A imanência de Deus

Lições da Bíblia

“1. Leia Daniel 2:1-16. Qual foi a crise que os hebreus enfrentaram por causa do sonho que o Senhor deu ao rei?”1

Daniel (2:1-26 ARA)2: “1 No segundo ano do reinado de Nabucodonosor, teve este um sonho; o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono. 2 Então, o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus, para que declarassem ao rei quais lhe foram os sonhos; eles vieram e se apresentaram diante do rei. 3 Disse-lhes o rei: Tive um sonho, e para sabê-lo está perturbado o meu espírito. 4 Os caldeus disseram ao rei em aramaico: Ó rei, vive eternamente! Dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação. 5 Respondeu o rei e disse aos caldeus: Uma coisa é certa: se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas monturo; 6 mas, se me declarardes o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim dádivas, prêmios e grandes honras; portanto, declarai-me o sonho e a sua interpretação. 7 Responderam segunda vez e disseram: Diga o rei o sonho a seus servos, e lhe daremos a interpretação. 8 Tornou o rei e disse: Bem percebo que quereis ganhar tempo, porque vedes que o que eu disse está resolvido, 9 isto é: se não me fazeis saber o sonho, uma só sentença será a vossa; pois combinastes palavras mentirosas e perversas para as proferirdes na minha presença, até que se mude a situação; portanto, dizei-me o sonho, e saberei que me podeis dar-lhe a interpretação. 10 Responderam os caldeus na presença do rei e disseram: Não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige; pois jamais houve rei, por grande e poderoso que tivesse sido, que exigisse semelhante coisa de algum mago, encantador ou caldeu. 11 A coisa que o rei exige é difícil, e ninguém há que a possa revelar diante do rei, senão os deuses, e estes não moram com os homens. 12 Então, o rei muito se irou e enfureceu; e ordenou que matassem a todos os sábios da Babilônia. 13 Saiu o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos. 14 Então, Daniel falou, avisada e prudentemente, a Arioque, chefe da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios da Babilônia. 15 E disse a Arioque, encarregado do rei: Por que é tão severo o mandado do rei? Então, Arioque explicou o caso a Daniel. 16 Foi Daniel ter com o rei e lhe pediu designasse o tempo, e ele revelaria ao rei a interpretação.”

“Os sonhos eram levados a sério no mundo antigo. Quando um sonho parecia um mau presságio, muitas vezes ele indicava um desastre iminente. Assim, é compreensível que Nabucodonosor ficasse tão ansioso com um sonho do qual, para tornar as coisas ainda mais agourentas, ele não conseguia mais se lembrar. Sábios babilônios acreditavam que os deuses pudessem revelar a interpretação dos sonhos, mas, no caso desse sonho, não havia nada que os especialistas pudessem fazer porque o rei havia se esquecido do sonho. Se o conteúdo do sonho lhes fosse transmitido, eles encontrariam uma interpretação que agradasse ao rei. Entretanto, naquela situação sem precedentes, quando os especialistas foram incapazes de dizer ao rei do que o sonho se tratava, eles foram forçados a admitir que ninguém havia que pudesse ‘revelar diante do rei’ o seu sonho e a sua interpretação, ‘senão os deuses, e estes não moram com os homens’ (Dn 2:11).”1

“Frustrado, o rei ordenou que os sábios de Babilônia fossem mortos. Tal atrocidade não era desconhecida no mundo antigo. Fontes históricas atestam que, por causa de uma conspiração, Dario I mandou executar todos os magos, e Xerxes ordenou que fossem mortos os engenheiros que tinham construído uma ponte que acabou desmoronando. Quando Nabucodonosor publicou seu decreto, Daniel e seus companheiros haviam acabado de concluir o treinamento e tinham sido admitidos no círculo de especialistas do rei. Por isso, o decreto de morte se aplicava também a eles. Na realidade, o idioma original sugere que o assassinato teria começado imediatamente, e Daniel e seus amigos seriam executados em seguida. Mas Daniel, ‘avisada e prudentemente’ (Dn 2:14), abordou Arioque, o homem encarregado de efetuar as execuções. Por fim, Daniel pediu tempo ao rei para decifrar o mistério. Curiosamente, embora o rei tivesse acusado os magos de tentar ‘ganhar tempo’, ele prontamente atendeu ao pedido de Daniel. Aquele jovem hebreu certamente concordava com a afirmação dos magos de que nenhum ser humano podia resolver aquele mistério, mas o servo do Senhor também conhecia o Deus que podia revelar tanto o conteúdo quanto a interpretação do sonho.”1

