e Tiago 2:16 enfatizam a contradição de pregar o evangelho sem vivê-lo. Em sua melhor forma, ao trazer as boas-novas de esperança, resgate, arrependimento, transformação e o vasto amor de Deus, o evangelismo é uma expressão de justiça.”1

“O evangelismo e o desejo por justiça surgem do reconhecimento do amor de Deus por pessoas perdidas, destroçadas e feridas – um amor que cresce em nosso coração sob a influência divina. Não escolhemos entre uma ação ou outra; em vez disso, trabalhamos com Deus em Sua obra pelas pessoas, usando os recursos que Deus nos confiou para atendê-las.”1

“Ao realizarmos boas obras pelos outros, como podemos ter certeza de que não estamos negligenciando a pregação das boas-novas da salvação?”1

Terça-feira, 24 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um servo remanescente

Lições da Bíblia

“A definição do remanescente identificado na profecia bíblica encontra-se em Apocalipse 12:17: aqueles ‘que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus’ (Ap 14:12). Essas características marcam o povo de Deus no fim da história da Terra. Contudo, as histórias bíblicas também relatam exemplos de como esse remanescente age e serve às outras pessoas.”1

“2. O exemplo de Moisés a esse respeito é tremendo. Leia Êxodo 32:1-14. Qual é a comparação entre Moisés nessa história e o remanescente descrito em Apocalipse 12:17?”1

Êxodo (32:1-14 ARA)2: 1 Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido. 2 Disse-lhes Arão: Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei-mas. 3 Então, todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão. 4 Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. 5 Arão, vendo isso, edificou um altar diante dele e, apregoando, disse: Amanhã, será festa ao Senhor. 6 No dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se. 7 Então, disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu 8 e depressa se desviou do caminho que lhe havia eu ordenado; fez para si um bezerro fundido, e o adorou, e lhe sacrificou, e diz: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. 9 Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto este povo, e eis que é povo de dura cerviz. 10 Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles o meu furor, e eu os consuma; e de ti farei uma grande nação. 11 Porém Moisés suplicou ao Senhor, seu Deus, e disse: Por que se acende, Senhor, a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande fortaleza e poderosa mão? 12 Por que hão de dizer os egípcios: Com maus intentos os tirou, para matá-los nos montes e para consumi-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira e arrepende-te deste mal contra o teu povo. 13 Lembra-te de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu, e toda esta terra de que tenho falado, dá-la-ei à vossa descendência, para que a possuam por herança eternamente. 14 Então, se arrependeu o Senhor do mal que dissera havia de fazer ao povo.”

Apocalipse (12:17 ARA)2: “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.”1

“Em Sua ira contra o povo de Israel, Deus ameaçou destruí-lo e transferir a Moisés e sua família as promessas dadas a Abraão (de que seus descendentes se tornariam uma grande nação; veja Êx 32:10).”1

“No entanto, Moisés não desejava isso. Ele teve a ousadia de argumentar com Deus, sugerindo que, se o Senhor agisse de acordo com Sua ameaça, Ele não seria visto com bons olhos (Êx 32:11-13).”1

“Moisés vinha lutando para conduzir os israelitas pelo deserto. Eles estavam reclamando e brigando desde o momento em que ele os havia libertado. Porém, Moisés disse a Deus: ‘Mas agora, eu Te rogo, perdoa-lhes o pecado; se não, risca-me do Teu livro que escreveste’ (Êx 32:32; NVI). Moisés se propôs a desistir da eternidade a fim de salvar aqueles com quem compartilhava sua jornada.”1

“Que exemplo poderoso de intercessão abnegada em favor daqueles que não a mereciam! E que símbolo poderoso de todo o plano da salvação!”1

“Intercedendo Moisés por Israel, desapareceu-lhe a timidez ante seu profundo interesse e amor por aqueles em favor dos quais havia sido, nas mãos de Deus, o meio para se fazerem tão grandes coisas. O Senhor ouviu-lhe as súplicas e atendeu à sua oração. Deus havia provado Seu servo, sua fidelidade e amor por aquele povo ingrato e propenso ao erro, e nobremente Moisés resistiu à prova. Seu interesse por Israel não se originara em qualquer motivo egoísta. A prosperidade do povo escolhido de Deus era mais valiosa para ele do que a honra pessoal, mais apreciada do que o privilégio de tornar-se o pai de uma poderosa nação. Deus Se agradou de sua fidelidade, simplicidade de coração e integridade e confiou-lhe, como a um fiel pastor, o grande encargo de guiar Israel à Terra Prometida’ (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 319).1