“Os teólogos falam sobre a ‘imanência’ de Deus. Embora distinto da criação, Ele pode estar próximo dela. O sonho que o Senhor deu a Nabucodonosor seria uma prova de que Ele é muito imanente em relação aos seres humanos? (Veja também At 17:28 [‘pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.’]).”1

“Volte seus pensamentos a Deus em oração várias vezes ao longo do dia.”1

Domingo, 12 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Do mistério à revelação

Lições da Bíblia

“Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque Dele é a sabedoria e o poder” (Dn 2:20). 1

“Nas águas que cercam a Groenlândia há icebergs de muitos tamanhos. Às vezes, os pequenos blocos de gelo se movem em uma direção, enquanto suas contrapartes imensas flutuam para outra. Os ventos da superfície conduzem os pequenos blocos, enquanto as enormes massas de gelo são levadas pelas correntes oceânicas profundas. Considerar a ascensão e a queda das nações ao longo da História é como explicar os ventos da superfície e as correntes oceânicas. Os ventos representam tudo que é mutável e imprevisível, assim como a vontade humana. Porém, outra força ainda mais poderosa e muito semelhante às correntes oceânicas atua simultaneamente com essas rajadas e ventanias. É a ação segura dos propósitos sábios e soberanos de Deus. Como disse Ellen G. White: ‘Como as estrelas no vasto circuito de sua indicada órbita, os desígnios de Deus não conhecem adiantamento nem tardança’ (O Desejado de Todas as Nações, p. 32). Embora a ascensão e a queda de nações, ideologias e partidos políticos pareçam acontecer apenas a critério do capricho humano, ­Daniel 2 mostra que o Deus do Céu é quem realmente conduz a História humana para seu grande final.”1

Dez Dias de Oração e Resgate: utilize o relatório atualizado da secretaria da igreja para organizar a visitação às pessoas que precisam ser resgatadas. Mobilize as Unidades de Ação e os Pequenos Grupos.

Sábado, 11 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 

De Jerusalém a Babilônia – Estudo adicional

Lições da Bíblia

“Daniel e seus companheiros, em Babilônia, foram aparentemente mais favorecidos pelas circunstâncias em sua juventude do que José, nos primeiros anos de sua vida no Egito; no entanto, estiveram sujeitos a provas de caráter quase tão severas como as dele. Vindo de seu lar hebreu, de relativa simplicidade, esses jovens da linhagem real foram transportados à mais magnificente das cidades, para a corte de seu maior rei, e separados, a fim de ser instruídos para o serviço especial do palácio. As tentações que os cercavam naquela corte corrupta e luxuosa eram fortes. O fato de que eles, os adoradores de Jeová, eram cativos em Babilônia, de que os utensílios da casa de Deus tinham sido postos no templo dos deuses daquela cidade e de que o próprio rei de Israel era prisioneiro nas mãos dos babilônios era orgulhosamente mencionado pelos vitoriosos como evidência de que sua religião e seus costumes eram superiores aos dos hebreus. Sob tais circunstâncias, e por meio das próprias humilhações ocasionadas pelo afastamento de Israel dos mandamentos de Deus, Ele apresentou a Babilônia evidências de Sua supremacia, da santidade de Suas ordens e do resultado certo da obediência. E esse testemunho Ele deu, como unicamente poderia ter dado, por meio daqueles que ainda mantinham firme sua fidelidade” (Ellen G. White, Educação, p. 54).1

Perguntas para discussão

“1. Fale sobre os desafios culturais e sociais que você enfrenta como cristão em sua sociedade. Quais são eles e como a Igreja pode oferecer uma resposta a esses desafios?”1

“2. Para Daniel e seus amigos, teria sido fácil transigir quanto à sua fé; afinal, os babilônios tinham derrotado a nação judaica. O que mais era necessário para ‘provar’ que os ‘deuses’ babilônicos eram superiores ao Deus de Israel, e que, portanto, Daniel e seus companheiros precisavam aceitar esse fato? Nesse caso, a quais verdades bíblicas importantes eles podem ter se apegado a fim de encontrar apoio nesse período? (Jr 5:19; Jr 7:22-34.) Por que é importante conhecer a Bíblia e entender a verdade presente?”1

“3. Por que a fidelidade é tão importante, não apenas para nós, mas para aqueles a quem ela serve de testemunho do caráter do Senhor, a quem procuramos servir?”1

Sexta-feira, 10 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 

A prova final

Lições da Bíblia

“5. Leia Daniel 1:17-21. Qual foi o segredo para o sucesso dos quatro jovens? (Veja também Jó 38:36; Pv 2:6; Tg 1:5).”1

Daniel (1:17-21 ARA)2: “17 Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos. 18 Vencido o tempo determinado pelo rei para que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe à presença de Nabucodonosor. 19 Então, o rei falou com eles; e, entre todos, não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso, passaram a assistir diante do rei. 20 Em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino. 21 Daniel continuou até ao primeiro ano do rei Ciro.”

Jó (38:36 ARA)2: “Quem pôs sabedoria nas camadas de nuvens? Ou quem deu entendimento ao meteoro?”

Provérbios (2:6 ARA)2: “Porque o Senhor dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento.”

Tiago (1:5 ARA)2: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.”

“Depois de três anos de treinamento na ‘Universidade da Babilônia’, os quatro hebreus foram levados perante o rei para a prova final. Eles não eram apenas mais saudáveis do que os outros alunos, mas também os superaram em conhecimento e sabedoria. Os quatro foram imediatamente contratados para servir ao rei. Não devemos nos esquecer de que esse conhecimento e sabedoria evidentemente incluíam muito paganismo. No entanto, eles aprenderam mesmo assim, e aprenderam muito bem, ainda que não acreditassem nessas coisas.”1

“Nabucodonosor pode ter pensado que esse sucesso estivesse relacionado com a dieta do palácio e ao programa de treinamento ao qual os quatro alunos haviam sido submetidos. No entanto, Daniel e seus companheiros sabiam (e a narrativa mostra isso claramente) que seu desempenho superior não foi devido ao sistema babilônico. Tudo tinha vindo de Deus. Que exemplo poderoso do que o Senhor pode fazer por aqueles que confiam Nele! Não devemos temer o poder opressor da mídia, dos governos e de outras instituições que ameaçam destruir nossa identidade como filhos de Deus. Quando colocamos nossa confiança em Deus, podemos ter a certeza de que Ele pode nos sustentar em momentos difíceis e nos preservar contra todas as adversidades. O segredo é fazermos escolhas certas quando confrontados com desafios à nossa fé.”1

“Observando Daniel 1, aprendemos algumas lições muito importantes sobre Deus: (1) Ele está no controle da História. (2) O Senhor concede sabedoria para que possamos nos orientar no ambiente hostil de nossa cultura e sociedade. (3) Ele honra os que confiam Nele mediante a convicção interior e o estilo de vida.”1

“O capítulo conclui indicando que ‘Daniel continuou até ao primeiro ano do rei Ciro’ (Dn 1:21). A menção a Ciro nesse verso é significativa: ela apresenta um vislumbre de esperança em meio a uma experiência de exílio. Ciro foi o escolhido por Deus para libertar Seu povo e permitir que ele voltasse para Jerusalém. Embora o capítulo comece com a derrota e o exílio, ele conclui com um vislumbre de esperança e uma volta ao lar. Este é o nosso Deus: nos momentos mais difíceis da nossa vida, Ele sempre abre uma janela de esperança para que vejamos a glória e a alegria que estão além do sofrimento e da dor.”1

“Desconfie sempre do seu poder e capacidade. Isso fará você confiar cada vez mais em Cristo.”1

Quinta-feira, 09 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Imaculado e sábio

Lições da Bíblia

“Daniel e seus companheiros foram escolhidos para o serviço real porque se encaixavam no perfil estabelecido por Nabucodonosor. De acordo com o rei, os oficiais do palácio deviam ser ‘sem nenhum defeito’ e de ‘boa aparência’ (Dn 1:4). Curiosamente, os sacrifícios e as pessoas que serviam no santuário não deviam ter ‘defeito’ (Lv 21:16-24; Lv 22:17-25). O rei da Babilônia parecia se comparar ao Deus de Israel na medida em que ele exigia qualificações semelhantes para aqueles que serviam em seu palácio. Por outro lado, essas qualificações podem sugerir casualmente que Daniel e seus compatriotas teriam sido sacrifícios vivos para o Senhor ao enfrentarem os desafios do Império Babilônico.”1

“4. Leia Gálatas 2:19,20, Mateus 16:24-26 e 2Coríntios 4:17. De acordo com esses versos, como podemos permanecer fiéis em meio às tentações que enfrentamos? Assinale a alternativa correta:”1

Gálatas (2:19,20 ARA)2: “19 Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; 20 logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.”