“Na medida do possível, como devemos lidar com os pecadores ao nosso redor?”1

Segunda-feira, 23 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Agentes da mudança

Lições da Bíblia

“Nos primeiros capítulos de Atos, observamos como os primeiros cristãos fundaram uma comunidade diferente, cuidando dos necessitados entre eles e, juntos, alcançando pessoas que não pertenciam ao grupo de crentes, oferecendo-lhes a ajuda de que necessitavam e convidando-os a se unirem ao que Deus estava fazendo entre eles.”1

“Somando-se às descrições feitas por Jesus sobre o sal e a luz, Paulo usou uma série de metáforas para retratar a ação da igreja no mundo. Entre outras, ele descreve o povo de Deus como um sacrifício

(veja Rm 12:1 [‘Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.’]),

como o corpo de Cristo

(veja 1Co 12:12-20 [‘12 Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. 13 Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito. 14 Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. 15 Se disser o pé: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. 16 Se o ouvido disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de o ser. 17 Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde, o olfato? 18 Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve. 19 Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo? 20 O certo é que há muitos membros, mas um só corpo.’]),

como embaixadores

(veja 2Co 5:18-20 [‘18 Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, 19 a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. 20 De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.’])

e como perfume

(veja 2Co 2:14-16 [‘14 Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento. 15 Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem. 16 Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida. Quem, porém, é suficiente para estas coisas?’]).

Cada uma dessas imagens trata de uma função dos cristãos como representantes ou agentes do reino de Deus mesmo hoje, em meio a um mundo devastado pelo grande conflito.”1

“1. Recapitule cada uma dessas descrições ‘representativas’ acima. Como você gostaria de representar a Deus e Sua lei de amor diante das pessoas ao seu redor? Por quê?”1

“Existe uma ação associada a cada uma dessas imagens, não como um meio para que sejamos aceitáveis a Deus, mas como uma demonstração de que já fomos aceitos por Ele mediante o sacrifício de Cristo, e correspondemos ao Seu amor e graça sendo Seus agentes neste mundo ferido e agonizante.”1

“Mas essas imagens também podem ser consideradas em um nível ainda mais profundo: visto que a essência do reino de Deus é Seu amor e Sua graça, quando agimos em harmonia com esses princípios, refletindo aos outros amor e graça, representamos e participamos desse reino eterno mesmo hoje.”1

“No direito internacional, uma embaixada nacional é considerada parte da nação que ela representa, mesmo quando fisicamente localizada em um país estrangeiro, talvez a uma grande distância do país de origem. Semelhantemente, quando os princípios do reino de Deus são representados se oferecem vislumbres dessa realidade eterna aqui e agora e, sendo assim, é indicada e prenunciada a derrota final do mal. E ao fazermos isso, como embaixadores e agentes de Cristo, podemos experimentar a realidade de Seu amor e justiça em nossa vida, na igreja e na vida daqueles a quem buscamos servir.”1

“Leia 2 Coríntios 2:16 [‘Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida. Quem, porém, é suficiente para estas coisas?’].

Qual é a diferença entre os dois aromas e como podemos saber qual deles exalamos?”1

Domingo, 22 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Uma comunidade de servos

Lições da Bíblia

“Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Hb 10:23, 24).1

“Ao buscarmos cumprir a missão cristã, não devemos subestimar o potencial da igreja como uma comunidade organizada de cristãos. Já mencionamos os desafios que podemos enfrentar quando buscamos lidar com a injustiça e a pobreza. Mas ao trabalharmos com nossos irmãos na comunidade de fé, podemos ser uma bênção para os que nos rodeiam.”1

“A tentação é que, quando nos reunimos como igreja, tornemo-nos distraídos com a manutenção da própria igreja, esquecendo-nos de que ela existe para servir ao mundo em que Deus a colocou. Como um corpo eclesiástico, não devemos ignorar o sofrimento nem o mal que existem ao nosso redor. Se Cristo não os ignorou, também não devemos ignorá-los. Devemos ser fiéis à ordem de pregar o evangelho e, juntamente com essa pregação, vem a obra de ajudar os oprimidos, os famintos, os nus e os desamparados.”1