Mateus (16:24-26 ARA)2: “24 Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. 25 Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. 26 Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?”

2Coríntios (4:17 ARA)2: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação,”

A. (   ) Confiando em nós mesmos e em nossa capacidade.
B. (   ) Negando a nós mesmos e perseverando na fé.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Deus honrou a lealdade dos quatro cativos hebreus e, ao final dos dez dias, eles pareciam mais saudáveis e mais nutridos do que os outros que comeram da mesa real. Assim, Deus concedeu aos Seus quatro servos ‘o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria’, e somente a Daniel o Senhor ‘deu inteligência de todas as visões e sonhos’ (Dn 1:17). Esse dom desempenhou uma função significativa no ministério profético de Daniel.”1

“Assim como Deus honrou a fé de seus servos na corte de Babilônia, Ele nos dá sabedoria ao enfrentarmos os desafios do mundo. A partir da experiência de Daniel e de seus companheiros, percebemos que é realmente possível permanecer incontaminados dos elementos corruptores da nossa sociedade. Também aprendemos que não precisamos nos isolar da sociedade e de sua vida cultural para servir a Deus. Daniel e seus companheiros não apenas viveram em meio a uma cultura fundamentada em mentiras, erros e mitos, mas foram instruídos nessas mentiras, erros e mitos. Contudo, eles permaneceram fiéis.”1

“Não importa onde vivamos, enfrentamos o desafio de permanecer fiéis ao que acreditamos em meio a influências culturais e sociais contrárias a essa crença. Identifique as influências negativas em sua cultura. Você está resistindo a essas influências?”1

Quarta-feira, 08 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Firme decisão

Lições da Bíblia

3. Em Daniel 1:7-20, vemos dois fatores em ação: o livre-arbítrio de Daniel e a intervenção de Deus. Além disso, que princípio importante aparece no texto?

Daniel (1:7-20 ARA)2: 7 O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abede-Nego. 8 Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. 9 Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos. 10 Disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade? Assim, poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei. 11 Então, disse Daniel ao cozinheiro-chefe, a quem o chefe dos eunucos havia encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azarias: 12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos deem legumes a comer e água a beber. 13 Então, se veja diante de ti a nossa aparência e a dos jovens que comem das finas iguarias do rei; e, segundo vires, age com os teus servos. 14 Ele atendeu e os experimentou dez dias. 15 No fim dos dez dias, a sua aparência era melhor; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei. 16 Com isto, o cozinheiro-chefe tirou deles as finas iguarias e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes. 17 Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos. 18 Vencido o tempo determinado pelo rei para que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe à presença de Nabucodonosor. 19 Então, o rei falou com eles; e, entre todos, não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso, passaram a assistir diante do rei. 20 Em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino.”

“Parece que os quatro cativos hebreus não se opuseram aos nomes babilônicos que lhes foram dados. Muito provavelmente, não havia nada que pudessem fazer quanto a isso, além de usar seus nomes hebraicos entre si. Mas em relação à comida e ao vinho da mesa do rei, certamente eles tinham o poder de decidir consumi-los ou não. Portanto, a livre escolha dos quatro homens foi muito importante naquele momento.”1

“No entanto, se um oficial podia alterar seus nomes, ele também poderia alterar o cardápio. Há duas razões prováveis pelas quais os quatro não quiseram comer da mesa do rei.”1

“Primeiramente, as refeições da mesa do rei poderiam conter carnes imundas (Lv 11). Em segundo lugar, a comida era oferecida primeiramente à imagem do deus [babilônio] e depois enviada ao rei para seu consumo. Portanto, quando Daniel, sem recorrer ao subterfúgio ou ao engano, deixou claro que seu pedido tinha uma motivação religiosa, ou seja, a comida no palácio contaminaria a ele e a seus amigos (Dn 1:8), ele estava sendo muito corajoso.”1

“Quando analisamos a interação entre Daniel e o oficial babilônio, alguns pontos importantes se destacam. Primeiro, Daniel parecia entender bem a difícil posição do oficial. Por isso, ele propôs um teste. Dez dias para o consumo das refeições alternativas deviam ser suficientes para demonstrar os benefícios da dieta e, assim, acabar com os medos do oficial. Segundo, a certeza de Daniel de que o resultado seria muito positivo em tão pouco tempo originava-se de sua confiança absoluta em Deus. Terceiro, a escolha de uma dieta à base de vegetais e água aponta para a comida que Deus havia concedido à humanidade na criação (veja Gn 1:29), um fato que pode também ter influenciado a escolha de Daniel. Afinal, qual dieta poderia ser melhor do que a que Deus nos deu originalmente?”1

“Por que a livre escolha de Daniel foi tão importante a ponto de abrir o caminho para que Deus agisse (veja Dn 1:9 [‘Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos.’])? Quais lições podemos extrair desse relato sobre a importância de nossas decisões? Como nossa confiança em Deus deve impactar nossas escolhas?”1

Terça-feira, 07 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Fé sob pressão

Lições da Bíblia

“2. Leia Daniel 1. Os jovens hebreus foram pressionados a se enquadrarem a quais aspectos da cultura de Babilônia?”1

Daniel (1 ARA)2: “1 No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e a sitiou. 2 O Senhor lhe entregou nas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e alguns dos utensílios da Casa de Deus; a estes, levou-os para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e os pôs na casa do tesouro do seu deus. 3 Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, 4 jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus. 5 Determinou-lhes o rei a ração diária, das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, ao cabo dos quais assistiriam diante do rei. 6 Entre eles, se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias. 7 O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abede-Nego. 8 Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. 9 Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos. 10 Disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade? Assim, poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei. 11 Então, disse Daniel ao cozinheiro-chefe, a quem o chefe dos eunucos havia encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azarias: 12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos deem legumes a comer e água a beber. 13 Então, se veja diante de ti a nossa aparência e a dos jovens que comem das finas iguarias do rei; e, segundo vires, age com os teus servos. 14 Ele atendeu e os experimentou dez dias. 15 No fim dos dez dias, a sua aparência era melhor; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei. 16 Com isto, o cozinheiro-chefe tirou deles as finas iguarias e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes. 17 Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos. 18 Vencido o tempo determinado pelo rei para que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe à presença de Nabucodonosor. 19 Então, o rei falou com eles; e, entre todos, não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso, passaram a assistir diante do rei. 20 Em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino. 21 Daniel continuou até ao primeiro ano do rei Ciro.”

“Quando chegaram a Babilônia, aqueles quatro jovens tiveram que enfrentar um perigoso desafio à sua fé e às suas convicções: eles foram selecionados para receber treinamento especial para servir ao rei. Os antigos reis costumavam recrutar alguns de seus melhores cativos para servir no palácio real e, assim, transferir sua lealdade ao rei e aos deuses do império que os haviam capturado. De fato, todo o processo pretendia efetuar algum tipo de conversão e doutrinação que resultasse em uma mudança de visão de mundo. Como parte desse processo, os cativos hebreus tiveram seus nomes alterados. Um novo nome sinalizava uma mudança de propriedade e uma mudança de destino. Portanto, ao renomear os cativos, os babilônios pretendiam exercer autoridade sobre eles e forçá-los a assimilar os valores e a cultura da Babilônia. Seus nomes originais, que apontavam para o Deus de Israel, foram substituídos por nomes que honravam as divindades estrangeiras. Além disso, o rei determinou que os rapazes comessem da comida de sua mesa. Comer da comida do rei tinha profundas implicações na Antiguidade. Significava completa lealdade ao rei e refletia dependência dele. E, como a comida era geralmente oferecida ao deus ou aos deuses do império, comer também tinha um profundo sentido religioso. Evidentemente, isso significava aceitar o sistema de adoração do rei e participar dele.”

“Portanto, Daniel e seus companheiros se encontravam em circunstâncias desafiadoras. Para que eles permanecessem fiéis a Deus e sobrevivessem ao poder opressor do sistema imperial era necessário nada menos que um milagre. Para complicar ainda mais, a cidade de Babilônia também se mantinha como uma expressão monumental da realização humana. A beleza arquitetônica dos templos babilônicos, os jardins suspensos e o rio Eufrates, serpenteando pela cidade, transmitiam uma imagem de poder e glória insuperáveis. Assim, Daniel e seus amigos receberam uma oportunidade de promoção e a chance de desfrutar dos benefícios e prosperidade desse sistema. Eles poderiam deixar de ser cativos hebreus e se tornarem oficiais reais. Transigiriam eles em seus princípios para trilhar o caminho fácil para a glória?”1

“De que maneira esses rapazes poderiam ter racionalizado a decisão de transigir com suas convicções? Você enfrenta desafios semelhantes, ainda que sejam mais sutis?1

Segunda-feira, 06 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A soberania de Deus

Lições da Bíblia

“À primeira vista, o livro de Daniel começa com um sombrio tom de derrota. Judá havia se rendido a Nabucodonosor e os utensílios do templo tinham sido levados de Jerusalém para a terra de Sinar. A palavra Sinar aparece na Bíblia em Gênesis 11:2 como sendo a localização da Torre de Babel. Sinar é um indício nefasto, pois faz alusão a um projeto firmado em aberta rebeldia para com Deus. Porém, embora os construtores de Babel tivessem fracassado na tentativa de alcançar o céu, as aparências exteriores sugeriram que Nabucodonosor e seus deuses, localizados na terra de Sinar, tinham dominado o Deus da aliança de Israel.