“Juntos, como comunidade e organização da igreja, somos o corpo de Cristo (veja 1Co 12:12-20). Sendo assim, como um povo, devemos andar como Jesus andou, alcançar as pessoas como Ele o fez, e servir como mãos, pés, voz e coração de Cristo no mundo de hoje.”1

Sábado, 21 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 

Amar a misericórdia – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Textos de Ellen G. White: A Ciência do Bom Viver, p. 503-516 (“Uma Experiência Mais Alta”); Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 511-526 (“Dever Para com os Desafortunados”) e (“O Dever do Homem Para com seus Semelhantes”); Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 24-37 (“Trabalhando por Cristo”).1

“Examinai o Céu e a Terra, e não existe aí, revelada, uma verdade mais poderosa do que aquela que se manifesta em obras de misericórdia aos que necessitam de nossa compaixão e auxílio. Esta é a verdade como se encontra em Jesus. Quando os que professam o nome de Cristo praticarem os princípios da regra áurea, o evangelho será secundado pelo mesmo poder que o acompanhava na era apostólica” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 137).1

“Supremo amor por Deus e desinteressado amor mútuo: eis o melhor dom que nosso Pai celestial pode conceder. Esse amor não é um impulso, mas um princípio divino, um poder permanente. O coração não consagrado não o pode criar nem produzir. Ele é achado somente no coração em que Jesus reina. […] Esse amor, acariciado no coração, ameniza a vida e derrama influência enobrecedora ao redor” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 551).1

Perguntas para discussão

“1. Vimos que o evangelho continua a ser o modelo e a motivação para agir em favor dos outros, como Jesus agiu em nosso favor. Isso expandiu sua compreensão e apreciação das boas-novas do que Deus fez por nós e da maneira como Ele mostra Seu amor por nós?”1

“2. Levantar a voz pelos que não têm voz, engajar-nos em atividades de pacificação e outras semelhantes pode nos atrair para esferas públicas e políticas. No entanto, nossa Igreja tem sido defensora da separação entre Igreja e Estado. Qual é a diferença entre o envolvimento político inadequado e a defesa e o trabalho público pela paz?”1

“3. Qual ação discutida no estudo desta semana você gostaria de praticar em sua vida e comunidade? Como você pode fazer isso acontecer?”1

“4. Contra que tipo de opressão em sua comunidade você decidiu orar?”1

Resumo:

“Seguir a Jesus muda nossa vida em muitos aspectos e traz o desejo de defendermos interesses dos pobres e oprimidos. Sendo uma tarefa difícil e impopular, ela muda nossas prioridades e nos motiva a aliviar a dor dos que nos rodeiam.”1

Sexta-feira, 20 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 

Uma voz para os que não têm voz

Lições da Bíblia

“Salomão escreveu que há ‘tempo de estar calado e tempo de falar’ (Ec 3:7). Ele estava certo. Encontrar o equilíbrio não é simples para ninguém. Mas, quando se trata de defender os oprimidos, de ser uma voz para os que não têm voz e vencer o mal com o bem é possível que tenhamos errado pelo demasiado silêncio quando nossa voz deveria ter sido ouvida.”1

“Os cristãos muitas vezes falam sobre ser as mãos e os pés de Jesus, referindo-se ao chamado para o serviço prático em favor dos outros, como Jesus deseja que façamos. Mas na função profética demonstrada na Bíblia, o primeiro chamado de Deus é para que homens e mulheres sejam Sua voz e, ao falarem em Seu nome, que também falem em nome daqueles que Deus deseja defender

(veja Sl 146:6-10 [‘6 que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade. 7 Que faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O Senhor liberta os encarcerados. 8 O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos.  9 O Senhor guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva, porém transtorna o caminho dos ímpios. 10 O Senhor reina para sempre; o teu Deus, ó Sião, reina de geração em geração. Aleluia!’]).”1

“5. Leia Isaías 58:1-10. O que essa mensagem, dada em seu tempo, lugar e contexto específicos, diz a nós hoje, em outra época, lugar e contexto? O que mudou desde a época em que Isaías a escreveu?”1

Isaías (58:1-10 ARA)2: “1 Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados. 2 Mesmo neste estado, ainda me procuram dia a dia, têm prazer em saber os meus caminhos; como povo que pratica a justiça e não deixa o direito do seu Deus, perguntam-me pelos direitos da justiça, têm prazer em se chegar a Deus, 3 dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta? Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. 4 Eis que jejuais para contendas e rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto. 5 Seria este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aceitável ao Senhor? 6 Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? 7 Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? 8 Então, romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do Senhor será a tua retaguarda; 9 então, clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás por socorro, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o dedo que ameaça, o falar injurioso; 10 se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.”