No entanto, as frases iniciais do livro de Daniel deixam claro que a derrota de Jerusalém não foi creditada ao poder superior do rei babilônico; em vez disso, ocorreu porque ‘O Senhor lhe entregou nas mãos a Jeoaquim, rei de Judá’ (Dn 1:2). Muito antes, Deus havia anunciado que, se o Seu povo O esquecesse e quebrasse a aliança, Ele os enviaria como cativos para uma terra estrangeira. Portanto, Daniel sabia que, por trás e além do poder militar de Babilônia, o Deus do Céu estava comandando a marcha da História. Essa visão clara da soberania de Deus sustentou os jovens hebreus e lhes deu força e coragem para enfrentar a tentação e a pressão do Império Babilônico.”1

“1. Leia 2Reis 21:10-16; 2Reis 24:18-20 e Jeremias 3:13. Por que Deus entregou Judá e Jerusalém nas mãos dos babilônios? Assinale a alternativa correta:”1

2Reis (21:10-16 ARA)2: “10 Então, o Senhor falou por intermédio dos profetas, seus servos, dizendo: 11 Visto que Manassés, rei de Judá, cometeu estas abominações, fazendo pior que tudo que fizeram os amorreus antes dele, e também a Judá fez pecar com os ídolos dele, 12 assim diz o Senhor, Deus de Israel: Eis que hei de trazer tais males sobre Jerusalém e Judá, que todo o que os ouvir, lhe tinirão ambos os ouvidos. 13 Estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samaria e o prumo da casa de Acabe; eliminarei Jerusalém, como quem elimina a sujeira de um prato, elimina-a e o emborca. 14 Abandonarei o resto da minha herança, entregá-lo-ei nas mãos de seus inimigos; servirá de presa e despojo para todos os seus inimigos. 15 Porquanto fizeram o que era mau perante mim e me provocaram à ira, desde o dia em que seus pais saíram do Egito até ao dia de hoje. 16 Além disso, Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até encher Jerusalém de um ao outro extremo, afora o seu pecado, com que fez pecar a Judá, praticando o que era mau perante o Senhor.”

2Reis (24:18-20 ARA)2: “18 Tinha Zedequias a idade de vinte e um anos quando começou a reinar e reinou onze anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Hamutal e era filha de Jeremias, de Libna. 19 Fez ele o que era mau perante o Senhor, conforme tudo quanto fizera Joaquim. 20 Assim sucedeu por causa da ira do Senhor contra Jerusalém e contra Judá, a ponto de os rejeitar de sua presença. Zedequias rebelou-se contra o rei da Babilônia.”

Jeremias (3:13 ARA)2: “Tão somente reconhece a tua iniquidade, reconhece que transgrediste contra o Senhor, teu Deus, e te prostituíste com os estranhos debaixo de toda árvore frondosa e não deste ouvidos à minha voz, diz o Senhor.”

A. (   ) Porque Judá e Jerusalém fizeram o que era mau perante o Senhor.
B. (   ) Por causa do poder irresistível de Babilônia.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“Ao enfrentarmos os desafios do século 21, precisamos retomar a percepção de Deus tão vividamente refletida no livro de Daniel. De acordo com o profeta, o Senhor a quem servimos não apenas dirige as forças da História por Sua soberania, mas também intervém misericordiosamente na vida de Seu povo para conceder-lhe auxílio crucial em tempos de necessidade. E, como veremos mais adiante, Deus fará por Seu povo no tempo do fim o que fez pelos cativos hebreus, independentemente dos vários ataques a eles e à sua fé.”1

“Quais desafios você enfrenta, de fontes externas, de dentro da igreja ou de seus defeitos de caráter? Como você pode se apoiar no poder de Deus para vencer o que está diante de você?”1

“Os recursos que Deus lhe deu estão sendo usados para promover o Reino de Deus na Terra?”1

Domingo, 05 de janeiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.