“O apelo dos profetas por justiça nunca foi um caminho para a popularidade. Mas motivados pela ordem de Deus, compreendendo Seu desejo de justiça, compadecendo-se da condição dos pobres e oprimidos e buscando o melhor para a sociedade, os profetas ousaram ser a voz dos que não tinham voz, apesar da oposição, incômodo e perigo (1Pe 3:17).”1

“Com base em nossa compreensão do evangelho e no chamado para refletir Jesus para o mundo, os adventistas do sétimo dia também têm muitas coisas boas a oferecer em relação ao tratamento do problema do mal no mundo.”1

“Veja alguns exemplos: ‘Os adventistas […] creem que as ações para reduzir a pobreza e suas resultantes injustiças sejam uma parte importante da responsabilidade social cristã. A Bíblia revela claramente o interesse especial de Deus pelos pobres e Suas expectativas quanto à maneira em que Seus seguidores devem auxiliar os incapazes de cuidar de si mesmos. Todo ser humano carrega a imagem de Deus e é destinatário de Sua bênção (Lc 6:20). Quando trabalhamos com os pobres, seguimos o exemplo e o ensino de Jesus (Mt 25:35, 36). Como comunidade espiritual, os adventistas do sétimo dia defendem a justiça para os pobres e abrem ‘a boca a favor do mudo’ (Pv 31:8) e contra os que privam ‘os pobres de seus direitos’ (Is 10:2; NVI). Agimos de acordo com Deus que mantém ‘o direito do necessitado’ (Sl 140:12; Declaração Oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia Sobre a Pobreza Mundial, 24 de junho de 2010).”1

Quinta-feira, 19 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Pacificação

Lições da Bíblia

“3. Leia Mateus 5:9. No mundo em que vivemos, como praticar o que Jesus disse nesse texto?”

Mateus (5:9 ARA)2: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.”

(Veja Mc 13:7 [‘Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer: filhos do trovão;’]).

Assinale a alternativa correta:

A. (   ) Por meio da força e da ameaça.
B. (   ) Devemos viver em paz e promover a paz, embora saibamos que guerras e conflitos continuarão ocorrendo até a volta de Cristo.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Um conflito causa significativo sofrimento. Incluídos nos custos da guerra estão as vítimas diretas e as vidas destruídas, os recursos dedicados à maquinaria militar e o sofrimento contínuo de sobreviventes e veteranos de guerra, mesmo entre os ‘vencedores’. Há também conflitos menores que marcam inúmeras vidas em famílias e comunidades. Sendo assim, o desejo por justiça não pode ignorar a ordem de pacificar.”1

“No centro do evangelho de Jesus está o gracioso e grandioso ato de pacificação de Deus, reconciliando o ser humano pecador com seu Criador (veja 2Co 5:18-21). E a reconciliação que recebemos se torna o padrão para que sejamos “embaixadores” dessa oferta de restauração de relacionamento para os outros também.”1

“4. Isaías 52:7. Como podemos colocar esse texto em prática?”1

Isaías (52:7 ARA)2: “Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!”1

“O evangelho traz a motivação, o modelo e o recurso para trabalharmos pela paz em nosso mundo violento: ‘O coração que se encontra em harmonia com Deus compartilha a paz do Céu e difunde ao redor de si sua bendita influência. O espírito de paz repousará como orvalho sobre os corações desgostosos e perturbados pelos conflitos mundanos’ (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 28).”1

“No Sermão da Montanha, Jesus disse: ‘Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus’ (Mt 5:9). Aprofundando a questão, Ele não apenas confirmou o mandamento ‘não matarás’, mas também disse que não devemos ficar irados nem guardar rancor (Mt 5:21-26) e que devemos amar nossos inimigos e orar por aqueles que nos perseguem (Mt 5:43-48), o que significa que devemos tomar medidas ativas para o bem deles. Há muitas histórias inspiradoras de pessoas que dedicaram a vida à pacificação em lugares de conflito, trazendo vislumbres de reconciliação e cura, aliviando parte do sofrimento trazido por esses conflitos.”1

“Como sua igreja pode agir como pacificadora em sua comunidade e em outros lugares?”1

Quarta-feira, 18 de setembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, jul. ago. set. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.